quarta-feira, julho 1, 2026

Autor: Redação

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Decreto autoriza comércio interestadual de leite, ovos e mel



O comércio interestadual de leite fluido pasteurizado e ultrapasteurizado, de mel e de ovos in natura, foi autorizado em caráter excepcional, conforme decreto nº 12.408, publicado no Diário Oficial da União (DOU), na última sexta-feira (14).

De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a medida beneficia estabelecimentos registrados em serviços de inspeção estadual, distrital e municipal que possuam cadastro geral ativo no Sistema de Gestão de Serviços de Inspeção (e-Sisbi).

A autorização tem validade de um ano e não altera as exigências de saúde animal aplicáveis para o trânsito dos produtos, conforme programas oficiais de controle ou de erradicação de doenças do departamento de Saúde Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (SDA/Mapa).

Na Bahia, a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) estima que o decreto, pode estimular uma adesão significativa, sobretudo das agroindústrias familiares e de pequeno porte.

Para o diretor geral do órgão, Paulo Sérgio Luz, o decreto reconhece a qualidade dos produtos regionais e incentiva o desenvolvimento da economia local.

“A equivalência das certificações do SIE ou SIM ao SISBI garante a ampliação de mercado, aumento das vendas e o reconhecimento da sua marca. A possibilidade de comercializar em outros estados também abre portas para parcerias com distribuidores, supermercados e outros estabelecimentos”, avalia Paulo Sérgio Luz.

A autorização é válida por um ano e integra o pacote anunciado pelo governo federal para tentar baratear os preços dos alimentos.

Programas de controle

Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, os produtos beneficiados pelo decreto não correm nenhum risco de precarização sanitária.

Os produtos destinados ao comércio interestadual deverão apresentar rótulo com informações de rastreabilidade, incluindo o serviço de inspeção responsável, ser submetidos a controles oficiais e a programas de controle para assegurar a inocuidade do alimento e cumprir os critérios microbiológicos, físico-químicos e higiênico-sanitários estabelecidos na legislação.

Segundo o governo, os registros acima deverão ser mantidos, no mínimo, pelo período de um ano, contado da data final do prazo de validade dos produtos.


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AgroNewsPolítica & Agro

Manejo inadequado do gado leiteiro intensifica perdas



Os impactos financeiros da mastite são diretos e indiretos



Os impactos financeiros da mastite são diretos e indiretos
Os impactos financeiros da mastite são diretos e indiretos – Foto: Pixabay

A mastite é uma das doenças mais prejudiciais à produção de leite, causando perdas econômicas significativas para pecuaristas. Segundo a zootecnista Paula Kawakami, da Syntec, a falta de um manejo adequado pode elevar os custos da doença, comprometendo a rentabilidade das fazendas. Fatores como higiene deficiente, manipulação incorreta dos animais e falhas na ordenha favorecem a inflamação das glândulas mamárias, aumentando a necessidade de tratamentos e o descarte de leite contaminado.  

Os impactos financeiros da mastite são diretos e indiretos. Além do uso intensivo de medicamentos e prejuízos com a perda de leite, a doença afeta a fertilidade do rebanho e reduz a produtividade. A qualidade inferior do leite pode gerar descontos no preço pago pelos laticínios, enquanto o enfraquecimento do gado torna os animais mais vulneráveis a outras enfermidades, elevando os custos com cuidados veterinários.  

A melhor estratégia para evitar esses prejuízos é investir em manejo eficiente. Medidas como higiene rigorosa, ordenha adequada e monitoramento constante da saúde do rebanho são essenciais para prevenir e controlar a mastite. Tecnologias como sistemas de ordenha automatizados e acompanhamento veterinário especializado contribuem para minimizar as perdas, garantindo maior produtividade e qualidade do leite.  

Para auxiliar na recuperação dos animais afetados, a Syntec oferece o Gentomicin Mastite, um antibiótico intramamário eficaz contra diversos microrganismos causadores da doença. Com medidas preventivas e tratamento adequado, os pecuaristas podem reduzir os impactos da mastite e garantir maior rentabilidade na produção leiteira.

 





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Brasil deve encerrar semana com negócios travados



O comércio brasileiro de milho volta apresentar um ambiente de negócios travado e preços firmes, com produtores atuando com pouca força na fixação de oferta, colocando dificuldade para consumidores avançarem posição em estoques. Em São Paulo, o preço do balcão subiu hoje (21), mas a fixação continua lenta.

Há especulações sobre a evolução do clima para a safrinha. Estão no radar também a colheita da soja e as questões relacionadas à logística.

Preços do milho no Brasil

No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 79,00/85,00 a saca (CIF). Já no Porto de
Paranaguá, cotação entre R$ 79,00/85,00 a saca. Veja a cotação por estado e regiões:

  • Paraná – R$ 80,00/82,00 a saca em Cascavel
  • São Paulo – R$ 91,00/93,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 94,00/96,00 a saca.
  • Rio Grande do Sul – R$ 76,00/78,00 a saca em Erechim.
  • Minas Gerais – R$ 87,00/90,00 a saca em Uberlândia.
  • Goiás – R$ 83,00/R$ 86,00 a saca em Rio Verde – CIF.
  • Mato Grosso – R$ 80,00/83,00 a saca em Rondonópolis.

Preços do milho na Bolsa de Chicago

Os contratos com vencimento em maio operam cotados a US$ 4,68 3/4 por bushel, recuo de 0,25 centavo de dólar, ou 0,05%, em relação ao fechamento anterior. O mercado tenta prolongar o viés positivo do pregão anterior, sustentado pela expectativa de uma demanda aquecida pelo produto dos Estados Unidos.

No entanto, a realização de lucros e a preocupação com um possível aumento da oferta global limitam uma alta mais expressiva das cotações. Apenas os contratos com vencimento em maio/25 operam em baixa.

Expectativa

Na quinta-feira (20), o Conselho Internacional de Grãos previu um aumento na produção global de milho na safra 2025/26, com safras maiores nos Estados Unidos, Brasil, Argentina e Ucrânia. O órgão intergovernamental, em sua atualização mensal, projetou uma safra global de 1,269 bilhão de toneladas, acima dos 1,217 bilhão da temporada anterior.

Os investidores se antecipam à divulgação dos relatórios do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) sobre estoques de grãos e intenção de plantio, prevista para 31 de março, que fornecerá estimativas sobre a safra de 2025.

Ontem, os contratos com entrega em maio de 2025 fecharam com alta de 7,00 centavos, ou 1,51%, cotados a US$ 4,69 por bushel. Os contratos com entrega em julho de 2025 fecharam com avanço de 6,25 centavo, ou 1,33%, cotados a US$ 4,75 1/2 por bushel.



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Projeto permite pagamento de indenização a agricultor sem o CAR



O Projeto de Lei 220/25 retira a obrigatoriedade do uso do Cadastro Ambiental Rural (CAR) para identificar imóveis rurais que podem receber indenizações do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro).

Em análise na Câmara dos Deputados, o projeto altera a Lei 12.058/09, que trata de apoio financeiro da União aos entes federados.

O CAR é um registro eletrônico obrigatório para todos os imóveis rurais, com o objetivo regularizar a situação . O objetivo é reunir informações sobre a situação ambiental da propriedade para facilitar o controle do desmatamento.

Já o Proagro é um incentivo pago pelo governo federal à agricultores que tiveram prejuízos na lavoura em razão de eventos climáticos ou pragas.

O autor, deputado Heitor Schuch (PSB-RS), argumenta que a vinculação do CAR ao pagamento da indenização prejudica, por exemplo, agricultores que exploram o mesmo imóvel.

“Quando dois agricultores exploram um mesmo imóvel de forma independente (mesma matrícula), mas com uma única inscrição no CAR, qualquer acionamento do Proagro feito por um deles impacta também o outro, ainda que suas atividades sejam distintas”, observou.

O projeto também cria fundo específico para os recursos do Proagro que não forem utilizados.

“Essa reserva será usada em períodos de maior necessidade, reduzindo a dependência de aportes emergenciais e garantindo maior previsibilidade financeira”, justificou o autor.

Próximas etapas

A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.



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Seca e calor extremo vão afetar safra de café 2025/26



A combinação de altas temperaturas e falta de chuvas desde fevereiro trouxe desafios para a safra de café de 2025 e pode comprometer até a produção de 2026, segundo a Cooperativa Regional dos Cafeicultores de Guaxupé (Cooxupé). “O café arábica, que é o que nossos cooperados produzem, não tolera temperaturas acima de 32°C”, destacou o vice-presidente da cooperativa, Osvaldo Bachião Filho, em entrevista coletiva realizada ontem (20), durante a Feira de Máquinas, Implementos e Insumos Agrícolas (Femagri), promovida pela cooperativa.

“Quando isso acontece, a planta interrompe seu metabolismo, ou seja, para de realizar fotossíntese e produzir energia”, afirmou.

O problema foi intensificado pela ausência de umidade. “Os recordes de temperatura registrados em nossas estações ocorreram em fevereiro de 2025, superando até mesmo novembro de 2023”, acrescentou. A falta de chuvas afetou o desenvolvimento dos cafeeiros, e, em algumas áreas, os volumes ficaram entre 50% e 60% abaixo da média histórica.

O impacto já é perceptível e preocupa os produtores. “O cafeeiro solta um par de folhas novas, que darão origem a um cacho de café no futuro, a cada 15 a 20 dias. Nos últimos 50 dias, isso não ocorreu”, explicou. “Isso significa, no mínimo, a perda de dois ciclos de crescimento em um potencial máximo de 12 a 14 rosetas por ramo.”

Situação complicada para o cultivo do café

Enquanto a colheita não começa, a real dimensão da perda ainda não pode ser quantificada. No entanto, as perspectivas para os cafeicultores seguem desafiadoras. “O cenário não será favorável mais uma vez”, concluiu Bachião Filho.



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Congresso aprova orçamento de R$ 34,3 bilhões para agricultura



O Congresso Nacional aprovou o projeto do Orçamento de 2025 (PLN 26/24). A despesa total prevista é de R$ 5,9 trilhões. O projeto foi acatado depois que o relatório final do senador Angelo Coronel (PSD-BA) foi apresentado e votado na Comissão Mista de Orçamento (CMO) no começo da tarde de ontem (20). O projeto original previa R$ 31,6 bilhões para agricultura, mas o relatório final chegou a R$ 34,3 bilhões.

Já o cálculo para organização agrária, que inclui verbas para o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária e unidades com vínculo direto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), será de R$ 4,6 bilhões.

Orçamento total

O valor total da despesa do Orçamento de 2025 é de R$ 5,9 trilhões, mas R$ 1,6 trilhão se refere ao refinanciamento da dívida pública. Sem esse valor, o Orçamento se divide em R$ 166,5 bilhões do orçamento de investimento das estatais e R$ 4,1 trilhões dos orçamentos fiscal e da seguridade social.

Para 2025, o PIB estimado no projeto corresponde a R$ 12,4 trilhões, portanto o piso de investimentos seria de R$ 74,3 bilhões. No Orçamento aprovado, o valor ficou em R$ 89,4 bilhões.

Emendas parlamentares

Foram apresentadas quase 7 mil emendas individuais, de bancadas estaduais e de comissões permanentes. O valor aprovado foi de R$ 50,4 bilhões, sendo que R$ 11,5 bilhões são de emendas de comissões, que não são impositivas.

O texto seguirá agora para a sanção presidencial.



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Carne de frango perde competitividade frente à bovina e suína



A carne de frango tem perdido competitividade em relação às carnes bovina e suína ao longo de março, conforme apontam pesquisas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Enquanto os preços médios do frango registram uma leve alta em comparação ao mês anterior, os valores das proteínas concorrentes vêm caindo, tornando-as mais atrativas para o consumidor.

Os aumentos pontuais nos preços do frango no início do mês sustentaram a média parcial de março. No entanto, nas últimas semanas, o mercado tem oscilado, impactado pelo enfraquecimento da demanda, fenômeno comum à medida que o fim do mês se aproxima.

Ontem (20), de acordo com o indicador Cepea/Esalq, o preço do frango congelado no estado de São Paulo foi negociado a R$ 8,44 o quilo – uma alta de 1,44% em relação ao mês passado.

Nos últimos cinco dias, o preço do boi gordo teve uma queda média de 0,27% e o índice dos suínos caiu quase 10%, ambos em comparação com o mês anterior.

Além disso, segundo agentes consultados pelo Cepea, a demanda final segue lenta, o que tem levado muitos vendedores a intensificarem as ofertas para evitar acúmulo de estoques, pressionando ainda mais as cotações da carne de frango.



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AgroNewsPolítica & Agro

Como a soja fechou o dia em Chicago?



O mercado operou em queda pelo terceiro dia consecutivo



O mercado operou em queda pelo terceiro dia consecutivo
O mercado operou em queda pelo terceiro dia consecutivo – Foto: Nadia Borges

A soja negociada na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou o dia em queda, impactada pelo ritmo acelerado da colheita no Brasil e por incertezas no comércio global. Segundo a TF Agroeconômica, o contrato para maio, referência para a safra brasileira, recuou 0,44%, fechando a US$ 1008,25 por bushel. O vencimento de julho caiu 0,49%, a US$ 1021,50 por bushel. O farelo de soja também registrou baixa de 0,73%, cotado a US$ 297,7 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja recuou 0,42%, fechando a US$ 42,36 por libra-peso.  

O mercado operou em queda pelo terceiro dia consecutivo, refletindo a turbulência gerada pelas novas tarifas propostas pelo governo dos EUA e potenciais retaliações dos países afetados. Há preocupações sobre taxas portuárias onerosas para navios chineses, o que poderia encarecer as exportações agrícolas americanas. Além disso, o avanço da colheita no Brasil pressiona os preços, com expectativa de produção recorde de 170 milhões de toneladas.  

A valorização do real frente ao dólar é outro fator em jogo, podendo reduzir o apetite dos produtores brasileiros por vendas no curto prazo. No entanto, a pressão sazonal típica do período continua, com novos lotes de soja entrando no mercado. Esse cenário mantém a volatilidade e a cautela entre os operadores, que acompanham de perto os desdobramentos da política comercial global.  

Com um mercado ainda incerto e influenciado por fatores externos, a tendência dos preços dependerá da evolução da demanda global e das medidas protecionistas adotadas pelos EUA. No Brasil, os próximos passos dos produtores serão decisivos para o ritmo das exportações e para o comportamento do mercado nas próximas semanas.

 





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mercado reage ao comunicado do Copom; ouça análise


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca a correção no mercado brasileiro após seis altas seguidas.

O Ibovespa recuou e o real perdeu força, refletindo a decisão do Copom de elevar a Selic e a cautela global com a política tarifária dos EUA.

Lá fora, a moeda americana se valorizou enquanto o Fed manteve a previsão de dois cortes de juros no ano, impulsionando o ouro.

No Brasil, o mercado já ajusta projeções para uma Selic ainda mais alta, enquanto o Congresso aprovou o relatório do orçamento de 2025.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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AgroNewsPolítica & Agro

Brasil contraria maiores economias e eleva taxa de juros


O Banco Central do Brasil elevou a Selic para 14,25% e sinalizou um novo aumento, conforme relatório de David Beker, chefe de economia para o Brasil e de estratégia para a América Latina do Bank of America, divulgado nesta quarta-feira (19). O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu, de forma unânime, elevar a taxa em 100 pontos-base e indicou mais um ajuste de menor magnitude na próxima reunião, sem oferecer diretrizes para os encontros subsequentes. A análise do BofA prevê duas novas altas de 50bps nas próximas reuniões, com possíveis cortes posteriormente.  

No cenário externo, o Copom destacou a incerteza sobre a política comercial dos Estados Unidos, o que pode afetar a desinflação global e o crescimento econômico. No Brasil, o comunicado trouxe a observação de que a atividade econômica dá sinais de “moderação incipiente”, enquanto as expectativas de inflação foram descritas como “em nível elevado”, sugerindo um processo de estabilização.  

A inflação segue acima da meta de 3,0% no horizonte relevante de seis trimestres, com projeção para o terceiro trimestre de 2026 ajustada de 4,0% para 3,9%. Para 2025, a estimativa anual caiu de 5,2% para 5,1%. Com a desaceleração da atividade econômica e a estabilização das expectativas inflacionárias, o Bank of America avalia que a Selic pode atingir 15,25% antes de uma possível reversão da trajetória de alta.

Brasil na contramão?

Enquanto grandes economias mantêm ou reduzem juros, o Brasil segue na contramão. O Federal Reserve manteve as taxas dos EUA entre 4,25% e 4,50% ao ano, sem mudanças por duas reuniões consecutivas, refletindo incertezas econômicas. O presidente do Fed, Jerome Powell, reforçou a necessidade de cautela antes de ajustes, mas indicou possíveis cortes em 2025.  

Na China, o Banco Central manteve as taxas de referência de empréstimo inalteradas, com a LPR de um ano em 3,1% e a de cinco anos em 3,6%. A decisão acompanha a postura do Fed, apesar das pressões externas, como tensões comerciais e defesa do yuan. Pequim foca no consumo interno para mitigar impactos da guerra comercial. Apesar de sinais de recuperação, como alta no varejo e produção industrial, a inflação negativa e a deflação industrial indicam necessidade de estímulos. Analistas preveem cortes nos juros chineses ainda em 2024, alinhados à meta de crescimento de 5%.

 





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