quarta-feira, julho 8, 2026

Autor: Redação

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Safra 2025 pode ser 11,1% maior que a do ano passado, diz IBGE



A safra agrícola de 2025 deve totalizar um recorde de 325,3 milhões de toneladas, 32,6 milhões de toneladas a mais que o desempenho de 2024, um aumento de 11,1%. Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de janeiro, divulgado nesta quinta-feira (13), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em relação ao terceiro Prognóstico da Produção Agrícola de 2025, houve um aumento de 0,8% na estimativa, 2,7 milhões de toneladas a mais.

A área a ser colhida na safra agrícola de 2025 deve totalizar 80,9 milhões de hectares, 1,8 milhão de hectares a mais que o desempenho de 2024, um aumento de 2,4%, segundo o levantamento do IBGE divulgado nesta quinta.

Em relação ao terceiro Prognóstico da Produção Agrícola de 2025, houve um aumento de 0,6% na estimativa da área colhida, 472,1 mil hectares a mais.

Soja

A expectativa de uma nova safra recorde de soja tem ajudado a turbinar a projeção para a produção agrícola brasileira de 2025. A colheita da oleaginosa deve totalizar um ápice de 166,5 milhões de toneladas neste ano, um aumento de 14,9% em relação a 2024.

Em relação ao terceiro prognóstico para a safra 2025, porém, houve uma retração de 0,6% no rendimento médio e de 0,4% na estimativa da produção, o que representou uma queda de 750,2 mil toneladas.

“Ainda assim, estima-se que teremos um incremento de 11,7% no rendimento médio anual, que deve alcançar 3.519 kg/ha, contribuindo para que o volume colhido da oleaginosa represente mais da metade do total de cereais, leguminosas e oleaginosas produzidos no País em 2025”, frisou o IBGE.

Clima favorável

Além da soja, o país deve colher neste ano mais milho, algodão, sorgo, arroz e feijão. São esperados aumentos em 2025 para a soja (alta de 14,9%, para um recorde de 166,5 milhões de toneladas) e o milho (8,2%, para 124,1 milhões de toneladas).

O milho 1ª safra terá alta de 10,0%, para 25,2 milhões de toneladas, e o milho 2ª safra terá aumento de 7,8%, totalizando 98,9 milhões de toneladas.

As projeções são de aumentos também para o arroz (8,3%, para 11,5 milhões de toneladas), feijão (10,9%, para 3,4 milhões de toneladas), algodão (1,6%, para um novo recorde de 9,0 milhões de toneladas) e sorgo (5,4%, para 4,2 milhões de toneladas). O trigo deve encolher 3,3%, para 7,3 milhões de toneladas.

“O clima está beneficiando as lavouras, embora as chuvas tenham demorado a chegar. Desde os meses de outubro e novembro, tem chovido bem, com exceção da Região Sul, que já apresenta algumas secas”, disse Carlos Barradas, gerente da Coordenação de Agropecuária do IBGE, em nota.

Segundo o pesquisador, a estiagem atinge principalmente o Rio Grande do Sul, mas as perdas no estado ainda não estão contabilizadas no levantamento de janeiro.

As equipes do IBGE ainda estão em campo para atualizar as estimativas nas divulgações seguintes.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) também divulgou estatísticas sobre a safra brasileira nesta quinta-feira. O órgão indica a colheita de 325,7 milhões de toneladas de grãos na safra 2024/25, um crescimento de 9,4% em relação à temporada anterior. Os números da Conab diferem em relação aos divulgados pelo IBGE, pois utilizam metodologias diferentes, além de a Conab adotar o ano-safra e o IBGE, o ano civil.



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Onda de calor afeta 8 estados e se estende até 24 de fevereiro


A onda de calor que já atua no Brasil deve persistir e se intensificar nos próximos dias, estendendo-se até 24 de fevereiro de 2024, diz a Climatempo.

Além da duração prolongada, deve alcançar novas regiões, com destaque para o Centro-Oeste, além de Sul e Sudeste. Ao todo (conforme o mapa abaixo), oito estados e o Distrito Federal serão mais atingidos:

  • Paraná;
  • São Paulo;
  • Mato Grosso do Sul;
  • Goiás;
  • Minas Gerais;
  • Rio de Janeiro;
  • Espírito Santo; e
  • Bahia

Nessas áreas, as temperaturas podem subir entre 5°C e 7°C acima da média, o que configura uma onda de calor.

mapa de calor
Foto: Climatempo

“Além disso, o fenômeno se prolongará até o dia 24, favorecendo uma sequência de dias extremamente quentes”, diz a Climatempo.

De acordo com a empresa de meteorologia, é importante destacar que a onda de calor será restrita às áreas em vermelho do mapa, onde as temperaturas permanecerão pelo menos 5°C acima da média por cinco dias consecutivos.

Já nas áreas em laranja, o calor será intenso, com temperaturas elevadas entre 3°C e 5°C acima da média, mas sem atingir os critérios para ser classificado como onda de calor.

Qual será o pico do calor?

O início da onda de calor não acontece de forma homogênea em todas as regiões. Assim, algumas áreas aquecem mais rápido do que outras, influenciadas pela geografia local e pelas diferenças climáticas regionais.

No entanto, ao longo da próxima semana, a tendência é de uma elevação mais generalizada das temperaturas em todas as áreas afetadas, prevê a Climatempo.

Apesar do calor intenso, a chuva ainda deve ocorrer nos próximos dias, mas de forma isolada. Contudo, as pancadas serão mais esparsas e terão pouco efeito na redução do calor.

Isso acontece porque a massa de ar quente inibe a formação de nuvens carregadas, favorecendo dias mais secos e quentes na maior parte das regiões impactadas.



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Cogo projeta diminuição no potencial produtivo da soja; confira os números



A colheita da soja no Brasil tem avançado de forma lenta devido a condições climáticas adversas. O sul do país sofre com a estiagem, enquanto outras regiões enfrentam excesso de chuvas. Esse cenário tem impactado diretamente a produtividade da soja e as expectativas de safra para o ano 2024/2025. Em paralelo, a semeadura do milho da segunda safra também enfrenta desafios devido à janela de plantio apertada.

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De acordo com o consultor em Agronegócios Carlos Cogo, as perdas de produtividade são em estados como Paraná e Rio Grande do Sul, devido às temperaturas altas e à seca. Contudo, a região do Matopiba apresenta condições promissoras, com destaque para a Bahia, que deve registrar uma produtividade recorde, superior a 4.000 kg por hectare. No entanto, a colheita de soja está atrasada, com apenas 16% da área colhida até 10 de fevereiro, contra 23% na mesma época do ano anterior.

Apesar desse atraso, a previsão é que a colheita avance mais rapidamente nas próximas semanas, com o retorno de um período seco, especialmente na região do Cerrado. A redução do potencial produtivo em algumas áreas tem levado consultorias a revisar suas estimativas de safra, com a projeção atual para a soja sendo de 165,5 milhões de toneladas, uma diminuição em relação à previsão anterior de 170 milhões de toneladas.

No entanto, a recuperação dos preços da soja tem sido uma notícia positiva para os produtores brasileiros, com os preços futuros de Chicago atingindo valores entre US$ 10,50 e US$ 10,80 por bushel, após uma elevação.

No que diz respeito ao milho, apesar da lentidão na semeadura, as expectativas são otimistas, com um aumento na área plantada estimado em 4%, o que poderia levar a produção total para 126 milhões de toneladas.

A janela de plantio do milho está apertada, com apenas 20% da área semeada até 10 de fevereiro, comparado a 35% no ano passado. No entanto, as condições de mercado são favoráveis, com uma alta nas cotações futuras na Bolsa de Chicago e boas perspectivas para os produtores no Centro-Oeste, região que concentra a maior parte da produção.

Carlos Cogo destaca que, apesar dos atrasos, os produtores devem acelerar o plantio do milho à medida que a colheita da soja avança, aproveitando as condições climáticas favoráveis. O risco de um frio mais intenso durante o inverno também preocupa, por isso, quanto mais cedo o milho for plantado, menor o risco para a safra.



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‘Dou continuidade ao que meu pai trabalhou a vida toda’, diz Claudia D’Agostini


Mulher indicada ao Prêmio Soja Brasil
Foto: Canal Rural | Personagem Claudia D´Agostini

A produtora rural Claudia D’Agostini, de Sabáudia, no Paraná, foi indicada ao Prêmio Personagem Soja Brasil. Junto com sua irmã, Claudia segue firme no processo de sucessão familiar na propriedade rural, continuando o legado de seu pai.

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Há cerca de oito anos, as irmãs começaram a assumir a liderança nas decisões da propriedade, quando o pai delas passou a responsabilidade diretamente para elas. Claudia compartilha a enorme responsabilidade de dar continuidade ao trabalho de uma vida inteira e, ao mesmo tempo, construir algo novo e especial.

“Para mim, a responsabilidade de ser sucessora vai além de simplesmente manter o que foi feito antes. Eu me esforço muito para conduzir de forma excepcional e construir o futuro da propriedade com dedicação”, explica Claudia.

Ela destaca que o maior desafio é equilibrar a sua visão e personalidade na gestão da propriedade, sem perder de vista as tradições passadas de geração em geração. No entanto, ela acredita que a troca de ideias com sua irmã tem sido muito positiva, pois essas divergências acabam se complementando, resultando em práticas mais eficientes.

Uma das inovações que a dupla implementou na propriedade foi a adoção do Manejo Integrado de Solo (MIP), uma abordagem que busca disseminar por meio de práticas agrícolas sustentáveis. Após realizar o curso de MIP, as irmãs decidiram implementar o método em toda a área da propriedade. Atualmente, 100% da lavoura já adota esse manejo, que tem mostrado ser uma forma segura e eficiente de promover uma agricultura mais sustentável.

“O agro é muito sustentável e vemos a importância de boas práticas e um bom manejo, principalmente diante das mudanças climáticas que estamos enfrentando. Como trabalhadores do campo, sentimos essas mudanças na pele, e acreditamos que a nova geração está mais aberta e preparada para utilizar essas práticas”, comenta Claudia.

Claudia também reflete sobre a realidade de ser mulher no campo. Crescida na propriedade, ela observa a diferença entre ela e seus amigos de infância. “Percebo que, enquanto para os meninos o espaço no campo parece ser algo natural, para nós, mulheres, precisamos conquistar esse espaço, provar que somos capazes”, afirma.

A indicação ao Prêmio Personagem Soja Brasil é um reconhecimento importante para Claudia, que celebra a oportunidade de ter seu trabalho reconhecido. “Independentemente de ganhar ou não, ser indicada para um prêmio desse porte já é uma alegria imensa”, conclui.



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Safra e produção de petróleo devem deixar real mais valorizado, diz secretário da Fazenda



O secretário de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, afirmou nesta quinta-feira (13), que um motivo para acreditar em um real mais valorizado é a elevada safra esperada para este ano e a maior produção de petróleo.

Mello disse que o agronegócio e a produção de petróleo, duas atividades importantes, terão dinamismo razoável em 2025. Segundo ele, ambas as atividades têm a característica de reduzir preços.

“Safra [maior] impacta o preço dos alimentos e a produção de petróleo pode reduzir preços e combustíveis e energia”, afirmou.

O secretário explicou que o aumento nos preços monitorados e a pequena queda nos preços livres traz visão de que a inflação deve fechar próxima de 4,8% este ano. O cálculo foi baseado em um câmbio de R$ 6 para cada dólar.

“Caso esse câmbio mais valorizado persista, obviamente isso terá impactos no nosso cenário inflacionário, impactos de redução desse quadro”, afirmou.

“A safra mais forte e a produção maior de petróleo também devem impactar no resultado pouco superior na balança comercial, o que representa também maior disponibilidade de dólares no mercado doméstico”, disse ele.

Ele reiterou que o mercado de trabalho ficará menos pressionado em 2025 por um ritmo moderado de serviços. Em relação à maneira como o pico do dólar em 2024 vai afetar a inflação em 2025, Mello disse que é algo a ser avaliado.



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AgroNewsPolítica & Agro

primeiro caso de Ferrugem Asiática é registrado na safra 24/25 na Bahia



Ferrugem Asiática pode causar grandes perdas de produtividade




Foto: Aline Merladete

Na Bahia, a safra 2024/25 de soja registrou o primeiro caso de Ferrugem Asiática (Phakopsora pachyrhizi) neste mês de fevereiro. O foco foi identificado no núcleo produtor de Rosário, em Correntina, no dia 5, por meio do Programa Fitossanitário da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba). A confirmação ocorreu após análise laboratorial com apoio da Fundação BA, em Luís Eduardo Magalhães.

O monitoramento da doença contou com o suporte do sistema Caça-Esporos, que monitora constantemente os principais núcleos produtivos da região, incluindo o Anel da Soja (Estrada do Café), Placas, Bela Vista, Paraíso e Rodovia da Soja. O registro tardio da Ferrugem Asiática nesta safra contrasta com anos anteriores, quando os primeiros focos foram detectados em novembro e dezembro. Esse atraso é atribuído ao fortalecimento das ações de monitoramento fitossanitário, ao uso de boas práticas agrícolas e à assistência técnica dos produtores.

A Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), responsável pelo registro oficial da doença no estado, acompanha a situação e reforça que não há motivo para alarde. O monitoramento das lavouras baianas conta com a colaboração de Aiba, Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Embrapa e Fundação Bahia. Coletores de esporos instalados em pontos estratégicos do oeste baiano são ferramentas essenciais para detectar precocemente a Ferrugem Asiática da Soja e outras doenças, como a Ramulária do Algodão. “Nós estamos acompanhando a situação por meio do Programa Fitossanitário, em parceria com a Aiba, Abapa e Fundação Bahia. É fundamental que o produtor esteja atento às informações técnicas para monitorar sua lavoura e realizar as aplicações de fungicidas quando necessário. Não há motivo para alarde, pois a ferrugem asiática está ocorrendo em baixa pressão e de forma tardia na nossa região. A recomendação é intensificar o controle e seguir as orientações técnicas”, explica Nailton Almeida, fiscal estadual agropecuário da Adab.

A Aiba recomenda que produtores comuniquem imediatamente qualquer suspeita da doença ao Programa Fitossanitário ou à Adab para a adoção de medidas adequadas. Segundo Aloisio Junior, gerente de Agronegócios da Aiba, a identificação tardia da Ferrugem nesta safra demonstra a eficiência das estratégias de controle.

A Ferrugem Asiática pode causar grandes perdas de produtividade se não for manejada corretamente. O uso adequado de fungicidas e o cumprimento do plano de manejo são essenciais para reduzir os impactos na lavoura.





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Embarques de genética avícola caem 13,4% em janeiro, mas setor está otimista



Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações de genética avícola – incluindo ovos férteis e pintos de 1 dia – totalizaram 2.139 toneladas em janeiro, saldo 13,4% menor em relação ao mesmo período do ano passado, com 2.470.

A receita de exportações de janeiro chegou a US$ 19,233 milhões, saldo 0,8% menor em relação ao registrado no ano anterior, com US$ 19,391 milhões.

O México é o principal destino das exportações. O país importou 898 toneladas de genética avícola brasileira em janeiro, número 13% superior ao do mesmo período do ano anterior. Em seguida, vieram:

  • Senegal: 455 toneladas (-3%);
  • Paraguai: 338 toneladas (+97%);
  • Venezuela: 186 toneladas (+289%); e
  • Colômbia: 73 toneladas (+181%)

“Apesar da retração pontual no mês, vemos forte demanda de países que são tradicionais importadores da genética brasileira, como México, Paraguai e Venezuela. É esperado que o fluxo siga demandante nos próximos meses”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.



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Perdeu a Abertura Nacional da Colheita da Soja? Saiba como assistir!



quase uma semana, em Santa Carmem, região de Sinop, em Mato Grosso, aconteceu a Abertura Nacional da Colheita da Soja. O evento, que simboliza a conexão entre o trabalho no campo e a colheita de soja, teve início com uma reflexão sobre as histórias de superação que se renovam a cada safra. Foi ressaltada, também, a importância da inovação tecnológica como parceira essencial nesse processo. Para assistir é muito simples, basta acessar o link no Youtube:

Durante uma manhã intensa de aprendizado e trocas de experiências, o público teve a oportunidade de acompanhar debates sobre os obstáculos e as chances de crescimento do setor agrícola. Além disso, o evento também trouxe discussões sobre temas como sustentabilidade, biocombustíveis e a COP 30, refletindo a importância desses tópicos para o futuro da agricultura.

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Invaldo Weiss, anfitrião do evento, compartilhou sua história com os participantes. O proprietário da Fazenda Esperança falou sobre os altos e baixos de sua trajetória e como se prepara para lidar com os desafios de cultivar 2.750 hectares de soja. Embora o início da safra tenha sido marcado por pouca chuva, a colheita seguiu sem maiores prejuízos até o momento, embora os altos custos ainda sejam um dos maiores desafios do setor.

O presidente do Canal Rural, Julio Cargnino, ressaltou a relevância do evento para o agronegócio nacional. Ele destacou que, ao lado de tantas lideranças do setor, teve a honra de participar da 13ª edição do Projeto Soja Brasil.

Durante seu discurso, Cargnino agradeceu a Invaldo Weiss por receber todos os participantes na Fazenda Esperança e fez questão de valorizar a transmissão ao vivo do evento, que levou o conhecimento a todo o Brasil. Ele também saudou Maurício Buffon, presidente da Aprosoja Brasil, e os 13 presidentes das Aprosojas estaduais, destacando o recorde de participação no evento.

Não fique de fora e acompanhe tudo o que foi comentado e discutido neste encontro especial!



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AgroNewsPolítica & Agro

Estiagem agrava dívidas e Farsul pede prorrogação de prazos



“Produtores querem pagar, mas precisam de tempo”, diz Gedeão Pereira




Foto: Divulgação

A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) promoveu, na noite de quarta-feira (12), uma reunião com sua diretoria e representantes de sindicatos rurais para discutir os impactos da estiagem severa que afeta o estado e o crescimento do endividamento dos produtores rurais. A seca, que sucede um período de excesso de chuvas, tem comprometido gravemente a produção agrícola e agravado a situação financeira do setor.

O presidente do Sistema Farsul, Gedeão Pereira, destacou a gravidade do cenário em vídeo divulgado nas redes sociais da entidade, alertando que os agricultores não buscam perdão de dívidas, mas sim mais tempo para quitar seus compromissos. “Sabemos e estamos a par da situação. Fizemos uma assembleia com nossos sindicatos rurais para discutir realmente aquilo que está acontecendo no Estado. Mais uma vez, o Estado de uma calamidade pública causada pelo excesso de chuvas e entrou noutra calamidade agrícola agora pela falta da mesma chuva. Isso está trazendo um pesado endividamento aos produtores que vem se estendendo no tempo e que nós não estamos enxergando uma solução de curto prazo”, comenta o presidente.

Diante do cenário de perdas, Gedeão Pereira ressaltou que a prorrogação das dívidas é essencial para garantir a sobrevivência da atividade agrícola no estado. Segundo ele, o setor produtivo precisa de um plano estruturado para lidar com os impactos climáticos, que têm sido recorrentes. “Temos que estar unidos as nossas entidades principalmente para junto com as pessoas que têm o mando nesta nação descobrirmos um caminho, uma solução não mais de curto prazo, porque curto prazo foi o que nós fizemos ano passado. Agora nós temos que alongar o prazo dessa dívida dos produtores que não querem perdão. Querem pagar as suas contas sem dúvida nenhuma, mas precisa de tempo”, continua.

A preocupação da Farsul se estende ao impacto da estiagem na safra de verão, que já apresenta perdas expressivas. De acordo com a entidade, a falta de chuvas compromete o desenvolvimento das lavouras e, consequentemente, a rentabilidade dos produtores. “Tempo é tudo aquilo que nós vamos trabalhar para que os produtores possam ter viabilidade para o futuro, porque novamente, infelizmente, nós estamos tendo mais uma importante perda nesta safra de verão”, completa o presidente.





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projeto aprova acordo sobre mercado internacional



O Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 266/23 contém o Acordo Internacional do Café de 2022, assinado pelo Brasil em reunião da Organização Internacional do Café (OIC), em Londres. O texto está em análise na Câmara dos Deputados.

Criada em 1963, a OIC é a depositária do acordo. A entidade atualmente reúne países responsáveis por 93% da produção mundial de café e por 63% do consumo mundial. O Brasil é o principal produtor e exportador e o segundo consumidor.

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Este acordo é o oitavo no âmbito da OIC e, em síntese, trata dos objetivos e da estrutura da entidade. Desde 1994, a organização atua como foro de discussão, cooperação e intercâmbio entre os seus filiados nos temas relacionados ao café.

Segundo o governo, com o oitavo acordo, uma nova forma de cálculo dos votos para as decisões na OIC contribuirá para uma participação mais precisa de cada país no mercado internacional de café, favorecendo a posição brasileira.

Além disso, o tratado inova em pontos como a afiliação de entidades do setor privado e da sociedade civil, a fixação das contribuições dos países-membros para a OIC e a constituição de grupo de trabalho para análise da cafeicultura.

O Brasil mantém acordos internacionais com diversos países e entidades. Pela Constituição, esses instrumentos devem ser aprovados pelo Congresso Nacional.

A proposta já foi aprovada pelas comissões de Relações Exteriores e de Defesa Nacional; de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

O projeto ainda precisa ser aprovado pelo Plenário e, depois, pelo Senado.

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