sábado, maio 9, 2026

Autor: Redação

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Mercado de boi começa semana com vendas mais lentas


De acordo com a análise desta segunda-feira (18) do informativo Tem Boi na Linha, publicado pela Scot Consultoria, o mercado de bovinos iniciou a semana com recuo no escoamento da carne e aumentos pontuais na oferta, o que resultou no alongamento das escalas de abate. Apesar desse cenário, “a semana começou com poucos negócios e, assim, as cotações de todas as categorias permaneceram inalteradas”, apontou a consultoria.

As escalas de abate foram estimadas, em média, em oito dias.

Na região do Triângulo Mineiro, o informativo destacou que houve maior oferta de bovinos, associada ao fraco escoamento da carne, o que pressionou os preços para baixo. “Na região do Triângulo, a cotação caiu R$2,00/@ para todas as categorias”, informou a Scot. As escalas de abate foram registradas em torno de dez dias.

Em Belo Horizonte, por sua vez, o mercado abriu a semana estável, com as escalas atendendo, em média, a oito dias.

No atacado de carne com osso, a consultoria avaliou que a sazonalidade típica do mês resultou em menor volume de vendas, ampliando o estoque. Nesse cenário, “a maioria das carcaças casadas manteve suas cotações, com exceção da carcaça do boi capão, que registrou recuo”. Segundo o levantamento, a carcaça casada do boi capão caiu 1,2%, ou R$0,25/kg, enquanto a do boi inteiro permaneceu estável.

Entre os cortes avulsos, apenas o traseiro do boi capão apresentou variação, com queda de 1,1% ou R$0,25/kg. Já a cotação das carcaças casadas das fêmeas não sofreu alteração.

No mercado de carnes alternativas, o informativo registrou que “o frango médio recuou 3,0% ou R$0,20/kg, enquanto o suíno especial avançou 3,1% ou R$0,40/kg”.





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Moratória da Soja é suspensa e signatárias podem ter de pagar multa bilionária



O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aceitou, nesta segunda-feira (18), uma medida cautelar que determina a suspensão imediata da Moratória da Soja.

O processo teve início a partir de representações feitas por quatro entidades: Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Câmara dos Deputados e Senado Federal.

Apesar de apresentarem argumentos distintos, todas alegaram que a Moratória seria uma prática ilícita e deveria ser condenada.

Mais recentemente, apenas a CNA solicitou a adoção de providências imediatas, alegando que há danos concretos aos produtores que não podem aguardar a tramitação do processo. Para sustentar essa posição, a entidade apresentou um parecer econômico apontando prejuízos para o setor e para o país.

Segundo o Cade, a medida cautelar que suspende a Moratória tem como objetivo evitar que os danos se ampliem antes da conclusão definitiva do processo. Com a decisão, as empresas envolvidas ficam obrigadas a suspender imediatamente o acordo.

Prática anticompetitiva

Em nota técnica, a Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (SG/Cade) acusa 30 grandes empresas exportadoras (veja lista abaixo) de formação de cartel e a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e a Associação Nacional de Exportadores de Cereais (Anec) de indução à conduta uniforme.

Segundo apuração da SG/Cade, empresas privadas concorrentes criaram o chamado Grupo de Trabalho da Soja, com a finalidade de monitorar o mercado e viabilizar um acordo que estabelecesse condições para a compra da commodity no país.

Para a SG/Cade, tal arranjo constitui um acordo anticompetitivo entre concorrentes que prejudicam a exportação do grão. Diante desse cenário, foi adotada medida preventiva, determinando que o Grupo de Trabalho da Soja se abstenha de coletar, armazenar, compartilhar ou disseminar informações comerciais referentes à venda, produção ou aquisição de soja, bem como que se abstenha de contratar processos de auditoria.

Além disso, seus membros devem também se abster de compartilhar relatórios, listas e documentos que instrumentalizem o acordo, bem como retirar a divulgação de documentos relacionados à moratória de seus sítios eletrônicos.

De acordo com nota do Conselho, existe, ainda, a possibilidade de ser fixado um Termo de Cessação de Conduta (TCC) entre o Cade e as representadas. Caso sejam condenadas, as associações poderão pagar multas que variam de R$ 50 mil a R$ 2 bilhões; para as empresas, as multas variam entre 0,1% a 20% do valor do faturamento bruto da empresa no último exercício anterior à instauração do Processo Administrativo.

Empresas acusadas pelo Cade

O processo foi instaurado para as seguintes empresas, além de Abiove e Anec: ADM do Brasil Ltda, Agrex do Brasil Ltda., Humberg Agribrasil Comércio e Exportação de Grãos S.A., Agrícola Alvorada S.A, Agro Amazônia Produtos Agropecuários S.A., AgrogalaxyParticipações S.A., Agromave Insumos Agricola Ltda, Agropecuária Maggi Ltda., Bunge Alimentos S.A., Caramuru Alimentos S.A., Cargill Agrícola S/A, CHS Agronegócio – Indústria e Comércio Ltda., CJ International Brasil Comercial Agrícola Ltda., CJ Selecta S.A., Cofco International Brasil S.A., Sucocitrico Cutrale Ltda., Dual Duarte Albuquerque Comércio e Indústria Ltda., Engelhart CTP (Brasil) S.A., Fiagril Ltda., Imcopa– Importação, Exportação e Indústria de Óleos S.A. – em Recuperação Judicial, Louis Dreyfus Company Brasil S.A., Lavoro Agrocomercial S.A., Novaagri Infra-Estrutura de Armazenagem e Escoamento Agrícola S.A., Nutrade Comercial Exportadora Ltda., Olam Agrícola Ltda., Sinova Inovações Agrícolas S.A., Sipal Indústria e Comércio Ltda., Três Tentos Agroindustrial S.A., Usimat Destilaria de Álcool Ltda. e ViterraAgriculture Brasil S.A.

A Moratória da Soja é um acordo estabelecido pelas empresas signatárias de não adquirir soja de fazendas com lavouras em desmatamentos realizados após 22 de julho de 2008 (data de referência do Código Florestal) no bioma Amazônia visando eliminar o desmatamento da cadeia de produção da soja.



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Protocolos de inseminação e suplementação reforçam rebanhos


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (14), os rebanhos de bovinos de corte no Rio Grande do Sul apresentam condição corporal e sanitária adequadas, com ganhos de peso em algumas regiões. “O período de parições continuou em diversos municípios, e o peso dos terneiros ao nascer está satisfatório”, aponta o informativo.

A complementação alimentar foi necessária em razão da limitação de pastagens de melhor qualidade e do uso prioritário dessas áreas para categorias específicas, como touros. O mercado do gado gordo manteve-se estável na maioria dos municípios, com pequenas quedas em algumas localidades.

Na região administrativa de Bagé, os animais ganharam peso e a condição sanitária foi considerada adequada. Em Alegrete, o período de parições se iniciou, e o mercado do gado gordo permaneceu estável em grande parte dos municípios. Em Caçapava do Sul, algumas categorias registraram redução de aproximadamente R$ 2,00/kg, entre 8% e 10%. Em Lavras do Sul, ocorreu remate no dia 9 de agosto, com comercialização de 252 terneiras a R$ 11,57/kg e de 231 terneiros a R$ 12,00/kg. Já em Rosário do Sul, a procura por terneiros aumentou.

Em Caxias do Sul, devido à limitação de pastagens cultivadas, os animais foram mantidos principalmente em campos nativos, de menor valor nutricional. “Apesar da suplementação com sal proteinado, houve uma queda acentuada na condição corporal do rebanho”, informa a Emater/RS-Ascar. A excessiva umidade do solo prejudicou o conforto dos animais, e as pastagens de melhor qualidade foram direcionadas aos touros para garantir condição corporal adequada na estação de monta.

Na região de Erechim, a maioria das vacas e novilhas está coberta, e fêmeas com problemas reprodutivos têm sido comercializadas para engorda, assim como bois e vacas de descarte. O estado nutricional dos rebanhos está satisfatório. Em Frederico Westphalen, mesmo com disponibilidade de pasto, foi necessário complementar a alimentação para manutenção do escore corporal. Em Passo Fundo, aspectos nutricionais e sanitários permaneceram adequados, com predominância de gestação e engorda de lotes.

Em Pelotas, produtores reforçaram a vacinação preventiva contra clostridioses. A oferta de animais prontos para abate permaneceu restrita. Em Pinheiro Machado, no Parque Charrua, foram comercializados 94 animais, com preços médios de R$ 1.587,50/cabeça para 36 terneiros, R$ 1.324,00 para 10 terneiras, R$ 1.930,00 para duas vaquilhonas, R$ 2.400,00 para cinco novilhos, R$ 2.469,50 para 40 vacas solteiras e R$ 4.020,00 para uma vaca com cria ao pé.

Em Porto Alegre, alguns produtores iniciaram protocolos de inseminação artificial em tempo fixo (IATF). Animais mantidos em pastagens diferidas, com suplementação alimentar, apresentaram condição corporal adequada. Em Santa Maria, devido às condições climáticas adversas que afetaram pastagens, foi necessária complementação alimentar, sem impacto ao bem-estar animal, com atenção redobrada a vacas em parição e terneiros recém-nascidos.

Em Santa Rosa, produtores da bovinocultura de leite têm aproveitado cercas, bebedouros, piquetes e pastagens para criação de gado de corte. A utilização de pastagens de inverno cultivadas e sistemas de integração lavoura-pecuária (ILP) contribuiu para redução de custos e maior taxa de lotação. Em Soledade, o período de parição começou e os terneiros apresentaram bom peso ao nascer, com seleção de fêmeas para reposição. As condições sanitárias dos rebanhos permaneceram satisfatórias.





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Conab faz os primeiros leilões de contrato de opção de arroz nesta semana



A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) marcou para as próximas quinta (21), e sexta-feira (22), os primeiros leilões de Contrato de Opção de Venda de arroz.

Ao todo, serão ofertados 4.074 contratos de 27 toneladas cada, o que possibilita a aquisição de cerca de 110 mil toneladas do grão na política de retomada dos estoques públicos.

As operações serão destinadas aos agricultores e agricultoras do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

Em nota, a estatal disse que serão ofertados oito lotes, com objetivo de dar a opção de venda futura ao produtor do arroz para o governo federal.

Na quinta-feira, serão 1.224 contratos de 27 toneladas cada, divididos em quatro lotes destinados exclusivamente aos agricultores familiares, produtores rurais e cooperativas que possuem Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) ou Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF).

Já na sexta-feira, serão disponibilizados outros quatro lotes, desta vez em caráter de ampla concorrência, ou seja, todos os produtores, cooperativas e demais fornecedores de milho poderão participar, inclusive agricultores familiares.

Os contratos terão vencimento em 30 de setembro e 31 de outubro. Os valores de venda também estão estabelecidos conforme com os prazos de cada vencimento, acrescidos dos custos logísticos e financeiros da colheita até a entrega do produto, informa a Conab.



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veja como o mercado pecuário abriu a semana


O mercado físico do boi gordo abriu a semana apresentando manutenção do padrão dos negócios.

Em determinadas regiões do país começam as tentativas de compra em patamares mais baixos, ainda sem êxito. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, São Paulo e Minas Gerais são exemplos desse movimento.

“Já no Centro-Norte do país ainda é evidenciada firmeza dos preços, com manutenção do padrão dos negócios, ou mesmo com algumas negociações realizadas em patamares mais altos”, conta.

Segundo ele, sob o prisma da demanda, as exportações de carne bovina seguem contundentes, com ritmo acelerado e receita crescente.

Preços médios do boi gordo

  • São Paulo: R$ 311,25 — na sexta: R$ 314
  • Goiás: R$ 299,82 — R$ 300,54
  • Minas Gerais: R$ 298,53 — R$ 299,41
  • Mato Grosso do Sul: R$ 318,98 — R$ 319,43
  • Mato Grosso: R$ 308,38 — R$ 308,99

Mercado atacadista

O mercado atacadista abriu a semana apresentando acomodação em seus preços para a carne bovina, com menor espaço para reajustes no decorrer da segunda quinzena do mês, período pautado por menor apelo ao consumo.

“Ainda vale mencionar que a carne de frango dispõe de maior competitividade em relação as proteínas concorrentes”, disse Iglesias.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 23,30 por quilo; o dianteiro segue no patamar de R$ 18,00 por quilo; e a ponta de agulha permanece a R$ 17,20 por quilo.

Exportações de carne bovina

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Foto: Pixabay

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 764,394 milhões em agosto até o momento (11 dias úteis), com média diária de US$ 69,490 milhões, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Já a quantidade total exportada pelo país chegou a 135,785 mil toneladas, com média diária de 12,344 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.629,40.

Em relação a agosto de 2024, houve alta de 58,5% no valor médio diário da exportação, ganho de 24,9% na quantidade média diária exportada e avanço de 26,9% no preço médio.



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Carga com 78 cabeças de gado avaliada em mais de R$ 200 mil é apreendida



Duas cargas irregulares com cerca de 78 cabeças de gado sem nota fiscal e um guindaste hidráulico foram apreendidos por fiscais da Secretaria de Estado da Fazenda do Pará (Sefa) neste domingo (17).

A operação que recolheu os animais ocorreu em Cachoeira do Piriá, município que faz divisa com o Maranhão. A carga havia saído de Nazaré do Piauí com destino a Altamira, no Pará.

De acordo com o coordenador Gustavo Bozola, o condutor apresentou apenas a Guia de Transporte Animal (GTA), mas afirmou não possuir a nota fiscal. Com base no boletim de preços mínimos do estado, o valor total da carga foi arbitrado em R$ 200.138,84.

Foi lavrado então um TAD de R$ 68.447,48, referente ao imposto e à multa pela infração tributária.

Já em Dom Eliseu, no sudeste do estado, os fiscais retiveram o guindaste hidráulico, procedente de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, e com destino a Belém, Pará.

Segundo o coordenador Rafael Brasil, nessa situação deveria ter sido recolhido o Diferencial de Alíquota (Difal), mas o pagamento não foi localizado. Diante da irregularidade, foi lavrado um Termo de Apreensão e Depósito (TAD) no valor de R$ 267.254,56, referente ao imposto devido e à multa pela infração.



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Capim humidícola e sal mineral: um mito que pode prejudicar sua fazenda


Pecuaristas, a busca pela forrageira ideal para o gado é constante, e o manejo correto das pastagens pode evitar muitos problemas. José Teixeira Filho, de Salvador, no estado da Bahia, levantou uma dúvida importante sobre o capim humidícola: a forrageira inibe o consumo de sal mineral? Assista ao vídeo abaixo e confira.

Nesta segunda-feira (18), o engenheiro agrônomo Wagner Pires, especialista em pastagens, consultor do Circuito da Pecuária e embaixador de conteúdo do Giro do Boi, respondeu à pergunta no quadro “Giro do Boi Responde“.

Ele esclareceu que essa ideia é um mito e explicou o que, de fato, pode afetar o consumo de sal mineral pelo rebanho.

O capim humidícola não inibe o consumo de sal mineral

Capim humidicola. Foto: Divulgação
Capim humidicola. Foto: Divulgação

Wagner Pires é enfático: o capim humidícola não inibe o consumo de sal mineral. Ele explica que a ingestão de sal pelo gado está relacionada a outros fatores, que podem estar presentes na fazenda e que, muitas vezes, são mal interpretados.

Um dos fatores é a fertilidade do solo. Se o solo é muito rico em fósforo e outros minerais, o capim, por consequência, também será rico em nutrientes.

Nesses casos, o gado já se nutre das necessidades minerais ao pastejar, e o consumo de sal pode ser menor. No entanto, essa situação não é comum no Brasil, onde a maioria dos solos tem baixa fertilidade e a suplementação mineral é crucial.

Outro fator é a qualidade da água. Se a água disponível na fazenda é salobra, o gado já está consumindo sal ao beber, o que inibirá a ingestão do sal mineral oferecido no cocho.

A importância da qualidade do sal e da mineralização

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Foto: Giro do Boi

A qualidade do sal mineral também é um ponto crucial. Muitos minerais e sais proteicos contêm palatabilizantes que estimulam o consumo, o que ajuda o gado a se mineralizar mais facilmente.

Se o pecuarista oferece apenas sal branco e a água já é salobra, o gado consumirá pouco sal, o que pode levar a deficiências nutricionais.

A mineralização é essencial para a nutrição do gado, e a deficiência de minerais pode comprometer o resultado da fazenda. Portanto, é fundamental:

  • Oferecer um sal mineral de qualidade, com palatabilizantes que estimulem o consumo, para garantir que o rebanho atenda às suas necessidades.
  • Avaliar a qualidade da água disponível para o gado, para entender se ela já contribui com o consumo de sal.
  • Ter atenção à mineralização, que é a base para um rebanho saudável e produtivo, capaz de expressar todo o seu potencial genético.

A correta mineralização do rebanho, combinada com um bom manejo de pastagens, é a chave para uma pecuária mais rentável e sustentável.



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Preços da soja ficam estáveis e três regiões apresentam alta nas cotações; confira



O mercado de soja teve sessão marcada por poucos reportes de negócios, avaliou Rafael Silveira, analista da consultoria Safras & Mercado. Apesar da sustentação das cotações, não houve grandes movimentações no dia. Nos portos, as indicações foram escassas, enquanto Chicago trabalhou de forma volátil, mas dentro de margens estreitas. O dólar apresentou firmeza, porém sem reflexos relevantes nas ofertas.

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Segundo Silveira, depois do volume expressivo de negócios registrado na semana passada, os vendedores agora se mostram mais cautelosos, aguardando novas oportunidades em meio a possíveis volatilidades externas.

Soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 135,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 136,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 142,00 para R$ 142,50
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 135,00 para R$ 136,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 141,00 para R$ 141,50
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 126,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 126,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 127,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com preços em baixa. O dia foi de muita volatilidade, com os preços oscilando em uma estreita margem. De um lado, sinais de melhora na demanda limitaram as perdas. Mas o clima favorável segue sendo fator de pressão e os agentes acompanham as informações vindas da crop tour iniciada nesta segunda nos principais estados produtores americanos.

As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 473.605 toneladas na semana encerrada no dia 14 de agosto, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 544.246 toneladas.

Trabalhos de pesquisa de lavouras de soja e milho dos Estados Unidos devem ter seus primeiros resultados divulgados a partir de amanhã (19), com a perspectiva de bons números para a Dakota do Sul.

Para a soja, a contagem de vagens nas amostras também é muito boa. Apesar das chuvas recentes na região, inspetores de safra identificaram áreas com solo ressecado e rachado em condados como Jay, em Indiana.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com baixa de 1,50 centavos de dólar, ou 0,14%, a US$ 10,20 3/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,41 1/4 por bushel, com baixa de 1,25 centavo ou 0,11%.

Nos subprodutos, a posição setembro do farelo fechou com baixa de US$ 3,00, ou 1,05%, a US$ 280,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em setembro fecharam a 53,27 centavos de dólar, com ganho de 0,09 centavo ou 0,16%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,63%, sendo negociado a R$ 5,4330 para venda e a R$ 5,4310 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4035 e a máxima de R$ 5,4400



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Chuva de 150 mm e altas temperaturas; Inmet mostra como ficará o clima até outubro



O boletim agrometeorológico mensal do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) traz a previsão do tempo para o trimestre agosto/setembro/outubro, com expectativa de chuva e temperaturas para todo o Brasil:

Sul

A previsão climática indica volumes de chuva acima da média histórica nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, bem como no sul do Paraná ao longo de setembro e outubro, com acumulados superiores a 150 mm.

Por outro lado, prevê-se chuva dentro e abaixo da média histórica nas porções central e norte do Paraná, respectivamente. As temperaturas do ar permanecerão acima da média em toda a Região Sul, principalmente no noroeste de Santa Catarina, onde os aumentos podem chegar a 2°C em relação aos patamares normais para o período. Ainda assim, em áreas mais elevadas, os valores poderão ficar abaixo de 13°C em alguns dias, devido à entrada de massas de ar frio.

A previsão do Inmet indica a manutenção de níveis elevados de umidade no solo nos próximos meses em praticamente todo o Sul, onde os valores de armazenamento hídrico devem se manter entre 70% e 90%. Tal condição é considerada favorável ao desenvolvimento de culturas de inverno, como o trigo, aveia e cevada.

Sudeste

A previsão climática para o trimestre de agosto a outubro indica chuvas abaixo da média histórica do período em todo o Sudeste brasileiro, com decréscimo de até 30 mm em praticamente todo o território. Maiores reduções (de até 50 mm) são previstas nas áreas de divisa entre Minas Gerais e São Paulo.

Segundo o Inmet, no oeste paulista e região do Triângulo Mineiro, as temperaturas podem ficar até 2°C acima da média para o período. Já nos estados do Espírito Santo e Rio de Janeiro, os termômetros podem ficar até 0,5 °C acima da climatologia. Em relação ao armazenamento de água no solo, os mapas indicam baixa disponibilidade hídrica no centro-sul de Minas Gerais, parte do Triângulo Mineiro, Rio de Janeiro, Espírito Santo e norte paulista, com percentuais inferiores a 30% ao longo do trimestre.

Já em áreas sul e leste de São Paulo, a previsão indica condições mais favoráveis, com estoques hídricos variando entre 50% e 90%. “A deficiência hídrica tende a predominar, especialmente nos meses de setembro e outubro, com valores entre -60 mm e -130 mm no norte de Minas Gerais. Já os excedentes estão limitados ao extremo sul de São Paulo e Vale do Paraíba, sendo pontuais e insuficientes para compensar o déficit hídrico acumulado nas
demais áreas da região”, destaca a nota do Instituto.

Centro-Oeste

O prognóstico climático do Inmet indica volumes de chuva abaixo da média em todos os estados do Centro-Oeste brasileiro, com redução de até 30 mm em relação à média histórica do período. Vale destacar que a região está em seu período seco nesta época.

As temperaturas devem permanecer acima da média em toda a região, devido à atuação persistente de massas de ar seco e quente, com valores entre 1,0°C e 2,0°C acima da média histórica, especialmente em Mato Grosso do Sul e no sul de Mato Grosso e de Goiás. “A previsão dos níveis de umidade do solo indica uma redução progressiva ao longo dos meses de agosto a outubro”, destaca o Instituto.

Em Goiás e no sul do Mato Grosso, os estoques hídricos deverão permanecer abaixo de 30% ao longo do período. Em contraste, em áreas no sul do Mato Grosso do Sul, são previstos níveis de armazenamento hídrico superiores a 60%. Embora o déficit hídrico predomine na região, há previsão de excedente hídrico em áreas pontuais, como no extremo sul de Mato Grosso do Sul.

Nordeste

Para os próximos meses, são previstos volumes de chuva abaixo da média em áreas do Maranhão, oeste do Piauí, norte do Ceará e extremo sul da Bahia. Em contraste, o litoral leste de Alagoas, Sergipe e Pernambuco deve registrar volumes acima da média, com valores que superam 10 mm. Nas demais áreas do Nordeste, a previsão é de chuvas dentro da média histórica.

As temperaturas do ar deverão permanecer acima da média histórica em todo o Nordeste, com valores entre 0,5°C e 1,0°C acima da média. As menores elevações são esperadas no litoral, devido à persistência de dias chuvosos, que amenizam a temperatura, bem como na região central da Bahia. Já as maiores elevações são previstas para a região do Ceará, Piauí e Maranhão, além da região oeste da Bahia.

Devido à maior incidência de chuvas no litoral, os estoques de água no solo permanecem satisfatórios nas áreas costeiras, especialmente no litoral que se estende do Rio Grande do Norte até a Bahia, com armazenamento superior a 60% até setembro. “No entanto, o interior da região continua com níveis reduzidos, com a umidade do solo não ultrapassando 30% ao longo do trimestre no norte do Ceará e na porção centro-leste do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia”, destaca o órgão.

O déficit hídrico se intensifica nos meses de setembro e outubro, com valores superiores a 100 mm no Maranhão, Piauí, Ceará, oeste do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e no semiárido da Bahia. “Essas condições podem limitar o desenvolvimento de culturas de sequeiro, impactar pastagens e exigir atenção especial à irrigação suplementar.”

Norte

O Inmet indica volumes de chuva abaixo da média histórica para o trimestre agosto, setembro e outubro em Roraima, Rondônia, leste do Amazonas, sul e noroeste do Pará, Amapá e oeste de Tocantins, com reduções de até 30 mm em relação à climatologia. Por outro lado, no extremo noroeste do Amazonas (região da cabeça do cachorro) são previstos valores acima de 10 mm em relação à média histórica, onde o padrão de precipitação tende a se manter mais favorável no trimestre.

Em relação às temperaturas médias do ar, devem prevalecer desvios acima da média histórica em quase toda a Região Norte. Assim, valores térmicos de até 1°C acima da média são previstos no centro-sul do Amapá, norte do Pará, Roraima, Amazonas, Acre e Rondônia. Na região central do Pará e divisa com Tocantins, são previstas elevações em torno de 2°C acima da climatologia regional.

A previsão do armazenamento hídrico no solo para os próximos meses indica níveis elevados no noroeste do Amazonas e no norte de Roraima, com percentuais superiores a 60%, reflexo dos volumes de chuva mais expressivos nessas áreas. “Entretanto, observa-se um declínio progressivo dos estoques de água no solo ao longo do trimestre, sobretudo no sul e sudeste do Pará, Rondônia, leste do Acre, Tocantins e sul do Amazonas, onde os percentuais previstos permanecem abaixo de 30%”.

As projeções do Inmet mostram intensificação das condições de seca no sul e centro do Pará, Rondônia e Tocantins, com déficits superiores a 100 mm no mês de agosto, estendendo-se para o norte do Pará e Amapá nos meses de setembro e outubro. “Essas condições demandam atenção especial ao manejo hídrico, pois podem afetar cultivos em final de ciclo, sistemas agroflorestais, pastagens e lavouras irrigadas de alta demanda hídrica”.



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Chuva aparece ou seca castiga? Como deve ficar o tempo na virada do mês de agosto?



A previsão do tempo para os próximos dias indica a possibilidade de focos de incêndio em grande parte do Brasil Central, incluindo nas regiões do Matopiba. Por isso, os produtores devem evitar qualquer manejo com fogo nos próximos 15 dias, especialmente porque não há previsão de chuva.

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O tempo no Sul

Segundo o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, no Sul do país, um ciclone em formação deve levar chuva para Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e até a porção sul do Mato Grosso do Sul. Essa situação, porém, não deve espalhar precipitação para o Brasil Central, onde o retorno das chuvas está previsto apenas para a virada do mês de agosto para setembro.

Quando a chuva vem?

Entre os dias 24 e 28 de agosto, a chuva deve se concentrar no Paraná e no sul do Mato Grosso do Sul. A partir da virada do mês, espera-se precipitação pouco volumosa e mal distribuída no Centro-Oeste e Sudeste, suficiente para, aos poucos, amenizar os focos de incêndio, repor a umidade do solo e permitir que os produtores acelerem os trabalhos no campo.



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