segunda-feira, maio 11, 2026

Autor: Redação

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Leilão para recuperar áreas degradadas arrecada R$ 30 bilhões



O financiamento da primeira fase do Programa Caminho Verde Brasil, que objetiva recuperar, nos próximos dez anos, 40 milhões de hectares de áreas degradadas para conversão em sistemas produtivos sustentáveis atingiu um novo marco: o segundo leilão do Eco Invest Brasil superou as expectativas e vai destinar cerca de R$ 30 bilhões à iniciativa.

Coordenada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a ação visa impulsionar a recuperação ambiental e a produtividade da agropecuária por meio da restauração de áreas degradadas e da promoção de práticas sustentáveis.

“Vamos fazer a economia crescer, produzir mais alimentos, gerar empregos e preservar o meio ambiente. O governo do presidente Lula tem compromisso com a sustentabilidade e o combate à fome. Por isso, estimula as boas práticas do agro, que aumentam a produção sem desmatamento, reduzindo a emissão de carbono”, afirmou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.

A recuperação de terras degradadas aumenta a disponibilidade para a agropecuária, sem desmatamento de novas áreas.

De acordo com o Mapa, o leilão tem se mostrado um importante mecanismo para financiar o programa e os dez bancos vencedores se comprometeram com a restauração de, pelo menos, 1,4 milhão de hectares.

“O Caminho Verde Brasil cria condições para um aumento expressivo da produção de alimentos com certificação de sustentabilidade, para expandir as exportações para novos mercados, além de preservar matas nativas”, destacou o coordenador do Caminho Verde Brasil, Carlos Augustin.

Segundo o Ministério, o leilão foi a primeira etapa e a pasta está buscando outros mecanismos para financiar as próximas fases do Caminho Verde Brasil e, assim, cumprir a meta do programa: restaurar 40 milhões de hectares em dez anos.

Entre as opções, o Mapa estuda a possibilidade de contratos de equity e barter com parceiros nacionais e estrangeiros interessados em promover a sustentabilidade do agro.



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arroba e mercado atacadista sobem



Os preços do boi gordo seguiram em alta nesta quinta-feira (7) em um ambiente de negócios que sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos, em especial os de menor porte, ainda operam com escalas de abate encurtadas, posicionadas entre seis e sete dias úteis na média nacional.

“Ao mesmo tempo, as exportações apresentaram um ótimo resultado em julho, com uma perspectiva bastante favorável para as próximas semanas, com incrementos da demanda asiática, e com boa participação mexicana nas compras de carne bovina do Brasil”, diz.

  • São Paulo: R$ 314,25 — ontem: R$ 306,58 (+2,5%)
  • Goiás: R$ 293,75 — R$ 292,14 (+0,5%)
  • Minas Gerais: R$ 298,53 — R$ 295,29 (+1%)
  • Mato Grosso do Sul: R$ 315,11 — R$ 308,75 (+2%)
  • Mato Grosso: R$ 299,32 — R$ 298,51 (+0,3%)

Mercado atacadista

Os preços da carne bovina voltaram a subir no mercado atacadista. O ambiente de negócios ainda sugere por novos reajustes no curto prazo, em linha com o bom potencial de consumo durante a primeira quinzena do mês.

“Importante destacar que a maior competitividade das proteínas concorrentes, com ênfase para a carne de frango ainda é uma variável determinante a ser considerada no curto prazo”, assinalou Iglesias.

O quarto traseiro foi precificado a R$ 23,00 por quilo, alta de R$ 0,60. O quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 17,80 por quilo. Já a ponta de agulha foi indicada a R$ 17,00 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,74%, sendo negociado a R$ 5,4226 para venda e a R$ 5,4206 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4159 e a máxima de R$ 5,4754.



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Confinamento lucrativo: como a escolha do volumoso impacta o seu lucro


Pecuaristas, a escolha do volumoso para a terminação intensiva é crucial para o sucesso da atividade. Em pleno período de confinamento no Brasil Central, a decisão sobre qual forragem utilizar deve considerar diversos fatores, como disponibilidade, custo, qualidade e a proporção na dieta. Uma escolha estratégica pode fazer toda a diferença no resultado financeiro da sua fazenda.Assista ao vídeo e confira as dicas.

Nesta quinta-feira (7), o zootecnista Maurício Scoton, professor da Uniube, apresentou no quadro “Dicas do Scoton” do Giro do Boi orientações valiosas sobre como escolher o melhor volumoso para o gado confinado.

O papel do volumoso na dieta e as opções de silagem

Compactação de silagem de milho. Foto: ReproduçãoCompactação de silagem de milho. Foto: Reprodução
Compactação de silagem de milho. Foto: Reprodução

O volumoso, embora represente apenas 20% a 30% da dieta de confinamento (com 70% a 80% de concentrado), é um componente fundamental. A sua escolha impacta diretamente o custo e a qualidade da alimentação, influenciando o desempenho do gado.

Maurício Scoton analisou as principais opções de silagem, destacando seus prós e contras:

  • Silagem de milho:
    • Ponto negativo: Tem alto custo de produção e uma produtividade por hectare menor em comparação com outras forragens. A logística para a colheita e ensilagem também pode ser um fator que eleva o custo.
    • Ponto positivo: Seu valor nutricional é superior, especialmente pelo alto teor de amido, que é uma fonte de energia muito importante para o ganho de peso.
  • Silagem de capim:
    • Ponto positivo: Oferece uma alta produtividade por hectare, o que reduz consideravelmente o custo final da silagem.
    • Ponto negativo: A qualidade pode ser um desafio. Se a colheita ocorrer com muita umidade, pode haver fermentações indesejáveis, com perda de qualidade e aumento dos custos. É preciso profissionalismo e técnica apurada no processo de ensilagem para garantir um produto final de qualidade.
  • Silagem de sorgo:
    • Ponto intermediário: O sorgo fica no meio do caminho entre o milho e o capim. Sua produtividade é maior que a do milho, mas menor que a do capim. O valor nutricional, por sua vez, é inferior ao do milho, mas superior ao do capim, o que o torna uma opção de bom custo-benefício.
  • Busque orientação profissional e otimize o resultado

    Processo de colheita para a preparação da silagem. Foto: ReproduçãoProcesso de colheita para a preparação da silagem. Foto: Reprodução
    Processo de colheita para a preparação da silagem. Foto: Reprodução

    A escolha do volumoso ideal não é simples e pode variar de fazenda para fazenda, dependendo das condições do solo, do clima e da logística da propriedade.

    Para tomar a decisão correta, o confinador de sucesso deve buscar a orientação de um bom técnico ou consultor especializado em nutrição animal.

    A consultoria profissional ajuda a analisar todos os fatores que interferem no resultado final, que é o ganho de peso do animal e a produção de arrobas com o custo mais baixo possível.

    Com a estratégia certa, é possível otimizar a dieta e, consequentemente, melhorar a rentabilidade do confinamento, garantindo que o investimento se traduza em lucros para a fazenda.



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    Bons negócios no mercado da soja; saiba as cotações desta quinta-feira



    Esta quinta-feira (7) teve bons volumes de negócios no mercado brasileiro de soja, com destaque para os portos. Segundo Rafael Silveira, analista da Safras & Mercado, a combinação de dólar estável e alta em Chicago impulsionou as negociações. “Os prêmios seguem firmes, acima de US$ 2,00 por bushel no comprador FOB, o que sustentou os preços e incentivou o produtor a vender”, afirmou.

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    No interior, o basis local continua elevado, com preços bastante descolados da paridade. A indústria segue ativa na ponta compradora, o que também favorece o fechamento de negócios. A maior parte dos volumes foi negociada com entrega e pagamento a partir de setembro. O mês de agosto segue com movimentação mais fraca, inclusive na janela de embarques, por limitações logísticas. Por isso, as melhores ofertas estão concentradas para os meses seguintes.

    Preços de soja no país

    • Passo Fundo (RS): subiu de 132,00 para 134,00
    • Santa Rosa (RS): subiu de 133,00 para 135,00
    • Rio Grande (RS): subiu de 139,00 para 141,00
    • Cascavel (PR): manteve em 134,00
    • Paranaguá (PR): subiu de 139,00 para 141,00
    • Rondonópolis (MT): subiu de 123,00 para 125,00
    • Dourados (MS): caiu de 121,50 para 121,00
    • Rio Verde (GO): manteve em 125,00

    Soja em Chicago

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) encerraram a sessão de quinta-feira com ganhos. O bom desempenho das exportações norte-americanas na semana impulsionou compras técnicas no mercado.

    As exportações líquidas de soja dos Estados Unidos para a temporada 2024/25, que começa em 1º de setembro, somaram 467.800 toneladas na semana encerrada em 31 de julho. Taiwan foi o principal comprador, com 150.400 toneladas. Para a temporada 2025/26, as vendas totalizaram 545.000 toneladas. A expectativa do mercado era de um volume entre 350 mil e 1,2 milhão de toneladas, considerando ambas as temporadas. Os dados são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

    Na China, as importações de soja em grão em julho totalizaram 11,67 milhões de toneladas, um crescimento de 18,5% em relação ao mesmo mês de 2024, quando foram registradas 9,85 milhões de toneladas. Esse foi o maior volume já registrado para o mês de julho, impulsionado pelos embarques do Brasil em meio às tensões comerciais com os Estados Unidos. No acumulado de 2025, as importações chinesas somam 61,04 milhões de toneladas, um avanço de 4,6% frente ao mesmo período do ano anterior.

    Contratos futuros de soja

    Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com alta de 8,50 centavos de dólar, ou 0,88%, a US$ 9,74 por bushel. A posição novembro subiu 9,25 centavos, ou 0,93%, para US$ 9,93 3/4 por bushel.

    Nos subprodutos, o farelo com vencimento em setembro avançou US$ 3,50, ou 1,28%, para US$ 276,10 por tonelada. O óleo de soja para o mesmo mês caiu 0,22 centavo, ou 0,40%, para 53,50 centavos de dólar por libra-peso.

    Câmbio

    O dólar comercial encerrou o dia em queda de 0,74%, cotado a R$ 5,4226 na venda e R$ 5,4206 na compra. Ao longo da sessão, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4159 e a máxima de R$ 5,4754.



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    AgroNewsPolítica & Agro

    Suco de laranja fora da tarifa é um alívio


    A exclusão do suco de laranja brasileiro da nova tarifa de 50% anunciada pelo ex-presidente dos EUA, Donald Trump, trouxe alívio imediato para uma das cadeias mais estratégicas do agro nacional. Segundo Leandro Avelar, CEO da JPA Agro, a medida evitou um colapso que afetaria não só a indústria, mas milhares de produtores no campo. O suco de laranja representa mais de 42% das exportações brasileiras para os EUA, e sua inclusão na tarifa teria impacto direto em bilhões de reais movimentados anualmente.

    Entre os cerca de 700 produtos isentos da tarifa, além do suco, estão fertilizantes, madeira tropical e sisal. Já itens como carne bovina, frutas frescas, manga e café seguem sendo penalizados. Avelar destaca que a presença de grandes indústrias brasileiras com operação nos EUA, como Cutrale e Citrosuco, facilitou o diálogo com o governo americano, mas alerta: isso não garante estabilidade a longo prazo.

    A instabilidade nas tarifas prejudica especialmente pequenas e médias empresas exportadoras, que operam com margens apertadas. Avelar defende que o Brasil separe diplomacia comercial de disputas políticas, mantendo negociações estratégicas com os EUA — segundo maior parceiro comercial do país. Ele também aponta entraves internos como carga tributária alta, legislação trabalhista ineficiente e infraestrutura precária, que limitam a competitividade nacional.

    O cenário ainda é de atenção. A exclusão do suco foi uma vitória, mas produtos como o café — responsável por 17% das exportações brasileiras aos EUA — seguem tarifados. O momento, segundo Avelar, exige articulação inteligente para garantir previsibilidade, segurança jurídica e crescimento sustentável ao agro brasileiro.

    “É o momento de deixar o confronto de lado e negociar com inteligência. Precisamos defender nossos interesses, sim, mas com estratégia, protegendo o comércio como um ativo nacional, afinal, o agro brasileiro é importante para o mundo. Mas para consolidar esse papel, precisamos de segurança jurídica, previsibilidade comercial e políticas que incentivem a produtividade. Só assim o Brasil será visto como parceiro confiável”, conclui Leandro.

     





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    Carga de fertilizantes chega adulterada em Mato Grosso e polícia prende suspeitos



    Seis pessoas foram presas em flagrante nessa quarta-feira (6) pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) durante uma ação que investigava a adulteração de fertilizantes.

    As capturas aconteceram em um barracão em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. O local era utilizado para desvio e adulteração de cargas. Um dos detidos estava armado e parte dos presos já havia sido autuada anteriormente pelos mesmos crimes.

    De acordo com o delegado da PCPR André Feltes, a operação foi deflagrada após a confirmação de que uma carga enviada do barracão no último sábado (2) chegou adulterada em Mato Grosso.

    Segundo a denúncia, os fertilizantes haviam chegado ao destino apresentando resíduos e colorações diferentes. A investigação apurou, ainda, que o caminhão que transportou o material havia saído de Paranaguá e realizado uma parada não programada no barracão da cidade paranaense.

    Os presos foram autuados pelos crimes de associação criminosa e induzir o consumidor a erro. Um deles também foi autuado por porte e posse ilegal de arma de fogo.

    “O grupo já estava sendo monitorado pelas equipes policiais. No local, foram apreendidos materiais utilizados para adulteração, maquinários e parte da carga desviada”, conta o delegado.

    Segundo ele, também foram apreendidos uma pistola, carregadores, R$ 4,1 mil em espécie e rádios comunicadores. Feltes destaca que a PCPR segue com as investigações para identificar outros envolvidos e esclarecer a origem e o destino das cargas.

    A operação contou com o apoio da Polícia Militar do Paraná (PMPR) e da Guarda Municipal de São José dos Pinhais (GM).



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    Empresa de queijeiros baianos conquista 10 medalhas no Prêmio Queijo Brasil


    A empresa do produtor de laticínios baiano, Whallas Correia Santos e sua esposa Roberta Gusmão, conquistou 10 medalhas no Prêmio Queijo Brasil 2025, o maior concurso de queijos artesanais do país, realizado em julho em Blumenau (SC).

    Com três gerações de tradição na produção de derivados do leite de búfala, a empresa da família, a Laticínios Búfalas Garota, de Itambé — município a aproximadamente 57 km de Vitória da Conquista —, garantiu o maior número de medalhas para a Bahia na oitava edição do evento: 4 de bronze, 4 de prata e 2 de ouro.

    A história de sucesso teve início em outubro de 2020, quando a família recebeu um convite da Associação Brasileira dos Criadores de Búfalos (ABCB) para participar de um curso de produção de queijos de búfala no município de Umburatiba (MG).

    A experiência foi promovida pelo Sistema Faemg Senar, e de acordo com o produtor, um marco na evolução da empresa.

    “Foi um divisor de águas. Aprendemos muito, fomos recebidos com generosidade e voltamos com uma nova visão sobre o nosso trabalho”, relembra Whallas.

    Ao todo a delegação baiana, conduzida pelo Sebrae, conquistou 46 medalhas na premiação. A Cooperativa Capribéee, do município Curaçá (BA), também foi um dos destaques e levou a medalha de melhor queijo artesanal do estado, além de mais quatro (duas de prata e duas de ouro).

    “Hoje somos o laticínio mais premiado da Bahia, com orgulho e responsabilidade”, comemorou Whallas.

    Potencial da agroindústria artesanal

    De acordo com a Agência Sebrae de Notícias (ASN), com premiações em queijos de leite de vaca, cabra e búfala, a Bahia mostrou o seu potencial em diferentes territórios e sistemas produtivos, reforçando a força da agroindústria artesanal.

    A presença de vários produtores de diferentes regiões do Extremo-Sul ao Sertão evidencia o crescimento técnico das queijarias, muitas delas já regularizadas com a identidade regional valorizada e produtos de excelência reconhecidos nacionalmente.

    Os jurados do Prêmio Queijo Brasil, avaliaram diferentes tipos de queijos utilizando critérios como aparência, sabor, textura e fidelidade ao estilo.

    Após o reconhecimento do queijo de búfula produzido na Bahia, o queijeiro já tem planos de expandir o negócio de queijos artesanais de excelência para Minas Gerais.

    “Minas Gerais nos recebeu com generosidade, e é lá, em Jordânia, que estamos agora implantando mais uma queijaria artesanal”, destaca Whallas Correia Santos, proprietário do laticínio, que, ao lado da esposa Roberta Gusmão.


    Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Siga o Canal Rural Bahia no Instagram e nos envie uma mensagem.





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    Desmatamento cai 72% no Pantanal e sobe 4% na Amazônia



    O bioma Amazônia registrou, ao longo dos últimos 12 meses, aumento de 4% nos alertas de desmatamento, emitidos em um total de 4.495 quilômetros quadrados (km²), contra 4.321 km² no período anterior. Apesar do crescimento, o resultado é o segundo menor da série histórica.

    A medição para o bioma Cerrado registrou queda de 20,8%, com alertas em um total de 5.555 km² contra 7.014 km² no período anterior.

    Desmatamento no Pantanal

    No Pantanal, a redução no desmatamento foi de 72%, com 319 km² contra 1.148 km² no período anterior. O bioma também registrou queda de 9% nos focos de incêndios, com 16.125 km² contra 17.646 km² no período anterior.

    Os dados da temporada 2024/2025, coletados de agosto de 2024 a julho de 2025, foram apresentados nesta quinta-feira (7) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, estava presenta na divulgação.

    Os números são do Deter, sistema de alertas rápidos diários para apoio à fiscalização. O sistema emite alertas de corte raso, quando há a completa retirada de vegetação de forma rápida, e também alertas de degradação progressiva, causados sobretudo por incêndios recorrentes.

    Autos de infração

    De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), ao longo do mesmo período, de agosto de 2024 a julho de 2025, foram emitidos, 3.976 autos de infração e aplicadas multas que somaram R$ 2,4 bilhões. A área embargada superou 5 mil km².

    Para a especialista em conservação da organização não governamental WWF-Brasil, Ana Crisostomo, a redução do desmatamento na Amazônia demonstra que é possível avançar por meio de políticas públicas e de fiscalização.



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    Agropecuária com segurança: como o veterinário garante a saúde do gado em exposições


    Pecuaristas, as exposições agropecuárias são vitrines da excelência do nosso agronegócio, mas por trás de cada evento, há um trabalho fundamental para garantir a sanidade e o bem-estar animal. A presença de um médico-veterinário como responsável técnico é uma exigência legal e um pilar para o sucesso e a ética desses eventos. Assista ao vídeo abaixo e entenda em detalhes o trabalho deste profissional em eventos.

    Em entrevista ao programa Giro do Boi, a Dra. Silene Barreto, mestre em Ciências Agrárias e conselheira efetiva do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Minas Gerais (CRMV-MG), explicou o papel crucial desses profissionais.

    Ela destacou a complexidade logística e a importância de um planejamento que garanta a saúde dos animais e do público.

    O responsável técnico: o elo da segurança

    Foto: Divulgação/CRMV-MG

    A Dra. Silene Barreto explica que o responsável técnico (RT) em exposições agropecuárias é o profissional legalmente designado para uma série de funções vitais:

    • Garantir a sanidade e o bem-estar dos animais: Avaliando as condições de acomodação, alimentação e hidratação.
    • Assegurar a segurança do público: Prevenindo riscos de zoonoses (doenças transmitidas de animais para humanos) e acidentes.
    • Garantir o cumprimento das normas sanitárias e éticas: Atuando como o elo entre organizadores, expositores e órgãos de fiscalização (como o IMA e o CRMV-MG).

    Em eventos de grande porte, com animais vindos de todo o Brasil, o RT atua de forma preventiva, elaborando protocolos de biosseguridade, conferindo a documentação na chegada dos animais, fazendo vistorias clínicas e, se necessário, isolando animais com problemas.

    É um trabalho que exige conhecimento técnico e a capacidade de tomar decisões rápidas em situações de emergência.

    Prevenção de doenças e o papel da tecnologia

    A logística de um evento com animais de diversas origens é um grande desafio para a prevenção de doenças.

    O trabalho do responsável técnico começa antes do evento, com a elaboração de protocolos. Durante o evento, o foco é na vigilância constante para que os animais retornem às suas fazendas livres de qualquer doença.

    A Guia de Trânsito Animal (GTA) é um documento fundamental nesse processo. Ela é o documento oficial do órgão de defesa sanitária que faz a rastreabilidade e o controle sanitário da movimentação dos animais.

    Em caso de necessidade, a GTA permite saber por onde o animal passou, de onde veio e para onde vai, resguardando a sanidade de toda a cadeia produtiva da pecuária brasileira.

    A tecnologia tem sido uma grande aliada nesse processo:

    • Sistemas de gestão: Em Minas Gerais, o sistema SIGA do IMA permite que produtores e veterinários acessem dados e gerenciem a sanidade online.
    • Identificadores eletrônicos: Auxiliam na rastreabilidade e no controle sanitário de cada animal.
    • Softwares de gestão: Facilitam o monitoramento e a organização das informações, tornando o trabalho mais eficiente.

    O trabalho do médico-veterinário, que atua em mais de 70 áreas, é crucial para o desenvolvimento do agronegócio, garantindo a sanidade dos animais, a segurança dos alimentos e o bem-estar animal.

    A Dra. Silene Barreto reforça que a qualidade técnica dos profissionais tem aumentado, o que contribui para o sucesso dos eventos e a saúde da pecuária brasileira.



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