terça-feira, julho 7, 2026

Autor: Redação

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Governo retoma financiamento rural com crédito subsidiado no Plano Safra



A governo anunciou, nesta sexta-feira (21), a retomada das contratações de financiamentos rurais subvencionados no âmbito do Plano Safra 2024/2025. A decisão revoga a suspensão temporária das novas operações, determinada pelo Ofício Circular SEI nº 282/2025/MF, de 20 de fevereiro de 2025, e entra em vigor imediatamente.

De acordo com o novo Ofício Circular SEI nº 297/2025/MF, a retomada das contratações ocorre diante da tramitação de uma Medida Provisória que abrirá crédito extraordinário para as ações orçamentárias referentes às subvenções econômicas do Plano Safra. No entanto, a liberação efetiva das operações está condicionada à publicação dessa Medida Provisória no Diário Oficial da União.

A autorização para a retomada das contratações ocorre em razão da tramitação de uma Medida Provisória que abrirá crédito extraordinário para as ações orçamentárias relacionadas às subvenções econômicas vinculadas ao Plano Safra. No entanto, a liberação efetiva dessas operações está condicionada à publicação da referida Medida Provisória no Diário Oficial da União.

O Tesouro Nacional reforça que seguirá monitorando a execução dos financiamentos para garantir a conformidade fiscal e orçamentária. Além disso, foi determinado que as instituições financeiras devem adotar as providências necessárias para normalizar os processos de contratação, observando os limites estabelecidos para os financiamentos subvencionados.

O documento também destaca que o crédito extraordinário será destinado exclusivamente ao pagamento da equalização de taxas de juros das operações que tiveram suas contratações suspensas pelo Ofício Circular SEI 282/2025/MF.



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AgroNewsPolítica & Agro

Restrição ao crédito rural preocupa entidades



“A entidade reforça a necessidade de um diálogo aberto com o Governo”



“Essa limitação de crédito subsidiado vai atingir diretamente os agricultores"
“Essa limitação de crédito subsidiado vai atingir diretamente os agricultores” – Foto: Divulgação

A Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) manifestou preocupação com a suspensão das novas contratações de crédito rural subsidiado pelo Plano Safra 2024/25, em vigor desde 21 de fevereiro. A entidade alerta que a medida trará mais incertezas ao setor, responsável por 22% do PIB nacional, impactando a segurança alimentar e energética do país.  

Segundo a ABAG, a restrição ao crédito afeta não apenas os agricultores, mas também a indústria, tecnologia e logística, setores diretamente ligados ao dinamismo do agronegócio. A entidade destaca que a falta de financiamento pode comprometer a produtividade em um ano de safras recordes, pressionando os preços dos alimentos e reduzindo a competitividade brasileira no mercado global.  

“Essa limitação de crédito subsidiado vai atingir diretamente os agricultores em mais um ano de safras recordes, pois acarretará uma perda de produtividade no campo e consequentemente um aumento no preço dos alimentos, que serão repassados aos consumidores, além de provocar uma perda da competitividade no mercado internacional”, diz.

Além de prejudicar pequenos, médios e grandes produtores, a interrupção dos recursos ameaça investimentos essenciais em inovação, maquinário e infraestrutura, podendo gerar desemprego e elevar os custos de produção. A ABAG defende que o Plano Safra não pode ser reduzido por questões orçamentárias e cobra uma solução urgente do Governo Federal, envolvendo os Ministérios da Agricultura e da Fazenda.  

“A entidade reforça a necessidade de um diálogo aberto com o Governo para reverter essa decisão e garantir previsibilidade ao setor agropecuário, que desempenha um papel central na economia do país e no abastecimento global. O Brasil tem se consolidado como uma referência em sustentabilidade atrelada à eficiência produtiva, e a continuidade do Plano Safra é fundamental para manter esse protagonismo”, comenta.

 





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Crianças conhecem o agro ‘de perto’ em MT



Em 2025, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) celebra 20 anos de história. Entre os programas que fazem parte dessa trajetória existe o Futuro em Campo, que leva crianças e jovens estudantes ao campo, proporcionando uma experiência prática sobre a produção agrícola e a importância do setor para a economia local, nacional e global.

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O programa, que iniciou de forma simples, tem crescido desde a sua criação. Em 2024, mais de 2.200 crianças participaram da iniciativa, ampliando a compreensão das novas gerações sobre o agronegócio. O projeto nasceu a partir da ideia de um jovem que, interessado em compartilhar a rotina da fazenda com seus colegas, ajudou a transformar essa vontade em uma ação que hoje beneficia crianças de várias regiões de Mato Grosso.

A Aprosoja MT viu o potencial do programa e o expandiu, alcançando diversos núcleos no estado. O Futuro em Campo vai além das visitas às propriedades rurais, incorporando palestras, atividades educativas e até visitas a escolas.

O impacto do programa é visível no aprendizado das crianças. Elas descobrem a relevância da soja e do milho para a economia, aprendem sobre práticas sustentáveis e a tecnologia aplicada no agronegócio. Além disso, entendem que o milho vai muito além da pipoca, sendo utilizado na produção de ração animal e, também, etanol.

Os produtores que recebem os estudantes destacam a importância de mostrar a realidade do campo e a conexão com a natureza. O projeto contribui para desmistificar a imagem do agronegócio, reforçando o respeito dos agricultores pelo meio ambiente.

Além do impacto educacional, o programa gera resultados concretos nas escolas. Muitas delas criaram projetos de hortas, inspiradas pelos ensinamentos adquiridos durante as visitas ao campo. Essas iniciativas reforçam o aprendizado sobre sustentabilidade e preservação ambiental.



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Nova tecnologia da Embrapa reduz perdas pós-colheita e melhora qualidade das frutas


O Brasil, um dos maiores produtores e exportadores de frutas do mundo, enfrenta desafios com perdas pós-colheita que podem chegar a 80% em algumas variedades. Para mitigar esse problema, a Embrapa Meio Ambiente (SP) desenvolveu um dispositivo inovador que permite monitorar, em tempo real, a distribuição do calor dentro das frutas durante o tratamento hidrotérmico.

Essa técnica, essencial para garantir a sanidade dos produtos, atende às exigências de mercados internacionais e preserva a qualidade das frutas.

Monitoramento térmico para evitar desperdício

De acordo com o pesquisador Daniel Terao, responsável pelo desenvolvimento da tecnologia, o tratamento térmico atua na eliminação de microrganismos e fortalece as defesas naturais das frutas.

“O calor provoca mudanças bioquímicas que protegem os frutos, como o fechamento de microferidas na camada de cera, evitando a entrada de fungos oportunistas”, afirma.

O dispositivo criado pela Embrapa promete validar o tratamento hidrotérmico em larga escala, garantindo que a temperatura aplicada seja eficiente na eliminação de patógenos sem comprometer a qualidade da fruta. “Sem um monitoramento adequado, há risco de danos na textura e no sabor dos frutos”, alerta Terao.

A tecnologia utiliza sensores de temperatura conectados a um registrador eletrônico de dados, permitindo acompanhar a distribuição térmica dentro da fruta durante a aplicação da água quente. Isso possibilita ajustes precisos para garantir que o calor alcance o interior do fruto sem comprometer sua integridade.

Dispositivo acompanha, em tempo real, a temperatura da fruta durante o tratamento | Foto: Daniel TeraoDispositivo acompanha, em tempo real, a temperatura da fruta durante o tratamento | Foto: Daniel Terao
Dispositivo acompanha, em tempo real, a temperatura da fruta durante o tratamento | Foto: Daniel Terao/Embrapa

Impacto nas exportações de frutas

Maior exportador mundial de suco de laranja e referência na produção de frutas como manga, melão e mamão, o Brasil enfrenta perdas expressivas devido a problemas no transporte, refrigeração inadequada e tratamentos sanitários ineficientes.

Entre os principais desafios estão doenças como mofo verde nos citros e podridões causadas pelo fungo Neofusicoccum parvum e pelo Fusarium pallidoroseum. Esses patógenos afetam diretamente a qualidade e a quantidade das frutas disponíveis, impactando a economia e a competitividade do agronegócio brasileiro.

 Foto: Daniel Terao/Embrapa

De acordo com Embrapa, a solução desenvolvida por seus pesquisadores é uma alternativa sustentável ao uso intensivo de defensivos químicos. Com as crescentes restrições a resíduos de pesticidas em mercados como União Europeia e Estados Unidos, o tratamento hidrotérmico se apresenta como uma técnica eficaz e alinhada às exigências ambientais.

Além disso, muitos dos microrganismos que atacam as frutas produzem micotoxinas, substâncias que podem tornar os alimentos impróprios para o consumo humano. Frutas mais suculentas, como mamão e melão, são particularmente vulneráveis a esses agentes, reforçando a importância de soluções alternativas de controle sanitário, reforça a Embrapa.

Parceria para comercialização

A Embrapa já solicitou a patente do dispositivo e busca parcerias para viabilizar sua aplicação comercial e ampliar sua adaptação para diferentes tipos de frutas. Empresas interessadas podem entrar em contato pelo e-mail [email protected].

A expectativa dos pesquisadores é que essa tecnologia ajude a reduzir significativamente as perdas pós-colheita, tornando a produção frutícola brasileira mais eficiente e sustentável. Além disso, a inovação contribui para o fortalecimento da competitividade do Brasil no mercado internacional, garantindo que suas frutas atendam aos padrões sanitários globais sem comprometer a qualidade.



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Calor extremo aumenta danos às lavouras de soja, afirma especialista



O calor intenso dos últimos dias tem prejudicado lavouras de soja, milho e arroz na Região Sul do Brasil e também plantações de café e de frutas na Região Sudeste. Segundo informações divulgadas pela Agência Brasil, ano após ano os impactos causados pelas mudanças climáticas sobre a produção de alimentos aumentam.

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A climatologista Francis Lacerda, do Instituto Agronômico de Pernambuco, afirma que as mudanças climáticas estão tornando esses eventos de calor mais frequentes e severos, impactando a agricultura. Segundo ela, práticas agroecológicas, como o consórcio de culturas, podem ajudar a mitigar esses efeitos. Assim, as árvores e leguminosas são plantadas juntas, criando um ambiente de proteção contra a radiação solar excessiva e promovendo melhor uso da água e fertilidade do solo.

Com a intensificação das mudanças climáticas, os agricultores têm enfrentado dificuldades com a imprevisibilidade do clima. Para a soja, as janelas de plantio e colheita têm se alterado, comprometendo a produção. Além disso, as ondas de calor favorecem o aumento de insetos, fungos e bactérias que danificam as lavouras.

Francis defende políticas públicas que incentivem tecnologias para captação e armazenamento de água e para a geração independente de energia, diminuindo a vulnerabilidade das comunidades agrícolas aos efeitos do clima extremo.

Ela também destaca que algumas espécies adaptadas a climas quentes e secos, como o umbuzeiro, estão desaparecendo devido às novas variáveis climáticas.

A climatologista sugere que práticas sustentáveis, como o cultivo de alimentos em quintais e espaços urbanos, podem ser adotadas, mas ressalta que é necessário apoio governamental para essas iniciativas.

“Garantir a segurança hídrica, energética e alimentar, tanto no campo quanto nas cidades, exige políticas públicas que financiem e orientem essas práticas”, conclui.



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Mapa entrega maquinários agrícolas a municípios capixabas



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Superintendência de Agricultura e Pecuária no Espírito Santo (SFA-ES), realizou a entrega de maquinários agrícolas a nove municípios do estado, com o intuito de apoiar a produção agrícola e a manutenção de estradas rurais.

A cerimônia, que ocorreu no Pavilhão de Carapina, em Serra, na última sexta-feira (21), contou com a entrega de escavadeiras hidráulicas, tratores e uma motoniveladora, com um total de R$ 4,6 milhões investidos.

Os municípios contemplados com os equipamentos foram: Venda Nova do Imigrante, Vila Pavão, Ibiraçu, Ecoporanga, Pedro Canário, Itaguaçu, Mimoso do Sul, São Mateus e Rio Bananal. O objetivo da entrega é impulsionar a agricultura local e garantir melhores condições para o escoamento da produção agrícola.

A aquisição aconteceu pelas emendas parlamentares da bancada federal capixaba, com recursos liberados pelo Mapa. Segundo o superintendente de Agricultura e Pecuária no Espírito Santo, Guilherme Gomes de Souza, essa entrega direta e ágil de maquinário é uma das principais ações de apoio à agropecuária no estado.

Autoridades locais, como o prefeito de Rio Bananal, Bruno Pella, e o secretário de Agricultura de Ibiraçu, Carlos Peixoto, destacaram a importância das novas máquinas para o desenvolvimento das atividades agrícolas e a melhoria das estradas rurais, essenciais para o escoamento da produção e o atendimento ao agricultor familiar.

A cerimônia também contou com a presença de parlamentares, representantes do Mapa e outros gestores públicos, que reforçaram a importância das parcerias entre o governo federal e os municípios capixabas para o crescimento sustentável da agricultura no Espírito Santo.



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Movimentação brasileira de trigo no 1º bimestre de 2025 é recorde



O primeiro bimestre de 2025 deve representar um recorde na movimentação do trigo (soma das importações e exportações) no país, com 2,43 milhões de toneladas. O número é 3,8% superior ao mesmo período do ano passado e 1,2% maior do que 2022, ano que, até então, detinha a maior marca, com 2,40 milhões de toneladas.

Assim, nos primeiros dois meses deste ano, o Brasil comprou 1,24 milhão de toneladas do cereal e vendeu ao exterior 1,19 milhão de toneladas, de acordo com dados da Comex/Stat, ferramenta da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

O diretor do Canal Rural Sul, Giovani Ferreira, lembra que o país ainda não é autossuficiente na produção de trigo. Nos últimos anos, tem importado cerca de seis milhões de toneladas, com um consumo interno que gira em torno de 12 milhões de toneladas ao ano. A colheita interna, por sua vez, tem sido de, aproximadamente, nove milhões de toneladas por safra nos últimos anos.

Para a atual safra, planejada entre fevereiro e março, a expectativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é que a área semeada seja semelhante à da safra passada, com três milhões de hectares. A produção estimada para este ano é de 9,2 milhões de toneladas.

“Importante lembrar que, quando falamos de trigo, não tratamos apenas de volume, mas também de qualidade, algo que é impactado diretamente pelo clima. A depender da qualidade dessas 9 milhões de toneladas, podemos diminuir as importações. Se a qualidade deixar a desejar, aumentamos as compras, mas também as vendas, visto que o trigo que não tem qualidade para pão acaba sendo destinado para ração e é exportado”, avalia Ferreira.



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AgroNewsPolítica & Agro

Chuvas excessivas no Sudeste Asiático preocupam produtores



Indonésia: chuvas leves favorecem maturação do arroz




Foto: Pixabay

O Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta quarta-feira (19) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), apontou que fortes chuvas continuam a saturar o leste das Filipinas, prejudicando cultivos de milho e arroz. Algumas regiões registraram até 200 mm de precipitação, deixando excesso de umidade nos solos.

No sul de Luzon, as chuvas sazonais atingiram um recorde de 30 anos, acumulando impressionantes 2.500 mm desde novembro. Esse cenário pode impactar negativamente a produção agrícola local.

Já na Malásia, as chuvas no leste do país diminuíram, permitindo que a colheita de dendezeiros fosse retomada normalmente. Enquanto isso, em Java, Indonésia, as precipitações foram mais leves, favorecendo a maturação do arroz da primeira safra.

As condições climáticas extremas na região seguem sendo monitoradas, pois podem trazer impactos significativos à agricultura e ao abastecimento de alimentos.





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Inscrições para o prêmio da CNA de melhor geleia terminam neste domingo



Os produtores rurais interessados em participar do Prêmio CNA Brasil Artesanal Geleia têm até este domingo (23) para realizar suas inscrições. (Ital/SAA-SP) e o Sebrae. O concurso visa promover e reconhecer os melhores produtores de geleia artesanal do país. Ele é destinado aos produtores com uma produção anual de até 50 toneladas.

O prêmio é promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceria com a Embrapa Agroindústria de Alimentos, o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital/SAA-SP) e o Sebrae. Clique aqui e se inscreva!

Funcionamento e reconhecimento de geleias

O concurso do Prêmio CNA Brasil Artesanal Geleia oferece duas categorias para inscrição: as geleias simples, feitas com uma única fruta ou hortaliça, e as geleias mistas, que combinam diferentes frutas, especiarias, condimentos e hortaliças. Essa divisão permite que produtores com diferentes tipos de produção possam participar, o que destaca a diversidade e a criatividade no processo de elaboração de geleias artesanais.

O processo de avaliação das amostras será realizado em quatro etapas distintas. Inicialmente, um júri técnico composto por especialistas avaliará os produtos com base em critérios técnicos de qualidade e sabor. Além disso, será realizada uma degustação pública promovida pelo júri popular, proporcionando uma interação direta com o público e a inclusão de diferentes paladares no processo.

Outro critério será a análise da história do produto, valorizando as tradições e a identidade de cada geleia. Um bônus de 10% será concedido aos produtores que cultivem as matérias-primas utilizadas na fabricação das geleias, incentivando a sustentabilidade e a produção local.

As dez melhores amostras, cinco de cada categoria, serão selecionadas e premiadas com certificados de reconhecimento. Os três primeiros colocados de cada categoria ainda receberão o Selo de Participação Ouro, Prata e Bronze, o que demonstra maior visibilidade e reconhecimento ao trabalho desses produtores, além de ajudar na promoção de seus trabalhos.

Para mais informações sobre o concurso e para realizar a inscrição, os interessados devem acessar o site do Sistema CNA/Senar, onde estarão disponíveis o regulamento completo, além do formulário de inscrição.



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Drones auxiliam no plantio de mudas nativas em região devastada por chuvas


Após as fortes chuvas que causaram uma tragédia no Litoral Norte de São Paulo durante o Carnaval de 2023, o governo paulista investiu em novas tecnologias para acelerar o processo de reflorestamento das áreas de encosta atingidas pela tempestade. Na ocasião, 64 pessoas morreram, principalmente, por causa do deslizamento de terra.

Técnicas como a implementação de hidrossemeadura, biomantas e o uso de drones espalharam 134 milhões de sementes na região. O projeto, chamado Restaura Litoral Norte,
abrange cerca de 203 hectares, o equivalente a mais de 280 campos de futebol, ao longo da Costa Sul de São Sebastião, com meta de restaurar pelo menos mais 160 hectares nos próximos três anos, promovendo a regeneração natural da área.

O trabalho é realizado pela Fundação Florestal e, segundo o governo, o investimento, de R$ 908 mil, para estabilizar encostas e conter erosão é importante para evitar novos acidentes com deslizamento de terras.

Recuperação

Foram 683 milímetros de chuva em apenas 24 horas, e mais de 800 pontos de deslizamento em diferentes regiões de São Sebastião no Carnaval de 2023. As chamadas “cicatrizes” dos deslizamentos ainda são visíveis nas encostas da Vila Sahy, em São Sebastião, a mais afetada pelos temporais, mas estão bem menores. A redução dessas marcas refletem o trabalho conjunto da Fundação Florestal e do Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA), da Defesa Civil e outros órgãos.

Cicatrizes morro Vila Sahy, São Sebastião/SPCicatrizes morro Vila Sahy, São Sebastião/SP
Deslizamentos na vegetação nativa provocaram a tragédia Foto: Sergio Barzaghi/Governo de SP.

As biomantas e biorretentores foram aplicadas em 3 hectares das encostas do município. As equipes da Fundação Florestal estão utilizando semeadores que lançam biocápsulas biodegradáveis contendo sementes de espécies nativas da Mata Atlântica. Desta forma, a germinação alcança áreas de difícil acesso, como as encostas íngremes afetadas pelas chuvas.

Voos

Durante o processo, mais de 2 mil voos de drones foram realizados, lançando quase 1,5 tonelada de biocápsulas em 850 áreas afetadas pelos deslizamentos, com dispersão de cerca de 134 milhões de sementes. O projeto se estendeu por mais de dez meses e entra em sua fase de monitoramento para avaliar a resposta da natureza e o desenvolvimento das espécies plantadas.

Drone com biocapsulas, Fundação Florestal Ambipar Drone com biocapsulas, Fundação Florestal Ambipar
Drones ajudam na dispersão de sementes Foto: Sergio Barzaghi/Governo de SP.

De acordo com o governo, as espécies pioneiras, como guapuruvu, embaúba e crindiúva, foram priorizadas, pois são adaptadas ao ecossistema local e contribuem para a rápida regeneração da vegetação. Desde 2023, após as chuvas que causaram estragos no litoral, a dispersão de sementes tem demonstrado efetividade na recuperação da cobertura vegetal nas cicatrizes.

Já foram reflorestados 203 hectares em nove campanhas de semeadura já concluídas. A expectativa é que, até 2026, 60% da área afetada pelos deslizamentos esteja recoberta por vegetação nativa. A tecnologia é inovadora, 100% brasileira e promove o reaproveitamento de recursos.

Tecnologia

As biocápsulas foram desenvolvidas pela Ambipar, multinacional brasileira que atua na área de gestão ambiental, utilizando sobras de colágeno que seriam descartadas por indústrias farmacêuticas e ecosolo, um condicionador de solo feito com resíduos orgânicos provenientes das indústrias de celulose. O adubo orgânico utilizado tem alta concentração de matéria orgânica funcional, derivado de resíduos de Estações de Tratamento de Efluentes (ETE) do processo produtivo da indústria de celulose e sobras de biomassa.

Essa inovação contribui para o sucesso da regeneração da vegetação, garantindo que as sementes tenham maior chance de brotar e se estabelecer na área afetada. O projeto Restaura Litoral Norte é realizado com o patrocínio da concessionária Tamoios, a Gerando Falcões e uma rede de patrocinadores privados, além do apoio do Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público de São Paulo (MP-SP), Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil), Fundação Florestal e Prefeitura de São Sebastião.

O IPA oferece suporte técnico para a restauração das áreas impactadas pelos escorregamentos. O Atlas de Risco, desenvolvido pelo IPA, reúne informações detalhadas sobre os riscos geodinâmicos para a formulação de políticas públicas voltadas à gestão costeira.

O governo também tem incentivado a adoção de práticas sustentáveis na região, como a Terra Indígena Guarani do Ribeirão Silveira, com o programa Guardiões das Florestas, que incentiva a preservação ambiental e o fortalecimento da cultura indígena. O programa, que envolve o pagamento por serviços ambientais (PSA), capacita agentes ambientais indígenas para atuar na restauração florestal e monitoramento da biodiversidade.



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