terça-feira, julho 14, 2026

Autor: Redação

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exportações batem recorde e superam R$ 3 bilhões pela primeira vez



Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 1,352 milhão de toneladas entre janeiro e dezembro de 2024, estabelecendo novo recorde para o setor. O número supera em 10% o total exportado em 2023, com 1,229 milhão de toneladas.

A receita das exportações anuais do setor superaram, pela primeira vez, o patamar de US$ 3 bilhões. Ao todo, foram obtidos US$ 3,033 bilhões com as exportações de 2024, saldo 7,6% superior ao alcançado no ano anterior, com US$ 2,818 bilhões.

No mês de dezembro, os embarques de carne suína totalizaram 109,5 mil toneladas, número 1,3% menor em relação ao mesmo período do ano anterior, com 110,9 mil toneladas. Já em receita, houve forte alta de 11,6%, com US$ 258,3 bilhões no último mês de 2024, contra US$ 231,5 bilhões no mesmo período do ano anterior.

Maiores importadores de carne suína do Brasil

Confira o volume total de carne suína adquirido entre janeiro e dezembro do ano passado pelos maiores importadores do produto brasileiro, com a variação em relação ao resultado obtido em 2023:

  • Filipinas: 254,3 mil t (+101,8%),
  • China: 241 mil t (-38%),
  • Chile: 113 mil t (+29,1%),
  • Hong Kong: 106,9 mil t (-15,5%),
  • Japão: 93,4 mil t (+131,6%),
  • Singapura: 79,1 mil t (+23%),
  • Vietnã: 52,5 mil t (+9,7%),
  • Uruguai: 46,6 mil t (-5,2%),
  • México: 42,8 mil t (+49,9%).

“O setor fechou o ano de 2024 aumentando expressivamente a capilaridade de suas exportações, incrementando significativamente a receita dos embarques e elevando a média mensal de embarques em mais de 10 mil toneladas. Os indicativos seguem positivos em 2025, com tendência de manutenção de fluxo para os países asiático e das Américas”, analisa o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Estados que mais exportaram

Santa Catarina fechou o ano de 2024 como maior exportador de carne suína do Brasil, com 730,7 mil toneladas (+10,1%); seguido pelo Rio Grande do Sul, com 289,9 mil toneladas (+3,2%); Paraná, com 185,5 mil toneladas (+9,1%); Mato Grosso, com 37,9 mil toneladas (+22%); e Mato Grosso do Sul, com 29,2 mil toneladas (+17,97%).



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AgroNewsPolítica & Agro

São Paulo certifica Indicação Geográfica (IG) de batata-doce



São Paulo lidera o ranking nacional de produção de batata-doce




Foto: Pixabay

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo  assinou a Resolução nº 92, certificando a regularidade do processo de Indicação Geográfica (IG) da batata-doce de Presidente Prudente e região. O reconhecimento é um marco para o setor agrícola, promovendo produtividade, competitividade e visibilidade para os produtos locais.

A documentação apresentada pela Associação dos Produtores de Batata-Doce de Presidente Prudente foi analisada e aprovada pela Secretaria, atendendo aos requisitos exigidos para a obtenção do selo. O processo seguiu para avaliação do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), que dará a palavra final sobre o reconhecimento oficial da Indicação Geográfica, conforme a Secretaria de Agricultura.

Com uma produção anual estimada em 182 mil toneladas e mais de 10 mil hectares cultivados, São Paulo lidera o ranking nacional de produção de batata-doce. A região de Presidente Prudente, considerada o maior polo produtor do estado, concentra cerca de 180 agricultores distribuídos em municípios como Alfredo Marcondes, Álvares Machado, Caiabu, Martinópolis, Narandiba, Pirapozinho, Presidente Bernardes e Santo Expedito. Além de abastecer o mercado interno, a produção é exportada para países do Mercosul e para a Europa.

A Indicação Geográfica é um ativo de propriedade intelectual regulamentado pela Lei de Propriedade Industrial nº 9.279, de 14 de maio de 1996. De acordo com o INPI, a certificação pode aumentar o valor de mercado do produto entre 20% e 50%, fortalecendo sua identidade e reputação no mercado.





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programas aumentam renda de produtores em até 106%



Um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revela que agricultores familiares que fornecem alimentos para programas do Governo Federal, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), aumentam significativamente sua renda, especialmente aqueles de menor poder aquisitivo. O estudo foi apresentado hoje (7) pelo instituto.

Agricultores participantes do PAA aumentam a renda entre 19% e 39%, enquanto aqueles que fornecem alimentos para o PNAE registram aumento entre 23% e 106%. Os maiores impactos são observados entre os agricultores de renda mais baixa, principal público-alvo dessas políticas.

“Os resultados mostram que as compras públicas de alimentos da agricultura familiar são estratégicas para melhorar os índices nutricionais da população, incentivar modelos produtivos sustentáveis e promover o desenvolvimento rural por meio da geração de renda aos produtores contemplados”, explicou Sandro Pereira Silva, técnico de planejamento e pesquisa do Ipea e um dos autores do estudo.

Como funcionam os programas?

No PAA, governos compram alimentos da agricultura familiar por meio de chamadas públicas, sem necessidade de licitação. A modalidade mais comum, a Compra com Doação Simultânea, prioriza grupos economicamente vulneráveis. Os alimentos adquiridos são doados a organizações assistenciais, presídios, restaurantes populares, cozinhas comunitárias, bancos de alimentos, entre outros.

Já o PNAE repassa recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para atender estudantes da educação básica nas redes municipal, estadual, distrital e federal. Pelo menos 30% desses recursos devem ser investidos diretamente em produtos da agricultura familiar.

Destaques da pesquisa

O estudo utilizou técnicas estatísticas para reduzir vieses e criar grupos comparáveis, analisando as bases de dados de compras dos programas e registros da Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP), posteriormente substituída pelo Cadastro da Agricultura Familiar (CAF).

Os resultados mostram que o PNAE tem um impacto médio maior sobre a renda dos agricultores em comparação ao PAA. “Isso pode indicar que os fornecedores do PAA têm menor capacidade de ofertar itens de maior valor agregado ou acessar políticas complementares, mas essa hipótese precisa ser investigada em estudos futuros”, apontam os autores.

Fatores que influenciam a participação

O estudo identificou que fatores como sexo, escolaridade e região influenciam na participação nos programas:

  • Agricultores homens, casados, com maior idade e mais integrantes na família têm maior probabilidade de participar.
  • Agricultores com ensino médio ou superior também têm mais chances de fornecer alimentos para os programas do que aqueles com menor escolaridade.
  • Regionalmente, agricultores do Norte têm maior participação no PAA, enquanto os do Sul e Sudeste lideram no PNAE.

Essas diferenças refletem tanto as características socioeconômicas dos agricultores quanto as regras específicas de cada programa. “O PAA, na modalidade de Compra com Doação Simultânea, é voltado a regiões com maior vulnerabilidade. Já o PNAE abrange todos os municípios brasileiros, com recursos proporcionais ao número de alunos da rede pública básica, sendo obrigatório destinar ao menos 30% desse valor à agricultura familiar”, explicou Sandro Pereira.



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Tereos abre mais de 400 vagas nas áreas de agricultura, indústria e logística



A Tereos, que atua na produção de açúcar, etanol e bioenergia, está com mais de 400 vagas abertas para a safra 2025/26. As oportunidades abrangem funções em agricultura, indústria e área automotiva nas seis unidades industriais da empresa, localizadas na região noroeste de São Paulo.

Na área agrícola, as oportunidades incluem tratoristas, motoristas especializados e operador de motobomba.

Já na área industrial, as vagas incluem funções como operador de produção de açúcar, operador de destilaria, analista de laboratório júnior, auxiliar industrial, entre outras.

Por sua vez, no setor automotivo há postos para mecânico automotivo, motorista borracheiro e lubrificador.

Benefícios e público-alvo

As vagas são destinadas a moradores das cidades próximas às unidades da Tereos, como Pitangueiras, Ibitiúva, Guaíra, Barretos, Colina, Jaborandi, Olímpia, Severínia, Baguaçu, Cajobi, Guapiaçu, Guaraci, Altair, Icém, Nova Granada, Palestina, Bálsamo, Tanabi e Monte Aprazível.

A empresa oferece salários compatíveis com o mercado e benefícios como seguro de vida, vale-alimentação, previdência privada, auxílio farmácia e plano de saúde.

A Tereos também incentiva a inclusão, convidando pessoas com deficiência a se candidatarem às oportunidades.

Como se inscrever

Os interessados podem enviar o currículo por e-mail ou WhatsApp até o dia 28 de fevereiro. Confira os canais de inscrição de cada unidade:

  • Unidade Cruz Alta (Olímpia): [email protected] | Indústria: (17) 99749-5242 | Agrícola: (17) 99676-6389
  • Unidade Andrade (Pitangueiras): [email protected] | Indústria: (17) 99729-2177 | Agrícola: (17) 99631-0318
  • Unidade Mandu (Guaíra): [email protected] | Indústria: (17) 99729-2177 | Agrícola: (17) 99631-0318
  • Unidade São José (Colina): [email protected] | Indústria: (17) 99605-8103 | Agrícola: (17) 99732-7390
  • Unidade Tanabi (Tanabi): [email protected] | Indústria: (17) 99749-5242 | Agrícola: (17) 99676-6389
  • Usina Vertente (Guaraci): [email protected] | Indústria: (17) 99605-8103 | Agrícola: (17) 99732-7390

Outras oportunidades também estão disponíveis na página da Tereos no LinkedIn.



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PRF apreende defensivos agrícolas contrabandeados



A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu um carregamento de defensivos agrícolas contrabandeados no município de Jaru, em Rondônia. Segundo a corporação, os produtos, provenientes de um país fronteiriço — Rondônia faz divisa com a Bolívia —, não possuem registro ou autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso no Brasil.

Durante a sinalização e atendimento de um acidente de trânsito na BR-364, agentes da PRF identificaram uma caminhonete estacionada no meio da via, apresentando sinais de colisão frontal. Ao abordar os ocupantes e realizar a fiscalização do veículo, os policiais encontraram 60 pacotes de defensivos agrícolas contrabandeados. A ação configura violação ao artigo 56 da Lei nº 14.785, de 27 de dezembro de 2023, que regulamenta o uso de agrotóxicos no país.

A Lei nº 14.785/2023 e sua importância

Conhecida como o marco legal do uso de pesticidas, a Lei nº 14.785 de 2023 criminaliza a produção, armazenamento, transporte, importação, utilização ou comercialização de defensivos e produtos de controle ambiental não registrados ou não autorizados. A pena para quem infringe a norma é de reclusão de 3 a 9 anos, além de multa.

Fiscalização de trânsito e impacto no setor agrícola

A PRF destacou que apreensões de defensivos agrícolas ilegais têm se tornado mais frequentes, revelando a ligação do crime organizado com o comércio clandestino desses produtos. Em nota, a corporação afirmou que ações de fiscalização nas rodovias contribuem para mapear rotas de transporte ilegal e auxiliar na identificação de cadeias produtivas que exploram trabalhadores e desrespeitam normas ambientais.



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O futuro da indústria química é a sustentabilidade



O setor deu passos importantes para ampliar sua competitividade



O setor deu passos importantes para ampliar sua competitividade
O setor deu passos importantes para ampliar sua competitividade – Foto: Divulgação

O ano de 2024 foi desafiador, mas também marcado por grandes conquistas para a indústria química brasileira. Segundo André Passos Cordeiro, Presidente-executivo da Abiquim, a aprovação do Projeto de Lei do Inventário Nacional de Substâncias Químicas, após mais de 10 anos de trabalho da Abiquim, foi um dos marcos mais importantes. Esse avanço coloca o Brasil como referência no Hemisfério Sul na regulação do uso de substâncias químicas, destacando o compromisso do país com práticas mais seguras e eficientes no setor.

O setor também deu passos importantes para ampliar sua competitividade, especialmente com a implementação de elevações transitórias da tarifa externa comum. A indústria química brasileira se distingue pelo uso de energia limpa, com 83% de sua matriz energética proveniente de fontes renováveis. Além disso, a redução das emissões de CO2 por tonelada produzida é significativa em relação aos principais concorrentes mundiais.

“Demos passos importantes para iniciar um processo de amplificação da competitividade do setor com a lista de elevações transitórias da tarifa externa comum. Sabemos que esse é só um primeiro passo, todavia, é relevante para enfrentarmos o cenário internacional extremamente adverso, com excesso de capacidade produtiva de produtos químicos no mundo e programas pesados de subsídios nos principais produtores mundiais de químicos”, comenta.

Cordeiro também enfatiza o papel crucial da química no avanço de objetivos globais, como os da Agenda 2050 da ONU. O setor é vital para a segurança alimentar, o desenvolvimento de medicamentos e tratamentos de saúde, além de promover soluções para a crise hídrica e o saneamento básico. A transição para uma economia de baixo carbono também está sendo liderada pela indústria química, com investimentos em tecnologias de redução e neutralização de emissões.

“A mesma realidade está presente no custo da energia brasileira – mesmo tendo a matriz energética mais sustentável do que outros países, o custo dela ainda é um constrangimento para nossa capacidade de competir. O mesmo desafio se apresenta para a produção com matéria primas renováveis, verdes, circulares, sustentáveis. Se faz necessário estabelecer as condições regulatórias e de mercado adequadas para a competitividade quando se produz a partir delas. Esses são passos fundamentais para que, de fato, consigamos fortalecer a indústria nacional”, conclui.

 





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Em Minas Gerais, lavouras de soja têm bom desenvolvimento



As lavouras de soja da safra 2024/25 em Patos de Minas, no centro-oeste de Minas Gerais, estão em boa fase de desenvolvimento. A área cultivada de aproximadamente 35 mil hectares, agora em crescimento vegetativo, segue beneficiada por volumes adequados de chuvas.

De acordo com o engenheiro-agrônomo da Emater local, Fernando José da Silva, as lavouras têm recebido bons volumes de precipitação, com destaque para os 95 milímetros acumulados em dezembro e 18,8 milímetros registrados até o momento em janeiro. Além disso, a região não apresenta maiores preocupações com pragas e doenças.

Se as condições climáticas se mantiverem favoráveis, a produtividade das lavouras de soja pode atingir uma média de 4.000 quilos por hectare, superando a produção da safra passada, que teve rendimento médio de 2.800 quilos por hectare, afetada pela estiagem.

O levantamento da Safras & Mercado indica que o plantio de soja em Minas Gerais deve ocupar 2,35 milhões de hectares na safra 2024/25, representando um aumento de 4,4% em relação à área cultivada na safra anterior. A produção estadual deve alcançar 8,979 milhões de toneladas, 7,8% a mais que o número de 8,328 milhões de toneladas da temporada 2023/24. A expectativa é de que o rendimento médio do estado seja de 3.840 quilos por hectare, também acima dos 3.720 quilos por hectare registrados no ano passado.



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processos são suspensos até STF julgar ação de quase R$ 21 bi



O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão nacional de todos os processos que discutem a regra que obriga empregadores rurais a recolher, em seu nome, a contribuição devida ao Fundo de Assistência do Trabalhador Rural (Funrural). A suspensão vale até o Supremo dar a palavra final sobre o assunto em ação com impacto estimado em R$ 20,9 bilhões para a União.

GIlmar considerou que a suspensão é necessária para evitar o agravamento da insegurança jurídica após decisões divergentes acerca do tema nas instâncias inferiores. A decisão atinge apenas os processos que discutem a validade da sub-rogação do tributo – ponto do julgamento que ainda é alvo de impasse entre os ministros.

A discussão sobre a sub-rogação gira em torno da obrigação do recolhimento do tributo: se é exclusiva dos produtores ou pode ser repassada para os frigoríficos, por exemplo. Ainda não há maioria nesse ponto.

A ação sobre o Funrural foi apresentada pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) e tramita na corte desde 2010. O processo questiona norma que passou a exigir dos agropecuaristas o pagamento da contribuição sobre a receita bruta. Antes, o valor incidia sobre a folha de salário.

Todos os ministros já votaram e há maioria para declarar a validade do Funrural sobre a receita bruta, mas um dos ministros (Marco Aurélio Mello) se aposentou antes de se manifestar sobre um ponto específico, a sub-rogação.

A decisão atende a um pedido feito pela Abrafrigo e pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). Elas apontaram que o julgamento já foi pautado 15 vezes para proclamação do resultado desde 2022.

“A indefinição continuará durante todo o recesso e não se sabe por quanto tempo ainda, o que acarretará prejuízos graves e de difícil reparação ao setor rural brasileiro caso alguma das teses da ADI (inconstitucionalidade do tributo ou da sub-rogação – esta mais provável que aquela, por não depender de alteração de voto), venha a prosperar”, diz a manifestação.

Se a sub-rogação cair, como quer o setor, a responsabilidade do pagamento da contribuição do produtor rural pessoa física não poderá mais ser transferida à empresa consumidora. Nessa hipótese, o produtor teria de arcar com o Funrural.

De acordo com a petição do setor, a maioria das decisões na Justiça vem mantendo a sub-rogação. “A indefinição é prejudicial aos sujeitos passivos e à própria União, dado o risco de trânsito em julgado de decisões contrárias a uns e outra, com a respectiva execução (levantamento ou conversão em renda de depósitos, entre outros efeitos) antes da final deliberação desta Suprema Corte – tudo a reclamar uma medida cautelar de urgência”, argumentam.

Em novembro, o ministro Luís Roberto Barroso disse que o fim da sub-rogação poderia “dificultar o recolhimento do tributo, já que a Fazenda não teria condições de fiscalizar individualmente os pequenos produtores rurais”.

Há cinco votos a favor da constitucionalidade dessa regra, e cinco contra.



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Brasil bate recorde histórico em exportação de carne bovina em 2024



O Brasil registrou, em 2024, o maior volume de exportações de carne bovina de sua história, com sucessivos recordes mês a mês. Foram 2,89 milhões de toneladas exportadas, um aumento de mais de 26% em relação a 2023. O setor faturou US$ 12,8 bilhões, alta de 22% comparada ao ano anterior. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

Esse desempenho coloca a carne bovina como destaque entre os setores que contribuíram para o saldo positivo da balança comercial brasileira em 2024, de US$ 74,6 bilhões. A promoção do produto no exterior foi impulsionada pela iniciativa Brazilian Beef, uma parceria entre a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e a Abiec.

Principais destinos e resultados por mercado

A China liderou como o maior destino da carne bovina brasileira, com 1,33 milhão de toneladas exportadas e faturamento de US$ 6 bilhões. Os Estados Unidos ficaram em segundo lugar, com 229 mil toneladas e receita de US$ 1,35 bilhão. Outros mercados de destaque incluem:

  • Emirados Árabes Unidos: 132 mil toneladas (US$ 604 milhões);
  • União Europeia: 82,3 mil toneladas (US$ 602 milhões);
  • Chile: 110 mil toneladas (US$ 533 milhões);
  • Hong Kong: 116 mil toneladas (US$ 388 milhões).

Entre os 15 maiores destinos, que juntos representaram mais de 90% do faturamento total, todos registraram crescimento em relação a 2023. Os avanços mais expressivos ocorreram em países como Argélia, México, Emirados Árabes, Filipinas, Estados Unidos, Rússia e Israel.

Crescimento de mercados e carne in natura

As exportações de carne bovina em 2024 alcançaram 157 países. Considerando apenas carne in natura, que responde por mais de 90% do faturamento total, o Brasil exportou para 132 mercados, 46 a mais do que há uma década.

Expectativas para 2025

“Foi um ano histórico para a indústria da carne bovina nacional, para o setor pecuário e para o Brasil. A contribuição decisiva para o saldo positivo da balança comercial é prova disso. Embora ainda seja cedo, acredito que 2025 pode bater recordes de exportações e faturamento”, afirmou Roberto Perosa, presidente da Abiec.

Perosa destacou o esforço conjunto entre setor privado e governo federal, por meio da ApexBrasil e do Projeto Brazilian Beef, para abrir novos mercados e consolidar os já existentes. “Estamos trabalhando para levar a carne brasileira a mercados como Japão, Vietnã, Turquia e Coreia do Sul, que estão em diferentes estágios de negociação com o governo brasileiro e o Ministério da Agricultura”, concluiu.

Abiec

Fundada em 1979, a Abiec reúne 43 empresas responsáveis por 98% da carne bovina exportada pelo Brasil. A entidade atua na defesa dos interesses do setor, na redução de barreiras comerciais e na promoção da carne brasileira no mercado internacional.

Projeto Brazilian Beef

Criado em 2001, o Brazilian Beef busca fortalecer a imagem da carne bovina brasileira, ampliando sua participação no mercado global. Em 20 anos, o projeto investiu mais de R$ 60 milhões e ajudou a aumentar as exportações em mais de 500%.

ApexBrasil

A ApexBrasil promove produtos e serviços brasileiros no exterior, além de atrair investimentos para setores estratégicos da economia. A agência organiza missões comerciais, rodadas de negócios, feiras internacionais e visitas de compradores estrangeiros, fortalecendo a presença do Brasil no mercado global.



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AgroNewsPolítica & Agro

Dólar fecha em queda e encosta em R$ 6,11



Dólar cai mais de 1% nesta segunda-feira




Foto: Pixabay

O dólar comercial encerrou a segunda-feira (6) com queda superior a 1%. No fechamento, a moeda americana à vista recuou 1,11%, sendo cotada a R$ 6,1143. Já na B3, às 17h03, o dólar para fevereiro, considerado o contrato mais líquido do mercado, caiu 1,18%, fechando em R$ 6,1415, de acordo com dados do InfoMoney.

Segundo o informado, no mercado de câmbio turismo, utilizado por quem realiza transações internacionais para viagens, o dólar foi negociado a R$ 6,187 para compra e R$ 6,367 para venda.

Durante o dia, a moeda americana manteve a trajetória de baixa. Por volta das 12h06, o dólar à vista registrava queda de 1,21%, sendo cotado a R$ 6,106 na compra e R$ 6,107 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento operava em queda de 1,05%, atingindo 6.149 pontos.





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