sexta-feira, julho 17, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Safras de soja e milho devem atingir meta inicial no Paraná



Chuvas beneficiam lavouras de soja e milho




Foto: Canva

Segundo o Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (12) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, as chuvas intensas e generalizadas que atingiram o Paraná nos últimos dias trouxeram alívio para os produtores de soja e milho. Os volumes de precipitação superaram as expectativas para o mês inteiro em muitas regiões, recuperando a umidade do solo e beneficiando as culturas.

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A recomposição hídrica foi essencial para mitigar os impactos da seca que já afetava algumas plantações. Com o cenário mais favorável, as projeções para a safra 2024/25 permanecem alinhadas às expectativas iniciais: são esperadas 22,3 milhões de toneladas de soja e 2,6 milhões de toneladas de milho na primeira safra, conforme o apontado no boletim.

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De acordo com os dados da Secretaria de Agricultura, as condições das lavouras permanecem predominantemente boas. No caso do milho, 94% das áreas estão em situação satisfatória, enquanto 6% apresentam condição mediana. Para a soja, 92% das lavouras estão em boas condições, e 8% são classificadas como medianas.





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Farinhas, massas e fórmulas especiais terão tributo zero com reforma



Foram incluídas na lista de alimentos da cesta básica da reforma tributária que ficarão isentos do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) as farinhas e massas com baixo teor de proteínas, usadas como alimentos para pessoas com erros inatos de metabolismo (EIM).

Também terão o tributo zerado as fórmulas dietoterápicas, usadas para tratar e prevenir doenças relacionadas aos EIM.

Farinhas e massas usadas contra as acidemias e defeitos do ciclo da uréia, que são doenças metabólicas e hereditárias, também serão isentas de imposto sobre consumo. Com esses, são 26 tipos de alimentos com alíquota zero, incluindo carnes, queijos, feijões, farinha de mandioca, arroz, entre outros.

Alimentos para a melhoria da saúde

O relator do projeto de lei que regulamenta a reforma tributária, senador Eduardo Braga (MDB-AM), acolheu uma emenda da senadora Mara Gabrilli (PSD-SP), que solicitou a inclusão desses alimentos especiais na tabela da cesta básica isenta de impostos sobre bens. Segundo a parlamentar, esse tipo de alimento é mais caro que os demais.

“O acesso aos alimentos especiais hipoproteicos e às fórmulas metabólicas são essenciais para a melhoria da inclusão, prevenção de deficiências motora e intelectual e do desfecho clínico-nutricional destas pessoas. Assim, as fórmulas metabólicas e os alimentos hipoproteicos foram desenvolvidos para fornecer uma nutrição adequada para o crescimento e manutenção da saúde”, justificou a parlamentar.

Os alimentos incluídos pela emenda da senadora Gabrilli são elaborados para pessoas com algumas doenças metabólicas e hereditárias.

O Projeto de Lei 68/2024 que regulamenta a reforma tributária sofreu uma série de alterações durante a votação na CCJ do Senado nessa quarta-feira (11). Se aprovada no Plenário do Senado, o texto volta para nova análise da Câmara.

Mudanças nos impostos

A CCJ do Senado, por exemplo, isentou as armas de fogo em relação ao Imposto Seletivo (IS), que é o tributo cobrado sobre bens e serviços que causam danos à saúde ou ao meio ambiente. A CCJ também isentou as bebidas açucaradas da cobrança do IS, o que inclui os refrigerantes.

Outra mudança aprovada na Comissão foi a inclusão da erva-mate entre os itens da cesta básica isentos de pagar o Imposto sobre Valor Agregado (IVA). Também foi aprovado requerimento para reduzir em 60% a alíquota sobre água mineral de até 10 litros. Os biscoitos e bolachas de consumo popular também foram incluídos pelo relator com desconto de 60% da alíquota cheia.

A CCJ do Senado também aprovou um requerimento que reduz em 60% a alíquota a ser paga para serviços de água e esgoto. Antes, esses serviços estavam com a alíquota cheia.



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Safra de grãos em 2025 pode ser 6,7% maior na Bahia, diz IBGE


A safra de grãos (cerais, leguminosas e oleaginosas) na Bahia em 2025, deverá ter um aumento de 6,7% em comparação com 2024, de acordo com o segundo prognóstico para a safra 2025, do IBGE.

Segundo o instituto, a safra de grãos deverá ser de 12.140.464 toneladas no próximo ano, frente às 11.381.095 toneladas previstas para 2024.

O prognóstico divulgado nesta quinta-feira (12), se baseia, sobretudo, numa expectativa de que a safra do principal produto agrícola do estado, a soja, será 10,6% maior no próximo ano, passando de 7.532.100 toneladas em 2024, para 8.333.190 toneladas em 2025.

Frente ao primeiro prognóstico para 2025, houve uma revisão positiva de 5,3% na produção de soja para o próximo ano.

A previsão é que o aumento da produção do grão frente a 2024 se dê pelo aumento de 5,5% na área plantada, que passará a ser 2,144 milhões de hectares, e de 4,9% no rendimento médio do produto, que deverá chegar aos 3.888 kg/hectare.

Crescimento

Os dados do IBGE apontam ainda que esse segundo prognóstico para a soja na Bahia segue o resultado nacional, que aponta, em todo o país, uma aumento de 12,9% na safra do grão em 2025, ficando em 163,5 milhões de toneladas, pouco mais da metade de toda a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas do Brasil.

A Bahia também deverá ter um aumento de 0,7% na produção de algodão herbáceo, de 1,769 milhão para 1,782 milhão de toneladas, entre 2024 e 2025.

Frente ao prognóstico anterior, porém, houve leve queda (-0,5%) na previsão da produção baiana de algodão para 2025.

colheita algodão, safra 2023/24, oeste da bahia, sudoeste da bahia, cotonicultura,colheita algodão, safra 2023/24, oeste da bahia, sudoeste da bahia, cotonicultura,
Foto: Jefferson Aleffe/Marca Comunicação

De acordo com esse segundo prognóstico, no próximo ano, o estado deverá concentrar 20,2% da produção de algodão no país, mantendo-se como o segundo maior produtor, atrás apenas de Mato Grosso.

Por outro lado, a Bahia deverá apresentar quedas em 2025 na produção de milho 1ª safra (-2,9%, chegando a 1,506 milhão de toneladas) e de milho 2ª safra (-0,5% chegando a 762,6 mil toneladas).

No Brasil como um todo, o segundo prognóstico para a safra 2025 de grãos prevê uma produção de 314,8 milhões de toneladas, 7,0% maior do que a de 2024, estimada em 294,3 milhões.

Ainda de acordo com o segundo prognóstico, a Bahia deverá ter, em 2025, altas na produção de 16 dentre as 26 safras investigadas no estado, frente a 2024.

A previsão é que os maiores aumentos absolutos sejam registrados nas safras de soja (+801.190 toneladas ou +10,6%), algodão herbáceo (+12.900 toneladas ou +0,7%) e café canephora (+10.860 toneladas ou +7,5%).

Por outro lado, as maiores retrações, em volume, deverão ser observadas nas safras de cana-de-açúcar (-53.725 toneladas ou -1,0%), milho 1ª safra (-45.390 toneladas ou -2,9%) e mandioca (-18.639 toneladas ou -2,0%).


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MDA completa um ano da Política Nacional de Abastecimento Alimentar



A Política Nacional de Abastecimento Alimentar (PNAAB) completou o primeiro ano nesta quinta-feira. Criada pelo Decreto nº 11.820, de 12 de dezembro de 2023, a iniciativa integra o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan). 

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) a política tem sido fundamental para estruturar o abastecimento alimentar no Brasil e ampliar a participação da agricultura familiar nesse processo.

A secretária de Abastecimento, Cooperativismo e Soberania Alimentar do MDA, Ana Terra Reis, disse que o abastecimento alimentar no Ministério é pautado pelos imensos desafios de combate à fome e à pobreza, com protagonismo da agricultura familiar. 

“O MDA tem a política como um farol que orienta a atuação da Secretaria de Abastecimento, Cooperativismo e Soberania Alimentar (SEAB) e das empresas vinculadas, somando-se também ao Plano Nacional de Abastecimento”, afirmou. 

A PNAAB é coordenada pelo MDA e operacionalizada com o apoio de instituições estratégicas, como a SEAB, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) e a Centrais de Abastecimento de Minas Gerais (CeasaMinas). 

Com informações do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar 



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Tempestade deve afetar região brasileira neste fim de semana



A união de calor, umidade, interrupção do vento em altos níveis da atmosfera e a formação de uma ampla área de baixa pressão atmosférica vão provocar instabilidade no tempo entre esta sexta-feira (13) e dominho (15) na região Sul do país.

O alerta é do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que mostra que pancadas de chuva e trovoadas com condição para granizo em pontos localizados poderão ocorrer nesta sexta, especialmente na metade oeste de toda a região Sul.

A metade leste da região Sul também deve ser especialmente afetada pelo aprofundamento de duas áreas de baixa pressão, uma mais ao sul do Rio Grande do Sul e outra mais afastada em alto-mar.

No entanto, o Inmet destaca que ainda há divergência em relação à previsão da intensificação desse amplo sistema de baixa pressão que deverá dar origem a um ciclone extratropical próximo da costa do territóri gaúcho.

As áreas mais atingidas podem ser o sul e leste gaúcho, com condições para rajadas de vento acima dos 60 km/h e pancadas de chuva eventualmente fortes. Na segunda-feira (16), o sistema deve se deslocar para alto-mar.



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Agricultores belgas protestam contra acordo UE/Mercosul



Os agricultores denunciam a falta de cumprimento de promessas



Os agricultores denunciam a falta de cumprimento de promessas
Os agricultores denunciam a falta de cumprimento de promessas – Foto: Reprodução

Após protestos em Londres, agricultores da Valônia, na Bélgica, iniciaram manifestações na noite desta quarta-feira (11) contra o acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul. Considerando o tratado prejudicial à agricultura europeia, os manifestantes acusam a classe política de traição e exigem respeito aos padrões europeus. A mobilização, liderada pela Federação dos Jovens Agricultores (FJA) e apoiada pelo sindicato Fugea, está prevista para durar 24 horas, até as 22h desta quinta-feira (12).

Entre as principais reclamações, agricultores denunciam a falta de cumprimento de promessas feitas em fevereiro e temem a concorrência desleal de produtos sul-americanos que, segundo eles, não seguem os mesmos critérios de qualidade e sustentabilidade impostos aos europeus. 

Os bloqueios afetam várias estradas estratégicas, incluindo a N89 em Bouillon, na fronteira com a França, e a E19 em direção a Valenciennes. No aeroporto de Liège-Bierset, tratores fecham vias desde a noite de quarta-feira. A rodovia E40, que liga Welkenraedt a Bruxelas, também está bloqueada. Autoridades belgas confirmaram o redirecionamento do tráfego em diversos pontos, enquanto ações semelhantes ocorrem na França.

“Em fevereiro, no meio da crise, os políticos fizeram lindas promessas. A maioria delas não cumpriram. Hoje, estão prontos para votar pelo tratado do Mercosul. Não queremos esse tratado, que tornaria possível importar produtos que não atendem aos mesmos padrões que os nossos”, disse um agricultor citado pelo portal de notícias português executivedigest.sapo.pt.

 





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Confira as projeções para a soja em 2025



A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) revisou suas previsões para o complexo da soja em 2025, destacando números recordes para a produção e comercialização do grão e seus derivados. A expectativa é que a produção atinja 168,7 milhões de toneladas, enquanto o esmagamento deve chegar a 57 milhões de toneladas. A produção de farelo de soja está projetada para 44 milhões de toneladas, e a de óleo para 11,4 milhões de toneladas.

As exportações também devem alcançar novos patamares, com a soja batendo 104,4 milhões de toneladas, o farelo chegando a 22,9 milhões de toneladas e o óleo de soja se mantendo em torno de 1,05 milhão de toneladas. As receitas totais com exportações devem somar US$ 50,8 bilhões. Além disso, a importação de óleo deve crescer para 150 mil toneladas, enquanto a de soja deverá ser de 500 mil toneladas, para complementar o mercado interno.

Em relação a 2024, as projeções não sofreram alterações significativas. A produção foi mantida em 153,3 milhões de toneladas, e o esmagamento seguiu para 54,5 milhões de toneladas. O volume de exportação cresceu levemente, com um aumento de 0,5%, totalizando 98,3 milhões de toneladas, enquanto o farelo e o óleo permaneceram em 22,1 milhões de toneladas e 1,3 milhão de toneladas, respectivamente.



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Pesquisa mostra ao público jovem que frango brasileiro não recebe hormônio para crescimento



O Brasil é o terceiro maior produtor e exportador de carne de frango do mundo. Apesar desse destaque internacional – que se estende a outras commodities agropecuárias – persiste no imaginário popular a crença de que frangos de corte recebem hormônios para acelerar o crescimento.

Para desmistificar essa lenda, pesquisa científica conduzida por estudantes de Medicina Veterinária do Centro Universitário de Brasília (CEUB) buscou confirmar a qualidade do manejo dos frangos fornecidos para a indústria alimentícia brasileira.

O estudo lembrou que o mito dos hormônios aplicados aos frangos surgiu na década de 1970, quando avanços científicos relacionados a hormônios para ganho de peso eram discutidos pela indústria mundial de avicultura.

Apesar de os testes não terem sido realizados com frangos de corte, a ideia se espalhou. Para os estudantes, isso teria levado o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em 2004, a criar instrução normativa proibindo oficialmente o uso da substância em aves.

Realidade dos manejos

Para a pesquisa, os estudantes do CEUB combinaram levantamentos acadêmicos, visitas a aviculturas, frigoríficos e granjas em busca de diagnosticar a realidade do manejo dos animais.

Segundo a conclusão deles, o crescimento rápido dos frangos resulta de avanços científicos e boas práticas de manejo e produção, algo que já é comumente sabido no meio.

“Outro fator que confunde o público leigo é o uso de antibióticos, que são aplicados no controle de doenças aviárias e podem ser – erroneamente – associados ao crescimento das aves”, destaca Marianna Gadê, coautora da pesquisa.

Do ovo para a mesa

A orientadora do projeto e professora de Medicina Veterinária do CEUB, Francislete Melo, descreve os avanços no melhoramento genético, nutrição equilibrada e manejo, mostrando que a pesquisa aponta que a seleção genética prioriza aves com maior produtividade, saúde e qualidade de carne, enquanto a alimentação é formulada com nutrientes essenciais, como milho, soja, vitaminas e aminoácidos.

“As condições de criação também são otimizadas por meio do controle rigoroso de fatores, como temperatura, espaço e sanidade, garantindo desenvolvimento eficiente e sustentável”.

Francislete acrescenta que o uso de hormônios em frangos seria tecnicamente inviável, mesmo que fosse permitido por lei. “ A aplicação desses hormônios exigiria que fossem injetados individualmente em cada ave, o que, considerando a quantidade de frangos criados, tornaria o processo totalmente inviável”, destaca.

No combate à desinformação, o grupo de estudantes criou vídeo educativo para o Tik Tok, que busca conscientizar o público sobre o mito da aplicação de hormônios de crescimento nos frangos de corte, destacando a proibição da prática no Brasil.

“O vídeo foi elaborado de forma didática para alcançar maior número de pessoas, utilizando as redes sociais como meio de divulgação popular. A rápida evolução no desenvolvimento dos frangos é resultado de avanços em três pilares da avicultura: o melhoramento genético, a nutrição e manejo”, completam os autores.





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Sancionada lei que cria mercado regulado de carbono no Brasil



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, sem vetos, o projeto que cria um mercado regulado de carbono no Brasil, com o objetivo de estabelecer limites para a emissão de gases de efeito estufa. O texto havia sido aprovado pelo Congresso Nacional no mês passado, e foi publicado nesta quinta-feira (12), no Diário Oficial da União (DOU).

A nova lei prevê a criação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE). Por meio desse sistema, as empresas vão poder compensar a emissão de gases poluentes comprando créditos de carbono ligados a iniciativas ambientais.

O sistema divide esse mercado entre dois setores, o regulado e o voluntário – o agronegócio está no segundo.

Um ato do Executivo poderá estabelecer regras de funcionamento dos órgãos que compõem a governança do SBCE, que será composto pelo Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima, por seu órgão gestor e pelo Comitê Técnico Consultivo Permanente.

Na regulamentação, deverá ser definido um teto para a emissão de gás carbônico em determinadas atividades produtivas. Para que uma empresa ultrapasse esse montante máximo, precisará comprar cotas de outra que não tenha usado todo o seu limite, no chamado comércio de permissões de emissões. Dessa forma, nunca haverá aumento efetivo da emissão de carbono.



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Operação Leite Compen$ado descobre fraude em laticínio no RS


Uma ação conjunta realizada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério Público Estadual do Rio Grande do Sul (MP/RS) culminou, na manhã desta quarta-feira (11), na 13ª fase da Operação Leite Compen$ado. O alvo foi um laticínio localizado em Taquara, no Rio Grande do Sul. A operação resultou na apreensão de toneladas de produtos e na identificação da fórmula utilizada em fraudes envolvendo leite e compostos lácteos.

Fiscalização e prisão em flagrante

A ação contou com o cumprimento de quatro mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão, abrangendo empresas e residências em Taquara, Parobé, Três Coroas, Imbé e São Paulo. Segundo o coordenador do 10º Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SIPOA), Márcio Todero, foram adotadas medidas de controle rigorosas, incluindo a suspensão das atividades da empresa e aplicação de autos de infração.

Durante a operação, uma funcionária foi presa em flagrante por tentar ocultar evidências, orientando outros colaboradores a esconderem dispositivos móveis e apagarem mensagens. Entre as irregularidades encontradas, foram detectados indícios do uso de soda cáustica, substância proibida para consumo humano, que teria sido utilizada para alterar o pH do leite, mascarando sua acidez em análises laboratoriais.

Ações integradas e suporte técnico

A operação destacou a atuação coordenada entre o Mapa e o MP/RS, com o suporte técnico do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária do RS (LFDA/RS). Foram realizadas vistorias nas instalações do laticínio, coletas de amostras para análises laboratoriais e inspeções em depósitos suspeitos de armazenar matérias-primas impróprias para o consumo.

Origem da investigação e histórico da empresa

A investigação teve início após uma denúncia formal ao MP/RS, relatando práticas irregulares na produção de leite UHT e compostos lácteos. As suspeitas incluíam a utilização de soda cáustica para mascarar alterações na acidez e o emprego de matérias-primas vencidas e em más condições higiênico-sanitárias. A empresa, registrada no Serviço de Inspeção Federal (SIF), já havia sido alvo de ações fiscais nos últimos dois anos, com cinco interdições, cinco suspensões de atividades e seis autuações por irregularidades.

Conforme o Mapa, não há evidências de que outras empresas estejam envolvidas em práticas semelhantes, nem de que o leite do Rio Grande do Sul apresente problemas generalizados. 





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