terça-feira, julho 7, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Semeadura do feijão-caupi avança no Maranhão



Falta de sementes pode afetar feijão-caupi




Foto: Canva

O 5º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aponta que a semeadura do feijão-caupi no Maranhão está em fase avançada, se aproximando de dois terços da área total prevista.

As lavouras já implantadas encontram-se entre as fases de emergência, desenvolvimento vegetativo e floração, apresentando boas condições fitossanitárias. A primeira safra do feijão-caupi no estado é tradicionalmente cultivada por agricultores familiares, que utilizam baixa tecnologia e adotam sistemas consorciados com arroz, milho e mandioca. Esse modelo produtivo, no entanto, costuma resultar em baixos rendimentos.

Grande parte dos produtores utiliza sementes adquiridas por meio de programas de doação do governo estadual ou reaproveitadas de safras anteriores. Entretanto, para o atual ciclo, não há previsão de distribuição de sementes pelo governo, o que pode impactar a área total plantada nesta temporada.

A expectativa é de que a produtividade seja influenciada pela disponibilidade de insumos e pelas condições climáticas, fatores essenciais para a manutenção da produção do feijão-caupi, cultura de grande importância para a segurança alimentar e a economia da agricultura familiar no Maranhão.





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Acompanhe ao vivo o Fórum Soja Brasil Cotricampo!


Foto: Reprodução Soja Brasil

A 9ª ExpoAgro Cotricampo, realizada em Campo Novo (RS), está em andamento e aborda temas relevantes para o setor agrícola. O evento reúne produtores e especialistas para discutir questões essenciais para o futuro da agricultura no Brasil, com destaque para os desafios climáticos que afetam a produção de soja. Assista ao vivo:

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Programação do evento:

  • 14h00 – Abertura
  • 14h10 – Painel 1: Perspectivas de produção e mercado da soja 2024/25
    Sílvia Bampi, StoneX Brasil; Miguel Daoud, Canal Rural
  • 15h00 – Impacto do clima em safra de La Niña
    Arthur Müller, meteorologista Canal Rural
  • 15h10 – Painel 2: Volume e qualidade desafiam autossuficiência no trigo
    Elcio Bento, Safras & Mercado; Jorge Lemainski, Embrapa Trigo
  • 16h00 – Encerramento

Se você não está em Campo Novo, não se preocupe! A ExpoAgro Cotricampo está sendo transmitida ao vivo no YouTube e pelo Canal Rural, permitindo que todos acompanhem, em tempo real, as discussões mais importantes que estão moldando o futuro do agro brasileiro.

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EUA querem combater o vírus da gripe aviária sem eliminar milhões de aves



Com a disparada dos preços dos ovos nos Estados Unidos, a administração de Donald Trump planeja uma nova estratégia para combater a gripe aviária. O governo buscará “melhores maneiras, com segurança biológica e medicamentos”, em vez da prática atual de eliminar todas as aves de uma fazenda quando uma infecção é detectada, disse o diretor do Conselho Econômico Nacional escolhido por Trump, Kevin Hassett, no programa Face the Nation da CBS.

Segundo ele, mais detalhes seriam divulgados nesta semana. Porém, porta-vozes do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) não responderam aos pedidos por mais informações.

Normalmente, quando galinhas ou perus começam a morrer pela doença, os oficiais “despopulam”, ou seja, eliminam todas as aves da fazenda para impedir a propagação do vírus. Contudo, o abate de milhões de aves por mês fez com que os preços dos ovos disparassem, com escassez que levou alguns varejistas ao racionamento das vendas. O preço médio de uma dúzia de ovos de Classe A nas cidades dos EUA chegou a US$ 4,95 em janeiro, e o USDA prevê que subirá mais 20% neste ano.

A indústria avícola tem resistido à vacinação de planteis contra a gripe aviária por causa dos possíveis efeitos nos mercados de exportação, bem como ao custo. A maioria dos parceiros comerciais dos EUA não aceita exportações de países que permitem vacinas, com preocupações de que possam mascarar a presença do vírus.

“Apoiaremos a administração e seus objetivos de reduzir a inflação dos alimentos e cortar a burocracia regulatória e, esperançosamente, eliminar este vírus”, disse Tom Super, porta-voz do National Chicken Council, que representa a indústria de frangos. Mas ele afirmou em entrevista que os produtores precisam de “proteção robusta ao comércio” para garantir que não percam mercados.

Líderes do Congressional Chicken Caucus disseram em carta para a secretária do USDA, Brooke Rollins, que, embora a indústria de ovos tenha perdido a maior parte das aves, a indústria de frangos de corte pode acabar arcando com uma parte desproporcional dos custos de qualquer mudança na política.

De acordo com dados do USDA, 77,5% das cerca de 159 milhões de aves comerciais perdidas para a gripe aviária desde fevereiro de 2022 foram galinhas poedeiras, ou mais de 123 milhões. Isso em comparação com 13,7 milhões de frangos para abate, ou 8,6%, e 18,7 milhões de perus, cerca de 11,8%.

Entre outras barreiras, há dificuldade logística em vacinar até 3 milhões de aves ou mais em uma única fazenda de ovos, uma vez que as vacinas atuais são injetáveis. Vacinas que possam ser administradas economicamente por meio do fornecimento de água exigiriam inovações mas, sem um mercado, não há incentivo para desenvolvê-las, disse a especialista em gripe aviária da Universidade de Minnesota, Carol Cardona.



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Cidades do Sul têm rajadas de vento; confira a previsão para a soja



De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a colheita da soja no Brasil já atingiu 2,5%, apesar de um atraso no início das atividades. Mato Grosso tem avançado rapidamente e se destaca na liderança da colheita entre os estados. A previsão é que o clima continue colaborando, com boas perspectivas de crescimento da produtividade nas próximas semanas.

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Em Mato Grosso, quase metade das lavouras já foram colhidas, e outros estados como Paraná, Tocantins e Piauí também estão avançando. No entanto, o Rio Grande do Sul ainda enfrenta dificuldades devido às altas temperaturas que afetam as lavouras em enchimento de grãos. Por lá, a colheita ainda não começou, pois as atividades no estado têm início mais tardio. A tendência é que o clima continue favorecendo as colheitas no restante do Brasil, mas as áreas mais afetadas por atraso, como Mato Grosso e São Paulo, ainda enfrentam uma defasagem de 14% a 16%, com expectativa de melhora nos próximos dias.

Desafios na lavoura de soja

Entre os desafios climáticos, o calor intenso tem afetado principalmente o Brasil Central, com chuvas mais concentradas em Mato Grosso, que ainda enfrentará dificuldades devido à porção oeste do estado e sul de Mato Grosso do Sul, que poderão acumular mais de 80 mm de chuva em apenas 5 dias.

Apesar disso, as chuvas previstas para os dias de 24 a 28 de fevereiro devem beneficiar as regiões de Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia, proporcionando uma melhora nas condições para os trabalhos no campo. No Rio Grande do Sul, a chuva também deve retornar, com possibilidade de impacto no estresse hídrico das lavouras no final de fevereiro.

No contexto de eventos climáticos extremos, Artur Miller comentou sobre o caso do produtor Everaldo, do Paraná, que registrou uma chuva acompanhada de ventos fortes, com destelhamento de um galpão. Esse fenômeno é típico de sistemas como frentes frias e cavados, que geram o que se chama de “microexplosões” ou Downbursts, capazes de causar danos intensos em áreas pequenas. A previsão para o Paraná indica mais temporais e rajadas de vento nos próximos dias, com melhora do tempo prevista para o início de março.

No Mato Grosso do Sul, as chuvas nos próximos dias não devem ser muito volumosas, mas a tendência é que chova de forma mais intensa em março, com precipitações que podem somar 100 mm em 5 dias. O mesmo vale para o sul do país, que verá chuvas regulares nos próximos meses, especialmente no norte do Paraná, onde o clima deverá continuar favorável para as lavouras. A previsão para Minas Gerais também indica chuva a partir de março, com volume de 60 mm em 2 a 3 dias, revertendo o quadro de déficit hídrico da região.



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Fávaro recebe membros da Aiba para discutir evento preparatório da COP30



O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, reuniu-se com representantes da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) para discutir o Action Agenda on Regenerative Landscapes (AARL) Brazil Summit, evento preparatório para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (COP30).

O encontro, co-organizado pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) e pelo Boston Consulting Group (BCG), será realizado nos dias 15 e 16 de abril, em Luís Eduardo Magalhães (BA), com o tema “Escalando Agricultura Regenerativa em Paisagens no Cerrado Brasileiro”.

O evento debaterá políticas de investimento para a recuperação de áreas degradadas e expansão da agricultura regenerativa no bioma. Os resultados serão apresentados na COP30, que acontece em novembro, em Belém (PA).

“Esses eventos preparatórios nos ajudarão a estruturar as pautas que levaremos para a COP30. Queremos mostrar a evolução da agropecuária brasileira com sustentabilidade durante os debates. É a oportunidade de mostrarmos ao mundo como é a nossa ecologia”, destacou Fávaro.

Incentivo à produção de cacau

Outro tema abordado na reunião foi a formulação do Plano Safra 2025/26, com medidas para incentivar o crescimento da produção nacional de cacau. Além disso, foi discutido o monitoramento e mapeamento do potencial de áreas irrigáveis na Bahia.

O presidente da Aiba, Moisés Schmidt, destacou a eficiência dos produtores brasileiros e a importância da Plataforma Agro Brasil + Sustentável, ferramenta que certifica a adequação ambiental das propriedades e gera oportunidades comerciais para o setor.

COP30: o principal evento climático do mundo

A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) é o principal fórum global para discutir estratégias de combate às mudanças climáticas. O evento reunirá líderes mundiais, cientistas e representantes da sociedade civil em novembro, na cidade de Belém (PA).



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AgroNewsPolítica & Agro

riscos e medidas de prevenção


A gripe aviária, causada pelo vírus H5N1, tem preocupado especialistas devido ao seu avanço global desde 2021. Nos EUA, o vírus já infectou quase mil rebanhos leiteiros e levou ao sacrifício de mais de 130 milhões de aves. Recentemente, a Califórnia declarou emergência sanitária após a detecção do vírus em 70% das fazendas leiteiras. Embora infecções humanas sejam raras, mutações recentes sugerem um risco crescente de adaptação do vírus aos humanos.  

“O vírus da gripe aviária H5N1, particularmente uma variante chamada 2.3.4.4b, vem se espalhando progressivamente pelo mundo, desde 2021. O vírus evoluiu para se tornar capaz de infectar uma diversidade de espécies de aves, mamíferos marinhos, gado e até mesmo, ocasionalmente, humanos”, explica Décio Luiz Gazzoni, engenheiro agrônomo, membro do Conselho Científico Agro Sustentável e da Academia Brasileira de Ciência Agronômica.

Casos de infecção ocorrem principalmente por contato direto com aves contaminadas ou ambientes infectados. No entanto, registros de pacientes sem exposição conhecida a animais aumentam o temor de uma possível transmissão entre humanos. Estudos indicam que uma única mutação pode facilitar essa adaptação, tornando o vírus ainda mais perigoso.  

Os sintomas variam de leves a graves, incluindo febre, tosse, pneumonia e dificuldades respiratórias. Para minimizar os riscos, especialistas recomendam evitar contato direto com aves doentes, consumir apenas produtos lácteos pasteurizados e adotar medidas de higiene rigorosas. O monitoramento constante da evolução do vírus e investimentos em pesquisa são essenciais para prevenir uma nova pandemia.  

A experiência com a Covid-19 reforça a necessidade de vigilância e ação rápida. A redução da exposição ao H5N1 pode diminuir as chances de mutações que tornem a transmissão entre humanos mais eficiente. A adoção de políticas públicas eficazes e a disseminação de informações confiáveis são cruciais para conter a ameaça da gripe aviária.

“O risco potencial do H5N1 inclui-se no contexto de que as pandemias são raras, mas não impossíveis. Cada mutação traz o vírus um passo mais perto do limite, mas predizer se um vírus vai vencer esta barreira é um evento imponderável e imprevisível. De toda a maneira, a história recente com a Covid 19 mostrou o quanto uma pandemia pode ser devastadora”, comenta.

 





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Clima desfavorável causou perdas de US$ 20,3 bi a agricultores dos EUA



Condições climáticas desfavoráveis – chuvas intensas, secas ou outros desastres naturais – provocaram perdas de aproximadamente US$ 20,3 bilhões aos agricultores dos Estados Unidos em 2024, de acordo com dados compilados pela Federação Agrícola Americana (AFBF).

A entidade, que utilizou dados da Agência de Gestão de Risco do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), disse que a seca e o calor excessivo foram os principais responsáveis pelas perdas, totalizando US$ 11 bilhões. Já os danos causados por chuvas intensas e furacões representaram outros US$ 6,8 bilhões.

O Texas foi o estado mais afetado pelo terceiro ano consecutivo, com perdas de aproximadamente US$ 3,5 bilhões. Segundo a AFBF, a quebra na safra de algodão do estado foi um dos principais fatores para as perdas.



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Postos reagem a sugestão de venda direta de combustíveis e dizem que impostos pesam no preço



A Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) reagiu nesta terça-feira (18) às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que a população é “assaltada” pelos “intermediários” na cadeia de distribuição de combustíveis e que, por isso, a Petrobras deveria fazer a venda direta a grandes consumidores.

Segundo a entidade, que reúne 34 sindicatos patronais e representa os interesses de cerca de 45 mil postos de combustíveis no país, diferentemente do que foi afirmado seria “fundamental considerar” que a composição dos preços dos combustíveis também inclui os impostos federais.

“Entre eles (os impostos), estão o PIS/Cofins, no valor de R$ 0,69 por litro, e a Cide, de R$ 0,10 por litro, além do ICMS (este último cobrado pelos estados)”, disse a entidade, em nota.

A Fecombustíveis destacou que, em 1º de fevereiro, houve aumento do ICMS sobre gasolina, óleo diesel, biodiesel e etanol anidro. Na gasolina e no etanol, houve acréscimo de R$ 0,10 por litro, totalizando R$ 1,47, enquanto no diesel e no biodiesel o aumento foi de R$ 0,06 por litro, para R$ 1,12.

A Fecombustíveis avaliou que o “funcionamento complexo” da cadeia de combustíveis é pouco conhecido pela sociedade, mas também pelos governantes do país. “A gasolina que sai das refinarias é pura e ainda não está pronta para o consumo final. Somente nas bases de distribuição recebe a adição de 27% de etanol anidro, tornando-se gasolina C, que é a versão comercializada nos postos”, disse. “O mesmo processo ocorre com o óleo diesel: ele sai puro das refinarias (diesel A) e, após a adição de biodiesel – atualmente, em 14% -, transforma-se em diesel B, que, então, é comercializado das distribuidoras para os postos de combustíveis.”

Fatia da Petrobras

Em evento da Petrobras realizado na segunda-feira (17), no Rio, o presidente Lula defendeu que a estatal venda diesel, gasolina e gás diretamente a grandes consumidores, como forma de baixar os preços. Antes dos combustíveis, Lula já tinha defendido o boicote a produtos caros em supermercados.

Segundo ele, “a gasolina sai da Petrobras a R$ 3,04 e é vendida a R$ 6,49”. “É importante informar a população. Para o povo saber quem xingar na hora que aumenta.” Pelo sistema em vigor, os combustíveis passam por redes de distribuidoras e, depois, pelos postos até chegar ao cliente final.

A entidade disse ainda que, da composição dos preços da gasolina, a fatia da Petrobras corresponde a 34,7% do preço total, ou seja, a R$ 2,21 por litro. No caso da composição de preços do óleo diesel, 46,8% correspondem à parcela do produto refinado pela Petrobras (R$ 3,03 por litro).

“As margens brutas da distribuição e revenda, na média Brasil, ficam em torno de 15%, retirando o frete. Vale destacar que, dessa margem, são descontados os salários, encargos sociais e benefícios dos funcionários, aluguel (se houver), água, luz, incluindo todas as demais despesas inerentes à manutenção do negócio”, disse a entidade, em defesa da revenda, lembrando que o setor é um dos que mais empregam no Brasil, com cerca de 900 mil postos de trabalho diretos.



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Brasil bateu recorde de cargas em 2024, com 1,32 bilhão de t



Os portos brasileiros bateram recorde de movimentação de cargas em 2024, com um total de 1,32 bilhão de toneladas. Os números foram apresentados pelo governo federal em evento na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Apesar de números mistos entre as diferentes categorias de terminais e cargas, o saldo final ficou 1,18% acima do volume verificado em 2023.

Os portos públicos registraram 474,38 milhões de toneladas, aumento de 5,13% em comparação com o ano anterior.

Dentre esses, o Porto de Santos, em São Paulo, destacou-se com a maior movimentação, alcançando 138,69 milhões de toneladas, crescimento de 2,05%. O Porto de Salvador, na Bahia, apresentou o maior crescimento porcentual, com acréscimo de 41,18% na comparação com 2023, totalizando 6,60 milhões de toneladas.

“O crescimento nos portos públicos mostra o trabalho que tem sido feito pelas autoridades portuárias”, disse o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

Ele prometeu empenho do governo para manter as condições de avanço do setor. “Criar cada vez mais segurança jurídica para quem quer empreender”, afirmou.

Costa Filho disse que, ao lado de Antaq e do Tribunal de Contas da União (TCU), busca acelerar a carteira de concessões e arrendamentos. Os terminais autorizados experimentaram leve retração, movimentando 845,98 milhões de toneladas, redução de 0,91% em relação ao período anterior.

No segmento, o Terminal Marítimo de Ponta da Madeira, no Maranhão, foi o destaque positivo, com 175,78 milhões de toneladas movimentadas, acréscimo de 5,68%.

Quanto ao tipo de navegação, o transporte de longo curso contabilizou 948,17 milhões de toneladas, crescimento de 2,29%. A cabotagem, que é a navegação entre os portos brasileiros, viu um acréscimo de 0,92%, totalizando 293,56 milhões de toneladas. A navegação interior, em cursos d’água internos como por rios, teve redução de 9,58%, movimentando 75,93 milhões de toneladas.

Em relação ao tipo de carga, o transporte de granel sólido teve queda de 0,25%, com 788,50 milhões de toneladas, enquanto o de granel líquido diminuiu 3,78%, somando 313,10 milhões de toneladas. Já a carga conteinerizada, experimentou um acréscimo de 20%, alcançando 153,33 milhões de toneladas.

Dentre as cargas em destaque, o trigo liderou com um aumento de 39,51%, totalizando 9,03 milhões de toneladas. O gás de petróleo apresentou crescimento de 35,31%, com 5,29 milhões de toneladas movimentadas. Os combustíveis, óleos e produtos minerais registraram um aumento de 23,63%, somando 4,06 milhões de toneladas.



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AgroNewsPolítica & Agro

Brasil avança na tokenização de ativos ambientais



A tecnologia blockchain é um dos pilares da proposta



A tecnologia blockchain é um dos pilares da proposta
A tecnologia blockchain é um dos pilares da proposta – Foto: Divulgação

A tokenização de ativos ambientais tem ganhado destaque como ferramenta para impulsionar a economia sustentável e aprimorar a comercialização de créditos de carbono. Para regulamentar esse mercado, o Projeto de Lei n.º 3.434/2024, do senador Fernando Dueire (MDB/PE), propõe um marco regulatório que visa garantir transparência, rastreabilidade e segurança nas transações. 

Segundo a advogada Luciana Simões Rebello Horta, da ABToken, a medida estabelece critérios de governança e assegura que os tokens tenham lastro em ativos ambientais reais. “O PL 3.434/2024 representa um grande avanço ao definir critérios de governança e transparência, garantindo que os tokens tenham lastro em ativos ambientais reais e verificáveis”, afirma.

A tecnologia blockchain é um dos pilares da proposta, permitindo auditorias independentes e evitando fraudes, como a dupla contagem de créditos. Além disso, a regulamentação busca atrair investimentos para projetos sustentáveis, como reflorestamento e conservação de biomas, tornando o setor mais seguro para investidores.

Apesar do avanço, desafios persistem, como a adaptação às normas internacionais e a capacitação dos agentes do setor. O Grupo de Trabalho de Ativos Verdes da ABToken, coordenado por Luciana Horta, acompanha de perto a tramitação do PL para garantir um equilíbrio entre inovação e segurança jurídica. Se aprovado, o PL 3.434/2024 poderá posicionar o Brasil como referência global na tokenização de ativos ambientais. 

“Com a tramitação do PL 3.434/2024, o Brasil se aproxima de uma nova era na regulamentação de ativos digitais sustentáveis. Se aprovado, o projeto poderá consolidar o país como líder global na tokenização de ativos ambientais, atraindo investimentos e fortalecendo seu compromisso com a sustentabilidade e inovação tecnológica”, finaliza Luciana.

 





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