sexta-feira, julho 17, 2026

Autor: Redação

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proximidade das festas de fim de ano tende a mexer com os preços



O mercado físico do boi gordo registrou preços estáveis nesta segunda-feira (16). De acordo com a consuloria Safras & Mercado, as escalas de abate avançaram recentemente, o que tende a levar os frigoríficos a atuarem de maneira cadenciada e tranquila nas compras, diminuindo assim a propensão para altas.

“Vale frisar ainda que várias unidades frigoríficas não operarão em breve, com manutenções programadas. Além das escalas, as atenções devem passar para o andamento do atacado no período de festas”, disse o analista da empresa Allan Maia.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: entre R$ 310 e R$ 320
  • Minas Gerais: negócios entre R$ 315 e R$ 320
  • Goiás: na faixa de R$ 300 a R$ 305
  • Mato Grosso: indicação de negócios ao nível de R$ 290 no Xingu. Em Rondonópolis, a R$ 300

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresentou preços firmes para a carne bovina no dia. Para Maia, um ponto a se considerar e que pode afetar a dinâmica de preços é a reposição, uma vez que as varejistas já estão posicionadas para atender o consumo de período de festas.

O quarto dianteiro foi cotado a R$ 20,50 por quilo. O quarto traseiro ficou em R$ 27,00 por quilo. A ponta de agulha seguiu no patamar de R$ 19,50, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,03%, sendo negociado a R$ 6,0912 para venda e a R$ 6,0892 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,0256 e a máxima de R$ 6,0986.



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Soja tem dia com preços estáveis; confira o fechamento de mercado



O mercado brasileiro de soja teve pouca oferta nesta segunda-feira. A maior parte desses volumes são da safra nova. Para a safra velha, os lotes são mínimos, com procura pontual. Os preços no dia estão de estáveis a mais baixos.

Cotações da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): preço manteve-se em R$ 132,00
  • Região das Missões (RS): preço manteve-se em R$ 133,00
  • Porto de Rio Grande (RS): preço caiu de R$ 140,50 para R$ 140,00
  • Cascavel (PR): preço caiu de R$ 137,00 para R$ 135,00
  • Porto de Paranaguá (PR): preço caiu de R$ 142,00 para R$ 141,00
  • Rondonópolis (MT): preço caiu de R$ 133,00 para R$ 130,00
  • Dourados (MS): preço manteve-se em R$ 135,00
  • Rio Verde (GO): preço caiu de R$ 134,00 para R$ 131,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com preços mais baixos. Sinais de desaquecimento da demanda pela soja americana e o bom desenvolvimento das lavouras na América do Sul pressionaram as cotações.

A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (NOPA) informou que o esmagamento de soja atingiu 193,185 milhões de bushels em novembro, ante 199,943 milhões no mês anterior. A expectativa do mercado era de 196,713 milhões. Em novembro de 2023, foram 189,038 milhões de bushels.

As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 1.676.444 toneladas na semana encerrada no dia 12 de dezembro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 1.736.783 toneladas.

Plantio pelo Brasil

O plantio da safra de soja 2024/25 do Brasil está em 97,9% da área total esperada até o dia 13 de dezembro, segundo levantamento de Safras & Mercado. Na semana anterior, o total semeado era de 95,3%. Na comparação com igual período do ano passado, o plantio está um pouco adiantado. Em 2023, o total semeado era de 95,3%. A média para o período é de 95,1%.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com baixa de 6,25 centavos de dólar ou 0,63%, a US$ 9,82 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 9,86 por bushel, com perda de 9,00 centavos, ou 0,90%.

Nos subprodutos, a posição janeiro do farelo fechou com alta de US$ 0,70 ou 0,24%, a US$ 286,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em janeiro fecharam a 41,72 centavos de dólar, com baixa de 0,89 centavo ou 2,08%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,03%, negociado a R$ 6,0912 para venda e a R$ 6,0892 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,0256.



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Dez estados brasileiros terão chuva acima de 100 mm no decorrer da semana, avisa Inmet


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) traz o informativo climatológico que indica a quantidade de chuva e as temperaturas máximas e mínimas nas cinco regiões do país entre esta segunda (16) e a próxima (23).

O destaque fica para o volume e a abrangência das precipitações, que podem superar os 100 mm em áreas dos seguintes estados: Minas Gerais, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Goiás, Mato Grosso, Amazonas, Acre, Pará, Tocantins e Acre.

Confira os detalhes:

Sul

mapa de chuva - Inmetmapa de chuva - Inmet
Foto: Reprodução

A semana começará com tempo chuvoso no leste da Região Sul e ficará firme nos dias seguintes. Entretanto, a partir do 20 de dezembro, novas instabilidades se formarão, proporcionando chuvas expressivas em Santa Catarina, Paraná e centro-norte Rio Grande do Sul. Os maiores acumulados para a semana estão previstos para o Paraná e Santa Catarina, com volumes que poderão ultrapassar 40 mm.

Sudeste

Haverá uma variação espacial das chuvas ao longo da semana devido às instabilidades provocadas pelo sistema sobre o oceano, diz o Inmet. Assim, a semana começará com chuvas em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e norte de São Paulo, permanecendo ao longo da semana.

Essa condição favorecerá grandes acúmulos de chuva, acima de 100 mm em Minas Gerais e Rio de Janeiro. Em São Paulo, o tempo inicia firme, contudo, a partir de sexta-feira (20), novas instabilidades proporcionarão chuvas significativas até o final da semana, com acumulado previsto de até 80 mm em algumas áreas do nordeste do estado.

Centro-Oeste

As instabilidades persistirão, proporcionando chuvas ao longo da semana, conforme o Inmet. O órgão indica que as precipitações serão significativas em Mato Grosso do Sul, em grande parte de Goiás e de Mato Grosso, com acumulados previstos acima de 40 mm (tons de verde no mapa acima), podendo atingir 100 mm em algumas localidades (tons de vermelho).

Nordeste

A previsão do Inmet indica que na faixa leste e norte da região, há possibilidade de chuvas fracas, enquanto na maior parte do interior, o tempo deverá permanecer quente e com baixa probabilidade de chuva. No oeste da Bahia e sudoeste do Maranhão esperam-se acumulados abaixo de 20 mm.

Norte

Áreas de instabilidade associadas ao calor e à alta umidade provocarão pancadas de chuva ao longo da semana, com acumulados acima de 30 mm (tons de verde) e 50 mm (tons amarelos) em grande parte da região.

No entanto, no norte do Pará e em grande parte de Roraima, os acumulados de chuva deverão ficar abaixo de 10 mm. As chuvas podem superar 100 mm em alguns locais (tons de vermelho a rosa) no centro-oeste do Amazonas, oeste do Acre e em áreas pontuais do sul do Pará e do Tocantins. No Amapá, a atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) também poderá provocar acumulados superiores a 100 mm.

Temperaturas na semana

Para os próximos dias, as temperaturas máximas permanecem elevadas em grande parte das Regiões Norte e Nordeste do país, com valores entre 26°C e 36°C, podendo superar 38°C em algumas localidades do interior do Nordeste.

Na Região Centro-Oeste, as temperaturas máximas também estarão elevadas e devem variar entre 24°C e 32°C, podendo superar 34°C em algumas localidades de Mato Grosso do Sul. Enquanto isso, nas Regiões Sudeste e Sul os valores estarão entre 20°C e 32°C.

As temperaturas mínimas seguirão entre 22°C e 26°C na Região Norte, enquanto no Nordeste, as mínimas devem variar entre 16°C e 26°C, com os menores valores previstos para a região central da Bahia. No Centro-Oeste, espera-se que as mínimas fiquem entre 22°C e 26°C ao longo da semana.

Nas Regiões Sudeste e Sul, as mínimas devem oscilar entre 12°C e 24°C. No dia 18 de dezembro, a tendência é de declínio das temperaturas na Região Sul com valores previstos entre 10°C e 18°C.



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AgroNewsPolítica & Agro

Recomendações e perspectivas de alta e baixa



Entre os fatores de alta, destaca-se o aumento expressivo das exportações de óleo



A produção de soja na China permaneceu praticamente inalterada
A produção de soja na China permaneceu praticamente inalterada – Foto: Pixabay

Segundo a TF Agroeconômica, o mercado internacional da soja enfrenta tendências majoritariamente baixistas devido ao excesso de produção global, elevados estoques finais e possíveis sanções comerciais dos Estados Unidos à China. Contudo, mesmo sem as sanções, a dinâmica natural de maior oferta e menor demanda aponta para quedas nas cotações em Chicago. Em resposta, a recomendação é fixar os preços da soja na B3 em São Paulo, tanto para a safra antiga quanto para a nova, reservando 10% a 20% do volume para surpresas no mercado ao longo da temporada.

Entre os fatores de alta, destaca-se o aumento expressivo das exportações de óleo de soja dos EUA, com crescimento de 1.597% em relação ao mesmo período de 2023. Além disso, no Brasil, a demanda pelo óleo de soja para biocombustíveis segue elevada, com previsão de crescimento para atender à mistura B15, que demandará 8 milhões de toneladas de óleo anualmente. No entanto, esse aumento no esmagamento de soja exige encontrar destino para 4,7 milhões de toneladas adicionais de farelo.

Por outro lado, fatores de baixa incluem a queda nas vendas de soja norte-americana, com uma redução de 49% em relação ao relatório anterior, e a perspectiva de produção recorde na América do Sul, que pode superar 230 milhões de toneladas. A produção de soja na China permaneceu praticamente inalterada, enquanto no Brasil, os preços recuam devido à menor demanda no final do ano, mas a tendência é de alta em janeiro com a retomada do mercado.

Por fim, dados técnicos apontam para a redução na posição líquida vendida dos fundos de investimento em futuros e opções de soja, sinalizando um movimento mais cauteloso dos investidores. O mercado continua atento às condições climáticas na América do Sul e à evolução da demanda global para ajustar suas estratégias.

 





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Muita chuva em Mato Grosso e Rio Grande do Sul: como fica o tempo nos próximos dias?



O corredor de umidade, um fenômeno meteorológico conhecido no mundo da meteorologia, continua nos próximos dias, responsável por afetar a diagonal do Brasil, que vai do Sudeste até a Amazônia. Esse corredor traz chuva para as regiões produtoras de soja, especialmente para o Sul e o Centro-Oeste.

As áreas do Sul e Sudeste já receberam chuvas em bons volumes, o que resultou em uma boa disponibilidade hídrica no solo. No entanto, algumas regiões do Centro-Oeste, como Mato Grosso e partes do Rio Grande do Sul, enfrentam um excesso de água, o que tem gerado reclamações dos produtores de soja.

Por outro lado, a metade Norte de Minas Gerais está um pouco mais seca, com um acúmulo de chuva abaixo do esperado. Para essas regiões, a precipitação segue intensa, o que pode gerar prejuízos pontuais, especialmente em áreas como Goiás e Mato Grosso, onde a água excessiva pode prejudicar a qualidade da soja.

Projeção

Para os próximos cinco dias, a previsão é de que as chuvas continuem seguindo o corredor de umidade que vai da Amazônia até o Sul do Brasil. No Sul, as pancadas de chuva vão diminuir de intensidade. No Nordeste, a precipitação não será tão frequente, com destaque para Tocantins, que pode ter pancadas mais intensas.

Como fica a próxima semana na lavoura de soja?

A partir de 22 de dezembro, as chuvas devem se espalhar mais uniformemente. O Matopiba pode ter um alívio com o abastecimento do solo. Em Goiás e Mato Grosso, a previsão é de chuvas mais regulares, com possibilidade de um aumento na intensidade das precipitações, especialmente na metade norte de Mato Grosso do Sul.

Além das chuvas: temperaturas elevadas

Além das chuvas, as temperaturas na metade Norte do Brasil continuam a ser elevadas. A previsão aponta para máximas, especialmente durante as tardes. Isso pode gerar desafios adicionais para os produtores de soja, já que o calor pode aumentar a evaporação da água do solo, além de provocar estresse nas plantas.



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Adab prorroga prazo de declaração de rebanhos na Bahia


A Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) prorrogou o prazo para que os produtores rurais baianos realizem a atualização cadastral dos seus rebanhos.

Ao entrar no site da instituição, um aviso preenche a tela da página facilitando o preenchimento dos dados.

O anuncio foi feito nesta segunda-feira (16), com a nova data final de cadastramento para o dia 17 de janeiro de 2025.

Até este domingo (15), cerca de 70% dos criadores de bovinos em todo o estado já haviam realizado a declaração.

De acordo com a Adab, a atualização substitui as etapas de vacinação contra Febre Aftosa e intensifica a vigilância direcionada aos rebanhos existentes na prevenção de doenças.

A declaração é obrigatória e o pecuarista que não realizar a atualização do cadastro terá a propriedade bloqueada e ficará impedido de transitar com os animais. 

“Por se tratar de algo novo, a primeira atualização cadastral desde a última campanha de vacinação, em abril, decidimos prorrogar por mais 30 dias o prazo”, explica o diretor-geral da Adab, Paulo Sérgio Luz. 

A Bahia é reconhecida nacionalmente como Estado Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação e busca o reconhecimento internacional da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), o que possibilitará a comercialização dos seus produtos pecuários em outros países.

Atualização presencial

A nova portaria, já publicada no Diário Oficial do Estado (DOE), garante tempo suficiente para os criadores cumprirem as exigências de controle sanitário.

Para isso, os produtores que ainda não realizaram a atualização cadastral devem procurar um dos 402 escritórios da Adab espalhados por todo o estado ou realizar a atualização via Sistema de Defesa Agropecuária da Bahia (Sidab), acessado através do site da Agência.

Além do formulário de declaração dos rebanhos preenchido, é necessária a apresentação dos documentos do criador como o RG, CPF ou CNPJ, comprovante de endereço e documento da propriedade agropecuária.


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produtora se dedica à organização e planejamento



Nascida e criada no interior de Tapera (RS), a produtora de soja, Caroline Maldaner Follmer, de 26 anos, vem de uma família dedicada ao agronegócio. A agricultura sempre foi a principal fonte de renda da família, com propriedades em Tapera e Lagoa dos Três Cantos. Desde cedo, Caroline demonstrou interesse pela área agrícola e buscou educação técnica, formando-se como Técnica em Agropecuária e, posteriormente, como Engenheira Agrônoma.

Após atuar por três anos como Agrônoma em uma empresa de sementes forrageiras, a produtora de soja decidiu se dedicar totalmente à sua família e à propriedade rural, ao lado de seu pai e esposo. Sua irmã, que também cresceu no campo, estuda em outra cidade, permitindo a Caroline assumir mais responsabilidades nas atividades agrícolas.

A soja no caminho

A cultura da soja, predominante na região e principal fonte de renda da família, despertou seu maior interesse. Caroline conta que, antes de se aprofundar na faculdade, não tinha total ciência dos desafios de uma lavoura de soja. ”Não sabia o que estava por trás de uma safra de sucesso. Hoje, depois de muito estudo e prática, sei o quão complexo e gratificante esse trabalho pode ser”, relata.

Mulheres em campo

Caroline é uma das muitas mulheres que quebram barreiras no campo. Embora enfrente preconceitos, especialmente em um setor tradicionalmente dominado por homens, ela vê a presença feminina como um diferencial para os resultados da lavoura.

“Embora as mulheres possam não ter tanta força física, têm uma visão mais minuciosa e detalhista, o que é importante no planejamento e na execução das atividades diárias no campo”, afirma Caroline. Para ela, a presença feminina traz uma nova perspectiva de gestão, com atenção especial à organização financeira, planejamento estratégico e cuidados específicos com a lavoura.

O manejo da soja

Atualmente, Caroline dedica grande parte do seu tempo ao manejo da soja. A safra está plantada em sua totalidade, e as aplicações de herbicidas, inseticidas e fungicidas já estão em andamento. A agricultura de precisão tem sido uma aliada importante, permitindo o controle eficiente de recursos e insumos.

A preparação para uma boa safra começa muito antes da semeadura. O planejamento das áreas agrícolas inclui práticas sustentáveis, como o uso de plantas de cobertura no inverno. ”Elas ajudam a proteger o solo da erosão, melhoram as características físico-químicas do solo e diminuem a incidência de plantas daninhas. Além disso, algumas podem ser colhidas e gerar uma fonte adicional de renda”, explica.

Outro aspecto importante é a escolha das cultivares e o escalonamento da semeadura. Caroline e sua família selecionam as variedades de soja que melhor se adaptam a cada tipo de solo e que possuem maior resistência a doenças. “Essa escolha estratégica é essencial para garantir um bom potencial produtivo”, comenta Caroline.

Em relação à adubação, Caroline adota uma abordagem cuidadosa, que realiza a adubação em linha durante a semeadura e também no inverno, para evitar a perda de nutrientes essenciais para o desenvolvimento da soja.

Desafios e adaptações

A lavoura de soja enfrenta uma série de desafios. Um dos maiores problemas, especialmente para mulheres agricultoras, é o preconceito. Embora tenha encontrado respeito e reconhecimento em sua família, Caroline ainda percebe resistência por parte de algumas pessoas do setor. ”A falta de experiência e a falta de diálogo geram questionamentos. Porém, a prática é o que nos faz crescer e conquistar nosso lugar no campo”, afirma.

Além disso, a variabilidade climática é um desafio constante. Anos com chuvas excessivas exigem manejo diferente em comparação com anos secos, impactando diretamente as decisões sobre controle de pragas, doenças e a escolha de cultivares. A soja, assim como outras culturas, está sujeita a doenças e pragas que prejudicam a produtividade. Fungos, como a ferrugem asiática, e insetos, como a lagarta da soja, exigem vigilância constante e aplicação de defensivos agrícolas.

Outro desafio é a qualidade do solo. Algumas áreas apresentam problemas de compactação e falta de nutrientes, o que pode afetar o crescimento da soja. Caroline explica que o tratamento de sementes é fundamental para mitigar esses problemas e garantir o bom desenvolvimento da cultura.

Perspectivas para o futuro

Caroline vê o futuro da agricultura com otimismo, especialmente no que diz respeito ao papel crescente das mulheres no setor. ”A mulher do campo é mais do que uma força de trabalho, ela é uma gestora, uma planejadora e uma fonte de inovação. No nosso trabalho, cada detalhe importa, e a presença feminina faz toda a diferença”, afirma.

Ela acredita que a agricultura está se transformando, com novas tecnologias, práticas sustentáveis e o maior envolvimento das mulheres sendo fatores determinantes para o futuro do setor.



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Área queimada no Brasil quase dobra em relação a 2023 e bate recorde de seis anos


A área queimada no Brasil de janeiro a novembro de 2024 quase dobrou em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados divulgados nesta segunda-feira (15) são do Monitor do Fogo, elaborado pelo MapBiomas, rede colaborativa de universidades, ONGs e empresas de tecnologia, focada em monitorar as transformações na cobertura e no uso da terra no Brasil.

Segundo o levantamento, ao todo, foram queimados no período 29,7 milhões de hectares, um aumento de 90% em relação ao mesmo período de 2023 e a maior extensão dos últimos seis anos. A diferença em relação ao ano passado é 14 milhões de hectares a mais, uma área equivalente ao estado do Amapá.

Para a coordenadora do Monitor do Fogo do MapBiomas, Ane Alencar, o aumento desproporcional da área queimada em 2024, principalmente a área de floresta, acende um alerta sobre a necessidade de controlar o uso do fogo, além de reduzir o desmatamento.

“Precisamos reduzir e controlar o uso do fogo, principalmente em anos onde as condições climáticas são extremas e podem fazer o que seria uma pequena queimada virar um grande incêndio”, disse a coordenadora.

Os dados mostram que 57% da área queimada entre janeiro e novembro no Brasil fica na Amazônia. Na região, 16,9 milhões de hectares foram afetados pelo fogo, com 7,6 milhões de hectares de florestas, incluindo florestas alagáveis. A área ficou à frente da extensão das áreas de pastagem queimadas na Amazônia, que totalizaram 5,59 milhões de hectares.

O Cerrado foi o segundo segmento mais afetado pelas queimadas. No total foram 9,6 milhões de hectares consumidos pelo fogo. Desse montante, 85%, cerca de 8,2 milhões de hectares, em áreas de vegetação nativa. De acordo com os dados, esse número representa um aumento de 47% em relação à média dos últimos 5 anos.

O Monitor do Fogo mostra que também houve aumento também no Pantanal, onde a área queimada de janeiro a novembro foi 1,9 milhão de hectares e representou um crescimento de 68% em relação à média dos últimos 5 anos.

“A área queimada nos demais biomas entre janeiro e novembro deste ano foi: 1 milhão hectares na Mata Atlântica, sendo que 71% da área afetada estava em áreas agropecuárias; 3,3 mil hectares no Pampa; e 297 mil hectares na Caatinga – uma diminuição de 49% em relação ao mesmo período de 2023, com 82% das queimadas concentradas em formações savânicas”, informou o MapBiomas.

Estados

O Pará foi o estado que mais queimou nos 11 primeiros meses deste ano, com 6,97 milhões de hectares. Esse total equivale a 23% de toda a área queimada no Brasil e a 41% do que foi queimado na Amazônia entre janeiro e novembro. Na sequência vem Mato Grosso, com 6,8 milhões de hectares. Em terceiro lugar está o Tocantins, onde 2,7 milhões de hectares foram atingidos por queimadas. Juntos, esses três estados totalizaram 56% da área queimada no período no país.

Entre os municípios São Félix do Xingu (PA) e Corumbá (MS) foram registradas as maiores áreas queimadas entre janeiro e novembro de 2024, com 1,47 milhão de hectares e 837 mil hectares, respectivamente.

“Em todo o país, o fogo atingiu prioritariamente áreas de vegetação nativa, que representam 73% do total. Um quarto (25%) da área queimada no Brasil foi em florestas. Entre as áreas de uso agropecuário, as pastagens se destacaram, com 6,4 milhões de hectares entre janeiro e novembro de 2024, representando 21% do total nacional”, disse o MapBiomas.

Os dados sobre queimadas registrados no mês de novembro, apontam que 2,2 milhões de hectares foram queimados no mês passado, uma área equivalente ao estado de Sergipe. O volume corresponde a 7,4% de toda a área queimada no Brasil de janeiro a novembro de 2024.

A maior concentração foi na Amazônia, com 1,8 milhão de hectares, representando 81% do total queimado no mês. Quase metade (48%) da área queimada em novembro fica no Pará, onde 870 mil hectares foram afetados pelo fogo. O Maranhão, com 477 mil hectares e o Mato Grosso, com 180 mil hectares, são o segundo e o terceiro estados com maior área queimada em novembro.

“Os três municípios que mais queimaram no Brasil em novembro ficam no Pará: Oriximiná (81 mil hectares), Moju (54 mil hectares) e Nova Esperança do Piriá (50 mil hectares). Em Santarém, foram queimados 10,7 mil hectares em novembro – mais de 277% em relação a outubro deste ano, atingindo 2,8 mil hectares no município. Apesar desse grande crescimento de um mês para o outro, a área queimada em novembro de 2024 está abaixo do mesmo período no ano passado, quando 54,7 mil hectares foram atingidos pelo fogo em Santarém”, aponta o MapBiomas.

Em relação aos outros biomas, o Cerrado foi o segundo mais atingido, onde 237 mil hectares foram queimados em novembro. Áreas de vegetação nativa representaram 74% desse total, ou 175 mil hectares, principalmente formações savânicas, com 96 mil hectares e formações florestais, com 63 mil hectares.

No Pantanal, a área atingida pelo fogo em novembro foi 98 mil hectares, 87% em áreas de formação campestre. Na Mata Atlântica, 12,5 mil hectares foram queimados em novembro, principalmente em áreas de várzea (35% ou 4,4 mil hectares).



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Mais de 15 mil garrafas de azeite adulterado são apreendidas em São Paulo


Um esquema de fraude de azeite no município de Cravinhos, região nordeste do estado de São Paulo, foi desarticulado na última quinta-feira (12).

Na ação, foram apreendidos quase 10 mil litros de óleo composto, mais de 15 mil garrafas, dezenas de bobinas de rótulos e cerca de 1.500 litros de essência e corante do produto, além de três notebooks.

A operação, nomeada Getsêmani II, foi realizada em conjunto com a Polícia Civil dos Estados de São Paulo e Espírito Santo, além das Vigilâncias Sanitárias paulista e de Cravinhos, onde um estabelecimento foi interditado cauterlamente. A suspeita é de adulteração do azeite extravirgem com a mistura de óleo composto.

Os responsáveis pela fraude e pelas infrações administrativas foram conduzidos à delegacia local para os devidos procedimentos legais. Além de estarem sujeitos às penalidades de multa, poderão responder por crimes contra as relações de consumo, contra a saúde pública e, ainda, por contrafação.

Análise do produto falsificado

lote de azeite adulterado lote de azeite adulterado
Foto: Divulgação Polícia Civil

Os auditores fiscais federais agropecuários e técnicos de fiscalização federal do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) foram os responsáveis por colher as amostras apreendidas para realização de análises laboratoriais e avaliação de identidade e qualidade dos produtos.

“Essa operação reforça o papel essencial dos auditores fiscais federais agropecuários na análise e fiscalização de produtos que chegam à mesa do consumidor. Nosso trabalho é garantir a segurança e a qualidade dos alimentos, protegendo a credibilidade do setor agropecuário brasileiro”, destacou o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), Janus Pablo Macedo.

Como identificar azeite adulterado?

Há três principais dicas que podem ajudar o consumidor a identificar produtos adulterados, conforme a Anffa Sindical:

  • Desconfiar de preços muito abaixo da média do mercado;
  • Conferir se há informações claras sobre a origem do azeite;
  • Observar a consistência, coloração e odor do produto.

Casos suspeitos de fraudes podem e devem ser denunciados na Ouvidoria do Ministério da Agricultura e Pecuária. O sigilo das informações é garantido e cada denúncia contribui para a proteção da saúde pública e o fortalecimento do mercado de produtos alimentícios seguros no Brasil.



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Já temos a previsão do tempo para o Natal em todo o Brasil; saiba aqui



A Climatempo já divulgou a tendência das condições do tempo para as festas de Natal no país. As indicações iniciais para o período, incluindo o fim de semana que antecede as festas natalinas, apontam para muitas nuvens e condições para pancadas de chuva, principalmente à tarde e à noite, em praticamente todo o Brasil.

Neste ano, a chuva mais frequente e volumosa deve ocorrer nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Norte. As menores condições para as chuvas, portanto, ficam para o Sul e para o Nordeste.

A Climatempo chama atenção para o fato de que não há previsão de entrada de ar frio de origem polar no Brasil neste ano. Ou seja, o período do Natal será marcada por calor e abafamento em todo o território.

Confira a tendência inicial para as condições do tempo no período das festas de Natal em cada região do país.

Sul

O fim de semana que antecede as festas de Natal terá bastante sol e calor na região, com previsão de pouca chuva. Apenas o litoral de Santa Catarina terá o próximo sábado (21) com muitas nuvens e condições para chuva a qualquer hora, mas com intensidade entre fraca e moderada.

A segunda-feira (23) ambém terá predomínio de sol, mas as condições para pancadas de chuva começam a aumentar no oeste e no sul do Rio Grande do Sul, por causa da expansão de áreas de instabilidade sobre a Argentina e o Uruguai.

Nos dias 24 e 25 de dezembro, ainda vai fazer calor na região. A tendência é de períodos com sol, aumento da nebulosidade e pancadas de chuva com raios à tarde e à noite em todo o Sul. As pancadas de chuva vão acontecer também nas capitais.

Sudeste

No fim de semana prolongado antes do Natal, uma frente fria deve passar pela costa da região. No sábado, o sistema estará passando pelo litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Isso vai deixar o tempo instável em toda os estados do Sudeste, com muita nebulosidade e várias pancadas de chuva no decorrer do dia. As pancadas podem variar de moderada a forte intensidade. O sol pode aparecer de vez em quando, mas entre muitas nuvens, e o ar fica abafado.

Entre o domingo (22) e a segunda (23), a frente fria deve ficar perto do litoral fluminense e capixaba, mas já perdendo intensidade.

Entre 23 e 25 de dezembro, a tendência é de que o Espírito Santo fique com muita nebulosidade e chuva a qualquer hora, com alguns períodos com sol, incluindo na Grande Vitória.

Para as outras regiões do Sudeste, a tendência é de que o sol já apareça de manhã, a nebulosidade aumente ao longo do dia e as pancadas de chuva com raios aconteçam durante a tarde e à noite. As capitais São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte também estarão sujeitas a essas pancadas de chuva.

Fique atento: várias pancadas poderão ser com moderada a forte intensidade, em todos os estados do Sudeste.

Centro-Oeste

Mato Grosso do Sul receberá muito sol no período. No fim de semana que antecede o Natal, o estado terá a maior chance para registar pancadas de chuva, a partir da tarde e em áreas próximas a Goiás e a Mato Grosso.

Entre 23 e 25 de dezembro, Mato Grosso do Sul algumas pancadas de chuva isoladas e passageiras podem ocorrer à tarde ou à noite. Mas não devem ocorrer tempestades.

No Distrito Federal, em Goiás e Mato Grosso, o fim de semana antes do Natal e também a segunda-feira serão com muitas nuvens e pancadas de chuva com raios que poderão ocorrer a qualquer hora, intercaladas com alguns períodos com o sol. Há risco de chuva de forte intensidade e o ar fica abafado.

Já nos dias 24 e 25 de dezembro, as áreas de instabilidade tendem a enfraquecer nessas unidades da federação. Os períodos com sol serão mais prolongados e as pancadas de chuva com raios devem se concentrar à tarde e à noite, mas de forma isolada.

Nordeste

Como ainda é comum nesta época do ano, grande parte da região recebe pouca chuva. No fim de semana que antecede as festas de Natal, o sol estará forte no Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. Algumas pancadas de chuva poderão ocorrer no interior do Ceará, no sertão de Pernambuco e na faixa litorânea desses estados.

Entre as capitais, a maior chance de pancadas de chuva será em Fortaleza, Natal, João Pessoa e Recife.

Entre os dias 23 e 25 de dezembro, as condições para a chuva vão aumentar um pouco no interior desses estados. Mesmo assim, as pancadas de chuva devem ser isoladas. A maior possibilidade de ocorrência de chuva será no interior do Ceará e no sertão da Paraíba e de Pernambuco.

No fim de semana antes do Natal, as pancadas de chuva serão frequentes no centro-sul do Maranhão e do Piauí, no oeste e sul da Bahia e na região baiana do Vale do São Francisco. As capitais Salvador, Teresina e São Luís terão predomínio de sol e pouca chuva.

Mas entre os dias 23 e 25, as condições para pancadas de chuva tendem a aumentar nesses estados, assim como nas capitais, nas áreas ao norte do Maranhão e do Piauí e também no nordeste da Bahia.

Norte

A grande disponibilidade de calor e de umidade na região nesta época do ano facilita a formação de nuvens carregadas, que provocam pancadas de chuva frequentes em todos os estados.

No fim de semana antes do Natal, as pancadas de chuva vão acontecer a qualquer hora do dia no Amazonas, Acre, Rondônia, Tocantins e centro-sul do Pará. Há risco de chuvas fortes, inclusive nas capitais Manaus, Rio Branco, Porto Velho e Palmas.

No norte do Pará, no Amapá e em Roraima, os períodos com sol serão maiores do que nos demais estados da região, e as pancadas de chuva com raios tendem a acontecer principalmente à tarde e à noite. Há risco de pancadas de chuva de moderadas a fortes, incluindo a região de Belém e de Macapá.

Entre os dias 23 e 25, as condições do tempo não vão se alterar na região . As pancadas de chuva com raios vão acontecer em todos os estados, principalmente à tarde e à noite, com risco de chuva forte, inclusive nas capitais.



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