terça-feira, julho 7, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Exportações do agro mineiro crescem 18%, mas soja despenca


As exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançaram US$ 1,3 bilhão em janeiro de 2025, um crescimento de 18,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os dados são da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa-MG) e mostram que o setor representou 44% das exportações totais do estado.

No entanto, o volume exportado caiu 29,5%, atingindo 684 mil toneladas. Os produtos mineiros foram enviados para 142 países, com destaque para Estados Unidos (13%), China (10,2%), Alemanha (10%), Bélgica (8,1%) e Itália (5,4%).

O café manteve sua posição dominante, representando 72% da receita do agro mineiro. Em janeiro, a commodity gerou US$ 971,8 milhões, um aumento expressivo de 70% no faturamento. O volume embarcado foi de 2,9 milhões de sacas, um crescimento modesto de 4%.

O setor de carnes faturou US$ 113,2 milhões, um aumento de 4,5%. A carne bovina segue como o principal item do segmento, com US$ 73 milhões em receita e 15 mil toneladas exportadas. No entanto, as vendas recuaram, influenciadas pela queda na demanda da China e Hong Kong, principais mercados consumidores, e pelo aumento da procura no mercado interno.

Já a carne de frango teve alta nas exportações, totalizando US$ 32 milhões e 16 mil toneladas, impulsionada pelo aumento da demanda externa. A carne suína também manteve desempenho positivo, com US$ 7 milhões e 3 mil toneladas embarcadas.

Enquanto as carnes registraram avanços, o complexo da soja teve forte retração. A receita foi de US$ 16 milhões, uma queda de 80,2%, e o volume exportado caiu 76,1%, atingindo 33 mil toneladas. Essa baixa foi influenciada por fatores climáticos e pela redução de 242% nas compras da China, único comprador no período. Por outro lado, os produtos florestais tiveram um crescimento de 12,1%, alcançando US$ 97 milhões em receita.





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Canal Rural lança ‘Ganhando o Futuro’, programa sobre agricultura regenerativa e biossoluções



O Canal Rural lança na próxima segunda-feira (24) o programa “Ganhando o Futuro”, uma iniciativa dedicada à agricultura biológica e regenerativa. O novo projeto foi desenvolvido em parceria com a AgRoss, distribuidora de produtos agrícolas, e a UPL, empresa especializada em biossoluções para diversas culturas.

Com uma abordagem didática e informativa, “Ganhando o Futuro” levará ao produtor rural conteúdos exclusivos sobre práticas sustentáveis, mostrando como aliar produtividade e respeito ao meio ambiente.

“O programa terá entrevistas e a participação de especialistas, levando informações para que o agricultor possa conhecer e implementar os produtos biológicos em seu dia a dia no campo”, afirma a diretora de Conteúdo do Canal Rural, Jaqueline Silva.

Além de apresentar informações sobre diferentes culturas e as melhores práticas, o
novo programa também será um canal exclusivo de comercialização de uma linha de
produtos biológicos desenvolvida pela UPL e comercializada pela AgRoss com a marca BIOAgRoss. “Esses insumos, que promovem a nutrição e a preservação do solo de
maneira sustentável, estarão disponíveis exclusivamente na TV e nas plataformas digitais do
Canal Rural”, conta a diretora.

O programa será exibido de segunda a sexta-feira (veja horários abaixo), e também estará disponível nas plataformas digitais do Canal Rural.

A parceria que resultou na nova atração do Canal Rural foi firmada em outubro de 2024,
durante a quarta edição do Fórum Planeta Campo, realizado em São Paulo.  

“Queremos que esse programa se torne uma espécie de ‘universidade dos bioinsumos’, levando informações técnicas de uma forma que o pequeno agricultor possa compreendê-las em sua realidade. Assim, vamos mostrar a eles a importância e os benefícios das biossoluções para a estimulação de todas as culturas e o manejo de pragas e doenças”, destacou na ocasião o CEO da UPL Brasil, Rogério Castro.

Ganhando o Futuro

Estreia: 24 de fevereiro
Horários de exibição:

  • Segunda a sexta: 8h30 às 9h
  • Segunda a quinta: 17h às 17h30 (reprise)
  • Sextas-feiras: 18h15 às 18h45 (reprise)



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FPA diz que falta responsabilidade fiscal do governo



Diante da suspensão de novas contratações de financiamentos subvencionados pelo Plano Safra 2024/25 anunciadas ontem (20) pelo Tesouro Nacional, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) divulgou uma nota repudiando o cancelamento. No documento, a entidade critica a medida, dando ênfase a ausência de controle do governo na gestão dos gastos públicos e no aumento de juros.

“A suspensão das linhas de crédito rural do Plano Safra 24/25 resulta do aumento da taxa Selic de 10,50% em julho de 2024 para 13,25% em janeiro de 2025, impulsionado pela falta de responsabilidade fiscal do governo e pela desvalorização da moeda”, diz a nota.

De acordo com o secretário do Tesouro, Rogério Ceron, dados da Secretaria de Política Econômica sobre a previsão de gastos com o estoque de operações rurais contratadas com equalização de taxas de juros, tiveram como resultado um aumento dos gastos que compõem os custos das fontes em relação aos utilizados na confecção do Projeto de Lei Orçamentária – Ploa 2025, em tramitação no Congresso Nacional.

A FPA rebateu a informação. “Culpar o Congresso Nacional pela própria incapacidade de gestão dos gastos públicos não resolverá o problema. A má gestão impacta no aumento dos juros e impede a implementação total dos recursos necessários”, informa a nota.

Segundo a Frente, o plano atual foi aprovado no orçamento de 2023 e anunciado como “o maior Plano Safra da história”. Entretanto, no momento em que os produtores ainda colhem a primeira safra e iniciam o plantio da próxima, os recursos esgotaram.

“O setor privado já aporta R$ 1 trilhão na produção agropecuária. O governo federal atua apenas como complemento, subsidiando parte dos financiamentos. Apesar disso, a falta de controle orçamentário impede um planejamento eficiente”, complementa a FPA.

Impactos

Itens da cesta básica, como proteínas e ovos, têm seus custos de produção diretamente afetados, pois as rações utilizadas para alimentar os animais são produzidas a partir de grãos, culturas que, consequentemente, sofrem com a falta de recursos.

A medida entra em vigor a partir de hoje (21) e não contempla operações de custeio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

A FPA afirmou que mantém o compromisso com os produtores com intuito de que todos os brasileiros tenham acesso a comida barata e que seguirá cobrando o governo por políticas públicas adequadas para o restabelecimento do crédito rural.



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Seca na Índia reduz safra e eleva preço do açúcar no mercado


De acordo com dados divulgados pela Udop, a seca severa que atinge a Índia, segundo maior produtor mundial de cana-de-açúcar, continua pressionando as cotações do açúcar nas bolsas internacionais. A estiagem pode comprometer a reta final da colheita, reduzindo a oferta global da commodity.

Na ICE de Nova York, o contrato março/25 fechou ontem em 20,69 centavos de dólar por libra-peso, uma valorização de 17 pontos em relação ao dia anterior. O contrato maio/25 subiu 23 pontos, sendo negociado a 19,39 cts/lb, enquanto os demais lotes valorizaram entre 8 e 21 pontos.

Já na ICE Futures Europe, em Londres, o açúcar branco também registrou alta em todos os contratos. O maio/25 fechou em US$ 547,60 por tonelada, um avanço de 1,1% no comparativo diário. O contrato agosto/25 subiu para US$ 528,70 por tonelada, com elevação de 5,50 dólares.

No Brasil, o Indicador Cepea/Esalq, da USP, registrou queda pelo sétimo dia consecutivo. A saca de 50 kg foi negociada ontem a R$ 139,24, contra R$ 142,09 na terça-feira, uma redução de 2,01%.

O etanol hidratado também teve recuo. Segundo o Indicador Diário Paulínia, o biocombustível foi comercializado a R$ 2.942,00 por m³, uma leve queda de 0,34% em relação ao dia anterior. Enquanto a escassez na Índia impulsiona os preços internacionais, o mercado interno segue pressionado por oferta e demanda, mantendo a tendência de desvalorização no curto prazo, conforme informado pelo Udop.





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Plantio do algodão avança no Maranhão, mas ritmo é lento



Chuvas atrasam algodão safrinha no Maranhão




Foto: Canva

O 5º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aponta que a maior parte das áreas de algodão no Maranhão já foram semeadas. O plantio da primeira safra foi finalizado, com as lavouras concentradas no sul do estado.

Já o cultivo do “algodão safrinha”, iniciado na primeira quinzena de janeiro, segue em andamento, mas em ritmo mais lento devido ao atraso na colheita da soja. O problema é atribuído aos elevados volumes de chuva registrados na segunda quinzena de janeiro, que impactaram o calendário agrícola.

A área total semeada deve se manter similar à da safra 2023/24, segundo a Conab. Até o momento, as lavouras implantadas apresentam bom vigor vegetativo e características fitossanitárias adequadas.





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Alta das commodities e queda do dólar em destaque; confira análise de especialista


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca o impacto do cenário geopolítico nos mercados. A expectativa por um acordo entre Rússia e Ucrânia derrubou o dólar, enquanto a alta do minério de ferro impulsionou mineradoras e levou o Ibovespa a 127 mil pontos.

Na China, medidas de estímulo seguem no radar, e na Europa, o BCE prevê cortes de juros até o fim de 2025.

Hoje, o foco está na expectativa de inflação de Michigan e prévias de PMIs na Europa.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Pancadas fortes de chuva podem colocar capitais em alerta; veja a previsão de hoje



Veja como ficará o tempo nas cinco regiões brasileiras nesta sexta-feira: tem muita chuva e tempo abafado.

Sul

A semana termina ainda mais instável na Região Sul do país por conta da circulação de ventos. A chuva acontece em vários momentos do dia na região central, oeste e da Campanha Gaúcha. Tem previsão para temporais em Bagé, Santa Maria e em Pelotas, todos no Rio Grande do Sul. Porto Alegre terá um dia bem quente e com pancadas mais rápidas à tarde. No Paraná e em Santa Catarina, a chuva é isolada, mas mesmo assim pode vir forte em alguns momentos. Curitiba e Florianópolis terão máximas mais altas, chegando aos 30 graus e chuva à tarde.

Sudeste

A semana termina ainda sob influência do sistema de alta pressão que inibe a formação de nuvens carregadas em Minas Gerais, no Rio de Janeiro, Espírito Santo e no norte de São Paulo. As temperaturas nessas áreas disparam à tarde e a umidade cai. Assim, os índices ficam entre os 25 e 30% nas horas mais quentes do dia. Nas regiões oeste, central, região metropolitana e litoral paulista, pancadas mais isoladas e rápidas à tarde, não descartando volumes mais expressivos no litoral sul.

Centro-Oeste

A semana termina com os volumes de chuva diminuindo na Região Centro-Oeste e a temperatura disparando à tarde. Em Mato Grosso do Sul e nas regiões norte e oeste de Mato Grosso, a chuva se concentra à tarde. São pancadas típicas da estação, com curta duração e com até forte intensidade. Em Campo Grande e em Cuiabá, tempo bem abafado, com essa chuva acontecendo mais no fim do dia. Goiânia e Brasília continuam com tempo estável, sem previsão de chuva.

Nordeste

A aproximação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) aumenta a chuva sobre Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte. As instabilidades se formam a qualquer momento do dia, com alerta para alto volume de chuva nas capitais São Luís, Teresina, Fortaleza e Natal. Não são descartados pontos de alagamentos, enchentes e enxurradas. Entre João Pessoa e Salvador, a chuva é passageira, acontecendo entre a madrugada e manhã. À tarde, o sol predomina e a temperatura sobe rapidamente. No interior da Bahia, o tempo continua estável e com alerta para baixa umidade do ar.

Norte

A aproximação da ZCIT também aumenta a chuva no Amapá e no Pará. As instabilidades se formam em vários momentos do dia e os acumulados são bem altos, principalmente nas regiões litorâneas. Em Belém e em Macapá, há alerta para temporais e alagamentos. Chove sobre todos os estados da Região, com volumes expressivos também no Amazonas, Acre e norte de Rondônia. No Tocantins, a chuva continua concentrada na metade norte do estado, enquanto as pancadas são mais passageiras e isoladas na região metropolitana.



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Preço do tomate leva produtores a abandonarem lavouras



Tomate cereja mantém preço




Foto: Divulgação

A produção de tomate na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul enfrenta desafios devido à baixa cotação do produto. Segundo boletim conjuntural divulgado nesta quinta-feira (20), muitos agricultores abandonaram as lavouras ou deixaram de realizar o transplante das mudas, optando por vendê-las abaixo do valor de aquisição.

Atualmente, os cultivos plantados no início da safra estão no terço final do ciclo, enquanto as lavouras intermediárias seguem em plena colheita e as de plantio tardio permanecem em fase de desenvolvimento vegetativo e frutificação.

Apesar de um leve aumento nos preços na última semana, a cotação segue abaixo dos custos de produção. No CEASA Serra, o tomate do grupo longa vida teve preço médio de R$ 2,67/kg. Já os produtores que comercializam para intermediários recebem entre R$ 1,40 e R$ 1,80/kg, dependendo do calibre, o que não cobre os custos da lavoura.

Na região de Lajeado, em Feliz, a safra de tomate cereja segue sem grandes problemas fitossanitários. O preço do quilo varia entre R$ 6,00 e R$ 8,00.





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agricultores entregam 38 toneladas de alimentos



Iniciativa beneficiará cerca de 9 mil pessoas




Foto: Pixabay

Agricultores e agricultoras familiares de Santa Catarina iniciaram, nesta quinta-feira (20), a entrega de 38,09 toneladas de alimentos para pessoas em situação de insegurança alimentar no estado. Os produtos foram adquiridos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e serão destinados a instituições socioassistenciais em Lages (SC).

A operação envolve 28 agricultores familiares dos municípios de São Joaquim e Bom Jardim da Serra, responsáveis pelo fornecimento e distribuição de maçã, mel e pinhão. O projeto foi realizado na modalidade Compra com Doação Simultânea (CDS), com financiamento de R$ 354,5 mil do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

A iniciativa beneficiará cerca de 9 mil pessoas em situação de vulnerabilidade. O PAA tem como objetivo incentivar a agricultura familiar, promover inclusão econômica e social, fomentar a produção sustentável e gerar renda para pequenos produtores.





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