segunda-feira, maio 11, 2026

Autor: Redação

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saiba como a isenção para eventos climáticos extremos pode beneficiar produtores


Pecuaristas, o período para a declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR 2025) começa na próxima segunda-feira (11) e traz novidades importantes que podem beneficiar produtores rurais. Assista ao vídeo abaixo e confira as atualizações.

Uma das mais relevantes é a possibilidade de isenção para fazendas afetadas por enchentes, um alívio em meio aos desafios impostos por eventos climáticos extremos.

Nesta sexta-feira (8), o advogado Pedro Puttini Mendes, especialista em legislação rural e ambiental, esclareceu o tema no quadro “Direito Agrário” do programa Giro do Boi.

Ele reforçou a importância de uma gestão documental sólida e da perícia para proteger o patrimônio e garantir a competitividade do negócio.

A importância da regularização documental e do ITR 2025

Foto: Reprodução/Giro do Boi

A regularização documental da propriedade rural é o “passaporte” para o sucesso e a segurança. Muitos produtores ainda veem esses cadastros como burocracia, mas eles são cruciais para:

  • Acesso a crédito: Bancos e instituições financeiras exigem a documentação em dia para conceder financiamentos e outras linhas de crédito.
  • Valorização do imóvel: Uma propriedade com documentos corretos e em dia tem maior valor de mercado e atrai investidores.
  • Regularidade ambiental e segurança jurídica: A documentação regular evita questionamentos, embargos e ações judiciais, garantindo tranquilidade ao produtor.
  • Acesso a mercados: Grandes frigoríficos e empresas do setor exigem a regularidade socioambiental como critério de contratação de fornecedores, limitando quem não está em dia.

O ITR 2025 é um imposto autodeclaratório. Informações equivocadas nesse cadastro podem resultar em cobranças retroativas dos últimos cinco anos. Por isso, a atenção aos detalhes e a precisão nas informações são fundamentais.

ITR e o princípio da capacidade contributiva

Propriedade leiteira após enchente no Rio Grande do Sul
Foto: Eliza Maliszewski/Canal Rural

O ITR tem como base o uso produtivo da terra. Em situações em que o produtor, por motivos alheios à sua vontade (como enchentes, secas e incêndios), não consegue produzir, a cobrança do imposto pode ser injusta.

A lei permite a isenção nesses casos, com base no princípio da capacidade contributiva, que defende que ninguém deve ser obrigado a pagar um imposto se não há riqueza sendo gerada.

Para conseguir a isenção, o produtor precisa comprovar os danos e o impacto na produção. Para isso, são necessários documentos como:

  • Fotografias e vídeos com datas dos danos.
  • Laudos técnicos de agrônomos que atestem o prejuízo.
  • Notificações da Defesa Civil e boletins de ocorrência.
  • Boletins meteorológicos da região.
  • Certidão de situação de emergência ou calamidade.
  • Mapas mostrando as áreas afetadas.

A perícia como aliada da produtividade

Foto: Canva

Além dos cadastros, a perícia é uma ferramenta importante para a gestão. Ela pode ser preventiva, ajudando a prever problemas em contratos de compra e venda ou arrendamento, ou reativa, utilizada na defesa de processos judiciais para garantir indenizações justas.

A falta de laudos técnicos em ações de desapropriação, por exemplo, pode resultar em indenizações até 40% menores.

A pecuária moderna exige profissionalismo e planejamento. O improviso não tem mais espaço. O produtor que investe na regularização documental, no uso de tecnologias como o georreferenciamento e na perícia técnica, garante a tranquilidade, valoriza seu patrimônio e atrai parceiros comerciais de alto valor agregado.



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Você viu? China adia decisão sobre importações de carne bovina e beneficia Brasil



O governo chinês prorrogou por mais três meses a investigação sobre as importações de carne bovina, iniciada em dezembro de 2024.

A medida, anunciada na última quarta-feira (6), dá fôlego a grandes exportadores como Brasil, Argentina, Austrália e Estados Unidos, que temiam restrições comerciais. Essa foi uma das reportagens mais lidas do Canal Rural durante a semana.

Agora, a extensão vai até 26 de novembro, segundo o Ministério do Comércio chinês, que alegou a complexidade do caso e prometeu manter diálogo com os países envolvidos.

Analistas veem a decisão como sinal de que a China busca equilíbrio entre proteger sua indústria e evitar tensões no comércio global.

O país importou 2,87 milhões de toneladas de carne bovina em 2024, mas as compras caíram 9,5% no primeiro semestre de 2025.

A China é o maior comprador de carne bovina do Brasil, sendo o destino de 46% das exportações do país. Em 2024, o setor faturou US$ 12,8 bilhões.



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AgroNewsPolítica & Agro

Exportações interrompem sequência de altas, mas seguem elevadas



Baixa mensal se deve à redução de 31% na quantidade embarcada para os EUA


Foto: Pixabay

As exportações brasileiras de ovos recuaram em julho, interrompendo a tendência de alta observada ao longo dos seis primeiros meses do ano. De acordo com dados da Secex, compilados e analisados pelo Cepea, o Brasil embarcou 5,26 mil toneladas de ovos in natura e processados em julho, volume 20% inferior ao de junho, mas expressivos 305% acima do de julho/24.

Pesquisadores explicam que a baixa mensal se deve à redução de 31% na quantidade embarcada para os Estados Unidos. Ressaltam, porém, que, mesmo com a queda, o país se mantém como o principal destino da proteína brasileira. No mercado doméstico, as cotações dos ovos iniciaram agosto em alta na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea. Esse movimento foi impulsionado pelo fim das férias escolares, que favoreceu a retomada da demanda, e pelo período de início do mês, quando a população costuma estar mais capitalizada e o consumo da proteína tende a aumentar. 





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Néctar nas folhas atrai formigas que protegem plantas de pragas, revela estudo



Cerca de quatro mil espécies de plantas, de diferentes partes do mundo, produzem néctar no caule ou nas folhas por meio de glândulas conhecidas como nectários extraflorais.

Diferentemente do néctar das flores, o extrafloral não está envolvido na atração de polinizadores, mas de insetos defensores das plantas, como as formigas. Elas se alimentam desse líquido adocicado e, em troca, protegem a planta contra herbívoros. A proteção, porém, tem seu custo.

Um estudo publicado no Journal of Ecology aponta que a presença das formigas pode reduzir a frequência e o tempo de permanência das abelhas em flores de plantas com nectários extraflorais.

A polinização só é prejudicada quando os nectários extraflorais estão próximos das flores. Plantas que possuem essas glândulas tiveram sucesso reprodutivo aumentado, provavelmente por causa da proteção contra herbívoros ofertada pelas formigas.

Por sua vez, as borboletas não são prejudicadas pelas formigas. A explicação pode ser a forma como esses dois grupos se alimentam. As borboletas utilizam um órgão comprido em forma de canudo, conhecido como espirotromba, para sugar o néctar a uma distância segura das formigas.

“As abelhas, por sua vez, precisam se aproximar bastante da flor para coletar o pólen e o néctar floral, mas as formigas não as deixam permanecer por muito tempo. Não por acaso, nossa análise apontou que a presença das formigas é prejudicial à polinização quando os nectários extraflorais estão perto das flores, mas com efeito positivo para a reprodução das plantas quando ficam em outras partes mais distantes”, conta Amanda Vieira da Silva, que realizou o trabalho como parte de seu doutorado na Fapesp. 

Pressão seletiva

Análises evolutivas dos gêneros de plantas que possuem nectários extraflorais apontam ainda que essa característica é facilmente adquirida e perdida ao longo do tempo. A interferência das formigas na visitação das flores por abelhas pode, portanto, ter atuado como uma pressão seletiva determinante na trajetória evolutiva dos nectários extraflorais em plantas.

“Se as formigas que visitam os nectários extraflorais prejudicam a reprodução das plantas ao espantar as abelhas, a manutenção desses nectários pode se tornar desvantajosa para as plantas e as glândulas serem perdidas ao longo do tempo evolutivo”, esclarece Leal.

Não por acaso, dos quase mil gêneros que possuem nectários extraflorais, apenas 46 dependem exclusivamente de abelhas para polinização. Pelo menos para alguns casos, os autores têm uma hipótese para a ocorrência simultânea da interação das plantas com formigas defensoras e abelhas polinizadoras.

“Sabemos que, em alguns grupos de plantas com nectários extraflorais e flores polinizadas pela vibração das abelhas, as folhas novas com nectários extraflorais ativos e as flores são produzidas em estações diferentes ao longo do ano, o que evitaria o conflito entre ambas”, diz Anselmo Nogueira, professor do Centro de Ciências Naturais e Humanas (CCNH-UFABC). 

Novos estudos em desenvolvimento pelo grupo de pesquisadores buscam entender se uma terceira interação pode atuar como força estabilizadora da interferência das formigas na polinização de plantas com nectários extraflorais.



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Compras de soja pela China aumentaram 18% em julho



A China importou 11,67 milhões de toneladas de soja em julho deste ano, 18,4% acima do registrado no mesmo mês de 2024, de acordo com dados preliminares da Administração Geral de Alfândegas da China (Gacc, na sigla em inglês).

Em valores, as compras da oleaginosa somaram US$ 5,126 bilhões no sétimo mês deste ano. Além disso, no acumulado de janeiro a julho, a Gacc informou que as importações de soja atingiram cerca de 61,04 milhões de toneladas, 4,9% acima do volume reportado em igual período do ano anterior.

Segundo o órgão, a China importou 534 mil toneladas de óleos vegetais no mês passado, recuo de cerca de 17,2% ante o volume de julho de 2024. No total, os asiáticos desembolsaram US$ 665 milhões com a compra do produto em julho.

Nos sete meses do ano, as importações alcançaram 3,72 milhões de toneladas, 9,9% abaixo do nível registrado em igual período do ano anterior.

Enquanto isso, as importações chinesas de carnes e miúdos totalizaram 533 mil toneladas em julho, 1,3% a menos que julho de 2024, segundo dados da Gacc. O valor desembolsado foi de US$ 2,05 milhões. No acumulado dos sete meses completos de 2025, o volume importado retrocedeu 2,5% em comparação com igual período do ano passado, alcançando 3,74 milhões de t.

De fertilizantes, a China importou 677 mil toneladas em julho deste ano, queda de 19,9% ante o registrado no mesmo mês de 2024. Em valores, as importações no mês passado somaram US$ 248 milhões. De janeiro a julho, 7,62 milhões de toneladas foram compradas pelos chineses no exterior, 5% abaixo do volume registrado um ano antes.



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AgroNewsPolítica & Agro

Preços iniciam agosto em alta; exportações voltam a crescer



Os preços da carne de frango vêm subindo neste início de agosto


Foto: Pixabay

Os preços da carne de frango vêm subindo neste início de agosto, refletindo o aquecimento da demanda, apontam levantamentos do Cepea. Segundo o Centro de Pesquisas, além do tradicional aumento no poder de compra (devido ao recebimento dos salários), o fim das férias escolares e o Dia dos Pais têm elevado a procura pela carne e, consequentemente, os valores da proteína avícola.

Quanto às exportações, após dois meses seguidos em queda, o volume embarcado pelo Brasil voltou a crescer em julho. Dados da Secex compilados e analisados pelo Cepea mostram que foram enviadas 399,6 mil toneladas de carne de frango (considerando-se produtos in natura e industrializados) em julho, 16,3% a mais que em junho, porém, 13,8% a menos que em julho/24. Pesquisadores ressaltam que este é o melhor resultado desde a confirmação de um caso de Influenza Aviária em uma granja comercial no município de Montenegro (RS), em maio. 





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O ovo é um aliado da saúde masculina em todas as fases da vida, diz nutricionista



Rico em nutrientes essenciais, como proteínas de alto valor biológico, colina, vitaminas do complexo B, vitamina D, zinco e selênio, o ovo pode ser um verdadeiro aliado da saúde masculina.

O alimento atua em diversas funções do organismo, favorecendo o desempenho físico, cognitivo e reprodutivo dos homens.

“A composição nutricional do ovo o torna um alimento estratégico para a saúde do homem em todas as idades. Ele contribui para a energia, preservação da massa muscular, saúde dos olhos, imunidade e até para a fertilidade masculina”, conta Lúcia Endriukaite, nutricionista do Instituto Ovos Brasil.

Segundo ela, a colina e as vitaminas B1, B2, B3 e B12 participam de reações metabólicas que fornecem energia ao corpo e favorecem a concentração no dia a dia. Já o zinco e o selênio, também presentes nos ovos, estão diretamente ligados à saúde reprodutiva, maturação dos espermatozoides e à produção de testosterona.

“O ovo contribui com cerca de 40% da necessidade diária de selênio, o que já é bastante significativo”, aponta Lúcia.

Para homens que praticam atividades físicas ou que buscam manter a massa muscular, o ovo oferece todos os aminoácidos essenciais, entre eles a leucina, um aminoácido que estimula a síntese de proteína muscular. “Seja para quem pratica esportes ou está envelhecendo e deseja manter a funcionalidade do corpo, o ovo é uma escolha inteligente e natural”, afirma.

Consumo recomendável de ovo

A nutricionista lembra que o consumo recomendado de ovos pode variar, mas, de forma geral, de dois a três por dia, dentro de uma alimentação equilibrada, já garantem ótimos benefícios.

“Cada nutriente presente no ovo tem papel em diferentes reações químicas do corpo. Por isso, o alimento se mostra versátil e funcional para promover saúde e bem-estar”, reforça.



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governo tenta agradar a todos e cai na incoerência


Após mais de 20 anos de debates no Congresso, o Brasil finalmente aprovou a Lei Geral do Licenciamento Ambiental, cujo objetivo era criar regras claras, uniformizar procedimentos e simplificar a emissão de licenças para empreendimentos de menor impacto.

No entanto, ao sancionar o texto, o presidente Lula vetou 63 trechos cruciais, transformando uma vitória legislativa em um retrato de incoerência política.

O projeto, iniciado em 2004, buscava dar segurança jurídica e agilidade, especialmente para o setor produtivo, sem abrir mão da preservação ambiental. Na versão aprovada pelo Congresso, estavam previstos mecanismos como:

  • Licença por Adesão e Compromisso (LAC) para empreendimentos de impacto moderado, permitindo autodeclaração e trâmites mais rápidos;
  • Transferência de critérios aos estados, para adequar licenças à realidade regional;
  • Simplificação em obras e atividades de baixo impacto, reduzindo burocracia.

Essas medidas eram vistas como um passo importante para destravar investimentos e reduzir custos, sobretudo no agronegócio, setor responsável por uma fatia central do PIB brasileiro.

Os vetos retiraram justamente as flexibilizações mais aguardadas, como as restrições à LAC, limitando-a apenas a casos de baixo impacto; a manutenção de exigências rígidas para áreas de preservação, como a Mata Atlântica; a obrigatoriedade de consultas formais a comunidades indígenas e quilombolas mesmo em obras de menor risco; e o impedimento de descentralizar, de forma plena, o licenciamento para estados e municípios.

Assim, na prática, o governo manteve boa parte da burocracia, frustrando produtores e investidores.

Incoerência política

Lula tentou agradar a diferentes públicos: cedeu em parte às pressões do Congresso e do agronegócio, mas manteve amarras para não desagradar ambientalistas e sua base ideológica. O resultado foi um texto híbrido, que não satisfaz plenamente nenhum dos lados.

A tentativa de “ficar com um pé em cada barco” terminou naquilo que o próprio Planalto evita admitir: uma lei que nasce com contradições internas e sinal de recuo político.

Para a agropecuária que mais esperava mudanças, o efeito foi negativo. O agronegócio brasileiro se consolidou com o esforço e a dedicação dos produtores, mas agora continuará refém de processos demorados e desuniformes. Isso significa: mais tempo para licenciar projetos de expansão, menor previsibilidade para investidores e perda de competitividade frente a países com processos mais céleres.

Os vetos à Lei de Licenciamento Ambiental expõem a dificuldade do governo em assumir posições claras. Ao tentar equilibrar interesses opostos, Lula abriu mão de uma oportunidade histórica de modernizar a legislação ambiental sem prejudicar o desenvolvimento econômico.

O resultado é um texto que desagrada quem queria avanços, decepciona quem queria preservação integral e afasta o Brasil de uma agenda ambiental produtiva e coerente.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Estudo da Embrapa mostra como aumentar produção pecuária sem abrir novas áreas



Com a crescente demanda mundial por carne e leite, aumentar a produtividade da pecuária sem a necessidade de abrir novas áreas de vegetação é um dos grandes desafios enfrentados pelos produtores rurais. Pensando nisso, um estudo com participação da Embrapa analisou ferramentas capazes de medir e reduzir as chamadas lacunas de rendimento nos sistemas pecuários, promovendo uma intensificação mais eficiente e sustentável.

Patrícia Santos, pesquisadora da Embrapa Pecuária Sudeste, explicou em entrevista à jornalista Pryscilla Paiva, no programa Mercado & Cia, o que são essas lacunas de rendimento e por que sua redução é essencial para ampliar a produtividade sem expandir a área de produção.

“O que a gente chama de lacuna de produtividade — ou gap, em inglês — é uma medida do quanto se poderia aumentar a produtividade em uma determinada área. No caso da agricultura — e, no nosso estudo, da pecuária — essa produtividade potencial é determinada por fatores como clima e solo. Além disso, existem também aspectos regionais que interferem nesse potencial, como logística, acesso a tecnologias, entre outros. O estudo buscou identificar ferramentas para medir essas lacunas, e, com base nisso, apontar estratégias mais eficazes para elevar a produtividade. Essas ferramentas podem ser aplicadas em diferentes escalas: algumas são globais, outras regionais e outras específicas para propriedades rurais”, explicou a pesquisadora.

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Patrícia destacou que uma das ferramentas mais simples, e já utilizada, mesmo que informalmente, por muitos produtores, é o benchmarking.

“O benchmarking acontece quando o produtor compara sua produção com a de outros produtores semelhantes. Muitas vezes ele já faz isso, ainda que sem perceber, ao observar o que o vizinho ou um amigo está fazendo. Essa comparação informal pode ser estruturada por meio de ferramentas que posicionam a fazenda em relação às melhores propriedades dentro de um grupo específico”, esclareceu.

Além disso, a especialista citou outros métodos utilizados em escalas maiores, como regiões ou países inteiros. Nesses casos, áreas com características similares de solo e clima são agrupadas para comparação entre os sistemas de produção adotados.

Outro conjunto de ferramentas mencionado por Patrícia são os chamados métodos de fronteira, que consideram também os aspectos socioeconômicos:

“Há situações em que, mesmo sendo tecnicamente viável adotar uma determinada tecnologia, fatores como a infraestrutura regional, por exemplo, a logística, impõem limites. Esses métodos ajudam a identificar e compreender essas restrições”, afirmou.

Por fim, ela mencionou o uso de ferramentas baseadas em modelagem e simulação matemática, que projetam os impactos da adoção de diferentes tecnologias.

“Essas ferramentas simulam o que pode acontecer se o produtor adotar uma ou outra tecnologia. Elas exigem um certo nível de capacitação, mas são muito úteis para planejamento e tomada de decisão”, destacou.

Patrícia também lembrou que o produtor pode começar de forma simples, com ações mais acessíveis.

“A primeira atitude é estruturar melhor essa comparação com outras propriedades, que ele já faz no dia a dia. Depois, há informações disponíveis na literatura ou por meio de políticas públicas. Um exemplo é o zoneamento agrícola de risco climático, do Ministério da Agricultura. Lançamos também o zoneamento específico para a pecuária, que pode ser consultado no aplicativo Plantio Certo. Esse zoneamento, disponível atualmente para o Brasil Central, indica a capacidade de suporte das pastagens e os períodos de maior risco de escassez de alimento, especialmente durante a intensificação do uso do pasto”, concluiu.

Segundo a pesquisadora, produtores com mais familiaridade com ferramentas digitais podem se beneficiar ainda mais, desde que busquem capacitação adequada para utilizar modelos mais complexos.



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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado reage, e preço na indústria sobe



Preço da laranja para indústria reagiu nesta semana


Foto: Divulgação

Levantamento do Cepea mostra que o preço da laranja para indústria reagiu nesta semana, depois de o mercado ter “andado de lado”, à espera de definições sobre as tarifas norte-americanas. Entre 4 e 7 de agosto, a média foi de R$ 45,42/cx de 40,8 kg, alta de 4,61% frente ao período anterior. De acordo com o Centro de Pesquisas, nos próximos dias, produtores aguardam a retomada de fechamentos dos contratos para frutas da safra 2025/26, que ficaram paralisados ao longo de julho.

Oficializada nessa quarta-feira, 6, a decisão que excluiu o suco de laranja da nova sobretaxa de importação de 40% trouxe alívio imediato ao setor citrícola brasileiro. O contexto de baixa oferta global e os estoques reduzidos nos Estados Unidos podem ter influenciado a retirada do suco da lista de produtos taxados. Com o novo cenário, também espera-se estímulo às exportações nacionais no curto prazo, especialmente diante da menor concorrência de outros fornecedores globais, conforme explicam pesquisadores.





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