segunda-feira, julho 13, 2026

Autor: Redação

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Justiça decreta prisão de mais um suspeito por ataque em assentamento do MST



A Justiça de São Paulo acatou o pedido da Polícia Civil e decretou a prisão temporária de mais um suspeito envolvido no ataque ao assentamento Olga Benário, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Tremembé (SP). O crime, ocorrido na noite de sexta-feira (10), deixou dois homens mortos e outras seis pessoas feridas.

Antônio Martins, conhecido como “Nero do Piseiro”, foi detido no sábado (11) e teve a prisão temporária decretada por 30 dias. Apontado como mentor intelectual do ataque, Nero já possuía antecedentes criminais por porte ilegal de arma de fogo. Segundo a investigação, a motivação para o crime teria sido um desentendimento relacionado à negociação de um terreno dentro da área do assentamento.

Testemunhas identificaram Nero entre os responsáveis pelo ataque. Elas relataram que os criminosos chegaram ao local em carros e motos, e começaram a atirar momentos depois.

Mais uma prisão e andamento das investigações

Um terceiro homem foi preso pela Polícia Militar logo após o crime, por porte ilegal de arma de fogo. Contudo, de acordo com a Polícia Civil, não há ligação direta dele com o ataque, já que há indícios de que ele estaria no local para prestar socorro às vítimas.

A investigação segue sob a responsabilidade da Delegacia Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Taubaté.

Proteção

A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), Macaé Evaristo, informou que a partir desta segunda-feira (13), a equipe do Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas (PPDDH), vinculado à pasta, prestará atendimento individualizado no assentamento para dar apoio às famílias.

Desde a ocorrência, a Deic trabalha para identificar e prender todos os envolvidos, além de esclarecer completamente as circunstâncias do ataque. O caso foi registrado como homicídio, tentativa de homicídio e porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, no plantão da Delegacia Seccional de Taubaté.



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a resiliência da economia dos EUA e a inflação no Brasil; confira análise


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, traz um resumo da semana passada. O Ibovespa fechou a semana com leve alta, enquanto o dólar caiu 1,29%, encerrando a R$6,10. A agenda destacou a resiliência da economia dos EUA e o forte mercado de trabalho. No Brasil, a inflação de 2024 fechou acima da meta, em 4,8%.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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AgroNewsPolítica & Agro

CPR-F é oportunidade de investir em insumos



As aplicações da CPR-F são bastante amplas



Para os produtores, a CPR-F representa uma forma ágil e eficiente de obter recursos financeiros
Para os produtores, a CPR-F representa uma forma ágil e eficiente de obter recursos financeiros – Foto: USDA

A Cédula de Produto Rural Financeira (CPR-F ) é uma ferramenta essencial no financiamento do agronegócio brasileiro, como destacado pela Vox Fortuna. Ao contrário da CPR física, que está ligada à entrega de produtos, a CPR-F é um título financeiro que permite aos produtores captar recursos, com o pagamento garantido por valores financeiros futuros. Essa característica é crucial, pois possibilita o acesso a capital para o custeio, compra de insumos e investimentos em tecnologia antes da colheita.

Para os produtores, a CPR-F representa uma forma ágil e eficiente de obter recursos financeiros, sem a necessidade de esperar pela entrega dos produtos. Já para os investidores, a CPR-F oferece uma oportunidade de diversificação de portfólio, com rentabilidade competitiva e exposição a um setor estratégico e resiliente como o agronegócio. Isso torna a CPR-F uma alternativa atraente, especialmente considerando o cenário dinâmico e promissor do setor.

As aplicações da CPR-F são bastante amplas, abrangendo a produção agrícola, como soja, milho, algodão e café, além da pecuária, com foco em gado de corte e leite. Também é utilizada para financiar a compra de insumos essenciais, como fertilizantes, defensivos e sementes, que são fundamentais para garantir a produtividade e o sucesso das operações. As informações foram divulgadas no perfil oficial da VOX Fortuna na rede social LinkedIn.

“Diferente da CPR física, que está diretamente ligada à entrega de produtos, a CPR-F é um título financeiro que possibilita a captação de recursos pelos produtores, com pagamento lastreado em valores financeiros futuros”, afirma.

 





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Taxas futuras recuam em nova sessão de ajustes devido à agenda vazia


Logotipo Reuters

Por Fernando Cardoso

SÃO PAULO (Reuters) – As taxas dos DIs recuaram novamente nesta sexta-feira, no que foi o segundo pregão de 2025, com a baixa liquidez e a falta de novas notícias e dados econômicos no cenário doméstico permitindo novos ajustes nos prêmios de risco do país, na esteira das correções da véspera.

No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2026 estava em 15,07%, ante 15,191% do ajuste anterior. Já a taxa do contrato para janeiro de 2027 marcava 15,495%, ante o ajuste de 15,706%.

Entre os contratos mais longos, a taxa para janeiro de 2029 estava em 15,34%, ante 15,548% do ajuste anterior, e o contrato para janeiro de 2031 tinha taxa de 15,06%, de 15,257% anteriormente.

Os investidores têm aproveitado as primeiras sessões deste ano, marcadas por uma agenda macroeconômica vazia, para corrigir potenciais exageros nos preços de diversos ativos, incluindo as taxas de juros futuras, com algumas delas acumulando mais de 500 pontos-base de ganhos em 2024.

Assim como na véspera, o ajuste foi robusto, derrubando as taxas de alguns contratos em mais de 20 pontos-base, o que reforça a existência de um espaço para a queda dos prêmios de risco do país.

“Hoje estamos tendo uma correção… Seguimos com uma agenda macroecônomica bastante esvaziada. Sem indicadores relevantes, o mercado segue com essa postura em relação aos ativos”, disse Henrique Cavalcante, analista da Empiricus Research.

Analistas apontam, no entanto, que os fatores internos e externos que sustentaram as altas nas taxas futuras no ano anterior devem voltar ao foco dos investidores nas próximas semanas, a partir do momento que mais dados e notícias forem divulgados.

Na cena doméstica, o mercado ainda duvida do compromisso do governo em equilibrar as contas públicas, o que foi acentuado depois do anúncio pelo Executivo de um projeto de reforma do Imposto de Renda em novembro que ofuscou a apresentação de esperadas medidas de contenção dos gastos.

Mesmo após a aprovação dos projetos fiscais do governo no Congresso e do adiamento do debate sobre a reforma do IR, agentes financeiros têm indicado que ainda serão necessárias mais iniciativas para garantir uma trajetória saudável para a dívida pública.

O Banco Central também já sinalizou que vai apertar ainda mais a taxa Selic, tendo indicado mais dois aumentos de 1 ponto percentual nas duas próximas reuniões, após elevar a taxa em 1 ponto, a 12,25% ao ano, em dezembro.

No exterior, os rendimentos elevados dos Treasuries também têm sido um fator para os níveis altos dos juros futuros no Brasil, com os mercados globais reduzindo as expectativas sobre cortes na taxa de juros pelo Federal Reserve, uma vez que a economia norte-americana tem mostrado sinais de resiliência.

Em uma das únicas divulgações econômicas desta sexta, a pesquisa PMI sobre a indústria dos EUA, divulgada pelo Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM), o setor industrial do país apresentou em dezembro um resultado melhor do que o esperado em pesquisa da Reuters — 49,3 contra projeção de 48,4.

O resultado reforçou a percepção de força da economia e consolidou ainda mais as apostas de que o banco central dos EUA deve optar por manter os juros elevados em suas próximas reuniões.

“O PMI mostrou mais uma vez que o mercado está subestimando a força da economia norte-americana… Uma economia mais forte e mais resiliente do que o esperado requer, como o Fed já adiantou, uma taxa de juros elevada”, afirmou Cavalcante.

Os mercados também têm projetado que o novo governo de Donald Trump, que prometeu medidas consideradas inflacionárias, como cortes de impostos e imposição de tarifas, devem reforçar ainda mais o cenário de juros elevados por mais tempo.

O rendimento do Treasury de dois anos–que reflete apostas para os rumos das taxas de juros de curto prazo– tinha alta de 3 pontos-base, a 4,281%.





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China quebra recorde em importações de soja!



A China importou a maior quantidade de soja da história em 2024, enquanto compradores preocupados com as crescentes tensões comerciais entre EUA e China se apressaram para garantir estoques dos EUA antes da posse do presidente eleito Donald Trump.

Segundo informações da Agência Reuters, o maior comprador mundial da oleaginosa importou 105,03 milhões de toneladas de soja em 2024, um aumento de 6,5% em relação ao ano anterior, de acordo com dados alfandegários divulgados hoje (13). 

Os volumes recordes de importação anual foram impulsionados pela queda nos preços da soja na Bolsa de Chicago em 2024, fortes margens de esmagamento e preparações dos compradores devido às preocupações com uma guerra comercial, disse Rosa Wang, analista da consultoria agropecuária JCI, com sede em Xangai.

Em dezembro, as chegadas caíram 0,2%, para 7,94 milhões de toneladas, em comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo cálculos da Reuters com base nos dados alfandegários. O volume ficou abaixo das estimativas dos analistas, que apontavam cerca de 8,2 milhões de toneladas a serem adquiridas, marcando o menor volume em quatro anos. “Isso pode ser devido à velocidade no processo de liberação alfandegária”, disse Wang.

Nos últimos meses de 2024, os compradores chineses importaram volumes maiores do que o usual de soja dos EUA, apesar das alternativas brasileiras mais baratas, como forma de se proteger contra uma possível guerra comercial entre Pequim e Washington durante a presidência de Trump.

O novo presidente assume o cargo em 20 de janeiro e prometeu tarifas de até 60% sobre produtos chineses, medidas que, segundo analistas, podem prejudicar o comércio internacional, elevar custos e provocar retaliações.

Embora ainda não esteja claro como a China responderá às tarifas sob a nova administração dos EUA, comerciantes na China afirmaram ter se preparado diversificando fornecedores e aumentando os estoques.

Mesmo sem uma guerra comercial, o fornecimento abundante e as margens fracas de esmagamento devem reduzir a futura demanda de importação de soja dos EUA, afirmou a BMI Research em uma nota.

“Embora uma presidência de Trump possa reacender as tensões comerciais entre os EUA e a China continental, assim como possíveis tarifas chinesas sobre as exportações de soja dos EUA, prevemos que o declínio esperado na demanda chinesa mitigue os impactos nos preços”, disse a BMI Research.

As margens de esmagamento no principal centro de processamento da China, em Rizhao, têm sido negativas desde novembro e estavam recentemente em uma perda de 225,04 yuan (US$ 30,69) por tonelada de soja processada.



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AgroNewsPolítica & Agro

Ciclo do fósforo é chave para sustentabilidade



Bactérias como as do gênero Pseudomonas são protagonistas na mineralização do fósforo



Os fungos micorrízicos, como os do gênero Glomus, também desempenham um papel vital
Os fungos micorrízicos, como os do gênero Glomus, também desempenham um papel vital – Foto: Agrolink

O Fósforo é essencial para o desenvolvimento das plantas, atuando na formação de ATP, ácidos nucleicos e na fotossíntese, segundo Marcus Lourenço “Polé”, Assessor Científico da OMG International Brasil. Contudo, sua disponibilidade no solo é limitada em razão da formação de fosfatos pouco solúveis, principalmente em pH ácido ou alcalino. Nesse cenário, os microrganismos do solo são aliados indispensáveis, tornando o Fósforo acessível às plantas e promovendo práticas agrícolas mais sustentáveis.  

Bactérias como as do gênero Pseudomonas são protagonistas na mineralização do fósforo, liberando ácidos orgânicos, como o cítrico, que solubilizam fosfatos de cálcio e alumínio. Em solos ricos em minerais fosfatados, a inoculação com essas bactérias aumenta a eficiência no uso do nutriente, reduzindo a necessidade de fertilizantes químicos. Além disso, a adição de compostos orgânicos, como esterco, estimula essas bactérias, potencializando a liberação de fósforo para as plantas.  

Os fungos micorrízicos, como os do gênero Glomus, também desempenham um papel vital. Eles ampliam a absorção de fósforo ao aumentar a área de contato com o solo, formando uma simbiose com as raízes das plantas. Essa interação é especialmente benéfica em solos pobres, favorecendo culturas como trigo, milho e soja. Para maximizar os benefícios, é importante evitar práticas que inibam a simbiose, como compactação do solo ou uso excessivo de fertilizantes químicos.  

“Combine o uso de microrganismos solubilizadores e fungos micorrízicos com técnicas como rotação de culturas e manejo do pH do solo para garantir um sistema agrícola mais eficiente e ecológico”, comenta.

 





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Semana começa com alerta de temporais no Nordeste e Centro-Oeste



Após um domingo de tempo firme no oeste e parte do sul do Rio Grande do Sul, além de sol e calor predominando na maior parte dos estados do Sudeste, a segunda-feira (13) será marcada por mudanças climáticas significativas em várias regiões do Brasil. Confira os detalhes da previsão, segundo a Climatempo:

Sul

A chuva continua de forma irregular na região Sul. O dia será de sol com poucas nuvens, intercalado por pancadas à tarde e à noite no sul, litoral, serra e norte do Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná. No litoral paranaense, as pancadas podem ocorrer a qualquer momento.

Sudeste

A semana começa com maior entrada de umidade proveniente do Norte, organizando chuva em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. O dia terá aberturas de sol na maior parte de São Paulo, mas a chuva ganha força à tarde com risco de temporais. Alerta especial para Minas Gerais e Rio de Janeiro, onde podem ocorrer volumes intensos de chuva, incluindo áreas do Espírito Santo.

Centro-Oeste

No Centro-Oeste, o destaque é para pancadas de verão em Campo Grande (MS). Contudo, o alerta se intensifica em Mato Grosso, Goiás e no Distrito Federal, onde a chuva pode ocorrer em vários momentos com intensidade moderada a forte, podendo causar transtornos. O extremo sudoeste de Mato Grosso do Sul permanecerá sem chuva.

Nordeste

A Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) mantém o alerta elevado para temporais no Nordeste. A semana começa com uma frente fria atuando na Bahia, enquanto Maranhão, Piauí e Bahia acumulam grande quantidade de umidade. Há risco de transtornos devido a volumes altos de chuva, principalmente no Ceará, interior do Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco.

Norte

No Norte, a ZCAS continua organizando chuvas intensas no Tocantins, sul do Pará e Amazonas. O risco de temporais permanece alto. Acre, Rondônia e o litoral do Pará também terão tempo instável. Em contrapartida, o leste e norte do Amapá terão chuvas mais irregulares, enquanto Roraima segue com tempo firme.



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Chuvas deixam 9 mortos em MG e SE; deslizamento e rodovia que desabou são os principais casos



Fortes chuvas que atingiram o país neste domingo (12) provocaram ao menos nove mortes em Minas Gerais e Sergipe. Em Ipatinga (MG), deslizamentos de terra deixaram seis mortos e três pessoas desaparecidas. Já em Capela (SE), o desabamento de um trecho da rodovia SE-438 causou três mortes.

Tragédia em Ipatinga (MG)

De acordo com o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, os deslizamentos registrados em Ipatinga ocorreram após um temporal que acumulou 80 mm de chuva em menos de uma hora. Entre as vítimas fatais estão um menino de 8 anos, uma idosa de 70 e um homem de 30 anos. Três pessoas ainda estão desaparecidas.

A prefeitura da cidade declarou estado de calamidade pública e informou que trabalha com equipes da Defesa Civil para localizar possíveis vítimas soterradas. “Estamos vivendo um cenário de guerra”, afirmou o prefeito Gustavo Nunes, em entrevista.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, usou as redes sociais para anunciar que visitará a cidade nesta segunda-feira (13). Ele também pediu aos moradores que evitem áreas de risco e busquem locais seguros.

Rodovia desaba em Capela (SE)

No município de Capela, em Sergipe, o desabamento de um trecho da rodovia SE-438 durante a madrugada resultou na morte de três pessoas, que foram arrastadas pelas águas. A Defesa Civil informou que choveu 121,4 mm na cidade nas últimas 24 horas, contribuindo para o colapso da via.

O governador de Sergipe, Fábio Mitidieri, esteve no local para acompanhar os trabalhos das equipes de salvamento e alertou que a rodovia permanece interditada.
Estado de alerta

As chuvas intensas em Minas Gerais e Sergipe reforçam a necessidade de atenção às áreas de risco, especialmente diante de volumes de chuva elevados. As autoridades seguem monitorando as condições climáticas e mobilizadas para evitar novas tragédias.



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Polícia recupera caminhão e 15 cabeças de gado após roubo em SP



Agentes da Polícia Militar de São Paulo e da Guarda Civil Municipal (GCM) de Laranjal Paulista, cidade próxima a Itapetininga, recuperaram um caminhão e 15 cabeças de gado em uma estrada rural. O veículo havia sido roubado em Conchas (SP) e utilizado no furto dos animais em Laranjal Paulista, segundo a GCM.

O caso teve início quando um motorista de 32 anos foi chamado para realizar um frete em Conchas. Ao chegar ao local combinado, ele foi rendido por três homens armados. De acordo com a vítima, após rodar por cerca de duas horas com os suspeitos, ele foi abandonado em uma rodovia de Cesário Lange (SP).

No dia seguinte, um criador de 62 anos percebeu o furto de 15 cabeças de gado, avaliadas em aproximadamente R$ 60 mil. Ele também notou rastros de um caminhão em sua propriedade e registrou o caso.

Durante as buscas, equipes da GCM e da PM localizaram o caminhão tombado em uma estrada rural de Laranjal Paulista. Dois bois ainda estavam presos no veículo, enquanto os demais animais haviam fugido para uma área de pasto. Após a verificação dos registros, constatou-se que o veículo havia sido roubado.

O caminhão foi devolvido ao proprietário, e as 15 cabeças de gado foram recuperadas e entregues ao criador. As investigações sobre o caso continuam, mas, até o momento, ninguém foi preso.



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Boicote francês à soja e carne brasileiras em 2024 deixa aprendizados para 2025



O boicote de marcas francesas à soja e à carne brasileiras em 2024 gerou uma crise diplomática, mas também reforçou a união entre o setor produtivo, o governo federal e a sociedade. A decisão da Danone e do Carrefour de suspender compras de produtos brasileiros foi motivada por questionamentos sobre a sustentabilidade da produção nacional e pela implementação da lei europeia anti-desmatamento.

A crise teve início em outubro, quando um executivo da Danone afirmou que a empresa havia deixado de comprar soja brasileira, substituindo-a por fornecedores asiáticos. A justificativa foi a exigência da União Europeia de comprovar a origem sustentável das matérias-primas. Apesar de a Danone Brasil desmentir a informação, o episódio gerou repercussão negativa.

Em novembro, o Carrefour francês anunciou a suspensão das compras de carne bovina do Mercosul. A decisão foi tomada em meio a protestos de agricultores franceses contra o acordo de livre comércio entre a União Europeia e o bloco sul-americano.

A medida provocou uma resposta enérgica do governo brasileiro, que recomendou que frigoríficos não fornecessem carne às unidades brasileiras da rede. “Se não serve para os franceses, também não servirá para os brasileiros”, declarou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.

Reação unificada e aprendizados

A crise provocada pelos boicotes resultou em uma reação conjunta entre produtores rurais, governo e sociedade. Para especialistas, o episódio demonstrou a capacidade do país de defender sua produção de forma articulada. “Quando o produto brasileiro é questionado de forma injusta lá fora, é natural que todos os setores se unam em defesa da produção nacional”, afirmou Leonardo Munhoz, pesquisador da FGVAgro.

O episódio também trouxe aprendizados importantes para o agronegócio em 2025, com destaque para a necessidade de uma comunicação mais eficaz sobre a sustentabilidade da produção brasileira. “Precisamos demonstrar de forma mais clara a sustentabilidade do agro, usando como base o Código Florestal, que é único no mundo”, ressaltou Munhoz.

A mobilização reforçou o orgulho da população brasileira em relação ao agronegócio e à competitividade do setor, que continua a enfrentar desafios globais com resiliência e inovação.



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