quinta-feira, julho 2, 2026

Autor: Redação

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Banco Central deve elevar em 1 ponto a taxa de juros no Brasil



Pressionado pelo preço dos alimentos e da energia, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decide nesta quarta-feira (19) em quanto elevará a taxa básica de juros, a Selic. A reunião é a segunda sob o novo comando do presidente do BC, Gabriel Galípolo.

Esta poderá ser a quinta elevação consecutiva da Selic. Segundo a edição mais recente do boletim Focus, pesquisa semanal com analistas de mercado, a taxa básica deve subir 1 ponto percentual nesta reunião, de 13,25% para 14,25% ao ano.

No comunicado da última reunião, em janeiro, o Copom confirmou que elevará os juros básicos em 1 ponto percentual na reunião de março. Segundo o comitê, o agravamento das incertezas externas e os ruídos provocados pelo pacote fiscal do governo no fim do ano passado justificam o aumento dos juros básicos no início de 2025.

Nesta quarta-feira, ao fim do dia, o Copom anunciará a decisão. Após chegar a 10,5% ao ano de junho a agosto do ano passado, a taxa começou a ser elevada em setembro do ano passado, com uma alta de 0,25 ponto, uma de 0,5 ponto e duas de 1 ponto percentual.

Inflação

Na ata da reunião mais recente, o Copom alertou para o prolongamento do ciclo de alta da Taxa Selic. Segundo o BC, o cenário de inflação de curto prazo segue adverso, principalmente em razão do aumento nos preços dos alimentos. Mantido esse cenário, o comitê aponta que a inflação deve ficar acima da meta pelos próximos 6 meses.

Segundo o último boletim Focus, a estimativa de inflação para 2025 está em 5,66%, contra 5,6% há quatro semanas. Isso representa inflação acima do teto da meta contínua estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 3% para este ano, podendo chegar a 4,5% por causa do intervalo de tolerância de 1,5 ponto.

Taxa Selic

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia. Ela é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle. O BC atua diariamente por meio de operações de mercado aberto – comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima do valor definido na reunião.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, pretende conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Ao reduzir a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do Copom, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a Selic.

Pelo novo sistema de meta contínua em vigor a partir deste mês, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%.

No modelo de meta contínua, a meta passa ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em janeiro deste ano, a inflação desde fevereiro de 2024 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância. Em fevereiro, o procedimento se repete, com apuração a partir de março de 2024. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano.

No último Relatório de Inflação, divulgado no fim de dezembro pelo Banco Central, a autoridade monetária manteve a previsão de que o IPCA termine 2025 em 4,5%, mas a estimativa pode ser revista, dependendo do comportamento do dólar e da inflação. O próximo relatório será divulgado no fim de março.



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AgroNewsPolítica & Agro

Cultura do algodão exige manejo nutricional



Nutrição do solo fortalece lavouras de algodão e melhora a qualidade da fibra




Foto: Canva

A cultura do algodão exige um manejo nutricional eficiente para alcançar altas produtividades e garantir fibras de qualidade superior. O uso correto de adubos tem sido um dos pilares da produção, garantindo plantas mais vigorosas e menos suscetíveis a pragas e doenças.

Dentre os nutrientes mais importantes para o algodão, o Potássio se destaca por seu papel na formação da fibra. Esse elemento influencia diretamente no comprimento e resistência do algodão, características fundamentais para a indústria têxtil. A deficiência de Potássio pode comprometer a uniformidade e a qualidade do produto final.

O Nitrogênio também é essencial para a cultura, pois está diretamente ligado ao crescimento vegetativo e ao desenvolvimento das maçãs. No entanto, o excesso desse nutriente pode causar um crescimento exagerado da planta, dificultando a colheita e aumentando a suscetibilidade a pragas.

Outro elemento importante é o fósforo, responsável por estimular o enraizamento e garantir um melhor aproveitamento da água e dos nutrientes disponíveis no solo. Além disso, micronutrientes como boro e zinco desempenham funções essenciais no metabolismo da planta, prevenindo deformações nas fibras.

Produtores têm investido em tecnologias de adubação de liberação controlada para fornecer os nutrientes de forma equilibrada ao longo do ciclo da cultura. Essas soluções evitam desperdícios e garantem que as plantas tenham acesso aos elementos essenciais no momento certo.

A adubação deve ser planejada com base em análises de solo e nas demandas específicas da lavoura. Um manejo nutricional eficiente pode ser a diferença entre uma safra rentável e um ciclo produtivo abaixo do esperado, tornando a escolha dos fertilizantes um fator estratégico para o sucesso do algodão.





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Bolsa sobe e dólar cai antes da decisão do Copom; ouça análise


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca a quinta alta do Ibovespa, que fechou em 131 mil pontos, impulsionado pelo fluxo cambial.

Já as bolsas americanas caíram, pressionadas pela guerra tarifária de Trump e pela expectativa de um Fed mais hawkish.

No Brasil, o dólar recuou para R$ 5,67, e o Copom decide hoje sobre a Selic.

O mercado também acompanha o projeto de isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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frente fria e chuva forte; veja áreas



A terça-feira (18) será marcada por instabilidades em várias regiões do Brasil, com pancadas de chuva intensas e risco de temporais.

A combinação de umidade, calor e circulação de ventos em diferentes níveis da atmosfera deve estimular o desenvolvimento de nuvens carregadas, afetando especialmente o Sudeste e o Centro-Oeste.

No Sul, o tempo segue mais seco, mas a umidade marítima ainda provoca chuvas no litoral.

No Nordeste, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mantém o tempo instável na costa norte, enquanto o Norte do país segue abafado, com pancadas de chuva ao longo do dia.

Veja os detalhes da previsão do tempo na análise da Climatempo.

Sul

O sol aparece entre nebulosidade variável ao longo do dia em todos os estados da região. A chuva seguirá associada à entrada de umidade marítima, concentrando-se no leste e litoral do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

O fluxo de umidade pode alimentar a formação de nuvens carregadas também no interior do Paraná.

Sudeste

A formação e desenvolvimento de uma área de baixa pressão sobre o oceano deve reforçar a condição de tempo instável na região. Ainda no período da manhã, há formação de nebulosidade no céu, e a chuva ganha força no decorrer das horas.

Existe risco para episódios de chuva forte e até mesmo temporais em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e sul do Espírito Santo.

Centro-Oeste

O fluxo de umidade que transita sobre a região deve estimular uma maior formação de nebulosidade em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e boa parte de Goiás. Ainda assim, o sol aparece em alguns intervalos ao longo do dia.

No decorrer das horas, a chuva se espalha, ainda incidindo por meio de pancadas. No Distrito Federal, as instabilidades retornam e há condições para chuva.

Nordeste

A circulação de ventos em níveis mais elevados da atmosfera deve continuar, reforçando as instabilidades no Maranhão e no Piauí. A chuva começa a avançar também para áreas do Ceará.

A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) segue mantendo a chuva na costa norte da região.

Há condição para pancadas isoladas de chuva entre o litoral do Rio Grande do Norte e de Pernambuco.

Norte

O tempo fica abafado e carregado em todos os estados da região. O sol aparece em alguns intervalos, e a chuva ganha força no decorrer do dia.

Há risco de temporais no Amazonas, Acre e Pará. Além disso, há condição para pancadas de chuva isoladas no Tocantins.



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AgroNewsPolítica & Agro

produção de feijão sofre impacto do clima, aponta Conab



Safra de feijão enfrenta perdas com estiagem




Foto: Canva

O 6º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), apontou que a semeadura do feijão na Bahia foi concluída, mas com redução na área plantada em comparação à safra anterior. Segundo o relatório, a diminuição ocorreu principalmente devido à substituição de áreas pelo cultivo de mamona.

No oeste do estado, as condições climáticas foram mais favoráveis, com chuvas regulares ao longo do ciclo, o que permitiu o bom desenvolvimento das lavouras. Algumas áreas já iniciaram a colheita.

Nas regiões centrais, onde se concentra a maior parte da produção, a situação foi diferente. A escassez ou ausência de chuvas afetou o plantio e exigiu replantio fora da janela ideal. “A estiagem comprometeu fases críticas do cultivo, como a floração e o enchimento de grãos, impactando o potencial produtivo”, informou a Conab.

A retomada das chuvas em 2025 ajudou a amenizar as perdas, mas, segundo o levantamento, os danos já eram irreversíveis em muitas lavouras. A produtividade deve ficar abaixo do registrado na safra 2023/24, quando as condições climáticas foram mais favoráveis.





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AgroNewsPolítica & Agro

estimativa da 2ª safra cai e preço dispara no mercado



Estimativa aponta para uma área de 16,75 milhões de hectares




Foto: Divulgação

A produção brasileira de milho 2ª safra na temporada 2024/25 foi revisada para baixo, conforme o boletim informativo do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). A estimativa atual aponta para uma área de 16,75 milhões de hectares, queda de 0,51% em relação ao levantamento anterior de fevereiro.

A redução foi puxada principalmente por retrações nas áreas cultivadas em Goiás (-5,97%), Mato Grosso do Sul (-2,54%) e Paraná (-0,20%). Já a produtividade sofreu um leve ajuste negativo de 0,05%, sendo projetada em 95,05 sacas por hectare. Com isso, a produção total foi estimada em 95,51 milhões de toneladas, uma redução de 0,55% em relação à última previsão.

O cenário de incerteza sobre a produção final da safra 2024/25, somado à menor oferta do cereal na temporada anterior (2023/24), impactou os preços no mercado interno. Na Bolsa Brasileira (B3), a saca de milho fechou a semana cotada a R$ 88,56, avanço de 2,52% em comparação com a semana anterior e alta expressiva de 41,33% frente ao mesmo período de 2023.





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AgroNewsPolítica & Agro

Goiás deve atingir R$ 119,4 bilhões no agro em 2025


O agronegócio de Goiás deve atingir um Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) recorde de R$ 119,4 bilhões em 2025, segundo projeção da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). O crescimento reflete a expansão da produção, o aumento da produtividade e a incorporação de novas tecnologias no setor.

Desde 2016, o VBP do estado cresceu 56%, saindo de R$ 76,5 bilhões para o patamar atual. “Esse avanço demonstra a competitividade do agronegócio goiano e sua relevância na economia nacional”, informou a Seapa.

Entre as principais cadeias produtivas, a soja segue na liderança, com estimativa de R$ 36,1 bilhões, crescimento de 61,3% em relação a 2016. A pecuária bovina também se destaca, alcançando R$ 21,7 bilhões, um aumento de 62,3%.

Outros segmentos devem registrar recordes. A cana-de-açúcar deve atingir R$ 14,6 bilhões, alta de 6,8% em relação a 2024. O milho deve alcançar R$ 16,3 bilhões, um crescimento de 38,5%. O tomate deve atingir R$ 7,5 bilhões, superando a produção anterior em 11,5%. Já o frango tem projeção de R$ 9,3 bilhões, um avanço de 6,5% em comparação ao ano passado.

O VBP é um dos principais indicadores do setor agropecuário, refletindo a geração de riqueza e o impacto econômico da atividade no estado.BP é calculado com base no faturamento bruto da produção agrícola e pecuária, considerando os preços médios de mercado e os volumes produzidos de cada cultura ou atividade pecuária.





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AgroNewsPolítica & Agro

boa colheita e baixa pressão de pragas em Goiás



Conab ajusta estimativa de produtividade da soja




Foto: USDA

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou o 6º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, destacando o desempenho da soja no estado de Goiás. Em fevereiro, a colheita foi caracterizada por uma concentração das atividades e um aumento das áreas em maturação, embora ainda em diferentes estágios. Apesar de interrupções pontuais devido à chuva, o tempo seco na segunda quinzena do mês favoreceu o avanço das colheitas.

A área cultivada no estado permanece estável em relação ao levantamento anterior, com uma estimativa de 4.954,7 mil hectares. A produtividade, que antes não havia sido reajustada, foi ajustada para 4.079 kg/hectare. O aumento foi observado após o avanço da colheita, com a estimativa de produtividade superando as previsões iniciais, em virtude do bom desenvolvimento das plantas e da colheita eficiente.

A safra atual apresenta um bom desempenho, com alta produção de vagens e grãos, além de baixa incidência de pragas e doenças. A redução no uso de defensivos refletiu-se em menores custos de produção para os agricultores. Apesar de alguns relatos de acamamento e prostração em algumas cultivares, as perdas durante a colheita foram mínimas. A qualidade dos grãos colhidos é considerada boa, com peso específico dentro dos padrões e umidade entre 12% e 14%, sendo que alguns lotes chegaram a 18%.

Embora haja registros de armazéns próximos à capacidade máxima, não houve problemas significativos de logística ou falta de espaço. A expectativa é que, com as condições climáticas favoráveis e o ritmo eficiente da colheita, mais de 50% da safra seja colhida até o final de fevereiro, atendendo à urgência de iniciar o plantio das culturas de segunda safra dentro do período ideal.

As lavouras em fase final de ciclo estão em boas condições e devem superar as expectativas de produtividade. Entre os fatores que justificam o bom desempenho da safra estão os regimes de chuvas adequados, o cumprimento do calendário de plantio, a baixa pressão de pragas e doenças, e o alto nível tecnológico adotado pelos produtores.





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AgroNewsPolítica & Agro

Hotéis eliminam ovos de galinhas confinadas



O impacto positivo dessa mudança vai além do bem-estar animal



O impacto positivo dessa mudança vai além do bem-estar animal
O impacto positivo dessa mudança vai além do bem-estar animal – Foto: Divulgação

A busca por hospedagens alinhadas a valores sustentáveis e éticos cresce entre os viajantes. Segundo um relatório da Booking.com, 49% dos turistas consideram certificações sustentáveis um fator decisivo na escolha do hotel. Além da economia de recursos e gestão de resíduos, um dos aspectos que mais chama atenção é a origem dos alimentos servidos, especialmente a produção de ovos. O confinamento de galinhas em gaiolas, uma prática amplamente criticada, tem levado grandes redes hoteleiras a revisar suas cadeias de suprimentos.

A Accor lidera esse movimento, comprometendo-se a eliminar os ovos de galinhas confinadas até 2025 nas Américas. Nos Estados Unidos e Canadá, 98% dos hotéis da rede já utilizam ovos de aves criadas livres, enquanto na América Central e Caribe esse número chega a 87%. No Brasil, outras redes como Fasano, Marriott, Hyatt e Wyndham também adotaram políticas semelhantes, reforçando o compromisso do setor com práticas mais responsáveis.

O impacto positivo dessa mudança vai além do bem-estar animal. Galinhas confinadas vivem em espaços reduzidos, o que compromete seu sistema imunológico e aumenta a necessidade do uso de antibióticos – um fator que contribui para a resistência antimicrobiana, um problema de saúde global. Segundo Julia Almeida, da ONG Animal Equality, eliminar esses ovos do mercado é uma ação concreta para reduzir o sofrimento animal e promover um sistema alimentar mais ético.

“A eliminação dos ovos de galinhas confinadas em gaiolas é uma medida crucial para reduzir o sofrimento animal. Essa escolha não se limita a uma mudança no fornecimento, mas representa uma ação concreta para melhorar as condições de vida dessas aves”, afirma.

Além dos hotéis, empresas como Carrefour, McDonald’s, Bauducco e Unilever também adotaram políticas de fornecimento cage-free. Esse movimento evidencia uma tendência global: consumidores exigem mais transparência e responsabilidade das marcas, tornando a sustentabilidade um fator decisivo na experiência de consumo.





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Sistema OCB apresenta prioridades para 2025



O Sistema Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) lançou nesta terça-feira (18) a Agenda Institucional do Cooperativismo 2025, um documento que define as principais pautas do setor para o ano. O evento, realizado em Brasília, contou com a presença de lideranças cooperativistas, parlamentares e representantes do governo federal.

Com 56 propostas direcionadas ao Congresso Nacional e ao Executivo, a agenda tem como objetivo consolidar o cooperativismo como um modelo de desenvolvimento sustentável e economicamente viável. Neste ano, o documento traz ainda mais destaque para a sustentabilidade, já que o Brasil sediará a COP30, a conferência mundial do clima.

Segundo Tânia Zanella, superintendente do Sistema OCB e presidente do Instituto Pensar Agropecuária (IPA), o cooperativismo já demonstra ser um aliado na produção sustentável, conciliando eficiência econômica com preservação ambiental.

“O movimento cooperativista precisa ser socialmente justo, economicamente viável e ambientalmente correto. Por isso, além de apresentar nossas prioridades ao governo, estamos entregando o Manifesto do Cooperativismo para a COP30, mostrando que o setor pode e deve ser protagonista na agenda climática mundial”, afirmou.

Expansão do cooperativismo e avanços no setor de seguros

Além das pautas relacionadas à sustentabilidade, o lançamento da agenda também foi um momento de celebração de conquistas para o setor, como a aprovação da Lei Complementar 123, que regulamenta a atuação das cooperativas de seguros no Brasil.

De acordo com Zanella, o país era um dos poucos no mundo onde cooperativas não podiam atuar no mercado de seguros, e a nova legislação representa um avanço significativo para o setor e para os consumidores.

“A regulamentação das cooperativas de seguros abre um excelente espaço para o cooperativismo e amplia as opções disponíveis para os consumidores, fortalecendo o setor e trazendo mais competitividade”, destacou.

Protagonismo do cooperativismo na economia

O lançamento da Agenda Institucional 2025 reforça o compromisso do cooperativismo com o desenvolvimento econômico e social do Brasil. O setor, que já desempenha um papel fundamental na geração de empregos e na inclusão produtiva, agora se prepara para ampliar ainda mais sua influência na economia verde e na transição para um modelo sustentável de negócios.

A cerimônia contou com a presença de autoridades políticas e representantes do setor produtivo, que destacaram a importância do diálogo entre o cooperativismo e o poder público para garantir avanços estruturais.

Com essa nova agenda, o Sistema OCB busca consolidar o cooperativismo como um modelo de negócios que gera oportunidades, impulsiona a inovação e contribui para um Brasil mais sustentável. Nos próximos meses, as lideranças do setor darão continuidade às articulações políticas para garantir que as pautas apresentadas sejam transformadas em políticas públicas e legislações favoráveis ao desenvolvimento do setor cooperativista.



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