quinta-feira, março 12, 2026

Autor: Redação

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Cuidados essenciais para evitar o excesso de calor nas colmeias no verão


abelha
Imagem gerada por IA

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o verão de 2026 deve apresentar um aumento médio de 1 °C nas temperaturas em todas as regiões do país.

Embora o índice pareça pequeno, a elevação pode alterar significativamente a sensação térmica no interior das colmeias, sobretudo em períodos de alta incidência solar e umidade elevada, provocando estresse térmico com impactos como morte de crias, abandono de colmeias e até a perda de enxames.

Segundo o Doutor em Zootecnia e apicultor, Heber Luiz Pereira, quando a temperatura ultrapassa os 35 ºC, as abelhas necessitam de mais água para a termorregulação interna das colônias.

“As abelhas fazem uma ventilação ativa para baixar a temperatura, batendo as asas na entrada da colônia e levando água para perto dos favos das crias, que são mais sensíveis, para evitar a desidratação”, explica.

Pereira destaca que as caixas de madeira usadas por apicultores e meliponicultores e até mesmo a cera produzida pelas abelhas têm propriedades de isolamento térmico, mas muitas vezes não é o suficiente.

“O apicultor pode ajudar, fornecendo mais espaço dentro da colmeia, com a adição de melgueiras ou a retirada de favos que estejam cheios e substituição por lâminas de cera alveolada. O excesso de calor pode até levar à morte das abelhas, mas em geral elas abandonam as colmeias antes que isso aconteça”, alerta.

A umidade relativa do ar, que aumenta durante o verão, pois a estação costuma ser chuvosa, também pode trazer problemas para as colmeias e para a produção de mel. A umidade pode ser absolvida pelo mel e levar à perda de qualidade, podendo até sofrer fermentação.

Além disso, a alta umidade no interior da colmeia favorece a proliferação de fungos, que podem disseminar doenças e afetar a saúde da colônia.

Prejuízos à polinização

Estudos com diferentes espécies de abelhas e em diversas partes do mundo sugerem que o estresse térmico também pode afetar a provisão do serviço ecossistêmico da polinização.

No artigo “The heat is on: reduced detection of floral scents after heatwaves in bumblebees” (“O calor está intenso: redução na detecção de aromas florais em abelhas Bombus após ondas de calor”), pesquisadores da Universidade de Würzburg, na Alemanha, observaram que ondas de calor prejudicam a comunicação química entre plantas e polinizadores.

De acordo com a publicação, a redução da quimiossensibilidade pode diminuir a capacidade das abelhas de localizar fontes de alimento e levar ao declínio de colônias e populações.

No Brasil

Aqui no Brasil, uma pesquisa orientada pelo professor Breno Freitas, da Universidade Federal do Ceará, indica que o aumento das temperaturas causado pelo aquecimento global já compromete a polinização do maracujá, com reflexos na produtividade, no peso do fruto e da polpa, além do número de sementes.

O estudo mostra que, com a elevação da temperatura ambiente, as mamangavas passam a evitar o forrageamento das flores, pois o aumento da temperatura corporal ao longo do dia pode atingir níveis insuportáveis, levando as abelhas a interromper a atividade para evitar o superaquecimento.

Intitulada “Mudanças climáticas podem prejudicar polinização das culturas nos Neotrópicos: aumento das temperaturas leva abelhas Mamangavas a evitar a polinização das flores do maracujá” a pesquisa foi apresentada em setembro durante a 49ª Apimondia.

Confira algumas dicas e cuidados para evitar o excesso de calor nas colmeias:
  • Aumente a entrada da colmeia (alvado);
  • Forneça espaço na colmeia, adicionando melgueiras ou retirando favos que estejam cheios e substituindo por lâminas de cera alveolada;
  • Utilize uma cobertura sobre a colmeia ou procure instalá-las em áreas sombreadas;
  • Utilize manta térmica;
  • Mantenha uma fonte de água limpa próximo das colmeias (até 500 metros de distância).

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Trump anuncia ofensiva militar na Venezuela e diz que Maduro foi capturado


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que forças norte-americanas realizaram uma ofensiva militar contra a Venezuela, com ataques à capital Caracas e a outras cidades. Segundo ele, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e a primeira-dama, Cilia Flores, teriam sido capturados e retirados do país.

A declaração foi feita nas redes sociais do presidente norte-americano. Trump disse que a operação teve êxito e informou que mais detalhes seriam apresentados em uma coletiva de imprensa prevista para o mesmo dia, em Mar-a-Lago.

Anúncio da ofensiva

De acordo com Trump, a ação envolveu operações por vias aérea e terrestre. Ele afirmou que a ofensiva foi conduzida com participação de forças policiais dos Estados Unidos. O presidente norte-americano não detalhou o número de alvos, nem informou o alcance dos danos provocados.

Relatos indicam movimentações militares em Caracas e em outras regiões do país. Ainda não há informações independentes sobre vítimas, impactos à infraestrutura ou a extensão dos ataques. O governo dos Estados Unidos não divulgou comunicados técnicos sobre a operação.

Reação do governo venezuelano

O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, rejeitou publicamente a presença de tropas estrangeiras no país. Em manifestação oficial, classificou a ação como um ataque ilegítimo e solicitou apoio da comunidade internacional.

Segundo Padrino, a soberania venezuelana foi violada. Ele afirmou que as Forças Armadas do país permanecem em alerta. O governo venezuelano não informou se Maduro segue no comando ou se houve mudança na cadeia de poder.

Acusações e contexto recente

Trump acusa Nicolás Maduro de liderar uma organização criminosa ligada ao tráfico internacional de drogas. Nos últimos meses, os Estados Unidos realizaram bombardeios contra embarcações nas águas do Caribe, alegando combate ao narcotráfico.

Maduro, por sua vez, negou reiteradamente envolvimento com atividades ilícitas. O presidente venezuelano também buscou apoio de organismos internacionais para contestar as acusações e denunciar pressões externas.

Até a última atualização, não havia confirmação independente sobre a captura de Maduro e de sua esposa. Organismos internacionais e governos da região ainda não se pronunciaram oficialmente. A situação permanece em acompanhamento.

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prazo para relatório de cancro e greening termina dia 15



Estado cobra envio de relatório sobre cancro e greening



Foto: Seane Lennon

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio da Defesa Agropecuária, alertou os produtores de citros sobre o prazo para entrega do relatório Cancro/HLB (Greening), que deve ser enviado até 15 de janeiro. O documento precisa ser encaminhado pelo sistema informatizado de Gestão de Defesa Animal e Vegetal (Gedave) e deve conter os resultados das vistorias trimestrais realizadas entre 1º de julho e 31 de dezembro de 2025 em todas as plantas cítricas da propriedade.

De acordo com a Secretaria, o relatório reúne informações das inspeções obrigatórias para Cancro Cítrico e Greening e é exigido de todos os produtores, independentemente da idade das plantas. A pasta reforçou que o atraso ou a não entrega do documento pode resultar em penalidades previstas no Decreto Estadual nº 45.211, de 19 de setembro de 2000.

A obrigatoriedade está alinhada à Portaria MAPA nº 1.326, de 4 de julho de 2025, que instituiu o Programa Nacional de Prevenção e Controle ao HLB. No Estado de São Paulo, a eliminação de plantas com sintomas da doença segue a Resolução SAA nº 88, de 7 de dezembro de 2021, válida para pomares com até oito anos, além do monitoramento e controle do psilídeo em todas as áreas cultivadas. Segundo a Defesa Agropecuária, “o cumprimento das medidas é essencial para a prevenção e o controle das principais doenças da citricultura”.

O Cancro Cítrico é provocado pela bactéria Xanthomonas citri pv. citri e afeta todas as variedades de citros, causando lesões em folhas, frutos e ramos, além de desfolha e queda de frutos em casos de maior incidência. Desde 2017, São Paulo é reconhecido pelo Ministério da Agricultura como área sob Sistema de Mitigação de Risco, o que permite a adoção de medidas fitossanitárias para reduzir o potencial de disseminação da praga e viabilizar a comercialização de frutos sem sintomas no mercado interno e externo.

Já o HLB, também conhecido como Greening, é causado pela bactéria Candidatus Liberibacter spp. e transmitido pelo psilídeo Diaphorina citri. A doença não tem cura e, uma vez infectada, a planta passa a ser fonte de contaminação para o pomar. A Secretaria destacou que o Greening é atualmente “a principal ameaça à citricultura mundial”, o que reforça a importância do monitoramento contínuo e da entrega do relatório dentro do prazo.





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Cepea projeta volatilidade nos preços do café em 2026 com oferta global restrita


café, toxina
Foto: Heckel Junior/Acervo Seagri

O mercado de café deve seguir marcado por forte oscilação de preços ao longo de 2026, diante da combinação entre estoques globais apertados e incertezas sobre a próxima safra brasileira. A avaliação é de pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

No início do ano, a oferta mundial segue restrita, mesmo com a colheita do Vietnã em andamento. Esse quadro tende a sustentar as cotações em níveis elevados, semelhantes aos registrados no segundo semestre de 2025.

Segundo o Cepea, a desaceleração da demanda, no Brasil e no exterior, ainda não foi suficiente para aliviar a pressão sobre os preços.

Oferta limitada sustenta cotações

De acordo com os pesquisadores, o suporte às cotações deve permanecer enquanto não houver maior clareza sobre o desempenho da safra 2026/27 no Brasil. O mercado aguarda informações mais consistentes sobre o enchimento dos grãos e sobre o resultado do último terço do ciclo produtivo.

Somente com esse avanço será possível avaliar de forma mais precisa o equilíbrio entre oferta e demanda e seus reflexos sobre a formação dos preços. Até lá, a tendência é de manutenção da volatilidade.

Safra brasileira traz viés mais positivo

No Brasil, o desenvolvimento da safra 2026/27 ocorre sob condições climáticas mais favoráveis do que as observadas nos últimos anos, apontam pesquisadores do Cepea. Esse cenário abre espaço para uma recuperação do parque cafeeiro, afetado por adversidades climáticas nas últimas cinco safras.

Além do clima, a bienalidade positiva também contribui para uma perspectiva mais favorável. As primeiras projeções de consultorias indicam produção acima de 70 milhões de sacas, com recuperação do arábica e bom desempenho do robusta.

Já as exportações da safra 2025/26 devem ficar abaixo de temporadas anteriores, em razão da menor oferta disponível para comercialização.

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Girassol inicia colheita e mantém preços no RS



Girassol tem produtividade acima de 1,8 mil kg/ha



Foto: Divulgação

A colheita de girassol teve início em áreas do Rio Grande do Sul, conforme o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (1). Na região administrativa de Bagé, produtores de São Borja começaram a retirar a cultura do campo, com cerca de 20% das lavouras já com o ciclo concluído.

A área cultivada no município soma 2.000 hectares, com expectativa de produtividade de 1.800 quilos por hectare e preço em torno de R$ 125,00 por saca de 60 quilos. Segundo o levantamento, “os produtores de São Borja estão em início de colheita”, indicando o avanço dos trabalhos nesta etapa da safra.

Na região administrativa de Santa Rosa, a área plantada com girassol alcança aproximadamente 1.800 hectares, volume que representa o dobro do inicialmente estimado. A produtividade projetada é de 1.830 quilos por hectare. O Informativo Conjuntural aponta que “1% das lavouras está em enchimento de grãos, 75% em maturação e 24% já colhidos”. O preço apresentou elevação na região e foi cotado em R$ 126,13 por saca de 60 quilos, refletindo a movimentação do mercado no período.





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Produtores ampliam sorgo como alternativa ao milho



Área de sorgo chega a 5 mil hectares na região de Bagé



Foto: Pixabay

A semeadura do sorgo avança na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, com destaque para o município de São Borja, mesmo diante do registro de chuvas irregulares. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (1).

De acordo com o levantamento, a previsão é de cultivo de 5.000 hectares na região, com “95% das áreas já implantadas”. O documento aponta que os produtores acompanham o desenvolvimento da cultura ao longo da implantação da safra.

O Informativo registra ainda que o sorgo tem sido adotado como alternativa ao milho por ser considerado “uma opção de menor custo e risco ambiental”, mantendo os benefícios de uma gramínea de verão no sistema de rotação de culturas.





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Produção de melancia cresce, mas mercado preocupa


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (1), o cultivo de melancia e melão apresenta cenários distintos nas regiões produtoras do Rio Grande do Sul, influenciados por condições climáticas, manejo e comportamento do mercado.

Na região administrativa de Pelotas, produtores de melancia ampliaram a área plantada após os bons preços registrados na safra anterior e intensificaram investimentos em tecnologia, com melhorias na adubação e no uso de irrigação. O plantio das cultivares Manchester e Arriba foi concluído de forma escalonada, estratégia adotada para otimizar o uso da mão de obra durante a colheita e os demais manejos. Segundo o informativo, “as chuvas das últimas semanas favoreceram a cultura”, que apresenta bom desenvolvimento e sanidade. A colheita está prevista para iniciar por volta de 10 de janeiro.

Na região de Frederico Westphalen, a colheita de melancia e melão segue em andamento, com frutos que, conforme o levantamento, apresentam boa qualidade.

Já na região de Soledade, o excesso de chuvas tem impactado negativamente as lavouras de melancia. Embora as plantas apresentem vigor, há necessidade de intensificação do manejo fitossanitário para evitar doenças fúngicas e bacterianas. A baixa luminosidade também tem provocado falhas no pegamento dos frutos e redução do sabor e do grau Brix. Em Rio Pardo, ocorre a colheita dos plantios mais precoces, que não são uniformes e apresentam, em parte das áreas, frutos menores, reflexo da primavera mais fria. Ainda assim, o relatório aponta que “a remuneração é satisfatória neste período”, com preços variando de R$ 1,10 a R$ 1,40 por quilo, chegando a R$ 2,00 por quilo na venda direta ao consumidor.

Os plantios intermediários, segundo a Emater/RS-Ascar, apresentam bom potencial produtivo e devem compensar o desempenho dos cultivos precoces. Em algumas áreas, essas lavouras iniciam a colheita com indicadores mais favoráveis. No entanto, o informativo registra ocorrência de abortamento de frutos tanto na melancia quanto no melão. O mercado interestadual, especialmente para São Paulo, segue indefinido, com baixa demanda no momento, cenário que preocupa os produtores, já que o Rio Grande do Sul depende desse canal para o escoamento da produção.





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Produção de feijão deve cair e exportações recuam 53,8%


O ano de 2026 deve marcar a consolidação dos acompanhamentos de preços de feijão realizados pelo Cepea/CNA, com ampla divulgação de preços médios diários em diferentes estados e regiões do Brasil, segundo dados que foram divulgados pelo Cepea. A iniciativa tende a ampliar a transparência e a leitura do mercado para produtores, compradores e agentes da cadeia.

Com esses boletins, as divulgações seguem permitindo compreender melhor as dinâmicas de comercialização. Segundo dados que foram divulgados pelo Cepea, os levantamentos ajudam a comparar o comportamento entre diferentes tipos de feijão e também a identificar como as regiões ofertantes e compradoras influenciam a formação de preços.

Além do feijão, o Cepea, em parceria com a CNA, busca ampliar os acompanhamentos de preços de outros produtos. Entre eles está o caupi, que, conforme referência citada no próprio material, corresponde a pouco mais de 20% da oferta nacional segundo a Conab.

No campo da produção, a Conab estima a temporada 2025/26 em 3 milhões de toneladas, volume 1,8% menor que o registrado na safra anterior. Segundo dados que foram divulgados pelo Cepea, esse recuo entra no cálculo do abastecimento nacional ao longo de 2026.

Considerando os estoques iniciais de janeiro de 2026, projetados em 106,8 mil toneladas, e as importações previstas entre janeiro e dezembro de 2026, de 21,6 mil toneladas, a disponibilidade interna deve alcançar 3,13 milhões de toneladas. Esse total reúne o produto colhido no ciclo e o volume disponível para comercialização no mercado doméstico.

Do lado da demanda, a estimativa é de consumo interno de 2,8 milhões de toneladas em 2026 e exportações de 214,4 mil toneladas. Pesquisadores do Cepea reforçam, segundo dados que foram divulgados pelo Cepea, que o consumo permanece no mesmo nível de 2025.

Já as exportações, ainda conforme pesquisadores do Cepea, devem ser 53,8% menores em 2026. Esse ajuste ocorre após um ano de 2025 com números recordes de embarques, o que muda a referência de comparação para o setor.

Com esse balanço, o estoque final projetado é de 118,4 mil toneladas, semelhante ao observado em 2020/21 (122,4 mil toneladas). Segundo dados que foram divulgados pelo Cepea, esse volume seria suficiente para atender a demanda nacional por apenas 2,2 semanas, sinalizando um nível apertado de cobertura.

Mesmo com esse quadro, pesquisadores do Cepea destacam dois desafios centrais para 2026. O primeiro é encontrar formas de alavancar o consumo interno, que acumulou redução superior a 11% nos últimos seis anos.

O segundo desafio é sustentar um volume expressivo de exportações, especialmente depois do desempenho histórico registrado em 2025. Segundo dados que foram divulgados pelo Cepea, equilibrar mercado doméstico e presença externa deve seguir como ponto-chave para a cadeia do feijão ao longo do ano.





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Safra de cebola confirma produção, mas frustra preços


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (1), a colheita da cebola avança nas principais regiões produtoras do Rio Grande do Sul, com bom desempenho produtivo, mas preços abaixo do esperado para os agricultores.

Na região administrativa de Caxias do Sul, em Nova Roma do Sul, o ciclo da cultura ocorreu de forma mais tardia em relação às safras anteriores. A colheita foi concluída, e o produto apresentou calibre e produtividade considerados satisfatórios. No entanto, o valor pago ao produtor voltou a frustrar as expectativas. Segundo o levantamento, “o preço pago ao produtor ficou muito aquém do esperado, prejudicando a viabilidade econômica”. Os valores variam de R$ 0,80 a R$ 1,10 por quilo para cebola classificada como caixa 3, sem beneficiamento.

Ainda na região, em Caxias do Sul, a colheita segue em ritmo acelerado, mas os preços permanecem baixos, com remuneração em torno de R$ 1,00 por quilo ao produtor. Na Ceasa, a cebola é comercializada por cerca de R$ 2,00 o quilo.

Na região de Pelotas, os principais municípios produtores são São José do Norte, com 1.440 hectares, Tavares, com 225 hectares, e Rio Grande, com 200 hectares, totalizando 1.865 hectares cultivados. Em São José do Norte, a colheita alcança aproximadamente 90% da área plantada, confirmando boa produtividade. A comercialização está em andamento, com cerca de metade da produção já vendida. O Informativo aponta, contudo, queda nos preços e variações entre as praças de comercialização, atribuídas a fatores locais, como acesso aos mercados, tipo de venda e volume disponível.

Já nos municípios de Herval e Pedras Altas, as lavouras destinadas à produção de sementes encontram-se em plena floração, com desenvolvimento e sanidade adequados. A expectativa é de rendimentos satisfatórios ao final do ciclo.





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SP inicia primeira etapa da vacinação contra brucelose


A primeira etapa de 2026 da Campanha de Vacinação contra a Brucelose no Estado de São Paulo teve início nesta quinta-feira, 1º de janeiro, conforme o calendário estabelecido pela Resolução SAA nº 78/24 e pelas Portarias 33/24 e 34/24. A informação foi divulgada pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), que orienta que, até 30 de junho, devem ser imunizadas bovinas e bubalinas com idade entre três e oito meses.

A Defesa Agropecuária, vinculada à SAA, destacou que a vacinação deve ser realizada exclusivamente por médico-veterinário cadastrado, uma vez que se trata de vacina viva, com risco de infecção para quem a manipula. Além de aplicar o imunizante, o profissional é responsável pela emissão do atestado de vacinação ao produtor. A relação dos médicos-veterinários cadastrados na Defesa Agropecuária para realizar a vacinação em diversos municípios do Estado de São Paulo está disponível em https://www.defesa.agricultura.sp.gov.br/credenciados/.

Segundo a Secretaria, o médico-veterinário deve cadastrar o atestado no sistema informatizado de gestão de defesa animal e vegetal (Gedave) em até quatro dias após a aplicação, respeitando o período oficial da campanha, procedimento que valida a imunização dos animais.

Desde outubro de 2024, está em vigor no Estado de São Paulo um modelo alternativo de identificação dos animais vacinados contra a brucelose, o primeiro do país aprovado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A alternativa consiste no uso de bottons auriculares, de adoção facultativa, em substituição à marcação a fogo. De acordo com a SAA, a medida visa ampliar o bem-estar animal, melhorar o manejo e aumentar a segurança de produtores e profissionais responsáveis pela vacinação.

Conforme as portarias que regulamentam a campanha, o botton amarelo identifica fêmeas vacinadas com a vacina B19, enquanto o botton azul é utilizado para as vacinadas com a RB51. Antes da mudança, a identificação era feita por marcação a fogo, com o algarismo do ano corrente ou com a marca em “V”, conforme o tipo de vacina aplicada. Em casos de perda ou dano do botton, a Secretaria orienta que seja solicitada nova identificação ao médico-veterinário responsável ou à Defesa Agropecuária. Quando não for possível a utilização do botton, a identificação deve seguir as normas do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose.

A Defesa Agropecuária também informou que o uso do botton é válido apenas dentro do território paulista e que não é permitido o trânsito interestadual de animais identificados por esse modelo alternativo.





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