quarta-feira, julho 8, 2026

Autor: Redação

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Nova York registra queda no açúcar; Londres avança


Segundo dado divulgado pela Udop, as cotações do açúcar foram entregues mistas nas bolsas internacionais nesta quarta-feira (13). Enquanto o açúcar bruto negociado na ICE Futures de Nova York registrou queda no contrato de março/25, os demais vencimentos tiveram leve valorização. Já o açúcar branco, na ICE Futures Europe de Londres, fechou o dia em alta para todos os lotes.

Na ICE Futures de Nova York, o contrato março/25 do açúcar bruto foi negociado a 19,76 cents/lb, uma queda de 11 pontos em relação à sessão anterior. Por outro lado, o contrato maio/25 teve nível alto de 6 pontos, cotado a 18,34 centavos/lb. Os demais vencimentos também obtiveram ganhos, variando entre 4 e 9 pontos.

Já na ICE Futures Europe, em Londres, todos os contratos de açúcar branco fecharam valorizados. O contrato março/25 arrecadou US$ 12,50, sendo comercializado a US$ 545,30 por tonelada. O contrato maio/25 avançou US$ 6,10, negociado a US$ 518,40 por tonelada. Os demais vencimentos tiveram altas entre US$ 4,70 e US$ 5,50.

No Brasil, as cotações do açúcar cristal recuaram na quarta-feira, segundo o Indicador Cepea/Esalq (USP). O saco de 50 kg foi comercializado a R$ 143,86, contra R$ 144,89 da véspera, o que representa uma queda de 0,71%.

O etanol hidratado também registrou desvalorização, de acordo com o Indicador Diário Paulínia. As usinas venderam o biocombustível a R$ 2.942,50 por metro cúbico, frente aos R$ 2.952,50 de terça-feira, representando uma queda de 0,34%.





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Programa quer ampliar produção de alimentos saudáveis no Nordeste



Uma parceria entre o governo federal e os estados do Nordeste está implementando o Programa de Produção e Consumo de Alimentos Saudáveis nos Territórios do Nordeste (PAS Nordeste). A iniciativa busca ampliar a produção e o consumo de alimentos saudáveis, promovendo a segurança alimentar e enfrentando os desafios das mudanças climáticas.

O programa está alinhado à Política Nacional de Abastecimento Alimentar (PNAAB) e será coordenado pelo ministro Márcio Macêdo, da Secretaria-Geral da Presidência da República.

“Esse programa já nasce com recursos para beneficiar 71% dos municípios do Nordeste. Contamos com a participação de diversas entidades e queremos integrar os Fóruns de Participação Social dos Estados para fortalecer todos os territórios da região”, destacou Macêdo.

Ações e estratégias

O programa será desenvolvido em duas fases:

  • Curto prazo (até 24 meses) – Implementação de assistência técnica, fortalecimento da produção e comercialização de alimentos saudáveis.
  • Médio prazo – Elaboração e execução do Plano Territorial de Abastecimento Alimentar para garantir continuidade e expansão do programa.

Entre as ações imediatas, destacam-se:

  • Criação da Agenda Territorial de Ações Imediatas com Visão Estratégica (Agter);
  • Desenvolvimento de um roteiro de governança territorial;
  • Formação de uma rede de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater);
  • Implementação de uma estratégia de segurança alimentar e nutricional;
  • Estruturação de um circuito territorial de abastecimento e comercialização

Para viabilizar o PAS Nordeste, a Secretaria-Geral da Presidência da República (SGPR) firmou um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), com vigência de 48 meses. Além disso, a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) participa do programa por meio de um Termo de Execução Descentralizada (TED).

A meta para 2025/2026 é consolidar um modelo de governança territorial que integre políticas públicas e fortaleça a participação social, garantindo mais alimentos saudáveis e sustentáveis para o Nordeste.



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Fábrica educadora da JBS é inaugurada com o potencial de formar carreiras internacionais


A JBS e o Instituto J&F deram mais um passo importante na formação e qualificação profissional de jovens aprendizes: a inauguração da fábrica educadora de Amparo, em São Paulo, neste sábado (15).

Com um investimento de R$ 3 milhões em infraestrutura e operação, a unidade capacitará ao longo deste ano 200 alunos, com idade entre 18 e 23 anos, por meio do Programa Evoluir.

Localizado na unidade de produção da JBS no município, o espaço é um ambiente de aprendizado moderno, equipado com salas de aula multimídia com projetores, lousas interativas e câmeras, tudo para proporcionar aos jovens estudantes uma experiência dinâmica e tecnológica.

Além disso, o empreendimento conta com auditório, sala exclusiva para professores, vestiários e uma área dedicada a atividades esportivas.

Porta de entrada ao mercado de trabalho

Durante a cerimônia de inauguração, que contou com 400 pessoas, a diretora-executiva de Gente e Gestão da Seara, empresa do Grupo J&F, Rosângela Pereira, destacou a importância de iniciativas que acolham o início de carreira.

“Todos nós que estamos aqui, não começamos deste ponto. Alguém, em algum momento, abriu uma porta para que a nossa carreira começasse. Essa é uma iniciativa onde estamos buscando um jovem que não tem experiência para ele entrar em uma fábrica educadora e conseguir aprender a parte teórica e prática para que possa ir ao mercado de trabalho, que, se ele quiser, pode ser na própria Seara porque ele vai aprender fazendo e vai crescer muito dentro da companhia ou dentro da JBS como um todo, e nós não temos limite.”

A unidade de produção em Amparo, inaugurada em 1974, é um importante polo profissional da região, contando com 2.300 colaboradores diretos. Especializada em aves, atende às marcas Seara, Seara DaGranja e Swift.

Carreira internacional

O diretor-executivo de Operações In Natura da Seara, Daniel Ávila, reforçou que os aprendizes da fábrica educadora podem almejar até mesmo carreiras internacionais.

“Temos uma operação muito grande fora do Brasil, estamos em cinco continentes e trabalhamos em cerca de 190 países. Daqui [do Programa Evoluir], saiu o Gabriel, um supervisor que assumiu uma responsabilidade e está trabalhando nos Estados Unidos. Temos um programa que se chama Global Talent em que identificamos potenciais e quem quer ter novos desafios e quer trabalhar fora [do país]. Aos alunos que vamos incentivar, saibam que o seu futuro é promissor e você vai poder escolher aonde quer trabalhar.”

Além disso, Ávila reforçou que a unidade de Amparo da JBS que agora conta com a fábrica educadora vai gerar ainda mais economia e bens sociais à comunidade e a todo o município de Amparo, localizado na Região Administrativa de Campinas.

O gerente da unidade de Amparo, Lucas Henrique Steinmetz, ressalta que a fábrica possui mais de 50 anos e os alimentos produzidos na planta não abastecem apenas o mercado interno, mas também grande parte dos países onde a JBS atua.

Programa Evoluir

JBS inaugura Fábrica Educadora em Amparo (SP)JBS inaugura Fábrica Educadora em Amparo (SP)
Foto: JBS

Com duração de 12 meses, o Programa Evoluir oferece aos participantes uma combinação de uma hora e meia diária de atividades teóricas, com conteúdo exclusivo do Instituto J&F, e seis horas e meia semanais de prática, com possibilidade de efetivação na JBS após o quarto mês.

“O Evoluir é uma das principais portas de entrada para novos talentos na JBS. Aqui na unidade, o programa tem sido um grande sucesso, e esperamos fortalecê-lo cada vez mais, oferecendo aos jovens da região a oportunidade de desenvolver suas habilidades e iniciar suas carreiras conosco. O crescimento da operação ampliará ainda mais essas oportunidades”, afirma Steinmetz.

Além do Programa Evoluir, a unidade em Amparo conta com a iniciativa Germinare VET, que oferecerá 25 vagas para o Ensino Médio, para formação de futuros líderes na área de produção e supervisão fabril, com foco em veterinária, e o Programa Master de Produção, que capacita colaboradores internos para cargos de supervisão, com 90 vagas previstas para 2025. No total, serão mais de 300 vagas de educação.

O Instituto J&F, entidade responsável pela qualificação dos programas de jovem aprendiz da JBS promove uma formação que integra escola, empresa, família e comunidade. Em 2025, o Instituto completa 15 anos de existência, e, desde 2024, é a entidade qualificadora do Programa Evoluir, formando jovens para a JBS e outras empresas educadoras do Grupo J&F.

As inscrições para o Programa Evoluir em Amparo devem ser realizadas neste site.

*Colaboração de Michelle Jardim



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saiba como prevenir e controlar doença que desafia a pecuária leiteira



A mastite é um dos principais desafios enfrentados pelos produtores de leite, especialmente no período chuvoso. A doença, que provoca a inflamação das glândulas mamárias, compromete não só a saúde das vacas, como também a qualidade do leite, causando prejuízos econômicos. 

“Durante o período chuvoso, os bovinos ficam mais vulneráveis, por estarem mais tempo em contato com lama e fezes. O excesso de umidade é propício para a proliferação de bactérias que entram pelos tetos da vaca e provocam o processo infeccioso”, afirma o pesquisador da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) Daniel Sobreira Rodrigues.

Com o intuito de alertar sobre a prevenção e o controle da mastite, Rodrigues e duas graduandas do curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário de Sete Lagoas (Unifemm), Gabrielle Gonçalves e Leide Dayane Guimarães, listam algumas práticas preventivas para minimizar a infestação. Entre as recomendações, estão a limpeza e a higiene das instalações e dos equipamentos.

“Manter as instalações secas e ventiladas ajuda a minimizar o estresse e a proliferação de patógenos e pragas. Além disso, é fundamental garantir a limpeza e a manutenção das máquinas de ordenha. A imersão dos tetos em solução antisséptica antes (pré-dipping) e após a ordenha (pós-dipping) é essencial para evitar infecções”, aponta o pesquisador.  

Tipos e identificação

A mastite apresenta dois tipos principais: a clínica, caracterizada por sintomas visíveis, como edema no úbere, endurecimento dos tetos, presença de grumos, pus e sangue no leite; e a subclínica que não tem sintomas claros, mas afeta a composição, a produção e a qualidade do leite.

É importante que os responsáveis pela ordenha estejam capacitados para identificar precocemente os sinais da doença e adotar medidas preventivas. O diagnóstico da mastite clínica pode ser feito pelo descarte dos primeiros jatos de leite em uma caneca de fundo preto telado para a verificação dos grumos.

A partir do diagnóstico é possível empregar estratégias como a linha de ordenha, que estabelece uma sequência de modo a evitar que animais com mastite contaminem os sadios. A ordem seria: vacas que não possuem mastite (primíparas), vacas que nunca tiveram a doença (multíparas), vacas curadas, vacas com mastite subclínica e, ao final, aquelas com mastite clínica.



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Desemprego é o menor da série histórica em 14 estados


Em meio a um mercado de trabalho aquecido, a taxa média anual de desemprego recuou ao piso da série histórica em 14 das 27 unidades da Federação em 2024, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na média nacional, a taxa anual de desemprego recuou 1,2 ponto porcentual em um ano, passando de 7,8% em 2023 para 6,6% em 2024. A tendência de queda foi acompanhada por 25 unidades da Federação.

Diversificação de setores

A queda disseminada da taxa de desemprego no país reflete a diversificação da expansão da ocupação ao longo de 2024, registrada em diversas atividades econômicas, como comércio, indústria, transporte e logística e construção, justificou Adriana Beringuy, coordenadora da pesquisa do IBGE.

“De modo geral, as regiões reproduzem o que acontece no cenário nacional”, apontou.

As 14 unidades da Federação com taxa anual de desocupação no piso histórico foram:

  • Rio Grande do Norte (8,5%);
  • Amazonas (8,4%);
  • Amapá (8,3%);
  • Alagoas (7,6%);
  • Maranhão (7,1%);
  • Ceará (7,0%);
  • Acre (6,4%);
  • São Paulo (6,2%);
  • Tocantins (5,5%);
  • Minas Gerais (5,0%);
  • Espírito Santo (3,9%);
  • Mato Grosso do Sul (3,9%);
  • Santa Catarina (2,9%); e
  • Mato Grosso (2,6%)

As maiores taxas médias de 2024 foram registradas na Bahia (10,8%), Pernambuco (10,8%) e Distrito Federal (9,6%), enquanto as menores ficaram com Mato Grosso (2,6%), Santa Catarina (2,9%) e Rondônia (3,3%).

Renda mensal dos trabalhadores

mãos segurando notas de cinquenta reais auxílio emergencial renda mínima créditomãos segurando notas de cinquenta reais auxílio emergencial renda mínima crédito
Foto: Agência Brasil

A renda média real mensal habitual auferida pelos trabalhadores brasileiros em 2024 alcançou um ápice histórico de R$ 3.225 em 2024, impulsionada por recordes em 13 unidades da Federação.

Os maiores rendimentos médios foram vistos no Distrito Federal (R$ 5.043), São Paulo (R$ 3.907) e Paraná (R$ 3.758), enquanto os menores ocorreram no Maranhão (R$ 2.049), Ceará (R$ 2.071) e Bahia (R$ 2.165).

Contrariando uma tendência sazonal de recuo, houve aumento na taxa de desocupação no período em 12 unidades da Federação, porém, com variação considerada estatisticamente estável, ou seja, dentro do intervalo da margem de erro da pesquisa.

Nenhum estado, incluindo o Distrito Federal, teve elevação estatisticamente significativa na taxa de desemprego, segundo o IBGE.

Na média nacional, a taxa de desemprego caiu de 6,4% no terceiro trimestre de 2024 para 6,2% no último trimestre do ano. Em São Paulo, esse índice passou de 6,0% para 5,9% no período.

Os recuos na taxa de desocupação para além da margem de erro ocorreram no Paraná (0,7 ponto porcentual), Minas Gerais (0,7 ponto porcentual) e Rio Grande do Sul (0,6 ponto porcentual).

No quarto trimestre de 2024, as maiores taxas de desocupação foram as de Pernambuco (10,2%), Bahia (9,9%) e Distrito Federal (9,1%), enquanto as menores ocorreram em Mato Grosso (2,5%), Santa Catarina (2,7%) e Rondônia (2,8%).



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ABINBIO defende inclusão dos biológicos na Lei de Patentes



Reunião discutiu necessidade de debate sobre atualização da Lei



Entidades da Sociedade Civil e Academia podem contribuir com a modernização
Entidades da Sociedade Civil e Academia podem contribuir com a modernização – Foto: Divulgação

O Diretor de Relações Internacionais da ABINBIO, Mauro Heringer, esteve recentemente reunido com a Andrea Maceraa, Secretária de Competitividade e Política Regulatória (SCPR) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Na ocasião ele apresentou o pleito da Associação quanto a necessidade de debate sobre a mudança na Lei de Patentes, visando permitir a patente de produtos biológicos e seres vivos não transgênicos.

Com a instituição de Grupo de Trabalho sobre Propriedade Intelectual pelo MDIC, Heringer defendeu que o novo debate precisa ser feito pelo Governo, criando espaços para que as entidades da sociedade civil e academia possam contribuir com a modernização da legislação. Andrea Maceraa garantiu que haverá espaço para que a ABINBIO possa contribuir com o GT de Propriedade Intelectual, uma vez que o debate sobre patente de seres vivos tem muitos lados e não é um tema pacífico dentro do governo.

Além disso, os representantes do MDIC informaram que o GT produz, anualmente, um estudo amplo sobre um tema definido no início do ano. O tema de 2025 ainda não foi definido, de forma que levarão o tema de patentes de seres vivos para deliberação interna.

Por fim, os representantes do Ministério pediram que a ABINBIO encaminhe ofício com o Pleito para eles, apresentando os pleitos do setor, a importância da discussão do tema, exemplos de patentes brasileiras em outros países, bem como a sugestão de realização de seminário, no âmbito do MDIC, para debater o assunto.

Além de Andrea Maceraa, participaram da reunião pela SCPR Juliana Ghizzi Pires, Diretora do Departamento de Política de Propriedade Intelectual e Infraestrutura da Qualidade e Miguel Carvalho, Coordenador-Geral de Propriedade Intelectual. Junto com Mauro Heringer esteve Enrico Ribeiro, da Consillium.





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pesquisa aumenta ganho de peso em mais de duas vezes e diminui tempo de criação


Pesquisa coordenada pela Embrapa Pesca e Aquicultura (TO) conseguiu aumentar em mais de duas vezes o ganho de peso do tambaqui em tanque-rede. Com técnicas que envolvem suplementação hormonal e alimentar, os cientistas obtiveram 1,7 kg em dez meses nesse sistema de produção, o que representa uma taxa de ganho de peso 2,04 maior em relação ao resultado normalmente alcançado, que é de aproximadamente 1 kg em doze meses.

Esses dados são de tanques com densidade de 40 quilos por metro cúbico (kg/m³) e o acréscimo de peso foi calculado com base na média mensal.

Promover melhorias na produção de tambaqui em tanque-rede é uma das prioridades da pesquisa agropecuária voltada à pesca e à aquicultura, uma vez que pode contribuir para a inclusão socioprodutiva de piscicultores familiares. É o caso do projeto “Uso de populações monossexo de tambaquis”, ou Monotamba, liderado pela pesquisadora Flávia Tavares.

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Foto: Aliny Melo/Embrapa

A produção de tambaqui em tanques-rede é uma forma eficiente e ambientalmente responsável de cultivar essa espécie, por promover uma aquicultura sustentável e com ganhos crescentes de produtividade.

Além disso, facilita o acesso a mercados locais em regiões ribeirinhas, permitindo uma produção mais próxima dos consumidores finais, o que pode reduzir custos de transporte e melhorar a qualidade do produto final.

Na pesquisa foram utilizadas somente fêmeas, que em tambaqui demonstram maior ganho de peso, ao contrário da tilápia, por exemplo. Elas receberam o hormônio estradiol na fase de recria por seis semanas. Parte da pesquisa foi feita no Sistema de Recirculação de Água (RAS) e parte em tanque-rede no Lago de Palmas, onde a Embrapa tem desenvolvido experimentos nesse sistema de produção.

Outra iniciativa nesse sentido, no projeto BRS Aqua, já havia conseguido reduzir de doze para nove meses o tempo para o tambaqui atingir 1 kg em tanque-rede na densidade de 40 kg/m³. Para isso, houve manejos como classificação dos animais e ajustes na tabela alimentar.

No projeto Monotamba, foram obtidos bons resultados também com a população chamada mista (em que machos e fêmeas compõem o mesmo lote). O ganho de peso chegou a 1,4 kg em dez meses, o que é considerado positivo. Essa população não recebeu estradiol na etapa de recria e funcionou como controle no tanque-rede, ou seja, foi a população que serviu como base de comparação para aquela que recebeu o hormônio e era composta apenas por fêmeas.



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Mercado de trigo no Sul segue pressionado


Segundo a TF Agroeconômica, os moinhos do Rio Grande do Sul avançam lentamente na cobertura de suas necessidades para abril, o que mantém pressão sobre os preços. Com uma disponibilidade estimada em 1,15 milhão de toneladas, os negócios seguem constantes, mas sem grandes altas devido à ausência de demanda de fora do estado. No mercado interno, os compradores indicam preços ao redor de R$ 1.300,00 por tonelada para embarque e pagamento no fim de março, enquanto para trigos mais fortes os valores sobem para R$ 1.350,00. Já os vendedores variam entre R$ 1.300,00 e R$ 1.400,00. Para exportação, as negociações seguem alinhadas às nomeações de navios, enquanto o preço da pedra em Panambi se manteve em R$ 65,00 por saca.  

Em Santa Catarina, os preços do trigo e a demanda dependem diretamente da movimentação do mercado de farinhas. As ofertas FOB variam entre R$ 1.300,00 e R$ 1.400,00 por tonelada, com valores finais chegando a R$ 1.600,00 no leste do estado devido ao frete e ICMS. A procura por farelo caiu, pressionando os preços para R$ 1.100,00 ensacado. Algumas cooperativas estão segurando os estoques à espera de valorizações futuras. Os preços pagos aos triticultores se mantiveram estáveis pela quarta semana consecutiva, com variações regionais entre R$ 68,00 e R$ 74,33 por saca.  

No Paraná, os preços do trigo apresentaram leve alta de 0,33% conforme o CEPEA. As cotações oscilaram entre R$ 1.390,00 e R$ 1.445,00 por tonelada, dependendo da necessidade dos compradores e dos custos logísticos. O preço mais frequente ficou em R$ 1.450,00 CIF moinhos para entrega em março e pagamento em abril, com alguns negócios pontuais a R$ 1.400,00 FOB devido à necessidade de liberar espaço para soja e milho. No norte e oeste, compradores indicam valores entre R$ 1.450,00 e R$ 1.470,00, mas a logística segue limitada até março. O aumento nos fretes, impulsionado pela chegada da safra de milho e soja, e as chuvas têm dificultado a movimentação do grão.

 





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resistência a defensivos preocupa produtores e exige novas soluções


O Show Rural Coopavel 2025, realizado entre os dias 10 e 14 de fevereiro em Cascavel, Paraná, consolidou-se como um dos maiores eventos do agronegócio na América Latina. Com mais de 600 expositores nacionais e internacionais, a feira atraiu produtores rurais em busca de soluções inovadoras para o controle de doenças e pragas, um dos grandes desafios da agricultura atual.

Caruru resistente: um desafio crescente

O caruru (Amaranthus) tem se tornado uma das principais ameaças à produtividade das lavouras, especialmente no Rio Grande do Sul. De acordo com João Tomás, gerente de marketing regional da Ihara, a disseminação dessa planta daninha está diretamente relacionada à resistência aos herbicidas convencionais.

“Se essa planta daninha se torna resistente ao glifosato, o controle passa a ser ineficaz. Além disso, ela possui um alto potencial de disseminação, pois cada planta produz milhares de sementes”, explicou Tomás. Para mitigar esse problema, ele destaca a importância do uso de herbicidas pré-emergentes como o Yamato, que garante um controle mais eficiente e evita a competição inicial com a cultura principal.

O combate ao percevejo e a importância dos inseticidas rápidos

O percevejo tem sido outra grande preocupação dos produtores. Segundo Tomás, a escolha de defensivos adequados é essencial para evitar perdas significativas.

“Se o inseticida demora para agir, o percevejo continua causando danos e colocando ovos, aumentando ainda mais a infestação. Produtos como Zeus garantem uma ação rápida, impedindo a reinfestação e reduzindo a necessidade de reaplicação”, afirmou.

Pragas e estresse climático

A Sumitomo também apresentou soluções eficazes para o manejo de plantas daninhas e pragas. Luciano Jaloto, diretor de marketing da empresa no Brasil, destacou o herbicida pré-emergente de três ativos que controla eficientemente plantas como pé de galinha e Amaranthus.

“Nosso produto atua mesmo em solos cobertos com palha, diferentemente de outros herbicidas que têm dificuldades nessas condições”, afirmou Jaloto.

Além disso, a empresa trouxe ao evento o Kaiso Max, um inseticida formulado para combater percevejos com ação de choque rápida e excelente efeito residual.

Outro foco da Sumitomo foi a linha “Soja Mais e Milho Mais”, que visa melhorar a estrutura da planta para resistir a condições climáticas adversas. “A agricultura tropical enfrenta desafios crescentes com estiagens e altas temperaturas. Essa linha ajuda no desenvolvimento radicular e melhora a absorção de água e nutrientes”, acrescentou.

Genética e resistência: o papel das sementes no manejo de doenças

A importância do melhoramento genético no controle de pragas e doenças também foi um dos temas abordados na feira. Marcelo, representante da Supra Sementes, destacou que o desenvolvimento de híbridos resistentes é essencial para garantir produtividade e estabilidade nas lavouras.

“Os híbridos precisam ser adaptados às condições regionais e às principais ameaças sanitárias. Somente com pesquisas localizadas conseguimos selecionar os materiais mais adequados”, explicou.

O mercado de milho, segundo ele, continuará crescendo, impulsionado pela produção de etanol e pela safrinha. “A resistência à cigarrinha é uma das principais demandas dos produtores hoje, e temos trabalhado para desenvolver materiais que atendam a essa necessidade”, afirmou Marcelo.

O mercado de defensivos e os desafios climáticos

Felipe Daltro, diretor de marketing da Corteva, trouxe um panorama sobre o mercado de defensivos no Brasil.

“Nosso mercado é o maior do mundo, e a tendência é de crescimento. O produtor precisa de mais aplicações por hectare para garantir um controle eficiente de pragas e doenças”, afirmou Daltro.

Sobre os desafios climáticos no Rio Grande do Sul, Daltro ressaltou a resiliência dos agricultores gaúchos. “A seca impacta algumas regiões, mas a diversidade de culturas ajuda a compensar as perdas e manter o setor fortalecido.”

Agricultura digital e o futuro do manejo de pragas

“A integração entre sementes, defensivos e ferramentas digitais é essencial. A agricultura digital permite que o produtor monitore sua lavoura com precisão, otimizando as aplicações de defensivos e maximizando a produtividade”, afirmou Oliveira.

A Bayer também está investindo em novas formulações de fungicidas e herbicidas, focadas na sustentabilidade e na segurança ambiental. “As novas soluções apresentam toxicidade reduzida e maior seletividade, atacando apenas as pragas-alvo sem prejudicar organismos benéficos”, explicou.

O Show Rural Coopavel 2025 reforçou que a combinação de biotecnologia, defensivos avançados e agricultura digital é essencial para enfrentar os desafios do campo. O manejo preventivo e integrado de pragas e doenças é a melhor estratégia para garantir produtividade e sustentabilidade nas lavouras brasileiras. Com um mercado de defensivos em expansão e tecnologias cada vez mais inovadoras, o produtor tem à disposição ferramentas eficazes para proteger sua produção e maximizar seus resultados.





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Pancadas fortes de chuva trazem alerta para o país; confira a previsão de hoje



Dia de pancadas de chuva de moderada a forte intensidade em boa parte do país. Alerta de temporais no Norte e no Nordeste. Veja a previsão para as cinco regiões:

Sul

Áreas de instabilidades ainda estimulam nuvens carregadas sobre o Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e do Paraná neste sábado. Risco de temporais no oeste, sul e parte do leste gaúcho. Atenção no sul catarinense e paranaense, com possibilidade de pancadas fortes.

Sudeste

A chuva ocorre em forma de pancadas moderadas a forte em São Paulo, no Triângulo e sul de Minas Gerais e em parte do centro-sul do Rio de Janeiro. Chuva mais irregular no centro-norte e nordeste mineiro e no estado do Espírito Santo.

Centro-Oeste

A chuva mais forte continua concentrada em Mato Grosso, com pancadas a qualquer momento no centro-leste e norte do estado. Chove com moderada a forte intensidade e risco para raios em parte de Mato Grosso do Sul e em Goiás. Pancadas à tarde no Distrito Federal.

Nordeste

Chove de maneira pontual e isolada no norte da Bahia e no litoral. Tempo firme no interior de Pernambuco e na região do Recife. Alerta para temporais entre o litoral do Ceará e do Maranhão.

Norte

A chuva continua forte na Região, com alerta entre o Amazonas, Roraima, Amapá, Pará e Tocantins – risco alto de temporais e chuva volumosa em Manaus, Belém e Macapá.



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