quarta-feira, julho 8, 2026

Autor: Redação

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Quebra de safra de noz-pecã no RS pode chegar a 40% em 2025



A safra de noz-pecã do Rio Grande do Sul pode ter quebra de 40% da safra, estima o Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan).

A projeção é de que sejam colhidos entre quatro a cinco mil toneladas. “Após perdas devido às enchentes de maio, logo após a abertura oficial da colheita, os produtores de pecã enfrentam outro desafio: forte calor e chuvas insuficientes”, diz a entidade em nota.

No comunicado, o presidente do IBPecan, Claiton Wallauer, conta que a entidade busca um regime tributário diferenciado para a pecã, “a exemplo do que foi conquistado pelos produtores de oliveiras e azeites de oliva e que passou a valer a partir de janeiro deste ano, com redução de 12% para 4% no ICMS”.

“O argumento do instituto é de que este tratamento tributário incentivaria os produtores a ingressarem na formalidade e traria mais competitividade à pecã frente a outras nozes e castanhas, bem como maior ingresso de receitas, com o aumento do consumo”, disse o IBPecan.

Maior produtor de noz-pecã do Brasil

Conforme a entidade, durante a reunião, Wallauer teria defendido a adoção de sistemas de irrigação, lembrando que é o quarto ano com estiagem no território gaúcho. A demanda será levada à Secretaria da Agricultura, Pecuária, Desenvolvimento Rural e Irrigação (Seapi).

O Rio Grande do Sul é o maior produtor de pecã do Brasil, com mais de 80% da produção nacional. O estado sedia mais de 90% da indústria de beneficiamento, recebendo a produção gaúcha, catarinense e paranaense.

“A estimativa é de 10,5 mil hectares plantados por pouco mais de 2 mil produtores, a maioria composta por agricultores familiares. Além de abastecerem o mercado interno, o excedente da produção é exportado para Ásia, Oriente Médio, Europa, Canadá e Estados Unidos”, informa a entidade.



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Poucos negócios; confira onde os preços da soja caíram no Brasil



O mercado brasileiro de soja movimentou lotes pequenos nesta quarta-feira (12). Além disso, de acordo com a Safras & Mercado, houve indicação de negócios nos portos, mas com entrega e pagamentos alongados.

Na indústria, da mesma forma, os volumes foram pouco expressivos. Os preços, neste caso, ficaram firmes. Informações da consultoria afirmam que quem tem necessidade de originar acaba pagando mais caro, acima da paridade de exportação.

No geral, os preços caíram no dia, porém, ficaram nominais. A Bolsa de Chicago caiu, o que contribuiu com a retração doméstica. Os prêmios um pouco melhores impediram quedas mais expressivas no mercado físico.

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A Safras explica que há muitos contratos em execução. Os produtores estão focados na colheita. Assim, a comercialização deve ser em menores volumes em fevereiro.

Confira os preços da soja no Brasil:

  • Passo Fundo (RS): preço caiu de R$ 135,00 para R$ 133,00
  • Região das Missões (RS): preço caiu de R$ 135,00 para R$ 133,00
  • Porto de Rio Grande (RS): preço caiu de R$ 133,00 para R$ 132,00
  • Cascavel (PR): preço caiu de R$ 125,00 para R$ 124,00
  • Porto de Paranaguá (PR): preço caiu de R$ 132,00 para R$ 131,00
  • Rondonópolis (MT): preço caiu de R$ 113,00 para R$ 112,00
  • Dourados (MS): preço caiu de R$ 117,00 para R$ 116,00
  • Rio Verde (GO): preço caiu de R$ 112,00 para R$ 111,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira em forte baixa. O mercado foi pressionado pelo retorno das chuvas na Argentina, aliviando o estresse hídrico e, ao menos, estancando a perda no potencial produtivo.

USDA

Os agentes também se mostraram decepcionados com o relatório divulgado na terça pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), sem grandes alterações e confirmando uma ampla oferta mundial da oleaginosa.

Os dados também informam que os estoques finais dos Estados Unidos em 2024/25 estão projetados pelo USDA em 380 milhões de bushels ou 10,34 milhões de toneladas. O mercado apostava em carryover de 382 milhões de bushels ou 10,39 milhões de toneladas. O USDA manteve a projeção de janeiro.

O USDA projetou safra mundial de soja em 2024/25 de 420,76 milhões de toneladas. Em janeiro, o número era de 424,26 milhões. Para 2023/24, a previsão é de 394,97 milhões de toneladas.

Além disso, os estoques finais para 2024/25 estão estimados em 124,34 milhões de toneladas, abaixo da previsão do mercado de 128,5 milhões de toneladas. No mês passado, a previsão era de 128,4 milhões de toneladas. Os estoques da temporada 2023/24 estão estimados em 112,5 milhões de toneladas.

Para a produção brasileira, o USDA manteve as estimativas em 153 milhões de toneladas para 2023/24 e em 169 milhões para 2024/25. O mercado esperava um aumento na atual temporada para 170 milhões de toneladas.

Argentina

Para a Argentina, a previsão para 2023/24 foi mantida em 48,21 milhões de toneladas. Para 2024/25, a estimativa foi reduzida de 52 milhões de toneladas para 49 milhões de toneladas. O mercado apostava em 50,6 milhões de toneladas.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de 15,75 centavos de dólar ou 1,5% a US$ 10,27 3/4 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 10,45 3/4 por bushel, perda de 14,50 centavos ou 1,36%.

Subprodutos

Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com baixa de US$ 2,50 ou 0,84% a US$ 294,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 45,66 centavos de dólar, com baixa de 0,47 centavo ou 1,01%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,07%, negociado a R$ 5,7627 para venda e a R$ 5,7607 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7432 e a máxima de R$ 5,7877.



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Meia tonelada de defensivos agrícolas proibidos no Brasil é apreedida



Ação coordenada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Receita Federal do Brasil apreendeu 500 kg de defensivos agrícolas de origem estrangeira com entrada irregular no país.

A operação ocorreu na BR-163, no perímetro urbano do município de Lucas do Rio Verde, em Mato Grosso.

A abordagem foi realizada em uma caminhonete Fiat Strada, onde os agentes identificaram sacos rotulados como fertilizantes.

No entanto, ao verificarem o conteúdo, constataram que se tratava dos defensivos sem registro de uso no Brasil.

O uso desse tipo de produto representa um grave risco à saúde pública e ao meio ambiente, devido à falta de certificação e à proibição de sua importação.

O condutor, o veículo e a carga foram encaminhados à Delegacia da Polícia Judiciária Civil em Lucas do Rio Verde para os procedimentos cabíveis.



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‘Fico orgulhoso em representar minha instituição e o trabalho respeitado que fazemos’, diz Julio Cezar Franchini



O prêmio Personagem Soja Brasil de hoje conta a história de Julio Cezar Franchini, pesquisador da equipe de manejo de solos da Embrapa Soja. Natural de Londrina, no Paraná, Julio dedica suas pesquisas aos desafios de produtividade, qualidade e sustentabilidade dos sistemas produtivos, com um trabalho focado na inovação e desenvolvimento de práticas agrícolas mais eficientes.

Filho de um mineiro e uma paulista que se mudaram para o Paraná na década de 50 para trabalhar com café, Julio cresceu em um ambiente onde a educação era valorizada, apesar das dificuldades da época. Seus pais, com pouca formação escolar, sempre enfatizaram a importância do estudo e, mesmo com as dificuldades no meio do caminho, garantiram a oportunidade de aprendizado para o filho. O apoio possibilitou que ele se tornasse um pesquisador de destaque na Embrapa, com grande orgulho de representar a instituição e a ciência brasileira.

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Em relação à pesquisa no Brasil, Julio afirma que as portas estão abertas, com muitas oportunidades pela frente. Ele destaca que diversos grupos de pesquisa estão se fortalecendo em diferentes regiões do país, o que promete ampliar as perspectivas para a agricultura nacional. A colaboração entre equipes com habilidades interdisciplinares é essencial para o avanço da pesquisa, gerando resultados práticos e sustentáveis para o setor.

Durante dez anos, Julio trabalhou no Mato Grosso, onde enfrentou um grande desafio: o nematoide das lesões radiculares, o Pratylenchus. Na época, o problema era uma novidade, e o grupo de pesquisa teve que atuar intensamente para entender a doença e desenvolver estratégias eficazes.

A solução envolveu a criação de um manejo integrado, que inclui a correção da acidez do solo e a diversificação de culturas. Julio também ressaltou o papel fundamental da agricultura digital, que tem o poder de otimizar o uso dos sistemas de produção e tornar as práticas agrícolas mais eficientes.

Dentro de sua área de atuação, o grupo de Julio desenvolveu o DRES, uma metodologia de diagnóstico rápido da estrutura do solo. Essa ferramenta inovadora permite uma análise visual e participativa diretamente no campo, junto ao produtor, para avaliar a qualidade da estrutura do solo e auxiliar na implementação de práticas mais eficazes.

No âmbito pessoal, Julio compartilhou com orgulho que seu filho, de 10 anos, já expressa o desejo de seguir seus passos e tornar-se pesquisador da Embrapa. Esse desejo reflete o impacto da pesquisa na vida de Julio e sua família, além da esperança de que a paixão pela ciência seja transmitida às novas gerações, mantendo vivo o legado de dedicação à inovação.



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AgroNewsPolítica & Agro

Onda de calor deve acabar?


A onda de calor que atinge a região Centro-Sul do Brasil está com os dias contados. Segundo o meteorologista Gabriel Luan Rodrigues, a chegada de uma frente fria deve amenizar as temperaturas extremas registradas nos últimos dias. No entanto, o alívio será gradual e virá acompanhado de chuvas intensas e risco de tempestades, especialmente no Sul do país.

Antes da chegada do sistema, as temperaturas continuam elevadas, podendo alcançar 40°C no Rio Grande do Sul e 33 a 35°C no litoral de Santa Catarina até quarta-feira (12). De acordo com Rodrigues, os primeiros sinais da frente fria já começaram a ser observados no sul gaúcho na tarde desta terça-feira. “Os primeiros sinais da influência dessa nova frente fria, já vem sendo registrados ao sul do Rio Grande do Sul na tarde desta terça-feira. A expectativa é de que o sistema avance pelo sudeste do estado durante a quarta-feira, promovendo chuvas expressivas, com acumulados de até 40 mm no decorrer do dia.”, explica Rodrigues.

Entretanto, antes da chegada do ar mais frio, a metade norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e o sul do Paraná ainda sentirão as termperaturas elevadas devido ao efeito pré-frontal, quando o ar quente se acumula antes da chegada de uma frente fria.

Segundo Rodrigues, na quinta-feira (13), a frente fria deverá provocar chuvas bem distribuídas no Rio Grande do Sul, litoral catarinense e litoral paranaense, com acumulados pontuais de até 30 mm em cidades como Criciúma e Jaraguá do Sul (SC). Além disso, o sistema pode influenciar as condições de chuva em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, ainda que de forma mais isolada.

A redução nas temperaturas deve ser mais evidente na quinta-feira, com os termômetros tendo marcas entre os 25 e 28°C em grande parte do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Em algumas áreas, como oeste gaúcho e Vale do Itajaí, os termômetros ainda podem registrar marcas acima dos 30°C, mas sem o calor extremo registrado nos últimos dias. “Essa frente fria traz um alívio para a onda de calor, mas não significa que as temperaturas estarão baixas. Em algumas regiões, a queda será menos expressiva”, destaca Rodrigues.

Na sexta-feira (14), o sistema de chuva se desloca para o oceano, deixando apenas instabilidades residuais no norte de Santa Catarina, leste do Paraná e sudeste de São Paulo. Com isso, uma nova massa de ar seco voltará a influenciar o tempo no Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina, oeste do Paraná e sul do Mato Grosso do Sul.

Essa mudança trará novas elevações de temperatura durante o final de semana, porém, segundo Rodrigues, os valores não devem atingir os recordes observados no primeiro decênio de fevereiro. “Essas temperaturas mais elevadas do final de semana, aliadas ao processo de formação de uma segunda frente fria, devem contribuir também para a formação de nuvens de tempestade na região sul”, alerta o meteorologista.

O risco de chuvas acima dos 50 mm será maior na região de São Borja (RS), além da possibilidade de granizo e vendavais, podendo causar danos às lavouras.

Embora a redução no calor e as chuvas, previstas com mais frequência nos próximos dias, as condições das lavouras já foram severamente afetadas. De acordo com Rodrigues, a cultura da soja no Rio Grande do Sul foi uma das mais afetadas, já que se encontra entre o desenvolvimento vegetativo ao enchimento de grãos, passando pela floração num período de restrição hídrica e estresse térmico.





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Produtor de cafés especiais amplia produtividade com uso de remineralizador


Um dos principais produtores de cafés especiais da Bahia, o agricultor Idimar Paes viu sua produção crescer consideravelmente nos últimos anos, com o uso de remineralizador, um insumo mineral extraído de rochas vulcânicas.

Ele cultiva 25 hectares de cinco variedades do café arábica, em Barra do Choça, no Planalto baiano, e há algum tempo apostou na tecnologia para manejo e preparação do solo na propriedade.

O remineralizador, foi o produto escolhido e já vem rendendo bons frutos para o agricultor. Idimar decidiu iniciar o uso após a indicação de um consultor agronômico.

“Apostei nesta substância pois ela prometia uma modificação do solo, um aumento de sua eficiência. Como defendo o uso de produtos naturais, resolvi testar”, conta Idimar, que possui a propriedade há 30 anos e acredita em uma agricultura regenerativa e de menos impacto ao meio ambiente.

Em três anos de uso do produto, Idimar viu o crescimento da sua produtividade acontecer através de um solo mais fértil e preparado.

Ele colhe de 600 a 700 sacas de cafés em cada ciclo na produção sequeiro, o que inclui em média até 60 kg por hectare.

“Começamos a disponibilizar no solo alguns nutrientes que não estavam disponíveis, produtos que a planta não absorvia antes. Isso fez toda a diferença”, afirma o produtor de café.

O remineralizador

O remineralizador de solo é um material de origem mineral extraído de rochas vulcânicas que altera os índices de fertilidade do solo por meio da adição de macro e micronutrientes para as plantas.

O produto também promove a melhoria das propriedades físico-químicas e da atividade biológica do solo, resultando em alta produtividade e performance para as mais variadas culturas.

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Foto: Divulgação

Além disso, é produzido a partir de rocha granulito, registrado no Ministério da Agricultura e possui todas as certificações de qualidade.

Gestor comercial da Vulcano Agrominerais, empresa responsável pela produção do remineralizador, Stéfano Lima, conta que o produto produzido por eles já é utilizado em 12 estados brasileiros e mais de 30 culturas.

“Além do café, já observamos bons resultados do Vulcano em culturas como a cana-de-açúcar e os grãos em geral, principalmente no Nordeste, região onde estão a maior parte das nossas áreas de aplicação”, afirma.

Benefícios

Ao todo, o produto já foi utilizado em mais de 8 mil hectares pelo país. “São hectares de solo remineralizado que agora se tornaram mais férteis e propícios ao desenvolvimento a longo prazo”, finaliza Stéfano.

As áreas que utilizam o remineralizador no Brasil estão localizadas principalmente nos estados da Bahia, Sergipe, Alagoas e Pernambuco. Cidades como Neópolis (SE) e Petrolina (PE), além do oeste baiano em geral, são algumas das que mais se destacam.

Ainda de acordo com o produtor baiano, a grande vantagem do produto é a diminuição da adubação química.

“Com os custos de produção muito altos que nós temos hoje em dia, este é um produto que você consegue ainda um preço razoável”, defende Idimar Paes.


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Alckmin defende cotas de isenção para exportação de aço aos EUA



O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, defendeu, nesta quarta-feira (12), o estabelecimento de cotas de isenção para o aço e alumínio enviados para os Estados Unidos. Dessa forma, o Brasil poderia exportar determinada quantidade de aço e alumínio sem pagar a íntegra da taxação.

Alckmin disse ainda que vai procurar as autoridades norte-americanas para negociar os termos da taxação de 25% sobre as importações impostas pelo presidente Donald Trump.

“Sempre é um bom caminho a gente buscar o ganha-ganha”, defendeu Alckmin após evento no Palácio do Planalto.

O vice-presidente lembrou que os Estados Unidos têm um superávit de US$ 7,2 bilhões com o Brasil, ou seja, vendem mais bens e serviços do que compram. Além disso, segundo ele, a taxa de importação final do Brasil para produtos norte-americanos é baixíssima, de 2,7%, já que muitos produtos importados têm alíquota zero, como máquinas e equipamentos.

“Então, nós vamos dialogar para buscar um bom entendimento. Não tem guerra tributária, tem entendimento baseado no interesse público”, reafirmou.

“[A taxação] não foi contra o Brasil. A alíquota que foi imposta foi para o mundo inteiro. Então, ela não foi discriminatória. Estados Unidos são um importante parceiro comercial do Brasil, não é o maior, o maior é a China, mas é para ele que nós exportamos [equipamentos com] valor agregado, avião, equipamentos, e de outro lado, é o maior investidor no Brasil”, ponderou Alckmin.

Durante o seu primeiro mandato, Donald Trump impôs tarifas sobre o aço e o alumínio, mas depois concedeu cotas de isenção para parceiros, incluindo Canadá, México e Brasil, que são os principais fornecedores desses produtos para os Estados Unidos.

Segundo o vice-presidente, a intenção é tentar manter as cotas como o Brasil tem hoje.

“Isso é do cotidiano. Todo dia você tem essas questões de alteração tarifária. O caminho é o diálogo e nós vamos procurar o governo norte-americano para buscar a melhor solução”, afirmou Alckmin.

Reciprocidade

Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, na semana passada, que o Brasil pode aplicar a lei da reciprocidade, aumentando as taxas de produtos estadunidenses consumidos pelo Brasil. “O mínimo de decência que merece um governo é utilizar a lei da reciprocidade”, disse em entrevista a rádios de Minas Gerais.

Segundo dados da Administração de Comércio Internacional do governo dos EUA, o Brasil foi o segundo maior fornecedor de aço para o país em 2024, perdendo apenas para o Canadá. Já um levantamento do Instituto do Aço Brasil, com base em dados oficiais do governo brasileiro, mostra que os EUA foram o principal destino do aço do país, representando 49% de todo o aço exportado pelo país em 2023.



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Túnel Santos-Guarujá avança; expansão do Porto enfrenta entraves



A modelagem do projeto de construção do túnel Santos-Guarujá foi aprovada durante reunião do Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos do Estado de São Paulo (PPI-SP). A construção será uma das maiores obras de infraestrutura do Brasil e deve facilitar o trânsito na Baixada Santista e, consequentemente, ajudando a logística no Porto de Santos que escoa boa parte dos produtos do agronegócio.

O custo da obra é estimado em R$ 6 bilhões e será viabilizada por parceria entre Governo do Estado, União e setor privado. Mas, enquanto o projeto do Túnel Santos-Guarujá está em análise no Tribunal de Contas da União (TCU), o Porto de Santos enfrenta um outro problema: onde receber e armazenar tantos caminhões que chegam de várias partes do Brasil carregados, muitas vezes, com açúcar, milho e soja?

Para tentar resolver a questão, a Autoridade Portuária de Santos (APS), empresa estatal que administra o maior porto da América Latina, pretende construir novos pátios para caminhões na região. Um deles, com capacidade para 500 caminhões, na interligação Anchieta-Imigrantes, no município de Cubatão.

Uma empresa venceu a licitação para construir e gerir o pátio regulador, contudo, a ideia enfrenta resistência: autoridades cubatenses são contra a construção do pátio.

Obstáculo

O prefeito de Cubatão, César Nascimento (PSD), publicou uma carta criticando a medida. No documento, César informa que não é contra a nova poligonal do Porto de Santos, entretanto afirma que o pátio não contribui para o desenvolvimento do município.

“Deixo claro novamente que Cubatão está à disposição para ajudar, como faz há décadas, no desenvolvimento portuário de nossa região, mas com atividades e ações que fortaleçam e incentivem a evolução econômica, ambiental e social de nosso Município”, diz um trecho do texto.

Todos os anos, durante a safra de grãos, os motoristas que trafegam pelas rodovias que cortam a Baixada com destino ao Porto sofrem com congestionamentos. Em dias comuns, cerca de 20 mil caminhões circulam pelo complexo portuário.

A APS informou que se compromete em dialogar com a comunidade e autoridades cubatenses para evitar transtornos e que, caso seja necessário, obras de infraestrutura serão realizadas para compensar os danos.



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Haja ventilador! Sensação térmica chegará aos 70°C no Brasil?


Recentemente, matérias na imprensa e nas redes sociais divulgaram que a sensação térmica no Brasil poderia chegar aos 70°C durante a onda de calor que começa a partir desta quarta-feira (12).

A Climatempo vem divulgando que essa onda de calor se instala no país entre os dias 12 e 21 de fevereiro deste ano e deve influenciar toda a Região Sudeste, muitas áreas do Sul, do Centro-Oeste e do Nordeste, além de uma pequena área no estado do Tocantins. Isso tudo é verdade, ou seja, os modelos meteorológicos sinalizam os locais onde o fenômeno climático deve atuar.

No entanto, o uso e a interpretação equivocados de ferramentas usadas normalmente pelos meteorologistas para os cálculos gerou desinformação para o público leigo.

Mas a sensação pode chegar a 70°C?

onda de calor 12 a 21 de fevereiroonda de calor 12 a 21 de fevereiro
Foto: Climatempo

A sensação térmica de 70°C é possível de ocorrer? Teoricamente sim. Contudo, questões específicas deveriam acontecer para a população sentir na pele esse tamanho calorão.

Isso porque a sensação térmica de calor é uma temperatura calculada por uma fórmula que envolve a temperatura do ar, em um determinado horário, e a umidade relativa do ar no mesmo horário.

Para a sensação térmica chegar a 70°C, a temperatura deveria ser de no mínimo 41°C e, no mesmo horário, a umidade relativa do ar precisaria estar em torno de 80%. Mas não é isso que se observa normalmente na prática, alerta a Climatempo.

Na atmosfera real, quanto mais quente está o ar, menor é o nível de umidade, porque o aquecimento do ar causa naturalmente a evaporação da umidade, isto é, perda de umidade naquela porção de ar.

Normalmente, em um dia com sol, os menores níveis de umidade no ar são observados em horários próximos das maiores temperaturas do dia. Quase sempre, a maior temperatura do dia ocorre durante a tarde, em geral até às 15 horas ou 16 horas. É também durante a tarde que, em geral, observam-se os menores índices de umidade no ar.

Por outro lado, os maiores índices de umidade no ar, considerando um dia com períodos de sol, são observados durante a noite, ao amanhecer ou no momento em que estiver chovendo.

Em dias totalmente nublados, ou com muitas nuvens e chuva frequente, os níveis de umidade no ar ficam sempre bastante elevados o dia todo. O excesso de nebulosidade e a chuva não vão deixar a temperatura atingir extremos. Por isso, na prática, é muito improvável termos, no mesmo horário, temperaturas de 40°C e umidade do ar de 80%.

Sensação térmica em Porto Alegre

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Foto: Climatempo

As matérias de jornais desta semana veicularam que a sensação térmica em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, poderia chegar aos 70°C.

Para tanto, os jornalistas que divulgaram os textos se basearam em dados divulgados diariamente no site da Climatempo e por uma tabela (acima) de uso comum dos meteorologistas para estimar a sensação térmica.

Nesta questão, o equívoco foi fazer as contas com a temperatura máxima estimada para um horário e a umidade relativa do ar máxima estimada para o dia, mas em outro horário.

Assim, o erro da matéria veiculada por parte da imprensa foi o de calcular a sensação térmica com a temperatura máxima estimada para o dia (40°C), que deveria ocorrer entre 14 horas e 15 horas do dia 11 de fevereiro de 2025, e a umidade relativa máxima prevista para o dia 11 de fevereiro, que era de 95% por volta das 2 horas da madrugada.

O cálculo, portanto, está errado, pois, como dito, a sensação térmica precisa ser calculada com valores de unidade de temperatura no mesmo horário.

Desta forma, usando a temperatura de 40°C por volta das 14 horas, a umidade relativa do ar estimada para este horário era de 49%. Com isso, a sensação térmica estimada era de, aproximadamente, 54°C.

O que é a sensação térmica?

A sensação térmica é uma temperatura calculada por uma fórmula que representa o que o corpo humano sentiria em determinadas condições de umidade no ar ou da velocidade do vento.

As fórmulas empíricas que calculam a sensação de frio combinam a temperatura real do ar com a velocidade do vento no mesmo horário. Para o cálculo da sensação de calor considera-se a temperatura do ar e a umidade relativa do ar no mesmo horário.

A temperatura, a umidade relativa do ar e a velocidade do vento variam ao longo do dia e, portanto, a sensação térmica também muda.



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Desenrola Rural deve alcançar um milhão de pequenos produtores



O Governo Federal publicou no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (12) o decreto 12.381, que institui o Desenrola Rural

Programa criado para liquidar e regularizar dívidas, além de facilitar acesso a novos financiamentos para agricultores familiares e cooperativas de mesmo público. Produtores rurais que queiram participar da iniciativa podem procurar instituições financeiras a partir de 24 de fevereiro. 

O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Paulo Teixeira, explicou que a medida tem o potencial para alcançar um milhão de agricultores familiares. 

“O Desenrola Rural vai permitir que essas famílias que não podem mais tomar o crédito agrícola possam tomá-lo, tendo em vista que eles repactuarão as dívidas. Uma parte já repactuou, mas tem score negativo, continuando sem acesso aos financiamentos, e isso também será solucionado”, afirmou Teixeira.  

Os descontos variam entre 50% e 96%, de acordo com a modalidade do item financiado. 

Para tal, serão realizadas operações, como a de liquidar ou renegociar as parcelas de crédito rural contratadas por meio do Pronaf, com os fundos constitucionais do Nordeste (FNE), do Norte (FNO) e do Centro-Oeste (FCO), entre 1º de janeiro de 2012 e 31 de dezembro de 2022. O prazo para aderir vai até 31 de dezembro de 2025.

Também serão contemplados inscritos na Dívida Ativa da União (DAU) e produtores em situação de inadimplência que são beneficiários do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF), do Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA) ou indígenas e quilombolas.

O Desenrola ainda vai atender filiados da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Contraf).

Renegociação e Crédito Consciente

O decreto lista como um de seus objetivos “promover a sustentabilidade econômica e o fortalecimento das atividades produtivas da agricultura familiar, com o objetivo de ampliar a produção de alimentos”.

Em conversa com o Porteira Aberta Empreender, o gerente de Capitalização e Serviços Financeiros do Sebrae, Valdir Oliveira, relatou que para alcançar a sustentabilidade financeira, é necessário ter consciência da realidade na qual vive. 

Como sugestão para que o pequeno empreendedor rural não caia em novas dívidas, o gerente indicou buscar criar um planejamento financeiro para o pequeno negócio rural. “É fundamental se planejar para renegociar [dívidas]. E planejar, é com o Sebrae”, afirmou Oliveira.

Em relação a novos créditos, Valdir Oliveira disse que é importante analisar opções oferecidas pelas instituições financeiras.

Para o Desenrola Rural, as instituições financeiras estão autorizadas a operar crédito rural pelo Banco Central do Brasil, conforme suas próprias políticas de crédito e cobrança. 

A publicação desta quarta também afirma que as instituições poderão conceder descontos para liquidação ou renegociação de operações de crédito contabilizadas em prejuízo ou em atraso há mais de cento e oitenta dias na data da publicação do decreto. 

Com informações da Agência Brasil 

Quer saber mais sobre Crédito Consciente e Acesso ao Crédito? Então assista os programas do Porteira Aberta Empreender.



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