terça-feira, junho 30, 2026

Autor: Redação

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Fogo causa destruição em galpão de armazenagem de amendoim



Há quase 24 horas um incêndio em um galpão que armazena amendoim às margens da Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294) em Tupã (SP) consome o local. O fogo já destruiu quatro carretas que estavam no armazém.

Segundo informações da TV TEM (emissora afiliada à TV Globo em Bauru), o incêndio teve início por volta das 21h desta sexta-feira (21) e permanece neste sábado (22). Por causa da alta temperatura provocada pelo incêndio, o amendoim acaba produzindo um óleo inflamável que alimenta as chamas.

Informações preliminares apontam que o fogo tenha começado por uma fagulha originada em um dos fornos utilizados para a secagem do amendoim. Equipes do Corpo de Bombeiros trabalham para controlar as chamas. Não há registro de feridos.

No local funciona uma beneficiadora de amendoim, onde são realizados os processos de classificação e secagem do produto que chega das lavouras para, posteriormente, ser enviado à indústria.

A emissora de televisão informou que a empresa tem seguro e mobilizou os seus colaboradores para ajudar no trabalho de contenção do fogo, dando apoio aos bombeiros.

O Corpo de Bombeiros esclareceu que uma perícia deve identificar as causas do incêndio.



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Brasil perde o dobro da área de SP em água


O Brasil perdeu 400 mil hectares de superfície de água em 2024, uma extensão que equivale a mais de duas vezes a cidade de São Paulo, aponta a atualização da série histórica do MapBiomas Água, divulgada nesta sexta-feira (21).

No ano passado, o território do país coberto por corpos hídricos e reservatórios ficou em 17,9 milhões de hectares, o que representa uma diminuição de 2% em relação 18,3 milhões registrados em 2023.

De acordo com a nova coleção de mapas e dados de cobertura do território nacional por superfície de água, há uma acentuação na trajetória de diminuição dessa área na última década, quando foram registrados oito dos anos mais secos da série histórica iniciada em 1985. No período, apenas em 2022 houve recuperação da superfície de água, quando atingiu 18,8 milhões de hectares.

Segundo o pesquisador Juliano Schirmbeck, coordenador técnico do MapBiomas Água, o Brasil o brasil está mais seco por causa da dinâmica de ocupação e uso da terra associada aos eventos climáticos extremos.

“Esses dados servem como um alerta sobre a necessidade de estratégias adaptativas de gestão hídrica e políticas públicas que revertam essa tendência”, diz.

Em 2024, a Amazônia registrou 10,9 milhões de hectares de superfície de água, representando 61% do total no Brasil. A Mata Atlântica registrou 2,2 milhões de hectares ou 13% do total, o Pampa 1,8 milhão de hectares, ou 10% do total, o Cerrado tem 1,6 milhão de hectares ou 9% do total e a Caatinga tem 981 mil hectares ou 5% do total.

Pantanal

O Pantanal registrou, em 2024, 366 mil hectares de superfície de água, representando apenas 2% do total no país. O bioma teve uma redução de 4,1% em relação ao ano anterior, e foi o mais afetado pela redução desde 1985, com uma perda de 61% da extensão ao longo desses anos.

Pantanal MatogrossensePantanal Matogrossense
Pantanal Mato-grossense. Foto: Marcos Vergueiro Governo de Mato Grosso

“Desde a última cheia em 2018, o bioma tem enfrentado o aumento de períodos de seca e, em 2024, a seca extrema aumentou a incidência e propagação de incêndios”, explica o pesquisador Eduardo Rosa, da equipe do MapBiomas Água.

Amazônia

A seca extrema vivida na Amazônia em 2024 também impactou as superfícies de água no bioma, promovendo uma redução de 1,1 milhão de hectares em relação a 2023 e de 4,5 milhões de hectares em relação a 2022.

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Foto: Divulgação/Governo do AM

No ano passado, quase dois terços (63%) das 47 sub-bacias hidrográficas registraram perda de superfície de água em relação à média histórica. Sub-bacias do Rio Negro já perderam mais de 50 mil hectares na média histórica.

“Foram dois anos consecutivos de secas extremas na Amazônia, sendo que, em 2024, a seca chegou mais cedo e afetou bacias que não foram fortemente atingidas em 2023, como a do Tapajós”, destaca o pesquisador da MapBiomas Carlos Souza Jr.

Pampa

Em relação a 2023, o bioma Pampa permaneceu praticamente estável, com um ganho de cerca de 100 mil hectares de área coberta por água, ficando ainda 0,3% abaixo de sua média histórica.

Segundo Juliano Schirmbeck, isso ocorre devido aos extremos climáticos, que são apontados como a principal consequência das mudanças causadas pelo aquecimento do planeta.

“O Pampa teve um início de ano com estiagens, sendo o mês de março o mês mais seco do ano. No mês seguinte, em maio, ocorreu a cheia extrema, atingindo a maior superfície mensal dos 40 anos da série histórica”, explica.

Caatinga

Ao longo do ano passado, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica se mantiveram acima da média histórica, com destaque para a Caatinga, que terminou o ano com seis mil hectares a mais que em 2023 e a maior área coberta por água nos últimos 10 anos.

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Caatinga | Foto: Coopercuc

Segundo o pesquisador Diêgo Costa, da equipe Caatinga do MapBiomas, esse resultado indica a consolidação de um ciclo de cheias para o bioma iniciado em 2018, mas é preciso ficar alerta. “Apesar desse cenário favorável, persistem áreas com secas recorrentes, especialmente ao longo da bacia do São Francisco e na região do Seridó Nordestino — territórios particularmente vulneráveis à desertificação.”, ressalta.

Cerrado

Um fenômeno foi observado no bioma Cerrado, que passou por uma substituição de corpos hídricos naturais, como rios e lagos, por superfícies de água artificiais como represas e reservatórios. Ao longo dos 40 anos de série histórica, as regiões onde o bioma ocorre tiveram as superfícies de água naturais reduzidas de 62% para 40% em 2024.

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Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Já as superfícies artificiais subiram de 37% para 60% no ano passado. Com isso, as áreas ocupadas por água no bioma permaneceram inalteradas no último ano.

De forma geral, no Brasil, houve um crescimento histórico de superfície de água artificial, com um acréscimo de 1,5 milhão de hectares ao longo da série histórica. Entre os biomas que mais concentram reservatórios e represas estão a Mata Atlântica (33%) e Cerrado (24%).

Embora ainda respondam por 77% da área coberta por água no país, os corpos de água naturais foram reduzidos em 15% nesses 40 anos.

Na avaliação de Schirmbeck, o aumento da superfície de água no Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica derivam do crescimento da água armazenada em hidrelétricas e outros tipos de reservatórios.



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AgroNewsPolítica & Agro

Selo de qualidade garante acesso de biotecnologia agrícola



“A certificação é fundamental”



"O consumidor final quer ter certeza de que está comprando produtos sustentáveis"
“O consumidor final quer ter certeza de que está comprando produtos sustentáveis” – Foto: Canva

A Microgeo, empresa brasileira de biotecnologia agrícola, renovou a certificação QIMA IBD, reforçando seu compromisso com a sustentabilidade e a qualidade de seus insumos. O selo, mantido desde 2010, garante que seus produtos atendam aos mais altos padrões ambientais e sociais, alinhando-se às exigências do mercado global.  

Com a incorporação do IBD ao QIMA Group em 2021, a certificação expandiu seu alcance, abrangendo não apenas a produção orgânica, mas também critérios de sustentabilidade reconhecidos internacionalmente. Esse reconhecimento fortalece a competitividade da Microgeo, permitindo maior acesso a mercados que valorizam práticas agrícolas responsáveis.  

“A certificação é fundamental para garantir que a sustentabilidade e a responsabilidade social sejam mais do que apenas discursos no agronegócio global. O consumidor final quer ter certeza de que está comprando produtos sustentáveis de verdade, por isso é importante buscarmos o reconhecimento através de um selo realmente confiável”, afirma Paulo D’Andrea, Diretor de P&D da Microgeo.

A empresa segue investindo em tecnologias voltadas para a regeneração do solo e a eficiência produtiva, contribuindo para um agronegócio mais equilibrado e sustentável. A renovação do selo reforça seu compromisso com inovação e governança, impulsionando novas oportunidades no Brasil e no exterior.

“O mercado focado na sustentabilidade agrícola e regenerativa, tem crescido exponencialmente, e isso só reforça a necessidade de certificações que realmente garantam a qualidade e a segurança desses produtos. Essa chancela nos ajuda a reforçar esse compromisso e abrir novas oportunidades tanto no Brasil quanto no exterior”, finaliza D’Andrea.

 





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Sebrae orienta pequenos negócios a lidar com alta de juros


O aumento da taxa Selic foi anunciado pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), na última quarta-feira (19). A elevação de um ponto percentual levou a taxa básica de juros da economia de 13,25% para 14,25% ao ano.

De acordo com o BC, a Selic influencia outras taxas de juros do país, como taxas de empréstimos, financiamentos e aplicações financeiras. A taxa também é instrumento para o controle da inflação oficial que é medida por meio do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Com o aumento da taxa, o planejamento financeiro dos pequenos negócios se torna fundamental. Isso porque a decisão tem influência direta nos custos de empréstimos e financiamentos. 

Gráfico taxa Selic ao longo dos anosGráfico taxa Selic ao longo dos anos
Evolução da taxa Selic ao longo dos anos. Arte: Jessé Mariano

De acordo com o Sebrae, revisar planos financeiros é o primeiro passo a ser dado neste momento. Giovanni Beviláqua, coordenador de Acesso a Crédito e Investimentos do Sebrae, complementa afirmando que a diversificação de produtos e serviços pode ajudar a diminuir os efeitos do aumento das taxas.

 “Pelo lado comercial, uma possibilidade a ser seriamente considerada pelos empreendedores seria oferecer uma variedade de produtos ou serviços, uma vez que isso pode ajudar a mitigar os efeitos de uma desaceleração econômica”, completa.

Beviláqua ressalta ainda a importância de planejamento financeiro sólido, diversificação de financiamento e gestão eficaz de riscos.

“Empreendedores devem estar atualizados sobre as tendências econômicas para tomar decisões com embasamento técnico”. O profissional também diz que a educação financeira pode ajudar o pequeno empresário a se beneficiar de um ambiente econômico mais favorável no futuro.

Alternativa

De acordo com levantamento do Sebrae, com base em dados do Banco Central, a taxa de juros em empréstimo para um microempreendedor individual (MEI) fica, na média nacional, quatro vezes maior que a Selic. No caso dos MEIs da região Nordeste, esse número supera 51% ao ano.

Por isso, o Sebrae tem atuado junto ao governo federal, no Programa Acredita, para ampliar o acesso dos pequenos negócios ao crédito. Por meio do Fundo de Aval para Micro e Pequena Empresa (Fampe), cerca de 30 instituições bancárias estão aptas a ofertar os recursos. Nos próximos três anos, está previsto o aval de R$ 30 bilhões em operações de crédito.



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safra 2024/25 deve ter déficit de 4,1 milhões de toneladas



O Itaú BBA previu, em relatório, déficit de 4,1 milhões de toneladas de açúcar na safra 2024/25. No entanto, as estimativas iniciais para a safra 2025/26 sugerem um superávit de 4,4 milhões de toneladas.

O relatório, porém, alerta para as incertezas em 2025/26. “As previsões atuais para a produção estão otimistas, assim tem um risco relevante de não se concretizar (como já ocorreu na safra atual, por exemplo)”, disseram os analistas.

No Brasil, as condições climáticas têm gerado incertezas: enquanto as chuvas nos últimos meses de 2024 foram bem acima da média histórica, as precipitações de início de 2025 ficaram abaixo.

“Existe uma incerteza sobre a área disponível para colheita, pois as usinas ainda estão reformando as áreas as quais estão apresentando falhas na rebrota (devido aos incêndios do ano passado)”, afirmaram os analistas.

Diante disso, o Itaú BBA manteve sua estimativa de 601 milhões de toneladas de cana colhida na safra 2025/26 no Centro-Sul do Brasil, mas alertou que esse valor pode ser reduzido, dependendo das chuvas de março e abril.

Além disso, o relatório destaca que, caso os preços do açúcar no mercado internacional percam os níveis atuais, “as usinas do Centro-Sul do Brasil entrarão em uma faixa de preços que já começa a reduzir o mix de alocação de cana para o açúcar”.

Se os preços do açúcar demerara em Nova York ficarem abaixo dos 18,50 centavos de dólar por libra-peso, uma maior parte da cana será direcionada para a produção de etanol, afetando a previsão de produção de açúcar.



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AgroNewsPolítica & Agro

Clima impacta soja e milho na Argentina



A colheita do milho ganhou ritmo nas últimas semanas



A colheita do milho ganhou ritmo nas últimas semanas
A colheita do milho ganhou ritmo nas últimas semanas – Foto: USDA

A Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) revisou suas projeções para a safra de grãos na Argentina, destacando impactos climáticos contrastantes. No caso da soja, o calor intenso e a falta de chuvas prolongada afetaram severamente as lavouras no NEA, além de causar danos menores no NOA e no centro-norte de Córdoba. A redução no potencial produtivo chega a 22%. No entanto, chuvas entre fevereiro e março beneficiaram lavouras na região central, evitando quedas mais acentuadas. Assim, a projeção total de produção foi reduzida em 1 milhão de toneladas, para 48,6 milhões de toneladas (MTn).

A colheita do milho ganhou ritmo nas últimas semanas, com 13,6% da área nacional já colhida e rendimento médio de 82,7 sacas por hectare. A seca intensa no norte da área agrícola provocou uma queda de 40% na produtividade esperada, enquanto no centro e norte de Córdoba, norte de Santa Fé e sul da região agrícola, as perdas variaram entre 6% e 15%. Apesar disso, o ajuste na área plantada da safra anterior elevou a produção para 51,6 MTn, e a projeção para a safra atual foi mantida em 49 MTn.

No caso do girassol, a colheita acelerou no sul da região agrícola após a melhora nas condições climáticas, permitindo avanço semanal de 17,7 pontos percentuais. No entanto, a safra segue atrasada em relação ao ciclo anterior. Mesmo com problemas de tombamento e brotamento causados por chuvas recentes, os rendimentos permanecem altos, com média nacional de 23,8 sacas por hectare. Com isso, a projeção de produção foi ajustada para cima, de 4,1 para 4,3 MTn, com possíveis novas revisões nas próximas semanas.

 





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AgroNewsSafra

Entrevista com Victor Trenti diretor comercial da FS

Além da produção de etanol, a FS diversifica suas operações com foco em sustentabilidade e inovação. A empresa produz óleo de milho e energia elétrica a partir de biomassa, utilizando tecnologia avançada para fabricação de produtos destinados à nutrição animal.

​Victor Trenti, diretor comercial da FS, destacou recentemente diversas inovações implementadas pela empresa. Uma delas é a produção do HPDDG (DDG com alta proteína), um coproduto do etanol de milho destinado à nutrição animal, que possui 53,7% de Profat — combinação de proteína bruta e gordura. Este produto oferece uma redução de custos de 15% em relação ao farelo de soja e atende tanto ao mercado interno quanto ao externo, com exportações já iniciadas para a Indonésia.

Além disso, a FS obteve a Certificação Internacional de Sustentabilidade e Carbono (ISCC), permitindo a produção de combustível sustentável para aviação (SAF) a partir do etanol de milho. Essa certificação posiciona a empresa no mercado internacional de biocombustíveis, contribuindo para a redução das emissões de gases de efeito estufa na aviação civil.

A empresa também investiu em tecnologias como a FST (Fiber Separation Technology), que permite a separação das fibras do milho para a produção de ingredientes destinados à nutrição animal, como o FS Essencial, FS Ouro e FS Úmido. Esses produtos possuem alto teor de proteínas, fibras e boa digestibilidade, sendo alternativas econômicas e eficientes na alimentação de bovinos, suínos, aves, peixes e pets. ​

Essas iniciativas refletem o compromisso da FS em agregar valor ao milho e ampliar as possibilidades da agroindústria brasileira, promovendo um ciclo sustentável e inovador no setor.

Para saber sobre as vagas temporárias, entre em contato pelo WhatsApp:

Primavera do Leste: 65 9953-8654

Sorriso: 66 9239-7590

Nova Ubiratã: 65 99252-6294

Para as demais vagas acesse o site: https://www.fs.agr.br/gente/nossa-gente/

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Regulamentação de bioinsumos no país gera debate sobre qualidade e segurança



A regulamentação da produção de bioinsumos no Brasil foi tema de um painel promovido pela DunhamTrimmer, reunindo especialistas do setor. A discussão ocorreu no contexto da lei nº 15.070, sancionada no final de 2024, que estabelece diretrizes para a fabricação agrícola desses insumos biológicos.

Embora a nova legislação represente um avanço para a agricultura nacional, especialistas alertam para desafios relacionados ao controle de qualidade e segurança.

Desafios da nova regulamentação

A pesquisadora da Embrapa Mariangela Hungria da Cunha expressou preocupação com a falta de avaliação sobre o uso de microrganismos, o que pode levar à disseminação de doenças. “Estamos muito preocupados com o uso de micro-organismos que não foram devidamente avaliados em termos de eficiência agronômica. A produção na fazenda deve seguir protocolos rígidos, incluindo controle de qualidade e acompanhamento técnico”, destacou.

A diretora de Relações Institucionais e Regulatório da ANPII Bio, Julia Emanuela de Souza, ressaltou a necessidade de uma regulamentação sólida para evitar riscos à credibilidade dos bioinsumos. “Sem padrões bem definidos, a reputação da tecnologia pode ser comprometida. A falta de controle pode resultar em produtos de baixa qualidade, afetando a confiança dos produtores”, alertou.

Para Gustavo Branco, vice-presidente do conselho deliberativo da Abisolo, o principal desafio está na classificação dos produtos. “O governo precisa definir padrões claros de qualidade, tanto para a produção agrícola quanto para a industrial. Isso é essencial para garantir segurança e eficiência na adoção dos bioinsumos”, afirmou.

Oportunidade para o setor

Por outro lado, Ithamar Prada, CEO da BioWorld, vê a nova legislação como um marco positivo. “A lei oferece segurança jurídica e fortalece toda a cadeia de bioinsumos. Essa regulamentação pode impulsionar a sustentabilidade na agricultura brasileira e trazer benefícios já no curto prazo”, destacou.

Já Ignacio Moyano Córdoba, vice-presidente da DunhamTrimmer para a América Latina, reforçou o potencial do Brasil como referência mundial em biotecnologia agrícola. “O país tem condições de liderar esse mercado globalmente, mas a implementação correta da lei será decisiva para o sucesso da iniciativa”, pontuou.

Normas que regem os bioinsumos

A lei nº 15.070 permite que produtores fabriquem seus próprios bioinsumos sem necessidade de registro comercial, mas impõe restrições, como a proibição do uso de produtos comerciais como fonte de inóculo. O objetivo da regulamentação é equilibrar inovação e segurança, garantindo que a adoção dos bioinsumos ocorra de forma responsável e sustentável.

Especialistas concordam que a legislação representa um passo importante para o setor, mas reforçam que sua eficácia dependerá de uma implementação criteriosa, com fiscalização rigorosa e suporte técnico adequado para os produtores.



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AgroNewsPolítica & Agro

Falha de manejo pode comprometer próxima safra



A previsão nacional de safra é baseada em dados reais de produtividade



A previsão nacional de safra é baseada em dados reais de produtividade
A previsão nacional de safra é baseada em dados reais de produtividade – Foto: Pixabay

A safra brasileira de soja 2024/25 deve alcançar 165,98 milhões de toneladas, segundo estimativas da DataFarm. No entanto, o potencial produtivo da cultura poderia chegar a 207,47 milhões de toneladas, o que significa uma perda de 47,49 milhões de toneladas devido a falhas no manejo. Esse déficit equivale a um prejuízo de R$ 102,89 bilhões, considerando uma média de R$ 130,00 por saca de 60 kg.  

Os dados foram gerados pela tecnologia YieldGapMaps, que utiliza inteligência artificial para cruzar informações sobre produtividade, clima e manejo. De acordo com Armando Parducci, cofundador da DataFarm, a ferramenta pode auxiliar na tomada de decisões para propriedades rurais, além de instituições financeiras e seguradoras. A previsão nacional de safra é baseada em dados reais de produtividade municipal das últimas cinco safras, isolando o impacto climático e evidenciando as perdas causadas por manejo inadequado.

“Usamos como base dados de campos experimentais e áreas de fazenda com alto potencial produtivo, explorando os efeitos do clima e do manejo. Associado a essa calibração, a previsão de safra a nível nacional é feita com dados reais de produtividade municipais das últimas cinco safras, gerando assim o potencial produtivo, quantificado a partir do impacto do clima, as perdas por manejo”, comenta.  

Além da soja, a tecnologia também é aplicada ao milho, cana-de-açúcar, algodão e trigo. Segundo Parducci, práticas de agricultura de precisão podem minimizar essas perdas por meio da otimização da irrigação, correção de solo e melhorias no plantio e na aplicação de defensivos e fertilizantes. A ferramenta atualiza previsões diariamente com resolução espacial de dois hectares, sem necessidade de coletas de campo, garantindo rapidez e qualidade nas análises.

 





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Mapa começa a utilizar drones para fiscalizar plantio



Depois de passarem por uma capacitação sobre o uso de drones na fiscalização, servidores do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) do estado de São Paulo começaram a adotar a tecnologia em campo. A primeira operação aconteceu nesta semana, quando uma aeronave não tripulada sobrevoou e mapeou áreas experimentais de cana-de-açúcar geneticamente modificada. O produto ainda não está liberado para uso comercial e essa restrição é controlada pelo Mapa.

A fiscalização com drones torna o trabalho mais ágil e reduz a exposição dos servidores a condições adversas – a campo, além de minimizar os deslocamentos.

Dados e imagens captados pelos drones

captados pela aeronave permitem realizar medições, comparando o que está no campo com os dados apresentados pela empresa fiscalizada. Enquanto um servidor verifica a parte documental, outro comanda os voos.

Todos os ensaios envolvendo Organismos Geneticamente Modificados (OGMs) são regulamentados e estritamente minuciosos, devendo-se respeitar as medidas de biossegurança aprovados pela comissão técnica nacional de biossegurança, como por exemplo, delimitações e dimensionamento de áreas de cultivo.

A imagem em alta resolução permite verificar detalhes da área cultivada, calcular o tamanho e a quantidade de plantas no local. Antes do uso da tecnologia, o fiscal teria que medir manualmente a área e marcar os pontos de latitude e longitude, entre outras informações.

Três servidores acompanharam a primeira operação em São Paulo, que aconteceu na região de Campinas. A chefe da regional do Mapa, Patricia Schober, disse considerar importante incorporar às ações do ministério as tecnologias que contribuam para embasar tecnicamente o trabalho dos auditores fiscais.

“O uso de drones na fiscalização de OGM torna a ação mais ágil e eficaz, além de permitir registros importantes para esse tipo de fiscalização. Como o Mapa em São Paulo tem um especialista no assunto e os equipamentos disponíveis, seria um erro não incorporar a tecnologia a esse tipo de ação”, disse ela.

O ministério capacitou servidores do estado de São Paulo para utilizarem drones em suas atividades. O conteúdo do treinamento incluiu desde a legislação até a parte prática de voo, obtenção e processamento das imagens.

Todos os voos, mesmo em uma fiscalização, foram autorizados pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), órgão responsável pelo controle do espaço aéreo no Brasil. A aeronave utilizada está devidamente cadastrada junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o que é fundamental para que os dados gerados pela aeronave possam ser utilizados de forma legal.

A intenção é utilizar cada vez mais essa ferramenta nas fiscalizações em 2025. A Superintendência de Agricultura e Pecuária em São Paulo (SFA-SP), que representa o Mapa no estado, receberá em breve mais duas aeronaves não tripuladas de última geração, adquiridas pelo ministério. Uma delas possui um sensor termal, tecnologia que permite detectar variações de temperatura e visualizar o calor emitido pelos objetos. Essa aeronave poderá ser utilizada em operações noturnas ou em condições de baixa visibilidade.



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