A gripe aviária tem causado problemas a população dos Estados Unidos. Desde o início do surto, há quase três anos, o vírus H5N1 exterminou cerca de 120 milhões de galinhas, perus e outras aves em 49 estados americanos, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês), resultando na diminuição da oferta de ovos e no aumento dos preços do produto.
De acordo com a USDA, a gripe aviária altamente patogênica (HPAI) continua interrompendo as tentativas da indústria de retornar a um equilíbrio de oferta”, informa um relatório de janeiro.
Escalada de preços
Desde 2023, o preço médio de uma dúzia de ovos brancos grandes nos EUA tem subido. Em 2024, a dúzia custava R$ 24 e no ano anterior cerca de R$ 15.
A doença também está se disseminando pelo rebanho leiteiro do país. Apenas na Califórnia, 500 rebanhos foram infectados, e outros 700 foram contaminados em outros estados, segundo o USDA.
O vírus também infectou 61 pessoas nos EUA, segundo dados federais revelados pela Reuters. Em janeiro, uma vítima de 65 anos morreu devido a doença.
A área total de pomares de laranja estimada para 2025 no Brasil é de 590 mil hectares, estável ante 2024. O escritório do USDA projetou o consumo doméstico em 2025/26 em 2,5 milhões de toneladas. O volume estimado para o ciclo anterior é de 2,6 milhões de toneladas.
A produção brasileira de suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) deve somar 1,01 milhão de toneladas em 2025/26, um aumento de 8,8% ante o ciclo anterior, segundo o escritório. Já as exportações devem crescer 9,11% na mesma comparação, para 953.840 toneladas.
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Foto: Divulgação
Segundo o boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), fortes chuvas voltaram a atingir partes do leste das Filipinas, com destaque para o sul de Luzon, onde os volumes superaram 200 mm.
A persistência das precipitações manteve os solos saturados, beneficiando o arroz em fase vegetativa, mas trazendo desafios para o milho em maturação no nordeste do país.
Na Malásia oriental (Sabah e Sarawak), os temporais chegaram a 400 mm em algumas áreas, alagando plantações de dendê e interrompendo a colheita. Já no restante do país e nas regiões vizinhas da Indonésia, as chuvas foram mais regulares, com acumulados entre 25 e 100 mm. Em Java, as precipitações garantiram boa umidade do solo para o arroz.
A JCB, fabricante de retroescavadeiras, comemorou a produção da sua milionésima unidade com uma homenagem ao centenário Ken Harrison, último membro vivo da equipe de produção original da multinacional de origem britânica.
Harrison, que completou 100 anos em novembro de 2024, iniciou sua trajetória na JCB como soldador em 1952, quando a fábrica contava com apenas 29 funcionários.
Ao longo de 36 anos de serviço, até sua aposentadoria em 1988, ele testemunhou o crescimento da empresa e o avanço das máquinas produzidas.
Além de atuar na linha de produção, Harrison fez parte da Equipe de Demonstração da JCB nas décadas de 1950 e 1960, promovendo a marca na Europa.
Sua dedicação inspirou 13 familiares a seguir seus passos, totalizando mais de 350 anos de trabalho acumulado pela família na empresa.
Com mais de 75 anos de atuação, a JCB é uma das maiores fabricantes de equipamentos para construção do mundo. Há mais de 20 anos no Brasil, possui uma fábrica no município de Sorocaba (SP), que atende o mercado local e a América Latina.
A doação será realizada através do Banco Ceagesp de Alimentos (BCA). Alimentos como batatas, tomates, abóboras, berinjelas, mangas, entre outros poderão ser retirados pelos moradores na Sociedade Amigos de Vila Mara.
A organização promove assistência social, programas recreativos, educacionais, esportivos, e culturais. A entrega ocorrerá a partir das 10h. A instituição fica na rua Salvador Fernandes Cárdia, 1037- Vila Mara São Miguel Paulista.
Ceagesp
A Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo é uma empresa pública federal, sob a forma de sociedade anônima, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, e representa um importante elo na cadeia de abastecimento de produtos hortícolas.
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Foto: Divulgação
A partir da próxima segunda-feira (10), agricultores familiares de Santa Catarina iniciarão o fornecimento de 38,09 toneladas de alimentos para pessoas em situação de insegurança alimentar. A iniciativa é viabilizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), e beneficiará instituições socioassistenciais em Lages (SC).
Os alimentos adquiridos incluem maçã, mel e pinhão e foram comprados na modalidade Compra com Doação Simultânea (CDS), com recursos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). Vinte e oito agricultores familiares dos municípios de São Joaquim e Bom Jardim da Serra participam da operação, sendo também responsáveis pela distribuição dos produtos.
A ação recebeu um investimento de R$ 354,5 mil e atenderá cerca de 9 mil pessoas em vulnerabilidade social. O PAA tem como objetivos incentivar a agricultura familiar, promover a inclusão social e econômica, estimular a produção sustentável e gerar renda aos produtores rurais.
Uma pesquisa do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), encontrou formas de transformar o óleo de destilação do etanol de milho (DCO) em combustíveis renováveis, como bioquerosene para aviação e diesel verde.
O estudo, publicado na Nature Communications, detalha a estrutura e o funcionamento de uma enzima natural capaz de gerar hidrocarbonetos similares aos obtidos nas refinarias de petróleo.
A enzima identificada pelo Laboratório Nacional de Biorrenováveis (LNBR) do CNPEM tem um diferencial importante para que o DCO (do inglês distillers corn oil) assuma um papel de destaque na indústria de combustíveis avançados como diesel verde e bioquerosene para aviação: é altamente eficiente e suporta altas temperaturas, o que permite sua aplicação direta nesse coproduto da produção de etanol de milho — atualmente subaproveitado.
Imagem da enzima transformando óleo de milho em hidrocarboneto. As cores representam os átomos: vermelho para oxigênio, azul-escuro para nitrogênio, verde-azulado para carbono e rosa para ferro
A enzima é capaz de atuar no processamento do DCO, uma matéria prima ácida com alto teor de ácidos graxos livres. Ela faz a descarboxilação do DCO, removendo oxigênio de ácidos graxos, transformando-os em moléculas muito semelhantes às obtidas no processo de refino do petróleo.
Além de combustível, os compostos resultantes podem ser usados na produção de plásticos, cosméticos e outros produtos industriais.
Produção de DCO nas indústrias de etanol
No Brasil, em 2023, foram produzidas 145.700 toneladas de DCO nas indústrias de etanol de milho, que poderiam ser utilizadas para produção de combustível. Em âmbito global, a produção do DCO é estimada em 4,3 milhões de toneladas por ano.
O CNPEM é pioneiro nos estudos sobre o aproveitamento da matéria-prima na produção sustentável de hidrocarbonetos usando enzimas. Para a aplicação industrial ainda há etapas a serem vencidas, mas a descoberta representa um passo importante para que a tecnologia seja licenciada.
“O grande desafio era encontrar uma enzima que pudesse trabalhar diretamente com materiais brutos e variados, como subprodutos e/ou coprodutos industriais. Não só identificamos essa enzima, mas também elucidamos completamente seu modo de ação e entendemos que características a deixaram extremamente eficiente para atuar no DCO”, explica a pesquisadora Letícia Zanphorlin, do CNPEM, que liderou o estudo.
Para chegar a essas informações, os pesquisadores transformaram a enzima em cristais para que sua estrutura atômica fosse revelada por cristalografia de proteínas realizada na linha de luz Manacá, do Sirius, acelerador de partículas de 4ª geração do CNPEM, um dos três em atividade no mundo e o maior equipamento científico do país.
Além do impacto científico, a descoberta tem implicações reais no desenvolvimento sustentável. No Brasil, o etanol de milho é uma indústria crescente, especialmente no Centro-Oeste, onde o milho é plantado entre as safras de soja, sem necessidade de novas áreas agrícolas.
Cadeia valor do milho
O óleo gerado na produção de etanol de milho, que atualmente tem pouca aplicação comercial, agora pode ser convertido em combustível para transporte de longas distâncias, aumentando o retorno econômico da cadeia produtiva, e contribuindo para a circularidade do setor.
“O CNPEM tem apostado em soluções que prezam pela sustentabilidade de uma maneira mais ampla, indo além da redução das emissões de gases de efeito estufa, e incluindo questões relacionadas ao uso responsável dos recursos naturais e manutenção do equilíbrio dos ecossistemas”, ressalta o diretor do LNBR, Eduardo Couto.
“A tecnologia agrega valor à cadeia do milho e fortalece a sustentabilidade. Essa cadeia gera o etanol, o DDGS (do inglês, “Distiller’s Dried Grains with Solubles”) e o DCO. O DGGS já vira ração animal, e agora o óleo residual pode ganhar uma destinação importante que é o SAF (combustível sustentável para aviação)”, explica Letícia. Ela também destaca o potencial de outras matérias-primas, como babaçu e macaúba, que estão no radar para estudos futuros.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou aviso neste sábado (8) que chuvas de até 50 mm, com ventos intensos – pico de 60 km/h – e queda de granizo podem castigar algumas regiões pelo Brasil. O fenômeno tem potencial de causar estragos em plantações, queda de árvores e alagamentos.
O instituto informa que a região central de Goiás, quase todo o estado de Minas Gerais, leste do Mato Grosso do Sul, norte Paranaense, oeste baiano, sul do Tocantins e grande parte do estado de São Paulo, incluindo a capital, podem ser afetados pelas tempestades.
Instruções
Em caso de rajadas de vento, o Inmet reforça que as pessoas não se abriguem debaixo de árvores devido ao risco de queda e descargas elétricas, não estacionem veículos próximos a torres de transmissão e que evitem usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada.
Mais informações podem ser obtidas junto à Defesa Civil da sua região através do telefone 199 e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193).
Desde sua criação, o Agroamigo aplicou mais de R$ 41,7 bilhões, compreendendo 8,1 milhões de operações contratadas. A iniciativa possui uma carteira ativa de R$ 13,2 bilhões, com mais de 1,3 milhão de clientes ativos.
Para comemorar esses resultados, uma solenidade foi realizada, nesta sexta-feira (7), em uma das unidades do banco em Teresina (PI). O evento contou com a participação do ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Wellington Dias, o presidente da instituição financeira, Paulo Câmara, e do governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT).
Na ocasião, o ministro destacou os avanços da economia no país, com foco no setor rural, onde o Agroamigo atua, citando a parceria com o MDS. “Isso é possível a partir da integração do social com o econômico. O social como parte do desenvolvimento econômico, no Piauí, no Nordeste e no Brasil”, pontuou.
O titular da pasta relembrou os mais de 24 milhões de brasileiros que saíram da insegurança alimentar em 2023, segundo estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O presidente do banco, Paulo Câmara, falou sobre a importância e os benefícios do programa. “Dá destaque à agricultura familiar e tem números impactantes, está fazendo diferença na vida das pessoas”, afirmou.
O governador do Piauí, Rafael Fonteles, enalteceu os resultados do projeto. “Estamos aqui para comemorar os 20 anos desse programa essencial. Em 2024, houve cerca de R$ 1 bilhão em crédito subsidiado para a agricultura familiar, com mais de 90 mil operações realizadas”, celebrou.
*Com informações do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome
O mercado de plantas ornamentais tem se mostrado uma excelente oportunidade de diversificação e geração de renda para produtores rurais. Em Rio Negrinho (SC), o casal Vanderlei Binancheski e Tereza Faustino da Silva tem ampliado sua produção de flores e folhagens, transformando o cultivo em um negócio promissor.
Com uma estufa adaptada para begônias e suculentas, além de trepadeiras e flores a pleno sol, a propriedade do casal de assentados pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) tem se consolidado no setor. Eles começaram a produção a partir de matrizes, propagando mudas que hoje são comercializadas em feiras e diretamente na propriedade.
“O cultivo de plantas ornamentais é uma alternativa altamente rentável para produtores rurais, pois há uma grande variedade de espécies com alto valor agregado. Além disso, é possível integrar essa produção a outras atividades agrícolas, sem comprometer o desempenho da propriedade”, afirma Jussara D’Ambrósio Ferreira, engenheira agrônoma do Incra-SC.
Expansão para o turismo rural
A família agora planeja expandir suas atividades, melhorando a infraestrutura do lote para integrar a propriedade ao projeto Acolhida na Colônia, voltado ao turismo rural. A ideia é receber visitantes para vivenciar a rotina no campo e conhecer a diversidade de plantas cultivadas.
“Queremos que as pessoas venham nos visitar, tragam a família para conhecer a produção e aproveitar esse espaço, que será cada vez mais estruturado para receber o público”, afirma Vanderlei.
O setor de plantas ornamentais cresce anualmente e pode ser uma alternativa viável para médios e grandes produtores que buscam diversificação e novas oportunidades de mercado.