segunda-feira, maio 25, 2026

Autor: Redação

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Estudo resgata lembranças do sertão por quem viveu seca e fartura



Uma pesquisa realizada pelo antropólogo Renan Martins Pereira revela uma perspectiva pouco explorada sobre o sertão de Pernambuco.

Com base em entrevistas com antigos vaqueiros e ex-moradores da zona rural de Floresta, o estudo resgata memórias de um passado de fartura, um tempo em que, segundo os relatos, “havia mais peixes nos rios, mais árvores na caatinga e mais alimento na mesa”.

A pesquisa busca ressignificar as secas e a abundância não como opostos, mas como categorias que coexistiam no passado. Segundo o pesquisador, a fartura evocada pelos mais velhos não é uma romantização do passado, mas uma crítica ecológica ao presente.

“Quando eles dizem que antes havia mais fartura, estão, na verdade, apontando para o que se perdeu”, afirma o pesquisador.

Vegetação nativa preservada

O artigo mostra como esses moradores mais velhos articulam recordações de escassez e fartura. Nessa memória multifacetada, houve secas, sim; mas também houve abundância – basicamente relacionada à biodiversidade, no caso tratado no artigo.

“Os sertanejos falam de uma vegetação nativa mais preservada, de rebanhos numerosos e de maior oferta de alimentos. Essa memória da fartura não exclui a lembrança das grandes secas, mas sugere que houve uma transformação profunda na relação dos habitantes com o meio ambiente”, afirma o pesquisador.

Os relatos de antigos vaqueiros e ex-moradores do campo, como Zé Ferraz, Cirilo Diniz e Antônio José do Nascimento, retratam um sertão em que o gado era robusto, a pesca era abundante e o solo produzia com maior regularidade.

“Essa memória não tem um caráter apenas nostálgico, mas serve como um alerta sobre a mudança no uso da terra, a degradação ambiental e o impacto das mudanças climáticas. Os mais velhos não falam apenas de saudade, falam de perda real”, argumenta Pereira.

Tradições desaparecendo

As mudanças no uso da terra, a expansão da fronteira agrícola e a urbanização alteraram radicalmente o modo de vida no sertão.

“O êxodo rural reduziu a interação humana com a Caatinga e as práticas tradicionais de manejo estão desaparecendo. Muitos dizem que antes havia mais organização na vida do campo, que as festas comunitárias eram frequentes, que existia um sentimento de coletividade que hoje se perdeu”, conta o pesquisador.

Ao mesmo tempo, as secas atuais são percebidas como mais severas e prolongadas. Ele acrescenta que o conceito de “memória ecológica”, fundamental para o argumento do seu artigo, ajuda a compreender como os sertanejos interpretam essas transformações, não só com base em dados objetivos, mas também por meio de experiências vividas e narradas.

Memória viva do sertão

Em sua análise, o pesquisador recorre ao conceito de “duração” do filósofo francês Henri Bergson (1859-1941). “A memória não é um arquivo estático do passado, mas algo vivo, que transforma a percepção do presente e projeta futuros possíveis”, diz.

Essa abordagem permite enxergar as recordações das secas e da abundância como formas de resistência cultural e ecológica.

“A fartura, tal como é recordada, configura um conceito amplo. Ela diz respeito não apenas à quantidade de comida na mesa, mas também à relação das pessoas com a terra, ao respeito pelos ciclos da natureza, à segurança que vinha de um ambiente previsível. Hoje, muitos dos meus interlocutores dizem que essa fartura acabou.”, afirma.

A pesquisa de Renan Martins Pereira reconfigura o entendimento do sertão. “Mais do que um espaço de sofrimento, o semiárido é também um lugar de vida, de saberes ancestrais e de histórias que desafiam a noção de um passado perdido”, conclui o pesquisador.

Em um mundo em crise ambiental, as memórias do sertão podem oferecer lições valiosas sobre a relação entre a humanidade e a natureza.



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AgroNewsPolítica & Agro

miniusina de biodiesel promete autonomia energética para produtores rurais


Uma solução sustentável com potencial para revolucionar a autonomia energética no campo foi apresentada na AgroBrasília 2025 pela startup Mondi Energy, sediada em Ribeirão Preto (SP). A empresa desenvolveu uma miniusina de biodiesel que permite ao produtor fabricar seu próprio combustível diretamente na propriedade rural.

O diretor executivo da Mondi Energy, Guilherme Scagnolatto, destaca que a proposta alia inovação e sustentabilidade. “Nossa tecnologia permite que o produtor produza biodiesel para consumo próprio, utilizando insumos como óleo vegetal, gordura animal, álcool e catalisador. O diferencial está no uso de concentradores solares, desenvolvidos por nós, que fornecem o calor necessário para a reação química, substituindo fornalhas movidas a combustíveis fósseis”, explica.

Além de reduzir os custos operacionais, o sistema gera glicerina como subproduto — uma matéria-prima com valor comercial para as indústrias de cosméticos, farmacêutica e de produtos de limpeza. A startup também vislumbra, no futuro, a possibilidade de converter essa glicerina em combustível para aviação.

Fundada em 2020, a Mondi Energy passou a focar, desde o final de 2024, no desenvolvimento da miniusina de biodiesel. A planta-piloto está em construção em São Carlos (SP) e deve ser concluída ainda este ano. O projeto conta com parceria da Universidade de São Paulo (USP), campus São Carlos, e é viabilizado por meio de fomento à inovação da Embrapa, o qual exige vínculo com um instituto de pesquisa.

Além da solução voltada à produção de biodiesel, a empresa já comercializa seus concentradores solares, que também podem ser aplicados em outras demandas do setor.

Segundo Scagnolatto, a expectativa é que os produtores consigam reduzir os custos com combustível em até 50% em relação ao diesel comercial, além de contar com uma fonte de energia limpa e renovável. “É uma tecnologia que proporciona autonomia, sustentabilidade e economia para quem está no campo”, reforça.

Participando pela primeira vez da AgroBrasília, a startup avalia positivamente o evento. “A estrutura é excelente. Já realizamos ótimos contatos e esperamos que isso se mantenha até o fim da feira”, afirma o diretor.

A Mondi Energy tem marcado presença em diversos eventos do setor, como a Agrishow, e segue em busca de parcerias, investidores e produtores interessados em soluções sustentáveis para o agronegócio.

Serviço

Feira AgroBrasília 2025

Data: terça-feira a sábado – 20 a 24 de maio

Horário: 8h30 às 18h

Local: Parque Tecnológico Ivaldo Cenci – AgroBrasília, BR 251 km 5 – PAD-DF 





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há 17 investigações de suspeita da doença em andamento



Há 17 investigações de suspeita de gripe aviária em andamento no país, conforme atualização mais recente da plataforma de Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves, do Ministério da Agricultura, às 8h30. É o mesmo número do boletim anterior, de ontem à noite. As investigações estão em andamento com coleta de amostra e sem resultado laboratorial conclusivo.

De acordo com os dados da plataforma, duas investigações são em plantas comerciais: em uma granja de pintinhos de cinco dias em Ipumirim (SC) e em um abatedouro de aves em Aguiarnópolis (TO).

Outras nove suspeitas são investigadas em aves de subsistência em Capela de Santana (RS), Concórdia (SC), Angélica (MS), Jardim (MS), Belo Horizonte (MG), Salitre (CE), Quixadá (CE), Eldorado do Carajás (PA) e Abel Figueiredo (PA). Há ainda seis suspeitas envolvendo aves silvestres em Porto Alegre (RS), Jaguari (RS), Castelo (ES), Belo Horizonte (MG), Ilhéus (BA) e Icapuí (CE).

Uma suspeita em aves de subsistência em Gaurama (RS) foi descartada.

Essas investigações são corriqueiras no sistema de defesa agropecuária nacional, já que a notificação é obrigatória. A influenza aviária de alta patogenicidade (vírus H5N1) é uma doença de notificação obrigatória imediata aos órgãos oficiais de defesa sanitária animal do país.

Produtores rurais, técnicos, proprietários, prestadores de serviço, pesquisadores e demais envolvidos com a criação de animais devem notificar imediatamente os casos suspeitos da doença ao Serviço Veterinário Oficial (SVO).

O Brasil já realizou mais de 2.500 investigações de suspeitas de gripe aviária desde maio de 2023, quando houve a primeira ocorrência em ave silvestre, segundo o Ministério da Agricultura.

Até o momento, há um caso confirmado de gripe aviária em granja comercial no país, em Montenegro, em um matrizeiro de aves na Região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

No total, o país já registrou 164 casos da doença em animais silvestres (sendo 160 em aves silvestres e 4 em leões-marinhos), 3 focos em produção de subsistência, de criação doméstica, e 1 em produção comercial, somando 168 no Brasil.



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Creme com própolis de abelha cicatriza feridas e reduz inflamações


Um novo estudo identificou propriedades cicatrizantes e anti-inflamatórias em um creme formulado com própolis produzida por abelhas sem ferrão nativas da Amazônia.

A substância foi extraída da espécie conhecida como abelha-canudo (Scaptotrigona aff. postica) e testada em cobaias de laboratório com resultados comparáveis aos de pomada cicatrizante disponível no mercado.

Além da eficácia na recuperação dos ferimentos, o creme à base de própolis se destacou por apresentar menor resposta inflamatória e uma regeneração dos tecidos com melhor qualidade em comparação a uma pomada comercial.

Assim, a pesquisa sugere um novo potencial farmacêutico para um bioproduto tradicionalmente usado por populações humanas desde a Antiguidade.

O estudo foi conduzido por cientistas da Embrapa Amazônia Oriental (PA) e da Universidade Federal do Pará (UFPA). A pesquisa é fruto de um esforço conjunto de instituições científicas da região Norte para valorizar produtos naturais da biodiversidade amazônica.

Participação do açaí na cicatrização

Foto: Vinícius Braga/Embrapa

A abelha-canudo vem sendo estudada pela sua eficiência na polinização do açaizeiro. O artigo foi um desdobramento de uma pesquisa que avaliava a frequência desse inseto nativo nas flores de açaí.

“Como ela produz bastante própolis, foi levantada a questão da possível influência do ambiente de açaizeiros na qualidade desse produto”, conta o professor da UFPA Nilton Muto, um dos autores da publicação. 

A própolis é resultado da combinação de substâncias derivadas de resinas vegetais e pólens, coletadas pelas abelhas no ambiente, combinada a cera que elas próprias produzem.

Embora não tenha sido determinado pelas análises a origem das substâncias da própolis pesquisada, os autores acreditam que o ambiente de cultivo de açaí onde as colmeias foram instaladas contribuiu para dar uniformidade à sua composição química.

“A palmeira do açaí é altamente valorizada por suas elevadas concentrações de compostos fenólicos e antocianinas, que possuem significativa capacidade antioxidante”, afirmam os autores do artigo. 

As análises químicas realizadas na própolis da abelha-canudo coletada em ambiente de cultivo de açaí apresentaram uma boa concentração de compostos bioativos.

A presença de compostos fenólicos, por exemplo, excederam em mais de 20 vezes a quantidade mínima estabelecida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para determinar a qualidade da própolis. Já a classe dos flavonoides superou em quase quatro vezes o índice mínimo estabelecido pela mesma regulamentação.

“Não basta dizer o milagre. É preciso também dar o nome do santo”, brinca o professor ao referir as relações entre a composição da própolis estudada e os resultados que o creme dessa substância obteve na cicatrização dos ferimentos.

Na análise macroscópica, a olho nu, tanto o creme à base de própolis da abelha-canudo quanto a pomada de uso comercial tiveram desempenho semelhante, diminuindo o tamanho do ferimento. No entanto, ao analisar com microscópio os tecidos, os pesquisadores encontraram diferenças significativas. 

Até o momento nenhum creme à base de própolis com origem em cultivo de açaí havia sido descrito. Um biofármaco assim também oferece como benefício menor possibilidade de efeitos colaterais, nível reduzido de resíduos químicos e quantidade mínima de conservantes.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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AgroNewsPolítica & Agro

Bioinsumos ganham espaço na agricultura brasileira


A agricultura brasileira passa por uma transformação marcada pela ampliação do uso de bioinsumos. Derivados de microrganismos, extratos vegetais ou substâncias naturais, esses produtos têm sido adotados como alternativa aos insumos químicos tradicionais no controle de pragas, no crescimento vegetal, na recuperação de solos e na eficiência do uso de nutrientes.

Segundo o artigo “Bioinsumos: a revolução verde que se deseja no agro brasileiro” do especialista Fellipe Parreira, comercial norte VIVAbio, esse movimento representa uma mudança. “Os bioinsumos têm se mostrado aliados estratégicos na construção de uma agricultura mais equilibrada e menos dependente de produtos sintéticos”, afirmou.

Dados do Ministério da Agricultura indicam que o setor cresce, em média, 30% ao ano. Atualmente, quase metade dos produtores rurais no Brasil utilizam algum tipo de insumo biológico, abrangendo mais de 50 milhões de hectares cultivados. “A rápida expansão mostra que o setor agropecuário busca unir produtividade, sustentabilidade e responsabilidade ambiental”, disse Fellipe.

O avanço tecnológico também tem favorecido o desenvolvimento de soluções mais eficientes e adaptadas às realidades regionais do país. Em 2020, foi criado o Programa Nacional de Bioinsumos, que tem como objetivos estimular a pesquisa, fortalecer a produção nacional e ampliar o acesso a esses produtos. A iniciativa também busca valorizar a biodiversidade brasileira e reduzir a dependência de insumos importados.

Para Fellipe, o cenário é promissor. “Com uma das maiores biodiversidades do planeta e um setor agropecuário de escala global, o Brasil possui as condições ideais para liderar essa nova fase da agricultura mundial”, afirmou. Ele destaca que a tendência é de ampliação do uso dos bioinsumos em diferentes culturas, como soja, milho, café, hortaliças e frutíferas, além da integração com tecnologias digitais e sistemas agroecológicos.

A demanda por alimentos livres de resíduos químicos também influencia o avanço dos bioinsumos. “A exigência dos consumidores por alimentos mais saudáveis ??e as barreiras técnicas impostas pelos mercados como o europeu favorecendo práticas agrícolas sustentáveis”, observou Fellipe.

Na avaliação dele, essa mudança no campo é impulsionada tanto pela inovação quanto por uma consciência ambiental crescente. “Ao investir em bioinsumos, o país fortalece sua vocação agroambiental e reafirma seu compromisso com um futuro mais saudável, produtivo e equilibrado para todos”, concluiu.





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Qual a sua principal dúvida para tirar o MEI? 


Na interatividade da semana, perguntamos: qual a sua principal dúvida para tirar o MEI? 

A enquete mostrou que 52% dos participantes têm como principal dúvida para se tornar Microempreendedor Individual (MEI) as atividades permitidas nesse regime.

A pesquisa também apontou que 26% não sabem se é possível se formalizar como MEI a qualquer momento, enquanto 23% têm dúvidas sobre como deixar de ser MEI.

Para o Analista de Negócios do Sebrae-SP, Anderson Gualtieri, os dados indicam a importância de uma comunicação mais clara e acessível sobre o tema

“Esse desconhecimento sobre as atividades permitidas pode ser um dos principais entraves para a formalização. Muitas pessoas têm o perfil ideal para ser MEI, mas não sabem se sua atividade se enquadra”, afirma Gualtieri.

No setor do agronegócio, algumas atividades podem ser formalizadas como MEI, desde que estejam na lista de ocupações permitidas pela Receita Federal, como: faturamento anual de até R$ 81 mil e contratação de no máximo um empregado.

Gualtieri destaca que muitas ocupações ligadas à produção artesanal, manejo rural e comercialização de insumos são compatíveis com o regime.

Confira algumas atividades do agro que podem ser formalizadas como MEI:

  • Comércio varejista de produtos agropecuários (ração, sementes, insumos)
  • Apicultor independente
  • Piscicultor independente
  • Horticultor independente
  • Cultivador de plantas ornamentais
  • Produtor de mudas e sementes independente
  • Jardineiro
  • Trabalhador de apoio à agropecuária independente
  • Serviços de poda, roçada e manejo de áreas rurais
  • Fabricante de conservas de frutas e vegetais independente
  • Produtor artesanal de doces, compotas, geleias e pães

“O MEI é uma porta de entrada para a formalização. Esclarecer esses caminhos pode contribuir significativamente para ampliar o número de empreendedores formais no Brasil, especialmente no campo”, conclui o  analista de negócios. 

Toda quinta-feira tem uma nova enquete no Porteira Aberta Empreender!

Participe, envie sua opinião e ajude a construir pautas ainda mais importantes para você, micro e pequeno empreendedor rural.

A resposta da pergunta da semana vai ao ar todo sábado no canal do YouTube do Canal Rural.

Acompanhe!



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Equipamentos reduzem custo no manejo de pasto



As pastagens representam a base alimentar da maioria dos sistemas pecuários


Foto: Divulgação

O uso de equipamentos voltados ao manejo de pastagens tem ganhado espaço nas propriedades rurais brasileiras, refletindo a busca por maior eficiência na produção pecuária. Tecnologias como roçadeiras, niveladoras, semeadeiras e distribuidores de calcário vêm sendo incorporadas ao sistema produtivo com o objetivo de melhorar o aproveitamento do pasto e reduzir a dependência de suplementação alimentar.

De acordo com técnicos do setor, o investimento em maquinário específico para o manejo das forrageiras tem permitido maior uniformidade nas áreas de pastejo, melhorando a oferta de alimento ao rebanho ao longo do ano. Além disso, a mecanização contribui para o controle de plantas invasoras e para a manutenção da fertilidade do solo, fatores decisivos para a produtividade da pecuária extensiva.

As pastagens representam a base alimentar da maioria dos sistemas pecuários no Brasil. Com o avanço da mecanização e o acesso a linhas de crédito para aquisição de equipamentos, produtores têm buscado otimizar o uso dessas áreas e reduzir custos com ração e insumos externos.

Especialistas destacam que o manejo adequado da pastagem, aliado ao uso de equipamentos, pode aumentar a capacidade de suporte da área e elevar os índices zootécnicos do rebanho. A adoção dessas práticas está alinhada com as exigências de mercado por sistemas mais produtivos e sustentáveis.





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governador visita feira e anuncia de novos incentivos


A 16ª edição da Feira AgroBrasília recebeu, nesta sexta-feira (23), a visita do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB/DF), que participou de solenidade no auditório Buriti e anunciou uma série de medidas voltadas ao fortalecimento do agronegócio regional. O evento, que acontece entre os dias 20 e 24 de maio, reúne tecnologias de agricultura 4.0, debates sobre meio ambiente, encontros internacionais e ações que destacam o protagonismo feminino no campo.

Durante a cerimônia, o governador assinou a ampliação da validade do documento Passaporte Equestre, que passa de 90 para 180 dias e contará com QR Code para facilitar o transporte de equinos. Também foi firmado um protocolo de intenções com o Governo de Goiás para unificar sistemas estaduais e desburocratizar o transporte de equinos entre as regiões. Além disso, foi anunciado o repasse de R$ 2 milhões ao Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR), como parte de um total de R$ 15 milhões destinados ao financiamento de agroprodutores do Distrito Federal e Entorno.

O secretário de Agricultura do DF (SEAGRI-DF), Rafael Bueno, destacou o compromisso do GDF com os produtores locais, enfatizando que o governador Ibaneis Rocha tem sido um defensor do pequeno e médio produtor. Segundo ele, o incentivo aos criadores de equinos, atividade de grande importância na região, é um exemplo de política pública eficaz. José Guilherme Brenner, presidente da AgroBrasília e da Coopa-DF, alertou para a necessidade de criar condições adequadas para que o setor aproveite as oportunidades de crescimento, reforçando o papel da feira como espaço estratégico de articulação.

Durante seu discurso, o governador Ibaneis Rocha compartilhou a importância da tomada de decisão no setor público e afirmou que, quando o objetivo é fazer o bem, as decisões se tornam mais leves e naturais. Segundo ele, a gestão está comprometida com a promoção do desenvolvimento do campo e o bem-estar da população do Distrito Federal.

Também presente no evento, o presidente do Instituto Brasília Ambiental (IBRAM), Raul Jungmann Pinto, ressaltou que a meta da instituição é recuperar áreas degradadas por meio do plantio de aproximadamente 180 mil mudas, promovendo a reconexão entre o campo e a sustentabilidade. O presidente da Emater-DF, Cleison Duval, agradeceu ao GDF pelas iniciativas e destacou que a empresa está presente na feira com uma área de 2,7 hectares, promovendo acesso a tecnologias para mais de 3,3 mil produtores do DF e Entorno.

A solenidade contou com a presença da primeira-dama Mayara Rocha, do filho do governador João Pedro Barroso, da vice-governadora Celina Leão (PP/DF), do deputado distrital Pedro Paulo – “Pepa” (PP-DF), além de representantes do setor produtivo, da Coopa-DF, da SEAGRI, da Emater-DF e do IBRAM.

Informações AgroBrasília

Realizada pela Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa-DF), a Feira AgroBrasília 2025 ocorrerá entre os dias 20 a 24 de maio, com entrada gratuita, das 8h30 às 18h, no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci (localizado na BR 251 km 5 – PAD-DF, Brasília, Distrito Federal). Neste ano a Feira já conta com o patrocínio do Banco de Brasília (BRB), Bradesco, Sistema de Crédito Cooperativo (Sicredi), Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), All Rede, e do Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob).

Informações AgroBrasília

Realizada pela Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa-DF), a Feira AgroBrasília 2025 ocorrerá entre os dias 20 a 24 de maio, com entrada gratuita, das 8h30 às 18h, no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci (localizado na BR 251 km 5 – PAD-DF, Brasília, Distrito Federal).





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AgroNewsPolítica & Agro

Hackathon desafia jovens a criar soluções tecnológicas para o agronegócio na AgroBrasília


Começou nesta quinta-feira (22), às 10h, no Ambiente de Inovação e Tecnologia (AiTec) da AgroBrasília, a segunda edição do AgroHack Ideias, uma maratona de inovação que promete movimentar o agronegócio com propostas criativas e tecnológicas. O evento é promovido pelo Instituto Multiplicidades, com apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI), da Secretaria de Agricultura do Distrito Federal (SEAGRI), da COOPA, do CENB e da AEA-DF.

O desafio reúne 20 equipes, formadas por cerca de 50 participantes, entre jovens e adultos, que terão pouco mais de 24 horas para desenvolver soluções para quatro desafios reais do setor agropecuário e também da própria Secretaria de Agricultura do Distrito Federal. “É como uma gincana, só que voltada para a inovação. As equipes precisam cumprir algumas metas e, a partir disso, constroem uma solução tecnológica para problemas práticos do agro”, explica Cristiane Pereira, diretora-presidente do Instituto Multiplicidades.

A maratona segue até a manhã desta sexta-feira (23), quando os projetos desenvolvidos serão apresentados no palco principal do AiTec, a partir das 10h, para uma banca de jurados formada por autoridades e especialistas, como os secretários de Agricultura e de Ciência e Tecnologia do DF, a presidente do CREA e o presidente do Clube de Engenheiros do Distrito Federal. O prêmio principal é de até R$ 10 mil, além de premiações complementares que somam R$ 19 mil, e da possibilidade de os projetos vencedores serem incubados para que possam sair do papel e ganhar o mercado.

Segundo os organizadores, a proposta é unir tecnologia, impacto social e soluções práticas para problemas do campo, como eficiência no uso da água, monitoramento de lavouras, rastreabilidade, logística e sustentabilidade ambiental. “Mais do que um evento, o AgroHack é um movimento de transformação, que acredita na tecnologia como ferramenta essencial para o desenvolvimento do agro”, destaca a equipe do Instituto Multiplicidades.

Serviço

Feira AgroBrasília 2025

Data: terça-feira a sábado – 20 a 24 de maio

Horário:8h30 às 18h

Local:Parque Tecnológico Ivaldo Cenci – AgroBrasília, BR 251 km 5 – PAD-DF





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