domingo, julho 12, 2026

Autor: Redação

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Boi gordo teve valorização generalizada na semana; mas alta vai continuar?


O mercado brasileiro de boi gordo registrou alta de preços no decorrer da semana passada.

Conforme o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, os frigoríficos ainda encontram grande dificuldade na composição de suas escalas de abate, que permanecem posicionadas entre três e seis dias úteis na média nacional.

“A demanda por carne bovina permanece aquecida na exportação, uma vez que o Brasil segue como melhor alternativa global para o fornecimento da proteína, com grandes predicados na comparação aos concorrentes”, salienta.

Preços médios da arroba do boi na semana

Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do país estavam assim no dia 16 de janeiro:

  • São Paulo (Capital): R$ 335, alta de 1,52% frente aos R$ 330 registrados na semana passada
  • Goiás (Goiânia): R$ 325, avanço de 3,17% perante os R$ 315 do período anterior
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 320, aumento de 1,59% frente ao fechamento de 10 de janeiro, de R$ 315
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 330, aumento de 3,13% frente aos R$ 320 da última semana
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 320 a arroba, 1,59% acima dos R$ 315,00 registrados no encerramento da semana anterior
  • Rondônia (Vilhena): R$ 295, avanço de 1,72% em relação aos R$ 290 praticados no último período

Mercado atacadista

carnecarne

O mercado atacadista apresentou preços mais altos na semana. Conforme Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere reajustes no curto prazo, uma vez que as exportações permanecem em ótimo nível, enxugando o mercado doméstico.

“Essa dinâmica será essencial para justificar reajustes dos preços da carne bovina no mercado interno. Por outro lado, o baixo poder de compra da população tende a dificultar altas muito contundentes nos preços dos cortes bovinos”, aponta o analista.

O quarto do dianteiro do boi foi cotado a R$ 18,50 o quilo, alta de 8,82% frente ao valor praticado na semana passada, de R$ 17. Já o quarto do traseiro do boi foi vendido por R$ 26,50 o quilo, baixa de 1,12% frente aos R$ 26,80 por quilo registrados anteriormente.

Exportações de carne

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 335,83 milhões em janeiro (7 dias úteis), com média diária de US$ 47,975 milhões, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 66,397 mil toneladas, com média diária de 9,485 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.057,90.

Em relação a janeiro de 2024, houve alta de 28,5% no valor médio diário da exportação, ganho de 14,9% na quantidade média diária exportada e avanço de 11,8% no preço médio.



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Prêmio da CNA que reconhece melhores geleias artesanais está com inscrições abertas



Estão abertas as inscrições para o Prêmio CNA Brasil Artesanal 2025 Geleia até o dia 23 de fevereiro. A edição abre a programação de concursos neste ano, com o objetivo de reconhecer e valorizar produtores rurais de todo o Brasil.

O formulário de inscrição está disponível e o regulamento também pode ser consultado aqui.

O concurso é promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em parceria com a Embrapa Agroindústria de Alimentos, o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital/SAA-SP) e o Sebrae Nacional. Os interessados vão concorrer nas categorias simples e mista.

Os principais requisitos para o concurso é ter produção anual de até 50 toneladas de geleia e atender à legislação vigente. Após a inscrição, o produtor deverá enviar uma quantidade mínima de um quilo da geleia dividida em, pelo menos, seis embalagens individuais para avaliação.

Etapas de avaliação do Prêmio CNA

O prêmio é realizado em três etapas de avaliação – júri técnico, júri popular e história do produto. Os produtores de geleias que cultivam matérias-primas para fabricação de seus produtos receberão um bônus de 10% sobre a sua pontuação final, conforme regulamento .

Os cinco finalistas das duas categorias, simples e mista, serão premiados com valores em dinheiro. Os três primeiros vão ganhar também o Selo de Participação Ouro, Prata e Bronze.

A premiação é uma iniciativa do Programa Nacional de Alimentos Artesanais e Tradicionais da CNA. O objetivo é valorizar os pequenos e médios produtores, com foco na profissionalização da atividade e na agregação de valor dos alimentos que produzem.

O Prêmio CNA Brasil Artesanal é realizado desde 2019. Já foram feitos concursos para produtores de chocolates, queijos, salames, cachaças, charcutaria, azeites e vinhos, cafés especiais, mel e cerveja.



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Brasil bate recorde de exportações para os EUA com indústria e agro na dianteira


As exportações brasileiras para os Estados Unidos atingiram um marco histórico em 2024, totalizando US$ 40,3 bilhões, crescimento de 9,2% em relação ao ano anterior, segundo o Monitor do Comércio Brasil-EUA da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil).

O desempenho já coloca o Brasil como um dos principais fornecedores para os norte-americanos, à frente até mesmo de parceiros comerciais tradicionais, casos de Alemanha, Japão, México e Índia.

“O Brasil está ganhando mercado nos Estados Unidos e se posicionando muito bem”, afirma Abrão Neto, CEO da Amcham Brasil. Ele também ressalta que as exportações de bens industriais, que atingiram o recorde de US$ 31,6 bilhões, são um vetor de crescimento, gerando renda e empregos no país.

De acordo com ele, o país da América do Norte já é o principal destino de bens brasileiros com maior agregação de valor, o que reafirma a relevância da parceria comercial.

De acordo com ele, o comércio bilateral entre as nações, que somou US$ 80,9 bilhões em 2024, o segundo maior valor da série histórica, reflete a relevância da relação entre os países.

Contudo, o relatório da entidade destaca que a posse do presidente eleito Donald Trump, marcada para a próxima segunda-feira (20), traz um cenário de incertezas para 2025, com possíveis mudanças na política comercial do país, incluindo a introdução de tarifas.

“O cenário internacional está carregado de incertezas, com disputas geopolíticas, guerras e possíveis mudanças na política tarifária dos Estados Unidos. Embora o Brasil não seja um alvo preferencial, como a China, qualquer ajuste na política comercial pode impactar setores estratégicos, como já aconteceu com o aço no passado”, pondera Abrão Neto.

Impacto e perspectivas para 2025

As projeções da Amcham indicam que o fluxo comercial Brasil-Estados Unidos se manterá robusto em 2025, próximo aos picos da série histórica.

A estimativa tem lastro em relatórios da Organização Mundial do Comércio (OMC), que prevê um crescimento de 3% no comércio global, enquanto o Fundo Monetário Internacional (FMI) estima avanços de 2,8% no Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos e de 2% no do Brasil, ambos impulsionando a demanda por comércio exterior.

“Do lado empresarial, a relação entre os dois países é consolidada, madura e pragmática. A expectativa é de que eventuais discordâncias sejam resolvidas por meio de diálogo e diplomacia, preservando os avanços econômicos alcançados nos últimos anos”, destaca o executivo.

Agro e indústria do Brasil na dianteira

carne bovinacarne bovina
Foto: Freepik

Os setores de agropecuária, indústria extrativa e de transformação devem continuar liderando o crescimento das exportações brasileiras para os Estados Unidos, prevê a Amcham.

De acordo com a Câmara, produtos como petróleo bruto, aeronaves, café e carne bovina, que já se destacaram em 2024, têm potencial para seguir contribuindo para a pauta exportadora.



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AgroNewsPolítica & Agro

Governo atualiza zoneamento agrícola para cultivo de canola



Atualização visa proporcionar maior embasamento técnico para o cultivo da cultura




Foto: Pixabay

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou, nesta terça-feira (14), no Diário Oficial da União, a atualização do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) para a cultura da canola, que tem se expandido no Brasil. A atualização visa proporcionar maior embasamento técnico para o cultivo da cultura, especialmente nas regiões tropicais.

Em 2024, o Brasil cultivou 186.240 hectares de canola, com a principal zona de produção localizada no Rio Grande do Sul, seguida por Paraná, Mato Grosso, Santa Catarina e o Distrito Federal. Segundo Gilberto Cunha, agrometeorologista da Embrapa Trigo e coordenador do trabalho, o ZARC atualizado trará melhores condições para o avanço da cultura no país, proporcionando uma gestão mais eficiente dos riscos climáticos.

A canola é uma cultura de inverno que se destaca pela alta produtividade de óleo por hectare. A totalidade da produção de canola no Brasil é voltada para a produção de óleo comestível, além de ser utilizada para biocombustíveis e como farelo na alimentação animal. O óleo de canola é conhecido por seu elevado valor nutricional e pode ser utilizado para diversos fins industriais.

Com a atualização de 2024, o ZARC foi elaborado com base na nova sistemática de avaliação da disponibilidade de água nos solos, considerando seis classes em vez da tipificação anterior. A nova metodologia também inclui a análise de riscos de seca e geada para otimizar a produção e reduzir as perdas. A ferramenta contempla municípios e épocas ideais para a semeadura da canola, com a possibilidade de perdas de rendimento abaixo de 20%, 30% e 40%.

O ZARC para a canola pode ser consultado no aplicativo Zarc Plantio Certo, desenvolvido pela Embrapa Agricultura Digital e disponível gratuitamente para iOS e Android, além de poder ser acessado pela plataforma Painel de Indicação de Riscos, no site do Ministério da Agricultura.





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AgroNewsPolítica & Agro

Brasil expande exportação de carnes para o Peru



Brasil autoriza novas plantas frigoríficas para o Peru




Foto: Pixabay

O governo peruano, por meio do Servicio Nacional de Sanidad Agraria (SENASA), autorizou, no dia 14 de janeiro, a exportação de produtos de nove novas plantas frigoríficas brasileiras para o país. A medida inclui plantas localizadas em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo, além de uma unidade no Rio Grande do Sul dedicada à carne de aves.

Desde janeiro de 2023, o Peru importa carne suína do estado do Acre, e com as novas habilitações, a exportação de carne suína será expandida para os estados mencionados, enquanto a carne de aves também passará a ser exportada a partir do Rio Grande do Sul.

Em 2024, o Brasil exportou mais de US$ 755 milhões em produtos agropecuários para o Peru, com destaque para a soja, fibras têxteis, frutas, nozes e lácteos. As exportações de carne para o país superaram US$ 141 milhões no ano anterior. Com as novas habilitações, espera-se um aumento significativo nas exportações de carne suína e de aves, beneficiando toda a cadeia produtiva brasileira.

Esses resultados refletem o trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).





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Aumente o sucesso do seu negócio com ferramentas digitais



As redes sociais revolucionaram a maneira como as empresas interagem com os clientes. Neste ano, tecnologias inovadoras e conexões humanas podem ser os pilares para engajar e conquistar clientes. Os pequenos negócios devem acompanhar as tendências para se destacarem no cenário digital e, claro, para conseguirem bons resultados. 

Os produtores rurais também podem aproveitar essas tendências de mercado. Para Silmara Regina de Souza, consultora de negócios do Sebrae-SP, o uso de tecnologias mais avançadas como realidade aumentada, inteligência artificial e automação podem ser aproveitadas mesmo nos pequenos negócios. 

Confira as sete tendências destacadas pela consultora  do Sebrae-SP:

  1. Realidade aumentada e virtual – experiências imersivas ganharão força, permitindo que marcas criem eventos virtuais e lojas interativas, para engajamento mais profundo com os consumidores. 
  1. Inteligência artificial e automação –  Ferramentas de IA personalizarão conteúdos e devem otimizar campanhas. No entanto, a autenticidade será essencial para engajar seguidores.

“A automação inteligente pode aprimorar o atendimento ao cliente, enquanto ferramentas generativas permitirão a produção rápida e criativa de conteúdo. Porém, é preciso cuidado para não gerar uma “comoditização” do conteúdo. A autenticidade será cada vez mais valorizada pelos seguidores”, explica Silmara.

  • 3. Conteúdo efêmero e vídeos verticais – Stories e TikToks continuarão em alta. 

“Os vídeos curtos e dinâmicos continuarão dominando as estratégias de conteúdo. O desafio é passar a mensagem em poucos segundos e reter a atenção do seguidor.”

  • 4. Social commerce – Com compras integradas às redes, plataformas podem  transformar o entretenimento em vendas diretas.

“Funcionalidades de compra direta permitirão uma experiência de consumo fluida, aumentando a importância das redes sociais como canal de vendas. Nesse contexto, o TikTok se destaca pois está investindo cada vez mais em recursos que possibilitem a compra na plataforma.

  • 5. Comunidades –  Formar grupos com interesses em comum será uma estratégia poderosa para fidelizar clientes e criar engajamento genuíno.
  • 6. Foco em conversação – Recursos como mensagens diretas e atendimento automatizado tornarão o diálogo com o público mais eficiente e humanizado. De acordo com Silmara, o Instagram está investindo cada vez mais em conversas, lançando recursos e aprimorando as “DMs” (mensagens diretas) para incentivar os usuários a se manterem dentro da rede. 

“Nesse sentido, o marketing conversacional, que é aquele que usa estratégias focadas em conversas para vender, ganha cada vez mais espaço”, argumenta.

  • 7. Autenticidade –  Marcas e influenciadores deverão priorizar narrativas reais e envolventes para conquistar a confiança do público.

“Os influenciadores serão impulsionados a revisitar suas formas de comunicação, saindo da “publi” tradicional e indo para uma abordagem mais próxima do público e realista. O conteúdo, inclusive da publicidade, deverá ser mais significativo e impactante”, finaliza Silmara.

Como o Sebrae-SP pode ajudar?

O Sebrae-SP oferece consultorias, cursos e palestras para ajudar pequenos empresários a adotarem essas tendências, transformando desafios em oportunidades de crescimento.

Os micro e pequenos empreendedores, inclusive, produtores rurais podem buscar informações em qualquer ponto de atendimento do Sebrae-SP na região. Confira os endereços AQUI 



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Viu esta? Especialista faz a conta de quanto uma fazenda de gado de corte fatura por ano



O zootecnista, consultor e escritor Antonio Chaker estreou a terceira temporada do programa “Dicas do Chaker”, no programa Giro do Boi, transmitido pelo Canal Rural. Logo no primeiro episódio, ele revelou uma fórmula simples para determinar o faturamento anual ideal de uma fazenda de gado de corte com base no valor da propriedade. Veja o vídeo abaixo:

Quanto a fazenda de gado deve lucrar?

De acordo com Chaker, o cálculo pode ser aplicado a qualquer tipo de sistema produtivo, seja cria, recria, engorda ou ciclo completo.

Segundo o especialista, uma fazenda deve entregar um lucro equivalente a 4% do valor da propriedade. Por exemplo, se vale R$ 10 milhões, ela precisa gerar um lucro anual de R$ 400 mil. No entanto, a conta não para por aí. Para alcançar esse lucro, é preciso calcular o faturamento total necessário.

Tomando como referência fazendas com uma margem média de 30% no ciclo completo, o faturamento ideal seria calculado dividindo o lucro esperado pela margem.

Assim, no caso de uma propriedade avaliada em R$ 10 milhões, o faturamento necessário seria de R$ 1,33 milhão para que, descontados os custos, restem os R$ 400 mil de lucro.

Quantos animais abater?

Chaker também explicou como transformar esses números em metas práticas. Considerando que o preço médio de venda de uma cabeça de gado é de R$ 5.000, seriam necessários 266 animais abatidos ao ano para atingir o faturamento de R$ 1,33 milhão.

Ele destacou que o planejamento estratégico começa com esse cálculo, permitindo que o pecuarista estabeleça metas de produção, controle de custos e aproveitamento de margens. “Tudo começa aqui”, enfatizou.

Com mais 11 episódios pela frente, o quadro “Dicas do Chaker” trará insights sobre a gestão de pessoas, processos e técnicas para aumentar a visão empreendedora no agronegócio.



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AgroNewsPolítica & Agro

Brasil deve exportar menos milho em 2024/25, aponta Conab


A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou, em seu 4º levantamento da safra de grãos 2024/25, que o plantio da primeira safra de milho no Brasil alcançou 80,8% da área prevista até o fim de dezembro. Embora o cultivo continue nos estados do Maranhão, Piauí, Bahia e Pará, ele deverá ser concluído até meados de março. O clima tem favorecido o desenvolvimento da cultura, com chuvas frequentes intercaladas com períodos de sol nas principais regiões produtoras. Contudo, a Região Sul, especialmente no Rio Grande do Sul, tem registrado redução nas precipitações, o que vem causando deficit hídrico em algumas lavouras, prejudicando o potencial produtivo.

A área total para o plantio da primeira safra de milho em 2024/25 foi estimada em 3.717 mil hectares, 6,4% inferior ao ano passado, devido à baixa cotação do cereal no mercado, o que motivou os agricultores a diversificarem as opções de cultivo.

O plantio da segunda safra de milho começou no Mato Grosso e deve se intensificar entre o fim de janeiro e fevereiro, dependendo da colheita da soja. A previsão é que a área de plantio da segunda safra atinja 16.596,6 mil hectares, 1% maior do que no ciclo anterior, devido ao aumento de custos de produção e à cotação do milho.

A colheita da terceira safra já foi finalizada, com 643,3 mil hectares plantados e produção estimada de 2.480,3 mil toneladas.

Em termos de produção total, a Conab estima que a safra 2024/25 gerará 119,6 milhões de toneladas de milho, o que representa um aumento de 3,3% em relação à safra anterior. A previsão é que a produtividade aumente 3,8%, embora a área plantada total tenha uma redução de 0,4%.

No mercado interno, a demanda por milho deve aumentar em 3,3%, totalizando 86,4 milhões de toneladas consumidas no Brasil durante 2025. Já nas exportações, a Conab projeta uma redução no volume enviado ao exterior, com 38,5 milhões de toneladas esperadas para 2023/24, representando uma queda de 29,5% em relação ao ciclo anterior. Para 2024/25, espera-se uma leve redução nas exportações devido à maior demanda interna e à menor oferta do cereal para comercialização internacional.

Quanto aos estoques de milho, a previsão é que ao final da safra 2024/25, o Brasil termine com 3,4 milhões de toneladas armazenadas, um aumento de 40,8% em comparação à safra anterior.





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Quatro etapas são fundamentais na adubação de pastagens, diz zootecnista



A adubação das pastagens é fundamental para garantir a saúde do solo e a produtividade do rebanho. De acordo com a zootecnista Sabrina Coneglian, quatro pilares são necessários para desempenhar a ação de forma correta.

“O primeiro passo é entender que a adubação é uma prática escalonada, ou seja, é preciso iniciar o processo com uma amostragem de solo para compreender quais os minerais presentes e os faltantes, os que necessitam de reposição”.

Segundo ela, a partir de então, a segunda etapa consiste em fazer a correção do ph do solo. “Sabemos que a maioria dos solos brasileiros têm o ph ácido, então é necessário corrigi-lo com calcário”, detalha.

A zootecnicista afirma que o próximo fundamento é a gessagem para fortalecer as camadas mais profundas do espaço e para aumentar as raízes, passos fundamentais à construção de perfil de solo.

“A adubação em si é a quarta etapa; depois de se cumprir todos esses passos e [o solo] estando pronto, a planta com uma raiz bem profunda, a pastagem vai receber essa adubação para absorver [os nutrientes] da melhor maneira”.

Benefícios da correta adubação

Sabrina conta que a adubação feita de forma direta traz benefícios diretos, como a maior quantidade e qualidade da forrageira, o que favorece o ganho de peso e a maior produção de leite dos animais, além de trazer uma rebrota mais vigorosa e gerar mais rentabilidade ao produtor.

A especialista conta que a fertilização química ainda é a mais utilizada, mas a biológica tem ganhado espaço. “É uma super alternativa pensando até no clima brasileiro: temos água, luz e temperatura [para que] os microrganismos possam fazer o seu papel de multiplicação e auxiliar nessa saúde do solo”.

Diante disso, a zootecnicista alerta para a necessidade de o pecuarista se atentar aos “4 Cs”: fertilizante certo para a localidade; dose correta; hora certa; e época correta.

No Brasil existem milhões de hectares de pastagens com algum nível de degradação. De acordo com Sabrina, quando o espaço dedicado ao pastejo do gado atinge níveis moderados de deterioração, impactos na qualidade e quantidade da forrageira já são perceptíveis, o que faz o pecuarista a ter prejuízos no ganho de peso dos animais e na produção de leite.

“Quando se passa por uma degradação severa ou até mesmo pela erosão, que é a falta de nutrientes ou de reciclagem desses nutrientes, o pecuarista tem um um custo muito maior de reforma da pastagem e não mais apenas de recuperação […], assim o custo é muito maior”.

A zootecnicista aconselha que o pecuarista faça a adubação mesmo que em pequenas áreas e de forma gradativa, mas constante. “Não deixe de adubar por mais de um ano, faça essa manutenção anualmente para não correr o risco de ter uma erosão desse solo”, finaliza.



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Financiamento em baixa e inovação em alta



Outro ponto relevante da pesquisa é a adoção de novas tecnologias



Por fim, o estudo também revela que os agricultores planejam aumentar os investimentos em calcário (18%) e manter os investimentos em defensivos (79%)
Por fim, o estudo também revela que os agricultores planejam aumentar os investimentos em calcário (18%) e manter os investimentos em defensivos (79%) – Foto: Canva

Uma pesquisa recente realizada pela Fiesp com 514 produtores agropecuários de todo o Brasil revela que uma parcela significativa dos agricultores e pecuaristas não pretende buscar financiamento para a próxima safra. De acordo com o levantamento, 29% dos agricultores e 35% dos pecuaristas preferem utilizar recursos próprios em vez de recorrer a crédito. Entre os principais motivos para essa decisão estão os obstáculos na obtenção de financiamento, como as altas taxas de juros (apontadas por 54% dos entrevistados) e as exigências burocráticas e processos de aprovação lentos (mencionados por 23%).

O estudo também indica que a maioria dos produtores já recorreu a algum tipo de financiamento na última safra, com 69% dos agricultores e 52% dos pecuaristas buscando crédito, principalmente para a aquisição de insumos e equipamentos. Desses, 33% obtiveram recursos em bancos oficiais, 17% em bancos privados, 15% em revendas e 13% em cooperativas de crédito.

Outro ponto relevante da pesquisa é a adoção de novas tecnologias. O Monitor de Tendências do Agronegócio Brasileiro apontou que os custos iniciais elevados e o custo do crédito são os maiores desafios para os produtores ao investir em inovações. Entre os agricultores, a análise de dados e os bioinsumos estão entre as tecnologias mais adotadas, enquanto os pecuaristas têm investido principalmente em nutrição animal. Além disso, 58% dos produtores são considerados adotantes intermediários de tecnologia, enquanto 20% são pioneiros.

Por fim, o estudo também revela que os agricultores planejam aumentar os investimentos em calcário (18%) e manter os investimentos em defensivos (79%), ao mesmo tempo em que os pecuaristas tendem a investir na recuperação de pastagens (28%) e manter o gasto com concentrados (70%). A pesquisa foi encomendada pelo Departamento do Agronegócio da Fiesp à Kynetec Brasil e visa identificar tendências, necessidades e fornecer subsídios para o planejamento estratégico das agroindústrias.

 





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