quarta-feira, julho 8, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Falta de umidade prejudica crescimento de pastagens



Milheto e capim-sudão sofrem atraso no crescimento




Foto: Canva

O boletim conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na última quinta-feira (13), aponta que as condições das pastagens no Rio Grande do Sul variam conforme a região, com chuvas favorecendo algumas áreas e estiagem prejudicando outras.

Na região de Bagé, as pastagens de sorgo forrageiro, milheto e capim-sudão apresentaram bom rebrote após as chuvas de 5 de fevereiro. No entanto, em São Gabriel, as pastagens de braquiárias, panicuns e capim-elefante apresentam crescimento reduzido, exigindo menor carga animal para evitar desfolha excessiva.

Já em Santa Margarida do Sul, a situação é mais crítica, com novas queimadas atingindo grandes áreas de campo nativo.

Na Serra Gaúcha, a luminosidade e as temperaturas favoreceram o desenvolvimento das forrageiras, mas o estresse hídrico limitou o crescimento das pastagens. O capim-sudão e o milheto estão com desenvolvimento atrasado devido à baixa umidade.

No Alto Vale do Taquari, em Dois Lajeados, as chuvas regulares beneficiaram as pastagens. Já em Teutônia e Montenegro, no Baixo Vale do Taquari e Vale do Caí, a falta de chuvas e o calor excessivo dificultaram o crescimento forrageiro, com ataques de cigarrinhas e lagartas sendo registrados.

 

  • Passo Fundo: a escassez de chuvas impactou o crescimento do campo nativo, exigindo roçadas para controle de invasoras.
  • Santa Maria: chuvas beneficiaram as pastagens da Quarta Colônia, mas em São Francisco de Assis, a baixa oferta forrageira tem levado ao uso intensivo de feno, silagem e ração, aumentando os custos de produção.
  • Santa Rosa: há perda significativa de área foliar em tiftons devido à seca. No milheto e capim-sudão, observa-se menor consumo pelos animais, possivelmente devido à presença de alcaloides nas folhas.

     






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Variedade de feijão-guandu melhora nutrição animal e reduz custos


Pesquisadores da Embrapa Caprinos e Ovinos (CE) concluíram um estudo que avaliou a adaptabilidade de cultivares de feijão-guandu ao Semiárido brasileiro. O objetivo era encontrar uma variedade que proporcionasse maior economia na alimentação de caprinos, ovinos e bovinos. A pesquisa apontou a cultivar comercial Super N como a mais indicada para a região, apresentando produtividade média de 6,2 mil quilos por hectare (kg/ha) de matéria seca de forragem.

A pesquisa, conduzida ao longo de três anos, foi realizada em áreas experimentais em Sobral (CE), Boa Viagem (CE) e Sumé (PB). Os cientistas analisaram 21 genótipos, sendo quatro cultivares comerciais e 17 experimentais.

A avaliação considerou dias de florescimento, altura das plantas e produtividade de grãos, fatores essenciais para a escolha da variedade mais estável frente às condições climáticas do Semiárido.

Foto: Fernando Guedes/EmbrapaFoto: Fernando Guedes/Embrapa

Os resultados mostraram que todos os genótipos avaliados tiveram produtividade de matéria seca entre 4,6 mil e 9 mil kg/ha. A cultivar Super N destacou-se por apresentar 16% mais produtividade de grãos em relação à segunda melhor opção, a Iapar 43.

O desempenho da Super N supera em mais de 2 mil kg/ha a produtividade de outras cultivares já indicadas para o Semiárido, como a Taipeiro, que registrou apenas 2,49 mil kg/ha. A pesquisa foi realizada com o apoio da Embrapa Pecuária Sudeste (SP), Instituto Federal do Ceará (IFCE) e Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).

Melhoramento genético do feijão-guandu

O melhoramento genético do feijão-guandu no Brasil começou na década de 1970, com pesquisas conduzidas pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Embrapa Cerrados (DF), Embrapa Pecuária Sudeste (SP) e Embrapa Semiárido (PE). O grão tem sido utilizado para rotação de culturas, melhoria da qualidade do solo e produção de grãos para consumo humano.

Segundo o pesquisador Fernando Guedes, líder do estudo na Embrapa, o guandu é uma cultura altamente adaptável. No Sudeste, por exemplo, ele é utilizado na rotação com cana-de-açúcar e amendoim, além de ser cultivado em quintais por sua longevidade – podendo produzir por até quatro anos sem necessidade de replantio.

Impacto na pecuária do Semiárido

A pesquisa representa um avanço para produtores de caprinos e ovinos no Semiárido, que necessitam de opções de alimentação mais eficientes e acessíveis. Sumé (PB), uma das maiores regiões de produção de caprinos leiteiros no Brasil, é um dos locais beneficiados pela parceria entre Embrapa e UFCG.

Com a conclusão do estudo, a Embrapa iniciará a validação da cultivar em propriedades maiores. A próxima etapa inclui dias de campo para produtores e a divulgação das formas de aquisição das sementes.

Benefícios do guandu

O feijão-guandu, também chamado de andu, é uma leguminosa originária da África que se adaptou bem ao solo e clima do Brasil. Seus grãos são ricos em proteínas, fibras, vitaminas e minerais. Além disso, a planta fixa nitrogênio no solo, tornando-se uma alternativa sustentável para recuperação de terras degradadas.

Na alimentação animal, o guandu fornece proteína e energia para caprinos, ovinos, bovinos e aves. Sua forragem pode ser utilizada na forma de feno ou silagem, reduzindo a dependência de farelos de soja e milho, que possuem custos mais elevados.

“Ao incorporar o guandu na dieta dos animais, o produtor consegue diminuir custos com ração concentrada e melhorar o balanço nutricional da alimentação, aumentando a oferta de proteína para o rebanho”, explica Guedes.

Com a validação final e a introdução da cultivar no mercado, a expectativa dos pesquisadores é que o feijão-guandu Super N amplie a produtividade do Semiárido, garantindo um novo recurso para pequenos e médios produtores da região.



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Cooperativa mineira encerra atividades e deixa cafeicultores no prejuízo


A Cooperativa Central de Muzambinho (Coocem), no sul de Minas Gerais, encerrou as atividades e supreendeu os produtores de café do município e também os da cidade ao lado, de Nova Resende.

Isso porque a sede da empresa está fechada desde 11 de fevereiro e os cafeicultores não conseguem acesso às informações sobre as sacas de café que estavam estocadas no armazém da cooperativa.

A equipe da EPTV Sul de Minas, afiliada da Rede Globo, esteve na sede da Coocem em Muzambinho e não encontrou ninguém que pudesse dar esclarecimentos. Por enquanto, dois produtores de Nova Resende registraram boletim de ocorrência.

A reportagem do Canal Rural tentou contato com a cooperativa por telefone, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestações.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Muzambinho, Cleber de Oliveira Marcon, disse ao portal G1 que o proprietário da cooperativa comunicou aos produtores, por meio de um áudio, que honrará com os pagamentos.

Marcon afirmou que um levantamento para identificar a quantidade de produtores lesados e o valor devido a eles está sendo feito.

A Central de Cafés, marca ligada à cooperativa, divulgou nota afirmando que o fechamento foi para a adequação dos negócios e que em breve os serviços serão reestabelecidos:

comunicado cooperativa cafécomunicado cooperativa café
Foto: Reprodução Redes Sociais

“A gente está pedindo que os produtores organizem os documentos que têm desse depósito de café e procure os sindicatos para que possa fazer o levantamento quantas sacas eram para existir no armazém. Estamos aguardando, de acordo com um áudio que saiu do dono da empresa, que seja realizado uma reunião esta semana para passar os produtores quais os próximos passos”, afirmou Marcon.



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Inflação entre 4% e 5% é relativamente normal, diz Haddad



O atual nível de inflação do Brasil está relativamente dentro da normalidade para o Plano Real, disse nesta segunda-feira (17) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Em conferência do Fundo Monetário Internacional (FMI) na Arábia Saudita, o ministro avaliou que o Brasil deixou para trás o período em que a inflação estava em torno de dois dígitos.

“O Brasil tem feito um trabalho, tentando encontrar um caminho de equilíbrio e sustentabilidade, mesmo em fase de um ajuste importante. O Brasil deixou uma inflação de dois dígitos há três anos. Hoje, temos uma inflação em torno de 4% a 5%, que é uma inflação relativamente normal para o Brasil desde o Plano Real, há 26 anos”, declarou o ministro no painel “Um caminho para a resiliência dos mercados emergentes”.

Furou o teto

Apesar de estar em um dígito, a inflação estourou o teto da meta em 2024 e deve fazer o mesmo neste ano, de acordo com o mercado financeiro.

Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central (BC) com instituições financeiras, a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve encerrar 2025 em 5,6%, mais de um ponto percentual acima do teto da meta, de 4,5%.

No ano passado, o IPCA ficou em 4,83%, também acima do teto de 4,5%. Com base na legislação, o BC enviou uma carta em que justificou o estouro da meta com base na alta do dólar, problemas climáticos e aquecimento da economia.

Pelo sistema de metas contínuas de inflação, a cada seis meses, o BC terá de enviar uma carta caso a inflação em 12 meses supere a meta de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto para cima ou para baixo.

No encontro do FMI, que ocorre na cidade saudita de Al-Ula, Haddad reafirmou as justificativas da carta do BC. O ministro atribuiu o repique inflacionário à alta do dólar em todo o planeta no segundo semestre do ano passado, período marcado pelas eleições presidenciais norte-americanas.

“Por volta de 12 a 30 anos, a inflação se manteve abaixo dos 5%, o que acontece neste momento. Com o fortalecimento do dólar pelo mundo, acabou fazendo com que nós tivéssemos um repique inflacionário no segundo semestre do ano passado; por isso, o Banco Central teve de intervir [com altas de juros] para garantir que a inflação fosse controlada”, justificou Haddad.

Valorização do real

Com a valorização do real nas últimas semanas, afirmou o ministro, os preços devem se estabilizar. “O aumento das taxas será no curto prazo. O dólar voltou a um nível adequado e caiu 10% nos últimos 60 dias. Eu acho que isso vai fazer com que a inflação se estabilize”, destacou.

Atualmente em 13,25% ao ano, a Taxa Selic deverá subir para 14,25% na reunião de março do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, como informou a própria instituição financeira no início do mês.

Presidência do Brasil no G20

Haddad destacou a reforma tributária sobre o consumo, regulamentada no fim do ano passado e que deverá gerar crescimento econômico nos próximos anos. Segundo o ministro, o Brasil trabalha para ter equilíbrio e sustentabilidade, mesmo em meio a um ajuste fiscal importante e com fortes incertezas externas.

O ministro relembrou a presidência do Brasil no G20 (grupo das 19 maiores economias do planeta, mais União Europeia e União Africana). Segundo Haddad, o Brasil deixou um legado de busca pela reglobalização sustentável, capaz de conciliar interesses de mercado, combate às desigualdades e transição para fontes de energia limpas.

Mediadora do debate, a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, defendeu a capacidade de as economias se adaptarem a choques globais, que aumentaram nos últimos anos com incidentes como a pandemia de Covid-19 e a intensificação das mudanças climáticas.

Segundo ela, as economias emergentes devem pautar-se na “resiliência”, antecipando-se e absorvendo parte dos efeitos da geopolítica e das crises externas.



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Boi gordo: confira os preços da arroba neste início de semana


O mercado físico do boi gordo iniciou a semana apresentando manutenção dos preços em grande parte do país.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a arroba do boi gordo apresentou importante recuo em seus preços em Mato Grosso, com os frigoríficos locais passando a exercer pressão sobre o mercado.

“O cenário traçado para o curtíssimo prazo ainda aponta para as indústrias tentando pressionar o mercado, considerando a posição um pouco mais confortável das escalas de abate. Exportações em bom nível ainda são uma variável importante, oferecendo alguma sustentação aos preços”, disse.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 318,23 (R$ 318,15 na sexta)
  • Goiás: R$ 300,18 (estável)
  • Minas Gerais: R$ 306,47 (R$ 307,35)
  • Mato Grosso do Sul: R$ 309,77 (inalterado)
  • Mato Grosso: R$ 313,22 (R$ 316,92 na sexta)

Mercado atacadista

carnecarne

O mercado atacadista segue com preços acomodados para a carne bovina, com menores possibilidades para reajustes dos preços durante a segunda quinzena do mês, período pautado por menor apelo ao consumo. conforme Iglesias.

O quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 17 por quilo. Já a ponta de agulha segue precificada a R$ 17,50. O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 25.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,26%, sendo negociado a R$ 5,7119 para venda e a R$ 5,7099 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6952 e a máxima de R$ 5,7217.



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AgroNewsPolítica & Agro

milho segue valorizado com oferta apertada


Segundo dados divulgados pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), o mercado do milho apresentou valorização nas últimas semanas na Bolsa de Chicago, impulsionado pela redução da oferta global e estoques mais apertados nos Estados Unidos.

O preço do bushel, que em meados de dezembro de 2024 chegou a US$ 4,37, atingiu US$ 4,95 na primeira semana de fevereiro. No fechamento da última quinta-feira (13), a cotação ficou em US$ 4,93, levemente abaixo da semana anterior. A média de dezembro de 2024 foi de US$ 4,39/bushel, enquanto em janeiro de 2025 subiu para US$ 4,75, registrando um avanço de 8,2% em relação ao mês anterior.

A valorização do milho foi impulsionada pelos números divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). No relatório de 11 de fevereiro, a produção global foi reduzida em dois milhões de toneladas, ficando em 1,212 bilhão de toneladas. Já os estoques finais recuaram três milhões de toneladas, totalizando 290,3 milhões de toneladas.

Nos Estados Unidos, a relação estoque/consumo atingiu o menor nível em mais de uma década, segundo a Agrinvest. A incerteza sobre a produção na Argentina, que enfrenta problemas climáticos, também contribuiu para a alta das cotações.

O desempenho das exportações norte-americanas também ajudou a sustentar os preços. Na semana encerrada em 6 de fevereiro, os EUA embarcaram 1,3 milhão de toneladas de milho, próximo do limite máximo esperado pelo mercado. Com isso, o volume total exportado no ciclo já soma 23,1 milhões de toneladas, 34% acima do mesmo período do ano passado.

Com estoques mais apertados e a demanda aquecida, o mercado segue atento ao comportamento das cotações nas próximas semanas.





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Como ficaram os preços da soja em dia de feriado nos EUA?



O mercado brasileiro de soja esteve travado nesta segunda-feira (17). Os preços domésticos ficaram nominais, com o feriado nos Estados Unidos deixando a Bolsa de Chicago fechada. O dólar não trouxe efeito sobre as cotações.

Preços da soja

  • Passo Fundo (RS): preço caiu de R$ 133,00 para R$ 130,00
  • Região das Missões (RS): preço caiu de R$ 134,00 para R$ 131,00
  • Porto de Rio Grande (RS): preço caiu de R$ 135,00 para R$ 133,00
  • Cascavel (PR): preço manteve-se em R$ 124,50
  • Porto de Paranaguá (PR): preço caiu de R$ 133,00 para R$ 131,00
  • Rondonópolis (MT): preço manteve-se em R$ 112,00
  • Dourados (MS): preço manteve-se em R$ 117,00
  • Rio Verde (GO): preço manteve-se em R$ 110,50

Chicago

Os mercados financeiro e agrícola dos Estados Unidos não operaram na segunda-feira, 17, devido ao feriado do Dia do Presidente. Com isso, as bolsas de Chicago para grãos e cereais (soja, subprodutos, trigo e milho), o mercado financeiro em Wall Street e a bolsa de Nova York para soft commodities (algodão, cacau, café, suco de laranja e açúcar) não abriram.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,26%, negociado a R$ 5,7119 para venda e a R$ 5,7099 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6952 e a máxima de R$ 5,7217.



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Mais de 70 mil produtores podem ter desconto nos financiamentos de custeio do Plano Safra


Médios e grandes produtores rurais poderão contratar financiamentos de custeio no âmbito do Plano Safra 2024/25 com desconto de 0,5 ponto porcentual nas taxas de juros por boas práticas ambientais.

De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), 71,7 mil produtores estão credenciados em programas de certificação de sustentabilidade da pasta, reconhecidos para o benefício financeiro e aptos a receber o desconto em operações de custeio. São eles:

  • Produção Orgânica: aproximadamente 50 mil produtores
  • Produção Integrada (PI Brasil): cerca de 18 mil
  • Boas Práticas Agropecuárias (BPA): mais de 3 mil produtores 

O desconto no chamado “custeio sustentável” está autorizado desde 2 de janeiro, conforme resolução do Conselho Monetário Nacional (CNM). Mas a implementação do programa atrasou, já que faltava a listagem dos programas e instituições certificadoras reconhecidas pelo governo.

A regulamentação foi publicada em portaria interministerial pelo Ministério da Agricultura e pelo Ministério da Fazenda na última quinta-feira (13).

A portaria reconhece as instituições e organismos certificadores dos programas de produção integrada, boas práticas agrícolas e produção orgânica. No âmbito da Produção Integrada (PI Brasil), o programa reconhece o Instituto Certifica Brasil.

Programas reconhecidos

Sete programas foram reconhecidos no âmbito do Programa de Boas Práticas Agrícolas (BPA):

  • Programa Soja Legal da Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja);
  • Programa Certifica Minas Café da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais;
  • Programa Certifica Minas da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais;
  • Programa Boas Práticas Agrícolas IBS do Instituto BioSistêmico;
  • Programa Algodão Brasileiro Responsável da Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa);
  • Programa Selo Ambiental do Arroz Rastreado do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga/RS); e
  • Protocolo de Sustentabilidade Cooxupé Gerações da Cooperativa Guaxupé

Dentro dos sistemas de produção orgânica, foram reconhecidas 11 instituições certificadoras que poderão emitir os certificados aos produtores rurais. São elas:

  • Instituto Certifica Sociedade Simples;
  • IBD Certificações Ltda.;
  • Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar);
  • Instituto Mineiro de Agropecuária;
  • Ecocert Brasil Certificadora Ltda.;
  • Agricontrol OIA Ltda.;
  • Associação dos Produtores Orgânicos do Tapajós;
  • Central de Associações de Produtores Orgânicos Sul de Minas;
  • Associação de Agricultura Orgânica e Agroecologia da Zona da Mata/MG;
  • Associação de Agricultura Biodinâmica do Sul (ABD-SUL); e
  • Associação de Agricultores Biológicos do Estado do Rio de Janeiro (Abio)

Os produtores que tiverem a chancela das certificações dessas instituições passarão a ter direito ao benefício, chamado de juros verdes pelo governo.

A portaria interministerial estabelece que as instituições certificadoras serão as responsáveis pelo cumprimento dos critérios dos programas reconhecidos pelos seus produtores certificados, sendo passíveis de comprovação e verificação. As instituições devem assegurar que os produtores rurais certificados cumpram os requisitos estabelecidos nos programas.

Em caso de descumprimento dos critérios de práticas sustentáveis a instituição certificadora e os produtores certificados poderão ser penalizados, nos termos da legislação vigente, perdendo o direito à bonificação prevista na Resolução CMN nº 5.152, de 3 de julho de 2024.

A relação das instituições reconhecidas pela portaria interministerial pode ser revista a qualquer momento, prevê a normativa.

Para concessão do desconto aos produtores rurais, as instituições financeiras deverão validar as informações na Plataforma AgroBrasil + Sustentável (AB+S) por meio da consulta de práticas agropecuárias sustentáveis.

Cumprimento das regras de concessão

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Foto: Pixabay

Os bancos devem checar se os produtores cumprem as regras para concessão de descontos por meio dos dados informados na plataforma. As instituições e certificadoras reconhecidas pelo governo devem manter atualizadas as informações dos produtores na plataforma AB+S, em especial quanto a mudança de classificação, inclusão ou exclusão de produtores certificados.

O rebate nos juros será feito pelos agentes financeiros no momento da contratação das linhas quando a certificação ativa dos programas deve ser verificada.

O desconto é válido para operações contratadas até 30 de junho dentro do Plano Safra atual, ou seja, pode ser utilizado nas operações de custeio da safra de inverno. Outros 0,5 ponto porcentual de desconto nos juros pode ser obtido pelos produtores com Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado – pouco mais de 105 mil.

Médios e grandes produtores que contrataram financiamentos no RenovAgro (Programa de Financiamento a Sistemas de Produção Agropecuária Sustentáveis, antigo ABC+) nos últimos cinco anos também poderão receber o abatimento adicional de 0,5 ponto porcentual nos juros para as áreas relacionadas com o investimento anterior – público estimado em 9 mil produtores rurais.



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AgroNewsPolítica & Agro

Estiagem preocupa produtores de soja em Santa Catarina



Falta de chuva pode comprometer safra de soja no estado




Foto: United Soybean Board

O 5º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aponta que, apesar das boas condições gerais das lavouras de soja em Santa Catarina, a redução das chuvas nas últimas semanas acendeu um alerta para os produtores.

O clima mais seco pode comprometer lavouras em fases mais suscetíveis, como floração e formação de grãos. Algumas áreas precoces já começaram a ser colhidas, mas ainda de forma pouco representativa.

A segunda safra de soja segue indefinida no estado. Alguns produtores iniciaram o plantio em áreas de milho silagem, mas muitos ainda estão indecisos. Com o zoneamento agrícola encerrado em 30 de janeiro, há possibilidade de que parte da área seja redirecionada para o feijão-safrinha.

O maior impacto do clima seco vem sendo registrado no oeste catarinense, onde a estiagem leve, observada desde dezembro, já compromete o desenvolvimento da soja. As lavouras implantadas mais tarde sofrem déficit hídrico, aumentando a preocupação dos agricultores.

Apesar dos desafios climáticos, as condições fitossanitárias das lavouras são consideradas boas. Os produtores vêm sendo orientados a monitorar possíveis focos de ferrugem asiática, doença que pode se intensificar conforme avança o ciclo da cultura.

Diante desse cenário, os órgãos de assistência técnica recomendam que os produtores analisem cuidadosamente as condições do solo antes de prosseguir com a semeadura, minimizando os riscos de perdas na safra.





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Coração no campo e dedicação desde jovem: Alberto Schlatterer e sua história com a soja



O candidato ao Prêmio Personagem Soja Brasil de hoje é o produtor de soja Alberto Schlatterer, de Chapadão do Sul, Mato Grosso do Sul. Filho de imigrantes suíços, Alberto compartilha sua história de vida e trabalho no campo, onde seus pais, em 1921, enxergaram no Brasil uma oportunidade de crescimento. Eles chegaram ao país na lua de mel e, em Presidente Venceslau, construíram um pequeno rancho à beira de um córrego e começaram a plantar café.

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Alberto conta que, apesar de não ter tido a oportunidade de cursar uma escola formal, sua infância foi marcada por muito esforço e dedicação. ”Eu não tive oportunidade de estudar, fui até a escola até os 7 anos, mas sempre acreditei no esforço pessoal”, lembra ele. Desde muito jovem, com apenas 10 anos, já estava ajudando no trabalho rural. Aos 15 anos, já possuía duas bezerras, que comprou com seu próprio dinheiro, resultado do trabalho árduo.

Ele destaca a importância de seu pai, que sempre foi um exemplo de vida e dedicação, algo que a sociedade reconheceu ao longo dos anos. Quando a família se mudou para o Paraná, Alberto usou o dinheiro da venda de suas bezerras para plantar 500 pés de café. A partir daí, seu trabalho foi crescendo, e ele acredita que o segredo do sucesso está na perseverança e na visão de longo prazo.

Hoje, ele é um grande defensor do agronegócio e tem o maior prazer em transmitir esse legado para seus descendentes. “Não só penso nos meus filhos como também nos meus netos e bisnetos, que estão chegando, para que eles também tenham essa visão de que o importante não é você saber, mas é o que os outros acham de você”, afirma.

Alberto é grato pela soja, uma cultura que considera abençoada. “Mesmo que você tenha uma terra fraca, se conseguir plantar soja, cada ano ela vai ser melhor”, destaca ele, refletindo sua experiência com a produção dessa commodity.



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