segunda-feira, maio 25, 2026

Autor: Redação

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Mercado de feijão se aquece com oferta reduzida



Os preços começaram a refletir a menor oferta disponível no mercado



Os preços começaram a refletir a menor oferta disponível no mercado
Os preços começaram a refletir a menor oferta disponível no mercado – Foto: Canva

Com informações do Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (IBRAFE), o mercado de feijão no Paraná tem registrado uma expressiva valorização nas últimas semanas. A colheita do feijão-carioca está na reta final, o que reduziu significativamente a oferta no mercado. Como reflexo, compradores estão dispostos a pagar até R\$ 280 pela saca do tipo 8,5/9, com negócios pontuais já superando esse valor, impulsionados especialmente pela escassez de grãos de boa qualidade.

“Com a colheita do feijão no Paraná entrando na reta final, os preços começaram a refletir a menor oferta disponível no mercado. Para o feijão-carioca tipo 8,5/9, há um número crescente de compradores dispostos a pagar até R$ 280/sc, e pontualmente os negócios já superam essa faixa. A escassez de produto com boa qualidade tem sido o motor dessa valorização”, comenta.

No segmento do feijão-preto, a semana foi marcada por grande oscilação tanto na qualidade dos lotes quanto nos preços praticados. As negociações variaram entre R\$ 120 e R\$ 150 por saca. Apesar disso, o valor mais alto ainda não está consolidado de forma ampla no mercado. Segundo o IBRAFE, o comportamento dos produtores será decisivo nas próximas semanas, especialmente quanto à retenção de lotes de qualidade, que pode sustentar e firmar esse novo patamar.

A pressão de credores também entra na equação, podendo influenciar a decisão dos produtores sobre vender ou segurar seus estoques. Caso haja firmeza na retenção, especialmente nos lotes de qualidade superior, é possível que o mercado T1 consolide o patamar de R\$ 150/sc como novo piso. O cenário segue dinâmico, e o IBRAFE reforça que continuará acompanhando de perto os movimentos do mercado, atentos às oportunidades que surgirem tanto para produtores quanto para compradores.

 





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Uso de biológicos no inverno tem grande potencial



A aplicação em cobertura também pode funcionar



A aplicação em cobertura também pode funcionar
A aplicação em cobertura também pode funcionar – Foto: Canva

O uso de produtos biológicos durante o inverno apresenta um enorme potencial para o manejo agrícola, desde que a aplicação seja realizada com atenção e técnica. Erros comuns, como calda mal preparada, escolha inadequada do horário ou mistura incompatível, podem comprometer o desempenho dos biológicos, mesmo quando se trata de produtos de alta qualidade.

Uma das formas mais eficientes de aplicação no período é o tratamento de sementes, que leva o microrganismo diretamente à raiz da planta no início do desenvolvimento, reduzindo a interferência das condições ambientais. Outra estratégia válida é a aplicação no sulco, especialmente em culturas de cobertura ou trigo, desde que o volume e a distribuição do produto estejam bem calibrados.

A aplicação em cobertura também pode funcionar, mas o momento ideal é essencial: temperaturas amenas, umidade adequada e evitar exposição ao sol forte logo após a aplicação. Geralmente, o final da tarde é o período mais indicado para esse tipo de uso.

Outro aspecto importante é a compatibilidade dos biológicos com outros produtos, como fungicidas, inseticidas e adubos. Misturas inadequadas podem anular a ação dos microrganismos, por isso sempre é recomendável realizar testes simples antes ou seguir as orientações do fabricante. Com o inverno trazendo menor pressão de doenças e clima mais estável, os produtores podem aplicar com mais calma e atenção técnica, o que contribui para um melhor acompanhamento dos resultados no campo. “No inverno, com menor pressão de doença e clima mais estável, é possível aplicar com mais calma, atenção e foco técnico. E isso ajuda a observar os resultados com mais clareza”, conclui.

 





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Duas outras marcas de azeite têm comercialização proibida



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nesta segunda-feira (26), a proibição da comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e uso de mais duas marcas de azeite: La Ventosa e Grego Santorini.

A medida atinge todos os lotes das marcas, que devem ser apreendidas pelas autoridades locais. Nos dois casos, os produtos foram proibidos porque os CNPJs informados em suas rotulagens estão suspensos por inconsistência cadastral na Receita Federal do Brasil.

Na prática, isso significa que os produtos têm origem desconhecida. Assim, os consumidores não devem utilizar esses produtos, pois não é possível ter qualquer garantia da qualidade e da própria composição dos produtos.

A ação é resultado da identificação de produtos clandestinos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), responsável pela classificação e pelo cadastro de empresas produtoras de óleos vegetais. A partir dessa informação, a agência determina a proibição e o recolhimento dos produtos.

Duas outras medidas preventivas publicadas na semana passada também foram motivadas por denúncia do Ministério da Agricultura, que identificou origem inexistente ou irregular em quatro marcas de azeite de oliva: Almazara, Escarpas de Oliveira, Alonso e a Quintas D’oliveira.

A comercialização desses produtos configura uma infração sanitária. Portanto, os estabelecimentos devem separar as unidades desses produtos e comunicar o fato às vigilâncias sanitárias municipais para que elas possam tomar as medidas sanitárias cabíveis.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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veja as cotações neste início de semana



Os preços da arroba do boi gordo iniciaram a semana apresentando acomodação na maioria das regiões.

Segundo o analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, algumas indústrias seguem ausentes da compra de gado, avaliando as melhores estratégias a serem adotadas no curto prazo.

“Os frigoríficos ainda desfrutam de escalas de abate relativamente confortáveis, entre oito e nove dias úteis na média nacional. A condição atual das pastagens remete a uma menor capacidade de retenção por parte do pecuarista, o que sugere que ainda é possível que os preços sigam recuando.”

De acordo com ele, por outro lado, as exportações seguem em altíssimo nível neste momento, com o país caminhando a passos largos para um recorde de embarques.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 304
  • Goiás: R$ 286,07
  • Minas Gerais: R$ 289,29
  • Mato Grosso do Sul: R$ 301,02
  • Mato Grosso: R$ 298,78

Mercado atacadista

O mercado atacadista do boi gordo voltou a registrar preços estáveis para a carne bovina. No entanto, o ambiente de negócios ainda sugere por recuo das cotações, em linha com a reposição mais lenta entre atacado e varejo durante a segunda quinzena do mês.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 23,90 por quilo, o dianteiro segue no patamar de R$ 19,00, por quilo e a ponta de agulha ainda é precificada a R$ 17,80, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou em alta de 0,53%, sendo negociado a R$ 5,6756 para venda e a R$ 5,6736 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6350 e a máxima de R$ 5,6780.



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Brasília é a capital com maior inflação na cesta básica em 6 meses



Brasília registrou a maior alta no custo da cesta básica de novembro de 2024 a abril de 2025. A alta no período foi 7,4%, de R$ 785,68 para R$ 844,01.

Nos seis meses, registraram elevação no preço da cesta básica as capitais Curitiba (3,3%), São Paulo (3,1%), Belo Horizonte (1,9%) e Fortaleza (0,07%).

Salvador, Rio de Janeiro e Manaus tiveram deflação, no período, de 0,9%, 3,6%, e 5,8%, respectivamente. São Paulo continua a liderar o ranking da cesta básica mais cara do país, pelo segundo mês consecutivo (R$ 991,80).

Os dados são da plataforma Cesta de Consumo Neogrid & FGV Ibre, que monitora a variação dos preços nas oito maiores capitais brasileiras em população – Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

Nos últimos seis meses, os produtos com as maiores variações de preços foram:

  • Café: alta em todas as oito capitais pesquisadas, com destaque para São Paulo (+28%);
  • Frutas: elevação nas oito capitais, com destaque para Brasília (+32,1%);
  • Pão: aumento em seis capitais, destaque para Brasília (+31,8%);
  • Óleo: alta em seis capitais, destaque para Brasília (+20%); e
  • Ovos: acréscimo em sete capitais, com destaque para Fortaleza (+13,1%).

Já o arroz, no período, apresentou queda generalizada, com reduções de dois dígitos em Belo Horizonte (-13,7%), Rio de Janeiro (-10,5%), Curitiba (-10,2%) e Manaus (-10,1%).

Afarinha de mandioca teve queda de 21,9% em Manaus e de 10,2% em Salvador, no acumulado dos últimos seis meses.



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Agricultura inteligente recebe novos investimentos



Controle de sementes é um dos métodos



Controle de sementes é um dos métodos
Controle de sementes é um dos métodos – Foto: Canva

O Grupo Bosch anunciou que vai investir cerca de R$ 200 milhões nos próximos três anos para expandir sua atuação no agronegócio no Brasil e Argentina, com 100 colaboradores dedicados e apoio do programa Mais Inovação, do Governo Federal, via FINEP e BNDES. Segundo Gastón Diaz Perez, CEO da Bosch na América Latina, o objetivo é fortalecer a inovação e aumentar a capacidade produtiva para atender a demanda crescente de alimentos, já que a população mundial deve ultrapassar 10 bilhões até 2050.

No Brasil, a Bosch já oferece soluções hidráulicas, eletrônicas, software e peças para máquinas agrícolas e veículos off-road. Um destaque é a Solução de Plantio Inteligente (IPS), que controla a distribuição de sementes linha a linha, garantindo equidistância e aplicação variável de fertilizantes. Testes da Embrapa em lavouras de milho e algodão, no Mato Grosso e Paraná, mostraram aumento de produtividade de até 8% com essa tecnologia, importante para o rendimento da fibra do algodão.

A Bosch Digital Agro é outra inovação, com plataforma que conecta máquinas e produtores para monitoramento em tempo real do plantio, evitando desperdícios e aumentando eficiência. Em parceria com a BASF, a Bosch desenvolveu o ONE SMART SPRAY, que aplica herbicidas só onde há plantas daninhas, reduzindo em 62% o uso de insumos.

Além disso, a fusão da Bosch Rexroth com a Hydraforce fortaleceu a liderança em hidráulica, e a linha elétrica e-Lion destaca-se pela eficiência e sustentabilidade. No setor automotivo, a Rede Bosch Diesel oferece serviços especializados em mais de 300 oficinas para máquinas agrícolas, garantindo qualidade e confiabilidade.

 





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Feriado nos EUA ‘arrasta’ soja no Brasil; como ficaram as cotações na última segunda-feira do mês?



O mercado de soja iniciou a semana com poucas oscilações de preços, influenciado pela ausência de negócios na Bolsa de Chicago, que não operou nesta segunda-feira (27) devido ao feriado do Memorial Day nos Estados Unidos. A falta de referência externa reduziu o ritmo das negociações no mercado físico nacional, com poucos negócios efetivados e escassez de ofertas.

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De acordo com o consultor da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os produtores continuam cautelosos, esperando melhores oportunidades. A lentidão foi perceptível em todas as praças acompanhadas, com variações pontuais nos preços.

Soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 130,00 para R$ 128,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 131,00 para R$ 129,00
  • Porto de Rio Grande (RS): manteve em R$ 135,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 129,00 para R$ 129,50
  • Porto de Paranaguá (PR): manteve em R$ 135,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 115,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 118,00 para R$ 119,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 118,00

Soja em Chicago

A Bolsa de Mercadorias de Chicago não operou em função do feriado do Memorial Day nos Estados Unidos, o que contribuiu para a calmaria no mercado global da soja.

Dólar

O dólar comercial encerrou a segunda-feira com alta de 0,53%, cotado a R$ 5,6756 para venda e R$ 5,6736 para compra. A moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6350 e a máxima de R$ 5,6780 ao longo do dia.



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Frango e ovo devem ter queda de preços nos próximos três meses



A confirmação do primeiro foco de gripe aviária em uma granja comercial no Brasil há dez dias e a consequente suspensão das exportações de produtos avícolas a 38 destinos devem levar à queda nos preços da carne de frango e ovos no país.

A avaliação é de técnicos da equipe agrícola e econômica do governo. Entretanto, o movimento deve ser temporário. De acordo com as fontes, frango e ovos tendem a ceder em um primeiro momento no mercado doméstico em virtude de um aumento temporário na oferta local.

Parte do volume que não será embarcado tende a ser direcionada ao varejo local, o que pode pressionar as cotações de produtos avícolas, especialmente da carne de frango e de ovos. Ainda assim, a queda deve ser pontual, sem recuo significativo nos valores no mercado interno.

Assim, esse movimento deve se estender ao máximo por três meses, período para as granjas ajustarem o alojamento de pintinhos à demanda atual. “Depois dessa pressão pontual inicial, a tendência é de estabilidade nos preços de frango e ovos”, observou um técnico que acompanha as medidas do governo para o enfrentamento da inflação de alimentos.

Outro interlocutor lembra que a autorização para a indústria armazenar temporariamente cargas de carne de frango congeladas, já inspecionadas e prontas para exportação também limita o impacto sobre os preços do frango e ovos. A leitura é compartilhada por técnicos da equipe econômica.

Um interlocutor lembra que, apesar do arrefecimento recente, os preços de carne de frango e ovos acumulam inflação ao longo dos últimos 12 meses. Números do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de abril, o mais recente, mostram queda de 0,82% nos preços do frango inteiro, mas alta acumulada de 2,59% em 12 meses.

Já os ovos registraram retração de 0,30% nos preços praticados em abril ante março, mas acumulam alta de 4,16% em 12 meses. Economistas do mercado apostam em queda de 0,05 e 0,10 ponto porcentual no IPCA nos próximos meses por causa da suspensão da importação de carne de frango do Brasil por vários países.

Para eles, as restrições impostas aos embarques do frango nacional devem trazer alívio inflacionário de curto prazo, dada a perspectiva de redirecionamento da oferta para o mercado interno. Eles destacam, porém, que, com a retomada das exportações, deve ocorrer o efeito “rebote” nos preços de carne de frango. Já a indústria avalia que o preço do frango não terá pressão, pois a oferta já estava ajustada.

Mapa e ABPA discordam das quedas

O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, afirmou que não há expectativa de pressão sobre os preços da carne de frango no mercado interno neste momento, mesmo que o país não possa exportar sua produção para diversos países, em virtude do foco de gripe aviária detectado em granja comercial gaúcha há dez dias.

Segundo ele, apesar de eventuais variações pontuais, o cenário atual ainda é de oferta ajustada. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, também vem dizendo que não haverá “impacto relevante” da gripe aviária nos preços da carne de frango e ovos.

“Pode haver excesso de oferta em 10 a 15 dias de carne de frango, mas vemos estabilidade”, declarou em coletiva de imprensa recente. Ele citou o fato de que 70% da produção nacional de frango já é direcionada ao mercado doméstico, enquanto 30% são exportados.



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Ciclone ‘castiga’ lavouras com temporais intensos; previsão do tempo aponta frio e geada



A condição do tempo apresenta diferença pelo Brasil. No Sudeste e Centro-Oeste, por exemplo, a umidade do solo segue baixa em boa parte das áreas, especialmente em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Goiás. Já nas áreas próximas à fronteira com a Bolívia e o Paraguai, a situação é um pouco mais confortável, com umidade suficiente para manter as lavouras em desenvolvimento.

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No Norte do país, o padrão do tempo se inverte: o Pará continua registrando muita umidade, principalmente no norte do estado, enquanto o centro-sul paraense já sente a redução das chuvas.

Próximos dias

A formação de um ciclone extratropical no Sul do Brasil trará temporais para o Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Atenção para ventos fortes, queda de granizo e volumes elevados de chuva.

Por outro lado, essa frente fria traz boas notícias para outras regiões. A previsão indica acumulados de pelo menos 50 milímetros em cinco dias em áreas de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, um alívio importante para a reposição hídrica, principalmente em áreas de soja e pastagens.

O tempo no início de junho

A mesma frente avança e atinge o norte de Minas Gerais, interior da Bahia, sul do Tocantins e Goiás. Nesses locais, o aumento da umidade relativa do ar será perceptível, melhorando o conforto para as plantas e o desenvolvimento das lavouras, embora ainda não seja suficiente para reverter o déficit hídrico acumulado.

Frio e geada

O avanço de uma massa de ar frio deve provocar temperaturas mínimas abaixo dos 10 °C em vários estados. O risco de geada preocupa especialmente os produtores de milho segunda safra no Paraná. Também há risco para o sul do Mato Grosso do Sul, onde pecuaristas que iniciaram o cultivo das lavouras de inverno devem redobrar a atenção.

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Duas doenças fazem custo de produção da laranja ter alta de 16% por hectare



A produção de laranja em São Paulo, principal estado produtor do Brasil, teve aumento de até 16% por hectare na safra 2025/26, conclui estudo do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

O acréscimo se dá pela elevação das despesas com colheita e frete, além de defensivos para o combate ao greening.

De acordo com o pesquisador da instituição Renato Garcia Ribeiro, o estudo utiliza como exemplo dois perfis de propriedades: uma irrigada, ao norte paulista; outra de sequeiro, mais na região centro-sul do estado.

Por conta disso, o especialista ressalta que as condições de manejo e os modelos de cada fazenda produtora fazem os custos divergirem. Contudo, independente disso, os gastos com colheita e frente vêm subindo em todas as safras, característica que o Cepea observa há oito anos, quando começou a realizar o estudo anual.

Greening e cancro cítrico

Ribeiro destaca que os gastos de colheita e frete são, basicamente, as principais contas da atividade. “Mas percebemos também [alta no] desembolso com defensivos para o controle do greening e também para o controle do cancro cítrico que, segundo o pessoal que participa das nossas reuniões para levantamento desses custos, os consultores, a doença tem dado bastante trabalho para o controle, em especial agora em 2025”, relata.

Para o combate do greening, o pesquisador do Cepea relata que o produtor de laranja tem tido sucesso, mas às custas de aplicações de defensivos cada vez mais intensivas. “Vemos em lavouras adultas casos de até 40 aplicações anuais e em lavouras em formação, essas aplicações ultrapassam as 50 por ano”.

O especialista reforça que 2024 foi um ano de preços um pouco mais altos, o que proporcionou ao produtor uma condição de caixa para conduzir o manejo de forma a reduzir doenças e pragas. “No entanto, os níveis de infestação de greening preocupam para o futuro. De momento, conseguimos perceber que o produtor tem feito um controle bastante intensivo e conseguido mitigar o aumento da doença, mesmo com ela atingindo patamares de quase a metade do cinturão citrícula paulista.”

Maior produção de laranja

O pesquisador lembra que o ano será marcado por maior produção e, consequentemente, rendimento ao produtor. De acordo com o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), a expectativa é de colheita de 314,6 milhões de caixas na atual safra.

“Ainda assim, as condições [de mercado] este ano estão um pouco diferentes do que no ano passado em termos de comercialização da fruta. Nesse período do ano já se tinha um percentual importante de contratos realizados entre indústria e produtores, mas, de momento até agora, o mercado pouco caminhou em termos dessas contratações.”

O pesquisadir do Cepea destaca que, em parte, a morosidade de venda se explica por se tratar de uma safra mais tardia, o que leva produtores e indústrias a esperar mais para realizar contratos.



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