quinta-feira, maio 14, 2026

Autor: Redação

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Abelha nativa pode ser chave no controle da dengue, aponta estudo



Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), Universidade de Brasília (UnB) e de duas startups de Ribeirão Preto encontraram um composto capaz de matar larvas do mosquito da dengue (Aedes aegypti) na própolis produzida pela abelha sem ferrão conhecida como mandaçaia (Melipona quadrifasciata).

Apoiado pela Fapesp e por um projeto financiado pelo Ministério da Saúde, o trabalho busca agentes larvicidas naturais que combatam o mosquito causador de viroses como dengue, febre amarela, chikungunya e zika. Atualmente, no combate, se utiliza um inseticida químico tóxico ao ambiente.

“As abelhas são conhecidas por recolher materiais na natureza para compor a colônia, que em certos casos podem atuar protegendo contra bactérias e fungos invasores. Fizemos uma série de análises na geoprópolis, que mistura resinas vegetais com partículas de terra ou argila em sua composição. Observamos que o diterpeno presente nela era responsável pela atividade larvicida”, afirma Norberto Peporine Lopes, professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP-USP).

Lopes coordena o projeto “Inventariando o metabolismo secundário através da metabolômica: contribuição para a valoração da biodiversidade brasileira”, apoiado pela Fapesp no âmbito do Programa Biota.

A publicação dos resultados ocorreu na revista Rapid Communications in Mass Spectrometry.

Os resultados

Em larvas de Aedes aegypti, os pesquisadores compararam a ação da própolis tradicional, produzida pela abelha-europeia (Apis mellifera), com a da geoprópolis da mandaçaia. A primeira teve uma atividade muito baixa, mesmo após 72 horas de exposição. Nos ensaios com a geoprópolis, porém, ocorreu a morte de 90% das larvas em 24 horas e de 100% em 48 horas.

Análises realizadas com ferramentas computacionais apontaram o diterpeno como o mais provável agente larvicida entre os compostos presentes na geoprópolis. Ao estudar os hábitos das abelhas em Bandeirantes, no Paraná, onde os pesquisadores coletaram a geoprópolis, observou-se que as mandaçaias visitam frequentemente plantações de pinus (Pinus elliottii), espécie de árvore do hemisfério Norte cultivada no Brasil para a exploração de madeira e resina.

“Era sabido que a composição química da própolis é influenciada pelas resinas coletadas para a construção e proteção dos ninhos, assim como pela composição florística do ambiente, do bioma e de fatores sazonais. Nesse caso, ficou claro que a resina do pinus, processada pela saliva das mandaçaias, é que proporciona a ação larvicida”, conta Luís Guilherme Pereira Feitosa, primeiro autor do artigo, realizado com apoio da Fapesp durante doutorado na FCFRP-USP.

Abelha brasileira

As mandaçaias são especialmente interessantes porque são de fácil cultivo, não têm ferrão e são nativas do Brasil. Assim, uma das ideias dos pesquisadores é a valoração de outros produtos produzidos por elas, além do mel.

No caso da própolis, a da mandaçaia se diferenciou da de outras abelhas nativas analisadas no estudo, encontradas no mesmo município: a borá (Tetragona clavipes), a mirim (Plebeia droryana) e a jataí (Tetragonisca angustula). A própolis das três espécies, também nativas e sem ferrão, teve baixa atividade larvicida.

Os pesquisadores explicam que o volume de geoprópolis produzido pelas mandaçaias é muito baixo, o que torna inviável seu uso como agente larvicida. No entanto, o fato de o diterpeno estar na resina do pinus é uma boa notícia. Produzida em larga escala para diversas aplicações industriais, como solventes e colas, é possível submeter a processos químicos que mimetizam o que é o processo realizado pelas mandaçaias.

“São modificações que podem formar moléculas com maior atividade do que o composto original e que podem ser induzidas em biorreatores, equipamentos presentes na indústria farmacêutica”, afirma Lopes.

Abrindo novas portas

Segundo Feitosa, o fluxo de trabalho usado no estudo, envolvendo diferentes técnicas de espectrometria de massas, é aplicável na busca de compostos para os mais variados fins. “Atualmente, buscamos moléculas naturais com ação contra tumores”, diz o pesquisador, que agora realiza pós-doutorado na FCFRP-USP.

Ainda mais, o projeto do Ministério da Saúde, coordenado pela professora Laila Salmen Espindola, da UnB, proporcionou a descoberta de outro composto larvicida, presente no óleo essencial de uma planta já produzida em larga escala. O ministério, em posse dos dados, ainda não publicou a descoberta

Os pesquisadores, inclusive, produziram um pó e um comprimido à base do óleo essencial que protegem a água por até 24 dias. O pó mata imediatamente as larvas, enquanto o comprimido, de liberação lenta, se dissolve aos poucos e mantém a água livre dos mosquitos.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Sobe para 16 o número de galinhas-d’angola mortas no BioParque do Rio



O BioParque do Rio confirmou, nesse sábado (26), que o número de galinhas-d’angola mortas na área da Savana Africana subiu para 16, além de dois pavões também contaminados pelo vírus H5N1, causador da gripe aviária. O espaço, que conta com um rio de 250 metros de extensão e uma passarela suspensa, permanece interditado por 14 dias, conforme protocolos internacionais de biossegurança.

A equipe técnica do parque, composta por médicos-veterinários, biólogos e zootecnistas, realiza monitoramento contínuo dos animais para identificar precocemente sinais clínicos da doença. As demais áreas do BioParque continuam abertas ao público, com todas as medidas de segurança adotadas, enquanto as visitações na Savana Africana permanecem temporariamente suspensas para avaliação de risco.

De acordo com a nota, o caso está sendo acompanhado com o apoio das autoridades sanitárias competentes. A transmissão do vírus H5N1 para humanos é rara, mas, caso algum visitante ou funcionário apresente sintomas respiratórios durante o período de monitoramento, será aberto um protocolo para caso suspeito, e a pessoa deverá cumprir isolamento domiciliar.

Gripe aviária no BioParque

A confirmação é um desdobramento do comunicado divulgado na terça-feira (22), quando o BioParque informou que, após análise laboratorial realizada pelo laboratório de referência do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), foi detectada a infecção por influenza aviária como causa da morte de nove galinhas-d’angola no Zoológico da Quinta da Boa Vista, ocorrido na quinta-feira passada (17). O diagnóstico foi validado pelas autoridades sanitárias competentes.

O comunicado informou que as amostras foram encaminhadas ao laboratório de referência do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em Campinas (SP), e o diagnóstico foi validado por autoridades sanitárias.

Com informações divulgadas pela Agência Brasil.



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CNA levanta custos da produção de ovos, leite e outras culturas



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizou nesta semana novos painéis do projeto Campo Futuro, com foco no levantamento dos custos de produção de grãos, leite, ovos e cana-de-açúcar. As atividades ocorreram em propriedades nos estados da Bahia, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro, com produtores, técnicos, sindicatos e federações estaduais.

Painéis da CNA em MS

No caso dos grãos, os painéis aconteceram em Maracaju, no Mato Grosso do Sul, e em Luís Eduardo Magalhães, na Bahia. A soja teve produtividade de até 68 sacas por hectare, mesmo com adversidades climáticas e ataque de pragas.

O milho segunda safra também teve desempenho satisfatório, enquanto o sorgo manteve boa produtividade, com aumento de custos devido ao manejo tecnificado. O milheto surgiu como alternativa promissora, com rendimento de 25 sacas por hectare.

Rio de Janeiro

A produção de leite foi avaliada em Itaperuna, no Rio de Janeiro, onde a propriedade modal registrou média de 150 litros por dia, com vacas da raça Girolando. A atividade representa a principal fonte de renda da fazenda, com destaque para os custos com alimentação do rebanho, que respondem por 43% do total. Também pesam no orçamento os gastos com mão de obra e despesas administrativas.

Em Bastos, interior de São Paulo

Em Bastos, interior de São Paulo, o painel analisou a produção de ovos em uma granja com 300 mil aves por ano, operando no sistema californiano. A alimentação das galinhas foi o item de maior peso no custo, o que representa cerca de 60%.

Além disso, a organização da produção em lotes e o planejamento da recria foram citados como pontos importantes para manter a viabilidade econômica do negócio.

CNA analisa custos da cana-de-açúcar

A análise da cana-de-açúcar em São Manuel, também em São Paulo, mostrou expectativa de produtividade de 80 toneladas por hectare. Mesmo com receita suficiente para cobrir os custos operacionais, ainda há prejuízo quando se considera a remuneração da terra e do capital.

Os principais gastos estão relacionados a insumos e maquinário, com destaque para fertilizantes e corretivos. O plantio manual segue como um fator que pressiona os custos totais da atividade.



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Capim rabo-de-raposa no pasto? Estas dicas ajudam a eliminá-lo


Pecuaristas, a presença do capim rabo-de-raposa (também conhecido como setária ou rabo-de-gato) é um problema que se alastra rapidamente e preocupa criadores, especialmente em regiões onde antes não era comum. Assista ao vídeo e entenda mais sobre este problema nas pastagens.

Fábio Nascimento, produtor rural de Belo Horizonte (MG), enfrenta essa infestação em seu pasto de andropogon e buscou ajuda para erradicá-la.

Nesta quinta-feira (25), o engenheiro agrônomo Március Gracco, da Intensifique Consultoria Agropecuária, respondeu à dúvida no quadro “Giro do Boi Responde”. Ele explicou as causas da infestação e as estratégias mais eficazes para o controle dessa erva daninha.

Entendendo o problema do rabo-de-raposa

Március Gracco explica que o surgimento do capim rabo-de-raposa em pastagens é, em geral, um indicativo de algum erro no manejo anterior da área. As principais causas que favorecem a infestação dessa gramínea são:

  • Gradeamento excessivo: Áreas que sofreram gradeamento muito intenso tendem a causar uma inversão na argila do solo, levando-a para camadas mais profundas. Isso deixa a superfície do solo mais arenosa e, consequentemente, mais propensa a encharcamentos, condições que favorecem o desenvolvimento do capim rabo-de-raposa.
  • Acidez do solo: Solos com alta acidez também contribuem significativamente para a disseminação do capim rabo-de-raposa, pois não oferecem as condições ideais para o desenvolvimento pleno do pasto principal da fazenda.

Esse capim é particularmente complicado de ser controlado porque se trata de uma gramínea infestando outra gramínea, o que dificulta o controle seletivo sem prejudicar a forrageira desejada.

Prevenção: o controle cultural é fundamental

Foto: Reprodução

Antes mesmo de pensar nas estratégias de controle direto, a prevenção é, de longe, a melhor abordagem. Március Gracco enfatiza a importância do controle cultural desde a implantação ou reforma da pastagem:

  • Reforma bem-feita: Ao reformar uma área, é crucial realizar todas as correções de solo necessárias e utilizar o gradeamento de forma eficaz, mas controlada. O objetivo é “resetar” o solo e criar um ambiente favorável ao estabelecimento e desenvolvimento saudável da pastagem perene.
  • Sementes de qualidade: Invista em sementes com o maior valor cultural possível. Sementes com baixo valor cultural (por exemplo, 50%) contêm muitas impurezas, que podem incluir sementes de capim rabo-de-raposa não identificadas na especificação do produto, introduzindo o problema no pasto desde o início.

Estratégias de controle: mecânico e químico

Para pastagens que já estão infestadas, as estratégias de controle dependem diretamente da severidade e extensão da infestação:

  • Situação atual do pasto: Se a infestação for muito alta e comprometer a maior parte da área, a reforma completa do pasto pode ser a melhor e mais econômica opção a longo prazo. No entanto, se ainda houver uma boa densidade da sua forrageira principal (com sete a oito plantas por metro quadrado da sua cultura principal), é possível tentar estratégias de controle mais pontuais.
  • Controle mecânico: A catação manual com enxadão é uma opção. Contudo, essa prática é considerada difícil e inviável para grandes áreas devido à escassez e ao alto custo da mão de obra.
  • Controle químico:
    • Jato dirigido: Para infestações menos densas, pode-se usar glifosato em jato dirigido para não atingir e prejudicar o pasto principal.
    • Misturas para infestação alta: Em casos de infestação muito alta e generalizada, pode-se recorrer a misturas com trifluralina ou MSMA. No entanto, para que esses herbicidas sejam eficazes, o capim precisa de umidade no solo. Aplicá-los no capim velho e seco não trará os resultados esperados.

A recomendação mais eficaz é fazer uma roçada no capim rabo-de-raposa e esperar que ele germine novamente com a chegada das chuvas.

Nesse momento, com a planta jovem e o solo úmido, o herbicida terá maior eficácia. Pode-se utilizar glifosato (se aplicado de forma dirigida) ou MSMA/trifluralina (em área total, desde que sejam seletivos para o seu pasto principal).

Eliminar o capim rabo-de-raposa exige um manejo integrado e atenção à qualidade das sementes utilizadas, garantindo que sua pastagem se desenvolva plenamente sem a competição prejudicial dessa erva daninha, o que resultará em maior produtividade para sua fazenda.



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Fungicidas se destacam no controle do oídio no trigo


Os Fungicidas da Sipcam Nichino Brasil demonstraram alta eficácia no controle do oídio em trigo durante os Ensaios Cooperativos de Rede da safra 2024. A avaliação, conduzida por 17 instituições de pesquisa em municípios do Paraná e do Rio Grande do Sul, apontou a associação entre os produtos Domark® Excell e Fezan® Gold como uma das mais eficientes, com índice de controle chegando a 85,8%.

As análises foram realizadas em 11 lavouras nas cidades de Campo Mourão, Guarapuava, Palmeira, Ponta Grossa (PR), e Jaboticaba, Passo Fundo, Santa Bárbara do Sul, Cruz Alta, Coxilha e Pelotas (RS). Segundo José de Freitas, engenheiro agrônomo da companhia, os fungicidas à base de tetraconazole têm se destacado nos últimos anos pelo desempenho contra oídio, uma doença foliar que aparece logo após a emergência das plantas e pode evoluir rapidamente.

Além do controle eficaz, a estratégia da empresa resultou em um dos maiores rendimentos das áreas avaliadas, com média de 4,5 mil quilos de trigo por hectare. Freitas alerta que, se não controlado, o oídio pode causar perdas de até 60% na produtividade, especialmente em cultivares suscetíveis.

A Sipcam Nichino, de origem ítalo-japonesa, atua no Brasil desde 1979 e é fruto da união entre a italiana Sipcam, especializada em agroquímicos pós-patentes, e a japonesa Nichino, pioneira no desenvolvimento de moléculas para proteção de cultivos.

“Nos últimos anos, fungicidas à base de tetraconazole têm se destacado no controle do oídio”, reforça José de Freitas, engenheiro agrônomo, da área de desenvolvimento de mercado. “Não controlado, pode diminuir a produção de grãos em até 60%, uma vez que há cultivares altamente suscetíveis no mercado”, conclui.

 





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Queijos maturados: qual é o jeito certo de consumir?


Comer um bom queijo maturado é uma experiência que começa muito antes da primeira mordida. Quem entende do assunto sabe que a forma como você armazena e prepara esse produto faz toda a diferença no sabor e na textura.

E foi pensando nisso que Luis Fernando Bruno Delgado, produtor de queijos na Fazenda Santa Helena, em Sete Barras (SP) decidiu compartilhar sua dica especial com os seguidores do Porteira Aberta Empreender.

Homem em frente a uma pastagem de búfalasHomem em frente a uma pastagem de búfalas
Luis Fernando Bruno Delgado, produtor de queijos.
Foto: Fabiana Bertinelli | Canal Rural

A dica é simples, mas faz toda a diferença. Se o queijo estiver amanhecido na geladeira — ou seja, guardado de um dia para o outro — a recomendação é deixá-lo fora da geladeira por pelo menos meia hora antes do consumo. “Isso ajuda a realçar os sabores e trazer de volta a textura ideal do queijo”, explica Delgado.

Após o consumo, nada de deixar o queijo descoberto ou guardado de qualquer jeito. “Recomendamos envolvê-lo em plástico filme e colocá-lo novamente na geladeira”, ensina o produtor.

No entanto, esse cuidado ajuda a manter o queijo conservado por mais tempo, evita o ressecamento e mantém as propriedades do produto.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

Deguste seu queijo

Após seguir esse passo a passo, vem a melhor parte: saborear. “Depois dessas dicas maravilhosas, você pode degustar um ótimo queijo”, finaliza Delgado com simpatia e orgulho da produção local.

Compartilhe com a gente a sua dica, mande uma mensagem no nosso WhatsApp. Saber como cuidar dos alimentos que vêm do campo é valorizar a origem, o trabalho e o sabor que eles carregam.



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Conectividade no campo viabiliza agricultura mais eficiente


A conectividade rural tem se consolidado como uma das principais aliadas da transformação digital no agronegócio. Tecnologias como redes LTE privadas, conexões via satélite, 5G, LPWAN e LoRa vêm permitindo o uso de sensores, automação, plataformas digitais e sistemas de rastreabilidade, mesmo em áreas remotas, onde o acesso à internet ainda é um desafio.

Sem conexão, torna-se inviável implementar soluções que aumentam a produtividade, otimizam recursos e reduzem impactos ambientais. Por isso, a conectividade passou a ser tratada como infraestrutura essencial, ao lado da energia e da logística. A escolha da tecnologia ideal depende da realidade de cada propriedade, o que tem impulsionado o desenvolvimento de soluções modulares, combinando diferentes redes para atender às especificidades regionais.

“Falar em agricultura moderna com maior produtividade, menores custos e menor impacto ambiental, é falar em tecnologia. Sem conectividade, nada disso acontece”, destaca Vice-Presidente de marketing e vendas da Hughes, Ricardo Amaral. “Nossa missão é levar conexão onde ela é mais necessária. Em muitos lugares, a conexão por satélite é único caminho possível para o produtor acessar plataformas digitais, sensores, automação, rastreabilidade e outros recursos essenciais para um agro mais eficiente”, completa.

Essa abordagem tem sido aplicada em diversos projetos pelo país, como os apresentados pela Hughes do Brasil durante o AGROtic 2025. A empresa mostrou como a conectividade híbrida e o sensoriamento remoto vêm transformando a gestão agrícola, proporcionando maior controle e tomada de decisão baseada em dados.

O avanço da conectividade no campo representa mais do que acesso à internet: significa abrir portas para inovação, inclusão digital e um agro mais competitivo e sustentável, preparado para os desafios da próxima década.

 





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GNV cai 0,21% no Sul e custa R$ 4,84


O preço médio do Gás Natural Veicular (GNV) registrou uma leve queda de 0,21% na Região Sul durante a primeira quinzena de julho, alcançando R$ 4,84 por metro cúbico. Os dados são do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que acompanha os valores praticados nos postos de combustíveis com base nas transações registradas.

Entre os estados do Sul, apenas o Rio Grande do Sul apresentou alta no período, com acréscimo de 4,19%, elevando o preço médio do GNV para R$ 4,72/m³. No Paraná, houve queda de 1,03%, com o metro cúbico sendo comercializado a R$ 4,81. Já em Santa Catarina, a redução foi de 0,39%, com o preço médio fixado em R$ 5,07/m³, o mais alto da região.

Segundo Renato Mascarenhas, diretor de Rede de Abastecimento da Edenred Mobilidade, apesar da alta no Rio Grande do Sul, o recuo nos outros dois estados contribuiu para a queda média regional. Ele destaca que o cenário é de relativa estabilidade e que o GNV continua sendo uma alternativa vantajosa para motoristas que buscam economia.

As variações, segundo o levantamento, são pontuais e podem estar relacionadas a ajustes locais de distribuição ou revisões tarifárias. Mesmo com oscilações, o GNV se mantém competitivo frente a outros combustíveis, reforçando seu apelo econômico.

“O GNV segue com variações pontuais no Sul, mas o cenário geral é de leve recuo no preço médio. A queda observada no Paraná e em Santa Catarina puxou essa média para baixo, enquanto o Rio Grande do Sul destoou com uma alta mais expressiva, o que pode estar ligado a ajustes locais na distribuição ou revisão tarifária. Ainda assim, os preços seguem relativamente estáveis na comparação com outros combustíveis, o que mantém o GNV como uma alternativa viável para quem busca economia no abastecimento”, aponta.

 





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Crise no Oriente Médio pressiona custos do agro


A crescente tensão entre Irã e Israel já impacta diretamente o agronegócio nacional, principalmente nos custos com insumos e logística. Segundo Leandro Avelar, CEO da JPA Agro, em artigo publicado recentemente, o conflito geopolítico ultrapassa as manchetes e chega ao campo, influenciando o planejamento financeiro e a competitividade dos produtores.

Avelar destaca que a interrupção na produção de ureia no Irã e no Egito, fornecedores relevantes para o Brasil, fez os preços dispararem. O país depende de importações para mais de 85% dos fertilizantes usados, sendo 17% da ureia vinda do Irã. Ao mesmo tempo, o petróleo Brent teve alta superior a 7%, o que refletiu em aumentos de até 15% no preço do diesel, encarecendo o frete e outras operações agrícolas.

Além disso, o impacto vai além da lavoura: ele atinge a cadeia de grãos, a produção de ração e o mercado de proteínas, já que países da região respondem por cerca de 7% das exportações brasileiras do setor. Um eventual bloqueio de rotas marítimas, como o Estreito de Ormuz, poderia intensificar ainda mais esses efeitos.

Apesar do cenário desafiador, Avelar aponta que o Brasil segue colhendo boas safras e com posição forte no comércio global. Mas alerta: é hora de o produtor agir com inteligência, antecipar compras, proteger margens e operar com visão estratégica. Em tempos de volatilidade, informação e agilidade são os maiores ativos do campo.

“É necessário que o produtor rural brasileiro não pense apenas em grãos e máquinas, mas coloque no dia a dia informação, estratégia e resiliência. Nosso agro é gigante, mas não é uma ilha. Só considerando o que acontece à nossa volta é que garantimos que o Brasil siga sendo o celeiro do mundo, mas agora, um celeiro conectado, eficiente e preparado para qualquer tempestade global”, conclui.

 





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