terça-feira, junho 30, 2026

Autor: Redação

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Cuidado com bezerras é essencial para produtividade



“Entram nessa lista de preocupações os cuidados com agentes patogênicos”



“Entram nessa lista de preocupações os cuidados com agentes patogênicos"
“Entram nessa lista de preocupações os cuidados com agentes patogênicos” – Foto: Pixabay

O Brasil está entre os maiores produtores de leite do mundo, com uma oferta anual de aproximadamente 35 bilhões de litros. Para garantir a eficiência e o aumento da produtividade, a atenção especial às bezerras é indispensável. Segundo Wiliam Tabchoury, engenheiro agrônomo e gerente da Unidade de Bovinos da Auster Nutrição Animal, é fundamental controlar agentes patogênicos, manter um ambiente adequado e oferecer nutrição balanceada.  

“Entram nessa lista de preocupações os cuidados com agentes patogênicos, o manejo do ambiente onde os animais estão e a composição da nutrição oferecida”, explica Wiliam Tabchoury, engenheiro agrônomo e gerente da Unidade de Bovinos da Auster Nutrição Animal. 

Tabchoury destaca que o sucesso na produção leiteira está diretamente ligado ao cuidado com as bezerras nos primeiros meses de vida. O ambiente onde os animais permanecem deve ser mantido higienizado, pois nessa fase eles são mais vulneráveis a doenças. Além disso, a qualidade microbiológica do colostro, leite de transição, sucedâneos e água deve ser constantemente avaliada para evitar contaminações. Outros manejos essenciais incluem cuidados com recém-nascidos, colostragem e a cura do umbigo.  

A regulação da temperatura e a oferta de descanso adequado também são fatores essenciais. As bezerras devem permanecer em ambientes entre 18 e 25 graus e descansar cerca de 20 horas por dia. Para aprimorar o manejo, produtores podem utilizar a metodologia Cowsignals, que ajuda a identificar sinais das bezerras e encontrar oportunidades de melhoria. No aspecto nutricional, é necessário um plano alimentar completo, pois essa é a fase mais exigente em termos de nutrição na fazenda.  

 





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Projeção da produção de soja é reduzida; veja a semana do grão



Devido às adversidades climáticas no Rio Grande do Sul, a consultoria Safras & Mercado revisou suas estimativas para a produção brasileira de soja em 2024/25. Como consequência desse ajuste, os estoques finais também foram reduzidos. No entanto, com mais de 70% da safra colhida, a produção brasileira ainda deverá ser a maior da história, pressionando as cotações.

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A nova projeção aponta para uma produção de 172,45 milhões de toneladas, um crescimento de 13,2% em relação à safra anterior, que foi de 152,3 milhões de toneladas. Apesar disso, o número é inferior à estimativa inicial de 174,88 milhões de toneladas.

Área plantada

A área plantada registrou um aumento de 2,2%, totalizando 47,47 milhões de hectares em 2024/25, contra 46,45 milhões na temporada anterior. A produtividade média deve subir de 3.295 quilos por hectare para 3.651 quilos.

“A safra brasileira continua com grande potencial, avançando bem no campo. No Rio Grande do Sul, houve um ajuste, com perdas expressivas estimadas em cerca de 34% devido à estiagem e ao calor excessivo, especialmente em fevereiro”, explica Rafael Silveira, analista da Safras & Mercado.

Por outro lado, alguns estados, como Goiás e a região do MATOPIBA, registraram revisões positivas na produtividade, favorecendo a oferta nacional. “Esse cenário reforça a expectativa de uma ampla oferta de soja brasileira em 2025”, complementa Silveira.

Oferta e demanda

As exportações brasileiras de soja deverão alcançar 107 milhões de toneladas em 2025, um crescimento de 8% em relação a 2024, quando somaram 98,813 milhões de toneladas. Esse número permanece inalterado em comparação com as projeções anteriores, divulgadas em 7 de fevereiro.

O esmagamento está projetado em 55,5 milhões de toneladas para 2025, contra 54,6 milhões no ano anterior, mantendo-se sem alterações em relação ao último levantamento. As importações também seguem estáveis, estimadas em 150 mil toneladas para 2025, enquanto para 2024, o número permanece em 1 milhão de toneladas.

Crescimento

Em relação à temporada 2025, a oferta total de soja deve crescer 10%, atingindo 174,86 milhões de toneladas, enquanto a demanda total está projetada em 165,7 milhões de toneladas, um aumento de 6% em relação a 2024. Como resultado, os estoques finais deverão se elevar em 434%, passando de 1,59 milhão para 8,486 milhões de toneladas. A projeção anterior, feita em fevereiro, era de 10,914 milhões de toneladas.



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Brasil expande cinturão citrícola para escapar do greening


Com o avanço do huanglongbing (HLB), também conhecido como greening, a citricultura brasileira passa por um processo de migração geográfica. A doença, considerada a mais devastadora dos cultivos de citros no mundo, está comprometendo a viabilidade do tradicional cinturão citrícola — que abrange São Paulo (exceto o litoral), o Triângulo Mineiro e o sudoeste de Minas Gerais — e forçando sua expansão para novas áreas produtoras, como Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e o Distrito Federal.

A nova área produtiva, batizada de cinturão citrícola expandido (CCE), vem sendo mapeada por pesquisadores da Embrapa e do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), que desenvolvem estudos de zoneamento climático e fitossanitário para ajudar os citricultores nessa transição.

De acordo com Francisco Laranjeira, chefe-geral da Embrapa Mandioca e Fruticultura, é preciso reconhecer que a citricultura no Brasil está mudando. “A Embrapa está comprometida com a cadeia produtiva e atua para mitigar o HLB, mas também para avaliar o potencial de novas áreas”, afirma.

Uma das principais ferramentas utilizadas no processo é o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), que considera fatores como risco de perda de produção, déficit hídrico e variações de temperatura.

“A publicação que elaboramos serve como norte para os produtores que buscam migrar. Ela detalha os riscos e as condições climáticas do Brasil inteiro”, afirma Mauricio Coelho, pesquisador da Embrapa e coordenador do projeto Zarc Citros.

O estudo também inclui a análise de fatores fitossanitários, como o risco de ocorrência do psilídeo, vetor da bactéria associada ao greening, e da podridão floral dos citros (PFC). Um novo projeto da Embrapa, com financiamento da Fapesp, busca mapear essas pragas no Cinturão Citrícola Expandido até 2026, usando modelos matemáticos e climáticos.

Segundo Coelho, além do clima, o produtor precisa monitorar continuamente os pomares para antecipar surtos de pragas e doenças. “A prevenção, com o controle integrado e o uso de tecnologia, é essencial”, destaca.

Migração dos pomares citrícolas

A migração dos pomares já é realidade. Segundo o Fundecitrus, o movimento começou em 2023 e ganhou força em 2024. “O aumento da doença em São Paulo levou produtores a buscar novas regiões com baixa incidência do greening”, diz o pesquisador Renato Bassanezi.

A empresa Cambuhy Agrícola, por exemplo, migrou parte de sua produção para Ribas do Rio Pardo (MS), onde deve gerar 1.200 empregos diretos. A Agroterenas também investe na região. “Devemos plantar 1.500 hectares até 2026”, revela Ezequiel Castilho, diretor da AGT Citrus.

Apesar das vantagens, os desafios são significativos. Segundo Danilo Yamane, consultor da FortCitrus, o clima adverso, a distância dos centros de consumo e a escassez de mão de obra são entraves importantes. “Por isso, os dados da Embrapa são estratégicos”, afirma.

Com apoio da ciência e do zoneamento climático, a citricultura nacional busca preservar sua produção, fortalecer a cadeia e garantir a sustentabilidade diante do avanço de uma das doenças mais graves da fruticultura mundial.



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Concurso da Embrapa acontece neste domingo



Neste domingo (23) acontece o Concurso Embrapa, com a participação de 279.701 inscritos em todo o Brasil. Os candidatos disputam 1.027 vagas efetivas, além de integrar o cadastro de reserva, ampliando as oportunidades para futuras convocações. As provas serão aplicadas em 288 locais, distribuídos por 50 cidades, abrangendo todas as regiões do país.

O concurso oferece vagas para diversos cargos, com provas aplicadas em dois períodos distintos: pela manhã, para os cargos de Pesquisador e Técnico, e à tarde, para os cargos de Assistente e Analista. O concurso abrange diferentes áreas de atuação, com um total de 189 opções de vagas, atendendo às diversas necessidades das Unidades da Embrapa.

Segundo Silvia Massruhá, presidente da Embrapa, o concurso é aguardado com grande expectativa pela instituição. “Este concurso é uma oportunidade de reforçar nossa equipe com novos talentos que, com suas competências, contribuirão para o crescimento e inovação da empresa. Estamos certos de que os candidatos trarão novos perfis, essenciais para continuar mantendo a excelência da Embrapa”, afirma Silvia.

Além de fortalecer o quadro de funcionários da instituição, o concurso tem como principal objetivo atender às demandas específicas das Unidades da Embrapa, que foram contempladas com vagas direcionadas a suas necessidades particulares. Cada unidade da Embrapa possui desafios únicos, e as vagas criadas visam garantir a contratação de profissionais que possam contribuir diretamente para o desenvolvimento de soluções técnicas e inovadoras.

Com isso, a Embrapa busca fortalecer suas pesquisas e continuar sua trajetória de excelência, focando especialmente em áreas estratégicas como agropecuária, biotecnologia e sustentabilidade. A Embrapa reforça seu compromisso com a inovação e o avanço científico, essenciais para o progresso do setor agrícola brasileiro e o enfrentamento de desafios globais relacionados à alimentação, ambiente e desenvolvimento sustentável.



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Nova alta da Selic pode desacelerar economia e o agronegócio



A tomada de crédito deve ficar mais cara neste ano. Isso porque o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central confirmou a elevação da taxa básica de juros em um ponto percentual, levando a Selic de 13,25% para 14,25% ao ano. A decisão veio dentro das expectativas do mercado e marca a quinta alta consecutiva da taxa, alcançando o maior patamar desde 2016. 

Para o economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale, o Banco Central deve reduzir o ritmo das elevações nas próximas reuniões, com aumentos de meio ponto percentual, chegando a uma Selic em torno de 15% ou 15,25%. 

“Esse patamar deve se manter por alguns meses e ter impacto direto no crescimento econômico, especialmente no segundo semestre”, afirma. Segundo ele, após esse ciclo altista, a tendência é de desaceleração da economia em 2025 e possivelmente em 2026.

Preocupações à vista

A ata da última reunião do Copom, anunciada na última quarta-feira (19), trouxe a preocupação do Banco Central com a inflação, que está acima da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O comunicado também indicou que, se o cenário econômico se confirmar, um novo ajuste, mas de menor magnitude, poderá ocorrer na próxima reunião, marcada para maio.

Na avaliação de Vale, apesar dos membros do Comitê sinalizarem preocupação com a atividade econômica, o comunicado evitou apontar diretamente os riscos fiscais. “O Banco Central mencionou a questão fiscal como uma percepção do mercado, sem aprofundar uma análise sobre os desafios da política fiscal atual”, explica.

De acordo com o economista, “há elementos negativos na política fiscal neste momento”, mas a autoridade monetária não enfatizou essa preocupação diretamente na ata.

Impactos para o agronegócio

Os efeitos dos juros elevados no setor agropecuário também devem ser significativos, especialmente no custo do crédito. “O Plano Safra terá taxas mais elevadas, e o produtor rural precisará lidar com um cenário de encarecimento do financiamento. Isso pode afetar os investimentos no setor”, alerta. 

Além disso, Vale reforça que a alta dos juros tende a reduzir o consumo nos próximos anos, o que pode afetar a demanda por produtos agropecuários e pressionar ainda mais a atividade econômica. “O cenário de desaceleração do consumo em 2025 e 2026 precisa ser acompanhado de perto”, conclui.



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Brasil expande presença no mercado tailandês



O Brasil reforçou sua presença no mercado tailandês durante a VIV Asia 2025, uma das maiores feiras de proteína animal na Ásia, realizada em Bangkok de 11 a 14 de março. A missão contou com a participação da ABRA, UNEM, ABIQUIFI e empresas brasileiras, com apoio do Ministério da Agricultura (Mapa) e da ApexBrasil.

Durante o evento, foram realizadas reuniões estratégicas com entidades e empresas locais com o intuito de promover os produtos brasileiros e ampliar o acesso ao mercado tailandês. A agenda foi coordenada pela adida agrícola do Brasil na Tailândia, Ana Carolina Lamy, responsável pelo acompanhamento das relações comerciais no setor agropecuário e pelo suporte técnico às iniciativas de exportação.

Um dos destaques da agenda foi a visita à Associação Tailandesa das Indústrias de Ração Animal (TFMA), onde representantes da ABRA e da UNEM apresentaram informações detalhadas sobre a produção brasileira e seus processos. Também houve uma reunião com a vice-presidente da Associação de Pet Food da Tailândia, abordando as exigências técnicas e regulatórias para a entrada de novos produtos no mercado.

No setor privado, a UNEM se encontrou com executivos do CP Group, um dos maiores conglomerados da Tailândia, para apresentar os derivados do etanol de milho, como DDG/DDGS, utilizados na alimentação animal. A ABRA também discutiu com o setor de ingredientes de origem animal não comestível a habilitação de novas plantas brasileiras para exportação.

Atualmente, seis plantas brasileiras estão autorizadas a exportar farinhas para a Tailândia, e o Mapa está trabalhando para aumentar esse número com uma missão de auditoria planejada para ocorrer no Brasil, com o objetivo de habilitar novas unidades e expandir a oferta de produtos para o mercado tailandês.

A participação do Brasil na VIV Asia 2025 incluiu estandes da ABRA, ABIQUIFI e UNEM, com apoio da ApexBrasil, e contou com representantes de empresas dos setores de proteína, nutrição e saúde animal. Segundo os organizadores, as reuniões e atividades realizadas durante o evento ajudaram a fortalecer as negociações bilaterais e a promover os produtos brasileiros tanto na Tailândia quanto em outros mercados do sudeste asiático.



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Áreas marinhas protegidas no Brasil estão contaminadas por microplásticos


As áreas marinhas protegidas (AMPs) do Brasil, mesmo aquelas de proteção integral, não estão imunes à contaminação por microplásticos. Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) em parceria com cientistas australianos revelou a presença desses poluentes em dez das mais restritivas AMPs do país.

A pesquisa, publicada na revista Environmental Research, utilizou moluscos bivalves, como ostras e mexilhões, como organismos-sentinelas para detectar a contaminação.

Mapa da presença de microplástico na costa brasileiraMapa da presença de microplástico na costa brasileira
As dez áreas de proteção integral estudadas / Imagem: Ítalo Braga

Microplásticos no oceano

Os microplásticos são partículas com tamanho inferior a 5 milímetros, originadas da fragmentação de plásticos maiores ou fabricadas diretamente nesse formato para aplicações industriais e cosméticas. No estudo, os principais tipos encontrados foram polímeros usados em tintas e vernizes, plásticos comuns em embalagens e fibras sintéticas de tecidos.

A pesquisa identificou a presença desses contaminantes até mesmo em locais como o Atol das Rocas, onde não há atividades econômicas nem turismo permitido. “Os microplásticos podem chegar a esses locais transportados pelo vento ou pelas correntes oceânicas”, explica Ítalo Braga, professor do Instituto do Mar da Unifesp e coordenador do estudo.

Entre as áreas analisadas, a maior contaminação foi registrada no Refúgio de Vida Silvestre do Arquipélago de Alcatrazes, enquanto a menor ocorreu no Atol das Rocas. Apesar disso, os pesquisadores destacam que os níveis detectados estão abaixo da média global para áreas marinhas protegidas.

Impactos e soluções

A presença de microplásticos nos oceanos representa uma ameaça à fauna marinha e pode afetar a cadeia alimentar. Segundo os cientistas, o simples estabelecimento de áreas protegidas não é suficiente para barrar a poluição. “É necessário um controle ambiental rigoroso e medidas globais, como o Tratado Global dos Plásticos da ONU, atualmente em fase de negociação”, conclui Braga.

O estudo reforça a importância de ações coordenadas para reduzir a poluição plástica e garantir a preservação dos ecossistemas marinhos, essenciais para a biodiversidade e para diversas atividades econômicas, incluindo a pesca e o turismo sustentável.



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Soja Brasil visita as lavouras de soja do MS; confira



O Soja Brasil foi até o Mato Grosso do Sul para acompanhar de perto a implementação do consórcio milho-braquiária, uma prática agrícola que tem conquistado produtores pela sua capacidade de aumentar a produtividade e promover a sustentabilidade do solo. Você pode conferir a matéria completa no mais recente episódio:

O consórcio milho-braquiária, que combina o cultivo simultâneo de milho e braquiária, proporciona uma série de benefícios para a produção agrícola. A braquiária, além de gerar palhada para a soja, contribui para a reciclagem de nutrientes, retenção de umidade no solo e melhoria das condições físicas e biológicas da terra. Tudo isso resulta em uma maior produtividade e na sustentabilidade do sistema agrícola.

Em uma propriedade na região de Maracaju, o produtor tem observado uma média de 75 sacas de soja por hectare, com a capacidade de manter 65 sacas, mesmo em condições de seca severa. O segredo desse alto desempenho está na integração do milho com a braquiária, adotada desde o primeiro ano de cultivo. A combinação das duas espécies tem mostrado resultados impressionantes, tanto para a produção de grãos quanto para a saúde do solo.

O consórcio milho-braquiária tem demonstrado que pode proporcionar um aumento de 10 a 15% na produtividade, o que equivale a um incremento de 5 a 10 sacas por hectare. Esse aumento é possível devido à melhoria das condições do solo, com a utilização de técnicas de correção de pH, fertilização e a retenção de água, garantindo maior estabilidade nos resultados, mesmo em anos de estiagem.

A técnica foi inicialmente desenvolvida na década de 1990 e consolidada em 2001 sob o nome de Sistema Santa Fé, com o objetivo de recuperar pastagens degradadas em Goiás. Desde então, o modelo se expandiu para várias regiões do Brasil e tem se tornado uma ferramenta essencial para produtores que buscam maior produtividade e sustentabilidade em suas lavouras.



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semana começa com chuva forte em várias regiões do Brasil



A nova semana começa com condições meteorológicas instáveis em diversas regiões do Brasil, impactando diretamente o setor agropecuário. Confira a previsão detalhada para todo o país:

Região Sul

O tempo seguirá instável nos três estados da região, com possibilidade de pancadas de chuva forte. No noroeste e norte do Paraná, sudoeste de Santa Catarina, bem como no sul e na Serra Gaúcha, o dia terá sol entre nebulosidade variável, com chance de chuva a qualquer hora. Nas demais áreas, os temporais se intensificam no período da tarde.

Região Sudeste

As pancadas de chuva continuam intensas em São Paulo, principalmente no centro-leste e noroeste paulista, onde o risco de temporais é alto. No Triângulo Mineiro, a chuva ocorre a qualquer momento do dia. No Rio de Janeiro e Espírito Santo, o sol predomina, mas pancadas são esperadas no período da tarde.

Região Centro-Oeste

A instabilidade aumenta sobre Mato Grosso do Sul, sul, oeste e norte de Mato Grosso, com risco elevado de temporais. No Distrito Federal, o dia será de sol e calor, com pancadas de chuva moderadas a fortes durante a tarde e noite.

Região Nordeste

A semana começa com sol e temperaturas elevadas. No Maranhão, Piauí e Ceará, as pancadas de chuva podem ser intensas. No oeste e sul da Bahia, assim como no litoral de Alagoas e Sergipe, a chuva ocorre de forma moderada. Já em Natal, João Pessoa e Recife, o tempo permanecerá firme.

Região Norte

O norte de Roraima terá tempo seco, mas o restante da região segue instável. O risco de temporais é alto no Amapá, Manaus, sul do Pará e centro-norte do Tocantins. Em Belém, Porto Velho e Rio Branco, são esperadas pancadas moderadas a fortes ao longo do dia.

O monitoramento das condições climáticas é essencial para o planejamento das atividades agrícolas. Acompanhe as atualizações para garantir a melhor tomada de decisão no campo.



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Novo Fiagro vai financiar pequenos agricultores de cacau



Um fundo de investimento blended finance – que mistura recursos de filantropia, de investidores do mercado financeiro e capital público – está sendo lançado com a meta de chegar a R$ 1 bilhão até 2030. O propósito é financiar a agricultura familiar da cadeia do cacau.

O Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) Kawá é um projeto do Instituto Arapyaú, da Violet, da ONG Tabôa Fortalecimento Comunitário e da MOV Investimentos.

“Com o Kawá, queremos ampliar a escala de impactos econômicos, sociais e ambientais positivos, atraindo investidores de maior porte para destravar modelos produtivos que façam uso sustentável do solo e gerem renda para quem mais precisa e quem conserva a floresta”, afirma Vinicius Ahmar, gerente de bioeconomia do Instituto Arapyaú.

O fundo nasce com R$ 30 milhões e, segundo comunicado do instituto, o objetivo é beneficiar, na primeira fase, 1200 agricultores na Bahia e no Pará. “Esse valor é quase três vezes superior ao financiamento público – via Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) – destinado à cultura do cacau no ano de 2023”, diz o comunicado.

Além das quatro organizações que desenvolveram o fundo, também participam a VERT, que será a administradora do fundo, e a Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC), que agrega as empresas que compram o cacau dos produtores beneficiados.

A iniciativa inclui também uma estrutura, designada na expressão em inglês Enabling Conditions Facility (ECF), que fará o financiamento da assistência técnica aos agricultores. Essa frente será coordenada pela Violet, plataforma para investimento em soluções baseadas na natureza e que conecta investidores, empresas, produtores e comunidades.

A Fundação Solidaridad, do Consórcio Intermunicipal do Mosaico das Apas do Baixo Sul da Bahia (Ciapra) e a Polímatas Soluções Agrícolas e Ambientais, cujo custeio é da Suzano, serão os responsáveis pela assistência técnica. Na Bahia, a Tabôa também fará assistência técnica, além da originação do crédito.

Metodologia

O Fiagro vai usar uma metodologia de concessão de crédito desenvolvida e implementada pela Tabôa desde 2017. Por esse método, a instituição já firmou mais de mil financiamentos num total de R$ 16 milhões.

Essa metodologia foi adotada na estruturação de um Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) Sustentável para cacau, que foi um projeto do Instituto Arapyaú com uma rede de parceiros. Entre 2020 e 2023, o CRA Sustentável impactou diretamente 271 agricultores, promovendo aumento de produtividade (52%) e de renda (60%) com inadimplência perto e zero.

“É uma metodologia já bastante testada. Serviu como um laboratório”, afirmou Ahmar, do Arapyaú.

“Nossas experiências de concessão de crédito aliado à assistência técnica rural se mostraram bem sucedidas. Tais condições contribuíram para o aumento da produtividade, além da baixa inadimplência”, afirmou Roberto Vilela, diretor-executivo da Tabôa no comunicado.

De cada cem produtores de cacau no Brasil, 85 estão à margem do sistema financeiro, com difícil acesso a políticas públicas. De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária, 75 nunca receberam assistência técnica. “Ao mesmo tempo, cerca de 80% da produção de cacau no Brasil depende dos agricultores de pequenas propriedades”, diz a nota.

Após receber o crédito do Fiagro, o produtor terá até 45 dias para realizar o investimento. Após esse período, são 36 meses de prazo para pagar o empréstimo com seis meses de carência, na média. A taxa de juros é de 12% ao ano.

Crédito de carbono

Como o financiamento pelo fundo Kawá será destinado a pequenos produtores de sistemas agroflorestais (SAFs), a equipe de gestão planeja o comércio de créditos de carbono gerados pelo incremento na produção. Segundo o Arapyaú, a produção no SAF – ou cabruca, como é conhecido esse manejo no Sul da Bahia – é capaz de estocar 66 toneladas de carbono por hectare, o dobro da quantidade encontrada no cacau plantado a pleno sol, segundo estimativas.

A venda dos créditos de carbono que venham ser emitidos será operacionalizada pela ReSeed. Segundo comunicado, a plataforma já possui negociação com um investidor para a compra dos primeiros créditos gerados por cerca de cem agricultores, e entra como responsável por facilitar a comercialização dos próximos créditos.



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