terça-feira, julho 14, 2026

Autor: Redação

News

Cenário global beneficiará pecuária brasileira em 2025, diz analista


O mercado brasileiro de boi gordo tende a passar por mudanças consistentes ao longo de 2025. Para o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, um dos pontos de atenção leva em conta a inversão do ciclo pecuário.

Assim, é prevista uma menor disponibilidade das categorias de animais mais jovens, levando a um aumento contundente na reposição. “O custo da recria e da engorda de gado tendem a aumentar, exigindo cada vez mais estratégias por parte do pecuarista”.

Sob o prisma da demanda, Iglesias destaca que a agroindústria brasileira centrará seus esforços nas exportações, considerando a enorme competitividade do país no mercado internacional.

“Como se sabe, o Brasil segue como melhor alternativa global para o fornecimento de carne bovina perante os principais concorrentes, como Estados Unidos, Austrália, União Europeia, Argentina e Uruguai”, pontua.

Brasil será beneficiado em 2025

De acordo com o analista, o bom relacionamento construído com os principais parceiros comerciais do Brasil é uma variável importante a ser considerada, uma vez que outros países ocidentais e a Austrália têm adotado uma postura mais agressiva em relação aos produtos manufaturados chineses.

“Com isso, o aumento de eventuais tensões comerciais tende a beneficiar o Brasil, que construiu uma sólida relação diplomática/comercial com a China“, sinaliza.

Iglesias afirma que as exportações devem se tornar cada vez mais atrativas ao Brasil, considerando a atual movimentação cambial, acima da linha dos R$ 6,20/dólar, o que torna os produtos ainda mais competitivos no ambiente internacional.

“O deteriorado quadro fiscal brasileiro, somado a uma geopolítica problemática reforçam a perspectiva de manutenção de um real enfraquecido em 2025”, avalia.

Segundo ele, a demanda doméstica mais uma vez contará com estrangulamentos, uma vez que a carne bovina tende a se manter em patamar de preço proibitivo, considerando o grande potencial de exportação somado a uma menor oferta, consequência da inversão do ciclo pecuário.

Busca por proteínas mais baratas

carne, carne bovina, boi gordo, pecuária, proteína, carne halalcarne, carne bovina, boi gordo, pecuária, proteína, carne halal
Foto: Pixabay

O baixo poder de compra da população brasileira reforçará uma tendência de busca por proteínas de menor valor agregado, a exemplo da carne de frango, embutidos e do ovo.

Para Iglesias, as proteínas de origem animal terão grande peso nos índices inflacionários no próximo ano, o que poderá ser observado também ao longo de 2026, ano em que as limitações de oferta causadas pela inversão de ciclo pecuário atingirão o seu ápice.
"O ambiente traçado para o mercado pecuário remete a desafios para todos os agentes, exigindo estratégias cada vez mais coerentes, seja na comercialização ou na aquisição de animais para o abate. O fato é que cada vez há menos espaço para erros estratégicos em um segmento cada vez mais exigente e hostil", conclui.



Source link

News

Inmet emite alerta de chuvas intensas; saiba áreas afetadas


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta de chuvas intensas para uma faixa que vai do Amazonas ao Maranhão, cobrindo também regiões do Pará e do Tocantins. Estão previstas chuvas de até 100 milímetros (mm) ao dia e ventanias que podem chegar a 100 quilômetros por hora (km/h). Há risco de falta de energia elétrica, quedas de árvores, alagamentos e descargas elétricas. O aviso vale até as 10h desta segunda-feira (6), para quase 200 cidades desses estados, e está classificado com nível laranja, que indica perigo.

Alerta laranja para chuvas intensas na região Norte. Fonte: Inmet

Além disso, chuvas mais brandas devem atingir boa parte do país. Cerca de 1,5 mil municípios de 13 estados e o Distrito Federal devem registrar chuvas de até 55 mm/hora, com ventos intensos, mas baixo risco de ocorrências. O alerta de nível amarelo, que representa perigo potencial, cobre todo o estado do Espírito Santo e do Tocantins e quase a totalidade dos municípios do Amazonas, Pará, de Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais. Também deve chover no norte de Rondônia e no sul de Roraima, no sudoeste do Maranhão e do Piauí, na região oeste e no extremo-sul da Bahia e no norte do Rio de Janeiro.

Áreas com perigo potencial para chuvas. Fonte: Inmet

O Inmet recomenda que a população evite usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada durante as tempestades. Em caso de rajadas de vento, também não se deve buscar abrigo debaixo de árvores, nem estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. Também é importante seguir as orientações da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros de cada local.

Tempo em janeiro

O Inmet prevê que o mês de janeiro no Brasil será de chuvas dentro da média climatológica e, em algumas ocasiões, acima da média, em grande parte das regiões Norte, Sul e Nordeste.

No Sudeste, os acumulados devem ficar dentro da normalidade, ou acima, em São Paulo e Rio de Janeiro, mas em Minas Gerais e no Espírito Santo a precipitação deve ser menor do que a usual para este mês.

Situação semelhante deve ocorrer no Centro-Oeste, com chuvas dentro dos parâmetros normais, ou acima, em grande parte de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e registros abaixo do padrão em Goiás e nas regiões noroeste e sudeste de Mato Grosso do Sul.

Já as previsões dos termômetros indicam calor acima do padrão para o mês, com alguns dias ainda mais quentes, principalmente no Norte do país, com temperatura média do ar ultrapassando os 28 ºC.



Source link

News

Pescadores do Norte recebem auxílio extraordinário a partir de segunda


O pagamento de auxílio extraordinário aos pescadores de municípios da região Norte afetados pela seca ou estiagem terá início nesta segunda-feira (6). A data de depósito depende do número final do Cadastro de Pessoa Física (CPF) do pescador. Cerca de 195 mil pescadores profissionais artesanais serão beneficiados com a parcela única de de R$ 2.824.

O Auxílio Extraordinário Pescador foi instituído pela medida provisória n.º 1.277, de novembro de 2024, para atender à comunidade pesqueira que recebe o Seguro-Desemprego do Pescador Artesanal e que mora em municípios do Amapá, Amazonas e Pará, em situação de emergência decorrente de seca ou estiagem oficialmente reconhecida pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.

Os contemplados tiveram o Seguro-Desemprego do Pescador Artesanal (Seguro-Defeso) concedido até 29 de novembro de 2024, e são pescadores que não foram amparados pela medida provisória anterior, nº 1.263, editada em outubro de 2024.

Depósito aos pescadores

O valor do auxílio extra será depositado na conta corrente ou na poupança social digital aberta automaticamente pela Caixa Econômica Federal, em nome dos cerca de 195 mil beneficiários pela medida.

A data de depósito – de segunda a sexta-feira (10) – será determinada pelo número do final de CPF.

  • 6/1/2025: finais 0 e 1;
  • 7/1/2025: finais 2 e 3;
  • 8/1/2025: finais 4 e 5;
  • 9/1/2025: finais 6 e 7;
  • 10/1/2025: finais 8 e 9.

A movimentação da poupança social digital é realizada pelo aplicativo Caixa Tem, disponível para smartphone, que permite pagar contas, fazer transferências e compras com o cartão de débito virtual.

Municípios

Os pescadores da região Norte contemplados por esta segunda medida provisória são dos seguintes municípios afetados pela seca:

Amapá

Santana, Macapá, Laranjal do Jari, Mazagão, Vitória do Jari, Amapá, Tartarugalzinho, Pracuúba, Itaubal, Calçoene, Oiapoque, Ferreira Gomes, Cutias, Pedra Branca do Amapari, Porto Grande e Serra do Navio.

Amazonas

Autazes, Codajás, Boa Vista do Ramos, Boca do Acre, Novo Airão, São Gabriel da Cachoeira, Nhamundá, Itapiranga, Nova Olinda do Norte, São Sebastião do Uatumã e Barreirinha.

Pará

Cametá, Mocajuba, Baião, São Sebastião da Boa Vista, Ponta de Pedras, Curralinho, Tucuruí, Oeiras do Pará, Breu Branco, Bagre, Chaves, Acará, Almeirim, Anajás, Santa Cruz do Arari, Novo Repartimento, Senador José Porfírio, Vitória do Xingu, Altamira, Rio Maria, Itaituba, Pacajá, São Geraldo do Araguaia, Faro, Anapu, Ipixuna do Pará, Concórdia do Pará, Capitão Poço, Ourém, Xinguara, Nova Esperança do Piriá, Santa Luzia do Pará, Bom Jesus do Tocantins, Belterra e Sapucaia.



Source link

News

municípios de SP têm deslizamentos e alagamentos


O município de Salesópolis, em São Paulo, registrou ocorrências de deslizamento de terra neste fim de semana, o que levou ao desabamento parcial do Hotel Vale das Nascentes, localizado no km 5 da Estrada da Roseira. Houve também deslizamento de talude na mesma via, próximo ao Morro Grande, e na Estrada da Barra.

Segundo a Defesa Civil do estado de São Paulo, as vias permaneciam interditadas na manhã deste domingo (5), até que seja feita a remoção do material. Não houve relatos de vítimas.

Dados coletados às 6h55 deste domingo pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mostram que os maiores acumulados nas 24 horas anteriores foram nos seguintes municípios e áreas:

  • Salesópolis (Ponte Nova): 80 milímetros (mm);
  • São Sebastião (Maresias): 65 mm;
  • Caraguatatuba (Fazenda Serra Mar): 64 mm;
  • Barra do Turvo (Centro): 63 mm;
  • São Sebastião (Barra do Una): 57 mm;
  • São Sebastião (Juquehy): 55 mm; e
  • Santos (Nova Cintra): 54 mm.

Em Caraguatatuba, houve registro de pontos de alagamentos de vias públicas provocados por grande volume de água pluvial. Os bairros mais afetados são centro (Avenida da Praia), Aruã, Poiares, Pinta, Rio do Ouro e Perequê-Mirim. A Defesa Civil informou que algumas moradias ficaram alagadas momentaneamente, mas sem registro de vítimas, desalojados ou desabrigados.

Em Peruíbe (Parque do Trevo), que registrou 45 mm, houve, em vias públicas, erosões provocadas por enxurradas, uma queda de árvore e pontos de alagamentos no bairro Guaraú. Uma família ficou desalojada e foi encaminhada para casa de parentes.

Na tarde de sábado (4), foram registrados 44 chamados para quedas de árvores no município de Campinas. Os bairros mais afetados foram Parque Taqueral, Parque Alto Taqueral, Jardim Proença, Loteamento Vila Lafayette Álvaro, Vila Costa e Silva, Vila Miguel Vicente Cury e Parque São Martino.

Na Rua dos Pacães, uma das árvores atingiu o telhado de uma residência, que passou por vistoria técnica e ficou interditada preventivamente. Quatro pessoas ficaram desalojadas e foram encaminhadas para a casa de parentes.

Em Americana, foram registrados 30 chamados para quedas de árvores em vias públicas, sendo que algumas atingiram a rede elétrica. Os bairros mais afetados foram Ipiranga, Cidade Jardim e Jardim Brasília. A companhia de energia elétrica foi acionada e enviou técnicos aos locais afetados. Não houve relato de pessoa ferida, desabrigada ou desalojada, e nenhuma residência foi atingida.



Source link

News

Mel de cidade de SP ganha mercado nacional com certificação



O Serviço Municipal de Inspeção (SIM) de Atibaia, no interior de São Paulo, foi integrado ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA), permitindo que agroindústrias de mel locais comercializem seus produtos em todo o território nacional.

A autorização, publicada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no dia 26 de dezembro, marca um avanço significativo para o município, que anteriormente tinha restrição de vendas apenas para o mercado local.

Com a certificação, sete empresas de Atibaia já estão aptas a comercializar seus produtos em nível nacional, incluindo a MBee, agroindústria especializada em mel e gastronomia. Segundo Eugênio Basile, representante da MBee, a integração ao Sisbi-POA é um divisor de águas para a empresa, que prevê um crescimento de 20% a 25% em 2025.

“Atibaia foi o primeiro emissor de um SIM de méis para abelha nativa no estado de São Paulo”, conta Basile.

Além do mel, o município pretende ampliar a certificação para incluir outros produtos de origem animal, como queijos e embutidos, que possuem grande potencial de mercado nos grandes centros urbanos.

Processo de certificação

O processo para a integração ao Sisbi-POA levou cerca de dois anos e meio, incluindo ajustes no Serviço Municipal de Inspeção. A prefeitura de Atibaia investiu em estrutura, contratação de médico veterinário, veículos e equipamentos. Segundo o secretário de Agricultura de Atibaia, Gabriel Sola, a cidade também recebeu suporte técnico do Mapa e estudou experiências de outros municípios para cumprir os requisitos do programa.

Atibaia é a 10ª cidade do estado de São Paulo a conquistar a certificação de forma individual. Outros dois consórcios intermunicipais no estado também realizam inspeções pelo Sisbi-POA.

Impacto para o município

De acordo com o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, a integração ao Sisbi-POA estimula o desenvolvimento local, gerando emprego e renda. O programa, instituído em 2006, busca padronizar os procedimentos de inspeção e garantir a segurança alimentar.

Desde 2023, a gestão federal intensificou o processo de certificação, com mais de 1,5 mil municípios em processo de integração ao Sisbi-POA. O objetivo é ampliar o número de cidades certificadas, saindo de 300 para quase 2 mil em todo o país.



Source link

News

oferta à agricultura familiar por meio do Venda em Balcão cresce 70% em 2024



As vendas de milho para pequenos criadores, por meio do Programa de Venda em Balcão (ProVB), da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), alcançaram 111,9 mil de toneladas em 2024, o que corresponde a um aumento de 70% em comparação com o ano anterior (65,9 mil toneladas). Segundo a estatal, foi o melhor resultado dos últimos quatro anos.

Conforme a Conab, o crescimento nas vendas se deu principalmente pelo aumento no número de clientes do programa. Em 2024, foram atendidos pelo ProVB 11.886 criadores, um aumento de aproximadamente 50% em relação ao ano anterior.

O diretor de Operações e Abastecimento da Conab, Arnoldo de Campos, disse em comunicado que “o ProVB fornece alimentação animal para pequenos criadores da agricultura familiar inseridos nas cadeias de produção de carnes, leite e ovos. Para alcançar estes resultados, buscamos nos aproximar mais dos criadores, realizando do parcerias com os municípios para ampliar os pontos de venda e facilitar o acesso”.

Entre os estados, destaque para o crescimento de vendas no Piauí, saindo de 9,85 mil toneladas em 2023 para 19,46 mil toneladas em 2024, uma alta de 98%. Com esse resultado, o estado nordestino registrou o maior volume comercializado no último ano, passando o Ceará.

Para este ano, a tendência é que os atendimentos continuem crescendo. A expectativa da companhia é que sejam comercializadas 131,4 mil toneladas de milho. Se confirmado o resultado, o crescimento será de 17%.

Na sexta-feira (3), foi publicada a Portaria Interministerial Mapa/MF/MDA nº 21/2024, que estabelece os limites orçamentários para a comercialização do cereal por meio da Conab, que permite a retomada das vendas do produto pela estatal. O documento autoriza a Conab a comprar até 50 mil toneladas do grão, por meio de leilão público, para atender o Programa, e estipula o limite de até R$ 144,2 milhões para a equalização de preços na venda do milho, nas operações do ProVB.



Source link

News

Chuvas de mais de 100 mm atingem áreas do país na semana; veja previsão do tempo



A previsão do tempo para o período de 6 a 10 de janeiro indica condições variadas em todas as regiões do Brasil. Enquanto o Norte e o Centro-Oeste devem receber chuvas intensas devido à atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), que é uma extensa faixa de nuvens, o Sul enfrentará calor e seca, com impactos significativos na agricultura.

No Nordeste, a chuva alivia a seca em áreas críticas, e no Sudeste, o clima será misto, com chuvas localizadas e períodos de sol.

Confira as condições climáticas em todo o Brasil nesta semana, com informações da Climatempo e análise do meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller:

Sul

A infiltração marítima traz umidade para o leste de Santa Catarina e do Paraná, com sol pela manhã e pancadas de chuva moderadas a fortes à tarde.

No Rio Grande do Sul, o tempo firme e seco predomina na maior parte do estado, com temperaturas chegando a 34 °C, prejudicando lavouras de soja e milho no oeste e sul. Atenção ao risco de incêndios nessas áreas.

As chuvas se concentram na faixa litorânea de Santa Catarina e Paraná, com acumulados de até 40 mm, podendo ocorrer trovoadas e rajadas de vento acima de 50 km/h.

Sudeste

O início da semana será ensolarado na maior parte da região, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, sul de Minas Gerais e Espírito Santo. Pancadas de chuva moderadas a fortes são esperadas à tarde.

No norte de Minas Gerais e do Espírito Santo, a frente fria estacionária provoca chuvas volumosas, com acumulados que podem ultrapassar 100 mm, aumentando o risco de alagamentos e deslizamentos.

No sul de Minas Gerais e São Paulo, os dias mais ensolarados favorecem as atividades agrícolas, com precipitações acumuladas de até 40 mm, que não devem provocar impacto.

Centro-Oeste

As chuvas serão irregulares no norte de Mato Grosso do Sul, enquanto a ZCAS mantém condições de chuva persistente em Goiás, Mato Grosso e no Distrito Federal.

O centro-sul de Mato Grosso do Sul enfrentará calor intenso, com máximas de até 38 °C, elevando o risco de incêndios.

Em Goiás e Mato Grosso, os acumulados de chuva podem ultrapassar 100 mm, ajudando no desenvolvimento das lavouras em fase de enchimento de grãos, mas dificultando as operações agrícolas.

Nordeste

A frente fria no Espírito Santo e sul da Bahia organiza um corredor de umidade, provocando chuvas frequentes no Maranhão, Piauí e oeste da Bahia. Há risco de pancadas de moderada a forte intensidade na costa norte da região, pela atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT).

Já pancadas moderadas são esperadas entre Salvador (BA) e Natal (RN).

Acumulados entre 70 e 120 mm beneficiarão os produtores em áreas com restrição hídrica, favorecendo a recuperação de pastagens e aliviando o calor.

Norte

A ZCAS mantém o tempo instável, com pancadas de chuva acompanhadas de raios e trovoadas em boa parte da região. Roraima será a exceção, com tempo seco e calor.

Os acumulados variam entre 60 e 100 mm em outros estados, favorecendo as lavouras recém-implantadas e normalizando os níveis dos rios para trafegabilidade.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Chuvas e estiagem impactam produção de uva



Estiagem e pragas comprometem colheita antecipada




Foto: Arquivo Agrolink

Segundo Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS nesta quinta-feira (2), no Rio Grande do Sul, a produção de uva enfrenta desafios climáticos que devem comprometer os rendimentos em diversas regiões. As condições meteorológicas adversas, incluindo chuvas intensas e estiagem, afetaram a floração e favoreceram o ataque de insetos, prejudicando as lavouras.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, no município de Candiota, a expectativa é de uma redução de 25% na produção das variedades de uva de mesa. De acordo com o levantamento, o tamanho reduzido dos cachos é resultado das fortes chuvas e das baixas temperaturas registradas na primavera, período crítico para a floração e formação dos frutos.

Em Santa Rosa, a colheita das variedades precoces, especialmente as uvas brancas, está mais adiantada em pomares domésticos. No entanto, os viticultores enfrentam um novo desafio com o aumento do ataque de abelhas, vespas e marimbondos nas bagas. A escassez de outras fontes de alimentação para esses insetos, ocasionada pela estiagem prolongada nas últimas semanas, tem atraído as pragas para os parreirais.





Source link

News

Produtores de amendoim podem perder R$ 300 milhões ao ano, alerta setor


O estado de São Paulo é responsável por 93% da produção nacional de amendoim. Contudo, esse protagonismo pode estar em jogo, alertam a Associação dos Produtores, Beneficiadores, Exportadores e Industrializadores de Amendoim do Brasil (Abex-BR) e a Câmara Setorial do Amendoim.

Isso porque o governo do estado apresentou o Ofício nº 24/2024 em 17 de dezembro de 2024 que visa a revogação do Artigo 351-A do RICMS e deve ser votado no início de fevereiro de 2025 pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), com previsão de entrada em vigor imediatamente.

Na prática, o Artigo 351-A, aprovado pelo Decreto nº 45.490/2000, estabeleceu o adiamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas saídas internas de amendoim, prática que, conforme o setor, reduziu custos imediatos e fomentou a competitividade da cadeia produtiva.

Para a Abex-BR e a Câmara Setorial da planta, revogar esse dispositivo comprometerá a competitividade e sustentabilidade do setor, afetando diretamente produtores, beneficiadores e cooperativas.

Impactos econômicos ao setor do amendoim

As entidades do setor afirmam que a aprovação do Ofício nº 24/2024 trará sérias consequências:

  • R$ 300 milhões ao ano deixarão de circular no setor produtivo e serão retidos via tributos
  • Aumento de 10,8% no ICMS, que afetará diretamente o preço do amendoim e de toda a cadeia produtiva
  • Desequilíbrio na concorrência com produtos similares, como castanhas e nozes, no mercado nacional e internacional.

“O setor de amendoim paulista já enfrenta altos custos de produção, como o valor elevado do arrendamento de terras. A revogação do benefício tributário pode acelerar a migração de produtores e indústrias para outros estados, enfraquecendo a hegemonia de São Paulo, responsável por grande parte do mercado nacional e internacional”, diz a nota das entidades.

Tamanho da produção paulista

AmendoimAmendoim
Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

Desde 2011, quando o Artigo 351-A foi incluído no RICMS, a produção de amendoim no estado cresceu 342,5%, a área plantada aumentou 258,7%, e a produtividade registrou um avanço de 132,38%, advoga a Abex-BR.

Assim, a entidade e a Câmara Setorial do Amendoim “pedem a retirada da proposta de revogação do Artigo 351-A e a abertura de diálogo entre o Governo, representantes do setor e demais partes interessadas”, diz a nota.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

ano mais quente no Brasil desde 1961


O Brasil enfrentou temperaturas acima da média histórica em 2024, consolidando uma tendência de aquecimento no país. De acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a média anual foi de 25,02°C, superando em 0,79°C a média histórica de 1991 a 2020, que é de 24,23°C. Em 2023, o país já havia registrado 24,92°C, 0,69°C acima do esperado.

Segundo o inforamdo pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), especialistas destacam que os anos analisados estiveram sob influência do fenômeno El Niño, com intensidade classificada de forte a muito forte, impactando diretamente os padrões climáticos. Esse fenômeno contribuiu para o aumento das temperaturas em 2023 e nos primeiros meses de 2024.

Figura 1: Ranking dos anos mais quentes da história do Brasil entre 1961 e 2024.

Estudos do Inmet apontam ainda uma tendência de alta nas temperaturas médias anuais no Brasil desde 1961, indicando um aquecimento estatisticamente significativo. Esse aumento está associado às mudanças climáticas globais e a alterações ambientais locais.

Figura 2: Anomalia (diferença entre a temperatura observada e a média histórica de 1991 – 2020) de Temperatura Média do Ar (TMA) no Brasil por ano.

Segundo o relatório provisório do Estado Global do Clima 2024, divulgado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) em 11 de novembro de 2024, a temperatura média global da superfície terrestre ficou 1,54°C acima da média histórica de 1850-1900, até setembro do ano passado.

Com base nesses dados, 2024 tende a superar 2023 como o ano mais quente já registrado. Entre junho de 2023 e setembro de 2024, a temperatura média global permaneceu consistentemente acima dos recordes anteriores, apontam análises da OMM.





Source link