sábado, julho 18, 2026

Autor: Redação

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Portal Agrolink lança campanha para ajudar vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul


O Portal Agrolink, uma das principais plataformas voltadas ao agronegócio no Brasil, anunciou o lançamento da campanha “Agrolink RS Solidário”, com o objetivo de arrecadar recursos para apoiar as comunidades gaúchas afetadas pelas enchentes de 2024. O fenômeno climático, que atingiu o estado nos meses de abril e maio, é considerado a pior enchente desde 1941. A tragédia resultou em 478 municípios atingidos, 182 mortes confirmadas e mais de 2,3 milhões de pessoas impactadas diretamente, muitas delas sem acesso à moradia ou condições básicas de vida.

Além do impacto humano, as enchentes devastaram a economia do Rio Grande do Sul, com danos que especialistas preveem levar até uma década para serem superados. No setor agropecuário, o prejuízo foi severo: lavouras foram destruídas, máquinas danificadas e solos degradados, com nutrientes acumulados ao longo de décadas sendo levados pelas águas. Esse cenário reforça a importância de iniciativas como a campanha solidária promovida pelo Portal Agrolink, que busca somar forças para a recuperação das comunidades e das cadeias produtivas da região.

O Portal Agrolink destacou que a iniciativa não apenas visa atender às necessidades imediatas, mas também contribuir para acelerar o processo de reconstrução do estado. “O Rio Grande do Sul é um pólo essencial para o agronegócio nacional. A recuperação do estado não é apenas uma questão regional, mas de interesse de todo o Brasil”, ressaltou a diretoria da empresa no projeto da campanha.

Como funciona

A ação solidária, que terá duração de 12 meses, destinará a margem operacional, equivalente a 15% dos resultados da comercialização de produtos e serviços do Portal Agrolink à entidade que trabalha diretamente com as comunidades afetadas. A entidade selecionada para receber os recursos foi o Movimento SOS Agro RS. A transparência será garantida por meio de auditoria externa, que apresentará relatórios detalhados sobre os valores arrecadados e a entidade contemplada.

Como participar

Empresas do setor agro e público em geral podem contribuir contratando pacotes de serviços durante o período da campanha ou realizando doações diretas à entidade parceira por meio do código PIX que será disponibilizado. A participação de empresas parceiras será amplamente divulgada nos canais do Portal Agrolink, ampliando a visibilidade da solidariedade no setor.

A campanha “Agrolink RS Solidário” reforça o papel do agronegócio como uma força capaz de mobilizar recursos e trazer esperança a um estado que enfrenta um momento crítico. A união entre empresas, instituições e comunidades é apontada como essencial para superar as consequências dessa tragédia e iniciar um novo ciclo de reconstrução para o Rio Grande do Sul.

A Aprosoja é uma das apoiadoras da campanha.





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Previsão do tempo indica temporais em duas regiões hoje; veja quais



Nesta quarta-feira (11), a previsão do tempo aponta instabilidades em diversas regiões do Brasil, de acordo com análise da Climatempo.

Enquanto o Sul registra tempo firme na maior parte do território, o Sudeste e o Norte enfrentam pancadas de chuva e alertas para temporais. Já no Centro-Oeste e no Nordeste, as condições variam entre calor intenso e chuvas localizadas.

Confira em detalhe como ficam as condições do tempo em cada região.

Sul

O tempo volta a ficar firme em boa parte da região. Destaque para a faixa leste do Paraná, leste de Santa Catarina e nordeste do Rio Grande do Sul, incluindo as regiões metropolitanas de Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba, onde há previsão de pancadas de chuva causadas pela circulação de ventos do mar para o continente. 

Nas demais áreas, o sol predomina, sem previsão de chuva.

Sudeste

Dia instável nos quatro estados da região. Uma frente fria marítima traz umidade, favorecendo pancadas de chuva. Há alerta para temporais no Rio de Janeiro e no Espírito Santo.

Centro-Oeste

O fluxo de umidade favorece pancadas de chuva de moderada a forte intensidade em Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal. 

Em Mato Grosso do Sul, o destaque é para a faixa norte, com chuvas isoladas, enquanto o centro e o sul permanecem ensolarados. As temperaturas sobem um pouco mais em relação aos dias anteriores.

Nordeste

Ventos vindos do oceano continuarão formando nuvens carregadas desde o litoral do Maranhão até o do Rio Grande do Norte, assim como nas capitais Salvador (BA) e Natal (RN). Essas chuvas serão passageiras e isoladas, com baixos acumulados. 

Já no extremo sul do Maranhão e do Piauí e no oeste da Bahia, as pancadas serão mais intensas, acompanhadas de raios e trovoadas. 

Nas demais áreas, o destaque fica por conta das temperaturas elevadas e da baixa umidade do ar.

Norte

Pancadas de chuva serão registradas em todas as áreas, favorecidas pelo calor e umidade típicos da região. 

Destaque para Acre, Rondônia, Amazonas e oeste do Pará, onde há alerta para temporais.



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Denúncia sobre irregularidade na Funai movimenta FPA



A bancada da FPA também solicitou a convocação da ministra dos Povos Indígenas



A bancada da FPA também solicitou a convocação da ministra dos Povos Indígenas
A bancada da FPA também solicitou a convocação da ministra dos Povos Indígenas – Foto: Agência Brasil

O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion (PP-PR), apresentou o projeto de lei (PL 4740/2024) para estabelecer critérios legais para o reconhecimento da nacionalidade brasileira a indígenas. A proposta surgiu após denúncias de que indígenas paraguaios estariam recebendo certidões de nascimento brasileiras na região de Guaíra, no Paraná, historicamente afetada por conflitos fundiários e invasões a propriedades privadas.  

A bancada da FPA também solicitou a convocação da ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, para explicar as ações do ministério e da Funai na emissão de tais documentos. Além disso, um ofício foi enviado ao embaixador do Paraguai no Brasil, Juan Angel Delgadillo, pedindo informações sobre a imigração de indígenas paraguaios e as assistências prestadas. 

“O próprio município de Guaíra/PR, em petição no Supremo Tribunal Federal, destacou que o tráfego de indígenas não brasileiros na região não é novidade. Contudo, diante da situação vivenciada atualmente no Estado do Paraná e no Estado do Mato Grosso do Sul, há elementos que demonstram a problemática de não se ter procedimentos e requisitos para a concessão de nacionalidade. A demarcação de terras indígenas dá-se no território brasileiro e deve ser direcionada para cidadãos brasileiros indígenas”, explicou.

Lupion defendeu que a regularização é essencial para evitar conflitos e garantir segurança jurídica no campo. A FPA também requisitou à Comissão de Assuntos Internacionais um relatório sobre a migração irregular de paraguaios e seu registro como indígenas brasileiros, alertando para os impactos sobre políticas migratórias, serviços públicos e relações bilaterais com o Paraguai.  





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o que esperar do mercado da soja


As recentes movimentações no mercado de soja refletem um cenário desafiador e de oportunidades. Segundo análise da Grão Direto, diversos fatores têm influenciado o comportamento do mercado, incluindo uma queda expressiva nas exportações, oscilações cambiais e previsões climáticas que podem alterar a dinâmica global da commodity.

Exportações despencam 67% em novembro

De acordo com dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), a exportação de soja brasileira foi revisada para baixo, com expectativa de alcançar apenas 1,24 milhão de toneladas em novembro. Esse volume representa uma queda de 67% em comparação ao mesmo período do ano passado.

A redução nas exportações reflete, em parte, a menor competitividade no cenário internacional, somada a estoques ajustados em alguns mercados compradores.

Safra avança no Rio Grande do Sul, apesar de desafios

No Brasil, o plantio avança, com destaque para o Rio Grande do Sul, que já semeou 80% da área projetada. As chuvas recentes têm beneficiado a cultura, mas a irregularidade da umidade em novembro trouxe desafios aos produtores gaúchos.

Valorização do dólar gera oportunidades e impacta custos

A valorização do dólar, que atingiu R$6,07 na última semana, gerou impacto direto no mercado de soja. Por um lado, a alta cambial favoreceu a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional e impulsionou os preços internos. Por outro, os custos de produção também subiram, pressionando margens de lucro.

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros para janeiro de 2025 encerraram a semana com alta de 0,40%, cotados a US$9,95 por bushel, enquanto o vencimento de março/2025 fechou em US$10,00 (+0,30%).

Previsões climáticas e impactos na Argentina

As chuvas de novembro foram benéficas para as lavouras argentinas. Contudo, a possível chegada do fenômeno La Niña, que historicamente reduz os índices pluviométricos, pode comprometer a safra local. Caso se confirme entre dezembro e fevereiro, o fenômeno poderá trazer volatilidade aos preços globais, especialmente na Bolsa de Chicago.

Produção brasileira rumo a um novo recorde

As projeções da Conab e do USDA indicam que o Brasil está a caminho de mais uma safra recorde em 2024/25. A Conab prevê uma produção de 166,14 milhões de toneladas (+12,5% em relação à safra anterior), enquanto o USDA estima um volume de 169 milhões de toneladas. Ambas as instituições destacam a expansão da área plantada e as condições climáticas favoráveis como fatores determinantes.

Perspectivas 

Com os dados atualizados, o mercado interno deve continuar sendo influenciado pela força do dólar e pela oferta global. No curto prazo, espera-se desvalorização dos prêmios no mercado disponível e pressão baixista para a safra futura.





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com mais de 50 mil hectares para plantar, Federarroz pede extensão do zoneamento agrícola



O Rio Grande do Sul é o maior produtor nacional de arroz, respondendo por cerca de 70% do total cultivado no país. Quando as enchentes atingiram o estado em maio deste ano, algumas regiões ainda tinham 40% das áreas por colher, o que equivalia a cerca de 41 mil hectares.

Contudo, a tragédia não foi suficiente para derrubar a produção, mantendo-se em, aproximadamente, 7 milhões de toneladas. O balanço de resiliência foi apresentado pela Federação das Associações de Arrozeiros do estado (Federarroz) nesta terça-feira (10).

O presidente da entidade, Alexandre Velho, ressaltou que entre os desafios do ano estiveram os leilões da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) que, no auge da crise e na tentativa de frear um possível desabastecimento do cereal no país, ofertaram o produto a preços muito abaixo do mercado, o que pode desestimular os produtores do estado.

Extensão do zoneamento agrícola

A semeadura do ciclo 2024/25 do arroz está atrasada pelo excesso de chuva. Segundo o Instituto Riograndense do Arroz (Irga), ainda faltam cerca de 50 mil hectares a serem plantados, sendo que a janela ideal encerrou-se na metade de novembro.

Os maiores atrasos estão na região central do estado, onde muitos produtores não conseguiram recuperar áreas e sistema de irrigação a tempo. Por conta disso, a Federarroz solicitou ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) a extensão do zoneamento agrícola para que a região tenha permissão de plantar até o dia 20 de dezembro.

A área de produção de arroz para esta safra está indicada pelo Irga em 948 mil hectares, alta de 5% frente à última temporada. Já a soja em terras baixas deve ter uma a queda de 4%, somando cerca de 400 mil hectares.



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Preços da maçã sobem 3%, aponta Cepea



Quebra de safra impulsiona mercado de maçãs no Brasil




Foto: Pixabay

Segundo levantamento do Hortifrúti/Cepea, o mercado de maçã apresentou um cenário aquecido na última semana, impulsionado pelo aumento da procura na maioria dos calibres e variedades com a chegada do início do mês. Este movimento ocorre em um contexto de estoques nacionais reduzidos, reflexo direto da quebra de safra registrada no início do ano, o que tem sustentado uma boa movimentação e contribuído para a valorização dos preços.

A variedade fuji 110 Cat 1, por exemplo, registrou uma média de R$ 156,44 por caixa de 18 kg nas principais regiões classificadoras, um avanço de 3% em relação à semana anterior.

De acordo com especialistas do Cepea, a tendência é que os preços permaneçam firmes até o final do ano, devido à oferta limitada. No entanto, o mercado segue atento à concorrência com as maçãs importadas e às frutas de caroço, como pêssegos, ameixas e nectarinas, que ganham maior representatividade nesta época do ano.

 





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Tania Zanella é eleita presidente do Instituto Pensar Agropecuária



A superintendente do Sistema OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), Tania Zanella, foi eleita presidente do Instituto Pensar Agropecuária (IPA), entidade dedicada ao desenvolvimento e fortalecimento do setor no Brasil.

Com cerca de 14 anos dedicados ao fortalecimento do movimento cooperativista, Tania acumula conquistas. No Sistema OCB, foi uma das pioneiras ao ser a primeira mulher a ocupar os cargos de gerente-geral e, posteriormente, de superintendente nacional, posição que assumiu em setembro de 2021.

“Tania está no IPA para conviver com a diversidade e construir unidade”, destacou Márcio Lopes de Freitas. Em postagem nas redes sociais, o deputado federal Arnaldo Jardim, vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), ressaltou que a eleição de Tania é uma conquista do agronegócio e do cooperativismo brasileiro.

Representatividade do IPA

O IPA desempenha um papel estratégico para o setor agropecuário, que representa cerca de 25% do PIB brasileiro e é responsável por 50% de toda a área preservada no país. Números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam, ainda, que o agronegócio emprega diretamente 26,8% da força de trabalho nacional.

Além da presidência do IPA, Tania também já foi vice-presidente da mesma entidade, e figura entre as 100 mulheres mais poderosas do agronegócio brasileiro, segundo a revista Forbes, em reconhecimento obtido em 2021.

“Sua trajetória é marcada pelo compromisso de ampliar a presença feminina em posições de liderança. Diariamente, Tania trabalha para promover o ideário cooperativista, fortalecer a solidariedade e fomentar a sustentabilidade no setor”, diz o Sistema OCB, em nota.

Para o presidente do Sistema, Celso Régis, a eleição de Tania representa um marco para o cooperativismo nacional. “Estamos orgulhosos de tê-la no comando de tão importante entidade promotora do ideário cooperativista, da solidariedade, sustentabilidade e prosperidade”, afirmou.



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Entregas de fertilizantes recuam em 1,8% no ano, diz Anda



A entregas de fertilizantes no acumulado do ano até setembro caíram 1,8%, para 32,88 milhões de toneladas, contra 33,50 milhões no mesmo período de 2023.

Segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), que divulgou os dados, apesar do recuo o mercado “está plenamente abastecido”.

Sazonalidades naturais da demanda do setor agrícola explicariam a redução, conforme a entidade, em nota. Somente em setembro, as entregas somaram 4,85 milhão de toneladas, 0,8% menos em relação ao mesmo mês do ano passado.

De acordo com a Anda, Mato Grosso segue na liderança das entregas de fertilizantes, com 20,5% do volume total, o que equivale a 6,75 milhões de toneladas. Na sequência aparecem:

  • Paraná (3,79 milhões de t);
  • Rio Grande do Sul (3,62 milhões de t);
  • São Paulo (3,61 milhões de t);
  • Goiás (3,16 milhões de t);
  • Minas Gerais (3,10 milhões de t); e
  • Bahia (2,38 milhões de t).

Produção nacional de fertilizantes

A produção nacional de fertilizantes intermediários cresceu tanto em setembro quanto no acumulado de nove meses. No mês, foram produzidas 692 mil toneladas, aumento de 11,8% na comparação interanual com 2023.

No acumulado do ano, foram 5,32 milhões de t, 6,8% acima de mesmo período do ano passado, quando a produção total foi de 4,99 milhões de toneladas.

As importações totalizaram 4,22 milhões toneladas de fertilizantes intermediários, crescimento de 6,7% em relação ao mesmo mês de 2023. No acumulado dos nove meses, as importações atingiram 29,05 milhões toneladas, aumento de 5,4% em relação ao ano anterior, quando o total foi de 27,57 milhões.

O Porto de Paranaguá, principal ponto de entrada de fertilizantes no Brasil, recebeu 8% mais produtos, ou 7,30 milhões de toneladas descarregadas de janeiro a setembro de 2024, contra 6,76 milhões no ano anterior. O volume representou 25,1% do total importado por todos os portos do País (dados da Siacesp/MDIC), segundo a Anda.



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Veja como os preços da soja reagiram após o relatório do USDA


Com poucos volumes negociados nesta terça-feira (10), os preços da soja não variaram nas principais praças de comercialização do Brasil.

Houve alguns ajustes pontuais. A Bolsa de Chicago e o dólar praticamente se anularam no dia.

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, de modo geral, as tradings estão fora do mercado, com algumas buscando soja disponível com pagamento em janeiro a preços firmes. No entanto, não houve reporte de negócios.

Preços médios da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): estabilizou em R$ 136
  • Região das Missões: permaneceu em R$ 135
  • Porto de Rio Grande: se manteve em R$ 143
  • Cascavel (PR): seguiu em R$ 136
  • Porto de Paranaguá (PR): estagnou em R$ 142
  • Rondonópolis (MT): não variou: R$ 134
  • Dourados (MS): estabilizou em R$ 136
  • Rio Verde (GO): permaneceu em R$ 136

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços mais altos. O mercado reagiu positivamente ao relatório de dezembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Mesmo que no geral o USDA tenha trazido poucas mudanças, o número abaixo do esperado para os estoques mundiais ajudaram no movimento de recuperação técnico.

O mercado também acompanhou a boa reação dos preços do milho, após o USDA ter indicado os menores estoques de milho em dois anos para os Estados Unidos.

O relatório aponta que a safra norte-americana de soja deverá ficar em 4,461 bilhões de bushels em 2024/25, o equivalente a 121,4 milhões de toneladas. A produtividade foi indicada em 51,7 bushels por acre. Nos dois casos, não houve alteração na comparação com o relatório de novembro.

Os estoques finais estão projetados em 470 milhões de bushels ou 12,8 milhões de toneladas. O mercado apostava em carryover de 471 milhões de bushels ou 12,82 milhões de toneladas. Não houve mudança na comparação com novembro.

O USDA também manteve inalterados os números para esmagamento e exportação: 2,410 bilhões de bushels e 1,825 bilhão de bushels, respectivamente.

Safra mundial de soja

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Foto: Guilherme Soares/Canal Rural BA
O USDA projetou safra mundial de soja em 2024/25 de 427,14 milhões de toneladas. Em novembro, o número era de 425,4 milhões. Para 2023/24, a previsão é de 394,87 milhões de toneladas.

Os estoques finais para 2024/25 estão estimados em 131,9 milhões de toneladas, abaixo da previsão do mercado de 133 milhões de toneladas.

No mês passado, a previsão era de 131,7 milhões de toneladas. Os estoques da temporada 2023/24 estão estimados em 112,2 milhões de toneladas. O mercado esperava número de 112,3 milhões de toneladas.

Para a produção brasileira, o USDA manteve as estimativas em 153 milhões de toneladas para 2023/24 e em 169 milhões para 2024/25. Para a Argentina, a previsão para 2023/24 foi mantida em 48,21 milhões de toneladas. Para 2024/25, a estimativa é de 52 milhões de toneladas, um milhão acima do número de novembro.

As importações chinesas em 2023/24 foram mantidas em 112 milhões de toneladas. Para a próxima temporada, a previsão é de um número de 109 milhões de toneladas, repetindo o mês anterior.

Contratos futuros

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com alta de 4,75 centavos de dólar ou 0,47% a US$ 9,94 3/4 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 10,00 1/4 por bushel, com ganho de 4,75 centavos, ou 0,47%.

Nos subprodutos, a posição janeiro do farelo fechou com alta de US$ 2,40 ou 0,82% a US$ 292,00 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em janeiro fecharam a 42,72 centavos de dólar, com baixa de 0,08 centavo ou 0,18%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,09%, sendo negociado a R$ 6,0816 para venda e a R$ 6,0796 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,0369 e a máxima de R$ 6,0899.



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Boi gordo tem novas quedas e em Mato Grosso arroba já é negociada abaixo de R$ 300


O mercado físico do boi gordo voltou a se deparar com negociações abaixo da referência média.

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, novamente a queda tem se mostrado mais intensa na Região Norte e em Mato Grosso. No Sudeste, as reduções também persistem, mas em menor proporção.

“As escalas de abate apresentam relativo conforto, posicionadas entre seis e oito dias úteis na média nacional. As exportações permanecem em bom nível, o que de certa forma oferece algum suporte aos preços da arroba, disse o analista da consultoria Safras & Mercado”, diz Fernando Henrique Iglesias.

Preços médios da arroba do boi gordo

  • São Paulo: R$ 323,67
  • Goiás: R$ 304,64
  • Minas Gerais: R$ 315,29
  • Mato Grosso do Sul: R$ 320,00
  • Mato Grosso: R$ 299,22

Mercado atacadista

carnecarne

O mercado atacadista voltou a apresentar preços firmes durante o dia. Conforme Iglesias, ainda há dificuldade para impor novos reajustes no curto prazo, em linha com a saturação da demanda, mesmo em um período tipicamente associado a consumo aquecido.

“Uma importante parcela da população tem priorizado proteínas de menor valor agregado. Os cortes suínos ganham espaço se comparado aos cortes do traseiro e os cortes do frango ganham preferência se comparado aos cortes do dianteiro bovino”.

O quarto traseiro permanece precificado a R$ 27,00 por quilo. O quarto dianteiro permanece precificado a R$ 20,50, por quilo. A ponta de agulha permanece no patamar de R$ 19,50, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,56%, sendo negociado a R$ 6,0472 para venda e a R$ 6,0452 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,0182 e a máxima de R$ 6,0712.



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