quarta-feira, julho 8, 2026

Autor: Redação

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Exportações de açúcar reduzem 47,1% na comparação com a média de fevereiro…


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As exportações de açúcar e melaços pelos Brasil durante os primeiros dez dias úteis deste mês tiveram uma média diária 47,1% inferior à de fevereiro de 2024. Isso é o que mostra relatório divulgado nesta segunda-feira (17) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, por meio da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Enquanto que fevereiro de 2024 teve uma média diária de exportações de açúcar e melaços de 158.125,2 toneladas, sendo que em todo o mês os embarques chegaram a 3.004.379,0 toneladas. No início do mês atual, a média é de 83.709,3 toneladas, com um total de 83.709,3 toneladas até o momento.

Diante de uma queda de 10,6% no preço, que passou de US$ 526,6/tonelada para US$ 471,0/tonelada em 2025. Por isso, houve uma redução de 52,7% na média de faturação, que caiu de US$ 83.263,7 mil para US$ 39.423,7 mil. Dessa maneira, até o momento, em dez dias úteis, o Brasil faturou US$ 394.236,8 mil com embarques de açúcar e melaços, sendo que em todo fevereiro de 2024, em 19 dias úteis, foram US$ 1.582.010,4 mil.

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Fonte:

Notícias Agrícolas





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o que esperar do mercado do grão?



O mercado da soja tem apresentado variações nos últimos dias, o que reflete mudanças tanto na produção quanto na demanda global. De acordo com a plataforma Grão Direto, nos Estados Unidos, os estoques de soja permaneceram estáveis em 10,34 milhões de toneladas. No Brasil, a safra segue estimada em 169 milhões de toneladas, mas na Argentina, a produção caiu para 49 milhões, impactada por condições climáticas desfavoráveis.

No cenário global, o USDA reduziu tanto os estoques de soja quanto a produção global, com as novas projeções apontando para 124,34 milhões de toneladas de estoques e uma produção global de 420,76 milhões de toneladas. A China, por sua vez, manteve suas importações em 105,5 milhões de toneladas, sendo um dos principais destinos da soja mundial.

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A alta demanda externa no Brasil tem impulsionado os prêmios nos portos, alcançando os melhores níveis do ano, o que ajuda a amenizar a queda nas cotações de Chicago e no valor do dólar. Essa dinâmica tem sido positiva para os produtores brasileiros, que se beneficiam da maior demanda. A colheita da soja no Brasil avançou na última semana, especialmente em Mato Grosso, apesar das chuvas nas regiões Centro-Oeste e Norte do país. Se o ritmo da colheita continuar, o Brasil deve alcançar patamares semelhantes aos das safras anteriores, atendendo tanto à demanda interna quanto externa.

No mercado de Chicago, o contrato de soja para março de 2025 fechou a US$10,37 por bushel, registrando uma queda de 1,05% na semana. O contrato para maio de 2025 também apresentou redução, fechando a US$10,53 por bushel (-1,03%). O dólar, por sua vez, sofreu uma queda de 1,55%, atingindo a região de R$5,70, o que pressionou negativamente os preços da soja brasileira.

As previsões climáticas para o Brasil indicam que as chuvas devem continuar afetando grande parte do país, especialmente nas regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste, devido ao fenômeno La Niña, que favorece a passagem de frentes frias e a formação de corredores de umidade. No entanto, o noroeste do país deve permanecer mais seco, o que pode beneficiar a colheita em algumas regiões.

A lentidão na colheita ainda é uma preocupação para o mercado comprador, e as exportações caíram 80% em relação ao ano passado, o que tem levado a um aumento nos prêmios nos portos. Caso o ritmo da colheita se estabilize, esses prêmios podem recuar.

A situação na Argentina continua sendo desafiadora, com a qualidade das lavouras em declínio. A Bolsa de Cereales da Argentina reduziu a porcentagem de lavouras boas ou excelentes para 17%, comparado aos 31% do ano passado. As próximas semanas serão decisivas para determinar o potencial produtivo do país, especialmente nas regiões de Córdoba, Santa Fé e Buenos Aires. Caso as condições climáticas não melhorem, é possível que as previsões de produção sejam ajustadas para baixo, o que agrava ainda mais a situação da safra argentina.



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Biodefensivos mantêm produtividade da soja no calor intenso



A expectativa é que a participação dos bioinsumos cresça ainda mais nos próximos anos



Assim como todas as culturas agrícolas, a soja enfrenta crescentes desafios sanitários
Assim como todas as culturas agrícolas, a soja enfrenta crescentes desafios sanitários – Foto: Pixabay

O avanço das mudanças climáticas impõem desafios à produção de soja no Brasil, afetando o ciclo produtivo e favorecendo o surgimento de pragas e doenças. Diante desse cenário, o uso de bioinsumos tem ganhado destaque, oferecendo soluções sustentáveis para o manejo da lavoura. Segundo a FarmTrak Bioinsumos, 33% da safra 2022/23 já adotou essa tecnologia, que fortalece a microbiota do solo e reduz impactos ambientais.  

Assim como todas as culturas agrícolas, a soja enfrenta crescentes desafios sanitários devido às mudanças climáticas. Períodos prolongados de seca, chuvas intensas fora de época e aumento agressivo da temperatura média impactam diretamente o ciclo produtivo, dificultando o manejo das lavouras. Essas condições proporcionam comprometimento direto na produtividade, além de favorecer a ação de pragas e doenças. Os prejuízos vêm de diferentes frentes”, detalha.

Para Luiz Marcandalli, gerente Nacional de Marketing da Rainbow, os biodefensivos são aliados essenciais na mitigação dos efeitos climáticos adversos. A Rainbow Agro, por meio da divisão Rainbow Bio, aposta nessa tendência e disponibiliza soluções como Besroute, Besular, Searent e Searoot, fertilizantes que contribuem para o equilíbrio nutricional das plantas.  

A expectativa é que a participação dos bioinsumos cresça ainda mais nos próximos anos, impulsionada pela busca por maior produtividade e menor impacto ambiental. Com mais de 20 anos de experiência e presença em mais de 100 países, a Rainbow Agro reforça seu compromisso em oferecer tecnologias inovadoras para a agricultura brasileira.

“Além dos eficazes Besroute e Besular, Searent é um fertilizante organomineral com alta concentração de potássio K2O. Já Searoot é um fertilizante orgânico organomineral que possui em sua composição alta concentração de carbono e potássio”, detalha o gerente Nacional de Marketing da Rainbow.

 





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Tempo seco e quente! Sistema de alta pressão ganha força e chuva diminui



O instituto Climatempo divulgou um boletim informando que a atuação de um sistema de alta pressão deve manter o predomínio de tempo firme em praticamente todos os estados da região Sudeste. Sendo assim, o calor ganha força e segue sendo destaque em todas as capitais, com chance para recorde na cidade do Rio, com 40 °C, em São Paulo, com 34 °C e em Vitória, com 37 °C.

Esse sistema impede a formação de instabilidades. O estado de São Paulo terá muito sol, pouca nebulosidade e calor. A capital paulista pode registrar ao longo da semana recordes para o ano de 2025. A Climatempo prevê máxima de 35 °C. No interior, as máximas podem variar em torno de 35 a 37 °C. Litoral não tem previsão de chuva e as máximas ficam acima de 30 °C.

Onde chove

Uma frente fria avança sobre a costa do Rio Grande do Sul e reforça as instabilidades sobre o estado. Ainda no período da manhã, condições para alguns núcleos de chuva sobre áreas da Campanha Gaúcha, Fronteira Oeste, Sul, Região Central e Região Metropolitana.

No decorrer das horas, os termômetros devem seguir apresentando elevação mais significativa e o tempo fica abafado – a chuva também ganha força entre o final da manhã e durante a tarde, com ALERTA para temporais, inclusive na grande Porto Alegre.

Em Santa Catarina, a semana começa sob condição de tempo mais aberto, marcado pela presença de sol entre algumas nuvens. A partir da tarde de hoje (17), as instabilidades associadas à frente fria avançam sobre o estado catarinense, que fica em atenção para chuva forte; risco para alguns temporais no sul e no litoral sul catarinense.

No Paraná, as condições são semelhantes: sol entre nuvens em boa parte do dia, e chuva sobre áreas do sul paranaense entre o fim da tarde e início desta noite.

Na Região Centro-Oeste, a combinação de calor e umidade continuam provocando algumas pancadas de chuva sobre a Região. Áreas do Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás terão muito calor, com condições de chuva à tarde que pode vir com força e acompanhada por raios.

Chuva no litoral

No Nordeste, a ZCIT e a circulação de ventos marítimos sobre a costa vão continuar estimulando a formação de nuvens carregadas sobre a costa norte e leste da região. Áreas do sertão e agreste com predomínio de sol e muito calor.

Na região Norte, as instabilidades continuam atuando sobre todos os estados. Destaque para a condição de chuva mais pesada entre Amazonas, Pará, Acre e Rondônia com alerta de temporais. No Amapá, a chuva segue associada à aproximação da ZCIT e há risco de volumes elevados e chuva frequente em Macapá.



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Miguel Daoud comenta sobre a pressão da Moratória da Soja no Brasil



Na última semana, a Aprosoja Brasil divulgou uma nota que orienta os produtores de soja a não aceitarem cláusulas nos contratos de compra e venda que atendam aos requisitos da legislação ambiental da União Europeia, conhecida como Lei Antidesmatamento. A intenção da Aprosoja é pressionar as empresas que negociam a soja brasileira para fora do país para que não incluam esse tipo de exigência nos contratos.

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Miguel Daoud, comentarista do Canal Rural, começou a discussão com uma pergunta interessante sobre a produção de soja no Brasil. Ele mencionou que a produção da safra gira em torno de 160 milhões de toneladas, mas que a Europa compra menos de 10 milhões de toneladas dessa soja.

Daoud comenta que, a maior parte da produção brasileira vai para a China, com cerca de 52 milhões de toneladas processadas aqui no Brasil. Apesar de a Europa ser um mercado importante, ele explicou que o foco das grandes tradings está nos consumidores que não exigem as rigorosas cláusulas ambientais impostas pela legislação da União Europeia.

Ele levantou a questão de como as tradings, ao impor essas exigências ambientais, acabam penalizando os produtores brasileiros. Ele observou que muitos produtores não estão dentro dos padrões exigidos pelas cláusulas da União Europeia, mas isso não significa que estejam desmatando ilegalmente. De acordo com ele, se houver irregularidades ambientais, o problema deve ser resolvido internamente no Brasil, dentro dos parâmetros do Código Florestal, e não por legislações externas.

O comentarista também criticou o fato de as grandes empresas, que ganhavam prêmios ao exportar para a Europa, não repassarem esses benefícios aos produtores rurais. Apesar da pressão para aceitar essas cláusulas, Daoud defendeu que o produtor rural não deve ceder, pois, independentemente das exigências externas, ele sempre encontrará compradores para sua soja, especialmente em mercados como a China.

Para Daoud, a Europa, embora importante, não é o maior consumidor de soja brasileira, e o Brasil não deve se submeter a essas pressões internacionais, especialmente quando os próprios mercados europeus enfrentam questões tributárias internas. No final, ele reforçou a posição da Aprosoja de não aceitar imposições externas, destacando que o mercado interno e outros países compradores ainda garantem a venda da soja brasileira. Daoud concluiu que os produtores continuarão vendendo sua soja, argumentando que o Brasil deve se manter firme diante dessas pressões externas.



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Estado alcança 67 ‘Selos Agro SP Artesanais’ e lança nova plataforma para consumidores


Neste mês de fevereiro, o estado paulista atingiu a marca de 67 ‘Selos Agro SP Artesanais’, uma certificação importante concedida a produtores rurais locais.

Para este reconhecimento, aconteceu um mutirão informativo com os produtores de todo o Estado, em que foram apresentadas inúmeras vantagens em adquirir o reconhecimento. 

O selo, oferecido pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo,  promove a excelência dos produtos artesanais, garantindo que os consumidores tenham acesso a alimentos de alta qualidade e com segurança alimentar.

A obtenção dos selos ocorre após visitas técnicas, em que são avaliados diversos aspectos dos processos de fabricação, que vão desde higiene até práticas de manejo e conservação dos produtos.

Entre os negócios certificados estão queijarias, apicultores, produtores de embutidos e outros estabelecimentos.

“Um dos principais objetivos da Secretaria de Agricultura com essa ação, é oferecer ao produtor artesanal uma ferramenta adicional que agrega valor ao seu produto. Por isso, mutirões informativos acabam sendo métodos eficazes em prol do desenvolvimento do seu negócio”, afirma Emilio Bocchino, coordenador da Coordenadoria de Desenvolvimento dos Agronegócios (Codeagro).

Concedido gratuitamente pela Codeagro, o selo garante a segurança alimentar e valoriza os produtos paulistas.

Além disso, garantir o reconhecimento junto aos consumidores, melhora a rentabilidade dos produtores artesanais e atesta a confiabilidade no mercado.

Plataforma digital facilita a localização dos produtos certificados

Para impulsionar ainda mais os negócios dos produtores artesanais, a Codeagro lançou uma plataforma digital, para que seja possível localizar os produtores que receberam o selo. 

A ferramenta não só proporciona um aumento nas vendas aos produtores, como também fortalece o vínculo com os consumidores, que podem comprar com mais confiança e transparência. 

O produtor rural que deseja adquirir o selo precisa atender alguns critérios do Serviço de Inspeção de São Paulo (SISP Artesanal), que estabelece diretrizes claras de produção e inspeção.

O Sebrae oferece orientações para ajudar o produtor neste caminho do reconhecimento dos produtos.

Porteira Aberta Empreender: conectando o campo e o mundo

Se você é micro ou pequeno produtor rural e deseja abrir as portas do seu negócio de forma sustentável, assista e participe do programa Porteira Aberta Empreender.

O programa é uma produção do Canal Rural em parceria com o Sebrae, e é o lugar certo para você, micro e pequeno produtor rural, descobrir soluções, produtos, serviços e inovações que vão fortalecer seu o empreendedorismo.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp.

Confira onde assistir ao programa

No dia 27 de fevereiro, assista ao Porteira Aberta Empreender em um destes canais:

Arte com os canais de TV do Canal Rural. Assista ao Porteira Aberta EmpreenderArte com os canais de TV do Canal Rural. Assista ao Porteira Aberta Empreender
Canais disponíveis para assistir ao programa Porteira Aberta Empreender, às quintas-feiras, às 17h45, e aos domingos, às 7h30.

Acesse aqui e confira temas abordados como Exportação para Pequenos Produtores, Acesso ao Crédito, Indicação Geográfica, entre outros. Acesse e participe pelo WhatsApp!



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Gigante ganha certificação em sementes de algodão



A empresa informou que pretende buscar novas certificações



A empresa informou que pretende buscar novas certificações
A empresa informou que pretende buscar novas certificações – Foto: Canva

A SLC Sementes conquistou, em janeiro, a certificação NBR ISO 9001:2015, que abrange diferentes etapas da produção de sementes de algodão. De acordo com a empresa, a certificação inclui a Fazenda Paysandu (BA), responsável pelo plantio e colheita, além das Fazendas Panorama e Palmares (BA), que também realizam o descaroçamento. A Indústria de Beneficiamento de Sementes em Palmares VIII (BA) foi certificada pelos processos de deslintamento, beneficiamento, tratamento, armazenagem e expedição. A matriz em Porto Alegre (RS) obteve a certificação para processos de apoio à produção e logística.  

Segundo a SLC Sementes, a implementação e manutenção do Sistema de Gestão da Qualidade visam melhorias contínuas nos processos. A certificação ISO 9001:2015 estabelece critérios para a padronização e controle de qualidade na produção, com requisitos voltados à eficiência operacional e à satisfação do cliente.  A empresa informou que pretende buscar novas certificações para ampliar a padronização de suas operações no segmento de sementes de algodão.  A SLC Sementes também destacou o trabalho das equipes da SLC Agrícola S/A na obtenção da certificação.

“Além disso, implementamos e mantemos o Sistema de Gestão da Qualidade, garantindo melhorias contínuas em nossos processos. Essa certificação e as que ainda virão, reforçam nosso compromisso em cultivar um futuro agrícola sustentável gerando satisfação aos nossos clientes. Nosso agradecimento especial aos times SLC Sementes e SLC Agrícola S/A pelo trabalho incansável para tornar essa certificação realidade!”, disse a empresa, em uma publicação em seu perfil oficial na rede social LinkedIn.

 





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Com expectativa de recorde, colheita da soja se intensifica, e liquidez aumenta no Brasil



A colheita de soja vem se intensificando no Brasil, o que tem elevado a liquidez no mercado spot, ou seja, negociados para entrega imediata. Ainda assim, pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indicam que parte dos consumidores evita comprar grandes volumes, na expectativa de preços menores no próximo mês, tendo em vista a possível safra nacional recorde.

Vizinhos

Na Argentina e no Paraguai, pesquisadores do Cepea relatam que o avanço das colheitas começa a evidenciar uma produção menor que a apontada até o momento. A produção global de soja da safra 2024/25 foi revisada negativamente pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA sigla em inglês) neste mês -queda de 0,8% frente ao relatório anterior, indo para 420,76 milhões de toneladas – devido sobretudo aos impactos do déficit hídrico nos dois países, que prejudicaram o desenvolvimento de parte das lavouras da oleaginosa.

Sobre o Cepea

O Cepea faz parte do Departamento de Economia, Administração e Sociologia da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP) e é um grupo de pesquisas registrado no CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).



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Etanol tem alta em 17 estados e é mais vantajoso que gasolina em 5; saiba quais



Os preços médios do etanol hidratado subiram em 17 estados e no Distrito Federal, caíram em 8 e ficaram estáveis em Pernambuco na semana passada. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilados pelo AE-Taxas.

Nos postos pesquisados pela Agência em todo o país, o preço médio do etanol subiu 0,46% na comparação com a semana anterior, a R$ 4,39 o litro.

Em São Paulo, principal estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, a cotação média subiu 0,24% no período, de R$ 4,18 para R$ 4,19 o litro. A maior alta porcentual na semana, de 8,82%, foi registrada no Amazonas, onde o litro passou a R$ 5,43. A maior queda no período, em Rondônia, foi de 2,97%, para R$ 5,23.

O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 3,39 o litro, em São Paulo. O maior preço, de R$ 6,49, foi observado em Pernambuco. Já o menor preço médio estadual, de R$ 4,11 foi registrado em Mato Grosso do Sul, enquanto o maior preço médio foi verificado no Amapá, de R$ 5,52 o litro.

Mais competitivo

O etanol mostrou-se mais competitivo em relação à gasolina em cinco Estados na semana passada. Na média dos postos pesquisados no país, o etanol tinha paridade de 68,92% ante a gasolina no período, portanto favorável em comparação com o derivado do petróleo, conforme levantamento da ANP compilado pelo AE-Taxas.

Executivos do setor observam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade maior do que 70%, a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado.

O etanol é mais competitivo em relação à gasolina nos seguintes Estados: Acre (69,30%), Mato Grosso (66,82); Mato Grosso do Sul (66,83%), Paraná (68,71%) e São Paulo (67,69%).



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Feijão barato para o consumidor, prejuízo para o produtor



“Enquanto isso, no exterior, o cenário é outro”



Apesar do excesso de oferta, não há iniciativas do governo para subsidiar o escoamento via exportação
Apesar do excesso de oferta, não há iniciativas do governo para subsidiar o escoamento via exportação – Foto: Canva

O mercado de feijão-carioca e feijão-preto segue com bom volume de negócios, mas os preços continuam abaixo do custo, segundo o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (IBRAFE). Com negociações entre R$ 140 e R$ 150 por saca, os produtores e empacotadores acumulam prejuízos, enquanto os consumidores não percebem a diferença, já que o rendimento no prato permanece o mesmo, mesmo com feijões danificados pela chuva.  

Apesar do excesso de oferta, não há iniciativas do governo para subsidiar o escoamento via exportação ou cobrir custos de frete, acelerando a comercialização. O maior entrave, no entanto, está na burocracia do Ministério da Agricultura (MAPA), que sofre com a falta de fiscais para emissão dos certificados necessários ao comércio internacional. Enquanto a inteligência artificial já otimiza processos no setor privado, no serviço público, a estrutura engessada ainda impede avanços.  

Um concurso anunciado para maio prevê a admissão de 520 servidores no MAPA, o que pode aliviar a situação, mas a urgência é imediata. Exportadores enfrentam altos custos logísticos devido à demora na liberação de documentos nos portos, comprometendo a competitividade do produto brasileiro no mercado externo.  

“Enquanto isso, no exterior, o cenário é outro: os Estados Unidos e a Índia possuem mais de 20 profissionais dedicados exclusivamente à promoção comercial do agro, enquanto o Brasil conta com um único adido comercial, um verdadeiro herói que faz milagres para atender às demandas de exportação. No Brasil, as manchetes diárias seguem focadas em disputas ideológicas e brigas pelo poder. Como diz o ditado indiano: ‘Enquanto os elefantes brigam, quem sofre é a grama’”, conclui.





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