sábado, julho 18, 2026

Autor: Redação

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Boi gordo já é negociado abaixo de R$ 300 na Região Norte; veja cotações no país



O mercado físico do boi gordo teve mais um dia marcado por queda nos preços da arroba, com as baixas mais acentuadas registradas nas regiões produtoras do Norte do país.

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, as indústrias que atuam na região já realizam boa quantidade dos negócios abaixo dos R$ 300 a arroba.

“O avanço das escalas de abate sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo. A saturação da demanda doméstica de carne bovina é outro elemento que justifica o recente comportamento das indústrias, com os preços no atacado já cravados em sua máxima histórica, com pouco espaço para reajustes”, disse o analista da empresa Fernando Henrique
Iglesias.

Preços médios do boi gordo

  • São Paulo: R$ 326,25
  • Goiás: R$ 316,43
  • Minas Gerais: R$ 315,88
  • Mato Grosso do Sul: R$ 322,84
  • Mato Grosso: R$ 304,47

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresenta preços firmes, mas a demanda doméstica realmente parece incapaz de absorver novos reajustes da carne bovina, com os preços no atacado ainda cravados em suas máximas históricas.

“O fato é que boa parcela da população vai priorizar o consumo de proteínas mais acessíveis, como a carne de frango, principalmente, mesmo em um mês de forte circulação monetária, como é dezembro”, disse Iglesias, lembrando do recebimento do 13º salário.

O quarto dianteiro permanece precificado a R$ 20,50, por quilo. Quarto traseiro permanece precificado a R$ 27, por quilo. Ponta de agulha permanece no patamar de R$ 19,50, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,58%, sendo negociado a R$ 6,0088 para venda e a R$ 6,0068 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,9597 e a máxima de R$ 6,0357.



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Preços estáveis; veja como a soja se comportou



O mercado brasileiro da soja teve um dia calmo em termos de negócios. Poucos lotes foram movimentados nesta sexta-feira (6), apesar do dólar valorizado. Muitos agentes já estão fora do mercado. Os preços ficaram entre estáveis a mais altos no dia. No Mato Grosso, as cotações começam a se ajustar para a safra nova, mas ainda não há soja disponível para negociar.

Cotações no Brasil

  • Passo Fundo (RS): preço subiu de R$ 136,50 para R$ 138,00
  • Missões (RS): preço subiu de R$ 135,50 para R$ 137,00
  • Porto de Rio Grande (RS): preço subiu de R$ 143,00 para R$ 144,00
  • Cascavel (PR): preço aumentou de R$ 136,00 para R$ 137,00
  • Porto de Paranaguá (PR): preço subiu de R$ 142,00 para R$ 143,00
  • Rondonópolis (MT): preço caiu de R$ 139,00 para R$ 136,00
  • Dourados (MS): preço manteve-se em R$ 138,00
  • Rio Verde (GO): preço estabilizou em R$ 138,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mistos. Na semana, a posição janeiro teve valorização de 0,4%.

O mercado iniciou o dia e permaneceu boa parte da sessão no território positivo, encontrando sustentação em sinais de demanda aquecida e em fatores técnicos. No entanto, ao longo do dia, os fundamentos prevaleceram e trouxeram pressão, com o bom desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos.

USDA

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deverá fazer apenas pequenos ajustes nas estimativas para os estoques mundiais e norte-americanos de soja no relatório de dezembro. Os dados do USDA serão divulgados na terça-feira, 10 de dezembro, às 14h.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,11%, sendo negociado a R$ 6,0758 para venda e a R$ 6,0738 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,9834 e a máxima de R$ 6,0924. Na semana, a moeda teve valorização de 1,23%.



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Litro do mel a R$ 1,8 mil; polícia inicia operação para reprimir comércio ilegal de colmeias



A Polícia Federal deflagrou nessa quinta-feira (5) a Operação Zangão, com o objetivo de coibir a prática do comércio ilegal de colmeias e enxames de abelhas sem ferrão em Goiás.

Os oficiais cumpriram um mandado de busca e apreensão em Goiânia, onde apreenderam duas caixas de colmeias abandonadas pelos enxames de abelhas sem ferrão que nelas habitavam.

As investigações apuraram que o comércio se dava por meio de anúncios publicados na internet. Dependendo da raridade da espécie da abelha (a PF não divulgou o nome), o litro do mel pode chegar a valer R$ 1,8 mil e, um enxame de mesma espécie, de R$ 500 a R$ 700.

A aquisição, captura na natureza e/ou o comércio de colmeias, colônias e/ou enxames de abelhas sem ferrão, cujas espécies são ameaçadas de extinção, são práticas vedadas pela Resolução nº 496/2020 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), podendo caracterizar a ocorrência dos crimes de caça ilegal e de receptação.



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AgroNewsPolítica & Agro

Investimento de R$ 180 milhões impulsiona Centro de Pesquisa em Indaiatuba/SP


A cidade de Indaiatuba, no interior de São Paulo, se tornou sede do novo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (CPD-I), voltado exclusivamente para a agricultura . O projeto, que contou com investimento de R$ 180 milhões, visa atender de forma mais ágil às demandas dos produtores rurais, encurtando o tempo de desenvolvimento de tecnologias voltadas à realidade do campo brasileiro.

As instalações do CPD-I incluem escritórios, laboratórios, salas para calibração e manutenção, oficinas e impressoras 3D, além de uma ampla área de testes de campo com mais de 400 mil m². O centro tem como objetivo principal desenvolver tecnologias adaptadas às condições da agricultura tropical, considerando variáveis como tipos de solo, clima, conectividade e sistemas de produção. Inicialmente, 110 profissionais foram alocados para trabalhar na unidade, mas o número deverá crescer nos próximos anos.

Para Cristiano Correia, vice-presidente de Sistemas de Produção da companhia para a América Latina, o centro é uma oportunidade de criar soluções mais eficazes para atender às necessidades locais. “Sabemos que a agricultura tropical desempenha um papel essencial não só para o Brasil, mas também para o futuro do planeta. Por isso, vamos trabalhar para oferecer tecnologias que apoiem os produtores rurais e contribuam para sistemas de produção mais eficientes e sustentáveis”, destacou.

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O prefeito de Indaiatuba, Nilson Gaspar, reforçou o impacto positivo do projeto na cidade e para o setor agrícola. “Este centro de pesquisa é um motivo de orgulho, pois sabemos que os produtos que alimentarão milhões de pessoas serão desenvolvidos aqui. Além disso, o empreendimento trouxe desenvolvimento e contribuiu para a qualidade de vida do nosso município. Agradeço aos vereadores que ajudaram a tornar esse projeto realidade”, afirmou.

O secretário de Agricultura do Estado de São Paulo, Guilherme Piai, também destacou a relevância do CPD-I. “Os produtores são os verdadeiros heróis deste país. Este centro nos levará mais longe na agricultura tropical, trazendo soluções alinhadas à nossa realidade, como solos, clima e até mesmo a possibilidade de três safras por ano. Tenho certeza de que esse projeto será um divisor de águas para o agronegócio”, declarou.

As soluções desenvolvidas no centro atenderão às principais cadeias produtivas brasileiras, como grãos, cana-de-açúcar, algodão e cultivos especiais. Além disso, o espaço amplia a capacidade de realizar testes e ajustes localizados, reduzindo o tempo entre a criação de novas tecnologias e sua aplicação prática no campo.

* A jornalista viajou a convite da John Deere. 





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Abiove avaliará alterações na Moratória da Soja



Na próxima semana, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) realizará uma reunião para discutir alterações na Moratória da Soja. A proposta é revisar a forma como a moratória é monitorada, passando de uma análise a nível de fazendas inteiras para uma avaliação mais detalhada por campo individual. Isso permitiria que os produtores escolhessem quais áreas de suas terras estariam em conformidade com os critérios estabelecidos.

Em resposta à discussão, a Abiove reafirmou seu compromisso com a defesa da Moratória da Amazônia, destacando que continua a buscar um equilíbrio entre as necessidades dos agricultores e as demandas do mercado, propondo ajustes ao modelo atual para aprimorar a fiscalização e a conformidade.

No mês passado, o estado de Mato Grosso se posicionou contra as empresas que aderem à moratória, aprovando uma lei estadual que retira incentivos fiscais de empresas que aplicam a Moratória da Soja ou firmam acordos comerciais que contrariem a legislação nacional, a Constituição Federal ou o Código Florestal Brasileiro.

A legislação de preservação ambiental no bioma amazônico exige que os proprietários de terras mantenham 80% de suas propriedades preservadas, com apenas 20% para o uso agrícola. A maioria dos produtores apoia a aplicação da lei, reconhecendo que o desmatamento ilegal não só prejudica o meio ambiente, mas também impacta a imagem do Brasil e a competitividade do agronegócio.



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Embrapa abre concurso público com 1.027 vagas e salários de até R$ 12,8 mil



A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) anunciou, nesta sexta-feira (6), um novo concurso público com 1.027 vagas para os cargos de assistente, técnico, analista e pesquisador. A organização ficará a cargo do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe).

As inscrições estarão abertas de 16 de dezembro de 2024 a 7 de janeiro de 2025 e podem ser feitas pelo site do Cebraspe. As provas objetivas e discursivas estão previstas para 23 de março de 2025, sendo realizadas em todas as capitais brasileiras e nas cidades onde a Embrapa possui unidades.

Salários-base

Os cargos têm remunerações atrativas, variando conforme o nível de escolaridade e a função:

  • Pesquisador – Classe B: R$ 12.814,61;
  • Analista – Classe B: R$ 10.921,33;
  • Técnico – Classe B: R$ 5.556,81;
  • Assistente – Classe C: R$ 2.186,19.

Vagas e áreas de atuação

As oportunidades abrangem 189 áreas e subáreas, alinhadas às demandas estratégicas da empresa. Os candidatos devem escolher a área desejada durante a inscrição e poderão ser alocados em qualquer unidade da Embrapa com vagas disponíveis.

A Embrapa possui uma sede em Brasília (DF) e 43 unidades descentralizadas distribuídas pelo Brasil.

Das 1.027 vagas oferecidas, 719 serão destinadas à ampla concorrência, 205 para pessoas pretas ou pardas (PPP) e 103 para pessoas com deficiência (PCD).

Exigências e etapas do processo seletivo

Os cargos disponíveis exigem diferentes níveis de escolaridade:

  • Pesquisador: formação mínima de mestrado;
  • Analista: curso superior completo;
  • Técnico: nível médio;
  • Assistente: nível fundamental incompleto.

O processo seletivo inclui etapas específicas para cada carreira, com avaliações objetivas e discursivas, além de análise curricular e outras etapas, dependendo do cargo escolhido.

Áreas de destaque

Além das áreas tradicionais, como advocacia, melhoramento genético e entomologia, o concurso oferece vagas em áreas emergentes, como biologia sintética, ciências ômicas, ciência de dados, nanotecnologia e governança sustentável (ESG).

Declarações das lideranças

A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, destacou a importância do certame para renovar o quadro de funcionários da empresa. “Essa iniciativa reforça nosso compromisso com a renovação e a valorização de profissionais qualificados, alinhados à nossa missão de promover inovação e excelência”, afirmou.

Selma Beltrão, diretora de Administração, ressaltou a relevância do concurso, que acontece após 15 anos. “A realização do concurso da Embrapa vem repleta de expectativas de que, em breve, contaremos com mais profissionais e novos perfis que contribuam para os desafios atuais e futuros da empresa e para o necessário avanço da pesquisa agropecuária tropical”, disse.

Informações adicionais

Os interessados podem acessar o edital completo no site do Cebraspe. O certame representa uma oportunidade histórica para quem deseja ingressar em uma das instituições mais relevantes para a pesquisa agropecuária no Brasil.



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Acordo Mercosul-UE pode ajudar PIB do Brasil a crescer mais, afirma Alckmin



O presidente da República em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, vice-presidente Geraldo Alckmin, destacou nesta sexta-feira (6) os impactos econômicos que serão gerados para o Brasil a partir do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia – que ainda depende da conclusão de uma série de etapas para entrar em vigor. Alckmin citou o potencial de o tratado ajudar a reduzir a inflação e aumentar o crescimento do PIB brasileiro.

Segundo o ministro, as negociações tiveram o apoio das associações representativas da Indústria (CNI), do Comércio (CNC) e da Agricultura (CNA).

“Pode ajudar a fazer o PIB do Brasil crescer mais, as exportações brasileiras crescerem mais, a renda e o emprego crescer mais e derrubar a inflação. Então é uma agenda extremamente positiva, e depois de anos e anos de negociação, finalmente se celebra o anúncio deste acordo”, disse Alckmin a jornalistas.

Segundo estudo divulgado pelo governo, o acordo vai gerar para o Brasil um efeito positivo de 0,34% sobre o PIB (R$ 37 bilhões), com aumento de 0,76% nos investimentos (R$ 13,6 bilhões), uma redução de 0,56% no nível de preços ao consumidor e aumento de 0,42% nos salários reais. Os desvios porcentuais foram estimados para o ano de 2044, e os valores em reais consideram o ano base de 2023.

A referência a 2044 é feita porque, em modelos de equilíbrio geral, os impactos nas variáveis macroeconômicas são normalmente feitos para 20 anos, tempo suficiente para considerar que a economia estaria totalmente ajustada às novas circunstâncias, explicou uma fonte à reportagem.

Segundo Alckmin, estudos também mostraram que as exportações para a União Europeia poderão crescer na agricultura 6,7%, 14,8% nos serviços e 26,6% na indústria de transformação.



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AgroNewsPolítica & Agro

Safra de milho projeta produtividade elevada em áreas irrigadas



Plantio do milho atinge 90% da área prevista no RS




Foto: Agrolink

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (5) pela Emater/RS-Ascar, no Rio Grande do Sul, o plantio do milho avançou para 90% da área projetada para a safra 2024/2025. Atualmente, 40% das lavouras estão em fase vegetativa, 25% em florescimento, 34% em enchimento de grãos, e 1% já alcançou a maturação.

As precipitações ocorridas entre 20 de novembro e 1º de dezembro ajudaram a melhorar os níveis de umidade do solo, trazendo alívio aos produtores. No entanto, a estiagem no início de novembro provocou impactos em áreas que enfrentaram déficit hídrico entre o final de outubro e meados de novembro. Nessas regiões, as perdas de produtividade são consolidadas e variam de acordo com a intensidade e a duração do estresse hídrico. Ainda assim, caso o regime de chuvas permaneça favorável, a expectativa é de que a produção deste ano supere a safra anterior.

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Nas áreas irrigadas, o cenário é mais otimista, com potencial produtivo elevado. A alta disponibilidade de radiação solar durante o dia e as temperaturas amenas à noite favorecem o desenvolvimento das plantas, sustentando boas perspectivas para a colheita.

As práticas de manejo variam de acordo com o estágio de desenvolvimento das lavouras. Nas áreas em semeadura, germinação e desenvolvimento inicial, os produtores têm realizado adubações e controle de plantas daninhas. Em casos pontuais, inseticidas e fungicidas são aplicados quando há necessidade de controle. Para a safra 2024/2025, a Emater/RS-Ascar projeta o cultivo de 748.511 hectares, com uma produtividade média esperada de 7.116 kg/ha.

O preço médio da saca de 60 kg de milho registrou uma leve queda de 0,25% em relação à semana anterior, passando de R$ 68,17 para R$ 68,00, de acordo com o levantamento semanal da Emater/RS-Ascar.





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Produtores e pesquisadores apresentam relatório de gestão integrada dos recursos hídricos


Um relatório sobre a Gestão dos Recursos Hídricos Superficiais e Subterrâneos no Oeste da Bahia, foi apresentado por produtores rurais e pesquisadores aos promotores públicos do estado da Bahia e aos técnicos da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) e do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema). 

A reunião para a apresentação dos resultados do projeto foi realizada nesta quinta-feira (5), com representantes das associações Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) e de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) em Salvador (BA).

De acordo com as entidades, esta também foi considerada a primeira reunião do grupo de trabalho, capitaneada pela Sema, que vai possibilitar uma integração para geração de dados consolidados sobre a Gestão dos Recursos Hídricos Superficiais e Subterrâneos no Oeste da Bahia.

Executores da pesquisa de monitoramento no Oeste, os pesquisadores das universidades federais de Viçosa (UFV) e do Rio de Janeiro (UFRJ), Everardo Mantovani, Marcos Heli, Michel Castro e Gerson Cardoso, levaram os resultados dos monitoramentos do regime de chuvas e das águas superficiais e subterrâneas do Aquífero Urucuia. 

Cooperação

Dentro do convênio de cooperação técnica já firmado entre a Sema, Inema, Aiba e UFV, foi estabelecida a proposta de atualização do plano de trabalho para o próximo ano.

Um dos objetivos é aumentar a periodicidade dos encontros técnicos para avançar nas próximas etapas do projeto de monitoramento dos recursos hídricos.

reunião de apresentação dos resultados do monitoramento e gestão dos recursos hídricos do oeste da bahiareunião de apresentação dos resultados do monitoramento e gestão dos recursos hídricos do oeste da bahia
Foto: Divulgação

Os esforços também se concentrarão na instalação de estações pluviométricas e fluviométrica para medir os índices de precipitação de chuvas e os níveis dos rios da região.

O Inema apresentou a estrutura de monitoramento do estado, reforçando a importância da ampliação da infraestrutura na região. 

A diretora-geral do Inema, Maria Amélia Lins, defende a gestão integrada dos dados coletados sobre os recursos hídricos da região, que deve ser disponibilizada em portal eletrônico, evidenciando o trabalho já desenvolvido pelo órgão na disponibilização dos dados hidrológicos do estado.

“É muito importante este convênio de cooperação para aumentar a estrutura de monitoramento e que esses dados a serem divulgados em um portal como forma de gerar mais transparência e credibilidade e amparar novos estudos e políticas públicas”, afirma.

No encontro, a Sema, representada pelo chefe de gabinete, André Ferraro, também acredita na parceria com o setor produtivo para ampliar e modernizar a rede hidrológica e o fornecimento de dados para melhor gerenciamento e monitoramento das águas no oeste.

Com a participação dos promotores, Augusto Matos, Eduardo Bittencourt e Luciana Khoury, a segunda etapa de apresentações do projeto se aprofundou na importância da fiscalização e do diálogo na gestão dos recursos hídricos, reforçando a necessidade de um manejo sustentável para enfrentar desafios, como a escassez hídrica.

O encontro, segundo os presentes, foi considerado um marco na busca por soluções inovadoras e sustentáveis para a preservação ambiental e o equilíbrio do desenvolvimento no estado. 

Além de Júlio Busato, a Abapa foi representada pela vice-presidente, Alessandra Zanotto Costa, que assumirá a entidade no biênio 2025/26. “Estes dois encontros, com os órgãos ambientais e com o Ministério Público, demonstram o quanto nós produtores contribuímos com pesquisas sérias e dados confiáveis sobre tudo o que cerca o nosso negócio”, afirma.

Também participaram do evento, o presidente da Aiba, Odacil Ranzi, e o vice-presidente, Moisés Schmidt, também executores do projeto do estudo do potencial hídrico do oeste da Bahia, inspirado em Nebraska, nos Estados Unidos, um grande pólo agrícola, considerado um modelo de gestão dos recursos hídricos compatibilizado com o uso na agricultura. 

Entusiasta e defensor do projeto, o deputado estadual, Eduardo Salles, acompanhou a comitiva na articulação entre o setor produtivo e o poder público.

Pela Aiba, também acompanharam os encontros a gerente de sustentabilidade da entidade, Éneas Porto; a especialista em recursos hídricos da Aiba, Glaucia Araújo e as analistas ambientais, Raquel Paiva e Lívia Ribeiro. Pela Abapa, o gerente executivo, Gustavo Prado, e a coordenadora de sustentabilidade, Yanna Costa.


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acordo prevê tarifa zero para frutas, café e outros produtos brasileiros, além de cotas importantes



O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, classificou nesta sexta-feira (6), o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia como “muito importante” para a agropecuária brasileira.

“Hoje é um dia histórico para a diplomacia, em especial, a brasileira. Um dia histórico, graças à interferência e à dedicação do presidente Lula, conseguimos formalizar o acordo entre Mercosul e União Europeia. Buscávamos esse acordo há 25 anos, que é muito importante para a nossa agropecuária”, afirmou Fávaro em vídeo publicado nas redes sociais.

O anúncio da conclusão definitiva do tratado comercial foi feito durante a Cúpula do Mercosul em Montevidéu, no Uruguai. Os textos acordados serão divulgados nos próximos dias, segundo o Ministério da Agricultura. O tratado ainda precisará ser traduzido, revisado juridicamente, assinado e ratificado pelos Parlamentos dos países do Mercosul e da União Europeia (UE).

Para Fávaro, o acordo vai permitir maior “liberdade comercial” para exportação de produtos agropecuários do Brasil. “Esse acordo prevê, por exemplo, tarifa zero para frutas, café e outros produtos brasileiros e cotas importantes (com tarifas reduzidas) para exportação de açúcar, carne de frango, carne bovina e etanol”, detalhou o ministro.

Segundo Fávaro, o Brasil vai mostrar a sua competência com o acordo, podendo acessar mercado relevante, como a União Europeia. “O presidente Lula se dedicou, todos nós trabalhamos e o resultado está aí. Com a tradução do acordo, a implementação dele nos próximos meses, vamos aproveitar as oportunidades econômicas. O Brasil e o Mercosul ganham muito com esse acordo formalizado”, concluiu.





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