sábado, julho 18, 2026

Autor: Redação

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Você viu? MST invade fazendas tradicionais no sul do Rio Grande do Sul



A matéria mais vista no portal do Canal Rural na última semana trouxe a notícia de que o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) invadiu duas propriedades rurais no sul do Rio Grande do Sul, próximo da fronteira com o Uruguai.

Uma das fazendas invadidas na última terça-feira (3) era a Cabanha Santa Angélica, no município de Pedras Altas. A propriedade foi fundada em 1870 e tem tradição na criação de cavalo crioulo, bovinos hereford e braford, ovinos romney marsh e gado leiteiro.

A outra propriedade era a Fazenda Nova, produtora de grãos e gado de corte, que fica localizada entre os municípios de Pedras Altas e Hulha Negra. 

Os membros do MST deixaram as propriedades no dia seguinte (4), após a chegada de forças do Batalhão Militar. Mas grupos permaneceram acampados na estrada em frente à Santa Angélica por mais um dia. “O MST passou a falsa impressão que tinham cedido, levando à desmobilização de produtores e autoridades”, disse o proprietário da fazenda, Ramiro Costa.

O MST acabou por deixar definitivamente o local no mesmo dia. Na quinta-feira (5), produtores e empresários do agronegócio se reuniram na sede da Cabanha Santa Angélica, para se organizarem para conter eventuais novas invasões de propriedades na região.



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como isso pode impactar o Brasil e o G20?



A eleição de Donald Trump nos Estados Unidos reacendeu um debate importante sobre os rumos da política externa americana e os impactos nas relações com o resto do mundo. A postura isolacionista e o discurso America First (“América em primeiro lugar”), característicos de Trump, levantam dúvidas sobre a atuação do país nas negociações multilaterais. 

Em seu último governo, o americano chegou a retirar os Estados Unidos do Acordo de Paris sobre mudanças climáticas, além de deixar as discussões internacionais de lado. Segundo o cientista político Leandro Consentino, a postura isolacionista de Trump pode prejudicar tanto os EUA quanto outros países do G20, grupo que reúne as 19 maiores economias do mundo e a União Europeia. 

“O distanciamento de foros importantes e de construções multilaterais enfraquece a posição americana como liderança global e compromete avanços em questões econômicas e políticas”, avalia. Para ele, a ausência dos Estados Unidos em discussões internacionais pode desestabilizar acordos e metas, trazendo retrocessos significativos.

Riscos e oportunidades para o Brasil

O posicionamento do Brasil neste contexto também é importante, já que o país presidiu o G20 entre 1º de dezembro de 2023 e 30 de novembro de 2024. Para Consentino, é necessário que o governo brasileiro adote uma postura pragmática diante dessa nova configuração. 

“É essencial que a política externa brasileira seja guiada pelo interesse nacional, sem se alinhar automaticamente a ideologias de governos estrangeiros”, afirma. O cientista político lembra ainda que durante o primeiro mandato de Trump a guerra comercial entre Estados Unidos e China abriu oportunidades para o Brasil expandir suas relações comerciais com os chineses.

Ameaças contra os países do Brics

Consentino também aponta que as ameaças de Trump a países do Brics, como a imposição de tarifas caso a aliança substitua o dólar no comércio internacional, são uma sinalização preocupante. Contudo, ele avalia que é improvável que medidas tão extremas sejam colocadas em prática. 

“O Brasil precisa equilibrar suas relações com os Estados Unidos e com os Brics, priorizando seu interesse nacional e evitando rompimentos que possam prejudicar suas exportações”, finaliza.



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AgroNewsPolítica & Agro

Rio Grande do Sul avança na semeadura de arroz


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (05) pela Emater/RS, a semeadura de arroz está próxima de ser concluída no Rio Grande do Sul, com 95% da área planejada já implantada. Apesar de atrasos em regiões como o Centro e os Vales, devido às torrentes de maio e precipitações recentes, as atividades seguem dentro do cronograma na maioria das áreas. A execução de manejos culturais, como aplicação de herbicidas e fertilizantes nitrogenados, também exigiu atenção dos rizicultores, o que retardou algumas operações de plantio.

As chuvas ao longo do período contribuíram para a saturação do solo, favorecendo a germinação e a emergência nas áreas plantadas e reduzindo a necessidade de irrigação suplementar. Segundo o Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA), a área total cultivada no estado deve atingir 948.356 hectares, com uma produtividade média estimada em 8.478 kg/ha pela Emater/RS-Ascar.

Na região da Fronteira Oeste, municípios como Alegrete e São Borja avançaram consideravelmente, atingindo 99% e 98% da área prevista, respectivamente. Em São Gabriel, a semeadura foi mantida inclusive no período noturno para aproveitar as condições climáticas favoráveis. Já na Campanha, os produtores encerraram as operações após as chuvas pontuais de novembro, cobrindo uma área de 58.892 hectares, conforme o informativo.

Segundo a Emater/RS, apesar do avanço, chuvas intensas em Dom Pedrito causaram danos em estruturas como taipas e canais de irrigação, além de comprometerem estradas internas. No entanto, as lavouras apresentam bom estande, beneficiadas pelas condições climáticas favoráveis.

Na região de Pelotas, 99% da área já foi plantada, restando operações em municípios como Tavares e Rio Grande. Santa Maria e Soledade reportaram índices de 80% e 98% de áreas semeadas, com boas condições de germinação e desenvolvimento.

Os preços do arroz apresentaram recuo na última semana. Segundo a Emater/RS-Ascar, a cotação média da saca de 60 quilos caiu 3,89%, passando de R$ 108,25 para R$ 104,04.





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volumes podem ultrapassar 200 mm nos próximos dias



O Paraná enfrenta previsão de chuvas intensas nos próximos dias, com acumulados que podem ultrapassar 200 mm em algumas regiões, segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). A frente fria que se instala no estado entre este fim de semana e a próxima terça-feira (10) deve gerar instabilidades significativas, acompanhadas de tempestades com raios e ventos fortes.

Os maiores volumes de chuva são esperados no sudoeste do estado, onde o acumulado pode superar os 200 mm até segunda-feira (9). Na porção sul , Campos Gerais, Região Metropolitana de Curitiba e Litoral, o acumulado deve passar de 150 mm. No Norte, também há previsão de chuvas volumosas. Essas condições aumentam o risco de alagamentos e enchentes em áreas vulneráveis.

Na terça-feira (10), a frente fria deve começar a se deslocar em direção ao Sudeste, reduzindo as instabilidades no estado.

Chuva em Curitiba

De acordo com a Climatempo, vários localidades na capital do estado já haviam acumulado mais de 70 mm no período entre aproximadamente 14 horas da sexta (6) e 14 horas deste sábado (7). Nesse período, as maiores quantidades de chuva foram as seguintes (dados do Cemaden):

  • 86,2 mm na região de Cachoeira,
  • 79,8 mm na região de Umbará,
  • 77,8 mm em São Braz,
  • 77,2 mm em Santa Felicidade,
  • 72,6 mm em Vista Alegre.

A média normal de precipitação em Curitiba em todo o mês de dezembro é de 152 mm.

Alertas da Defesa Civil

Nesta sexta-feira, a Defesa Civil do Paraná enviou alertas aos moradores da região Sul, informando sobre o risco de fortes temporais. As notificações continuarão durante os próximos dias para os locais mais afetados. Municípios foram orientados a monitorar as condições climáticas e se prepararem para emergências.

Os avisos são transmitidos via SMS, pelo número 40199, e pelo WhatsApp no (61) 2034-4611, mediante cadastro prévio. O Centro Estadual de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cegerd) realiza monitoramento 24 horas por dia e emitirá novos alertas conforme as condições forem atualizadas.

Orientações à população

A Defesa Civil pede atenção especial às pessoas que vivem em áreas de risco, como margens de rios, encostas e morros. No site da Coordenadoria Estadual da Defesa Civil, estão disponíveis orientações sobre como agir em situações de emergência, como enchentes e tempestades.

Cadastro para alertas:

  • SMS: Envie seu CEP para 40199.
  • WhatsApp: Salve o número (61) 2034-4611 e solicite o cadastro.

A população é orientada a acompanhar os boletins meteorológicos e seguir as recomendações dos órgãos de segurança.



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Muita chuva e sensação de frio, enquanto frente fria avança; veja previsão do tempo para o Brasil



Neste domingo (8), o Brasil enfrenta condições climáticas variadas entre as regiões. Enquanto o Sul continua lidando com chuvas intensas e risco de transtornos, especialmente em Santa Catarina e Paraná, o Sudeste terá tempo firme na maior parte dos estados, com exceção de São Paulo, onde uma frente fria traz instabilidades.

O Centro-Oeste e o Norte também apresentam pontos de chuva intensa, contrastando com o calor seco do interior do Nordeste. Confira a previsão completa para o dia, na análise da Climatempo.

Sul

O tempo fica mais estável no Rio Grande do Sul, com sensação de frio nas áreas serranas.

Em Santa Catarina e Paraná, a chuva continua intensa e frequente, com risco para transtornos em áreas de risco.

As capitais Curitiba e Florianópolis continuam recebendo chuva forte

Sudeste

Uma frente fria traz chuva para São Paulo, especialmente na região central e metropolitana. No oeste paulista e litoral sul, há previsão de pancadas isoladas com raios e trovoadas.

No Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais, o tempo permanece firme e quente.

Centro-Oeste

Ainda há risco de temporais em Mato Grosso do Sul e no sul e oeste de Mato Grosso.

As demais áreas da região seguem ensolaradas, com o sol predominando entre algumas nuvens.

Nordeste

Os ventos vindos do oceano formam nuvens carregadas no Maranhão, Piauí e Rio Grande do Norte. Há previsão de chuva isolada de moderada a forte intensidade.

No interior da região, o tempo permanece seco e quente.

Norte

A chuva será intensa no Amazonas, Acre e Rondônia. Pancadas isoladas são esperadas no Pará, Amapá e Tocantins, enquanto Roraima segue com tempo estável.



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AgroNewsPolítica & Agro

Adubação eficiente e clima favorecem desenvolvimento das pastagens


Segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (05) pela Emater/RS-Ascar, a oferta de forrageiras anuais e perenes de verão está excelente em grande parte do Rio Grande do Sul, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (05) pela Emater/RS-Ascar. O desempenho é impulsionado pelas condições climáticas favoráveis, especialmente a umidade e as temperaturas amenas. Entretanto, algumas áreas ainda enfrentam dificuldades devido ao déficit hídrico decorrente de chuvas irregulares.

Em solos com boas condições, a adubação nitrogenada em cobertura tem sido realizada com maior frequência e em doses reduzidas, melhorando a eficiência dos fertilizantes. O campo nativo também apresentou recuperação, permitindo ajustes na lotação animal e favorecendo o desenvolvimento das pastagens de verão.

Na região administrativa de Bagé, produtores em Manoel Viana aproveitaram a umidade para aplicar fertilizantes nitrogenados e herbicidas, acelerando o preparo para pastejo. Em Alegrete, as forrageiras perenes, como aruana e zuri, apresentaram rebrote vigoroso, permitindo o início do pastejo.

Em Caxias do Sul, as condições climáticas, como solo úmido e insolação, favoreceram o desenvolvimento das pastagens anuais e perenes. Já em Erechim, as pastagens de inverno, em fase final, mostram menor desempenho, enquanto os campos nativos estão se beneficiando do aumento das temperaturas.

Na região de Frederico Westphalen, as pastagens de inverno deixaram de contribuir para a alimentação dos rebanhos. No entanto, as perenes de verão estão se desenvolvendo bem, mesmo com algumas áreas exigindo manejo contra plantas invasoras.

Em Passo Fundo, o campo nativo tem apresentado maior capacidade de brotação, embora a falta de umidade tenha prejudicado a germinação de pastagens anuais. Já na região de Pelotas, as pastagens perenes continuam a se recuperar, impulsionadas por condições climáticas favoráveis.

Na de Porto Alegre, o vento nordeste e o calor intenso causaram ressecamento do solo, dificultando o crescimento das pastagens. No entanto, chuvas recentes trouxeram alívio e devem estimular o plantio de pastagens.

As regiões de Santa Maria e Santa Rosa também se destacaram com chuvas recentes, que impulsionaram o rebrote do campo nativo e estimularam o uso de fertilizantes, incluindo adubação orgânica líquida em áreas próximas a chiqueiros.

Na de Soledade, o campo nativo e as pastagens perenes de verão apresentam recuperação, aumentando gradualmente a oferta de forragem.





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Golpes digitais ameaçam crédito rural: saiba como evitar fraudes



Um levantamento do Instituto DataSenado aponta que, de junho de 2023 a junho de 2024, 24% dos brasileiros com mais de 16 anos foram vítimas de golpes digitais. Entre os afetados estão produtores rurais de pequeno e médio porte, que têm sido alvos frequentes de fraudes devido à crescente demanda por crédito no agronegócio.

De acordo com Sâmela Moraes, gerente da Nagro Crédito Agro, fintech brasileira que oferece crédito para produtores rurais, o acesso ao crédito atrai golpistas que exploram a necessidade e urgência dos produtores. Ofertas com juros muito baixos ou vantagens irreais são indícios comuns de esquemas fraudulentos.

“Esses golpes aproveitam a vulnerabilidade de produtores que, em busca de soluções rápidas para o custeio de safras ou investimentos, podem não se atentar aos riscos envolvidos”, diz Moraes.

Apesar dos desafios, a tecnologia pode ser uma aliada, ajudando a reduzir a burocracia e aumentar a segurança nas transações. Segundo o Congresso Nacional de Crédito no Agronegócio (Conacred), 38% dos profissionais que atuam no setor demonstram otimismo quanto ao futuro do crédito agro.

Confira abaixo dicas da Nagro Crédito Agro para evitar fraudes.

Como se proteger de golpes no agro

  1. Falsos intermediários
    Golpistas criam sites falsos que imitam páginas de instituições financeiras legítimas para coletar informações bancárias e pessoais. Moraes orienta: “Verifique a reputação da instituição e desconfie de taxas de juros muito abaixo do mercado.”
  2. Mensagens por WhatsApp ou SMS
    Cerca de 80% dos brasileiros já foram alvos de tentativas de fraude por aplicativos de mensagens, segundo a NordVPN. Os golpistas se passam por representantes de empresas, oferecendo condições exclusivas e urgentes. “Sempre confirme a autenticidade da comunicação antes de fornecer dados pessoais ou bancários”, recomenda Moraes.
  3. Pagamentos antecipados
    Neste golpe, os criminosos solicitam depósitos iniciais para liberar financiamentos. As falsas cobranças incluem taxas de cadastro ou seguro. “Nenhuma instituição séria pede pagamento antecipado para liberar crédito”, afirma a gerente.
  4. Boletos falsos
    Produtores recebem boletos fraudulentos que aparentam ser de instituições financeiras, mas direcionam os valores para os golpistas. A melhor forma de evitar o golpe é verificar o documento diretamente na plataforma oficial da credora.

A prevenção é o melhor caminho para evitar prejuízos no crédito rural. Desconfie de ofertas muito vantajosas, utilize apenas canais oficiais para transações e não compartilhe informações pessoais ou bancárias sem a devida confirmação.

Produtores que identificarem suspeitas de golpes devem denunciar às autoridades e procurar apoio de empresas confiáveis no mercado.



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Brasil pode mais que dobrar exportação de carne bovina com acordo Mercosul-UE, diz consultoria



O Brasil pode mais do que dobrar a exportação de carne bovina à União Europeia a partir da formalização do acordo de livre comércio entre o bloco econômico europeu e o Mercosul. A estimativa, ainda preliminar, é da consultoria Agrifatto.

“Hoje exportamos 5% do nosso volume para a Europa, e esse número pode chegar a 12% ou 13% com o acordo”, afirmou a CEO da Agrifatto, Lygia Pimentel.

Pelo acordo, o Mercosul poderá exportar 99 mil toneladas de carne bovina peso carcaça para a União Europeia, sendo 55% do volume na forma resfriada e 45% congelada, com alíquota de 7,5%. Esse volume será alcançado em seis etapas crescentes. Além disso, a Cota Hilton, que atualmente permite a exportação de 10 mil toneladas com alíquota de 20%, será isenta assim que o acordo entrar em vigor.

Grande parte dessa nova cota deve ser ocupada pelo Brasil. Segundo Pimentel, o país já atende 86% da demanda europeia por carne e deve manter essa posição de liderança no Mercosul. “O Brasil tem plena condição de atender à nova cota, mesmo com as exigências impostas”, avaliou.

A CEO destacou que a assinatura do tratado, aguardada há mais de duas décadas, promete vantagens comerciais ao setor pecuário brasileiro e à indústria de proteínas, mas traz também desafios regulatórios. Entre os pontos sensíveis está o desmatamento legal, frequentemente mal interpretado no exterior, segundo Pimentel.

“Quando dizem que o desmatamento de 2021 para frente não será aceito, parece que o Brasil queria desmatar indiscriminadamente. Mas temos uma legislação extremamente exigente, que prevê limites claros, como manter 80% de áreas preservadas na Amazônia”, comentou, criticando o que classificou como protecionismo europeu. “Essas regras ferem a soberania, porque colocam limitações aqui que eles mesmos não seguem. Nós aceitamos, mas é um país estrangeiro legislando sobre o Brasil”, afirmou.

Apesar das críticas, Pimentel avalia que o impacto do acordo será positivo. “A Europa sempre foi um bom pagador e o acordo ajuda a diluir a dependência do mercado chinês. Mas não será algo transformador: a cota é pequena e o aumento do volume exportado será limitado”, ponderou.

Até outubro de 2024, o Brasil já havia exportado 66.439 toneladas de carne bovina para a União Europeia, de acordo com o Agrostat, sistema de estatísticas de comércio exterior do agronegócio brasileiro.



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Mercosul-UE: governo brasileiro espera assinatura de acordo até fim de 2025



Negociadores do governo brasileiro esperam que o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia seja assinado até o final do próximo ano, disseram fontes. Essa etapa vai depender da conclusão prévia de duas fases: a revisão legal e a tradução dos textos. Depois de assinado, o tratado ainda não estará em vigor, já que isso depende da internalização e da ratificação do acordo comercial.

O ritmo da revisão legal e da tradução dos textos, processo que levará meses, também dependerá em parte da nova presidência do Mercosul, assumida pela Argentina de Javier Milei. O país vizinho assumiu a liderança pro tempore nesta sexta-feira (6), durante a cúpula de chefes de Estado em Montevidéu.

Embora tenha apoiado o tratado comercial, a favor de uma maior flexibilização comercial, Milei é um crítico do bloco sul-americano, e reforçou sua visão ao classificar o Mercosul como uma “prisão”. Por sua vez, no segundo semestre de 2025, será a vez de o Brasil assumir a presidência pro tempore, o que alimenta as expectativas de que, até o fim desse ciclo, o acordo possa ser assinado.

Segundo o governo brasileiro, o processo de revisão legal do acordo, voltado a assegurar a consistência, harmonia e correção linguística e estrutural aos textos, está avançado. Concluída esta fase, o tratado passará por tradução da língua inglesa para as 23 línguas oficiais da União Europeia e as 2 línguas oficiais do Mercosul – espanhol e português.

Depois vem a etapa da assinatura. Em seguida, as partes encaminharão o acordo para os respectivos processos internos de aprovação. No Brasil, tal processo envolve os Poderes Executivo e Legislativo, por meio da aprovação do Congresso Nacional.

Na ratificação, as partes notificam sobre a conclusão dos respectivos trâmites internos e confirmam seu compromisso em cumprir o acordo. O retorno da cúpula entre Brasil e União Europeia, anunciado nesta sexta pelo governo brasileiro terá, entre outras metas, criar a formulação de estratégia comum para assegurar a aprovação final e a ratificação do tratado comercial. A cúpula não se reunia desde fevereiro de 2014, quando o encontro foi promovido em Bruxelas, na Bélgica.

Ainda não há data nem local definidos para a reunião, mas já ficou acertado entre as partes que ela será no Brasil e, provavelmente, em algum momento do primeiro semestre do ano que vem.



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AgroNewsPolítica & Agro

Chicago registra leve alta no milho enquanto exportações americanas crescem



Na Argentina, o cenário para a nova safra de milho é promissor




Foto: Canva

A análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), divulgada nesta quinta-feira (05), apontou estabilidade nas cotações do milho no mercado de Chicago. O fechamento registrou US$ 4,26 por bushel, contra US$ 4,23 na semana anterior, consolidando uma leve alta. A média de novembro ficou em US$ 4,24 por bushel, representando um aumento de 1,9% em relação a outubro, mas ainda inferior em 9,4% ao mesmo período do ano passado, quando o preço médio alcançou US$ 4,68.

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Os embarques de milho dos Estados Unidos somaram 935.859 toneladas na semana encerrada em 28 de novembro, um volume dentro das expectativas do mercado. Com isso, o acumulado no atual ano comercial alcançou 11,07 milhões de toneladas, superando em 16% o desempenho registrado no mesmo período do ano anterior.

Na Argentina, o cenário para a nova safra de milho é promissor. O plantio já atinge 41,3% da área total estimada, que corresponde a 6,3 milhões de hectares. As condições climáticas têm favorecido o avanço das operações no campo, indicando boas perspectivas para a produção, conforme informou a Ceema.





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