terça-feira, julho 7, 2026

Autor: Redação

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confira onde a água afeta a colheita de soja



A previsão do tempo para as áreas produtoras de soja no Brasil indica desafios e boas perspectivas. De acordo com a previsão fornecida pelo meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, o Centro-Sul, os trabalhos devem ser favorecidos até o final de semana.

Por outro lado, a partir deste sábado (22) as chuvas devem intensificar no Centro-Norte, incluindo Mato Grosso, Sul de Goiás e Tocantins, com volumes de até 80 mm em cinco dias, o que pode desacelerar as atividades no campo. A expectativa é que o tempo se firme novamente na próxima semana.

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Chuva ou sol na lavoura de soja?

No Mato Grosso do Sul, a situação segue tranquila, com pouca probabilidade de chuvas volumosas, permitindo o andamento das atividades agrícolas sem maiores interrupções. Já no Nordeste, a precipitação no Tocantins e Maranhão ainda devem afetar os trabalhos, dificultando a colheita, mas na Bahia e no Piauí, a operação segue dentro da normalidade.

Já no Sudeste haverá um retorno das chuvas, especialmente na forma de temporais. As previsões indicam que as áreas de Minas Gerais e São Paulo devem registrar chuvas fortes, mas nada que comprometa gravemente a colheita.

Situação delicada

No Norte do país, o Pará e Rondônia enfrentam uma situação mais crítica, com chuvas que podem superar os 100 mm em cinco dias, o que pode gerar dificuldades para o andamento das atividades no campo.

Por fim, no Sul, a situação é preocupante no Rio Grande do Sul, que enfrentará mais uma onda de calor nos próximos dias, com temperaturas acima dos 40ºC e uma previsão de pouca chuva. As lavouras em fase final podem sofrer com a falta de água e o estresse térmico, afetando a produtividade.



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Expedição Soja Brasil passa pelo Tocantins; confira



O estado de Tocantins, um dos mais promissores do Brasil no setor agrícola, tem atraído cada vez mais investidores e tem se destacado como uma potência emergente no agronegócio. O ano de 2023, em especial, marcou um crescimento impressionante na produção agrícola do estado, com o setor apresentando um aumento de 25,6%, de acordo com dados do IBGE. Este desempenho coloca o Tocantins no centro das atenções, especialmente no contexto do Matopiba.

Tocantins se beneficia de um cenário promissor de industrialização de produtos agrícolas, com investimentos na produção de algodão e nas esmagadoras de soja. Em 2023, o estado colheu impressionantes 4,4 milhões de toneladas de soja, conforme a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), e a expectativa para a nova safra é de um aumento de 5 a 10% na produção, o que representa uma excelente perspectiva para o agronegócio tocantinense.

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A soja em Campos Lindos

Dentro desse cenário, Campos Lindos, localizado no nordeste do Tocantins, se destaca como um dos maiores polos de produção agrícola do estado. Com a segunda maior área plantada com soja no Tocantins, cerca de 69.000 hectares são cultivados, beneficiados por um clima favorável e uma ótima distribuição de chuvas ao longo do ano. A previsão é de que grande parte do aumento na produção de soja provenha deste município, que se destaca por suas condições climáticas ideais para o cultivo.

O clima em Campos Lindos é considerado “espetacular” pelos produtores locais, que relatam a regularidade das chuvas, sem grandes períodos de seca ou enchentes. Esse equilíbrio contribui para o bom desempenho das lavouras e para a produção de uma safra de soja de excelente qualidade, com boas perspectivas para a safrinha.

Desafios enfrentados

A família Pansera, que há 13 anos vem produzindo soja em Campos Lindos, conta sua trajetória no agronegócio local. Apesar de algumas dificuldades com estiagens rigorosas nos anos de 2016 e 2018, o cenário tem sido favorável nos últimos anos, com colheitas de boa qualidade. Em 2023, apesar de uma leve queda na produção, o desempenho foi satisfatório, com as chuvas de final de janeiro e fevereiro contribuindo para a recuperação das lavouras.

O maior desafio enfrentado pelos produtores no Tocantins sempre foi a logística, especialmente no que diz respeito à distribuição de sementes, que até recentemente vinha de estados distantes como Bahia e Goiás. No entanto, a situação tem mudado, e o estado agora conta com sementeiras mais próximas, o que facilita o processo e garante sementes de melhor qualidade para o plantio.

Inovações

Para impulsionar ainda mais a produção agrícola e incentivar os pequenos produtores, Campos Lindos realiza anualmente a Feira da Soja, que em 2025 celebrará sua 18ª edição. O evento tem um compromisso: atrair empresários, grandes e pequenos produtores, como uma vitrine para inovações tecnológicas no setor, além de ser um ponto de negócios para compra e venda de máquinas, insumos e defensivos agrícolas.



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Haddad anuncia medida provisória para linha de crédito extraordinária do Plano Safra



O ministério da Fazenda anunciou que buscaria respaldo técnico e legal do Tribunal de Contas da União (TCU) para liberar os recursos das linhas de crédito do Plano Safra de forma imediata. Em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (21), Fernando Haddad, chefe da pasta, anunciou a “única solução jurídica possível” para o tema.

“Estamos editando uma Medida Provisória, abrindo crédito extraordinário para atender as linhas de crédito do Plano Safra”, disse, em coletiva de impresa. Segundo o ministro, o valor será de, aproximadamente, R$ 4 bilhões.

De acordo com ele, apesar de extraordinária, a medida está dentro do arcabouço fiscal. “O presidente da República disse que, em virtude do ritmo que as coisas [a aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA) 2025] nós não podemos aguardar o orçamento ser aprovado [para dar continuidade às linhas de crédito]. O ministro do TCU [Vital do Rego] deixou claro que sem essa solução que foi encontrada, não haveria possibilidade de execução do Plano Safra porque não há outra solução jurídica possível”, destacou Haddad.

Durante a coletiva, o ministro da Fazenda criticou a morosidade com o que o Congresso vem tratando a aprovação da Lei Orçamentária. “A informação que tenho é que nem sequer o relatório foi apresentado. […] Esperamos que o Congresso aprove o orçamento já com essa previsão [de crédito extraordinário] oportunamente, mas o plano não sofrerá descontinuidade”, garantiu.

Conforme Haddad, a urgência também provém do fato de os bancos terem reportado ao governo que existem linhas de crédito que já estão sendo contratadas neste momento. “Isso levou o presidente Lula a tomar a decisão da medida emergencial para não haver descontinuidade, ou seja, a decisão está tomada e semana que vem as linhas de crédito estarão normalizadas, mesmo sem a aprovação do orçamento”.

Segundo Haddad, a medida será publicada no Diário Oficial no mais tardar na segunda-feira (24).



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AgroNewsPolítica & Agro

Clima irregular impacta safra de soja e milho



Calor extremo preocupa produtores




Foto: Divulgação

No boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta quarta-feira (19) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), aponta que o clima irregular tem influenciado a produção agrícola no Brasil. Enquanto a seca no Rio Grande do Sul acelerou o desenvolvimento da soja, comprometendo o potencial de rendimento, as chuvas persistentes em Mato Grosso têm atrasado a colheita da oleaginosa e o plantio do milho de segunda safra.

De acordo com o relatório, as chuvas foram escassas e mal distribuídas no Sul e Centro-Oeste, com volumes superiores a 25 mm apenas em algumas localidades. No Rio Grande do Sul, onde a estiagem já preocupa os produtores, a soja em fase de enchimento está 13 pontos à frente do ritmo do ano passado. No entanto, a aceleração do ciclo ocorre às custas da produtividade, reduzindo o potencial de colheita.

Já em Mato Grosso, a situação é oposta: as chuvas constantes variaram entre 10 e 50 mm, beneficiando o milho e o algodão recém-plantados, mas atrasando a colheita da soja em 14 pontos percentuais em relação a 2023. Com isso, o plantio do milho safrinha também sofreu um atraso equivalente.

Além das oscilações no volume de chuva, o calor intenso também afetou a produção agrícola. Temperaturas próximas dos 40°C atingiram áreas da fronteira sudoeste do país, elevando o estresse hídrico das lavouras. Apesar disso, uma onda de ar mais frio no final da semana ajudou a aliviar os impactos climáticos.





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Entenda os impactos da suspensão de financiamentos do Plano Safra 2024/25



O anúncio da suspensão de novas contratações de financiamentos subvencionados pelo Plano Safra 2024/25 continua a repercutir entre os principais setores do agronegócio. A medida entrou em vigor hoje (21) e não contempla operações de custeio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Para entender melhor o assunto e como o mesmo pode impactar o setor, o jornalista João Nogueira entrevistou o diretor de estruturas financeiras da Terra Magna e especialista em crédito rural, David Télio, durante o telejornal Mercado & Companhia.

De acordo com as entidades que representam o agronegócio, a suspensão dos financiamentos acontece em um momento em que os produtores plantam a segunda safra de milho, colhem a soja e iniciam a colheita de arroz.

Na opinião de Télio, o Plano Safra 2024/25 deve ficar parado por conta da falta de recursos, mas a boa notícia é que o mercado de crédito crédito privado está entrando no negócio.

“Nós estamos vendo bancos públicos privados e, principalmente, o mercado de capitais entrando no jogo para fazer a substituição (financiamentos subvencionados) colocando recursos na produção”, disse.

A entrevista completa está disponível em nosso canal do YouTube.



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Plano Safra maior é o primeiro passo para conter inflação de alimentos, diz Haddad



Em entrevista nesta sexta-feira (21), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que a primeira providência do governo federal para conter a inflação de alimentos é a expansão do Plano Safra.

“A primeira providência é a seguinte: vamos fazer planos safras cada vez mais robustos, maiores e melhores. E o governo [do presidente] Lula vai para o seu terceiro ano preparando um terceiro grande plano. Nós batemos dois recordes em 2023 e 2024 e queremos fazer o mesmo em 2025″, destacou o ministro.

Segundo ele, assim que o orçamento for aprovado, o programa para a próxima colheita será lançado. “Quero crer que o Brasil tem todas as condições de continuar ampliando a produção de forma adequada, sem desmatamento, que caiu vertiginosamente no país”, disse.

De acordo com Haddad, os problemas causados pela seca e as enchentes em 2024, além da manutenção dos juros norte-americanos em patamares elevados e que impactaram o valor do dólar em todo o mundo, contribuíram para a alta da inflação no Brasil. Esses problemas, ressaltou, precisam ser contornados pelo atual governo.

“Tivemos episódios que precisam ser contornados. Tivemos problema de seca e inundação no ano passado, isso afetou. Tivemos a manutenção dos juros norte-americanos em patamares muito elevados, o que faz com que o dólar fique muito forte no mundo inteiro. E quando o dólar está muito forte, ele causa inflação no mundo inteiro”, disse.

Redução do preço dos alimentos

Haddad ressaltou que a expectativa para este ano é de que haja grande safra, talvez recorde, o que deve ajudar a baixar o preço dos alimentos. “Provavelmente vamos colher uma grande safra a partir do final deste mês, começo de março. Uma grande safra, se não for a maior vai ser uma das maiores. E é assim que vamos continuar exportando muito alimento e garantindo o abastecimento interno”, garantiu.

Essa safra recorde, aliada à queda do dólar, disse o ministro, deve ajudar na queda do preço dos alimentos. “Com a queda do dólar, que começou a baixar para patamares mais aderentes aos fundamentos da economia brasileira, e com a safra que vai entrar a partir do final do mês, acreditamos que esses preços vão se estabilizar num patamar mais adequado”.

Outra medida necessária para ajudar na queda dos preços dos alimentos, disse Haddad, vem sendo tomada pelo ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro: a expansão das produções de determinada cultura agrícola para outras regiões do país.

“Ele tem feito vários instrumentos novos sobre a produção de alimentos pelo território nacional. Esse é o caso do arroz, por exemplo, que está muito concentrado numa região e agora há uma tentativa de espalhar as culturas por vários estados. Estamos num período de crise climática. Vamos ter que lidar hoje com a questão da mudança climática, diversificando as culturas pelo território”, acrescentou.

Crítica ao Congresso

Haddad criticou a demora do Congresso Nacional na aprovação do orçamento. Para ele, esse assunto deve ser prioritário para que o governo federal possa continuar subsidiando os produtores rurais.

Hoje de manhã, o Ministério da Fazenda disse ter encaminhado ofício para o Tribunal de Contas da União (TCU) buscando “respaldo técnico e legal para a imediata retomada das linhas de crédito com recursos equalizados do Plano Safra 24/25”.

Segundo o ministro, os juros altos acabam tornando as políticas públicas de subsídio aos pequenos e médios produtores rurais ainda mais importantes para garantir a safra. “Em geral, a gente compensa o aumento da Selic para não comprometer a produção”, explicou.

Sem a aprovação do orçamento, disse o ministro, esse subsídio ao pequeno ou médio produtor se torna difícil de ser feito. “O orçamento não foi aprovado ainda. Eu, inclusive, mandei para uma das lideranças da FPA [Frente Parlamentar de Apoio à Agropecuária] um comunicado, dizendo que nós estamos oficiando o TCU hoje sobre esse problema da não aprovação do orçamento. Não queremos nenhuma descontinuidade das linhas de crédito [do Plano Safra]”, afirmou.

“Quero crer que, aprovado o orçamento, um orçamento equilibrado, vamos ter, no médio prazo, taxas de juros menores e com sustentabilidade fiscal, sem penalizar a população que depende do Estado, inclusive os produtores que também dependem do Estado para continuar produzindo alimentos baratos.”

Governo anterior

Durante a entrevista, Haddad criticou a atuação do governo anterior durante o ano eleitoral. Para ele, o medo de perder as eleições em 2022 resultou em uso de recursos públicos sem controle para tentar ganhar.

De acordo com o ministro, isso levou a uma perda de controle sobre os gastos. Ao contrário do que, segundo ele, vem sendo feito pelo atual governo, que está melhorando a gestão de programas como o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

“Não tem nada a ver com corte, tem a ver com racionalidade e responsabilidade de garantir que isso vai ter vida longa, não vai acabar em um governo, vai virar política de Estado e ninguém vai depois relar a mão para tirar um direito social garantido por lei”, disse.



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Tem programa novo do Soja Brasil no ar!



Tem programa novo no ar! No 30º episódio do Soja Brasil, a colheita da soja em Mato Grosso é destaque. Nossa equipe constatou que produtores estão otimistas com o desempenho das lavouras, mas enfrentam desafios devido ao excesso de chuvas e à escassez de infraestrutura para armazenagem.

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A umidade excessiva tem prejudicado o ritmo da colheita e comprometido a qualidade dos grãos. Além disso, a falta de armazéns na região tem gerado congestionamentos, com muitas empresas fechando suas portas, dificultando a entrega dos grãos.

As condições climáticas têm sido um obstáculo contínuo para os produtores, com chuvas constantes desde outubro, fazendo com que a soja brotasse antes de ser colhida. Isso afetou a produtividade e gerou perdas. No entanto, em municípios como Feliz Natal e Vera, os resultados são mais positivos, e os produtores já se preparam para a segunda safra de milho. A colheita da soja segue em andamento, com o clima sendo um fator determinante para o ritmo dos trabalhos.

Assista às reportagens completas:

Previsão do tempo para a soja

A previsão do tempo apresentada pelo meteorologista Arthur Miller indica que as regiões Norte e Oeste de Mato Grosso continuarão enfrentando chuvas intensas, o que pode prolongar a colheita. Por outro lado, o Centro-Sul do Brasil não deve ser tão impactado. No Nordeste e no Matopiba, as chuvas também podem atrasar o ritmo das colheitas, destacando a complexidade da situação climática em várias regiões produtoras de soja.

Logística

O episódio também falou sobre a logística da soja, destacando um plano do governo federal para melhorar o escoamento da safra, com investimentos em rodovias e ferrovias. No entanto, os desafios logísticos imediatos ainda persistem, como os altos custos de transporte. A concessão de rodovias pode ajudar, mas a execução será importante.

Tocantins

Por fim, o estado de Tocantins tem se destacado como uma nova potência agrícola, com grande crescimento na produção de soja. O estado tem atraído investidores, impulsionado por boas condições climáticas e inovações tecnológicas, além de feiras que promovem novos negócios e aproximam produtores.



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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado do boi gordo registra quedas



Boi gordo segue em queda em importantes praças pecuárias do Brasil




Foto: Canva

O mercado do boi gordo segue em queda em importantes praças pecuárias do Brasil. De acordo com o informativo “Tem Boi na Linha”, a oferta elevada de bovinos pressionou as cotações em estados como São Paulo, Goiás e Rondônia, resultando na desvalorização dos preços pagos aos produtores.

Em São Paulo, o aumento na oferta de boiadas levou à desvalorização de R$ 1,00/@ para o boi gordo e de R$ 3,00/@ para a novilha, enquanto a cotação da vaca permaneceu estável. As escalas de abate no estado estão, em média, para oito dias, indicando que os frigoríficos seguem com programação confortável.

A mesma tendência foi observada em Goiás, especialmente na região Sul do estado, onde a maior oferta de gado forçou queda de R$ 5,00/@ em todas as categorias. Já na região de Goiânia, os preços do boi e da novilha recuaram R$ 5,00/@, enquanto a vaca registrou baixa de R$ 2,00/@. As escalas de abate variam entre sete e 12 dias, reforçando a tranquilidade dos frigoríficos na região.

Em Rondônia, os relatos indicam uma grande oferta de animais para abate, o que resultou na queda de R$ 2,00/@ para o boi gordo e de R$ 3,00/@ para a vaca, enquanto a novilha manteve sua cotação. As escalas de abate no estado estão, em média, para sete dias.





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Suspensão do Plano Safra compromete investimento dos produtores, diz Orplana



A Organização das Associações de Produtores de Cana de Açúcar do Brasil (Orplana) manifestou em nota preocupação com a suspensão das novas contratações de financiamentos rurais no âmbito do Plano Safra 2024/2025.

A organização acredita que a medida tenha como parâmetro o aumento dos custos de equalização das taxas de juros. Porém, crê que a decisão prejudica o setor agrícola, que necessita de investimentos em manutenção, renovação e melhoria na infraestrutura para os pequenos, médios e grandes produtores.

Cancelamento do Plano Safra

A suspensão foi anunciada nesta quinta-feira (20), por meio de um ofício assinado pelo secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron de Oliveira. Um dos motivos apontados pelo secretário é o fato de a Proposta de Lei Orçamentária (PLOA) para o exercício de 2025 ainda não ter sido aprovada pelo Congresso Nacional.

“A suspensão comprometerá os planos de investimento dos produtores rurais, afetando a geração de empregos, inibição de investimentos e a descarbonização do Brasil”, disse José Guilherme Nogueira, CEO da Orplana.

 A entidade pediu ao Ministério da Fazenda que reconsidere a decisão de suspender as novas contratações de financiamento do Plano Safra, tomada pelo Secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron de Oliveira.



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Missão no Baixo Amazonas fortalece cadeias e inovação para preservar o ambiente



O Sebrae Nacional, em parceria com o Sebrae/PA, iniciou uma missão à região do Baixo Amazonas, no Pará, com o objetivo de fortalecer cadeias produtivas sustentáveis que promovam o uso racional dos recursos biológicos da região. 

A iniciativa visa unir inovação, empreendedorismo e sustentabilidade, criando uma base sólida para o desenvolvimento territorial da Amazônia.

Bruno Quick, diretor técnico do Sebrae, destacou a importância de expandir o modelo de desenvolvimento além das atividades tradicionais. 

“Nosso objetivo é que, para além da mineração, da pecuária, da agricultura, da soja, dos grãos e da economia urbana, nós possamos, de fato, fomentar no Pará, a partir de Belterra, Alter do Chão, Santarém e Mojuí dos Campos, um modelo de desenvolvimento, em que todas as instituições servem a um formato baseado no desenvolvimento territorial, inovação por meio da ciência, empreendedorismo e bioeconomia”, informou Quick.

A missão também tem como foco apresentar a Amazônia como uma vitrine de inovação durante a próxima COP 30, que será realizada em Belém, em novembro de 2025.

“Nós temos essa expectativa e não poderia deixar de ressaltar esse trabalho espetacular liderado pelo Sebrae Pará na realização da COP-30, um evento planetário, com um dos temas mais importantes do momento, trazendo soluções concretas, reais e factíveis para a realidade amazônica e do nosso país como um todo”, diz o diretor técnico do Sebrae.

Bioeconomia: o caminho para o desenvolvimento sustentável

O conceito de bioeconomia está cada vez mais sendo visto como uma estratégia eficaz para o futuro da Amazônia. Além de preservar a floresta, a bioeconomia busca criar alternativas de geração de renda por meio do uso sustentável de recursos naturais. 

Neste contexto, o Sebrae se posiciona como um agente transformador, apoiando pequenos negócios e conectando-os a mercados globais.

“O objetivo é criar valor econômico em diferentes cadeias produtivas que preservem a floresta em pé. Isso se faz através de uma mobilização dos recursos das comunidades, o que nos leva a trazer para a região as mais modernas tecnologias”, pontuou Paulo Haddad consultor do Sebrae.

A parceria com organizações como a Embrapa e o Senar tem sido essencial para integrar o conhecimento científico com as necessidades locais. 

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Parcerias estratégicas para potencializar a região

A construção de um novo modelo de desenvolvimento sustentável na Amazônia depende de uma integração entre diferentes atores, como instituições de pesquisa, empresas, e as próprias comunidades locais. 

Ana Euler, diretora de Inovação, Negócios e Transferência de Tecnologia da Embrapa, destacou a relevância da bioeconomia como “presente e futuro” da Amazônia. Segundo ela, o grande desafio é valorizar a floresta em pé e as comunidades locais, levando conhecimento e tecnologia para garantir um modelo de desenvolvimento diferente do passado.

“Essa ideia de hub de bioeconomia do Sebrae nessa região faz todo o sentido para a gente. Queremos trabalhar de mãos dadas com o Sebrae, com o Senar, com as comunidades, com empresas, para realmente potencializar esse ecossistema de inovação para trazer novas soluções e oportunidades para quem é daqui e para quem quer investir na Amazônia”, complementou.

Para Daniel Carrara, diretor-geral do Senar, o apoio às iniciativas sustentáveis precisa estar atrelado à geração de renda para as populações da região. 

“A preservação de uma floresta tem que estar vinculada à geração de renda. E o que a gente vê aqui são experiências que precisam de apoio, precisam crescer em escala.”

Wilson Poit, empreendedor e membro associado estatutário da Endeavor, considerou a experiência “inesquecível”.

“Está totalmente dentro do foco da Endeavor, que está com um olhar bastante voltado para a Amazônia, para a sustentabilidade”, declarou Poit.

“Somente através de uma ação integrada das entidades é que vamos conseguir fortalecer as comunidades e trazer soluções eficazes para a nossa Amazônia”, complementa Augusto Braun, presidente do Instituto Climático Von Bohlen Und Halbach.

Além das ações estratégicas voltadas para a bioeconomia, o Sebrae também tem investido no levantamento de informações iconográficas da região do Baixo Amazonas, o que permitirá qualificar produtos, serviços e espaços para os empreendedores locais.

Até setembro, a instituição programou uma série de capacitações e conexões de mercado, especialmente na região de Santarém, para fortalecer o ecossistema de inovação e garantir oportunidades reais para os pequenos negócios da Amazônia.

Quer saber mais sobre inovação, empreendedorismo no agronegócio?

Todos os dias, aqui no site Canal Rural, Empreendedorismo, você fica por dentro de todas as novidades para empreender de forma segura e responsável.

Porteira Aberta Empreender: conectando o campo e o mundo

Se você é micro ou pequeno produtor rural e deseja abrir as portas do seu negócio de forma sustentável, assista e participe do programa Porteira Aberta Empreender.

O programa é uma produção do Canal Rural em parceria com o Sebrae, e é o lugar certo para você, micro e pequeno produtor rural, descobrir soluções, produtos, serviços e inovações que vão fortalecer seu o empreendedorismo.



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