sexta-feira, julho 3, 2026

Autor: Redação

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Safra de soja da Argentina se estabiliza



Apesar do impacto inicial, as chuvas desde fevereiro melhoraram a perspectiva



Apesar do impacto inicial, as chuvas desde fevereiro melhoraram a perspectiva
Apesar do impacto inicial, as chuvas desde fevereiro melhoraram a perspectiva – Foto: Nadia Borges

A safra de soja da Argentina para o ano comercial 2024-25 deve alcançar 49 milhões de toneladas, mantendo-se no mesmo patamar de 2023-24, segundo relatório do Serviço Agrícola Estrangeiro (FAS) do Departamento de Agricultura dos EUA. A estiagem e o calor intenso afetaram o desenvolvimento das lavouras, principalmente no norte e sul da província de Buenos Aires, onde a soja de segunda safra registrou perdas de rendimento entre 80% e 90%.  

Apesar do impacto inicial, as chuvas desde fevereiro melhoraram a perspectiva nas principais regiões produtoras. A Bolsa de Grãos de Buenos Aires (BCBA) classifica 17% da safra como boa ou excelente, enquanto 49% está em condição normal e 34% é considerada ruim, uma melhora em relação ao ano anterior. A Bolsa de Valores de Rosario (BCR) indicou que as perdas se estabilizaram, aumentando a possibilidade de rendimentos médios ou acima da média.  

O esmagamento de soja para 2023-24 foi revisado para 43 milhões de toneladas, impulsionado por uma atividade forte nos últimos meses. Para 2024-25, a previsão é de 42 milhões de toneladas. As exportações do complexo de soja, que incluem soja em grão, farelo e óleo, somaram US$ 19,05 bilhões em 2024, um aumento de 42% sobre 2023, sustentado pelo crescimento dos embarques de farelo e óleo de soja.  

Além da soja, a produção de girassol deve alcançar 4 milhões de toneladas em 2024-25, com a colheita ainda atrasada em relação ao ano passado. A cultura tem ganhado espaço como alternativa à soja e ao milho, devido à sua maior resistência à seca e pragas. O esmagamento de girassol deve atingir 3,8 milhões de toneladas, próximo do recorde de 4 milhões de 2022-23, enquanto as exportações devem totalizar 1,05 milhão de toneladas.

 





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Setor cafeeiro bate recorde de exportação, mas prevê queda nos embarques



Cenário para os próximos meses dependerá do comportamento da demanda internacional




Foto: Pixabay

As exportações brasileiras de café atingiram 33,45 milhões de sacas na parcial da safra 2024/25 (de julho/24 a fevereiro/25), um volume recorde para esse período, segundo dados do boletim informativo do Cepea. Apesar da forte performance no acumulado da safra, as exportações recuaram em fevereiro e devem seguir enfraquecidas nos próximos meses.

De acordo com pesquisadores do Cepea, o alto volume de embarques foi impulsionado pela corrida antecipada dos exportadores para cumprir a legislação da União Europeia sobre produtos livres de desmatamento. Embora a regulamentação tenha sido adiada, a expectativa inicial de restrições acelerou as vendas ao longo da safra.

Agora, com a menor disponibilidade de grãos da temporada 2024/25 e o período de entressafra se aproximando, a tendência é de desaceleração nas exportações. A limitação da oferta pode impactar os próximos embarques e reduzir o ritmo recorde registrado até o momento.

Setor monitora demanda e impactos futuros

O cenário para os próximos meses dependerá do comportamento da demanda internacional e de novas definições regulatórias. Caso a União Europeia avance com a implementação da norma ambiental em 2025, o fluxo de exportações do Brasil pode sofrer ajustes. No mercado interno, a menor oferta de grãos pode influenciar as cotações e trazer impactos para a comercialização. Produtores e exportadores acompanham as movimentações do setor, enquanto o Brasil se mantém como um dos principais fornecedores globais de café.





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Exportações do agro capixaba iniciam 2025 batendo recorde em geração de divisas


O ano de 2025 começou bem para as exportações do agro. Em janeiro, as divisas geradas com as exportações do agronegócio no Espírito Santo somaram mais de US$ 320,9 milhões (ou quase R$ 2 bilhões). Esse valor obtido em apenas um mês superou todo o valor gerado com o comércio exterior do agro capixaba desde o início da série histórica para o mês de janeiro. O resultado representa um crescimento de 63,9%, em relação ao mesmo período de 2024 (US$ 195,8 milhões).

O crescimento no valor de exportações do Estado foi consideravelmente superior em relação aos dados nacionais, em que o índice do Brasil decresceu 5,3% no valor comercializado e caiu 21,2% em volume. Mais de 220,6 mil toneladas de produtos do agro capixaba foram embarcadas para o exterior.

As maiores variações positivas no valor comercializado foram para café solúvel (+168,1%), pescados (+130,2%), café cru em grãos (+119,1%), álcool etílico (+40,7%), gengibre (+22,9%), mamão (+18,9%) e celulose (+0,7%).

Em relação ao volume comercializado, houve variações positivas: pescados (+139,6%), café solúvel (+87,5%), álcool etílico (+48,1%), gengibre (+35,2%), café cru em grãos (+21,4%), mamão (+18,9%), carne de frango (+11,8%).

“O ano de 2025 começou com um desempenho excelente para o agronegócio capixaba, que teve em janeiro um valor recorde. Superamos em 63,9% todo valor em janeiro do ano passado, que já era um recorde. As divisas somaram quase 2 bilhões de reais, devido aos preços internacionais estarem em alta para boa parte de nossos produtos, contando também com a alta do dólar. Esses fatores levaram a um aumento expressivo no valor comercializado pelo Espírito Santo. O café capixaba manteve o bom desempenho e ampliou os volumes e valores exportados, correspondendo agora por 63% de todos os produtos”, comemora o secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Enio Bergoli.

Os três principais produtos da pauta das exportações do agronegócio capixaba — complexo cafeeiro, celulose e pimenta-do-reino — representaram 95% do valor total comercializado de janeiro a dezembro de 2025.

No primeiro mês do ano, nossos produtos foram enviados para 87 países. Os Estados Unidos se destacam como principal parceiro comercial, com 15% do valor comercializado, seguido pela China com 9%. Além disso, a participação relativa do agronegócio nas exportações totais do Espírito Santo de janeiro a dezembro foi de 35,7%. “Os dados reforçam a competitividade do agro perante os outros setores no cenário internacional. Isso é fruto de muito trabalho e resiliência dos produtores e das agroindústrias do Espírito Santo, que conseguem atingir mercados em todos os continentes com produtos de qualidade e sustentáveis”, pontua Enio Bergoli

Em janeiro, dez produtos se destacaram em geração de divisas. O complexo cafeeiro ficou em primeiro lugar com US$ 202,1 milhões (63%), seguido por celulose com US$ 82,3 milhão (25,7%), pimenta-do-reino com US$ 21,2 milhões (6,6%), álcool etílico com US$ 2,7 milhões (0,85%), mamão com US$ 2,5 milhões (0,79%), carne bovina com US$ 1,8 milhão (0,57%), chocolates e preparados com cacau com US$ 1,8 milhão (0,55%), gengibre com US$ 1,1 milhão (0,34%), pescados com US$ 781 mil (0,24%) e carne de frango com US$ 617 mil (0,19%). O conjunto de outros diversos produtos do agronegócio somou US$ 3,9 milhões (1,21%).

Vale destaque o complexo cafeeiro, que, na pauta de exportação de 2024, ficou em primeiro lugar pela quarta vez na história, respondendo por 60% de todo o valor gerado. No primeiro mês de 2025, a participação aumentou para 63%. A alta de preços no mercado internacional contribuiu para a ampliação desse valor.

“O complexo cafeeiro segue com destaque das exportações do agronegócio, já consolidado como principal arranjo produtivo agrícola em geração de divisas, superando e muito as exportações de celulose. E o café conilon, principal formador de renda no meio rural do Estado, foi o grande responsável por alavancar esses resultados. Vale lembrar que o conilon está presente em cerca de 50 mil propriedades rurais capixabas”, complementa Bergoli.

Nesse primeiro mês de 2025, o Espírito Santo também foi o Estado que mais exportou gengibre, pimenta-do-reino e mamão, com participação em relação ao total nacional de 53%, 78,5% e 41%, respectivamente. Além disso, superou o Estado de São Paulo na comercialização do complexo cafeeiro, envolvendo café cru em grãos, solúvel e torrado/moído, conquistando a segunda posição no ranking nacional das exportações totais de café e derivados.





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Fávaro propõe novo modelo para modernizar proteção ao agro


O seguro rural brasileiro está defasado e precisa de uma reformulação urgente. Essa foi a avaliação do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, durante audiência na Comissão de Agricultura do Senado, nesta terça-feira (19). Questionado pelos parlamentares sobre o tema, o ministro destacou a necessidade de modernizar o modelo atual e sugeriu a criação de uma nova proposta para tornar o seguro mais acessível aos produtores rurais.

Fávaro citou o projeto de lei que está em discussão e tem como objetivo ampliar a cobertura do seguro rural, garantindo mais segurança financeira ao setor agropecuário. Segundo ele, a agropecuária brasileira evoluiu significativamente em tecnologia, inovação e produtividade, mas a proteção contra riscos climáticos e perdas não acompanhou esse crescimento.

“O seguro rural ficou para trás. Precisamos encontrar uma saída para essa que é uma das maiores carências do arranjo produtivo brasileiro”, afirmou o ministro.

Comparação com os EUA e mudanças propostas

Fávaro mencionou o modelo norte-americano de seguro rural, onde o governo subsidiaria diretamente o seguro, em vez de focar no crédito agrícola, como ocorre no Brasil. Atualmente, o governo brasileiro destina cerca de R$ 16,3 bilhões para a subvenção ao crédito rural, enquanto apenas R$ 1 bilhão é destinado ao seguro rural.

A proposta do ministro é encontrar um equilíbrio, tornando o seguro obrigatório para aqueles que acessam crédito rural. “Nos Estados Unidos, não há crédito rural como no Brasil, mas há um seguro bem estruturado. Aqui, podemos manter o crédito, mas com a exigência do seguro, garantindo maior proteção ao produtor”, disse.

Além disso, Fávaro destacou que uma reformulação do seguro poderia reduzir o custo das apólices para os produtores, tornando a adesão mais atrativa. Segundo estudos preliminares apresentados na audiência, os valores das apólices poderiam cair entre 0,9% e 1,3%, tornando o seguro mais barato e acessível.

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Avanço das negociações com o setor privado

A reformulação do seguro rural está sendo debatida com diversos setores, incluindo seguradoras, resseguradoras, parlamentares e representantes do agronegócio. O objetivo é construir um modelo que amplie a cobertura e traga mais previsibilidade financeira para os produtores, especialmente diante das oscilações climáticas e dos desafios enfrentados pelo setor.

Caso a proposta avance no Congresso, o novo modelo poderá garantir maior estabilidade ao agro brasileiro, reduzindo impactos econômicos causados por perdas na produção e tornando o setor ainda mais competitivo no cenário internacional.



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Outono vem aí e como ficam chuvas e frentes frias? Climatempo conta tudo



O outono de 2025 tem início às 6h01 desta quianta-feira (20) e se prolonga até às 23h42 do dia 20 de junho, pelo horário de Brasília. Em relação às chuvas, na maioria das áreas do Brasil o outono é uma estação de transição do período úmido para a época de seca, característica do inverno. De acordo com a Climatempo, isso significa que haverá uma grande redução na frequência e no volume de precipitações mensais durante a estação.

O aumento do predomínio de sistemas de alta pressão atmosférica no interior do Brasil é um dos principais motivos para a redução do volume de chuva e também dos níveis de umidade no ar no Centro-Sul.

A temperatura terá um declínio natural nessa área do país, devido à diminuição das horas de insolação e também da passagem de massas de ar frio de origem polar que, ao longo do outono, tendem a ser mais fortes e amplas no Brasil.

A Climatempo lembra que a atmosfera não esfria de uma semana para outra. O começo do outono ainda pode ser bem quente, pois carrega o calor armazenado do verão.

Para a costa leste do Nordeste, o outono marca o período mais chuvoso do ano. Episódios de chuva forte e volumosa são muito comuns nas capitais Salvador, Aracaju, Maceió, Recife, João Pessoa e Natal.

Nas áreas do extremo norte do Brasil, como Roraima, Amapá, o extremo norte do Amazonas e do Pará, e também a faixa norte do Nordeste, entre o litoral do Maranhão e o do Rio Grande do Norte, o começo do outono ainda é época de chuva frequente e volumosa. Mas a tendência é de diminuição do volume de precipitação no fim da estação.

Neutralidade no Oceano Pacífico equatorial

O outono de 2025 virá com situação de neutralidade térmica no oceano Pacífico equatorial, ao largo da costa do Peru. Isso significa que não haverá a influência de El Niño, nem do La Niña, de acordo com a meteorologia.

Um possível El Niño costeiro poderá se desenvolver já no começo da estação, mas a influência desse fenômeno é pequena no padrão climatológico do Brasil.

Chuva no Brasil no outono 2025

A Climatempo prevê que o volume de precipitação durante o outono deste ano tende a ficar dentro ou um pouco abaixo da média no Paraná e nos estados do Sudeste e do Centro-Oeste.

Na maioria das áreas de Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, a estação deve trazer um volume de chuva um pouco acima da média.

Para a maior parte do Nordeste, a previsão é de que chova dentro da normalidade para estação. Deve chover mais do que o normal apenas no litoral e no norte do Maranhão e também no litoral do Piauí.

Para a maioria das áreas da região Norte, a previsão é de que a chuva do outono de 2025 fique um pouco abaixo da média. Mas o Amapá, a região da Ilha do Marajó (PA) e o nordeste do Pará devem ter mais chuva do que o normal neste outono.

Temperatura no outono de 2025

A temperatura deve ficar próxima da normalidade no Rio Grande do Sul. Em Santa Catarina, a tendência é de temperaturas dentro ou um pouco acima da média. No Paraná, o outono deve ser com temperaturas um pouco acima da média.

Para a maioria das áreas do Sudeste e do Centro-Oeste, a previsão é de que o outono de 2025 termine com temperaturas acima da média para a estação.

No Norte e na maioria das áreas do Nordeste, a previsão é de que a temperatura fique dentro ou um pouco acima da média. O oeste da Bahia deve ter temperaturas acima da média no período.

Primeiro friozinho do outono

Embora a previsão seja de um outono com temperaturas acima do normal em praticamente todo o Brasil, isso não quer dizer que não haverá episódios de frio.

De acordo com a Climatempo, é provável que a primeira massa de ar frio da temporada, com potencial para provocar queda de temperatura ampla no Centro-Sul do Brasil, aconteça ainda na primeira quinzena de abril.



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Copom eleva juros básicos da economia para 14,25% ao ano



A alta do preço dos alimentos e da energia e as incertezas em torno da economia global fizeram o Banco Central (BC) aumentar mais uma vez os juros. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa Selic, juros básicos da economia, em 1 ponto percentual, para 14,25% ao ano.

Em comunicado, o Copom afirmou que as incertezas externas, principalmente pela política comercial do país, suscitam dúvidas sobre a postura do Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano). Em relação ao Brasil, o texto informa que a economia brasileira está aquecida, apesar de sinais de moderação no crescimento.

Segundo o Copom, a inflação cheia e os núcleos (medida que exclui preços mais voláteis, como alimentos e energia) continuam em alta. O órgão alertou que existe o risco de que a inflação de serviços continue alta e informou que continuará a monitorar a política econômica do governo.

“O comitê segue acompanhando com atenção como os desenvolvimentos da política fiscal impactam a política monetária e os ativos financeiros. A percepção dos agentes econômicos sobre o regime fiscal e a sustentabilidade da dívida segue impactando, de forma relevante, os preços de ativos e as expectativas dos agentes.”, destacou o comunicado.

Em relação às próximas reuniões, o Copom informou que elevará a Selic “em menor magnitude” na reunião de maio e não deixou pistas para o que acontecerá depois disso.

“Para além da próxima reunião [a partir de junho], o comitê reforça que a magnitude total do ciclo de aperto monetário será ditada pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta e dependerá da evolução da dinâmica da inflação”, ressaltou.

Além de esperada pelo mercado financeiro, a elevação em 1 ponto havia sido anunciada pelo Banco Central na reunião de janeiro.

Essa foi a quinta alta seguida da Selic. A taxa está no maior nível desde outubro de 2016, quando também estava em 14,25% ao ano. A alta consolida um ciclo de contração na política monetária.

Após chegar a 10,5% ao ano de junho a agosto do ano passado, a taxa começou a ser elevada em setembro do ano passado, com uma alta de 0,25 ponto, uma de 0,5 ponto e duas de 1 ponto percentual.

Inflação

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em fevereiro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial, ficou em 1,48%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o fim do bônus de Itaipu sobre a conta de luz e o preço de alguns alimentos contribuíram para o índice.

Com o resultado, o indicador acumula alta de 4,87% em 12 meses, acima do teto da meta do ano passado. Pelo novo sistema de meta contínua em vigor a partir deste mês, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%.

No modelo de meta contínua, a meta passa ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em março de 2025, a inflação desde abril de 2024 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância. Em abril, o procedimento se repete, com apuração a partir de maio de 2024. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano.

No último Relatório de Inflação, divulgado no fim de dezembro pelo Banco Central, a autoridade monetária manteve a previsão de que o IPCA termine 2025 em 4,5%, mas a estimativa pode ser revista, dependendo do comportamento do dólar e da inflação. O próximo relatório será divulgado no fim de março.

As previsões do mercado estão mais pessimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 5,66%, mais de 1 ponto acima do teto da meta. Há um mês, as estimativas do mercado estavam em 5,6%.

O comunicado do Copom trouxe as expectativas atualizadas do Banco Central sobre a inflação. A autoridade monetária prevê que o IPCA chegará a 5,1% em 2025 (acima do teto da meta) e 3,9% no acumulado em 12 meses no fim do terceiro trimestre em 2026. Isso porque o Banco Central trabalha com o que chama de “horizonte ampliado”, considerando o cenário para a inflação em até 18 meses.

O Banco Central aumentou as estimativas de inflação. Na reunião anterior, de janeiro, o Copom previa IPCA de 5,2% em 2025 e de 4% em 12 meses no fim do terceiro trimestre de 2026.

Crédito mais caro

O aumento da taxa Selic ajuda a conter a inflação. Isso porque juros mais altos encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas maiores dificultam o crescimento econômico.

No último Relatório de Inflação, o Banco Central elevou para 2,1% a projeção de crescimento para a economia em 2025.

O mercado projeta crescimento um pouco menor. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 1,99% do PIB em 2025.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.



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CNA anuncia R$ 100 mi anuais para financiar pesquisas da Embrapa



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) anunciou nesta quarta-feira (19) um investimento anual de R$ 100 milhões para financiar pesquisas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O fundo terá como líder Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura.

O anúncio foi feito pelo diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Daniel Carrara, durante a edição COP30 do Planeta Campo Talks, promovida pelo Canal Rural, em São Paulo. O evento discutiu inovação, sustentabilidade e os desafios do agronegócio em meio às mudanças climáticas.

Com essa iniciativa, a CNA pretende fortalecer a inovação agropecuária, apoiando pesquisas que possam aumentar a produtividade, melhorar a sustentabilidade ambiental e reduzir custos de produção no campo. Segundo Carrara, o investimento reforça o compromisso da entidade com o desenvolvimento de novas tecnologias que beneficiem os produtores rurais brasileiros.

A Embrapa é referência mundial em pesquisa agropecuária e já desenvolveu soluções que transformaram a agricultura brasileira, como a tropicalização da soja, o melhoramento genético de cultivos e a criação de técnicas para o manejo sustentável do solo.

Roberto Rodrigues à frente do fundo

A liderança do fundo ficará sob a responsabilidade de Roberto Rodrigues, um dos maiores nomes do agronegócio brasileiro. Ex-ministro da Agricultura e professor emérito da FGV Agro, é reconhecido por seu trabalho na promoção do cooperativismo e no fortalecimento das políticas públicas para o setor.



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recuperação dos preços da arroba persiste; veja cotações de hoje



O mercado físico de boi gordo seguiu em um lento processo de recuperação nesta quarta-feira (19).

Segundo o consultor de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a redução da oferta de fêmeas no Centro-Norte brasileiro, o que por consequência acabou encurtando as escalas de abate, é o principal fator que justifica esse movimento.

“As exportações seguem em alto nível, exigindo da indústria frigorífica a busca por animais jovens, que cumpram os requisitos de exportação para a China. No curto prazo não há espaço para movimentos consistentes de alta, no entanto, o cenário já se mostra de maior otimismo se comparado a fevereiro”, avalia.

Confira os preços médios da arroba de boi gordo hoje

  • São Paulo: R$ 313,58, na modalidade à prazo, contra R$ 312,67 anteriormente.
  • Goiás: R$ 299,64, contra R$ 299,29 ontem.
  • Minas Gerais: R$ 307,35, ante R$ 290,59 ontem.
  • Mato Grosso do Sul: R$ 300,34, contra R$ 298,41 do dia anterior.
  • Mato Grosso: R$ 299,89, contra R$ 299,76 anteriormente.

Atacado

O mercado atacadista apresentou preços acomodados ao longo da quarta-feira. O ambiente de negócios ainda sugere por menor propensão a reajustes durante a segunda quinzena do mês, período pautado por menor apelo ao consumo.

Soma-se a isso, a preferência da população por proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, ovo e embutidos em geral.

  • Quarto traseiro ainda é cotado a R$ 25 o quilo.
  • Quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 18,50 o quilo.
  • Ponta de agulha segue no patamar de R$ 17 o quilo.



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Defensivos e máquinas elevaram o custo da soja no Mato Grosso



Custo da soja no estado subiu em fevereiro




Foto: Pixabay

O custo de produção da soja no Mato Grosso para a safra 2025/26 aumentou 0,54% em fevereiro, atingindo R$ 4.073,00 por hectare, segundo análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base nos dados do projeto CPA-MT.

A alta foi influenciada pelo aumento de 2,12% nos preços dos defensivos, que chegaram a R$ 1.138,50 por hectare, e pelo acréscimo de 1,27% nos custos com operações mecanizadas, que passaram para R$ 177,55 por hectare. O Custo Operacional Efetivo (COE) foi projetado em R$ 5.658,85 por hectare, um avanço de 0,42% em relação ao mês anterior.

Para cobrir as despesas do COE, o produtor precisará vender a saca de soja a pelo menos R$ 91,17, uma redução de 6,21% em relação a janeiro. Além disso, será necessário atingir uma produtividade média de 49,98 sacas por hectare, um aumento de 0,73% no comparativo mensal.

O Custo Total (CT) da safra foi estimado em R$ 7.466,08 por hectare, representando um avanço de 0,54% em relação ao mês anterior.





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Soja tem preços mistos no Brasil em meio à logística encarecida



Os preços da soja ficaram mistos nesta quarta-feira (19). A Bolsa de Chicago e o dólar caíram, mas os prêmios apresentaram firmeza. A logística segue cara. Foram registrados alguns negócios, porém sem grandes volumes. Segundo a consultoria Safras & Mercado, a indústria colocou cotações firmes no mercado, com alguns negócios a R$ 130 por tonelada.

Preços da soja no país

  • Em Passo Fundo (RS), estabilizou em R$ 128,00
  • Em Santa Rosa (RS), seguiu em R$ 129,00
  • No Porto de Rio Grande (RS), manteve em R$ 133,00
  • Em Cascavel (PR), subiu de R$ 125,00 para R$ 129,00
  • No Porto de Paranaguá (PR), seguiu em R$ 134,00
  • Em Rondonópolis (MT), caiu de R$ 116,00 para R$ 115,00
  • Em Dourados (MS), subiu de R$ 116,00 para R$ 117,00
  • Em Rio Verde (GO), recuou de R$ 112,00 para R$ 111,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam em baixa pela terceira sessão consecutiva. O mercado foi pressionado pela entrada da safra sul-americana e pela falta de definição sobre a política tarifária do governo Trump.

Além disso, os investidores ajustam suas posições antes da divulgação do relatório de intenção de plantio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em 31 de março.

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Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam em baixa de 4,50 centavos de dólar, ou 0,44%, a US$ 10,08 1/4 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 10,21 1/2 por bushel, perda de 5,00 centavos ou 0,48%.

Nos subprodutos, a posição maio do farelo recuou US$ 2,20 ou 0,73%, para US$ 297,70 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio caíram 0,18 centavo, ou 0,42%, para 42,36 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

O dólar comercial encerrou em queda de 0,44%, negociado a R$ 5,6480 para venda e R$ 5,6460 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6326 e a máxima de R$ 5,6931.



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