domingo, maio 3, 2026

Autor: Redação

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Alívio na inflação é temporário e futuro incerto, diz economista



Após o tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil completar um mês, a constatação é que os impactos na economia são ambíguos. Quem explica melhor é o economista Sillas Cezar, pesquisador da Universidade de São Paulo. Segundo ele, por um lado há uma enorme incerteza que tem se traduzido na queda do ritmo dos investimentos. Por outro, o país conta com um superávit comercial, que é um bom indicador e representa alívio inflacionário.

Os efeitos no longo prazo, no entanto, não devem se sustentar. Se no IPCA-15 de agosto, alimentos como manga, arroz e carnes acumulam recuo, esse movimento pode ser reajustado pela redução da produção no campo. “No agronegócio, o cenário mais provável é de ajuste: produtores tendem a reduzir a produção para conter perdas, o que diminui a oferta e eleva os preços novamente em algum prazo não muito longo”, explica.

Impactos do tarifaço na economia

Os primeiros reflexos do tarifaço começaram a aparecer no resultado da balança comercial de agosto. No mês passado, as exportações do Brasil para os Estados Unidos caíram 18,5%, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Neste ponto, Cezar não descarta um efeito em cadeia a partir dos impactos das tarifas norte-americanas em outros países. De acordo com ele, isso poderia levar a uma queda mais generalizada dos preços internacionais. “Somado a um dólar menos pressionado, haveria espaço para aumento do poder de compra interno”.

Mesmo assim, o especialista diz que ainda é cedo e que o cenário tem que ser monitorado. 

Alívio inflacionário: até quando?

Mas afinal, as tarifas impostas pelos Estados Unidos devem se prolongar? Para o pesquisador da USP, o cenário segue incerto e dominado por disputas políticas. Ele afirma que qualquer previsão categórica seria precipitada.

“Se alguém disser que sabe essa resposta, estará mentindo. Os cenários vão desde uma melhora em prazo relativamente curto até uma crise mais prolongada”, resume.

Cezar também destaca que a estratégia de Donald Trump está diretamente associada ao enfraquecimento econômico de outros países, o que amplia as incertezas. “O sucesso de Trump hoje está ligado ao declínio econômico de muita gente. Quem sairá vencedor dessa disputa? Ainda não sabemos. Eu não sei.”

Linha do tempo do tarifaço

Após adiamento e exclusão de quase 700 produtos da lista original, a cobrança das alíquotas que chegam a até 50% sobre produtos como carne bovina, café e frutas, começou oficialmente em 6 de agosto. De lá para cá, houve diversas tentativas de negociação por parte do governo brasileiro, mas sem sucesso. 

Uma semana depois do anúncio das tarifas, em 13 de agosto, o Brasil lançou um pacote de ações a fim de reduzir os impactos nas empresas que dependem das exportações para os Estados Unidos. Intitulado de Brasil Soberano, a principal medida anunciada inclui R$ 30 bilhões em crédito.

Já no começo de setembro, empresários brasileiros estiveram em Washington para mais uma tentativa de convencer os norte-americanos a rever o tarifaço contra os produtos do Brasil. No entanto, a comitiva, que contou com mais de 100 empresas envolvidas e entidades do setor produtivo, voltou sem acordo.



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Brasil registra superávit de US$ 500 milhões na primeira semana de setembro



O Brasil registrou superávit de US$ 500 milhões na balança comercial durante a primeira semana de setembro de 2025. As exportações somaram US$ 6,4 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$ 5,9 bilhões, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).

No acumulado do ano, as exportações alcançam US$ 234 bilhões, contra US$ 190,7 bilhões em importações, o que resulta em um saldo positivo de US$ 43,3 bilhões.

Comparativo mensal

Na comparação das médias diárias, as exportações da primeira semana de setembro de 2025 (US$ 1,280 bilhão) caíram 5,5% em relação a setembro de 2024 (US$ 1,355 bilhão). Já as importações cresceram 5,7%, passando de US$ 1,114 bilhão em setembro de 2024 para US$ 1,178 bilhão em setembro de 2025.

Com isso, até a primeira semana de setembro de 2025, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2,458 bilhões, com saldo positivo de US$ 102,9 milhões. Em relação a setembro de 2024, houve leve retração de 0,4%.

Exportações e importações por setor

No acumulado até a primeira semana de setembro de 2025, em comparação ao mesmo período do ano anterior, o desempenho setorial das exportações (média diária) foi o seguinte:

  • Indústria de Transformação: crescimento de US$ 37,9 bilhões (+4,8%);
  • Agropecuária: queda de US$ 68,89 bilhões (-25,4%);
  • Indústria Extrativa: queda de US$ 40,25 bilhões (-14,0%).

No mesmo período, as importações (média diária) tiveram o seguinte desempenho:

  • Indústria Extrativa: crescimento de US$ 18,09 milhões (+24,6%);
  • Indústria de Transformação: crescimento de US$ 54,23 milhões (+5,4%);
  • Agropecuária: queda de US$ 3,4 milhões (-15,5%).



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Dieta de vaca leiteira: o risco de 60% de concentrado para a saúde ruminal


Pecuaristas, a nutrição das vacas leiteiras é um dos fatores mais importantes para a produtividade da fazenda. A busca por uma dieta que maximize a produção de leite pode levar a erros graves. Assista ao vídeo abaixo e confira.

Natan Eduardo Reis Almeida, de Mirador, no estado do Maranhão, questionou sobre o impacto de uma dieta com 60% de concentrado e 40% de volumoso na saúde ruminal e na produção de suas vacas.

Nesta segunda-feira (8), o médico-veterinário e consultor Guilherme Vieira respondeu à dúvida no quadro “Giro do Boi Responde” do programa Giro do Boi.

Ele explica que, embora essa dieta possa aumentar a produção no curto prazo, ela não é sustentável e pode causar sérios problemas de saúde, comprometendo a longevidade e a produtividade do animal.

O risco da acidose e a importância da ruminação

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Foto: Giro do Boi

Guilherme Vieira ressalta que, no curto prazo, o aumento da proporção de concentrado na dieta resulta em um aumento da produção de leite. No entanto, essa alta produção não se mantém por muito tempo.

O problema está na falta de volumoso e, consequentemente, na falta de fibras longas que estimulam a mastigação e a ruminação.

A ruminação é essencial porque estimula a produção de saliva, que é rica em tamponantes naturais. Esses tamponantes neutralizam a acidez ruminal.

Uma dieta com 60% de concentrado diminui a salivação, o que leva a um aumento da acidose ruminal e, por consequência, a uma acidose metabólica.

A acidose metabólica e a acidose ruminal têm grandes impactos na saúde da vaca:

  • Problemas de casco: Pode causar a laminite, uma inflamação que causa dor e dificuldade de locomoção.
  • Saúde do rúmen: Leva à destruição das papilas ruminais e à diminuição da flora e fauna ruminal, que são essenciais para a digestão.
  • Diminuição da digestão: O impacto na saúde do rúmen compromete a digestão dos animais, o que resulta em menor aproveitamento dos nutrientes e, consequentemente, menor produção de leite.

Diferença entre gado de corte e gado de leite

Guilherme Vieira explica a diferença entre a nutrição do gado de corte e do gado de leite. Atualmente, o gado de corte em confinamento e semiconfinamento utiliza de 60% a 70% de concentrado e de 30% a 40% de volumoso na dieta.

No entanto, o gado de corte é muito menos pesado e tem uma necessidade nutricional diferente da vaca de leite.

A vaca de leite tem uma necessidade nutricional muito grande e ingere de 15 a 20 kg de matéria seca por dia. Por isso, para as vacas leiteiras, o ideal é manter a proporção de 50% de volumoso e 50% de concentrado na dieta, com uma ração que equilibre os nutrientes e preserve a saúde ruminal.



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Preços da batata seguem em patamares baixos



Os preços da batata seguem em baixos patamares, como apontam os levantamentos da equipe Hortifrúti/Cepea

Na última semana, a média da ágata especial foi de R$ 38/sc de 25 kg no atacado de São Paulo. O valor se mostrou estável na comparação com o período anterior. 

De acordo com produtores consultados pelo Hortifrúti/Cepea, há um fluxo regular de comercialização, sem relatos de ações para retardamento de colheita visando melhores preços no decorrer da safra.

Para setembro, segundo colaboradores do Hortifrúti/Cepea, os valores devem continuar baixos, já que ainda há grande oferta.  Por outro lado, no decorrer do mês, a tendência é de desaceleração da safra em Vargem Grande do Sul (SP), gerando menor oferta. O Sudoeste Paulista deve retomar a colheita a partir de outubro.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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AgroNewsPolítica & Agro

Lista de setembro do Pronaf inclui 10 novos produtos



Alho, banana e feijão estão entre produtos com desconto



Foto: Pixabay

O Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF) divulgou a lista de produtos contemplados com descontos no Pronaf para o mês de setembro. A medida beneficia agricultores familiares de diversas regiões do país, com reduções nas parcelas de financiamento quando os preços de mercado ficam abaixo dos valores de garantia estabelecidos para cada cultura.

A portaria publicada nesta segunda-feira (8), no Diário Oficial da União, inclui produtos como alho (MG e GO), banana (PE), borracha (SP), cana-de-açúcar (RJ), cebola (BA e DF), feijão (RJ), feijão-caupi (PI), laranja (BA e RS), raiz de mandioca (RJ) e trigo (GO e PR). Produtos como batata-doce, arroz (TO), banana (TO, SC e GO), cana-de-açúcar (MA) e mel de abelha (PI e RS) deixaram de ser contemplados neste mês.

Entre os maiores percentuais de desconto estão o cará/inhame no Paraná (59,52%), feijão-caupi em Mato Grosso (54,15%), raiz de mandioca no Rio de Janeiro (52,12%) e cebola em São Paulo (46,88%). Outros percentuais significativos incluem batata no Distrito Federal (40,87%) e feijão em estados do Sul do país.

Os percentuais são calculados a partir da diferença entre os preços médios de mercado e os valores de garantia definidos para cada cultura. O período de validade das condições vai de 10 de setembro a 9 de outubro de 2025, conforme a Portaria SAF/MDA nº 347, de 5 de setembro de 2025.





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Importações de trigo atingem o nível mais alto dos últimos 13 anos



As importações brasileiras de trigo seguem em ritmo elevado. É isso o que apontam os números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Apesar da queda verificada em agosto/25 (frente a julho/25 e em relação a agosto/24), o volume adquirido no acumulado de 2025 (de janeiro a agosto) é o maior desde 2007. 

Pesquisadores explicam que os preços externos mais atrativos têm estimulado as moageiras brasileiras a ampliarem as compras, sobretudo de países vizinhos. A soma total atingiu 493,23 mil toneladas de trigo importadas em agosto, 20% a menos que em julho/25 e 9,5% abaixo da quantidade registrada em agosto/24. 

Ainda assim, nos últimos 12 meses (de setembro/24 a agosto/25), o volume supera em 13,5% o do intervalo anterior, totalizando 6,77 milhões de toneladas. No acumulado de 2025, são 4,68 milhões de toneladas, alta de 2,7% em relação a 2024.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Preços do açúcar apresentam novas quedas em setembro



Na primeira semana de setembro, o Indicador Cepea/Esalq do açúcar cristal (Icumsa de 130 a 180) teve média de R$ 118,52/sc, queda de 0,14% frente à do período anterior. É isso o que mostram os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Pesquisadores explicam que a desvalorização está relacionada à baixa demanda e ao fato de agentes de usinas terem cedido aos preços, para viabilizar as vendas. Além disso, o movimento de retração dos valores do açúcar demerara na Bolsa de Nova York (ICE Futures) levaram compradores brasileiros a adotar postura cautelosa, aguardando a reação do mercado interno paulista antes de efetuar novos negócios. 

A produção de açúcar nas usinas paulistas segue em ritmo intenso, mesmo diante da menor qualidade da cana. De acordo com dados da Unica, o estado de São Paulo produziu 2,368 milhões de toneladas do adoçante na parcial da safra 2025/26 (de abril/25 até a primeira quinzena de agosto). O volume produzido representa um aumento de 20,46% em relação ao mesmo intervalo do ano passado. 

O elevado volume se explica pelo mix de produção mais voltado ao açúcar: 61,64% das 27,722 milhões de toneladas de cana processadas em São Paulo. Esse é um dos fatores que pode ter reforçado a pressão sobre as cotações na última semana, ainda conforme o centro de pesquisas.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Volume embarcado de carne de frango recua 13,7% e receita cai 17% em julho/25


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A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) reportou que o volume exportado de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas alcançou 375.982,6 mil toneladas até a quinta semana de julho/25. No ano passado, o volume exportado em julho alcançou 435.658,3 mil toneladas em 23 dias úteis em 2024.

A média diária até a quinta semana de julho/25 ficou em 16,3 mil toneladas, sendo que isso representa uma queda de 13,7% frente à média diária exportada do ano anterior, que ficou em 18,9 mil toneladas.

As exportações de frango ainda seguem sendo impactadas com a suspensão das importações por alguns países diante do primeiro foco de gripe aviária em granja comercial no Brasil, na cidade de Montenegro/RS. De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), os paises que seguem com suspensão total das exportações de carne de aves do Brasil são:Canadá, Chile, China, Macedônia do Norte, Malásia, Paquistão, Timor-Leste e União Europeia.

O preço pago pelo produto na quinta semana de julho ficou em US$ 1.817,1 por tonelada, isso representa um recuo de 3,9% se comparado com os valores praticados em julho do ano anterior, que estavam próximos de US$ 1.890,1 por tonelada. 
 

No faturamento, a receita obtida até a quinta semana de julho ficou em US$ 683.205,2 mil por tonelada, enquanto em julho do ano anterior o valor ficou em 823.425,8 mil toneladas.

Já a média diária do faturamento está próxima de US$ 29.704,6 mil toneladas e teve uma baixa de 17,00% frente a média diária observada em julho do ano anterior, que ficou em US$ 35.801,1 mil toneladas.  

 





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Etanol abre setembro com a sétima elevação consecutiva nas cotações 



O preço do etanol hidratado iniciou setembro com nova alta no mercado spot do estado de São Paulo. É isso o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

Segundo o instituto, trata-se da sétima semana consecutiva de avanço. Pesquisadores explicam que o suporte aos valores vem da postura firme do vendedor, que segue ofertando baixos volumes no spot e tem perspectivas de novas elevações nos próximos meses. 

Outro fator que influencia as cotações do biocombustível é a proximidade do encerramento da moagem da safra 2025/26. Com o clima seco ao longo da temporada, o processamento de cana avançou em ritmo acelerado. Levantamento do Cepea mostra que algumas poucas usinas já devem encerrar as atividades em outubro. 

Entre 1º e 5 de setembro, o Indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado para o estado de São Paulo fechou em R$ 2,7831/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins). O valor representa aumento de 1,52% no comparativo ao período anterior. Para o anidro, a elevação foi de 1,96%, com o Indicador Cepea/Esalq a R$ 3,1838/litro, valor líquido de impostos (sem PIS/Cofins).

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Indonésia amplia número de frigoríficos brasileiros habilitados para exportar carne



A Indonésia oficializou a habilitação de 17 frigoríficos brasileiros para exportar carne bovina ao país. A medida é resultado de negociações bilaterais e de inspeções presenciais realizadas no mês passado por autoridades sanitárias indonésias no Brasil, informou o Ministério da Agricultura em comunicado.

Com a decisão, 38 estabelecimentos brasileiros estão autorizados a atender o mercado local, o que representa um aumento de 80% no número de frigoríficos habilitados.

O anúncio sucede outro importante avanço nas exportações de carne bovina para o destino asiático: a abertura realizada em agosto, quando as autoridades indonésias permitiram a importação de carne bovina com osso, miúdos, produtos cárneos e preparados de carne do Brasil.

A Indonésia, com mais de 270 milhões de habitantes, é o quarto país mais populoso do mundo e vem ampliando suas compras externas para suprir a crescente demanda por proteínas animais.

A expectativa é de que as novas habilitações ampliem o volume e a diversidade dos embarques, reforçando a posição do Brasil como um dos principais fornecedores do Sudeste Asiático.

A medida também contribui para a geração de emprego e renda na cadeia agropecuária nacional e fortalece a imagem do país como parceiro confiável em segurança alimentar.



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