sábado, julho 18, 2026

Autor: Redação

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Aprosoja-MT quer leis municipais contra a moratória da soja


A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) aprovou, no dia 5, uma estratégia para pressionar prefeitos e vereadores a criarem leis que dificultem a operação de empresas signatárias da Moratória da Soja. Em assembleia geral que reuniu cerca de 250 produtores, a entidade informou que vai atuar junto aos municípios caso não haja “alteração satisfatória na conduta das empresas signatárias” até janeiro de 2025.

“A Moratória da Soja tem se mostrado um instrumento que desrespeita a legislação brasileira e prejudica a competitividade dos nossos produtores. Não vamos aceitar que empresas atuem nos nossos municípios impondo regras externas que ignoram a realidade local”, afirmou o presidente da Aprosoja-MT, Lucas Costa Beber, em nota.

A moratória, pacto que proíbe a compra de soja cultivada em áreas desmatadas da Amazônia após julho de 2008, mesmo que legalmente, vem sofrendo resistência crescente. Em Mato Grosso, uma lei aprovada em outubro corta incentivos fiscais para empresas signatárias a partir de janeiro. Rondônia já aprovou medida similar, e o Pará discute proposta semelhante.

A moratória proíbe a compra de soja cultivada em áreas desmatadas da AmazôniaA moratória proíbe a compra de soja cultivada em áreas desmatadas da Amazônia
Foto: Governo do Amazonas

“Não vamos aceitar que empresas atuem nos nossos municípios impondo regras externas que ignoram a realidade local”, disse o presidente da Aprosoja-MT, Lucas Costa Beber.

A movimentação da Aprosoja-MT ocorre enquanto a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) discute mudanças no acordo. Entre as alterações em debate, segundo publicou o jornal britânico The Guardian, está uma modificação na forma de monitoramento, que passaria da análise de propriedades inteiras para áreas individuais.

Nova proposta

No fim de novembro, uma proposta alternativa foi apresentada em Brasília (DF) pela deputada Coronel Fernanda (PL-MT). O chamado “Pacto de Conformidade Ambiental da Soja” substituiria a moratória por um sistema de certificação baseado apenas no cumprimento do Código Florestal.



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AgroNewsPolítica & Agro

É possível comparar o Mercosul com a UE?


Aline Locks, CEO da Produzindo Certo, destaca em artigo que o acordo comercial assinado entre Mercosul e União Europeia, em 6 de dezembro, é um marco histórico, embora sua implementação ainda dependa da ratificação nos parlamentos dos dois blocos. Essa fase pode gerar novos debates e tensões, especialmente no setor agropecuário. 

“É justo celebrar-se o avanço como histórico, depois de tomar o espaço de uma geração para se chegar ao ponto em que estamos agora. Sem perder a noção, entretanto, que há muito ainda a percorrer para que o documento firmado em Montevideu neste 6 de dezembro passe a ter efeito real no comércio entre os dois continentes”, comenta.

A resistência de países europeus, como França, Holanda, Itália e Polônia, gira em torno da concorrência desleal dos produtos agrícolas do Mercosul, especialmente do Brasil. No entanto, Aline argumenta que os modelos de produção são incomparáveis, considerando as diferenças no Código Florestal brasileiro e as condições climáticas distintas entre os continentes.

Além disso, a autora critica o protecionismo europeu, que, ao sustentar políticas de subsídios, enfraqueceu o dinamismo agrícola da Europa. Em contraste, o Brasil tem investido em práticas sustentáveis e em uma agricultura mais eficiente.  Aline sugere que, em vez de comparações desfavoráveis, o acordo deve explorar as complementaridades entre os dois blocos, aproveitando as oportunidades de uma troca inteligente e lucrativa, que respeite as diferenças e promova a diversidade.

“Agricultores europeus acomodaram-se nas robustas políticas de subsídios e fizeram com que a atividade agropecuária perdesse o dinamismo no seu continente. O universo rural deixou de ser atraente aos jovens e, assim, acabou encontrando o caminho de se apoiar em outros atributos, como a tradição e a qualidade de suas cadeias agroindustriais com valor agregado. Assim, ao invés de comparar, nessa próxima temporada da novela EU-Mercosul o roteiro deveria apostar em destacar as complementaridades. A riqueza está na diversidade, no que fazemos de diferente e que podemos trocar de forma mais inteligente e rentável”, conclui.

 





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Pequenos empreendedores rurais podem se beneficiar com acordo entre Mercosul e UE



O empreendedorismo realizado por pequenos produtores rurais pode avançar em um novo patamar com a ratificação do acordo de livre comércio, selado entre o Mercosul e a União Europeia (UE), na última sexta-feira (6). 

Após a confirmação do pacto, agricultores brasileiros terão acesso facilitado ao mercado europeu para comercialização de produtos como abacates, limões, melões, uvas, além do café em diversas formas (verde, torrado, solúvel). Os itens que são cultivados, em sua maioria, por agricultores familiares terão a eliminação gradual de tarifas em até sete anos.

Para o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, a conclusão da iniciativa coloca o Brasil no centro de um dos maiores mercados globais e consolida o agronegócio como pilar do comércio internacional. 

“Este acordo prevê mais liberdade comercial, como zero tarifa para frutas, café e outros produtos brasileiros, além de quotas significativas para açúcar, carnes e etanol”. afirmou o ministro.

De modo geral, o pacto também traz benefícios significativos ao agronegócio brasileiro. De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em 2023, o país exportou  US$18,7 bilhões em produtos agrícolas para a União Europeia. O montante representa 40% da pauta exportadora ao bloco e prevê a liberalização total ou parcial de 99% das exportações agrícolas brasileiras ao mercado europeu. 

O acordo

Após 25 anos de negociações, Mercosul e  União Europeia selaram o acordo de livre comércio entre os blocos. O texto foi fechado durante a 65ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, onde estiveram presentes os presidentes do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, juntamente com a Comissão Europeia. 

O pacto promete alavancar o comércio entre os blocos, formando uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, que abrange 449 milhões de consumidores e um PIB combinado de US$18,59 trilhões.

Transições

Mas para ampliar a competitividade, outras concessões precisaram ser feitas. A exemplo de produtos sensíveis como queijos, vinhos e chocolates, terão períodos de transição mais longos ou restrições específicas. O foco é proteger o mercado regional.

Indicações Geográficas

Também foram estabelecidas regras específicas para a origem dos itens produzidos pelos dois blocos, garantindo assim benefícios tarifários para exportadores do bloco sul-americano. Por isso foram reconhecidas 37 indicações geográficas brasileiras, como o Café da Alta Mogiana e a Cachaça da região de Salinas, enquanto o Mercosul concedeu proteção a 346 indicações europeias.

O texto oficial do pacto deve ser publicado nos próximos dias, para então ser assinado e sujeito à aprovação nos países membros de cada bloco. Se aprovado, segue para validação.

Com informações do gov.br.



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Câmbio no fim de 2024 sobe de R$ 5,70 a R$ 5,95, aponta Focus



A mediana do relatório Focus para a cotação do dólar no fim de 2024 subiu em R$ 0,25, de R$ 5,70 para R$ 5,95. Um mês antes, estava em R$ 5,55. Considerando apenas as 86 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a estimativa passou de R$ 5,77 para R$ 6.

A estimativa para o fim de 2025 aumentou de R$ 5,60 para R$ 5,77, enquanto a projeção para o dólar no fim de 2026 subiu de R$ 5,60 para R$ 5,73. A estimativa para a cotação da moeda americana no fim de 2027 avançou de R$ 5,50 para R$ 5,69.

A projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não mais no valor projetado para o último dia útil de cada ano, como era até 2020. Com isso, o BC espera trazer maior precisão para as projeções cambiais do mercado financeiro.



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Preço do etanol tem alta em 14 estados e no DF na última semana



Os preços médios do etanol hidratado subiram em 14 estados e no Distrito Federal (DF), caíram em 6 e ficaram estáveis em 6 na semana passada. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilados pelo AE-Taxas.

Nos postos pesquisados pela Agência em todo o país, o preço médio do etanol subiu 0,25% na comparação com a semana anterior, passando de R$ 4,05 para R$ 4,06 o litro.

Em São Paulo, principal estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, a cotação média ficou estável, a R$ 3,93 o litro. A maior queda porcentual na semana, de 1,13%, foi registrada em Sergipe, onde o litro passou de R$ 4,44 para R$ 4,39. A maior alta semanal, de 8,98%, foi registrada no Rio Grande do Norte, de R$ 4,23 para R$ 4,61.

O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 3,19 o litro, em São Paulo. O maior preço, de R$ 6,16, foi observado em Santa Catarina.

Já o menor preço médio estadual, de R$ 3,85, foi registrado em Goiás, enquanto o maior preço médio foi verificado no Amapá, de R$ 5,29 o litro.



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Dólar alto eleva liquidez de soja no Brasil



O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) avalia que, de forma atípica para esta época do ano, o mercado interno de soja apresenta maior liquidez neste começo de dezembro, devido ao dólar alto, que vem atraindo agentes ao spot nacional. 

Pesquisadores do Cepea destacam que a moeda norte-americana valorizada frente ao real torna a oleaginosa brasileira mais competitiva no mercado global. Isso, consequentemente, resulta em maior disputa entre consumidores domésticos e externos. 

O volume de negócios, contudo, foi limitado pela resistência de uma parcela vendedora, que prefere comercializar o remanescente da safra 2023/24 apenas no primeiro bimestre de 2025. Diante desse cenário, os preços da soja se sustentaram no Brasil ao longo da última semana

O indicador Esalq/B3 para a soja mostra preço médio de R$ 141,67 para a saca de 60 kg em Paranaguá (PR) na última sexta-feira (6), representando queda de 2,73% dentro do mês.



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AgroNewsPolítica & Agro

Confira como está o andamento da safra argentina



Quanto ao milho, o avanço da semeadura atingiu 47,8% da área estimada



Quanto ao milho, o avanço da semeadura atingiu 47,8% da área estimada
Quanto ao milho, o avanço da semeadura atingiu 47,8% da área estimada – Foto: Canva

De acordo com o último Panorama Agrícola Semanal (PAS) e o Estado y Condición de Cultivos (ECC) da Bolsa de Cereales de Buenos Aires (BCBA), a semeadura de soja avançou para 53,8% da área projetada de 18,6 milhões de hectares. O progresso foi de 9,4 pontos percentuais na última semana, e 100% da área plantada apresenta uma condição de cultivo classificada entre Normal e Excelente. Esse desempenho reflete a boa adaptação da soja às condições climáticas e um bom desenvolvimento das lavouras.

Quanto ao milho, o avanço da semeadura atingiu 47,8% da área estimada, e 98,4% dos cultivos se encontram em condições de cultivo entre Normal e Excelente, devido à boa umidade no solo. No caso do girassol, a semeadura foi concluída, alcançando as 2 milhões de hectares previstas. A totalidade da área está em condições de cultivo Normal/Excelente, com 91% das lavouras apresentando estado hídrico Adequado/Óptimo. A floração já começou em 8% da área.

Embora a produção projetada continue em 18,6 milhões de toneladas, ela pode ser revista para cima, caso os rendimentos se mantenham superiores ao esperado, o que indicaria um bom desempenho da safra. A expectativa é que as boas condições climáticas no decorrer da colheita favoreçam uma produtividade ainda melhor, proporcionando um aumento na produção nacional.

Finalmente, a semeadura de cevada já alcançou 41,4% da área projetada, com o plantio ganhando ritmo, especialmente no norte da área agrícola. O aumento das áreas semeadas no norte reflete as condições climáticas favoráveis que impulsionaram a atividade nesta região. No entanto, no centro do país, a semeadura de milho tardio limita a área destinada à cevada, uma vez que os produtores priorizam o milho devido à maior demanda e rentabilidade.

 





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Relatório Focus prevê avanço na inflação em 2024 e 2025



As instituições financeiras ouvidas pelo Banco Central (BC) na pesquisa Focus elevaram de 4,71% para 4,84% a previsão para a inflação medida pelo Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2024. A meta para a inflação no período é de 3%.

A previsão de inflação nos preços administrados – que são controlados por contrato ou pelo poder público – aumentou de 4,66% para 4,69%, enquanto a projeção para a inflação medida pelo Indice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu de 6,18% para 6,35%.

Para 2025, as instituições financeiras elevaram de 4,40% para 4,59% a previsão para o IPCA. A meta para a inflação no período é de 3%.

A previsão de inflação nos preços administrados em 2025 ficou estável em 4,13%, enquanto a projeção para a medida pelo IGP-M subiu de 4,16% para 4,40%.



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ouça o que mexe com a economia nesta semana


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta o Payroll dos EUA, com dados fortes de emprego e dólar em alta.

No Brasil, a expectativa é de uma Selic em 12% após a reunião do Copom. Destaques da semana incluem IPCA, PMC e negociações entre Mercosul e União Europeia.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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AgroNewsPolítica & Agro

Chuva recupera safra de trigo nos EUA



O relatório final do USDA, divulgado em 25 de novembro, mostrou uma grande melhoria



O relatório final do USDA, divulgado em 25 de novembro, mostrou uma grande melhoriaO relatório final do USDA, divulgado em 25 de novembro, mostrou uma grande melhoria
O relatório final do USDA, divulgado em 25 de novembro, mostrou uma grande melhoriaO relatório final do USDA, divulgado em 25 de novembro, mostrou uma grande melhoria – Foto: Canva

A seca que afetou as primeiras fases da safra de trigo de inverno de 2024 nos Estados Unidos gerou grandes preocupações sobre a qualidade e o fornecimento do grão, especialmente devido às condições climáticas severas no outono. As condições iniciais da safra foram as segundas mais baixas desde 1986, o que levantou temores sobre o impacto da escassez de água. 

No entanto, a situação mudou quando, após um dos outubros mais secos já registrados nas planícies, o padrão de precipitação passou para um dos novembros mais chuvosos da história da região, permitindo uma recuperação significativa. De acordo com os dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), as condições do trigo melhoraram constantemente durante cinco semanas consecutivas, aliviando as preocupações com a seca, especialmente com a entrada da safra no período de dormência.

“Quarenta dias certamente fizeram a diferença”, comentou um grande moleiro, destacando que a quantidade de chuva, especialmente entre 28 de novembro e 3 de dezembro, foi fundamental para melhorar as condições do trigo. Com isso, as tabelas de umidade apresentaram valores superiores aos do ano passado, e a safra entrou no inverno com boas reservas de umidade no subsolo, um fator crucial para o desenvolvimento futuro do trigo.

O relatório final do USDA, divulgado em 25 de novembro, mostrou uma grande melhoria nas classificações do trigo de inverno. Em 24 de novembro, 8% do trigo foi classificado como excelente, 47% como bom, 33% como regular, 9% como ruim e 3% como muito ruim. Essa evolução foi um alívio significativo após a classificação inicial do final de outubro, quando apenas 5% do trigo foi considerado excelente e 7% foi classificado como muito ruim. 

 





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