terça-feira, maio 5, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Encontro reúne mais de 350 empresários no México


No encerramento do Encontro Empresarial México-Brasil, promovido pelo governo do Brasil na Cidade do México nesta quarta-feira (27), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro ressaltou a importância da parceria com o país, que representa o maior número de habilitações de empresas brasileiras.

“Este, que é o vigésimo encontro empresarial do Brasil nesses dois anos e oito meses e diante de acordos que conseguimos produzir tanto hoje, chego à conclusão: estamos no rumo certo, dando exemplo do multilateralismo, do respeito e das oportunidades que podem ser geradas”, afirmou o ministro.

O evento reuniu cerca de 350 empresários de ambos os países, sendo mais de 150 brasileiros.

Presidente da Apex Brasil, organizadora do encontro junto com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), Jorge Viana destacou a produtividade do encontro com a discussão de temas que avançam nos acordos firmados entre os países, como o trabalho na agenda de etanol produzido de cana de açúcar a partir das expertise de 40 anos do Brasil.

A ministra do Planejamento e Orçamento do Brasil, Simone Tebet, ressaltou a importância da parceria entre os países e a relação entre os setores privados para o avanço na segurança alimentar.

Liderando a delegação brasileira, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, fez um balanço da relação comercial entre os países, que se aproxima dos US$ 14 bilhões e com grandes oportunidades de crescimento.

“Viemos com mais de uma centena de líderes empresariais brasileiros. Queremos fortalecer os laços com o México e trabalharmos juntos na Agricultura, avançar no comércio, na ciência, com a vinda da Embrapa, defesa sanitária, combate à fome”, comentou, finalizando o encontro.





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‘Negociar tarifas será um sucesso para a soja; não conseguir, um tiro no pé’, diz Daoud



O governo brasileiro iniciou tratativas para aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos, em resposta às tarifas de 50% impostas pelo país norte-americano sobre exportações brasileiras.

O comentarista do Canal Rural, Miguel Daoud, conversou com o time do Soja Brasil e analisou os possíveis impactos. Segundo ele, a grande preocupação está na reação do presidente dos EUA, que poderia decidir aumentar ainda mais as tarifas. ”Diplomaticamente, o Brasil acredita que é possível abrir portas que hoje estão fechadas, mas as chances de sucesso não são altas, considerando a possibilidade de retaliação”, pontua.

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Sobre o efeito nas exportações de soja, até o momento não houve impacto. Isso se deve, em parte, ao aumento das importações chinesas vindas dos EUA, mantendo o mercado brasileiro relativamente estável. Segundo o especialista, o que realmente preocupa são os custos de produção, que podem ser pressionados com o desenrolar da disputa.

Quanto à possibilidade de a Lei da Reciprocidade beneficiar diretamente a soja, Daoud não enxerga grandes chances de efeito positivo imediato. ”As consequências para o Brasil podem ser desfavoráveis, incluindo aumento de custos e instabilidade no comércio. Por outro lado, se o país conseguir renegociar as tarifas com sucesso, isso representaria um resultado positivo; caso contrário, a medida poderia se tornar um tiro no pé”, conclui Daoud.



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Expointer 2025: carrapaticida com 195% de retorno revoluciona a pecuária


Pecuaristas, a 48ª edição da Expointer 2025 promete ser um palco de inovação e negócios para o setor. Além de ser uma vitrine para milhares de animais, o evento será uma oportunidade para discutir soluções e tecnologias que garantem a sanidade e a rentabilidade da fazenda. Assista ao vídeo e confira.

O Giro do Boi recebeu o médico-veterinário Lucas Balinhas, coordenador regional da Vetoquinol Saúde Animal para o estado do Rio Grande do Sul, para falar sobre os desafios da sanidade animal e as soluções que a empresa leva aos produtores.

A Expointer, que vai até 7 de setembro, movimentou R$ 8 bilhões em negócios no ano passado, e a expectativa para este ano é ainda maior.

O carrapato: um prejuízo bilionário

Foto: Cristina Brito /Embrapa Divulgação

O carrapato é um dos maiores desafios sanitários da pecuária, com prejuízos que chegam a R$ 15 bilhões no Brasil e R$ 3 bilhões apenas no estado do Rio Grande do Sul.

Um animal infestado pode perder de 30 a 40 kg de peso por safra, o que representa uma perda de R$ 500 por cabeça por ano. O carrapato não só impacta o ganho de peso, mas também pode travar mercados devido a problemas sanitários e de imagem que afetam a exportação.

Para combater esse problema de forma eficaz, a Vetoquinol desenvolveu um carrapaticida com nanotecnologia que entrega alta concentração de fluazuron e fipronil, agindo de forma sistêmica e controlando o parasita de forma prolongada.

Estudo na Unipampa comprova retorno de 195%

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Foto: Canva

Um estudo realizado na Unipampa, em Uruguaiana, no estado do Rio Grande do Sul, comprovou a eficácia do carrapaticida e o retorno financeiro que o produto traz ao pecuarista.

O investimento para manter um animal livre de carrapatos por 82 dias é de R$ 15 a R$ 20. No entanto, o retorno obtido com o aumento de peso e a saúde do animal é de quase 195%, o que é um resultado impressionante e que mostra que a sanidade é um investimento.

A carência do medicamento é de apenas 29 dias, o que garante a segurança alimentar e evita problemas com resíduos na carne, um ponto crucial para a exportação e para o atendimento aos mercados mais exigentes.

Momento ideal para a vermifugação

Lucas Balinhas ressalta que o momento ideal para iniciar um protocolo sanitário contra o carrapato é no início de setembro, com a chegada da primavera e o aumento da temperatura, que favorece a proliferação do parasita.

A Vetoquinol estará presente na Expointer 2025 com sua equipe técnica para apresentar suas tecnologias e conversar com os produtores.

O evento será uma oportunidade de se informar e buscar soluções que garantam a sanidade, o bem-estar e a produtividade da fazenda, transformando o desafio do carrapato em uma oportunidade de lucro.



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Brasil e China firmam acordo de pré-listing para exportação de sorgo



Brasil e China firmaram acordo de pré-listing para habilitação de exportadores de sorgo. O acordo foi firmado na quinta-feira (28), informou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, nas redes sociais. “A China reconheceu o pré-listing. O Brasil vai indicar todas as cerealistas que tenham interesse em comercializar sorgo para a China”, afirmou Fávaro. “Seguimos com o propósito de ampliar oportunidades e diversificar os produtos para exportação”, acrescentou.

O modelo do pré-listing dispensa a avaliação final por parte das autoridades chinesas, ou seja, a habilitação sanitária das indústrias é feita pela autoridade do país exportador, de acordo com as regras do país importador.

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Com a adoção do regime, empresas cadastrados no sistema de inspeção sanitária do Ministério da Agricultura e que cumprirem os requisitos chineses estarão aptos a vender sorgo para o país asiático. “Na prática, o Ministério da Agricultura passa a ter autoridade para certificar e habilitar estabelecimentos previamente auditados, agilizando o processo e fortalecendo a confiança entre os países”, afirmou a pasta nas redes sociais.

A China abriu seu mercado para importação de sorgo brasileiro em novembro do ano passado. Mas, até o momento, o fluxo comercial ainda não começou em virtude dos processos posteriores à abertura. No início deste mês, representantes da Administração Geral de Alfândegas da China (GACC), autoridade sanitária do país asiático, fizeram uma auditoria na produção de sorgo brasileira, incluindo visitas em propriedades rurais, cooperativas e armazéns nos estados de Goiás e Minas Gerais para avaliar práticas sanitárias e de sustentabilidade da produção.

O Brasil espera efetivar o comércio de sorgo com a China ainda neste ano, após a habilitação dos estabelecimentos exportadores do cereal pela autoridade sanitária nacional. A Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho) projeta iniciar as vendas na safra que está sendo colhida. Inicialmente, a tendência é de volumes pequenos, mas a associação vê amplo potencial de exportação de sorgo brasileiro, dado que a China importa 7 milhões de toneladas do cereal por ano, sobretudo dos Estados Unidos.

O apetite chinês pode ser intensificado em meio à guerra tarifária com os Estados Unidos, segundo fontes do setor. A China responde por 83% do comércio global de sorgo, com demanda de US$ 2 bilhões por ano, sendo que os Estados Unidos fornecem metade do total importado pelo mercado chinês. A China é a maior importadora mundial de sorgo tanto para produção de ração quanto para produção de bebida local, consumindo 10 milhões de toneladas por ano.

O Brasil é o terceiro maior produtor de sorgo do mundo, com cerca de 5 milhões de toneladas por safra. Porém, a participação brasileira é de 0,5% no mercado mundial de sorgo, com pouco mais de 100 mil toneladas vendidas ao mercado externo.



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Tem episódio novo do Soja Brasil no ar; safra 25/26 e agricultura regenerativa estão entre os destaques



O episódio 38 do programa Soja Brasil já está no ar e traz assuntos relevantes para os produtores e para toda a cadeia do agronegócio. Entre os destaques estão as expectativas para a safra 2025/26 em Mato Grosso, debates sobre sustentabilidade, avanços em agricultura regenerativa e os preparativos para a COP 30, evento que será realizado no Pará.

Soja em MT

Em Mato Grosso, maior estado produtor de soja do país, agricultores projetam uma temporada marcada pela cautela. Embora a área cultivada deva crescer 1,67% em relação ao ciclo anterior, o cenário de juros elevados, custos de produção pressionados e preços menos atrativos mantém os produtores apreensivos. A estratégia, segundo eles, é priorizar eficiência: investir em tecnologia e manejo qualificado para extrair o máximo da mesma área, sem ampliar o plantio.

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Agricultura regenerativa e sustentabilidade

O programa também destacou inovação e sustentabilidade, com foco na agricultura regenerativa, que tem ganhado cada vez mais espaço. Essa prática, capaz de recuperar a saúde do solo e aumentar a produtividade em até 5% nos primeiros anos, foi exemplificada pela Fazenda Lagoa Bonita, em Itaberá (SP). O modelo combina rotação de culturas, adubação verde e iniciativas sociais voltadas à comunidade,

Você é o nosso convidado!

E se você ainda não se inscreveu para a Abertura Nacional do Plantio da Soja: corre que você é nosso convidado! O encontro será realizada em 3 de outubro, na Fazenda Recanto, em Sidrolândia (MS). O evento marca o início da 14ª temporada do Projeto Soja Brasil e reunirá especialistas para discutir geopolítica, mercado e clima.



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Casal de Goiás transforma sítio em referência na produção de queijo frescal


Em Alexânia, Goiás (GO), o casal Gervaso da Silva Oliveira e Maria Antônia vem transformando o Sítio das Oliveiras em referência na produção de queijos artesanais. Para se ter uma ideia, este ano o casal foi um dos quinze finalistas no Prêmio Brasil Artesanal – edição Queijos, promovido pela CNA, com apoio do Sebrae.

Na premiação, foram escolhidos os melhores queijos do país. “Fomos premiados em quarto lugar com o nosso queijo frescal artesanal”, diz Oliveira, orgulhoso pela conquista.

Desde 2015, quando chegaram ao Sítio das Oliveiras, eles passaram a investir na propriedade, isso porque, eles começaram do zero: construíram a estrutura, criaram o gado e aprenderam passo a passo sobre a produção de leite de qualidade.

“Esse queijo é feito com leite pasteurizado, todo feito com produção própria, o leite é de boa qualidade, as nossas vacas são da raça girolanda.”

Cada detalhe do processo como a salga, a coagulação e a prensagem, é realizado com cuidado para garantir um sabor único.

“A nossa receita, em geral, é a seguinte: colocamos um pouco de amor, dedicação e alguns toques especiais no processo da fabricação. No entanto, tudo é feito com muito amor para que os nossos queijos cheguem à mesa do consumidor, com um gostinho de quero mais”, conta o produtor.

Queijo branco frescal Queijo branco frescal
‘Queijo frescal artesanal’ classificados no Prêmio Brasil Artesanal da CNA 2025.
Foto: Arquivo pessoal
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Com dedicação, em 2018, a família Oliveira iniciou a jornada de melhorias recebendo assistência técnica na atividade leiteira. Pouco depois, eles coemçaram a produção de queijos, realizando cursos e trocando experiências com outros produtores.

Foi justamente essa combinação de aprendizado e perseverança que possibilitou, em 2023, a regularização da ‘Queijaria Sítio das Oliveiras’ junto à Agrodefesa de Goiás.

Atualmente, a propriedade já conta com dois queijos registrados com o ‘Selo Arte’: o frescal e o coalho. “A nossa produção, 90% das nossas vendas é em Brasília. Entregamos em mercadinhos, em polos de frios”, finaliza Oliveira.

Porteira Aberta Empreender

Quer saber mais? Assista ao programa Porteira Aberta Empreender, uma parceria entre o Sebrae e o Canal Rural, que traz dicas, curiosidades, orientações e mostra histórias reais de micro e pequenos produtores de todo o país.

Às quintas-feiras, às 17h45, no Canal Rural. | Foto: Arte Divulgação



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Brasil espera que México abra mercado para farinha de bovinos e suínos, diz Fávaro



O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, disse que o Brasil espera que o México abra seu mercado para farinha de origem animal do Brasil, utilizada na alimentação animal. “O Brasil espera que, nos próximos dias, o México abra seu mercado para farinhas de bovinos e suínos do Brasil para que possamos fornecer estes produtos ao México”, afirmou Fávaro nesta quinta-feira (28), a jornalistas durante agendas da missão do governo brasileiro ao México, liderada pelo vice-presidente, Geraldo Alckmin.

Fávaro lembrou que o Brasil já permitiu a importação de abacate mexicano. “Estamos na iminência de abrir o mercado para pêssego, derivados de atum e aspargos do México”, antecipou o ministro.

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O ministro destacou ainda que as exportações de produtos agropecuários para o México cresceram cerca de US$ 870 milhões desde o início de 2023. “Mas não viemos aqui somente com o objetivo de vender os produtos brasileiros, mas sim de ampliarmos as relações de intercâmbio tecnológico até mesmo para ajudar o México no combate à escassez (carestia) de alimentos”, observou Favaro.

Também em entrevista coletiva, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, citou avanços em rastreabilidade entre os países. “Avançamos também pedindo que a rastreabilidade não interrompa a corrente de comércio no agro”, afirmou Alckmin, citando medidas de implementação adotadas pelo País.



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Polícia Federal destrói 8 mil pés de maconha em operação no Amazonas



A Polícia Federal realiza, desde terça-feira (26), a Operação Alvorada Verde, com o objetivo de confirmar informações sobre o cultivo ilícito de maconha e combater o tráfico de drogas em áreas remotas do interior do Amazonas.

As ações ocorrem nas regiões do rio Abacaxis, em Nova Olinda do Norte (AM), e do rio Curuçá, em Maués (AM). Durante a operação, os agentes localizaram plantações em mata fechada e destruíram cerca de 8 mil pés de maconha.

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De acordo com a PF, a investigação começou a partir de denúncias sobre o cultivo ilegal na região. A ação teve caráter preventivo e repressivo, voltado para eliminar os plantios e reduzir o risco de que comunidades ribeirinhas, indígenas e outros grupos em situação de vulnerabilidade fossem expostos à violência, coação e degradação ambiental.

A Operação Alvorada Verde também teve caráter estratégico, por ser a primeira erradicação na área em anos, em uma região considerada historicamente sensível e palco de conflitos. Foi ainda a primeira missão com o uso do novo helicóptero da Coordenação de Aviação Operacional da PF e com apoio da nova base de aviação da instituição no Amazonas.

A operação contou com a participação de diversos órgãos, como o Censipam,Funai, ICMBio, Ibama e a Força Nacional, reforçando a atuação integrada de proteção ambiental, respeito aos direitos dos povos indígenas e enfrentamento de crimes em áreas estratégicas da Amazônia.



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AgroNewsPolítica & Agro

Câmara aprova crédito para energia solar na agricultura


A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que reserva recursos de garantia para operações de crédito de cooperativas de geração compartilhada de energia fotovoltaica a ser usada na produção rural. A proposta também cria os programas nacionais de Florestas Produtivas de Desenvolvimento e de Sistemas Agroflorestais de Base Agroecológica.

A criação dos dois programas foi incluída pelo relator de Plenário, deputado Nilto Tatto (PT-SP), no Projeto de Lei 1707/24. A proposta, do deputado Pedro Uczai (PT-SC), tratava originalmente apenas das cooperativas. O texto segue para o Senado. De acordo com o substitutivo aprovado, por 18 meses a partir da futura lei, o Fundo Garantidor de Operações (FGO) reservará R$ 400 milhões para garantir financiamentos de projetos de geração compartilhada dessas cooperativas.

Os projetos deverão contar com um percentual mínimo de conteúdo nacional definido em regulamento. A garantia do empréstimo será articulada com os programas federais relacionados às políticas industriais, de transição energética e descarbonização.

Já o dinheiro para o empréstimo a essas cooperativas de geração compartilhada poderá vir do crédito rural do Pronaf, condicionado ao uso da totalidade da energia gerada às atividades de produção agropecuária dos estabelecimentos rurais associados. Caberá ao Conselho Monetário Nacional (CMN) definir as condições dos financiamentos.

O autor do projeto, deputado Pedro Uczai, destacou que o objetivo é garantir a agricultores familiares sua própria cooperativa de energia solar.

Já o deputado Nilto Tatto afirmou que a proposta contribui para acelerar a implantação de usinas de menor porte, descentralizando a produção de energia, ampliando a participação social no setor elétrico e promovendo a democratização do acesso à energia renovável.

“A iniciativa alinha-se plenamente à estratégia de transição energética justa e inclusiva, ao mesmo tempo em que estimula o desenvolvimento regional e a sustentabilidade econômica dos produtores organizados em regime cooperativo”, disse.

Segundo Tatto, o projeto contempla agricultores que atualmente não têm política de apoio para produzir energia. “Cria uma alternativa de baratear o que está produzindo e gerar renda com produção de energia”, afirmou.

Sobre a criação dos programas de Sistemas Agroflorestais (Prosafs) e de Florestas Produtivas, Nilto Tatto explicou que as iniciativas têm articulação direta com a política energética nacional. “Esses programas possibilitam a integração entre produção agrícola, preservação ambiental e geração de energia renovável, sobretudo pelo aproveitamento sustentável dos recursos florestais”, informou.

Programa agroflorestal

Incluído no projeto, o Programa Nacional de Desenvolvimento de Sistemas Agroflorestais de Base Agroecológica (Prosaf) pretende promover a conservação da biodiversidade dos ecossistemas e melhorar a viabilidade econômica dos agricultores familiares rumo a uma agricultura resiliente à mudança do clima, com diversificação ecológica, cultural e agronômica por meio da produção sustentada.

Entre os objetivos do Prosaf estão a implantação de sistemas agroflorestais de base agroecológica em todas as regiões do País; a recuperação de áreas degradadas, prioritariamente aquelas situadas em bacias hidrográficas em estado crítico e áreas consideradas inaptas aos cultivos anuais; e a expansão, conservação e manejo da cobertura florestal dos biomas brasileiros.

O programa também apoiará projetos de redes de coleta e resgate de sementes e de genética animal e de produção de mudas de espécies nativas, com ênfase na agricultura familiar, comunidades tradicionais, indígenas e quilombolas.

A prioridade do programa será exatamente para os agricultores familiares, assentados da reforma agrária, povos e comunidades tradicionais e agricultores do meio urbano.

Conselho e comitê

Para viabilizar o funcionamento do Prosaf, o projeto prevê a existência de uma unidade de gerenciamento, de um conselho orientador e de um comitê técnico.

A unidade de gerenciamento deverá elaborar um plano operacional do programa, com metas anuais, volumes de recursos a serem aplicados e resultados a serem alcançados.

Já o conselho deverá estabelecer as diretrizes e critérios para a implementação do plano e aprová-lo, além de acompanhar a execução e aprovar o relatório anual de atividades do programa.

Caberá ao comitê técnico elaborar um manual técnico com diretrizes e recomendações para o planejamento, a implantação e monitoramento de sistemas agroflorestais de base agroecológica. Também deverá desenvolver metodologia para a valoração de serviços ambientais e ecossistêmicos associados aos sistemas agroflorestais previstos no projeto.

Identificação

Por meio de um Sistema de Identificação e Valorização de Sistemas Agroflorestais de Base Agroecológica, deverão ser habilitados os sistemas agroflorestais de base agroecológica que participarão do programa, inclusive para a produção e comercialização de produtos madeiráveis de espécies nativas e de espécies ameaçadas de extinção, promovendo sua conservação.

Esse sistema incentivará iniciativas de identificação geográfica, identificação de origem e sistemas participativos de garantia e certificação agroflorestal, seja por meio de entidades públicas ou privadas credenciadas.

Quanto à certificação, será estimulada a regularização ambiental de sistemas agroflorestais de base agroecológica junto aos órgãos ambientais, inclusive para a celeridade de vistorias e emissão de autorizações de corte, de transporte e de comercialização de produtos de espécies nativas madeiráveis e de espécies ameaçadas de extinção.

Financiamento

O programa será financiado com recursos do Orçamento da União. Por cinco anos, seguindo regra da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), poderá ser usado dinheiro da conversão de multas em serviços ambientais, do Pronaf, do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima, do Fundo Nacional do Meio Ambiente e de fundos constitucionais de desenvolvimento regional.

Florestas produtivas

Em relação ao Programa Nacional de Florestas Produtivas, o objetivo é recuperar áreas que foram alteradas ou degradadas para fins produtivos, a fim de adequá-las para regularização ambiental por meio da agricultura familiar e ampliação da capacidade de produção de alimentos saudáveis e de produtos da sociobiodiversidade.

Entre as ações previstas estão:

No bioma Amazônia, os investimentos no programa considerarão os municípios prioritários definidos no Decreto 11.687/23 para as ações de prevenção, monitoramento, controle e redução de desmatamentos e degradação florestal.

Governança e recursos

Ato conjunto dos ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar; e do Meio Ambiente e Mudança do Clima definirá o colegiado gestor do programa e suas competências.

Já os recursos para financiar as ações virão do Orçamento da União ou de outros órgãos e entidades, públicas ou privadas, inclusive por meio de parcerias com organismos internacionais.

Debate em Plenário

Durante o debate em Plenário, o deputado Gilson Marques (Novo-SC) disse estar preocupado com a possibilidade de os pequenos produtores beneficiados substituírem suas produções por pequenas usinas. Além disso, ele avaliou que a política pública é genérica e pode ter direcionamento eleitoral. “Alguns estados serão mais beneficiados do que outros, e a conta é paga desproporcionalmente pelos estados”, declarou.

Em resposta, o autor do projeto, Pedro Uczai, rebateu a fala de que os recursos serão distribuídos de forma arbitrária pelos estados. “Não tem nenhum recurso distribuído gratuitamente. Todos são financiamentos, dentro das regras do Conselho Monetário Nacional”, explicou.

Já o deputado Carlos Jordy (PL-RJ), vice-líder da oposição, criticou a inclusão dos sistemas agroflorestais e de florestas produtivas na proposta. “O projeto original não continha esse tipo de matérias, feitas para garantir novos programas para beneficiar assentados da reforma agrária e movimentos sociais em ano de eleição”, reclamou.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Eduardo Piovesan e Tiago Miranda

Edição – Pierre Triboli





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