quarta-feira, julho 1, 2026

Autor: Redação

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Haja chuva! Precipitações acumulam 400 mm e atrapalham trabalhos com a soja em MT



A colheita de soja deste ano é desafiadora para os produtores rurais do Mato Grosso. O motivo é o excesso de chuvas, que atrasa a colheita, compromete a qualidade dos grãos e eleva os custos operacionais. Em meio às adversidades, os sojicultores lidam com umidade excessiva, solos encharcados e a necessidade de maquinário especializado para minimizar as perdas.

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Chuvas intensas e impacto na colheita de soja

Com volumes de chuva entre 300 e 400 mm em menos de uma semana, muitas lavouras enfrentaram solos alagados, comprometendo a colheita da soja, além do plantio do milho e do gergelim. Em algumas propriedades, a colheita, prevista para ser concluída em fevereiro, ainda não foi finalizada.

O impacto do clima se reflete diretamente nos números. Em uma propriedade, 97 hectares levaram 16 dias para serem colhidos, resultando em mais de mil sacas de soja descontadas por umidade. A qualidade e a produtividade foram comprometidas, e cada dia a mais no campo aumenta o risco de perda.

Infraestrutura precária e custos elevados

Além das dificuldades climáticas, a falta de infraestrutura tem agravado a situação. Estradas vicinais danificadas, filas nos armazéns e a necessidade de contratar máquinas terceirizadas são desafios constantes. Algumas fazendas precisaram investir em silo bolsa para armazenar a produção, um custo extra inesperado.

Os produtores recorreram ao uso de quase 20 silo bolsas dentro da fazenda, elevando os custos com um gasto inesperado. A alternativa foi adotada de última hora para evitar a perda da soja por falta de transporte e armazenamento.

Dificuldades

Mesmo com o esforço coletivo para minimizar as perdas, os desafios persistem. Além das dificuldades com o clima e a logística, incidentes como o incêndio de uma colhedora agravam ainda mais a situação. Diante de tantos obstáculos, os produtores seguem buscando alternativas para salvar a safra e manter a produção nas dificuldades.



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AgroNewsPolítica & Agro

Exportações de carne bovina caem


As exportações totais de carne bovina do Brasil registraram queda de 6% em fevereiro de 2025, segundo a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do MDIC. O volume embarcado foi de 217.108 toneladas, abaixo das 230.504 toneladas exportadas no mesmo mês de 2024. Apesar da retração no volume, a receita cresceu 12,6%, atingindo US$ 1,038 bilhão, impulsionada pelo aumento do preço médio da tonelada, que passou de US$ 4.000 em 2024 para US$ 4.782 neste ano.

No acumulado do primeiro bimestre de 2025, as exportações totalizaram 456.146 toneladas, queda de 2% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram embarcadas 465.651 toneladas. No entanto, a receita cresceu 12%, chegando a US$ 2,066 bilhões. O preço médio da carne bovina exportada também subiu, passando de US$ 3.977 por tonelada em 2024 para US$ 4.529 por tonelada em 2025.

A China manteve-se como principal destino da carne bovina brasileira, com importações de 183.800 toneladas no primeiro bimestre de 2025, uma queda de 5,3% em relação ao mesmo período de 2024. Apesar disso, a receita aumentou 4,5%, chegando a US$ 895,9 milhões, impulsionada pelo preço médio da tonelada, que passou de US$ 4.417 para US$ 4.874. 

Os Estados Unidos, segundo maior comprador, reduziram suas aquisições em 12,1%, para 78.233 toneladas, mas a receita cresceu 10,9%, alcançando US$ 286,3 milhões. Já o Chile ampliou suas importações em 61,7%, totalizando 19.281 toneladas e US$ 105 milhões em receita. A Argélia se destacou com um crescimento expressivo de 199% no volume importado, atingindo 15.956 toneladas e US$ 85,4 milhões em receita.

 





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Três produtores concorrem ao Prêmio Personagem Soja Brasil!



Já começou a votação para o Prêmio Personagem Soja Brasil, que reconhece os sojicultores que se destacam na produção do grão no país. Três produtores estão na disputa, e você pode ajudar a escolher o vencedor. O processo é bem simples: basta acessar este link, inserir o e-mail, fazer a verificação e registrar o voto.

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Dentre os participantes está o produtor rural de Chapadão do Sul (MS), Alberto Schlatter. Vindo de uma família de imigrantes suíços, sua trajetória agrícola no Brasil começou em 1921. Seus pais iniciaram a produção em Presidente Venceslau, construindo um legado que se mantém no campo até hoje.

Claudia D’Agostini também está na disputa. Produtora rural de Sabáudia (PR), ela lidera a fazenda da família ao lado da irmã, dando continuidade dos negócios e a excelência na produção de soja. Juntas, mantêm o legado do pai e reforçam a sucessão familiar no agronegócio.

Também concorre ao prêmio Oliverio Alves de Melo, produtor rural de Balsas (MA). Técnico agropecuário e administrador de empresas, ele atua no desenvolvimento da agricultura no Cerrado desde 1995, sendo um dos responsáveis pelo avanço do setor por meio do Programa de Cooperação Nipo-Brasileira.



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Preços do boi gordo, reposição e carne seguem estáveis no Brasil



Os preços da arroba do boi gordo, da reposição e da carne têm se mantido dentro de uma faixa de variação estável, conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o órgão, isso indica que, embora a oferta não seja elevada, tem sido suficiente para atender à demanda nos diferentes segmentos do mercado.

No atacado da Grande São Paulo, desde 24 de fevereiro, os cortes com osso acumulam queda inferior a 1%, comportamento semelhante ao do Indicador do boi gordo Cepea/Esalq. Ontem (19), a arroba foi negociada a R$ 310,25, uma leve retração de 0,23% em relação ao mês anterior.

Já os preços do bezerro seguem estáveis desde novembro, após o ajuste registrado no fim do ano passado. Na quinta-feira (18), o Indicador Cepea/Esalq para o bezerro em Mato Grosso do Sul ficou em R$ 2.709,00, com peso médio de 211,19 quilos nos últimos cinco dias.

O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) é parte do Departamento de Economia, Administração e Sociologia da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq), unidade da Universidade de São Paulo (USP).

Sua equipe realiza pesquisas sobre a dinâmica de cadeias produtivas e também sobre o funcionamento integrado do agronegócio, o que abrange questões de defesa sanitária, políticas comerciais externas e influência de novas tecnologias.



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Piauí receberá R$ 1 bi para infraestrutura portuária e hidroviária



A infraestrutura portuária e hidroviária do Piauí receberá investimentos de aproximadamente R$ 1 bilhão para fortalecimento dos modais logísticos do estado. O anúncio foi feito pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, durante reunião com o senador Marcelo Castro, nesta terça-feira (18).

De acordo com a pasta, as obras incluem a revitalização do Porto de Luís Correia e a construção da hidrovia do Rio Parnaíba, que prometem impulsionar o desenvolvimento econômico da região.

Segundo o ministro, os investimentos visam ampliar a capacidade logística do estado e fortalecer setores estratégicos.

“Nós temos investimentos no Porto de Luís Correia e vamos fazer a hidrovia do Parnaíba, com aportes que vão mudar a infraestrutura do estado, com desenvolvimento econômico e social”, afirmou.

Hidrovia do Parnaíba e Porto Luís Correia

A hidrovia do Parnaíba, de competência estadual, é um projeto considerado essencial para a economia piauiense, pois facilitará o transporte de cargas e reduzirá custos logísticos para produtores locais, atraindo também novos negócios para a região e permitindo o transporte de passageiros entre diversas cidades ribeirinhas ao rio.

O Ministério Portos e Aeroportos, informou ainda que a modernização do Porto de Luís Correia, terminal de uso privado (TUP), objetiva o fortalecimento da movimentação de mercadorias, trazendo melhorias ao transporte fluvial de minérios, pescados e agrícolas, contribuindo para o turismo e fortalecendo cadeias produtivas relacionadas à indústria.

Durante a reunião, também foram discutidas questões relacionadas à conectividade aérea do estado, incluindo a retomada dos voos para municípios piauienses.

Além disso, o ministro destacou que o governo federal segue em tratativas com as companhias aéreas para garantir melhorias na malha aérea regional.

Por fim, Costa Filho reafirmou seu compromisso com o desenvolvimento do Piauí e seguirá acompanhando os avanços das obras e demais projetos estruturantes.

“Quando o Piauí vai bem, o Nordeste vai bem, consequentemente o Brasil vai bem”, concluiu o ministro.


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Comissão antecipa votação do Orçamento de 2025 para esta quinta-feira



O Congresso Nacional realiza nesta quinta-feira (20) sessão a partir das 15 horas para votar a proposta orçamentária para 2025 (PLN 26/24). A votação na Comissão Mista de Orçamento (CMO), que seria amanhã (21), foi antecipada também para hoje, após a leitura do relatório final do senador Angelo Coronel (PSD-BA). Depois da votação na CMO, a proposta deverá ser votada pelo Congresso.

A previsão inicial era de que a proposta fosse votada na CMO nesta quarta-feira (19). Segundo o relator, a demora para a apresentação do relatório final se deveu a um pedido do Poder Executivo, que sugeriu ajustes no texto. Uma das mudanças remaneja recursos para o programa Auxílio Gás.

Coronel ressalvou que, caso haja novos atrasos, a votação poderá ser adiada para a primeira semana de abril, uma vez que os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Hugo Motta, estarão ausentes do país na próxima semana.

Atrasos para votação do Orçamento

A LOA deveria ter sido votada no fim do ano passado pelo Congresso, mas questões políticas provocaram atrasos, como a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino de suspender a execução das emendas parlamentares ao Orçamento.

Emendas

Na semana passada, o Congresso aprovou novas regras para apresentação e indicação dessas emendas. A Resolução 1/25 foi promulgada na sexta-feira (14) e deve destravar a votação do Orçamento.



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boas práticas geram sustentabilidade e oportunidades



Nesta quinta-feira (20), é comemorado o Dia Mundial da Agricultura. O manejo da terra e o cultivo dos alimentos estão presentes desde os primórdios da humanidade, tornando a agricultura um pilar fundamental de nossa existência.

Apesar de todas as dificuldades, sejam elas por influência do clima, da logística e da economia, o Brasil é um dos maiores produtores e exportadores de alimentos do mundo, atendendo à demanda interna e externa.

E a adesão às boas práticas contribui para a preservação ambiental e uso responsável dos recursos naturais, melhora a segurança e qualidade dos nossos alimentos, permitindo aos produtores acesso aos mercados que exigem padrões de qualidade e sustentabilidade.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) atua no fomento a uma agricultura mais sustentável e eficiente. “Incentivamos as boas práticas e manejo responsável para que a agricultura brasileira seja referência internacionalmente como uma agricultura sustentável. Celebramos este setor que é primordial para a economia e estamos trabalhando para incentivar cada vez mais os nossos agricultores”, disse o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

BPAs

As Boas Práticas Agrícolas (BPAs), um conjunto de princípios, normas e recomendações técnicas que visam garantir a produção de alimentos de forma segura, sustentável e responsável, auxilia o produtor brasileiro nesta tarefa.

Pode ser considerada uma BPA a agricultura de precisão, por exemplo, que permite o gerenciamento localizado dos cultivos utilizando tecnologias para otimizar o uso de insumos, melhora a eficiência e reduz impactos ambientais. Outro exemplo é a agricultura irrigada, que pode usar técnicas que conservem água e evitem a salinização do solo.

Fazem parte do conjunto de princípios das BPAs: a segurança alimentar visando garantir que os produtos sejam seguros para o consumo humano; sustentabilidade ambiental para minimizar os impactos ambientais da produção agrícola; responsabilidade social para promover condições de trabalho justas e respeitar os direitos dos trabalhadores; e eficiência econômica objetivando o aumento da produtividade e a rentabilidade das atividades agrícolas.

Histórico do BPA

Em 2021, foi instituído o Programa BPA Brasil, visando regulamentar nacionalmente as boas práticas e estabelecendo os requisitos mínimos necessários ao enquadramento da ação como promotora das BPAs e trazer chancela pública federal, por meio do reconhecimento do Mapa a programas geridos por entes públicos e privados, que promovam às boas práticas na cadeia produtiva agrícola.

Os produtores que adotam as boas práticas podem ser reconhecidos por meio de certificações que atestam a conformidade com as normas estabelecidas. Esse reconhecimento pode ocorrer por meio de organizações independentes que realizam auditorias e verificações das práticas adotadas pelos produtores e por programas de certificação, como o Programa de Certificação de Boas Práticas Agrícolas, reconhecido pelo Ministério.

Por meio da Plataforma AgroBrasil + Sustentável, os produtores rurais podem utilizar para qualificar a sustentabilidade socioambiental da propriedade, auxiliando não só na agregação de valor à sua produção, mas também no processo de comercialização. Propriedades rurais que apresentem práticas de sustentabilidade vinculadas a programas do Mapa, como o Programa BPA Brasil, têm direito a uma bonificação de 0,5% de desconto nas operações de custeio.

Além dos incentivos a adesão destes programas e reconhecimentos da Plataforma AgroBrasil+Sustentável, o Mapa incentiva por meio de diversas formas de apoio e fomento a sustentabilidade na agricultura, dentre elas: capacitação e treinamento; acesso a informações e tecnologias; programas de Assistência Técnica; Iniciativas de Pesquisa e Desenvolvimento; entre outros.

Celeiro do mundo

Atualmente, o Brasil exerce a liderança nas exportações globais de pelo menos sete alimentos – o suficiente para as necessidades calóricas de aproximadamente 900 milhões de pessoas, o que equivale a 11% da população global. Por todo esse trabalho e desempenho, neste dia 20 de março, o Canal Rural parabeniza todos os agricultores brasileiros que ajudam no desenvolvimento econômico e sustentável do nosso país!



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Conab tem aproximadamente meio bilhão de reais para formar estoques reguladores



O presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto, disse que a companhia tem aproximadamente meio bilhão de reais para formar estoques reguladores neste ano, garantindo, segundo Pretto, a contribuição da empresa na tarefa de manter os preços dos alimentos em patamares acessíveis à população.

“Agora temos orçamento e estrutura para comprar comida, a preço justo, direto do produtor, e fazer estoque para, quando o preço subir para o consumidor, a gente possa colocar esse produto no mercado e equilibrar o preço”, afirmou o presidente, em entrevista ao programa A Voz do Brasil.

Este ano, a Conab recebeu um reforço de R$ 350 milhões para adquirir e estocar alimentos. De acordo com dirigente da Conab, o objetivo maior é reduzir preços e distribuir comida de qualidade. Ele afirmou que a queda dos preços já se manifesta, como no caso do arroz que, segundo ele, caiu 6,24% em fevereiro.

Pretto disse que a tarefa da Conab vai poder ser realizada pela ampliação do plantio e da colheita de produtos da agricultura familiar, graças à ampliação do Plano Safra e ao fortalecimento de políticas públicas.

A garantia de compra por preços mínimos pelo governo e a Garantia-Safra, que ressarce pequenos agricultores em caso de destruição da produção por eventos climáticos foram citados pelo presidente do Conab.

A Garantia-Safra, este ano, terá R$ 670 milhões de reais destinados a um universo de 520 mil agricultores familiares, para casos de perda de pelo menos 50% da produção de alimentos. Cada produtor ou produtora recebe R$ 1,2 mil reais, se suas propriedades, de até 5 hectares, tiverem sido atingidas.

Segundo Edegar Pretto, essas modalidades de apoio dadas pelo governo recuperam a confiança dos agricultores em investir tempo e trabalho na produção de alimentos. “Produzir comida neste Brasil voltou a ser um bom negócio, outra vez”, disse.

Por fim, o presidente da Conab afirmou que pequenos produtores, que alugavam pedaços de suas terras para o agronegócio ou, ainda, passaram a dedicar seus esforços para produtos de exportação, estão retornando ao mercado interno.



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Prioridades da pesca e aquicultura são apresentados durante reunião no Senado



A convite dos senadores que compõem a Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), do Senado Federal, o ministro da Pesca e Aquicultura (MPA), André de Paula, participou, nesta quarta-feira (19), de uma sessão onde apresentou as diretrizes e as prioridades do ministério para 2025.

Durante a apresentação, o ministro destacou avanços importantes para o setor desde a recriação do MPA em 2023 à inclusão do peixe na cesta básica, como também a isonomia tributária para a ração de pescado.

“Graças a uma ação conjunta do governo federal e do congresso, conseguimos assegurar essa isonomia na tributação da ração para pescado. Nós também conseguimos colocar o peixe na cesta básica. Parece uma coisa simples, mas era muito demandada, e nós conseguimos assegurar isso com a parceria desta casa”, ressaltou André de Paula.

Além do ministro, a exposição contou com a participação de representantes das secretarias Nacional da Aquicultura, de Pesca Artesanal, de Registro, Monitoramento e Pesquisa, e do Departamento de Pesca Industrial.

Reforço para o setor

Os secretários também tiveram momentos de fala e puderam reforçar números atuais da pesca e da aquicultura, além das principais ações e conquistas alcançadas nos últimos dois anos, como a ampliação dos contratos de cessão de águas da União, construção do primeiro Plano Nacional de Pesca Artesanal, melhorias nos sistemas de registro, controle e monitoramento, resgate da estatística pesqueira e aquícola, recadastramento dos pescadores e pescadoras e a retomada do Conselho Nacional de Aquicultura e Pesca.



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AgroNewsPolítica & Agro

Genética e tecnologia são a chave da pecuária



A seleção genética permite a criação de animais mais produtivos



A seleção genética permite a criação de animais mais produtivos
A seleção genética permite a criação de animais mais produtivos – Foto: Bing

Segundo José Luiz Moraes Vasconcelos, professor aposentado da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da UNESP Botucatu, o crescimento populacional impõe desafios à pecuária, exigindo avanços tecnológicos para aumentar a produtividade de carne e leite. Entre 1994 e 2024, a população mundial cresceu 45%, e a projeção da ONU aponta que até 2054 atingirá 10 bilhões de pessoas, tornando essencial o uso de genética superior no rebanho para atender à demanda global.  

A seleção genética permite a criação de animais mais produtivos, mas exige investimentos em manejo adequado, nutrição de qualidade e capacitação da mão de obra. Embora esses custos iniciais sejam altos, o retorno a longo prazo compensa, reduzindo o custo por quilo de carne e litro de leite. No entanto, o acesso a essa tecnologia ainda é um desafio para pequenos pecuaristas, que necessitam de políticas de incentivo e programas de extensão rural para viabilizar a adoção dessas práticas.  

“Ferramentas que permitam o aumento da renda do produtor são estímulos para manutenção da família como produtores. Muitas vezes, quando o produtor falece, a família abandona a atividade e se muda para a cidade, o que resulta na perda de conhecimento e continuidade do negócio”, indica.

A inseminação artificial se destaca como ferramenta essencial para disseminar a genética melhoradora. Em 2024, a pecuária brasileira utilizou 9,2 milhões de doses de sêmen, segundo a Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), evidenciando o crescimento do setor. A ampliação desse investimento, aliada a políticas de fomento, pode acelerar o desenvolvimento da pecuária nacional, garantindo maior produção e segurança alimentar para as futuras gerações.

 





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