sexta-feira, julho 17, 2026

Autor: Redação

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Pinhão contém prebióticos, compostos benéficos à saúde



Um estudo recente realizado pela Embrapa Florestas (PR), em parceria com a Universidade Federal de Viçosa (UFV) e Universidade Federal da Paraíba (UFPB), registrou a presença de dois grupos de prebióticos no pinhão: o amido resistente e o FOS (fructooligossacarídeos). Ambas as substâncias têm capacidade de estimular probióticos, ou seja, microrganismos benéficos presentes em um ecossistema intestinal saudável.

“Os relatos da presença de compostos fenólicos, amido resistente e minerais como fósforo, potássio e magnésio, no pinhão, já eram de domínio da ciência. No entanto, a presença de FOS na semente de araucária é um novo e importante achado”, afirma a pesquisadora da Embrapa e coordenadora do projeto Pinalim, Catie Godoy, que deu origem à pesquisa.

Até o momento, segundo ela, esses compostos tinham sido observados em outras fontes vegetais, como o yacon, alcachofras, aspargos, chicória e outros. A cientista acredita que a descoberta pode aumentar o interesse em consumir pinhão com foco em uma dieta saudável.

O estudo foi publicado na revista Food and Nutrition Sciences. De acordo com Godoy, os resultados são otimistas e devem ampliar as pesquisas com a semente da araucária, uma árvore pré-histórica, que se encontra na lista de espécie ameaçadas.

Diferença entre prebiótico e probiótico

Probióticos são bactérias e leveduras benéficas à saúde que vivem naturalmente no intestino. Eles ajudam na digestão dos alimentos e também a proteger o organismo contra doenças. Os probióticos também são encontrados em alimentos fermentados que contêm bactérias saudáveis em sua composição, como por exemplo o iogurte, o Kefir, o chucrute e a kombucha.

Já os prebióticos são um tipo de carboidrato rico em fibras não digeríveis, que servem de alimento para bactérias e leveduras que vivem no intestino. Ou seja, prebióticos são alimentos que o organismo não consegue digerir e que são fermentados pelas bactérias presentes na flora intestinal.

Exemplos de alimentos prebióticos são aqueles ricos em fibras como os vegetais, os grãos integrais e as frutas. Em resumo, probiótico é a própria bactéria e prebiótico é o alimento dela. Tanto o prebiótico quanto o probiótico ajudam a manter ou recuperar a saúde da flora intestinal, além de melhorar a digestão.

Amido resistente e FOS

Três variedades diferentes de pinhão foram analisadas: Sancti josephi, Angustifolia e Caiova, colhidas em diferentes épocas do ano, correspondendo a diferentes estágios de maturação.

Os resultados do estudo foram obtidos por meio de uma série de métodos experimentais e análises da composição química dos oligossacarídeos e amido resistente. Também foram realizadas: avaliação do crescimento de bactérias para investigar o efeito prebiótico do amido resistente e análise estatística dos dados para determinar as diferenças observadas entre as variedades de pinhão em relação ao conteúdo de oligossacarídeos e ao crescimento bacteriano.

As pesquisas foram conduzidas em parceria com a professora da UFV Célia Lúcia de Luces Fortes Ferreira, que está entre os maiores especialistas do Brasil em estudos com probióticos.

“O amido resistente e o FOS são metabolizados pelos probióticos, mantendo a presença constante dessas bactérias benéficas no intestino. Ao crescerem em presença dessas substâncias, as bactérias como, por exemplo, as do gênero bifidobacterium aqui estudadas, acumulam no ambiente, principalmente ácido butírico, e outras substâncias essenciais para a “renovação” do epitélio intestinal. Um ambiente intestinal saudável diminui risco de diversas doenças locais e sistêmicas”, detalha a professora.

Nesse estudo também foi testado se o amido de pinhão promoveria o crescimento de bactérias benéficas, comparando-o com a dextrose (carboidrado simples e de rápida absorção pelo organismo).

Observou-se que, para algumas bactérias, o amido de pinhão promoveu maior crescimento do que o estudo controle, demonstrando ser efetivo na multiplicação de bactérias probióticas, com destaque para os probióticos L. plantarum e B. breve. “Esse efeito se deve à presença de amido resistente no pinhão. Ele contém uma porção que escapa da digestão e da absorção no intestino delgado e é fermentada no intestino grosso, com a produção de ácidos graxos de cadeia curta, promovendo vários benefícios a saúde”, afirma Ferreira.

O impacto do amido resistente no metabolismo dessas bactérias ainda não está completamente esclarecido, por isso, mais pesquisas serão necessárias para comprovar esse possível efeito prebiótico, segundo a professora do Departamento de Tecnologia de Alimentos do Centro de Tecnologia e Desenvolvimento Regional do Centro de Tecnologia da UFPB, Haíssa Cardarelli.

Cardarelli, juntamente com sua orientanda de mestrado, Fernanda Pereira Santos, darão seguimento aos estudos. “Os resultados preliminares são muito promissores e, vamos utilizar a farinha de pinhão como fonte de crescimento para probióticos, um produto desenvolvido com tecnologia Embrapa e que está em vias de produção industrial”, conta a professora.

Ajuda a preservar a araucária

A coordenadora do programa de pós-graduação em Nutrição Clínica e Funcional do Instituto Valéria Paschoal, Natália Marques, destaca o pioneirismo do estudo na detecção de prebióticos no pinhão.

“As contribuições para a saúde humana incluem a prevenção de diversas doenças crônicas. A partir do momento que valorizamos a inclusão do pinhão na alimentação do brasileiro, cria-se um estímulo positivo da manutenção das florestas de araucária, de desenvolvimento de campanhas que estimulem a sua utilização e desenvolvimento de novos produtos com o pinhão”, enfatiza.

A presença de FOS e seu comportamento prebiótico nas sementes de araucaria angustifolia abre várias possibilidades, tanto para a pesquisa quanto para a aplicação prática. Essa descoberta pode trazer oportunidades para o desenvolvimento de produtos alimentares inovadores, que visam à saúde digestiva, como snacks, cereais matinais, suplementos e alimentos funcionais, ampliando o mercado para esse alimento tradicional.

O que são os FOS?

Os fructooligossacarídeos são açúcares não convencionais, não metabolizados pelo organismo humano e não calóricos, denominados de prebióticos. Alimentos contendo FOS contribuem significativamente para a manutenção do ecossistema intestinal, promovendo o crescimento e adesão de bactérias benéficas como alguns da família lactobacillaceae e do gênero bifidobacteria ao trato gastrointestinal. Também contribuem para a inibição de bactérias que associadas a desequilíbrios e doenças, como o clostridium perfringens.

Quando atuam no resgate do equilíbrio da microbiota intestinal, os FOS contribuem também com a redução do excesso de colesterol (atividade hipolipemiante), redução do excesso de glicose no sangue (hipoglicêmica), aumento na absorção de vitaminas e minerais. Dessa maneira, podemos destacar a válida contribuição do consumo de FOS na prevenção da osteoporose, de doenças cardiovasculares, na redução de problemas digestivos e sensibilidades alimentares.

Comercialmente, os FOS são usados como suplementos e seu preço pode custar até um real por grama, com dose recomendada variando de 4g até 17 g por dia. Por isso, para atingir a porção recomendada, o consumidor teria que ingerir grandes quantidades de pinhão, no entanto, o benefício decorre da combinação do pinhão com outros alimentos, obtendo dessa forma, uma dieta mais equilibrada e propícia à saúde do intestino. Esse status de saúde intestinal é essencial para um adequado sistema imunológico e também garante uma boa saúde mental.



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Excesso de oferta nacional impacta preços da batata gaúcha



Colheita de batata avança com boa qualidade




Foto: Pixabay

Segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (12) pela Emater/RS, a colheita de batata foi iniciada em Ibiraiaras, município da região administrativa da Emater/RS-Ascar de Passo Fundo, com 10% da área cultivada, que soma cerca de 650 hectares, já colhida.

As lavouras apresentam bom desenvolvimento, e os tubérculos colhidos têm qualidade satisfatória.

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De acordo com o informativo, apesar do desempenho agronômico, o setor enfrenta dificuldades de comercialização devido ao excesso de oferta em nível nacional. Os preços pagos aos produtores refletem essa pressão, com a saca de 50 kg da variedade branca sendo negociada a R$ 70,00 e a da variedade rosa a R$ 100,00.





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Equipamento reduz desafios do plantio de mudas forrageiras



Máquina simplifica plantio de pastagens em Santa Catarina




Foto: Canva

A alimentação dos animais é fundamental para uma boa produtividade na pecuária. De acordo com a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), a seleção do tipo de pastagem é um elemento importante. Segundo José Kauling, extensionista da Epagri em Bom Retiro, a escolha das espécies forrageiras é determinante para o sucesso pecuário. “As espécies forrageiras implantadas precisam ter capacidade produtiva, qualidade, palatabilidade, persistência, aceitação de consórcios e de sobressemeadura. No entanto, as  que entregam estas  qualificações,  têm a sua implantação por mudas, tornando o trabalho manual e oneroso”, disse.

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De acordo com o divulgado pela Epagri, solucionar o problema da plantação de mudas de pastagens representa um obstáculo para ampliar a adesão a este sistema no ambiente rural. Pecuaristas e o extensionista da Epagri em Bom Retiro uniram-se na busca por uma máquina capaz de resolver essa questão.

O desafio foi aceito pela empresa Fitarelli, que se mostrou motivada e, mediante as demandas levantadas, produziu uma máquina com três linhas, espaçamentos reguláveis e caixa distribuidora de adubo. Os agricultores adquiriram a inovação tecnológica com apoio financeiro da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária. A entrega foi feita no dia 12 de novembro em Bom Retiro para um grupo da Comunidade Cambará, conforme informações da Epagri.

Durante a entrega foi realizada uma demonstração prática. “A máquina comprovou a eficiência do plantio das mudas, tanto em área mecanizada como em área dessecada com cobertura e, inclusive, sobre pastagens de trevo”, relata o extensionista da Epagri.





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Em MT, evento da colheita da soja abordará sustentabilidade



A Abertura Nacional da Colheita da Soja safra 2024/25 acontecerá no dia 7 de fevereiro de 2025, na Fazenda Esperança, em Santa Carmem, região de Sinop (MT), às 9h30 (horário de Brasília). Para participar, basta acessar o link de inscrição.

O evento reunirá autoridades, produtores e representantes do setor agrícola para debater diferentes temas nos painéis, como sustentabilidade, biocombustíveis e o impacto da COP 30 no Brasil. A transmissão será realizada pelo Canal Rural.

MT como palco do evento

A produção de soja no estado de Mato Grosso tem mostrado crescimento constante, com destaque para a produtividade. Ilson Redivo, vice-presidente da Aprosoja Mato Grosso na região norte, ressaltou a importância da soja para a economia local, gerando empregos, aquecendo o comércio e contribuindo significativamente para a arrecadação de impostos.

Entretanto, o setor ainda enfrenta desafios, com a logística sendo um dos principais gargalos. Luiz Pedro Bier, vice-presidente da Aprosoja MT, destacou a necessidade urgente de melhorias na infraestrutura, especialmente nas ferrovias, para reduzir os custos de transporte e aumentar a competitividade no mercado global.

Lucas Costa Beber, presidente da Aprosoja Mato Grosso, enfatizou a importância de mostrar as ações de sustentabilidade do setor para a sociedade. “É fundamental continuarmos proativos em questões como a Moratória da Soja e a Lei Antidesmatamento da União Europeia, pois a sustentabilidade é uma das principais barreiras que podem impactar o mercado dos nossos produtos”, concluiu Beber.



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Chuvas beneficiam arroz e prejudicam óleo de palma na Ásia



Chuvas torrenciais causam impactos mistos na agricultura asiática




Foto: Pixabay

De acordo com o boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (10) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), chuvas torrenciais provocadas por uma perturbação tropical afetaram a região da península da Malásia, com precipitações acumuladas de até 900 mm em algumas áreas nas últimas duas semanas.

A intensidade das chuvas interrompeu a colheita de óleo de palma e prejudicou as expectativas de rendimento da produção local. A Indonésia e as Filipinas também registraram precipitações, com volumes acima de 100 mm em algumas regiões. No entanto, os impactos agrícolas nessas áreas não foram considerados severos.

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Na Indonésia, especificamente em Java, as chuvas acima da média foram consideradas benéficas para as lavouras de arroz da estação chuvosa, contribuindo para melhores perspectivas de produtividade.

No final da semana, a perturbação tropical deslocou-se para o Pacífico Ocidental, permitindo que os níveis de precipitação voltassem à normalidade na região afetada.





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Como foi a semana da soja? Veja a análise completa



Nesta semana, o mercado da soja foi impactado pela divulgação de dois relatórios chave: o relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e a atualização da safra brasileira pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Ambos os relatórios trouxeram informações relevantes, mas com impactos neutros para o mercado, com poucas novidades.

Relatório do USDA

O USDA manteve suas previsões para a safra de soja dos EUA em 2024/25, que deve atingir 4,461 bilhões de bushels (121,4 milhões de toneladas). A produtividade foi estimada em 51,7 bushels por acre, sem mudanças em relação ao relatório anterior.

Os estoques finais da safra americana são projetados em 470 milhões de bushels (12,8 milhões de toneladas), praticamente inalterados em relação ao mês anterior.

Além disso, o USDA manteve suas previsões para o esmagamento (2,410 bilhões de bushels) e exportação (1,825 bilhão de bushels). A produção mundial de soja foi revista para 427,14 milhões de toneladas, ligeiramente acima da previsão de novembro, enquanto os estoques globais também foram ajustados para 131,9 milhões de toneladas.

Para a produção brasileira, a estimativa foi mantida em 153 milhões de toneladas para 2023/24 e ajustada para 169 milhões de toneladas em 2024/25. Para a Argentina, a produção de 2024/25 foi revista para 52 milhões de toneladas, um aumento de 1 milhão em relação à previsão anterior.

Relatório da Conab

A Conab trouxe uma projeção recorde para a produção de soja do Brasil em 2024/25, estimando 166,211 milhões de toneladas, um aumento de 12,5% em relação à safra anterior, que foi de 147,718 milhões de toneladas. Além disso, a área plantada deverá ser de 47,369 milhões de hectares, o que representa um crescimento de 2,6% em relação ao ano anterior.

A produtividade também está em alta, com uma expectativa de 3.509 quilos por hectare, um crescimento de 9,6% em relação ao rendimento da safra anterior, que foi de 3.201 quilos por hectare.



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CNA discute mercado de carbono e rastreabilidade de animais



Nesta semana, a Comissão Nacional de Desenvolvimento da Região Norte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu para discutir importantes temas relacionados ao mercado de carbono e à rastreabilidade individual de bovinos e bubalinos. O encontro abordou o Projeto de Lei 182/2024, que regulamenta o mercado de carbono no Brasil e aguarda sanção presidencial.

Nelson Ananias Filho, coordenador de Sustentabilidade da CNA, foi responsável por detalhar o funcionamento do novo mercado de comercialização de emissões no Brasil. Ele explicou que o setor agropecuário estará fora do mercado regulado de carbono, ou seja, não será sujeito à taxação nem às obrigações do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE).

Ananias destacou que, apesar da aprovação do mercado de carbono ser um avanço, ainda há muito trabalho a ser feito para que este se torne uma fonte de renda adicional para o produtor rural. A regulamentação completa será um processo gradual e deverá se concretizar ao longo de 2025, com a continuidade das discussões na COP30.

Além do mercado de carbono

Além da pauta sobre o mercado de carbono, a comissão também discutiu os avanços na rastreabilidade individual de bovinos e bubalinos no Brasil. Rafael Filho, assessor técnico de bovinocultura de corte da CNA, apresentou um panorama sobre a evolução dessa questão, desde a criação do Grupo de Trabalho de Rastreabilidade da CNA, em 2022, até o envio das propostas ao Ministério da Agricultura (Mapa). O assessor destacou o trabalho conjunto realizado com o Mapa para qualificar a rastreabilidade individual de animais.

Ele explicou que, a partir das discussões do grupo de trabalho, foi elaborado um documento com diretrizes específicas para a rastreabilidade, o qual foi assinado pelas instituições participantes e encaminhado ao ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, para análise. A CNA tem cobrado e articulado a publicação de uma normativa que formalize as diretrizes acordadas, a fim de garantir a implementação eficaz do sistema de rastreabilidade no setor pecuário.



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queda na produtividade da aveia branca



Clima adverso afeta produção de aveia branca




Foto: Canva

Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS nesta quinta-feira (05), a colheita da aveia branca foi concluída no Rio Grande do Sul,. A área cultivada alcançou 354.987 hectares, com uma produtividade estimada em 2.247 kg/ha, o que representa uma redução de 9,17% em comparação à estimativa anterior de 2.474 kg/ha.

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A produção total foi revisada para 797.759 toneladas, sendo o resultado impactado por condições climáticas adversas ao longo do ciclo produtivo, como chuvas intensas e ventos fortes, especialmente em algumas regiões do estado. Outros fatores, como manejo inadequado de fertilidade e sanidade das lavouras, também contribuíram para a queda na produtividade.

Na comercialização, os preços médios da saca de 60 quilos variaram entre R$ 60,00 na região de Ijuí e R$ 78,00 na região de Passo Fundo.





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Mosca-dos-chifres causa perdas superiores a uma arroba por boi



A mosca-dos-chifres é reconhecidamente um dos maiores desafios sanitários da pecuária brasileira. O inseto causa prejuízos estimados em mais de R$ 15 bilhões por ano, compromete o bem-estar dos bovinos e traz impactos diretos à produção de carne e leite.

De acordo com o médico-veterinário e gerente de Serviços Técnicos de Animais da Vetoquinol Felipe Pivoto, a praga causa perdas de cerca de uma arroba (15 kg) em bovinos de corte em intervalo médio de 210 dias, considerando uma infestação entre 200 e 260 moscas por animal.

“Já em bovinos de leite, existem trabalhos que mostram redução de 15% a 20% na produção de leite. Além disso, um animal estressado acaba desempenhando menor atividade nas questões reprodutivas”.

Segundo ele, o controle da mosca-dos-chifres ainda depende do manejo químico. “Mas existem práticas de manejo ambiental, principalmente a questão da preservação do besouro que vai acabar competindo com as pulpas e as larvas da mosca e, assim, reduzir a infestação ambiental”.

Pivoto lembra que questões epidemiológicas sofrem variações de acordo com a região e, no Brasil, chuva e temperaturas elevadas são presentes em praticamente todo o ano, o que aumenta a incidência da praga.

“Essa questão está muito atrelada às precipitações. Quando inicia as chuvas, temos o início da presença da mosca. Em locais onde a chuva inicia em setembro, como neste ano em Mato Grosso, por exemplo, começou a infestação da mosca. O mesmo para o Rio Grande do Sul: a partir de novembro, com a retomada das chuvas e a temperatura elevada, aumentou a infestação”.

Para o médico-veterinário, é essencial que o pecuarista não espere que a infestação da praga já esteja estabelecida para agir e lance mão de um controle integrado. “Caso contrário, vemos situações de perdas até maiores do que 15 kg [em bovinos de corte em intervalos médios de 210 dias] porque tem infestações de mais de 800 moscas por animal”, finaliza.



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Projeto que prevê aquisição de mais de 100 mil mudas de bananeiras é aprovado



Com intuito de melhorar a produção, a viabilidade econômica e a sustentabilidade dos pequenos cultivos de cacau, abieiro (abil), bacurizeiros, castanha-do-brasil, murucizeiro, ramboteira (rambutão) e taperebazeiro, agricultores do Pará vão receber 110 mil mudas de bananeiras para sombreamento dessas espécies, essencial para o desenvolvimento das espécies em sistemas agroflorestais. O projeto “Dinamização da Cacauicultura Paraense com o Desenvolvimento de Fruteiras Perenes para Uso como Sombreadoras Definitivas em Sistemas Agroflorestais (SAFs)” foi apresentado pela Embrapa.

A Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca do Pará (Sedap) aprovou a ideia que visa fortalecer a cacauicultura paraense por meio da distribuição das mudas de bananeiras. A medida pode beneficiar cerca de mil produtores rurais, incentivando a ampliação de áreas de cultivo e contribuindo para a sustentabilidade do setor.

Frutíferas e sustentabilidade

A proposta busca disponibilizar cultivares de espécies frutíferas adaptadas aos sistemas integrados. O pesquisador da Embrapa Rafael Alves, que defendeu o projeto, destacou que a cultura cacaueira precisa de espécies selecionadas para o sombreamento definitivo em SAFs. A proposta inclui a instalação de vitrines tecnológicas e a promoção dessas cultivares como alternativas sustentáveis.

O projeto de fomento às mudas de bananeiras foi defendido pelo engenheiro agrônomo O gerente de fruticultura da Sedap, Geraldo Tavares, explicou que cada agricultor receberá 100 mudas, alcançando um total de mil produtores.

“Elas serão repassadas aos produtores de cacau em pequenas quantidades, para multiplicação, visando beneficiar o maior número possível de produtores na implantação de novas áreas no estado”, explicou Tavares. As variedades a serem distribuídas são BRS Terra-Anã e Pacoua.

Importância estratégica

Para o presidente do Condel do Funcacau, Giovanni Queiroz, os projetos aprovados são fundamentais para o fortalecimento da cacauicultura no Pará. Ele destacou que o plantio de banana é o primeiro passo em arranjos produtivos com sistemas agroflorestais de cacau devido ao seu papel no sombreamento inicial.

Queiroz também ressaltou a parceria com a Adepará para combater a monilíase, praga que poderia causar grandes prejuízos aos produtores. Com um orçamento de R$ 1,7 milhão para dois anos, a ação busca prevenir a entrada da doença no estado.



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