terça-feira, maio 12, 2026

Autor: Redação

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“Cozinha do boi”: conheça os ingredientes para a nutrição precisa e lucrativa do gado


Pecuaristas, a construção de margem na pecuária intensiva depende de um fator crucial: a nutrição. Mais do que apenas misturar ingredientes, o conceito moderno de “cozinha do boi” envolve a nutrição de precisão, com ingredientes selecionados e tecnologia de ponta. Essa abordagem visa fazer o gado ganhar peso de forma eficiente, saudável e sustentável, resultando em um lucro maior para o produtor. Assista ao vídeo.

Em uma reportagem especial no confinamento JBS de Guaiçara, no estado de São Paulo, o Giro do Boi entrevistou Fabrizio Oristanio, da Salus Nutrição Animal, parceira dos boitéis JBS.

Ele destacou que a qualidade da dieta é o que realmente “manda no jogo” e na construção de margem na engorda no cocho.

Tecnologias que transformam o cocho em resultado

Bovinos com sangue Angus em confinamento na Agropecuária Maragogipe. Foto: Reprodução/Agropecuária MaragogipeBovinos com sangue Angus em confinamento na Agropecuária Maragogipe. Foto: Reprodução/Agropecuária Maragogipe
Bovinos com sangue Angus em confinamento na Agropecuária Maragogipe. Foto: Reprodução/Agropecuária Maragogipe

Fabrizio Oristanio explica que o que está dentro do cocho é muito mais do que parece. É o resultado de um trabalho intenso de pesquisa e tecnologia, com o objetivo de produzir carne de forma rentável e sustentável.

A Salus, uma empresa brasileira que faz parte do grupo francês Avril, é especializada em desenvolver e criar tecnologias para melhorar o desempenho dos animais.

O portfólio da Salus inclui inovações que transformam a dieta em resultados econômicos para toda a cadeia produtiva:

  • Óleos essenciais (fitogênicos): Mapeiam os microrganismos do rúmen, tornando a digestão mais eficiente. Com isso, o animal aproveita melhor os nutrientes, desperdiçando menos e produzindo menos metano. Essa tecnologia é uma alternativa aos antibióticos e ionóforos.
  • Enzimas fibrolíticas: Funcionam como catalisadores, acelerando a quebra das partículas do alimento no rúmen. Elas “desencerram” os nutrientes, tornando-os mais digestíveis. Isso resulta em um maior GMD (Ganho Médio Diário) e fezes menos ricas, com menos nutrientes desperdiçados no ambiente.
  • Probióticos (Bacillus subtilis e Licheniformis): Bactérias que estimulam o bem-estar e a saúde do animal, competindo com as bactérias ruins no intestino e melhorando o ambiente digestivo.
  • Taninos hidrolisáveis (King Brown): Compostos que aumentam as proteínas bypass para o animal, diminuem os índices de diarreia e promovem a modulação ruminal, melhorando o desempenho e o bem-estar.

Sustentabilidade, bem-estar e o papel do agronegócio

Bovinos de corte em confinamento. Foto: ReproduçãoBovinos de corte em confinamento. Foto: Reprodução
Bovinos de corte em confinamento. Foto: Reprodução

Fabrizio Oristanio ressalta que o conceito de sustentabilidade vai muito além do aspecto ambiental, abrangendo o econômico e o social.

O uso dessas tecnologias modernas na “cozinha do boi” visa criar um animal saudável e sustentável, que resulta em um produto socialmente justo, ambientalmente correto e financeiramente lucrativo.

A sinergia entre nutrição e bem-estar é intrínseca. A tecnologia embarcada na dieta ajuda o animal a se adaptar melhor, como é o caso de um isotônico com probióticos usado na recepção de gado que chega de longas viagens. Esse produto melhora o consumo de água e matéria seca, reduzindo o estresse e as perdas.

Essa abordagem tecnológica e o trabalho científico por trás da nutrição animal são fundamentais para que o Brasil continue sendo um expoente na produção de proteína animal, gerando riqueza e fornecendo comida de qualidade para o mundo, com responsabilidade e sustentabilidade.



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AgroNewsPolítica & Agro

Estados Unidos importaram 7,6 milhões de sacas de 60kg dos Cafés do Brasil no ano-cafeeiro 2024


Os Estados Unidos foram responsáveis pela compra de 16,5% do total de 46,1 milhões de sacas dos Cafés do Brasil exportados no ano-cafeeiro de 2024. Com um volume de 7,6 milhões de sacas de 60kg compradas, o País norte-americano liderou o ranking dos maiores países importadores dos cafés brasileiros em 2024.

O ano-cafeeiro de 2024 marcou o maior volume de exportação dos Cafés do Brasil em um único ano, com a venda de 46,1 milhões de sacas de 60 kg, o que corresponde a um crescimento de 30,6% em comparação com as 35,3 milhões de sacas exportadas em 2023. Na mesma base de comparação, as importações dos Estados Unidos aumentaram significativamente 40,7%, passando de 5,4 milhões de sacas em 2023 para 7,6 milhões de sacas em 2024.

É oportuno destacar que os dados estatísticos e demais números da produção cafeeira nacional e internacional, que estão permitindo realizar esta análise, foram extraídos do Sumário Executivo do Café – Julho 2025, estudo que é elaborado e divulgado mensalmente pela Secretaria de Política Agrícola – SPA, do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento – Mapa, cujas edições também estão disponíveis na íntegra no Observatório do Café do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café.

Para complementar essa análise focada apenas nas exportações dos Cafés do Brasil no ano-cafeeiro 2024, conforme indicado no Sumário Executivo, os cinco principais países importadores, em ordem decrescente, são: Estados Unidos, em primeiro lugar, respondendo por cerca de 16,5% das vendas, totalizando 7,6 milhões de sacas de 60 kg.

A Alemanha ocupa a segunda posição nesse ranking, com 7,3 milhões de sacas, o que representa 15,8% das vendas nacionais em 2024. Em seguida, está a Bélgica, que, após um aumento significativo de 100% em relação a 2023, importou 4,4 milhões de sacas. Esse volume representa 9,5% das exportações brasileiras no ano de 2024. Na quarta posição, encontra-se a Itália, com 3,9 milhões de sacas, representando cerca de 8,5% do total.

Por fim, em quinto lugar, está o Japão, cujas importações de café brasileiro no ano cafeeiro de 2024 totalizaram 2,3 milhões de sacas, representando, dessa forma, 5% das vendas nacionais no período. As compras de Espanha, Turquia, Holanda, Rússia, Reino Unido, Coréia do Sul, Canadá, Suécia, França e Colômbia completaram a totalidade das vendas dos Cafés do Brasil no ano-cafeeiro de 2024.

Leia na íntegra o Sumário Executivo do Café – Julho 2025, elaborado pela SPA/Mapa, pelo link:

http://www.consorciopesquisacafe.com.br/images/stories/noticias/2021/2025/Julho/Sumario_Cafe_julho_2025.pdf

Conheça todo o acervo de publicações da Embrapa Café e faça download gratuito dos arquivos pelo link:

https://www.embrapa.br/cafe/publicacoes

Confira as ANÁLISES (Análises e notícias da cafeicultura) divulgadas pelo Observatório do Café no link abaixo:

http://www.consorciopesquisacafe.com.br/index.php/imprensa/noticias

Consócio Pesquisa Café – Conheça os Atos Constitutivos do Consórcio Pesquisa Café e o seu respectivo Regimento Interno:

http://www.consorciopesquisacafe.com.br/index.php/consorcio/separador2/atos-constitutivos-e-regimentos





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transformação no Instituto dos Cegos de Cuiabá



A doação regular de bebida de soja, utilizada nas refeições e no preparo de alimentos, fortalece a rotina nutricional dos alunos do Instituto dos Cegos do Estado de Mato Grosso (Icemat), em Cuiabá (MT). O benefício é resultado da parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), por meio do programa Agrosolidário.

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Bebida de soja

Servida no café da manhã, no lanche da tarde e até em bolos preparados na cozinha da instituição, a bebida é bem aceita e faz parte do cardápio diário de cerca de 60 pessoas atendidas pelo Icemat. “A bebida é muito nutritiva, e os alunos gostam bastante. Além de fortalecer, também agrada no sabor”, conta a cozinheira Edevanir Nascimento.

A iniciativa vai além da alimentação. A parceria entre Aprosoja MT e Icemat contribui para o bem-estar físico, mental e social dos alunos, com suporte essencial para a autonomia e o desenvolvimento pessoal de pessoas com deficiência visual.

Depoimentos

Vera Lúcia Martins dos Santos, de 60 anos, é uma das alunas beneficiadas. Após perder a visão, encontrou no Instituto o apoio necessário para reconstruir sua trajetória. “Aqui eu tive apoio para viver de novo como uma pessoa normal. Terminei os estudos, hoje faço cursinho e vou fazer o ENEM. A bebida de soja é excelente, fortalece o corpo, faz bem para a pele e para a saúde em geral.”

O vice-presidente, Thiago Lima, reforça a importância da ação: “A instituição é filantrópica, então, com o apoio da Aprosoja MT conseguimos garantir uma alimentação de qualidade para os nossos atendidos. Esperamos que essa parceria, que já tem muitos anos, dure por muito mais.”

Fundado há mais de 40 anos, o instituto oferece aulas de Braille, informática adaptada, orientação e mobilidade, apoio escolar e até internato para estudantes do interior. A união com o setor produtivo é um exemplo de como o campo pode gerar impacto positivo direto na vida de quem mais precisa.



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Redução de abates deve limitar efeitos do tarifaço sobre o preço da carne bovina



Diante do anúncio das tarifas adicionais sobre as exportações de carne bovina para os Estados Unidos, que entram em vigor nesta quarta-feira (6), a União Nacional da Pecuária, entidade que representa 45% de todo o rebanho brasileiro, orientou seus associados a vender apenas o necessário para cumprir compromissos já assumidos, até que o mercado se estabilize.

Para Alcides Torres, analista de mercado e diretor da Scot Consultoria, a medida pode ajudar a recuperar os preços para o patamar anterior ao tarifaço.

“Essa orientação de não vender é uma estratégia interessante para estimular a valorização dos preços. No cenário atual, nem se trata exatamente de fazer os preços subirem, mas de recuperar o valor que era praticado antes do anúncio das tarifas. Normalmente, nessa época do ano a oferta já tende a cair naturalmente. Por isso, o impacto negativo foi bem menor do que o mercado esperava. Hoje, inclusive, os preços já começaram a reagir. O escoamento da carne melhorou e a oferta está mais restrita, em parte por causa da própria queda de preços”, explica Alcides.

Ainda de acordo com o diretor da Scot, uma das principais alternativas para lidar com os impactos do tarifaço será o redirecionamento das exportações de carne bovina para outros mercados.

“Na prática, com uma tarifa de 50%, o que temos é quase um embargo. Fica inviável competir com esse custo. E o mercado reage muito mais às expectativas do que aos fatos em si. Esse clima de insegurança faz o comprador pressionar o preço para baixo. O primeiro impacto foi aqui mesmo, no mercado interno, afetando os pecuaristas, não o consumidor final. De todo modo, apenas 2% da carne brasileira é exportada para os Estados Unidos. Por isso, redirecionar esse volume para outros países será uma tarefa relativamente simples.”

Queda no abate pode sustentar preços

Apesar do cenário desafiador, Alcides acredita que, com a redução nos abates, as cotações do boi gordo devem se manter firmes pelos próximos dois anos.

“Estamos em plena entressafra, com menor oferta de animais prontos para o abate. Mesmo com o mercado externo pressionado, acredito na recuperação dos preços. A pecuária brasileira é muito grande, muito forte, poia exportamos para mais de 125 países. É claro que a China é o nosso principal destino, mas temos uma pauta diversificada. Além disso, o ciclo de preços na pecuária pesa bastante. Passamos por três anos de abate intenso de fêmeas, o rebanho está reduzido, e o preço do gado de reposição subiu. Esses fatores mantêm o mercado firme.”, diz Alcides.

“Não dá para cravar até quanto vai a arroba, mas a tendência é de firmeza nos preços, tanto nos próximos meses quanto em 2026 e 2027. Essa queda registrada no final de julho pode ser considerada pontual. O mercado já vinha numa trajetória de alta, o tarifaço apenas atrasou esse movimento. Mas esse atraso não pode durar muito. Ainda temos algum alívio no custo da alimentação do gado, como farelo de soja e milho, mas isso também tem limite”, complementa o analista.



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Produção brasileira de arroz deve ter queda de 6% em 2025/26, diz USDA



A produção de arroz em casca do Brasil foi estimada em 11,324 milhões de toneladas na safra 2025/26, conforme reporte do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgado nesta segunda-feira (4).

Se confirmada, a colheita será 6% inferior à temporada 2024/25, quando o país atingiu 12,059 milhões de toneladas do cereal.

De acordo com o órgão norte-americano, tal volume representa 7,700 milhões de toneladas de arroz beneficiado, ante 8,200 milhões no ano anterior.

A área semeada foi prevista em 1,6 milhão de hectares para 2025/26, ante 1,7 milhão no ano anterior. Já as exportações devem ter um acréscimo de 100 mil toneladas: de 1,3 para 1,4 milhão de toneladas.

A respeito das importações, o Brasil deve comprar 900 mil toneladas beneficiadas em 2025/26, mesmo patamar do ano comercial anterior. Os estoques finais, por sua vez, devem subir de 1,311 milhão para 1,211 milhão de toneladas beneficiadas em 2025/26.



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como a carne de frango brasileira conquistou o mundo



Primeira remessa da proteína foi enviada ao Kuwait em 1975




Foto: Divulgação

No dia 1º de agosto, o Brasil comemorou um marco que transformou sua avicultura em referência global: os 50 anos do primeiro embarque oficial de carne de frango para o mercado externo. O destino foi o Kuwait, ponto de partida de uma trajetória que posicionou o país como o maior exportador mundial da proteína.

De acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Brasil já exportou quase 100 milhões de toneladas de carne de frango desde 1975, alcançando mais de 150 países. Só em 2024, foram embarcadas 4,9 milhões de toneladas, com faturamento próximo de US$ 10 bilhões.

Aquela primeira exportação simbolizou o início de uma forte parceria com os mercados islâmicos, em especial os países do Golfo. Hoje, o Brasil é o principal fornecedor de carne de frango halal no mundo, com mais de 2 milhões de toneladas exportadas anualmente. A produção segue rigorosos critérios de rastreabilidade e sanidade, em parceria com certificadoras e autoridades religiosas.

Entre os principais mercados consumidores da proteína brasileira estão China, Emirados Árabes Unidos, Japão, Arábia Saudita e União Europeia — regiões que reconhecem a confiabilidade e a qualidade do produto nacional.

“O primeiro embarque foi o início de uma jornada construída com ciência, integração entre campo e indústria e foco na segurança alimentar. É uma conquista coletiva de milhares de brasileiros”, destacou Ricardo Santin, presidente da ABPA.

A trajetória de sucesso da carne de frango nacional também contou com o suporte de ações desenvolvidas em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). Feiras internacionais, campanhas de imagem e articulação com stakeholders globais ajudaram a consolidar o Brasil como fornecedor estratégico de alimentos.





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Mosca-dos-chifres: fazenda no Maranhão testa tecnologia inovadora


Pecuaristas, a mosca-dos-chifres é um dos maiores vilões da pecuária nacional, causando perdas significativas de produtividade e impactando a saúde e o bem-estar dos animais. Assista ao vídeo abaixo e saiba como uma tecnologia está mudando essa realidade.

Com as mudanças climáticas, que trazem mais chuvas e temperaturas elevadas, a infestação dessa praga tem aumentado, e a falta de tratamento preventivo agrava ainda mais o problema.

A boa notícia é que uma tecnologia inovadora está sendo testada em fazendas brasileiras com resultados promissores.

A Vetoquinol Saúde Animal, em parceria com uma fazenda comercial em Buriticupu, no estado do Maranhão, realizou um estudo de 210 dias para comprovar a eficácia de sua tecnologia, o brinco mosquicida Fiprotag 210, no controle preventivo e curativo da mosca-dos-chifres.

O estudo e o aumento da infestação

A pesquisa, conduzida durante o período chuvoso que se iniciou em dezembro de 2022, analisou três grupos de bovinos: um grupo de controle (sem tratamento), um grupo com tratamento preventivo e um grupo com tratamento curativo.

Os resultados do grupo de controle, que não recebeu nenhum tratamento, foram alarmantes. A partir do dia 130 do experimento, a infestação disparou, chegando a 487 moscas por animal no dia 210, mostrando o quão rapidamente a praga pode se alastrar e prejudicar o rebanho.

Esse aumento da infestação no grupo de controle coincidiu com a diminuição da precipitação pluviométrica, ressaltando o risco da falta de tratamento mesmo em períodos de chuva.

Fiprotag 210: eficácia comprovada em tratamento preventivo e curativo

O estudo demonstrou a alta eficácia do brinco mosquicida em ambos os tipos de tratamento, oferecendo uma solução robusta para o pecuarista.

  • Tratamento Preventivo: O grupo com 102 bovinos de 23 meses, que recebeu o tratamento no início do período chuvoso, manteve a contagem de moscas baixa ou zerada durante a maior parte dos 210 dias do estudo.
  • Tratamento Curativo: O grupo com 87 bovinos de 10 meses, que já estava com uma alta infestação (com 709 moscas por animal no dia 0 do experimento), teve o número de moscas drasticamente reduzido para zero no dia 14 e permaneceu baixo durante todo o estudo.

A tecnologia se mostrou eficaz mesmo após chuvas fortes, que podem provocar picos de infestação. O relatório do estudo conclui que o brinco mosquicida tem a capacidade de retomar o controle da infestação, garantindo a proteção do rebanho por um longo período.

Conclusão: a prevenção é a melhor estratégia

Os resultados da pesquisa realizada em Buriticupu (MA) e da Vetoquinol reforçam que a utilização preventiva do brinco parasiticida é a melhor estratégia para o pecuarista.

Ela garante que os animais se mantenham livres dos parasitas, o que é fundamental para seu máximo desempenho nutricional e genético.

No entanto, o estudo também comprova que o tratamento curativo é uma opção viável para casos onde a infestação já está estabelecida.

A tecnologia oferece ao pecuarista uma ferramenta poderosa e versátil para combater a mosca-dos-chifres e proteger a produtividade da fazenda, que é constantemente ameaçada por esse vilão da pecuária.



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Safra 25/26 deve ter alta na produção de soja e milho, segundo consultoria



As primeiras estimativas para a safra 2025/26 de grãos no Brasil indicam um cenário positivo. Segundo a StoneX, empresa global de consultoria e serviços financeiros, a produção brasileira de soja deve alcançar 178,2 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 5,6% em relação ao ciclo anterior. Já o milho verão é projetado em 25,6 milhões de toneladas, com leve alta anual de 0,5%.

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Soja no Rio Grande do Sul

O avanço na produção de soja é atribuído ao aumento de 2% na área cultivada e à expectativa de recuperação da produtividade no Rio Grande do Sul, após um ciclo marcado por adversidades climáticas. “Outros estados ainda apostam em rendimentos dentro da média histórica, porém, abaixo do desempenho observado na safra passada”, explica Ana Luiza Lodi, especialista de Inteligência de Mercado da StoneX.

Internacional

No mercado internacional, os embarques de soja estão estimados em 112 milhões de toneladas, enquanto o consumo interno pode atingir 63,5 milhões. A consultoria, no entanto, destaca que o cenário pode mudar conforme o desenrolar de tensões geopolíticas e disputas tarifárias. “As questões envolvendo Estados Unidos e China, por exemplo, podem abrir oportunidades para o grão brasileiro”, afirma Ana.

Além da soja: safra de milho 25/26

A primeira safra de milho (2025/26) foi estimada em 25,6 milhões de toneladas, com ligeiro crescimento frente ao ciclo anterior. Conforme detalha Raphael Bulascoschi, analista da StoneX, a área plantada deve crescer 2%, enquanto a produtividade média parte de um patamar mais baixo que o registrado em 2024/25.

O estado do Paraná segue como referência, com rendimento projetado em quase 11 toneladas por hectare, embora abaixo do recorde anterior. No Rio Grande do Sul, a expectativa é de recuperação de parte da área perdida, impulsionada por preços atrativos no início deste ano.

Segunda safra

A segunda safra de milho (safrinha) também apresentou crescimento. A consultoria revisou sua estimativa para 111,7 milhões de toneladas, um aumento de 3,2% em relação ao mês anterior. Essa melhora é reflexo do bom desempenho da colheita em importantes estados produtores, como os do Centro-Oeste e o Paraná.

Com o novo número da safrinha e uma terceira safra estimada em pouco mais de 2 milhões de toneladas, a produção nacional total de milho em 2024/25 atinge 139,36 milhões de toneladas, superando as 136,1 milhões divulgadas em julho.

Na oferta e demanda, o consumo doméstico também foi revisto para cima, passando de 89,5 para 90,5 milhões de toneladas, sustentado pela demanda aquecida para produção de etanol. As exportações devem ganhar ritmo nas próximas semanas, mas não há expectativa de que o Brasil atinja volumes recordes como os registrados em 2022/23, diante de um cenário de oferta global mais confortável.

A consultoria também destaca o papel dos Estados Unidos, onde a possibilidade de safra recorde ganha força. A colheita americana, prevista para setembro, deve aumentar a disponibilidade do cereal no mercado internacional.



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Resistência de plantas daninhas desafia produtores



Entre as principais ações recomendadas estão o uso de herbicidas pré-emergentes



Entre as principais ações recomendadas estão o uso de herbicidas pré-emergentes
Entre as principais ações recomendadas estão o uso de herbicidas pré-emergentes – Foto: Divulgação

A resistência de plantas daninhas a herbicidas tem se tornado um dos maiores entraves para a produtividade nas lavouras de soja e milho no Brasil. Segundo a UPL Corp Brasil, o uso repetido de produtos com o mesmo mecanismo de ação favorece a seleção de biótipos resistentes, o que eleva os custos de produção e compromete o rendimento das culturas.

A resistência ocorre quando uma planta daninha sobrevive à aplicação de um herbicida que antes era eficaz. No país, já são comuns casos de resistência ao glifosato, inibidores de ALS (como o chlorimuron) e de ACCase (como o haloxyfop). Para enfrentar esse desafio, a UPL recomenda estratégias como a rotação de produtos com diferentes modos de ação, a utilização de herbicidas pré-emergentes e a adoção do Manejo Integrado de Plantas Daninhas (MIPD), que alia práticas químicas, culturais e mecânicas.

Entre as principais ações recomendadas estão o uso de herbicidas pré-emergentes, que atuam no banco de sementes e formam uma barreira química no solo; a rotação de culturas, que quebra o ciclo das daninhas; e o uso de plantas de cobertura e palhada para suprimir germinação. Também é fundamental seguir as doses recomendadas, usar pontas de pulverização adequadas e monitorar constantemente a eficiência das aplicações.

A UPL reforça que, embora a resistência seja um problema crescente, é possível garantir a sustentabilidade e a rentabilidade das lavouras por meio de um manejo estratégico e do uso consciente de herbicidas, apoiado por tecnologias de aplicação eficazes e por um portfólio diversificado de soluções.





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