segunda-feira, julho 6, 2026

Autor: Redação

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Perspectiva é positiva para os preços da carne de frango



A avicultura de corte apresentou um mês de preços estáveis no atacado e mercados independentes do vivo. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Allan Maia, durante fevereiro houve sinalização de oferta ajustada frente à demanda existente. “A perspectiva para preços é favorável com possível avanço do consumo e da reposição ao longo da cadeia”, disse.

No atacado, Maia ressalta que o mês fechou com a oferta equilibrada, o que trouxe otimismo entre os agentes do mercado para o curto prazo. “O consumo, para a carne de frango, tende a avançar, considerando preços elevados de produtos concorrentes. A exportação do frango também está forte, fator que favorece o quadro de disponibilidade e a formação de preços no interior do país”, destacou.

Assim como para a suinocultura, Maia explicou que a avicultura carrega alguma apreensão com o custo de produção, devido aos avanços no preço do milho.

Preços interno do frango

Segundo levantamento de Safras & Mercado, no atacado de São Paulo, os preços dos cortes congelados de frango tiveram algumas mudanças ao longo do mês. O quilo do peito teve alta de R$ 10,25 para R$ 11,00, o quilo da coxa subiu de R$ 7,60 para R$ 8,20 e o quilo da asa caiu de R$ 13,20 para R$ 12,50. Na distribuição, o quilo do peito avançou de R$ 10,50 para R$ 11,25, o quilo da coxa de R$ 7,80 para R$ 8,45 e o quilo da asa recuou de R$ 13,40 para R$ 12,75.

Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário da semana também apresentou alterações nas cotações durante o mês. O quilo do peito teve ganho de R$ 10,35 para R$ 11,10, o quilo da coxa de R$ 7,70 para R$ 8,30 e o quilo da asa teve recuo de R$ 13,30 para R$ 12,60. Na distribuição, o quilo do peito avançou de R$ 10,60 para R$ 11,35, o quilo da coxa de R$ 7,90 para R$ 8,55 e o quilo da asa teve desvalorização de R$ 13,50 para R$ 12,85.

O levantamento mensal realizado por Safras & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil apontou que, em Minas Gerais, o quilo vivo subiu de R$ 5,50 para R$ 5,55 e, em São Paulo, a estabilidade foi de R$ 5,60.

Na integração catarinense, a cotação do frango seguiu em R$ 4,35. Na integração do oeste do Paraná, a cotação continuou em R$ 4,30 e, na integração do Rio Grande do Sul, seguiu em R$ 4,00.

No Mato Grosso do Sul, o preço do quilo vivo do frango subiu de R$ 5,45 para R$ 5,50. Em Goiás, a cotação foi de R$ 5,45 para R$ 5,50 e, no Distrito Federal, de R$ 5,50 para R$ 5,55.

Em Pernambuco, o quilo vivo teve valorização de R$ 7,75 para R$ 8,25, no Ceará de R$ 7,70 para R$ 7,70 e, no Pará, de R$ 8,35 para R$ 8,60.

Exportações

As exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas do Brasil renderam US$ 633,029 milhões em fevereiro (15 dias úteis), com média diária de US$ 42,201 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 355,927 mil toneladas, com média diária de 23,728 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.778,5.

Em relação a fevereiro de 2024, houve avanço de 25,5% no valor médio diário, alta de 22,3% na quantidade média diária e avanço de 2,6% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.



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AgroNewsPolítica & Agro

Estratégias divergentes no mercado de feijão



Consumidores estão escolhendo feijão mais barato



A diferença de preço no varejo, de aproximadamente R$ 2/2,50 por quilo, tem levado consumidores a migrar para o feijão mais barato
A diferença de preço no varejo, de aproximadamente R$ 2/2,50 por quilo, tem levado consumidores a migrar para o feijão mais barato – Foto: Pixabay

O mercado de feijão no Brasil reflete uma dinâmica complexa, conforme apontado pelo Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (IBRAFE). Dois depoimentos recentes ilustram a diversidade de estratégias entre produtores e empacotadores, evidenciando as diferenças de percepção sobre oferta e demanda.

De um lado, um grande produtor com mais de 2.500 hectares cultivados e estoque armazenado próximo a Brasília afirma estar tranquilo quanto à comercialização. Para ele, vender o feijão colhido no ano passado a preços de R$ 230/240 a saca não é vantajoso, pois o produto foi cultivado sob irrigação e mantido em câmara fria. Sua estratégia é aguardar até abril para negociar a mercadoria, pois não acredita na existência dos altos volumes estimados pela CONAB. Ele considera sua decisão racional e alinhada à de outros produtores.

Por outro lado, um empacotador de grande porte em Goiás, que normalmente adquire sete carretas semanais do melhor feijão disponível, tem visto suas vendas reduzirem para apenas três carretas por semana. Ele enfatiza que sua marca trabalha exclusivamente com feijão extra, que atualmente compra por R$ 220/230 a saca. Enquanto isso, concorrentes têm optado por feijão de qualidade intermediária (nota 7/7,5), comprado a preços mais baixos, entre R$ 160/170, e estocado grandes volumes nas últimas semanas.

A diferença de preço no varejo, de aproximadamente R$ 2/2,50 por quilo, tem levado consumidores a migrar para o feijão mais barato, impactando as vendas do segmento premium. Com a inflação afetando diversos alimentos, a mudança de comportamento do consumidor pode manter esse cenário nos próximos meses, prolongando as dificuldades para os produtores e empacotadores que apostam na qualidade superior.





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São Paulo bate recorde de temperatura para o mês de março 



A capital paulista registrou um novo recorde de temperatura para 2025 e o maior valor já registrado para o mês de março. No último domingo (2), os termômetros da estação convencional do Mirante de Santana marcaram 34,8°C. A onda de calor deve persistir ao longo de toda a semana, elevando as temperaturas principalmente em São Paulo, Minas Gerais e parte da região Sul.

Na capital paulista, as temperaturas máximas devem permanecer entre 33°C e 34°C nos próximos dias. Há possibilidade de chuvas isoladas no período da tarde, mas sem impacto significativo na redução do calor. Apenas no final de semana, com a chegada de uma frente fria, as temperaturas devem cair para valores em torno de 27°C.

No Sudeste, a chuva será mal distribuída e pouco volumosa, permitindo a continuidade das atividades no campo. A partir do final de semana, a frente fria trará precipitações para São Paulo e para o centro-sul de Minas Gerais, abrangendo também parte da Zona da Mata, o que deve aliviar as condições para a cafeicultura. Ainda assim, a semana será marcada por calor intenso e tempo seco.

O bloqueio atmosférico mantém o ar quente e seco predominante em grande parte do país, enquanto uma frente fria se mantém estacionada sobre o Uruguai, sem avanço para o Sul do Brasil. No Norte, há previsão de chuvas intensas, principalmente no Pará e em Rondônia. Já no Centro-Oeste, temporais podem ocorrer em Mato Grosso do Sul e no sul de Mato Grosso. No Rio Grande do Sul, as precipitações devem ser limitadas ao extremo sul do estado, sem volumes expressivos.

No Centro-Sul do país, as máximas podem atingir entre 35°C e 36°C ao longo da semana. Os maiores volumes de chuva devem se concentrar no Norte, com acumulados acima de 100 mm em cinco dias em regiões como Rondônia, Pará, norte do Maranhão e Tocantins. Apesar do avanço da colheita da soja no Centro-Oeste, há registros de atrasos no Noroeste de Mato Grosso devido às chuvas intensas.

No Matopiba, as condições seguem favoráveis para o campo, embora o Centro-Norte do Maranhão possa registrar acumulados superiores a 150 mm em cinco dias. No sul do país, a falta de chuvas agrava a situação das lavouras no Rio Grande do Sul, especialmente aquelas em fase de enchimento de grãos.

Com a chegada do outono entre os dias 20 e 21 de março, as temperaturas devem continuar elevadas. Mesmo com o término da onda de calor no final da semana, não há previsão de frio intenso para os próximos meses. A tendência é de estabilidade térmica, com temperaturas acima da média, o que pode impactar negativamente algumas culturas, sobretudo a pecuária leiteira, devido à alta evaporação da água e às chuvas irregulares, especialmente em Minas Gerais.

A Zona de Convergência Intertropical segue ativa, intensificando as chuvas no Norte e Nordeste, com tendência de permanência pelos próximos 30 dias antes de recuar para o Hemisfério Norte. No fim de semana, uma nova frente fria deve avançar pelo Sul do Brasil, impulsionando as chuvas para São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.

Na Bahia, a estiagem persiste em algumas áreas, impactando a produção agrícola. Com aproximadamente 50% da soja já colhida, os trabalhos de plantio do milho estão em andamento. No entanto, a falta de chuvas volumosas pode dificultar o desenvolvimento da cultura, principalmente no centro do estado. Para o Centro-Oeste e Sudeste, incluindo o Matopiba, a expectativa é de um clima mais favorável, contribuindo para uma safra promissora.



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Saiba como está a colheita da soja pelo Brasil



O andamento da colheita da safra 2024/25 de soja segue acelerado nas principais regiões produtoras do país. De acordo com o último levantamento das Safras e Mercados, aproximadamente 50% da área plantada já foi colhida.

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No Paraná, a safra de soja deve apresentar uma redução de 4% em relação ao volume inicialmente previsto, o que pode resultar em um prejuízo de bilhões de reais para a cultura, segundo dados da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado. As maiores quedas estão concentradas na região de Campo Mourão, com uma redução de 376 mil toneladas, seguida pela região oeste, com 317 mil toneladas.

A colheita de soja no país

No momento, 49% das lavouras do estado já foram colhidas. Em relação à qualidade das plantações, o Departamento de Economia Rural do Estado avalia que 80% estão em boas condições, 17% em situação média e 3% ruins. A região sul, que concentra a maior área de soja plantada no estado, ainda não registrou perdas, e a expectativa é de aumento na produtividade, o que pode compensar parcialmente as quedas observadas nas demais regiões.

Em Mato Grosso, as máquinas seguem aceleradas nas lavouras, com a colheita atingindo 82,3% da área total estimada. O número supera a média histórica dos últimos cinco anos, que é de 77,44%. No entanto, a colheita da oleaginosa ainda se encontra atrasada em comparação ao mesmo período do ano passado, quando 85% das lavouras já haviam sido colhidas. A região mais avançada no estado até o momento é a Médio Norte, com quase 93% da área colhida, enquanto a região nordeste é a mais atrasada, com cerca de 70% dos trabalhos finalizados, segundo o Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária.

No oeste da Bahia, a colheita da soja segue em ritmo acelerado em comparação com a safra anterior. Dados preliminares da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia indicam que, na safra 2023/24, o impacto do fenômeno El Niño provocou desuniformidade e atrasos no desenvolvimento das plantas. No ciclo atual, o cenário é positivo, com aproximadamente 700 mil hectares já colhidos.

No Tocantins, a colheita da soja também apresenta avanço. De acordo com a Aprosoja do Estado, cerca de 28% da área plantada foi colhida, representando um crescimento expressivo em relação ao mesmo período do ano passado, quando apenas 15% da produção havia sido colhida. A produtividade das lavouras tocantinenses se mantém dentro da média esperada, em torno de 60 sacas por hectare.

No Maranhão, conforme informações da Aprosoja, 25% da área plantada de soja já foi colhida. As condições da safra neste ano são consideradas satisfatórias, com perdas mínimas registradas até o momento.



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Governo cria núcleo para regularização das embarcações de pesca



O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) publicou a Portaria MPA nº 427/2025, que cria o Núcleo de Gerenciamento e Execução (NGE) do Programa Nacional de Regularização de Embarcações de Pesca (Propesc). O NGE tem como objetivo regularizar as embarcações de pesca no Brasil, com vistorias, capacitações e atualizações no Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP).

O NGE também será responsável por garantir a continuidade das análises relacionadas à concessão e renovação das Autorizações de Pesca, buscando sempre aprimorar a gestão da atividade pesqueira no país. A portaria detalha as competências das áreas técnicas do NGE, que funcionará com caráter deliberativo, como uma unidade vinculada à Secretaria Nacional de Registro, Monitoramento e Pesquisa da Pesca e Aquicultura do MPA, coordenando diretamente as ações do Propesc.

De acordo com Elielma Bocem, diretora do Departamento do Registro e Monitoramento da Pesca e Aquicultura do MPA, a criação do NGE e a implementação efetiva do Propesc têm como objetivo o fortalecimento da cadeia produtiva da pesca no Brasil, garantindo o cumprimento das normas de ordenamento, monitoramento e controle. “Além disso, essas ações visam combater a pesca ilegal, não reportada e não regulamentada, um dos maiores desafios enfrentados pelo setor”, afirmou Bocem.

Em outro ponto, em 27 de fevereiro, o MPA também divulgou a Portaria MPA nº 428/2025, contendo a lista de embarcações que foram habilitadas e não habilitadas para a pesca especial temporária da tainha em 2025. As embarcações que não foram habilitadas têm um prazo de cinco dias para apresentar recurso, conforme estabelecido pela portaria.



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AgroNewsPolítica & Agro

Desafios no acesso a fertilizantes



A adoção dessas soluções reduz a dependência de insumos importados



A adoção dessas soluções reduz a dependência de insumos importados
A adoção dessas soluções reduz a dependência de insumos importados – Foto: Divulgação

Segundo Pedro Henrique Ruwer, Gerente de Divisão de Vendas da Ativa Agro, o mercado de fertilizantes passa por mudanças significativas que impactam diretamente a produção agrícola. A suspensão da produção de fosfatados da Yara Fertilizantes em Cubatão e Paulínia, a venda de cinco fábricas da Nutrien e a interrupção de linhas de crédito equalizado do Plano Safra 2024/2025 tornam o cenário ainda mais desafiador. 

Essas alterações pressionam a relação de troca entre fertilizantes químicos e culturas como soja, milho e trigo, elevando custos e reduzindo a rentabilidade. Diante desse contexto, Ruwer destaca a necessidade de buscar soluções alternativas para manter a fertilidade do solo sem comprometer a sustentabilidade financeira e ambiental.  

Entre as estratégias mais promissoras, os remineralizadores de solo surgem como uma opção eficiente para suprir nutrientes de forma gradual, melhorando a qualidade do solo a longo prazo. Outra alternativa viável são os fertilizantes organominerais, que combinam fontes orgânicas e minerais, aumentando a eficiência na absorção de nutrientes e reduzindo perdas por lixiviação. Além disso, os microrganismos solubilizadores de fósforo desempenham um papel essencial ao tornar disponíveis os nutrientes já presentes no solo, mas em formas pouco acessíveis às plantas.  

A adoção dessas soluções reduz a dependência de insumos importados e mitiga o impacto da volatilidade dos preços. Além disso, promove um manejo mais sustentável, alinhado às exigências do mercado e às boas práticas agrícolas. A busca por alternativas inteligentes e eficientes se torna fundamental para enfrentar os desafios atuais e garantir a viabilidade da produção no futuro.

 





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fruta da cultura alimentar baiana é fonte de renda para agricultores


Nativo do bioma Caatinga, o umbu, que faz parte da cultura alimentar baiana, tem alto valor nutricional e um espaço importante na produção agroindustrial da agricultura familiar do estado, como aponta a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR).

Com produção sazonal, a Bahia foi líder nacional em 2022 no cultivo do umbu, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo a CAR, neste primeiro trimestre, período de safra do umbuzeiro, as famílias extrativistas estão conseguindo comercializar o fruto por um preço justo, o que resulta aumento da oferta dessa matéria-prima para cooperativas baianas e em aumento de renda para essas famílias.

No município de Itiúba, agricultores assessorados pela CAR, em parceria com a Associação Regional dos Grupos Solidários de Geração de Renda (Aresol), nas comunidades Cercadinho, Estreito, Maria dos Santos, Pedra do Dórea e Sítio do Meio, organizaram a produção do umbu, e comercializaram cerca de 3.500 quilos do fruto para a Cooperativa Regional de Agricultores Familiares e Extrativistas da Economia Solidária (Coopersabor).

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Foto: Divulgação/ CAR

“O pessoal ficou animado e todo mundo conseguiu comercializar seu umbu. Teve muita gente que já recebeu o dinheiro. Todo mundo estava envolvido. Foi muito divertido também tirar o umbu. Esse ano tem muito umbu”, conta Maria Santos de Jesus, agricultora e presidente da associação local da Comunidade Maria dos Santos, em Itiúba.

Foi desenvolvida uma ação semelhante nas comunidades de Aroeira, Barro Vermelho, Cambueiro, ADJ e Volta, no município de Capim Grosso.

Com apoio direto da CAR, em parceria com a Associação de Pequenos Produtores de Jaboticaba (APPJ), foi possível assegurar a venda de uma quantidade expressiva do fruto, como salienta o técnico Dilmo Souza.

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Foto: Divulgação/ CAR

“Foram comercializados 1.349 quilos de umbu para a cooperativa Ser do Sertão, com sede no município de Pintadas. Em três semanas foram comercializadas seis toneladas de umbu para a Cooperativa. Além de Capim Grosso também foram envolvidas algumas comunidades de Quixabeira. Aqui foi histórico. Primeira vez que umbu é comercializado nessa quantidade”, destacou Dilmo.

O trabalho de assistência técnica contínua nestes municípios é ofertado no âmbito do Pró-Semiárido, projeto do Governo da Bahia, executado pela CAR, empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), que tem cofinanciamento do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida).


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Conheça os cursos on-line gratuitos disponibilizados pela Embrapa



Os interessados em fruticultura tropical, produção integrada, boas práticas agrícolas e renovação de pastagens têm à disposição 12 cursos on-line gratuitos na plataforma e-Campo da Embrapa Cerrados. As capacitações abrangem desde o manejo sustentável de pastagens até técnicas avançadas para a produção de frutas e borracha natural.

Quais os cursos oferecidos pela Embrapa?

O curso “Recuperação e Renovação de Pastagens Degradadas no Cerrado” tem carga horária de 50 horas e visa capacitar produtores e técnicos na identificação da degradação do solo e na escolha de soluções sustentáveis para a recuperação de pastagens no bioma Cerrado.

Na área de Produção Integrada, três módulos estão disponíveis. O primeiro, “Introdução à Produção Integrada”, com 20 horas de duração, apresenta a filosofia e os procedimentos da Produção Integrada (P.I.), promovendo segurança alimentar e sustentabilidade agrícola. O segundo módulo, “Gestão e Planejamento da Empresa Rural”, com 60 horas, aborda temas como rastreabilidade, segurança do alimento, organização de produtores e bem-estar do trabalhador rural. Já o terceiro módulo, “Práticas Culturais do Maracujá”, com 40 horas, aprofunda conhecimentos sobre o cultivo da fruta, enfatizando as Boas Práticas Agrícolas para obtenção da certificação de Produção Integrada.

Na área de fruticultura tropical, estão disponíveis diversos minicursos. “Avanços na Propagação dos Maracujás”, com carga horária de 7 horas, apresenta informações sobre diferentes formas de propagação dos maracujás azedos, doces, silvestres e ornamentais. “Abacate: Instruções Técnicas para Cultivo Comercial” e “Goiaba: Instruções Técnicas para Cultivo Comercial”, ambos com 8 horas de duração, oferecem diretrizes para o cultivo e comercialização dessas frutas.

O curso “Manga: Instruções Técnicas para Cultivo Comercial”, também com 8 horas, fornece orientações sobre o cultivo da fruta, do plantio à comercialização. Já “Mercado e Comercialização de Frutas Frescas e Processadas”, com carga de 6 horas, auxilia na elaboração de planos de negócios para inserção no mercado. O curso “Maracujás: Cultivares, Sistemas de Produção e Mercado” apresenta, em 4 horas, informações sobre cultivares e produção da fruta, facilitando a tomada de decisão dos produtores.

Outro curso oferecido é “Pitayas: Melhoramento Genético e Sistemas de Produção”, com 8 horas de duração, abordando desde a seleção genética até o manejo da pitaya para produção comercial. Por fim, o curso “Produção Integrada de Borracha Natural (Seringueira – Fase Fazenda)”, com 60 horas, destina-se a profissionais agropecuários e aborda certificação e boas práticas para a produção de borracha natural.



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Colheita de banana reforça potencial da fruticultura



A primeira colheita de banana do Projeto Público de Irrigação Baixio de Irecê, implantado pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) no Médio São Francisco baiano, consolidando a viabilidade da fruticultura irrigada na região.

Até o momento, foram colhidas cerca de 33 toneladas da banana prata rio, com 50% de primeira qualidade e 50% de segunda. O volume comercializado já soma aproximadamente R$ 100 mil, com destino ao mercado consumidor da capital baiana.

O sucesso da colheita de banana reforça a vocação do Baixio de Irecê para a diversificação de culturas. O projeto já conta com o cultivo de abóbora, cebola, feijão e limão, e os produtores estão diversificando suas lavouras, o que fortalece a economia regional, gera empregos e contribui para a segurança alimentar do país. A agricultura irrigada tem se mostrado um motor de desenvolvimento social e econômico.

Dados da Superintendência Regional da Codevasf em Bom Jesus da Lapa indicam que, em 2024, os lotes empresariais do Baixio de Irecê produziram duas mil toneladas de alimentos, incluindo soja, milho, melancia, mamona e limão, em uma área cultivada de aproximadamente mil hectares. O Volume Bruto de Produção (VBP) desse período alcançou R$ 6,1 milhões.

O projeto: banana como foco

O Projeto Baixio de Irecê está localizado entre os municípios de Xique-Xique e Itaguaçú, na Bahia, e ocupa uma área total de 105 mil hectares, dos quais 48 mil são irrigáveis. O projeto foi estruturado em nove etapas, e as duas primeiras já foram licitadas pela Codevasf, somando mais de 16,5 mil hectares em produção.



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