terça-feira, julho 14, 2026

Autor: Redação

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Situação crítica nas lavouras de soja no RS



A situação da safra da soja de verão no Rio Grande do Sul começa a preocupar produtores, especialmente na região central do estado, onde as condições climáticas têm gerado dificuldades. A falta de chuvas regulares tem afetado diretamente as lavouras do grão, com algumas áreas mais prejudicadas do que outras.

Embora ainda seja prematuro prever perdas, já é possível observar problemas em algumas lavouras, especialmente nas áreas mais afetadas pela falta de chuva. As chuvas que ocorreram no final de 2024 não foram suficientes para equilibrar a situação, o que tem gerado preocupação entre os produtores. A situação só poderá ser mais bem avaliada após novas precipitações, que, de acordo com especialistas, ainda são necessárias para que seja possível calcular a produtividade real da safra e ter uma estimativa mais precisa sobre os impactos climáticos.

Para as lavouras de soja, as previsões indicam a possibilidade de chuvas nos próximos dias, porém em volumes limitados. O Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA) prevê precipitações a partir de 11 de janeiro, mas os volumes são reduzidos para a região norte do estado e as chuvas mais escassas deverão atingir a região central nos dias 17, 18, 20 e 21 de janeiro. Embora essas chuvas possam trazer algum alívio, ainda assim não são suficientes para resolver a escassez hídrica que tem afetado a soja, especialmente em áreas mais críticas.

Em relação ao milho, que ocupa uma área menor na safra de verão, o desenvolvimento da cultura já se encontra em fase final, mas a falta de água tem refletido de maneira importante na qualidade e no peso final dos grãos. Embora o impacto total só possa ser mensurado com precisão após a colheita, já é possível notar uma redução no potencial produtivo. A irrigação, que já estava no limite, pode ajudar a salvar uma parte da produção, mas, infelizmente, os danos ao cereal são inevitáveis, o que gera uma previsão de queda na produtividade, especialmente nas áreas mais vulneráveis.



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Sancionada lei que estimula produção de pequi e outros frutos do Cerrado



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou um projeto de lei que estimula produção e uso de frutos do Cerrado, em especial o pequi, além de dar mais eficiência ao combate ao desmatamento desse bioma.

O anúncio foi feito nas redes sociais do presidente e, também, do autor do projeto, o deputado Rogério Correia (PT-MG).

“Sancionei o projeto de lei 1970/2019, que vai organizar e estimular a produção do pequi e demais frutos do Cerrado. A lei também proíbe a derrubada predatória e estimula a plantação de mudas desse bioma.”

Segundo ele, não se trata de um projeto que beneficiará apenas quem gosta de comer pequi. Além de ajudar a preservar o meio ambiente, ajudará principalmente quem tem esses frutos como fonte de renda e modo de vida.

“Muita gente não conhece o pequi e pode se perguntar ‘por que o Lula tem que se preocupar com o pequi?’. Eu respondo: às vezes o que não é importante para quem mora na Paulista ou na Avenida Atlântica pode ser a coisa mais importante para quem vive no Cerrado brasileiro”, disse o presidente.

Aprovado em dezembro no Senado, o projeto proíbe a derrubada e o uso predatório de pequizeiros, mas cria exceções a serem observadas por órgão competente.

Ele estabelece políticas de manejo para a fruta com o objetivo de incentivar a preservação de áreas com presença de pequizeiro e de outros produtos nativos do Cerrado. Além disso, cria mecanismos para a identificação de comunidades tradicionais de produtores.

A legislação também prevê formas de viabilizar eventos culturais que estimulem o turismo e o comércio desses produtos. Por fim, desenvolve selos de qualidade e de procedência dos frutos do Cerrado.

Autor do projeto, Correia usou as redes sociais para comemorar a sanção presidencial. Ele destacou que a política nacional instituída pela nova lei visa viabilizar o manejo sustentável, plantio, extração, consumo, comercialização e transformação não só do pequi, mas também de vários outros frutos e produtos nativos do Cerrado.

“Ao investir na produção de base sustentável dos frutos do Cerrado, nós também investimos no sustento dos agricultores-agroextrativistas e na profissionalização de uma cadeia produtiva importante para o país. É mais dignidade”, postou o deputado.



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AgroNewsPolítica & Agro

Quem não comprar Fiagro vai se arrepender?


De acordo com Octaciano Neto, Cofundador da Avra, o agronegócio continuará sendo o setor mais dinâmico e resiliente da economia brasileira, com uma base sólida construída nos últimos 50 anos. Para a safra 2025/26, ele prevê bons resultados para soja e milho, com condições climáticas favoráveis e o dólar alto ajudando mais do que atrapalhando. Além disso, outros produtos agrícolas como café, laranja, açúcar e celulose apresentam bons preços, embora muitos investidores ainda se concentrem apenas na soja.

Neto acredita que o agronegócio não enfrenta uma crise estrutural, mas casos isolados, como o da Agrogalaxy, ganham repercussão exagerada. No mercado de Fiagros, a maioria dos investidores é do varejo, com uma média de R$ 20 mil investidos, o que promove democratização, mas também expõe o setor a investidores despreparados para os ciclos do agronegócio. Ele também destaca que a produção rural tem margens EBITDA superiores a 20% nas lavouras de ciclo curto e mais de 30% nas de ciclo longo, mostrando sua rentabilidade, mesmo em tempos turbulentos.

“Não temos crise estrutural no setor. Temos casos isolados e pouco representativos de recuperação judicial. O caso da Agrogalaxy teve uma repercussão desproporcional ao tamanho dela no agro como um todo”, escreveu, em seu perfil no LinkedIn.

Neto aponta que, embora a alta da Selic afete mais as revendas e indústrias, o setor rural continua sólido. O mercado de capitais deve crescer lentamente em 2025, com os CRAs em alta, enquanto os Fiagros enfrentam desafios. Até 2035, ele acredita que o crédito ao agronegócio será dominado pelo mercado de capitais, superando os bancos.

“Os bancos dominaram o crédito ao agronegócio por anos, sobretudo pelas vantagens de operar o Plano Safra. Isso vai mudando aos poucos. Até 2035 o mercado de capitais será maior do que o mercado bancário no crédito ao agronegócio. Os Fiagros estão uma pechincha. Quem não comprar neste “saldão”, vai se arrepender”, conclui.

 





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Se plano do governo for efetivado, economia chegará ao fim de 2026 ‘muito mais arrumada’



O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu nesta terça-feira (7) que a economia chegará ao fim de 2026 “muito mais arrumada” do que a herdada no início do governo se o plano da equipe econômica for efetivado. Ele afirmou que esse resultado será conquistado “sem maquiagem, sem contabilidade criativa e sem calote”.

“Sem vender estatal na bacia das almas para favorecer grupos econômicos, sem deixar de enfrentar os jabutis de grupos empresariais campeões nacionais que, vira e mexe, conseguem benefícios ali no Congresso, é isso que nós estamos fazendo. E também contendo gastos da maneira adequada, sem prejudicar o trabalhador de baixa renda, garantindo os direitos consignados na Constituição”, defendeu Haddad em entrevista à GloboNews.

A declaração foi dada pelo ministro ao ser questionado sobre a influência da situação econômica na eleição de 2026. Sobre isso, Haddad reconheceu que a economia “sempre vai fazer a diferença em qualquer eleição” e defendeu que é importante cuidar de todos os indicadores o “tempo todo”.

“A economia sempre vai fazer a diferença em qualquer eleição, é muito importante que ela seja bem cuidada o tempo todo, que nós sejamos diligentes em relação a isso, observemos cada indicador para tomar as medidas corretas, olhando para todos os lados, não olhando para um lado só, é o Estado brasileiro que representa toda a sociedade brasileira, que tem que encontrar o caminho do equilíbrio”, disse Haddad.

O ministro mencionou também estudo divulgado nesta terça, feito em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, mostrando que a situação fiscal de 2024 é estruturalmente melhor que a registrada em 2022, último ano de governo Bolsonaro. “Sobretudo se levarmos em consideração questões importantes como a inflação e a receita e a despesa recorrente do governo”, disse Haddad, pontuando também que o estudo apontou para alguns “dissabores” enfrentados, como a devolução de medidas provisórias de Lula pelo Congresso a tese do Século definida pelo Supremo Tribunal Federal em 2017.

“Nós estamos em uma democracia, felizmente, e vamos ter que conviver com esse tipo de contratempo. Vai acontecer e nós temos que superar e vamos superar, porque nós estamos trabalhando também com os contratempos”, disse o ministro.

Mundo mais complicado

Haddad afirmou que a economia é um ponto importante para as eleições, mas não o único, ponderando que o mundo vive um momento tenso em que questões ideológicas estão fazendo a diferença.

“Nós estamos num mundo em que a comunicação se tornou muito mais disruptiva do que foi no passado. Tivemos hoje o anúncio de uma importante organização de comunicação mundial, global, dizendo que vai retirar dos seus controles os filtros de fake news, aderindo um pouco à mentalidade de que liberdade de expressão inclui calúnia, mentira, difamação e tudo mais”, disse Haddad.

Reconhecendo o “mundo mais complicado”, o ministro defendeu que a economia estará bem, mas alertou que é preciso cuidar da democracia e das instituições. Para ele, o Brasil está bem posicionado para enfrentar esses desafios.

“Nós temos que cuidar da integridade das pessoas e das informações que são divulgadas para evitar pânico, para evitar que as pessoas no desespero acabem abraçando ideologias extremistas que põem a perder as liberdades individuais e o nosso desejo de paz e prosperidade para as pessoas”, disse.



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análise das exportações do agro brasileiro em 2024



O quadro Agroexport desta segunda-feira (7) analisou o mercado de carnes e o complexo de soja, que juntos representaram mais da metade das exportações do agronegócio brasileiro em 2024. O período marcou um recorde na comercialização de proteínas animais, com destaque para os embarques de carne bovina, que cresceram 25%. O setor movimentou US$ 12,8 bilhões e liderou o superávit da balança comercial. A China manteve-se como principal destino da carne brasileira.

No caso da soja, o Brasil exportou 97,299 milhões de toneladas em 2024, registrando uma queda de 3,9% em relação às 101,312 milhões de toneladas de 2023. Apesar do recuo, o grão continua sendo um dos pilares das exportações do agro.

O diretor de conteúdo do Canal Rural Sul, Giovani Ferreira, participou do programa Mercado & Cia, apresentado por Pryscilla Paiva, e fez um balanço das exportações dos principais produtos do agronegócio brasileiro. Ferreira também destacou o superávit de US$ 74,6 bilhões registrado na balança comercial em 2024, o segundo maior da série histórica iniciada em 1989.

Durante a conversa, o especialista alertou para os desafios de 2025, especialmente em relação à receita cambial, que pode impactar a rentabilidade do produtor rural.



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Chuva de até 150 mm e temperaturas acima de 36°C, prevê Inmet para esta semana; saiba onde


A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para a semana até o dia 13 de janeiro indica chuvas intensas em algumas regiões e calor extremo em outras. Acumulados acima de 150 mm são esperados em localidades do Centro-Oeste, enquanto no Norte e Nordeste, as temperaturas podem superar os 36 °C.

Norte

De acordo com o Inemt, áreas de instabilidade provocarão pancadas de chuva em grande parte da região, com acumulados acima de 30 mm. No sudeste do Amazonas, sul e leste do Pará e Tocantins, os volumes podem ultrapassar 80 mm em pontos isolados.

No entanto, o noroeste do Pará e Roraima terão baixos acumulados, com muitas áreas sem registro de chuva.

Nordeste

A faixa leste e norte terá chuvas fracas, enquanto o interior permanecerá quente e seco.

Acumulados acima de 40 mm são esperados no Maranhão, Piauí, Bahia e centro-oeste de Pernambuco, podendo superar 80 mm em algumas áreas.

Centro-Oeste

A Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) manterá áreas de instabilidade em Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso, com acumulados que podem atingir 150 mm (áreas em tom de rosa no mapa acima), alerta o Inmet.

Em Mato Grosso do Sul, as chuvas acima de 40 mm estarão concentradas no norte, enquanto o centro-leste do estado terá tempo firme.

Sudeste

As chuvas serão mais intensas no centro-norte de Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro, com acumulados acima de 40 mm, podendo ultrapassar 100 mm em algumas localidades.

No sul de Minas Gerais e São Paulo, os acumulados ficarão abaixo de 20 mm.

Sul

A semana começa com tempo firme em quase toda a região, exceto no leste do Paraná e de Santa Catarina, onde os acumulados não devem passar de 60 mm.

Nas demais áreas, as chuvas serão inferiores a 10 mm.

De acordo com o informativo do Inmet, as temperaturas máximas no período permanecem elevadas em grande parte do Norte, variando entre 26 °C e 36 °C. No Nordeste, as máximas
estarão entre 24 °C a 36 °C, com tendência a diminuir na Bahia e atingir 18 °C em algumas áreas do sul do estado, devido a chuvas. No CentroOeste, as máximas também estarão elevadas e devem variar entre 20 °C e 34 °C, com possibilidade pico de mais de 36 °C em localidades de Mato Grosso do Sul. No Sudeste e Sul, os valores máximos estarão entre 20 °C e 34 °C.

As mínimas seguem elevadas no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, variando entre 20 °C e 26 °C. Já no Sudeste e Sul, os valores começam a semana entre 14 °C e 24 °C, mas devem cair para 10 °C a 22 °C no fim da semana. No dia 11, as mínimas podem chegar a 12 °C em São Paulo e a 10 °C na região Sul.



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Como está o plantio e a colheita da soja no Brasil?



A safra de soja 2024/25 no Brasil apresenta um avanço no processo de semeadura, com 98,5% da área cultivada concentrada em 12 estados produtores. Conforme dados mais recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), até o início de janeiro de 2025, a semeadura de soja nos principais estados produtores já está praticamente concluída, com destaque para os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Paraná, todos com 100% da área semeada até a data.

O estado do Maranhão, embora com um ritmo um pouco mais lento, também avançou na semeadura, que atingiu 68% da área até o início de janeiro. Esse progresso é considerado normal, dado o padrão de semeadura da soja na região. Piauí segue com um bom desempenho, com 99% da área semeada até a mesma data, mostrando que a soja se adaptou bem às condições climáticas e ao calendário agrícola da região.

Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que representam uma parte importante da produção no Sul do Brasil, também apresentaram números positivos, com 96% e 97% da área semeada, respectivamente, até 5 de janeiro de 2025. Embora esses números sejam um pouco abaixo de outros estados, o plantio está avançando de forma consistente, e as expectativas de produtividade continuam sendo altas.

E a colheita da soja?

A colheita da soja 2024/25 no Brasil ainda está em estágios iniciais, com a maior parte das lavouras aguardando o ponto ideal de maturação. Até o início de janeiro de 2025, a colheita avançou lentamente, com destaque para o estado da Bahia, que registrou 1% da área colhida.

Nos demais estados produtores, como Mato Grosso, São Paulo e Paraná, os percentuais de colheita são mínimos, com Mato Grosso apresentando 0,4% da área colhida até a data. No total, a área colhida é de 0,2% em 12 estados produtores do Brasil.



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exportações batem recorde e superam R$ 3 bilhões pela primeira vez



Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 1,352 milhão de toneladas entre janeiro e dezembro de 2024, estabelecendo novo recorde para o setor. O número supera em 10% o total exportado em 2023, com 1,229 milhão de toneladas.

A receita das exportações anuais do setor superaram, pela primeira vez, o patamar de US$ 3 bilhões. Ao todo, foram obtidos US$ 3,033 bilhões com as exportações de 2024, saldo 7,6% superior ao alcançado no ano anterior, com US$ 2,818 bilhões.

No mês de dezembro, os embarques de carne suína totalizaram 109,5 mil toneladas, número 1,3% menor em relação ao mesmo período do ano anterior, com 110,9 mil toneladas. Já em receita, houve forte alta de 11,6%, com US$ 258,3 bilhões no último mês de 2024, contra US$ 231,5 bilhões no mesmo período do ano anterior.

Maiores importadores de carne suína do Brasil

Confira o volume total de carne suína adquirido entre janeiro e dezembro do ano passado pelos maiores importadores do produto brasileiro, com a variação em relação ao resultado obtido em 2023:

  • Filipinas: 254,3 mil t (+101,8%),
  • China: 241 mil t (-38%),
  • Chile: 113 mil t (+29,1%),
  • Hong Kong: 106,9 mil t (-15,5%),
  • Japão: 93,4 mil t (+131,6%),
  • Singapura: 79,1 mil t (+23%),
  • Vietnã: 52,5 mil t (+9,7%),
  • Uruguai: 46,6 mil t (-5,2%),
  • México: 42,8 mil t (+49,9%).

“O setor fechou o ano de 2024 aumentando expressivamente a capilaridade de suas exportações, incrementando significativamente a receita dos embarques e elevando a média mensal de embarques em mais de 10 mil toneladas. Os indicativos seguem positivos em 2025, com tendência de manutenção de fluxo para os países asiático e das Américas”, analisa o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Estados que mais exportaram

Santa Catarina fechou o ano de 2024 como maior exportador de carne suína do Brasil, com 730,7 mil toneladas (+10,1%); seguido pelo Rio Grande do Sul, com 289,9 mil toneladas (+3,2%); Paraná, com 185,5 mil toneladas (+9,1%); Mato Grosso, com 37,9 mil toneladas (+22%); e Mato Grosso do Sul, com 29,2 mil toneladas (+17,97%).



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AgroNewsPolítica & Agro

São Paulo certifica Indicação Geográfica (IG) de batata-doce



São Paulo lidera o ranking nacional de produção de batata-doce




Foto: Pixabay

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo  assinou a Resolução nº 92, certificando a regularidade do processo de Indicação Geográfica (IG) da batata-doce de Presidente Prudente e região. O reconhecimento é um marco para o setor agrícola, promovendo produtividade, competitividade e visibilidade para os produtos locais.

A documentação apresentada pela Associação dos Produtores de Batata-Doce de Presidente Prudente foi analisada e aprovada pela Secretaria, atendendo aos requisitos exigidos para a obtenção do selo. O processo seguiu para avaliação do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), que dará a palavra final sobre o reconhecimento oficial da Indicação Geográfica, conforme a Secretaria de Agricultura.

Com uma produção anual estimada em 182 mil toneladas e mais de 10 mil hectares cultivados, São Paulo lidera o ranking nacional de produção de batata-doce. A região de Presidente Prudente, considerada o maior polo produtor do estado, concentra cerca de 180 agricultores distribuídos em municípios como Alfredo Marcondes, Álvares Machado, Caiabu, Martinópolis, Narandiba, Pirapozinho, Presidente Bernardes e Santo Expedito. Além de abastecer o mercado interno, a produção é exportada para países do Mercosul e para a Europa.

A Indicação Geográfica é um ativo de propriedade intelectual regulamentado pela Lei de Propriedade Industrial nº 9.279, de 14 de maio de 1996. De acordo com o INPI, a certificação pode aumentar o valor de mercado do produto entre 20% e 50%, fortalecendo sua identidade e reputação no mercado.





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programas aumentam renda de produtores em até 106%



Um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revela que agricultores familiares que fornecem alimentos para programas do Governo Federal, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), aumentam significativamente sua renda, especialmente aqueles de menor poder aquisitivo. O estudo foi apresentado hoje (7) pelo instituto.

Agricultores participantes do PAA aumentam a renda entre 19% e 39%, enquanto aqueles que fornecem alimentos para o PNAE registram aumento entre 23% e 106%. Os maiores impactos são observados entre os agricultores de renda mais baixa, principal público-alvo dessas políticas.

“Os resultados mostram que as compras públicas de alimentos da agricultura familiar são estratégicas para melhorar os índices nutricionais da população, incentivar modelos produtivos sustentáveis e promover o desenvolvimento rural por meio da geração de renda aos produtores contemplados”, explicou Sandro Pereira Silva, técnico de planejamento e pesquisa do Ipea e um dos autores do estudo.

Como funcionam os programas?

No PAA, governos compram alimentos da agricultura familiar por meio de chamadas públicas, sem necessidade de licitação. A modalidade mais comum, a Compra com Doação Simultânea, prioriza grupos economicamente vulneráveis. Os alimentos adquiridos são doados a organizações assistenciais, presídios, restaurantes populares, cozinhas comunitárias, bancos de alimentos, entre outros.

Já o PNAE repassa recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para atender estudantes da educação básica nas redes municipal, estadual, distrital e federal. Pelo menos 30% desses recursos devem ser investidos diretamente em produtos da agricultura familiar.

Destaques da pesquisa

O estudo utilizou técnicas estatísticas para reduzir vieses e criar grupos comparáveis, analisando as bases de dados de compras dos programas e registros da Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP), posteriormente substituída pelo Cadastro da Agricultura Familiar (CAF).

Os resultados mostram que o PNAE tem um impacto médio maior sobre a renda dos agricultores em comparação ao PAA. “Isso pode indicar que os fornecedores do PAA têm menor capacidade de ofertar itens de maior valor agregado ou acessar políticas complementares, mas essa hipótese precisa ser investigada em estudos futuros”, apontam os autores.

Fatores que influenciam a participação

O estudo identificou que fatores como sexo, escolaridade e região influenciam na participação nos programas:

  • Agricultores homens, casados, com maior idade e mais integrantes na família têm maior probabilidade de participar.
  • Agricultores com ensino médio ou superior também têm mais chances de fornecer alimentos para os programas do que aqueles com menor escolaridade.
  • Regionalmente, agricultores do Norte têm maior participação no PAA, enquanto os do Sul e Sudeste lideram no PNAE.

Essas diferenças refletem tanto as características socioeconômicas dos agricultores quanto as regras específicas de cada programa. “O PAA, na modalidade de Compra com Doação Simultânea, é voltado a regiões com maior vulnerabilidade. Já o PNAE abrange todos os municípios brasileiros, com recursos proporcionais ao número de alunos da rede pública básica, sendo obrigatório destinar ao menos 30% desse valor à agricultura familiar”, explicou Sandro Pereira.



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