segunda-feira, maio 4, 2026

Autor: Redação

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Consumo de capim: por que o meio-sangue Angus come mais que o Nelore?


Pecuaristas, a nutrição é a base do ganho de peso, mas o consumo de capim pode variar entre as raças, impactando diretamente o ciclo de produção. Alex Bragato, de Santa Rita do Pardo, no estado de Mato Grosso do Sul, levantou uma dúvida crucial: qual a diferença no consumo diário de capim entre um nelore e um animal meio-sangue angus, ambos com 300 kg de peso médio? Assista ao vídeo abaixo e confira a resposta detalhada.Assista ao vídeo abaixo e confira a resposta detalhada.

Nesta terça-feira (26), o zootecnista Alexandre Zadra, especialista em genética e cruzamento industrial de bovinos, respondeu à pergunta no quadro “Giro do Boi Responde”.

Ele explica que, embora consumam mais, os cruzados respondem com maior precocidade, o que é a chave para o sucesso na pecuária moderna.

Cruzados consomem mais e respondem mais rápido

Reprodutor da raça Angus. Foto: ABAReprodutor da raça Angus. Foto: ABA
Reprodutor da raça Angus. Foto: ABA

Alexandre Zadra ressalta que, em estudos realizados pela Embrapa (Dr. Kepler) e por pesquisadores na Austrália (Dr. Frisch), a conclusão é que bovinos jovens, de qualidade semelhante, consomem a mesma quantidade de alimento para ganhar 1 kg de peso vivo. A grande diferença, no entanto, é o apetite.

Os animais de cruzamento, como o meio-sangue angus, consomem mais capim diariamente. Eles têm mais apetite e, se recebem uma nutrição adequada, respondem com maior ganho de peso e precocidade no abate.

O especialista exemplifica que, se um nelore e um cruzado saem no mesmo peso para o abate, mas o cruzado sai um ano mais cedo, é porque ele consumiu a mesma quantidade de alimento em menos tempo.

Peão acompanhando vacas Nelore BRGN para inseminação artificial. A sigla BRGN é de Brasil Genética Nelore, desenvolvida pela Embrapa Cerrados desde o ano 2000. Foto: Fabiano Marques Dourado Bastos/Embrapa CerradosPeão acompanhando vacas Nelore BRGN para inseminação artificial. A sigla BRGN é de Brasil Genética Nelore, desenvolvida pela Embrapa Cerrados desde o ano 2000. Foto: Fabiano Marques Dourado Bastos/Embrapa Cerrados
Peão acompanhando vacas Nelore BRGN para inseminação artificial. A sigla BRGN é de Brasil Genética Nelore, desenvolvida pela Embrapa Cerrados desde o ano 2000. Foto: Fabiano Marques Dourado Bastos/Embrapa Cerrados

A diferença no consumo de capim entre um nelore e um meio-sangue angus está na capacidade de ingestão diária. Alexandre Zadra estima que um animal meio-sangue consome, em média, de 1,3 a 1,5 vez mais do que um zebuíno puro por dia para chegar a um abate mais precoce.

O especialista é enfático ao afirmar que não há milagre: se o animal vai para o abate mais cedo, ele consumiu a mesma quantidade total de alimento que o outro animal que foi abatido mais tarde. A diferença está na eficiência biológica do cruzado em converter o alimento em peso em um ciclo de tempo mais curto.

O segredo, portanto, não é que um animal consome menos para ganhar peso, mas que um animal com a genética correta consome mais para ganhar peso mais rápido, o que se traduz em um ciclo de produção mais curto e em maior rentabilidade para o pecuarista, com um uso mais eficiente da pastagem.



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Salmão por R$ 49,99/kg é destaque em festival de mercado de peixes


O Mercado do Peixe de Santos, em São Paulo, iniciou nesta terça-feira (2) o Festival do Salmão com preços a partir de R$ 49,99 o quilo. As promoções seguem até domingo (7).

Durante o festival, 20 licenciados oferecem diferentes cortes de salmão, ideais para preparo cru, grelhado ou assado, a preços a partir de R$ 49,99/kg (peça inteira). A média de preços cobrada no quilo do salmão é de R$ 68,00 nos dias normais, redução de aproximadamente 26%. 

De acordo com o comerciante do Box Santista, Alex de Andrade, a expectativa é de aumento das vendas do salmão, peixe muito popular no Brasil e com grande benefício nutricional.

“Quem visita o mercado gosta de encontrar variedade e promoções. O Festival do Salmão é uma forma de mostrar que temos qualidade e preço justo” diz. 

“Há dois anos não fazíamos este festival. Então, houve negociação com os fornecedores e eles conseguiram negociar o preço para oferecer algo mais acessível aos clientes”, disse o coordenador do Mercado de Peixes, Paulo Sérgio Carvalhal.

Entre os clientes, a promoção também foi bem recebida. “Sempre compro salmão para preparar em casa, mas o preço andava pesado. Com essa promoção, já garanti alguns quilos para o mês”, disse a aposentada Tereza Di Gianni, 70, moradora do Campo Grande, em São Paulo.

SalmãoSalmão
Foto: Raimundo Rosa/divulgação Prefeitura de Santos

O Mercado do Peixe de Santos funciona de terça a sábado, das 7h às 18h, e aos domingos, das 7h às 15h, na Avenida Mário Covas Júnior, 3.050, em Santos, São Paulo.

O espaço conta com estacionamento, acessibilidade, áreas de refrigeração e o restaurante Paru, localizado no mezanino, que oferece refeições rápidas de frutos do mar.



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Prazo para entrega do ITR 2025 termina em 30 de setembro



Produtores rurais de todo o Brasil devem enviar a Declaração de Imposto Territorial Rural (ITR) 2025 até o dia 30 de setembro.

Neste ano, a Receita Federal trouxe algumas novidades que tornam o preenchimento correto ainda mais relevante, especialmente para aqueles que adquiriram imóveis rurais recentemente.

Vale lembrar que o ITR é obrigatório para todos que possuem propriedade ou posse de imóveis rurais, independentemente do tamanho da propriedade e serve não apenas para cálculo de tributos, mas também como documento de referência para futuras operações, incluindo venda de imóveis e apuração de ganho de capital.

Mudanças do ITR 2025

Entre as mudanças deste ano, destaca-se a possibilidade de envio digital da declaração diretamente pelo site da Receita Federal, permitindo maior praticidade e rapidez para produtores e empresas.

Para pessoas jurídicas proprietárias de imóveis rurais, o envio exige certificado digital, garantindo maior segurança e autenticidade no processo. Outra questão que merece atenção é o valor da terra nua, que deve ser lançado conforme a tabela de cada prefeitura, que define três faixas de valores.

A Receita Federal fiscaliza esses valores em parceria com os municípios e erros ou divergências podem gerar multas e ajustes futuros.

Para imóveis que já possuem registro no Cadastro Ambiental Rural (CAR), as áreas de reserva legal são automaticamente consideradas, o que dispensa o lançamento do recibo do Ato Declaratório Ambiental (ADA).

Segundo a advogada e diretora administrativa da Lastro Agronegócios, Viviane Morales, essa atualização simplifica o preenchimento e reduz a burocracia para quem já cumpre a obrigatoriedade do CAR.

Além disso, o ITR continua dividido em duas seções principais: a primeira é o cadastro do imóvel, com informações sobre endereço, área, registro e proprietário, e a segunda é o cálculo do imposto, que engloba os valores de tributo a pagar, aplicação de deduções e eventuais compensações.

“O preenchimento correto evita problemas futuros e garante o aproveitamento de benefícios fiscais”, afirma. Ela reforça que atenção especial deve ser dada aos dados cadastrais do imóvel, à classificação das áreas e aos valores lançados, pois inconsistências podem gerar questionamentos da Receita Federal.

Planejamento tributário

Um ponto estratégico do ITR diz respeito à utilização do valor declarado para fins de ganho de capital em futuras vendas de imóveis rurais. Produtores que adquiriram imóveis em 2025 e realizarem a declaração corretamente poderão utilizar o valor informado como base de cálculo, evitando tributação elevada no momento da venda.

De acordo com o diretor comercial da Lastro, Gustavo Venâncio, essa prática é fundamental para o planejamento tributário de quem mantém propriedades por longos períodos.

Além disso, o ITR permite que produtores rurais aproveitem outros benefícios, como descontos e deduções vinculadas a áreas de preservação e reserva legal, caso estejam devidamente cadastradas no CAR, bem como facilita o acesso a programas governamentais de incentivo à agricultura sustentável.

“Para quem comprou imóvel este ano, o ITR é uma ferramenta essencial de planejamento tributário e gestão de patrimônio”, considera Venâncio.

De acordo com ele, a recomendação para produtores é não deixar a entrega para os últimos dias, garantindo tempo suficiente para revisar informações, conferir documentos e evitar erros que possam gerar multas ou questionamentos futuros.

“O cumprimento adequado da obrigação não é apenas uma exigência legal, mas também uma oportunidade de organizar a gestão fiscal, reduzir riscos e garantir vantagens estratégicas no longo prazo”, destaca Viviane.

Produtores podem acessar o site da Receita Federal para enviar a declaração, consultar formulários, verificar orientações detalhadas e acompanhar mudanças específicas para o ano de 2025.



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Aprosoja TO reforça importância de planejamento e inovação para uma boa safra de soja



Com o início do ciclo agrícola 2025/2026 se aproximando, produtores de soja e milho de Tocantins se preparam para uma safra que exigirá atenção redobrada à produtividade e ao uso racional de insumos. Diante de custos elevados e desafios logísticos, o planejamento pré-plantio e a adoção de tecnologias de precisão se tornam essenciais para garantir competitividade e sustentabilidade.

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O vice-presidente da Aprosoja Tocantins e produtor rural, Thiago Facco, afirma que o momento exige decisões estratégicas em todas as etapas da produção. ”Com o custo de produção elevado, precisamos ser estratégicos tanto na comercialização quanto na aquisição e aplicação de insumos, especialmente fertilizantes, que seguem caros. Ferramentas como agricultura de precisão permitem aplicar o produto apenas onde é necessário e, nas áreas com excesso, aproveitar a chamada ‘poupança do solo”, comenta.

Facco ressalta que inovação e manejo eficiente são fundamentais para manter a competitividade. “O Tocantins está no mesmo nível tecnológico de outros estados produtores, mas, por ser uma fronteira agrícola, enfrenta custos logísticos mais altos e fluxo de caixa mais apertado. É fundamental extrair o máximo das tecnologias e conduzir os tratos culturais de forma eficiente para garantir rentabilidade, mesmo com margens de lucro reduzidas”, acrescenta.

Práticas sustentáveis para a soja

A Aprosoja Tocantins reforça práticas que unem produtividade e conservação ambiental, como o aumento do aporte de matéria orgânica no solo, prevenção de queimadas e redução no uso de produtos químicos. A entidade trabalha para consolidar um modelo agrícola sustentável e economicamente viável a longo prazo.

O engenheiro-agrônomo e inspetor de Defesa Agropecuária da ADAPEC, Cleovan Barbosa, responsável pela fiscalização e monitoramento fitossanitário no Estado, orienta os produtores sobre a janela oficial de plantio da soja, que vai de 1º de outubro a 15 de janeiro, lembrando que o plantio só pode ocorrer uma vez por ciclo na mesma área. “O cadastro anual da lavoura é obrigatório e pode ser feito em qualquer escritório da ADAPEC. Agora é hora de garantir que os insumos estejam adquiridos e o maquinário revisado para iniciar o plantio assim que a janela for aberta”, destaca.

Barbosa reforça que a adoção de novas tecnologias é estratégica para a competitividade do setor. “O Tocantins é hoje o maior produtor de grãos da região Norte e o segundo da região Norte-Nordeste, atrás apenas da Bahia. Incorporar tecnologias que melhorem a eficiência e preservem o patrimônio fitossanitário é fundamental para manter essa posição”, conclui.



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Juros devem frear crescimento da economia por mais tempo



O Brasil deve conviver com um cenário de desaceleração econômica nos próximos meses. A avaliação é do economista-chefe da Frente Corretora, Fabrizio Velloni. Segundo ele, a taxa básica de juros em 15% cumpre o papel de conter a inflação, mas também limita o ritmo de crescimento do país.

“O juro alto tem exatamente essa função de segurar a atividade. Ele desacelera a economia basicamente para controlar pressões inflacionárias”, explica Velloni. “Além disso, parte da Selic funciona como um prêmio de risco para atrair dólares, o que ajuda a manter o câmbio mais comportado.”

Para o economista, o efeito da Selic sobre o crescimento é esperado e necessário. “Quando começarmos a abrir espaço para cortes de juros, isso deve gerar alguma expectativa de aceleração econômica, mas ainda não estamos nesse ponto.”

Agro e os impactos do tarifaço

No campo, o economista chama a atenção para a combinação de fatores que afetam o desempenho. Além da queda nos preços internacionais das commodities, o setor sofre com as tarifas impostas pelos Estados Unidos. “O agro é um dos segmentos mais penalizados nesse momento, com expectativa de redução da demanda no curto e médio prazo”, afirma.

Velloni lembra que, historicamente, o agro já foi um dos principais motores do crescimento do país. “Em outros anos, o setor puxou com força o crescimento do Brasil, principalmente por causa da demanda mundial por commodities e das supersafras que conseguimos produzir.”

Os dados do PIB divulgados nesta terça-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmam a perda de ritmo da economia. O indicador cresceu 0,4% no segundo trimestre de 2025 frente aos três meses anteriores. 

O resultado foi puxado por serviços (+0,6%) e indústria (+0,5%), enquanto a agropecuária recuou 0,1%. Na comparação anual, no entanto, o setor agro registrou alta expressiva de 10,1%, impulsionado por milho, soja, arroz, algodão e café.

Pressão dos juros deve continuar

Apesar da sequência de 16 trimestres de crescimento e do maior patamar da série histórica iniciada em 1996, o desempenho do PIB ficou abaixo do registrado no início do ano, quando a economia brasileira havia avançado 1,3%. Para Velloni, a retomada só deve ganhar fôlego quando houver espaço para cortes na taxa de juros.



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AgroNewsPolítica & Agro

Qual o segredo para lucrar com a soja?



Diante desse cenário, a recomendação é manter disciplina



Diante desse cenário, a recomendação é manter disciplina
Diante desse cenário, a recomendação é manter disciplina – Foto: Expodireto Cotrijal

O mercado da soja segue cercado de incertezas, e os produtores precisam se apoiar mais na gestão financeira do que nas oscilações de preços. De acordo com a TF Agroeconômica, a principal recomendação é clara: siga o seu lucro. A consultoria reforça que cada agricultor deve calcular corretamente os seus custos de produção e manter uma série histórica dos resultados. Quando os preços alcançarem níveis próximos aos de lucro esperado, a venda deve ser realizada sem hesitar, evitando o risco de esperar por novas altas que podem não se concretizar.

Entre os fatores de alta que sustentam os preços, o clima adverso nos Estados Unidos é destaque. A falta de chuvas no cinturão de soja e milho tem prejudicado as lavouras e aumentado a área com seca moderada, o que pode reduzir a produtividade. Além disso, o relatório semanal do USDA mostrou exportações acima do esperado, com vendas de mais de 1,3 milhão de toneladas de soja para a safra 2025/26. No Brasil, as compras consistentes da China também ajudam a segurar os preços, como indicam os números do CEPEA para Paranaguá, com valorização acumulada de 0,97% no mês.

Por outro lado, fatores de baixa pressionam o mercado. A China tem buscado diversificar seus fornecedores e já reservou volumes expressivos de soja da Argentina e do Uruguai para embarque nos próximos meses, podendo alcançar até 10 milhões de toneladas no ciclo 2025/26. Esse movimento reduz a dependência do produto americano e pode limitar novas altas internacionais. Além disso, no Brasil, a baixa demanda por farelo e óleo de soja, associada ao fraco desempenho do programa B30, impede que os preços subam com maior intensidade.

Diante desse cenário, a recomendação é manter disciplina e foco no planejamento financeiro. Mais do que nunca, a decisão de venda deve ser guiada pela calculadora do produtor, e não pelo “achismo” do mercado. Essa postura estratégica é fundamental para garantir margens positivas mesmo em um ambiente de volatilidade e competição global.

 





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Nelore e IA: a ultrassonografia que revoluciona a genética da raça


Pecuaristas, a tecnologia está transformando a pecuária, e o futuro da raça nelore pode estar na combinação da inteligência artificial e da ultrassonografia. Um estudo de doutorado de um técnico da ABCZ, defendido na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), revelou um grande potencial para a predição de prenhez em novilhas e a herdabilidade da qualidade da carne. Assista ao vídeo abaixo e confira os detalhes dessa novidade.

Nesta entrevista no programa Giro do Boi, o médico-veterinário Feliciano Benedetti de Freitas, técnico da ABCZ há 15 anos e autor da pesquisa, detalhou como a inovação pode entregar soluções práticas e revolucionar a produtividade e a rentabilidade da raça nelore. Ele falou diretamente de Cuiabá, no estado de Mato Grosso.

Inteligência artificial e precocidade sexual em novilhas

Procedimente de ultrassonografia em bovinos. Foto: Divulgação/ABCZ
Procedimente de ultrassonografia em bovinos. Foto: Divulgação/ABCZ

O primeiro artigo da tese de Feliciano Benedetti de Freitas utilizou algoritmos de machine learning (aprendizado de máquina) para prever, com base em dados fenotípicos, quais novilhas têm maior probabilidade de emprenhar mais cedo.

O estudo, que analisou 1.167 fêmeas da Fazenda Porto do Campo (Agropecuária Fogliatelli), provou que é possível agilizar a tomada de decisão do pecuarista e selecionar as fêmeas com maior precocidade sexual e melhor aproveitamento nutricional.

O uso da inteligência artificial permite ao criador formar rebanhos mais produtivos e lucrativos, reduzindo o intervalo entre gerações e otimizando o manejo reprodutivo.

Ultrassonografia e a qualidade da carne nelore

Pecuarista Shiro Nishimura. Foto: Divulgação/Associação Confraria da Carcaça Nelore
Pecuarista Shiro Nishimura. Foto: Divulgação/Associação Confraria da Carcaça Nelore

O segundo artigo da tese, que utilizou dados de mais de 6 mil animais da Fazenda Araponga (Jaciara, no estado de Mato Grosso), investigou a herdabilidade e as correlações genéticas entre o peso corporal e as características de carcaça, avaliadas por ultrassonografia. As variáveis analisadas foram:

  • Área de olho de lombo (AOL): A área muscular do lombo, um indicador de rendimento.
  • Espessura de gordura subcutânea (EGS): A camada de gordura que protege a carcaça.
  • Marmoreio (MAR): A gordura entre as fibras musculares, que confere sabor e maciez.
  • Índice RATIO: O formato das peças musculares.

O estudo mostrou que essas características têm uma herdabilidade de moderada a alta. Isso significa que é possível realizar acasalamentos dirigidos para animais mais precoces, com carcaça de melhor rendimento e carne de qualidade superior.

Os resultados confirmam que a raça nelore, com uma seleção tecnicamente bem conduzida, tem uma enorme capacidade de evolução genética e produtiva.

O potencial para revolucionar a pecuária zebuína

Cortes de carne Nelore com alto marmoreio. Foto: Divulgação/Associação Confraria da Carcaça Nelore
Cortes de carne Nelore com alto marmoreio. Foto: Divulgação/Associação Confraria da Carcaça Nelore

A tese de doutorado de Feliciano Benedetti de Freitas, com seus dois artigos científicos, tem o potencial de revolucionar a pecuária zebuína.

Nos Estados Unidos, características como AOL, EGS e MAR são fundamentais para o pagamento ao produtor e definem os padrões de rendimento e qualidade da carne. Com o uso da ultrassonografia, agora é possível aplicar o mesmo modelo ao nelore no Brasil.

A adoção de tecnologias como machine learning e ultrassonografia aponta caminhos concretos para:

  • Antecipar a entrada de fêmeas na reprodução: Reduzindo o intervalo entre gerações e aumentando a eficiência da cria.
  • Selecionar animais superiores: Com base em dados objetivos e não apenas em fenótipo.
  • Direcionar acasalamentos: Com foco em características desejáveis, como marmoreio e espessura de gordura.

O trabalho de Feliciano, que é técnico da ABCZ há 15 anos, reforça a relevância e a aplicabilidade prática do estudo. É um passo importante para que o nelore continue sua evolução e se consolide como uma raça de alta performance para a produção de carne de qualidade.



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Brasil vive momento favorável para reduzir a dependência externa de fertilizantes, diz Alckmin



O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta terça-feira (2), que o Brasil vive um momento favorável para reduzir a dependência externa de fertilizantes. A declaração foi feita em vídeo exibido durante a abertura do 12º Congresso Brasileiro de Fertilizantes, promovido pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), em São Paulo.

Segundo o vice-presidente, o governo federal tem atuado para fortalecer a produção nacional. “Por meio do Conselho Nacional de Fertilizantes, o governo do presidente Lula está trabalhando na implementação de um conjunto de projetos estratégicos, públicos e privados, para impulsionar o setor”, afirmou.

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Alckmin destacou ainda o papel do programa Biofert, que oferece crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com recursos do Fundo Clima. “Com o programa Biofert, o BNDES criou uma linha de crédito para apoiar a instalação e conversão de unidades produtivas para a produção de fertilizantes orgânicos e organominerais”, explicou.

Entre os projetos em andamento, o vice-presidente citou o Complexo de Serra do Salitre, que deve responder por 15% da oferta nacional de fosfatados, além da retomada das unidades da Petrobras na Bahia e em Sergipe e da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen), em Araucária (PR). “Essas unidades poderão suprir cerca de 20% da demanda nacional de nitrogenados, reduzindo nossa dependência de importações”, afirmou.

Ele também destacou a importância do projeto em Autazes (AM), voltado para a produção de potássio. “O projeto poderá produzir cerca de 20% da nossa demanda por cloreto de potássio”, disse.



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Safra 25/26 inicia com relações de troca desfavoráveis, aponta empresa global



O Brasil inicia a safra 2025/26 em um dos cenários mais desafiadores dos últimos anos no mercado de fertilizantes, com relações de troca bastante desfavoráveis. De acordo com a StoneX, empresa global de serviços financeiros, esse movimento é observado em outros países e tende a pressionar as margens dos agricultores e colocar em dificuldades os produtores que não possuem um bom gerenciamento de custos e de risco.

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Segundo o analista de Inteligência de Mercado, Tomás Pernías, a última vez em que se registrou uma relação de troca semelhante foi em 2022, quando a guerra entre Rússia e Ucrânia disparou os preços dos fertilizantes.

No caso do MAP (fosfatado), a oferta global segue apertada, com disputa acirrada entre compradores. “Em momentos críticos, o produtor precisou de ao menos 30 sacas de soja para adquirir uma tonelada de MAP. Isso levou importadores brasileiros a buscar alternativas com fósforo menos concentrado, que às vezes ofereciam melhor custo-benefício”, afirma Pernías.

A ureia também registrou alta volatilidade ao longo de 2025. Restrições de exportação da China reduziram a oferta, enquanto a Índia manteve compras ativas, sustentando os preços internacionais.

O que os produtores podem esperar

Nos últimos dias, surgiram sinais de alívio. A China retomou parcialmente as exportações de fosfatados, e a demanda internacional mostrou resistência a preços mais altos, gerando quedas recentes nas cotações. Ainda assim, como parte das compras brasileiras já foi concluída, os custos elevados deverão ser absorvidos pelos produtores nesta temporada.



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Soja fecha agosto em alta na CBOT


O mercado da soja em Chicago (CBOT) encerrou agosto em forte valorização, influenciado por preocupações com o clima nos Estados Unidos, maior produtor mundial. Segundo a TF Agroeconômica, o contrato de soja para setembro, referência para a safra brasileira, fechou em alta de 0,83%, a US$ 1.036,75 por bushel, enquanto o contrato de novembro avançou 0,62%, a US$ 1.054,50.

Os derivados da soja tiveram desempenhos distintos: o farelo para setembro recuou 0,94%, cotado a US$ 283,60 por tonelada curta, enquanto o óleo caiu 0,54%, encerrando a US$ 51,47 por libra-peso. A valorização do grão foi impulsionada pela falta de chuvas no cinturão agrícola americano, que pode comprometer a produtividade, e também por uma demanda externa que compensou a queda nas compras chinesas oficiais.

Apesar da alta diária, a semana registrou queda: o contrato de soja para novembro perdeu 0,38% (-US$ 4,00/bushel), o farelo caiu 1,7% (-US$ 4,9/ton curta) e o óleo recuou 5,9% (-US$ 3,24/libra-peso) nos contratos de outubro. Essa volatilidade reflete ajustes na demanda global e cortes na safra americana, mantendo o mercado atento às oscilações e aos riscos climáticos.

No acumulado do mês, a soja apresentou forte valorização de 6,6% (+US$ 65,25/bushel), o farelo subiu 5,2% (+US$ 13,9/ton curta), enquanto o óleo registrou queda de 4,75% (-US$ 2,60/libra-peso). Esses resultados mostram como fatores climáticos e comerciais impactam de forma distinta os produtos derivados da soja, influenciando diretamente a estratégia de venda e armazenamento de produtores e exportadores brasileiros.

 





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