sábado, julho 18, 2026

Autor: Redação

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volume exportado em novembro é o 3° maior da história



As exportações de carne suína do Brasil totalizaram 121,1 mil toneladas em novembro, marcando o terceiro maior volume já registrado na série histórica mensal do setor. O número representa um aumento de 15,1% em relação às 105,7 mil toneladas exportadas no mesmo período do ano passado. Os dados partem de um levantamento publicado nesta segunda-feira (9) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Em receita, as exportações do setor cresceram 29,5%, somando US$ 291,7 milhões no mês, ante US$ 225,2 milhões registrados em novembro de 2023.

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No acumulado do ano (janeiro a novembro), o volume exportado alcançou 1,243 milhão de toneladas, 11,1% superior ao mesmo período do ano anterior. No mesmo período, o setor registrou US$ 2,774 bilhões em receita, registrando alta de 7,3%.

Principais destinos das exportações

As Filipinas permanece como maior comprador em novembro, registrando um aumento de volume importado em relação ao mesmo período de 2023. Confira os maiores importadores de carne suína em novembro:

  • Filipinas: 28,8 mil toneladas (+143,9%);
  • China: 21,1 mil toneladas (-17,2%);
  • Chile: 10,6 mil toneladas (+45,7%);
  • Japão: 9,2 mil toneladas (+170,7%);
  • Hong Kong: 7,9 mil toneladas (-38,4%);
  • Vietnã: 5,6 mil toneladas (+66,9%).

Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o crescimento das exportações reflete a ampliação do mercado internacional e o impacto positivo do sistema de pré-listing, que facilitou as vendas para destinos como Filipinas e Chile.

Exportadores de carne suína por estado

Santa Catarina permaneceu como o principal estado exportador, também registrando alta em comparação ao ano passado. Os cinco maiores exportadores no mês foram:

  • Santa Catarina: 62,2 mil toneladas (+8,7%)
  • Rio Grande do Sul: 30,4 mil toneladas (+27,7%);
  • Paraná: 16 mil toneladas (+15,9%);
  • Mato Grosso: 3,2 mil toneladas (+5,5%);
  • Mato Grosso do Sul: 2,3 mil toneladas (+48,4%).



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Como a soja se comportou? Confira dados de exportação e projeções



A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) revisou para baixo suas projeções de exportação de soja. A expectativa agora é de que o Brasil exporte 1,24 milhão de toneladas, representando uma queda de 67% em relação ao volume exportado no mesmo período do ano passado. Segundo a plataforma Grão Direto, esse declínio pode ser atribuído à baixa demanda internacional e a um cenário de restrições logísticas que impactam o escoamento da produção.

Plantio de soja no Rio Grande do Sul

A semeadura de soja no Rio Grande do Sul avançou para 80% da área projetada, um bom indicativo da continuidade da safra. Embora o estado tenha se beneficiado de chuvas recentes, que contribuíram para o desenvolvimento das lavouras, a irregularidade da umidade em novembro trouxe desafios para os produtores, afetando o início da temporada. A expectativa é que as condições climáticas melhorem nos próximos meses, favorecendo o cultivo.

Dólar em alta

A recente valorização do dólar, que ultrapassou a marca de R$6,00, tem criado oportunidades de comercialização vantajosas para o produtor, ao mesmo tempo em que encarece os custos de produção, especialmente com a alta dos insumos importados. Esse cenário de câmbio impacta diretamente os preços internos da soja, favorecendo as negociações.

Nos mercados futuros, a soja na Bolsa de Chicago teve leve valorização. O contrato com vencimento em janeiro de 2025 subiu 0,40%, encerrando a semana cotado a US$9,95 por bushel. O contrato para março de 2025 foi cotado a US$10,00 por bushel (+0,30%). No Brasil, o impacto da alta do dólar também refletiu um mercado interno mais aquecido, com preços mais atrativos para os produtores.

O que esperar do mercado?

As chuvas de novembro trouxeram alívio para as lavouras argentinas, mas as previsões meteorológicas apontam para um possível retorno do fenômeno La Niña, que costuma causar períodos de seca na região. A expectativa é de que o fenômeno se intensifique entre dezembro e fevereiro, podendo comprometer a produção de soja e gerar volatilidade nos preços nos próximos meses. A Bolsa de Chicago ainda não precificou completamente esse risco climático, o que mantém a incerteza no mercado.

Além disso, as projeções para a safra de soja 2024/25 no Brasil apresentam divergências entre a Conab e o USDA. A Conab estima uma produção de 166,14 milhões de toneladas, um aumento de 12,5% em relação ao ano anterior, enquanto o USDA projeta 169 milhões de toneladas. Apesar da diferença, ambas as estimativas apontam para uma safra recorde no Brasil, consolidando sua posição de destaque no mercado global de soja.

Por fim, o USDA divulgará nesta terça-feira (10) seu relatório de oferta e demanda, com ajustes modestos nas estimativas para os estoques de soja. A expectativa é de que a produção global continue em torno de 425,4 milhões de toneladas, com possíveis alterações dependendo da evolução do fenômeno La Niña nos próximos meses.

Análise gráfica

O cenário futuro aponta para uma semana positiva para os contratos de soja em Chicago, impulsionada pela alta do dólar no Brasil. No entanto, os prêmios para a soja disponível devem continuar em baixa, com pressão maior sobre a safra futura. A volatilidade nos preços tende a aumentar nos próximos meses, devido às condições climáticas na Argentina e às oscilações nos mercados financeiros internacionais.



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Brasil recebe permissão para exportar caranguejo ao Japão



O governo brasileiro anunciou a aprovação sanitária para exportação de caranguejo ornamental vivo ao Japão, sem a necessidade de Certificado Zoossanitário Internacional. A medida foi confirmada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

O Japão, tradicional comprador de produtos agrícolas brasileiros, foi o quarto maior destino em 2023, com importações que somaram US$ 4,1 bilhões. De janeiro a outubro de 2024, as exportações para o mercado japonês já atingiram US$ 2,84 bilhões.

Mais produtos

Além do caranguejo ornamental, outros sete produtos brasileiros são comercializados no mercado japonês em 2024: abacate Hass, farelo de mandioca, feno, polpa cítrica desidratada, flor seca de cravo-da-índia, folha seca de erva-mate e fruto seco de macadâmia.

Desde 2023, o Brasil atingiu a marca de 284 novas aberturas de mercado em 62 países, reforçando o protagonismo do agro brasileiro no cenário global.



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Hemorragia não afeta função cerebral do presidente, diz médico de Lula



A hemorragia intracraniana detectada no presidente Luiz Inácio Lula da Silva não comprometeu qualquer função cerebral. A expectativa da equipe médica – liderada por Roberto Kalil – é de que Lula retome as atividades na semana que vem. Por precaução, ele ficará internado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, por 48 horas.

Ainda segundo os médicos, o procedimento pelo qual o presidente passou inclui uma pequena perfuração no crânio, entre duas lâminas da meninge, seguida da colocação de um dreno por onde sairá o sangue acumulado no local.

O médico Roberto Kalil disse, ainda, que os orifícios feitos no crânio são pequenos, seguindo um procedimento padrão que terá cicatrização espontânea, sem necessidade de intervenção futura. O presidente Lula encontra-se lúcido e acordado, acompanhado apenas da primeira-dama Janja da Silva.

O termo técnico para esse procedimento é trepanação. Kalil informou que o paciente reagiu bem ao procedimento e está se alimentando e se comunicando bem.

Sem sequela

“O presidente não terá sequela e não há risco de complicações porque o hematoma estava localizado entre o osso cranial e o cérebro. Ele não tem machucado no cérebro. Esse procedimento é para evitar que o hematoma comprima o cérebro. O hematoma, que fica entre duas folhas da meninge, foi totalmente drenado. O mais importante é que ele não teve trauma no cérebro”, disse Kalil, durante entrevista coletiva no Hospital Sírio-Libanês.

Segundo a equipe médica, o presidente da República apresentou, durante a última madrugada, um mal-estar similar a um quadro gripal, seguido de dor de cabeça. Ele foi enviado à unidade do Sírio-Libanês, em Brasília.

“Como teve a queda, fizemos de imediato todos exames [tomografia e ressonância magnética]”, disse Kalil. Lula foi então encaminhado para a unidade do mesmo hospital em São Paulo, onde encontra-se internado.



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IPCA registra alta de 0,39% em novembro, e preço da carne sobe 8% 



O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou novembro com alta de 0,39%, ficando abaixo da taxa de outubro (0,56%). Apesar disso, o aumento nos preços das carnes (8,02%) chamou atenção, com cortes como alcatra (9,31%), chã de dentro ou coxão mole (8,57%), contrafilé (7,83%) e costela (7,83%) liderando as altas. Outros itens que compõem a alimentação no domicílio subiram de 1,22% em outubro para 1,81% em novembro. Outros produtos, como o óleo de soja (11,00%) e o café moído (2,33%), também tiveram alta.

Os dados, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que no acumulado do ano o IPCA subiu 4,29%, enquanto nos últimos 12 meses a inflação chegou a 4,87%, levemente acima dos 4,76% registrados no período anterior. Em novembro de 2023, o índice havia avançado 0,28%.

Outros itens

Dos nove grupos de produtos e serviços analisados, alimentação e bebidas registraram a maior alta (1,55%), contribuindo com o maior impacto (0,33 ponto percentual) no índice geral. Também apresentaram variações positivas os grupos transportes (0,89% e impacto de 0,18 p.p.) e despesas pessoais (1,43% e 0,14 p.p.). Por outro lado, o principal impacto negativo veio de habitação, com recuo de 1,53% (-0,24 p.p.). Também destacaram-se a manga (-16,26%), a cebola (-6,26%) e o leite longa vida (-1,72%).

Os dados foram calculados com base na comparação de preços coletados entre 30 de outubro e 28 de novembro de 2024, em relação ao período de 28 de setembro a 29 de outubro de 2024. O levantamento reflete o comportamento dos preços em um período marcado por pressões sazonais e movimentos específicos em itens de consumo essencial.



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Força-tarefa investiga grupo empresarial do agro suspeito por sonegar R$ 8 mi em impostos


Foi deflagrada na manhã desta terça-feira (10), a ‘Operação Kyrios’, que investiga a prática de sonegação fiscal por um grupo empresarial do setor de comércio varejista de ferragens, máquinas e produtos agrícolas, no Oeste da Bahia. De acordo com o Ministério Público da Bahia (MP-BA), o grupo teria sonegado mais de R$ 8 milhões em impostos (ICMS).

Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária, no Oeste do estado, nas cidades de Barreiras e Luís Eduardo Magalhães.

Segundo o MP-BA, durante as apurações, o grupo vinha empreendendo diversas manobras para sonegar o ICMS, bem como para ocultar bens e valores, através da inclusão de familiares e “laranjas” nos quadros societários, com sérios indícios de lavagem de dinheiro e associação criminosa.

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Foto: Divulgação/ Polícia Civil

A Justiça determinou o bloqueio dos bens das pessoas físicas e jurídicas envolvidas, a fim de garantir a recuperação dos valores sonegados.

Após as investigações, foi detectado que o grupo se valia da utilização de laranjas nos quadros societários e alteração do domicílio fiscal das empresas descartadas para endereços inexistentes, promovendo a sucessão empresarial fraudulenta e frustrando a recuperação dos tributos. Além disso, o grupo promovia a dispersão e ocultação de patrimônio.

As investigações da Inspetoria Fazendária de Investigação e Pesquisa (Infip), do Ministério Público e da Polícia Civil, na Bahia, identificaram que as empresas do grupo praticavam fraudes tributárias e não faziam o devido recolhimento do ICMS declarado mensalmente, propiciando um acúmulo de dívidas tributárias.

A força-tarefa

Operação Kyrios, investiga a prática de sonegação fiscal por um grupo empresarial do setor de comércio varejista de ferragens, máquinas e produtos agrícolas, no Oeste da BahiaOperação Kyrios, investiga a prática de sonegação fiscal por um grupo empresarial do setor de comércio varejista de ferragens, máquinas e produtos agrícolas, no Oeste da Bahia
Foto: Divulgação/Polícia Civil

Segundo a Força-Tarefa, estão sendo intensificadas as investigações em face da prática de declarar o débito de ICMS e não repassar o imposto à Fazenda, de forma contumaz, o que configura crime contra a ordem tributária, e que muitas vezes servem apenas para dissimular fraudes ainda mais graves.

A Força-Tarefa ressalta que esta prática criminosa causa graves danos à coletividade, especialmente considerando que o imposto foi efetivamente pago pelos consumidores, declarado pela empresa e não repassado aos cofres públicos, resultando em perda de receitas necessárias às políticas públicas e serviços públicos essenciais para a população.

A operação contou na Bahia com a participação de cinco promotores de Justiça, quatro delegados de Polícia, 20 policiais do Draco, seis servidores do Fisco Estadual, quatro servidores do MPBA, e dois policiais da Companhia Independente de Polícia Fazendária (Cipfaz).

A Força-Tarefa de combate à sonegação fiscal é composta pelo Grupo Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf) do MP-BA, Inspetoria Fazendária de Inteligência e Pesquisa (Infip) da Sefaz e pelo Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco), da Polícia Civil da Bahia.


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Etanol segue em alta, enquanto açúcar inicia dezembro em queda, aponta Cepea


Os mercados de etanol e açúcar apresentaram movimentos distintos na primeira semana de dezembro, de acordo com dados do Cepea. No etanol, o mercado spot do estado de São Paulo manteve estabilidade mesmo com a demanda mais ativa. Compradores buscaram ampliar os estoques devido à proximidade das festas de final de ano e às dificuldades logísticas esperadas para a segunda quinzena do mês. Do lado dos vendedores, a postura firme ajudou a sustentar os preços. Entre os dias 2 e 6 de dezembro, o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado teve média de R$ 2,6295/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), representando uma leve alta de 0,31% em relação à semana anterior. Já o etanol anidro apresentou avanço mais expressivo, de 3,93%, com o Indicador registrado em R$ 2,9291/litro, também líquido de impostos.

AçúcarAçúcar
Foto: Governo Federal

No açúcar cristal branco, o cenário foi oposto, com os preços iniciando o mês em queda. Após uma reação pontual no dia 4 de dezembro, com alta de 1,36%, o Indicador CEPEA/ESALQ, cor Icumsa de 130 a 180, voltou a cair nos dias seguintes. No acumulado da semana, a média foi de R$ 163,61/saca de 50 kg, uma redução de 1,16% em relação ao período anterior. A menor produção industrial, comum em dezembro devido ao recesso de final de ano, contribuiu para a redução da liquidez no mercado spot.



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plataforma vai ajudar produtores a otimizar manejo agrícola



Produtores rurais de São Paulo ganharão uma nova ferramenta tecnológica para melhorar a produtividade agrícola e promover práticas mais sustentáveis no campo. A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) anunciou a criação da plataforma Smart B100, que utilizará inteligência artificial (IA) generativa para oferecer recomendações sobre manejo de solo e adubação, adaptadas às condições específicas das culturas e regiões.

A ferramenta de IA será construída pelo Centro de Ciência para o Desenvolvimento Smart B100 (CCD SB100), lançado pela Fapesp em parceria com o Instituto Agronômico (IAC) e outras instituições de ensino e pesquisa.

A plataforma será alimentada por dados do Boletim 100, tradicional publicação do IAC que reúne informações sobre práticas agrícolas como adubação e calagem do solo.

Como a Smart B100 irá funcionar

O Smart B100 integrará dados científicos e métricas como saúde do solo, ciclo de carbono e respostas fisiológicas das plantas, além de recomendações sobre o uso de fertilizantes e bioinsumos. O objetivo é fornecer orientações práticas e personalizadas para auxiliar os produtores a tomar decisões mais eficientes e reduzir desperdícios.

“A plataforma trará o conhecimento de forma ágil e segura, oferecendo base para melhores práticas de manejo no campo, com foco inicial nas culturas de citros e cana-de-açúcar”, afirma Dirceu Mattos Jr., pesquisador responsável pelo CCD SB100.

Parcerias e abrangência

O projeto envolve diversas instituições, incluindo o Instituto Agronômico (IAC), a Universidade Estadual Paulista (Unesp), a USP/Esalq, as Fatecs de Pompeia e Cotia, e a Fundação Shunji Nishimura de Tecnologia. Também conta com o apoio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.

Além da plataforma, o CCD SB100 vai desenvolver índices de decisão multicritério para a escolha de insumos agrícolas. Esses índices ajudarão os produtores a otimizar o uso de fertilizantes, aumentando a produtividade e minimizando os impactos ambientais.

Benefícios da IA ao produtor rural

Ao combinar ciência de dados, inteligência artificial e práticas agrícolas tradicionais, a Smart B100 tem potencial para transformar o agronegócio paulista. Ajustes no manejo, como o uso criterioso de fertilizantes e a promoção de práticas sustentáveis, podem aumentar a competitividade dos produtores no mercado global.

“Esta é uma oportunidade de utilizar a tecnologia para integrar conhecimento científico ao dia a dia dos agricultores, promovendo ganhos em eficiência e sustentabilidade”, diz Mattos Jr.

O CCD SB100 é uma das 21 iniciativas lançadas pela Fapesp para oferecer soluções tecnológicas em áreas estratégicas, como saúde, energia, segurança pública e meio ambiente.

No agronegócio, o projeto destaca-se por sua capacidade de levar inovações diretamente ao campo, promovendo o desenvolvimento rural e econômico do estado.



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AgroNewsPolítica & Agro

Soja encerra a semana em alta em Chicago


Nesta sexta-feira, os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) registraram fechamento misto, com leve oscilação, segundo informações da TF Agroeconômica. O contrato de janeiro, referência para a safra brasileira, encerrou estável a $993,75 por bushel, enquanto o contrato de março teve uma leve alta de 0,03%, fechando a $999,25. No entanto, o farelo de soja para janeiro caiu 1,27%, ou $3,7 por tonelada curta, cotado a $287,4. Em contraste, o óleo de soja subiu 1,56%, ou $0,66 por libra-peso, atingindo $42,97.

Apesar do dia de baixa para a oleaginosa, o acumulado da semana foi positivo, com os preços da soja fechando em alta de 0,43%, ou $4,25 por bushel. Essa movimentação reflete a volatilidade observada ao longo da semana, influenciada por diversos fatores. Entre os principais, destacaram-se as condições climáticas e o progresso do plantio na América do Sul, a desvalorização do real frente ao dólar e o recente acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, que pressionaram as cotações.

Por outro lado, a demanda ativa nos portos americanos ajudou a limitar as perdas. Muitos compradores estão antecipando suas aquisições diante da possível implementação de tarifas e mudanças nas regras comerciais com a posse do novo presidente dos Estados Unidos. Além disso, a alta no preço do óleo de soja, impulsionada pela demanda global, foi um fator importante para sustentar os preços.

No acumulado semanal, o farelo de soja teve queda de 1,54%, ou $4,5 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja registrou alta significativa de 2,95%, ou $1,23 por libra-peso. Esses movimentos reforçam a influência do mercado global de derivados na formação dos preços da oleaginosa.

 





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Milho, soja e feijão avançam na safra 2024/25, aponta Conab



A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou novos dados sobre o avanço das culturas de milho, soja e feijão na safra 2024/25, com informações coletadas até 8 de dezembro.

Milho

O plantio da 1ª safra de milho alcançou 72,2% da área estimada no Brasil, mostrando avanço em relação à semana anterior, quando estava em 65,1%. O índice atual também supera os 65,9% registrados no mesmo período do ano passado, refletindo bom ritmo de semeadura.

Soja

A semeadura da safra de soja atingiu 94,1% da área prevista no país, também apresentando progresso em comparação aos 90% da semana anterior. O desempenho supera o registrado em igual período de 2023, quando 89,9% da área já havia sido plantada, consolidando um cenário positivo para a cultura.

Feijão

A colheita da 1ª safra de feijão avançou para 6,1% da área total, frente a 4,9% na semana passada. Apesar disso, o índice é inferior aos 5,5% registrados no mesmo intervalo de 2023. Já o plantio da 1ª safra chegou a 60,5% da área estimada, acima dos 58% da semana anterior e dos 51,8% registrados no ano passado.

Os números mostram a evolução das culturas em diferentes estágios, refletindo condições climáticas favoráveis e o empenho dos produtores na reta inicial do ciclo agrícola 2024/25.



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