quinta-feira, julho 9, 2026

Autor: Redação

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USDA estima safra de milho dos 6 maiores produtores mundiais


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Foto: Pixabay

O relatório de fevereiro sobre a oferta e demanda mundial de milho divulgado nesta terça-feira (11) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu a projeção da safra global 2024/25 de 1.214,35 (número de janeiro) para 1.212,47 bilhão de toneladas.

O órgão manteve a produção norte-americana em 377,63 milhões de toneladas. Para os outros grandes produtores, as estimativas de colheita foram as seguintes:

  • China: 294,92 milhões de toneladas (sem mudanças)
  • Brasil: 126 milhões de toneladas (um milhão de toneladas a menos ante o relatório de janeiro)
  • Argentina: 50 milhões de toneladas (também um milhão de toneladas a menos)
  • Ucrânia: 26,5 milhões de toneladas (sem alterações)
  • África do Sul: 17 milhões de toneladas (sem modificações perante o mês passado)

O USDA estimou estoques finais da safra mundial 2024/25 de milho em 290,31 milhões de toneladas, ante as 293,34 milhões de toneladas indicadas em janeiro e abaixo das 293,1 milhões de toneladas previstas pelo mercado.

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Fusão fortalece oferta de tecnologia agrícola



“Estamos somando expertise para enfrentar os desafios do setor”



Com a fusão, o Grupo Piccin expande sua capacidade de atender diferentes perfis de agricultores
Com a fusão, o Grupo Piccin expande sua capacidade de atender diferentes perfis de agricultores – Foto: Pixabay

Acompanhando a tendência de crescimento do agronegócio, o Grupo Piccin, referência em implementos agrícolas há seis décadas, anunciou a aquisição da Carmetal, empresa de Carazinho-RS com 28 anos de experiência no mercado. A operação visa ampliar o portfólio de equipamentos e reforçar o compromisso das marcas em oferecer soluções inovadoras e de alta qualidade para produtores rurais no Brasil e na América Latina.  

Com a fusão, o Grupo Piccin expande sua capacidade de atender diferentes perfis de agricultores, incorporando à sua linha os reconhecidos distribuidores agrícolas da Carmetal. Segundo Camilo Ramos, CEO do grupo, a sinergia entre as empresas resultará em maior eficiência operacional para os clientes, além de um suporte técnico mais ágil e um pós-venda fortalecido. “Nosso objetivo é proporcionar ao produtor rural equipamentos que elevem sua produtividade no campo, aliando inovação e confiabilidade”, destaca.  

A Carmetal consolidou sua reputação no setor com soluções voltadas ao preparo do solo, oferecendo distribuidores para autopropelidos, modelos de arrasto, pendulares, acopláveis em caminhões e opções rodoviárias. A qualidade e durabilidade de seus produtos conquistaram a confiança dos agricultores, tornando a marca uma escolha frequente entre pequenos, médios e grandes produtores.  

Combinando tradição e tecnologia, a união entre as empresas reforça a posição do Grupo Piccin como um dos principais players do mercado. “Estamos somando expertise para enfrentar os desafios do setor e garantir soluções cada vez mais eficientes aos nossos clientes”, conclui Ramos.

 





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SRB propõe medidas ao governo para conter alta dos alimentos



A Sociedade Rural Brasileira (SRB) enviou um documento ao governo federal com sugestões para conter a alta dos preços dos alimentos. O material foi encaminhado à Presidência da República, Vice-Presidência, Ministério da Fazenda, Ministério da Agricultura e Ministério do Desenvolvimento Agrário (Mapa), destacando a necessidade de políticas econômicas e institucionais que garantam maior estabilidade ao setor agropecuário.

No documento, assinado pelo presidente da SRB, Sérgio Bortolozzo, a entidade ressalta que fatores como custos de produção, logística, armazenagem e o cenário econômico e climático influenciam diretamente os preços dos alimentos.

Principais propostas da SRB

  • Controle fiscal – Redução dos gastos públicos, valorização da moeda e queda da taxa de juros.
  • Apoio ao produtor – Melhores condições de acesso ao crédito rural e seguro agrícola.
  • Redução de custos – Regulamentação da Lei de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) para aliviar os gastos da produção.
  • Infraestrutura e armazenagem – Recriação do Empréstimo do Governo Federal (EGF) para incentivar o armazenamento de grãos e evitar a venda abaixo do custo de produção.

A SRB reforça que o setor produtivo precisa de segurança para continuar abastecendo o mercado com eficiência e competitividade.

“O produtor rural brasileiro, como qualquer cidadão, espera produzir com segurança e contribuir para a oferta de alimentos acessíveis”, diz o documento.

A entidade se colocou à disposição do governo para colaborar com subsídios técnicos e aprofundar o debate sobre as medidas propostas.



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Estiagem e calor afetam as pastagens


O Informativo Conjuntural da Emater/RS, divulgado na última quinta-feira (06), aponta um cenário desigual para as pastagens no Rio Grande do Sul, com diferenças entre as regiões do estado.

No leste, onde as chuvas foram mais frequentes, a oferta de forragem se mantém estável. Já no oeste, a estiagem e o calor intenso limitaram o desenvolvimento das pastagens anuais, especialmente onde a precipitação foi irregular e de baixos volumes. Em algumas áreas de pastejo contínuo, a degradação é evidente, e espécies invasoras como milhã, papuã e capim-arroz tornam-se alternativa alimentar.

Na Fronteira Oeste, a situação varia conforme o regime hídrico. Em municípios com maior acumulado de chuvas em janeiro, a oferta forrageira melhorou. Já em áreas com precipitações escassas e alta carga animal, os campos permanecem secos e degradados, levando muitos produtores a utilizar capim-annoni como principal fonte de alimentação. Em Santa Margarida do Sul, houve novos registros de incêndios em campos nativos.

Na Serra Gaúcha, o cenário é mais positivo. Em Caxias do Sul, a combinação de chuvas regulares, calor e luminosidade favoreceu o crescimento das gramíneas, e muitos produtores aplicaram ureia para estimular o desenvolvimento das pastagens. Situação semelhante foi observada em Erechim, onde precipitações de 80 mm melhoraram a disponibilidade de forragem.

Já na Região Celeiro e Alto Jacuí, a estiagem severa impactou as pastagens anuais de verão, resultando em seca das folhas e rejeição pelos animais. Em municípios com menor volume de chuvas, o crescimento das forrageiras foi antecipado, encerrando o ciclo produtivo.

Na Campanha e Zona Sul, os campos nativos apresentaram alguma recuperação após chuvas esparsas, mas em áreas com precipitação irregular, o crescimento das plantas permanece estagnado, prejudicando a oferta alimentar para os rebanhos.

Em Santa Rosa, a reposição de umidade melhorou o desenvolvimento das pastagens, mas o estresse hídrico persiste nos solos rasos. O uso de irrigação segue intenso, e o nível de alguns reservatórios já preocupa os pecuaristas.

Diante das adversidades climáticas, muitos produtores têm recorrido ao uso de feno, silagem e ração, elevando os custos de produção.





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Fiscais de Goiás apreendem e destroem 350 mudas frutíferas ilegais



A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) apreendeu e destruiu 350 mudas frutíferas e arbóreas que eram comercializadas ilegalmente em um caminhão, estacionado em Anápolis, município da região central do estado.

As mudas eram de Herculândia, interior de São Paulo, e não apresentavam documentação que atestasse a sanidade de produção na origem. De acordo com a entidade, esse é um agravante que coloca em risco a disseminação de pragas nas lavouras goianas.

A ação foi realizada no último sábado (8) por fiscais estaduais agropecuários da Regional Rio das Antas e da Gerência de Fiscalização Agropecuária da Agrodefesa, com o apoio do Batalhão Rural da Polícia Militar.

O responsável pelo caminhão foi autuado e todo o material apreendido encaminhado para destruição no Aterro Sanitário de Anápolis.

Ameaça à fruticultura

O presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, afirma que esse tipo de trabalho é amparado por determinações legais federais e normativas estaduais e tem como objetivo impedir a comercialização de materiais propagativos que possam transmitir ou disseminar pragas ainda inexistentes no estado ou que estejam restritas a determinadas áreas para as demais regiões produtoras.

“A todo momento também estamos desenvolvendo ações educativas com foco em alertar sobre os riscos e os impactos que essa prática ilegal pode causar à fruticultura goiana. É de extrema importância que todos tenham conhecimento sobre a gravidade da venda ilegal de mudas e o elevado risco fitossanitário aos pomares comerciais do estado”, enfatiza.

Comércio ambulante proibido

O comércio ambulante de mudas e plantas frutíferas ou ornamentais é proibido em Goiás desde 2011.

Mesmo assim, a gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, Daniela Rézio, salienta que algumas pessoas, por falta de informação ou má-fé, continuam a comercializar mudas de forma irregular em ruas e praças, utilizando caminhões, caminhonetes, carros de passeio e até carroças.

“Essa prática, sem a devida certificação de sanidade vegetal e em desacordo com a legislação, compromete a segurança da produção agrícola e ornamental, podendo afetar negativamente setores como a fruticultura e o paisagismo em Goiás”, ressalta.

O gerente de Fiscalização Agropecuária da Agrodefesa, Janilson Júnior, reforça que as equipes técnicas de fiscalização volante estão sempre atentas ao trânsito e comercialização irregular.

Para ele, no entanto, é importante que a população se conscientize do potencial risco de comprometer a agricultura goiana.

“Atuamos tanto na educação sanitária, de modo a informar sobre normas corretas do trânsito e comércio de material de propagação vegetativa, quanto em ações de fiscalização para coibir o comércio ambulante de mudas sem origem legal”.

Ele enfatiza que para denunciar o comércio ambulante ilegal de mudas no estado, basta entrar em contato pelo telefone 0800 646 1122.

A lista de viveiros credenciados para venda de mudas certificadas está disponível no site da Agrodefesa.



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Mapa firma parceria com estados para inovação no agronegócio



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo (SDI), firmou protocolos de intenções com os estados do Pará e do Rio de Janeiro para impulsionar a inovação nos sistemas agroindustriais.

Segundo o secretário da SDI, Pedro Neto, a iniciativa visa integrar pesquisa, tecnologia e novos modelos produtivos para aumentar a eficiência e a competitividade do agro. “A criação de comitês gestores e a implementação da plataforma MapaConecta serão fundamentais para estimular a pesquisa, o desenvolvimento tecnológico e a geração de novos negócios”, destacou Neto.

O acordo com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços (Sedeics) busca impulsionar a inovação no setor agropecuário fluminense, fomentando pesquisa, tecnologia e novos negócios. O Mapa destaca que a parceria abre novas oportunidades para fortalecer a produção sustentável e a competitividade do agronegócio estadual.

No Pará, a parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap) tem como foco fortalecer a produção agrícola e pesqueira, promovendo inovação e sustentabilidade. O Mapa avalia que o protocolo representa um avanço estratégico para integrar ciência e tecnologia ao agronegócio local, impulsionando a economia e contribuindo para o crescimento do setor no país.



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Exportações de açúcar caem 35% em janeiro


De acordo com os dados divulgados pela a União Nacional da Bioenergia (Udop), as exportações brasileiras de açúcar registraram uma queda de 35% em janeiro, em comparação com o mesmo período de 2024. O recuo no volume embarcado ocorre em meio a um mercado global de baixa liquidez e variações nos preços da commodity.

Na sexta-feira (7), os preços do açúcar encerraram o dia em queda tanto no Brasil quanto no exterior. Na ICE Futures, de Nova York, o contrato para março/25 do açúcar bruto foi negociado a 19,36 centavos de dólar por libra-peso, uma desvalorização de 21 pontos em relação ao dia anterior. Na semana, no entanto, a cotação se manteve estável.

O contrato para maio/25 também fechou em queda, sendo cotado a 17,86 centavos de dólar por libra-peso, uma redução de 20 pontos. Os demais contratos registraram baixas entre 2 e 19 pontos, em um dia de poucas negociações. A baixa movimentação foi atribuída à participação de diversos agentes do setor na conferência anual do açúcar em Dubai, que ocorre nesta semana.

Na ICE Futures Europe, de Londres, o açúcar branco também registrou recuo em todos os lotes. O contrato para março/25 fechou a US$ 517,70 por tonelada, uma queda de US$ 4,70 em relação ao dia anterior. O contrato para maio/25 foi cotado a US$ 502,50 por tonelada, recuando US$ 5,60. As demais negociações tiveram perdas entre US$ 1,80 e US$ 5,30.

No Brasil, o açúcar cristal também teve um dia de desvalorização. Segundo o Indicador Cepea/Esalq, da USP, o produto foi comercializado a R$ 146,71 por saca de 50 kg, contra R$ 149,23 na véspera, o que representa uma queda de 1,69%.





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Abate de bovinos, suínos e frangos cresce no 4º trimestre de 2024



Os abates de bovinos, suínos e frangos registraram crescimento no 4º trimestre de 2024, segundo dados preliminares das Pesquisas Trimestrais da Pecuária, divulgadas nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em comparação com o mesmo período de 2023, o abate de bovinos avançou 3,5%, o de suínos aumentou 0,6% e o de frangos teve alta de 5,3%.

Entretanto, na comparação com o 3º trimestre de 2024, houve quedas de 8,6% no abate de bovinos, 4,8% no de suínos e 0,7% no de frangos.

Produção de carnes

No 4º trimestre de 2024, foram abatidos:

  • Bovinos: 9,48 milhões de cabeças
  • Suínos: 14,23 milhões de animais
  • Frangos: 1,61 bilhão de aves

O total de carnes produzidas no período foi de:

  • 2,48 milhões de toneladas de carcaças bovinas (+1,8% ante o 4º tri de 2023; -9,9% em relação ao 3º tri de 2024)
  • 1,31 milhão de toneladas de carcaças suínas (+0,6% ante o 4º tri de 2023; -6,8% em relação ao 3º tri de 2024)
  • 3,35 milhões de toneladas de carne de frango (+5,1% ante o 4º tri de 2023; -3,4% em relação ao 3º tri de 2024)

Leite e couro

A aquisição de leite cru por estabelecimentos sob inspeção sanitária somou 6,75 bilhões de litros no período, alta de 4,1% na comparação anual e de 7,3% frente ao 3º trimestre de 2024.

Já os curtumes que processam pelo menos 5 mil peças inteiras de couro cru bovino por ano declararam ter recebido 9,85 milhões de unidades no 4º trimestre de 2024, representando alta de 10,1% ante o mesmo período de 2023, mas queda de 6,6% na comparação com o trimestre anterior.

Ovos de galinha

A produção nacional de ovos atingiu 1,19 bilhão de dúzias no 4º trimestre de 2024, um avanço de 11,0% em relação ao ano anterior, mas leve recuo de 0,8% em relação ao trimestre anterior.

Pesquisas do IBGE

O IBGE realiza periodicamente levantamentos estatísticos sobre a conjuntura agropecuária, incluindo a Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, a Pesquisa Trimestral do Leite, a Pesquisa Trimestral do Couro e a Produção de Ovos de Galinha.

Desde 2018, os primeiros resultados são divulgados cerca de um mês antes dos dados completos, que estarão disponíveis em 18 de março de 2025 no boletim Indicadores IBGE: Estatística da Produção Pecuária.



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Goiás lidera produção de tomate no Brasil


De acordo com a edição de fevereiro do Agro em Dados, publicação mensal da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Goiás se mantém como o maior produtor de tomate do Brasil, com destaque para a produção de tomate industrial, responsável por consolidar o estado no cenário nacional. Os principais municípios produtores estão no sul e sudeste goiano, além da região do Entorno do Distrito Federal, com destaque para Cristalina, Silvânia e Morrinhos.

O sucesso da tomaticultura goiana resulta de fatores como clima favorável, localização estratégica, investimento em tecnologia e inovação agrícola. O uso de cultivares resistentes a doenças e técnicas avançadas de irrigação tem garantido um produto de alta qualidade, valorizado dentro e fora do país.

Nos últimos anos, Goiás registrou um crescimento na área cultivada e na produção de tomate. A área plantada saltou de 10 mil hectares, em 2015, para 15,7 mil hectares, em 2024, um aumento de 56,8%. Já a produção passou de 879,6 mil toneladas para 1,4 milhão de toneladas, um avanço de 66,4%.

Além do volume produzido, o estado se destaca pelo alto rendimento médio das lavouras, alcançando 93,4 toneladas por hectare, um desempenho 23,5% superior à média nacional. Com esses números, Goiás responde por mais de um terço da produção nacional de tomate.

No segmento de tomate de mesa, as variedades saladete e longa vida apresentam variação sazonal de preços, com quedas em julho, devido ao aumento da oferta, e altas a partir de outubro, quando as condições climáticas dificultam a produção. Já o tomate cereja, de maior custo de produção e valor agregado, sofre maior volatilidade de preços, influenciado pela demanda gastronômica e festividades ao longo do ano.

No mercado internacional, Goiás também se fortalece. As exportações brasileiras de tomate atingiram em 2024 o melhor desempenho desde 2018. O estado se destaca na comercialização de suco de tomate, cujas exportações começaram em 2022, com 379,5 toneladas e faturamento de US$ 339 mil. Atualmente, Goiás exporta 1,5 mil toneladas para sete países, incluindo Uruguai, Paraguai, Venezuela e Bolívia.

Nos últimos anos, houve uma mudança no perfil das exportações. Em 2021, Goiás interrompeu as vendas de tomate in natura para priorizar a exportação de suco de tomate, que hoje representa 76,4% do valor exportado pelo estado. Em janeiro de 2024, as exportações atingiram um recorde de 166,2 toneladas, um aumento de 82,8% em relação a 2023. Goiás também se destaca no mercado internacional por conseguir preços 10,6% superiores à média nacional.

No mercado de importação, o suco de tomate é o principal produto adquirido pelo estado, com maior volume nos meses de março, abril e junho. Em 2024, os Estados Unidos assumiram a liderança como principal fornecedor, superando Argentina e Itália, que lideraram em 2023.

O crescimento das exportações de derivados de tomate e a valorização do produto reforçam o potencial das agroindústrias goianas. Com uma produção consolidada e demanda crescente, Goiás tem espaço para ampliar sua competitividade global e se firmar como referência na exportação de tomate e seus derivados.





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Tempo instável no Sul do Brasil; confira a previsão nas áreas de soja



Esta semana, o tempo apresenta uma combinação de alívio para algumas regiões e desafios para outras no Brasil, com destaque para as áreas produtoras de soja. Vamos conferir o que esperar de cada região:

A nova frente fria que se aproxima entre terça (11) e quarta-feira (12) trará uma pausa no calor intenso que tem afetado o estado, proporcionando chuva para as lavouras de soja. Porém, é importante ficar atento, pois a chuva pode vir acompanhada de temporais, com fortes rajadas de vento e até possibilidade de queda de granizo, principalmente na porção oeste do estado.

Em Santa Catarina e no Paraná, a frente fria também trará instabilidade para o tempo, com o risco de tempestades. Apesar disso, as condições climáticas favorecem as atividades no campo em algumas áreas, com a expectativa de chuvas moderadas. O produtor precisa monitorar as previsões, pois a instabilidade pode afetar o trabalho nas lavouras de soja, especialmente no oeste e nas regiões serranas.

O tempo em Minas Gerais e São Paulo

Para as lavouras de soja em Minas Gerais e São Paulo, a semana promete ser mais tranquila, com o clima favorecendo as atividades no campo. Apesar de a frente fria provocar alguma instabilidade no interior de São Paulo, com a possibilidade de trovoadas entre quarta e quinta-feira, não há previsão de grandes prejuízos para as lavouras, o que deve permitir a continuidade dos trabalhos.

Centro-Oeste: Atenção para os temporais

No Centro-Oeste, as condições climáticas são mais favoráveis para as atividades em Goiás e Mato Grosso do Sul, com destaque para a ausência de chuvas fortes. No entanto, ainda existe o risco de granizo e rajadas de vento intensas, especialmente no oeste de Mato Grosso, onde se espera um volume de chuva alto, com possibilidade de até 150 mm em algumas regiões. A chuva volumosa pode dificultar os trabalhos de campo em locais como Sapezal, afetando a logística e a colheita.

Chuvas moderadas no Matopiba

No Matopiba, as chuvas continuam a atingir o Maranhão e o Tocantins, mas, apesar dos maiores volumes, não devem prejudicar as atividades do produtor de soja nesta semana. As condições de trabalho permanecem favoráveis, com chuvas em volumes que devem beneficiar o desenvolvimento das lavouras, sem causar grandes transtornos.

Muita chuva: o tempo no Pará

A situação mais preocupante ocorre no Pará, onde as chuvas serão intensas, com volumes superiores a 100 mm nos próximos cinco dias. Esse cenário continua a dificultar os trabalhos em campo, já que a chuva constante compromete a colheita e a logística das lavouras, representando um desafio para os produtores da região.



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