sexta-feira, maio 1, 2026

Autor: Redação

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Azeite clandestino que se diz argentino é proibido no Brasil



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, em decisão publicada nesta terça-feira (16) no Diário Oficial da União, a venda, distribuição, importação e a propaganda de todos os lotes do azeite Los Nobles.

Em sites de empórios e também em marketplaces, o produto é apresentado como argentino, mas, conforme a autarquia brasileira, não possui aprovação da Administração Nacional de Medicamentos, Alimentos e Tecnologia da Argentina (Anmat).

Por conta da falta de registro, é considerado clandestino pelas autoridades brasileiras. Um galão de 5 litros do produto chega a ser encontrado por menos de R$ 120 reais, preço muito abaixo do usualmente praticado pelo mercado.

Além disso, a Anvisa informou que a empresa responsável e o CNPJ da distribuidora são desconhecidos.

Desde o início deste ano, a Agência já proibiu a venda de 20 marcas de azeite, conforme levantamento do G1. Veja os rótulos vetados:

  • Los Nobles – setembro
  • Vale dos Vinhedos – julho
  • Serrano – junho
  • Málaga – junho
  • Campo Ourique – junho
  • Santa Lucía – junho
  • Villa Glória – junho
  • Alcobaça – junho
  • Terra de Olivos – junho
  • Casa do Azeite – junho
  • Terrasa – junho
  • Castelo de Viana – junho
  • San Martín – junho
  • Grego Santorini – maio
  • La Ventosa – maio
  • Escarpas das Oliveiras – maio
  • Almazara – maio
  • Quintas D’Oliveira – maio
  • Alonso – maio
  • Doma – fevereiro
  • Azapa – fevereiro

Como comprar um azeite de qualidade?

A Anvisa alerta os consumidores que a escolha de um azeite de qualidade precisa seguir alguns passos:

  • Escolha um produto com envase recente
  • ️Desconfie de preços muito baixos
  • ️Não compre azeite a granel
  • Veja se o produto já foi proibido pela Anvisa ou pelo Ministério da Agricultura



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Caracu: a genética taurina que se adaptou ao calor do Brasil. entenda


Pecuaristas, a escolha de um touro para a pecuária extensiva em climas quentes exige uma análise aprofundada da sua genética. O Caracu, um taurino adaptado, se destaca pela sua inigualável rusticidade e resistência ao calor. Natan Eduardo, de Mirante, no estado do Maranhão, perguntou quais características genéticas e fisiológicas do gado caracu contribuem para sua adaptação em comparação com outras raças taurinas. Assista ao vídeo abaixo.

Nesta terça-feira (16), o zootecnista Alexandre Zadra, especialista em genética e cruzamento industrial de bovinos, respondeu à pergunta no quadro “Giro do Boi Responde”. Ele explicou que a adaptação do caracu é resultado de um longo processo de seleção natural e de suas características fisiológicas, que o tornam ideal para o nosso clima.

Seleção natural: o segredo da adaptação do Caracu

Reprodutor Caracu em área de pastagem. Foto: Acervo/Renato Francisco Visconti Filho
Reprodutor Caracu em área de pastagem. Foto: Acervo/Renato Francisco Visconti Filho

As raças ibéricas, das quais o caracu é descendente, foram trazidas ao Brasil há 500 anos. Os animais que sobreviveram a esse longo processo de evolução, por seleção natural, foram os mais adaptados ao clima tropical. O especialista explica que a adaptação do caracu é resultado de um conjunto de características fisiológicas que facilitam a vida do animal no calor:

  • Couro mais grosso: O que ajuda a proteger o animal contra carrapatos, uma praga que causa prejuízos bilionários à pecuária.
  • Pelos mais curtos: Que facilitam a troca de calor com o ambiente, mantendo a temperatura corporal em níveis ideais.
  • Vascularização: A maior vascularização da pele contribui para a termorregulação, permitindo que o animal dissipe o calor do corpo de forma mais eficiente.

Essas características tornam o sistema termorregulatório do caracu mais eficiente em relação aos taurinos do frio. É por isso que ele se adapta bem ao calor e pode cobrir vacas a pasto em regiões como o Centro-Norte do país, sem os problemas de estresse térmico de outras raças europeias.

O Caracu e o cruzamento industrial no trópico

A rusticidade e a resistência ao calor do caracu o tornam uma excelente opção para o cruzamento industrial com o nelore. O cruzamento de um taurino adaptado com um zebuíno resulta em um animal meio-sangue, que tem o melhor das duas raças: a rusticidade e a adaptação do zebuíno e a qualidade de carcaça e a precocidade do taurino.

O caracu, juntamente com o senepol, é uma das raças mais indicadas para a pecuária extensiva no trópico. A sua capacidade de se adaptar ao calor, de ter um bom desempenho reprodutivo e de produzir um bezerro de qualidade o torna uma ferramenta valiosa para o pecuarista que busca alta lucratividade na pecuária, com um manejo simples e eficiente.



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Acordo Mercosul-EFTA abre oportunidades para carnes, café e frutas do Brasil



O acordo de livre comércio entre Mercosul e Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), assinado nesta terça-feira (16), no Rio de Janeiro, deve abrir novas oportunidades comerciais para carnes bovina, de aves e suína, milho, farelo de soja, melaço de cana, mel, café torrado, álcool etílico, fumo não manufaturado, arroz, frutas (bananas, melões, uvas), e sucos de frutas (laranja, maçã) quando entrar em vigor.

Segundo o documento do Ministério das Relações Exteriores, considerados os universos agrícola e industrial, o acesso em livre comércio de produtos brasileiros aos mercados chegará a quase 99% do valor exportado, afirma o governo brasileiro.

Pelo acordo, a EFTA (que inclui Suíça, Noruega, Liechtenstein e Islândia) eliminará 100% das tarifas de importação dos setores industrial e pesqueiro no momento da entrada em vigor do acordo (no primeiro dia do terceiro mês seguinte à notificação da conclusão dos trâmites internos por ao menos um país da EFTA e um país do Mercosul).

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Considerados isoladamente, 100% das exportações brasileiras para a Islândia e para Liechtenstein estão na lista de livre comércio, enquanto para Noruega e Suíça os percentuais são de, respectivamente, 99,8% e 97,7%.

Para facilitar o comércio agropecuário, fica estabelecido o “prelisting” – sistema que estabelece um reconhecimento prévio do sistema de inspeção sanitária do Brasil – e procedimentos de regionalização para produtos de origem animal.

Além disso, 63 indicações geográficas brasileiras passarão a ser protegidas nos países da EFTA, fortalecendo a “marca Brasil”.

“O acordo possibilita uma tramitação mais ágil para o reconhecimento de novas indicações geográficas brasileiras e preserva os direitos dos produtores brasileiros que já utilizavam de alguma forma esses termos”, destaca o documento.

O acordo entrará em vigor e produzirá efeitos jurídicos no primeiro dia do terceiro mês seguinte à notificação da conclusão dos trâmites internos por ao menos um país da EFTA e um país do Mercosul.



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preços caem mesmo com alta em Chicago



O mercado brasileiro de soja teve uma terça-feira (16) marcada por poucas ofertas e preços mais fracos, segundo Rafael Silveira, analista da consultoria Safras & Mercado. “Chicago até subiu, mas o dólar recuou novamente, e os prêmios também cederam, o que acabou neutralizando qualquer ganho para o mercado interno”, destacou.

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Silveira acrescenta que, embora algumas ofertas pontuais tenham surgido, a indústria manteve ritmo lento e os portos registraram poucas indicações. O spread entre as ofertas de compradores e vendedores seguiu elevado.

Confira as cotações de soja no país:

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 134,00 para R$ 135,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 136,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 140,50 para R$ 141,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 136,00 para R$ 135,00
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 140,00 para R$ 139,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 128,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 126,00
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 125,50 para R$ 125,00

Chicago

Os contratos futuros da soja subiram na sessão desta terça-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A piora nas lavouras americanas, a queda do dólar frente a outras moedas, a menor aversão ao risco diante de corte nos juros americanos e o sentimento favorável sobre um acordo comercial entre China e EUA formaram um combo de notícias positivas para as cotações.

Lavouras de soja nos EUA

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou ontem dados sobre as condições das lavouras americanas de soja. Segundo o USDA, até 14 de setembro, 63% estavam entre boas e excelentes condições, 26% em situação regular e 11% em condições ruins e muito ruins. Na semana anterior, os números eram de 64%, 26% e 10%, respectivamente.

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 6,25 centavos de dólar, ou 0,59%, a US$ 10,49 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,69 1/4 por bushel, com alta de 6,25 centavos ou 0,58%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 0,40 ou 0,14%, a US$ 286,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 53,20 centavos de dólar, com ganho de 0,93 centavo ou 1,77%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,43%, sendo negociado a R$ 5,2981 para venda e a R$ 5,2961 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2917 e a máxima de R$ 5,3217



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Mamão brasileiro ganha padrão internacional de qualidade



A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) publicou, em seu portal oficial, a brochura internacional de classificação e qualidade para o mamão.

O documento representa um avanço estratégico para a padronização da fiscalização da fruta no comércio internacional.

A iniciativa, proposta pelo Brasil, buscou harmonizar critérios de qualidade e identidade do mamão, garantindo maior previsibilidade e transparência nas transações comerciais.

Os parâmetros técnicos servirão de referência para importadores e exportadores, reduzindo barreiras não tarifárias e fortalecendo a competitividade da fruticultura nacional em mercados exigentes.

“A publicação dessa brochura representa um marco para a fruticultura nacional, pois garante que o mamão brasileiro, reconhecido pela sua qualidade, seja avaliado de acordo com padrões internacionais de excelência”, destaca o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov), Hugo Caruso.

O Brasil é um dos maiores produtores e exportadores mundiais de mamão, com destaque para os estados do Espírito Santo, Bahia e Rio Grande do Norte.

A brochura contribuirá diretamente para facilitar o acesso a mercados, apoiar ações de fiscalização e inspeção do Mapa e ampliar a competitividade do setor.

O que são as brochuras

As brochuras da OCDE reúnem imagens e descrições que caracterizam os defeitos e as características essenciais dos produtos hortícolas. São ferramentas fundamentais para que inspetores de qualquer parte do mundo possam classificar os produtos de forma padronizada e emitir certificados.

Esses documentos também favorecem o comércio internacional, ao permitir que compradores e consumidores reconheçam produtos de maior qualidade, ampliando a confiança nas transações e garantindo melhor experiência de consumo.



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Chuvas fortes e calor extremo acionam alerta de risco em dois estados



O Corpo de Bombeiros Militar de Goiás e a Defesa Civil de São Paulo emitiram alertas para a população diante de riscos climáticos, como chuvas e calor extremo, previstos nos próximos dias. 

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Em Goiás, o Centro de Informações Hidrológicas, Meteorológicas e Geológicas de Goiás (Cimehgo) indica possibilidade de chuvas intensas, rajadas de vento e descargas elétricas em mais de 60 municípios, incluindo Goiânia e Aparecida de Goiânia.

Já em São Paulo, a última semana do inverno será marcada por altas temperaturas, baixos índices de umidade relativa do ar e risco de queimadas.

O Corpo de Bombeiros Militar de Goiás recomenda que a população evite áreas alagadas, não enfrente correntezas, procure abrigo seguro durante as tempestades e mantenha distância de árvores, placas e fiações elétricas. A corporação também indica reforçar telhados e estruturas vulneráveis antes da chegada da chuva.

Em São Paulo, o Gabinete de Crise do estado reunirá, de forma presencial, representantes de diferentes órgãos estaduais e parceiros da Operação SP Sem Fogo. O objetivo é otimizar a resposta às ocorrências de incêndio, reduzir o tempo de mobilização de recursos e ampliar a eficiência no enfrentamento aos eventos críticos.

Segundo o coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Henguel Ricardo Pereira, a instalação do Gabinete de Crise é uma medida fundamental para enfrentar os próximos dias.

“Estamos diante de um cenário de risco que exige muita atenção, além da união de esforços e respostas rápidas. A presença integrada das instituições permite salvar vidas, proteger o meio ambiente e minimizar os prejuízos causados pela estiagem”, afirma.



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AgroNewsPolítica & Agro

Abrapa participa de encontro internacional de pesquisadores de algodão na Argentina


Com o objetivo de desenvolver uma agenda de trabalho conjunta entre os países produtores de algodão, o ICAC International Cotton Advisory Committee, através da Rede Latino-Americana de Pesquisa e Desenvolvimento do algodão (Alida) e em parceria com o Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária da Argentina (INTA), realizou, de 9 a 11 de setembro, o XV Encontro Regional de Pesquisadores de algodão da América Latina e Caribe. O evento ocorreu na Estação Experimental Agropecuária de Reconquista, na Argentina, e teve a participação do diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de algodão (Abrapa), Marcio Portocarrero, e de representantes do setor algodoeiro de nove países incluindo Paraguai, Peru, Colômbia, Bolívia, Equador, México e Chile.

Desde 1986, o ICAC apoia a organização da Alida e promove edições do encontro a cada dois anos. Em 2025, o tema central foi “Horizontes produtivos do algodão na América Latina e Caribe”. Foram três dias de palestras e atividades voltadas ao fortalecimento da cadeia produtiva da região, por meio da colaboração e do intercâmbio de conhecimentos entre os participantes.

O algodão na América Latina

O cultivo de algodão na América Latina é uma prática tradicional da região, que impulsiona a economia e conecta comunidades as suas culturas ancestrais.

O Brasil, que é líder regional de produção, nos últimos anos se tornou uma referência atual em termos de rastreabilidade, de sustentabilidade e qualidade. A Argentina e o Paraguai são outros grandes produtores do continente, que tendem a ampliar a área plantada com a pluma nos próximos anos. O Peru ganhou notoriedade durante o encontro pelo cultivo do algodão Pima, que apesar de ser produzido em pequena quantidade, tem um alto valor agregado e conquistou mercados internacionais de nicho.

Nos demais países, como o Equador e a Bolívia, a cotonicultura é desenvolvida por comunidades indígenas e pequenos agricultores, não tendo grandes produções voltadas à exportação, mas ao uso tradicional e consumo interno, portanto não tendem ao aumento expressivo da produção.

Apesar das diferenças, os países participantes enfrentam problemas em comum, como a estagnação da demanda mundial a falta de tecnologias disponíveis para a melhoria da qualidade e o controle de pragas. Fatores que também foram pautas do evento por elevarem os custos de produção e diminuírem a margem de lucro dos produtores.

Organização e valor agregado do algodão brasileiro

Na primeira apresentação, detalhou o modelo associativo da Abrapa, que reúne 11 associações estaduais responsáveis por 99% da produção nacional de algodão. “Enquanto associação, a Abrapa assume o papel de elevar os padrões da cadeia produtiva brasileira, oferecendo às filiadas programas de rastreabilidade, qualidade e sustentabilidade. Esses três pilares, em conjunto, ajudaram o país a alcançar o patamar de maior exportador global de algodão”, destacou.

Na segunda fala, o diretor apresentou os avanços em rastreabilidade, qualidade da fibra e comercialização da pluma brasileira. Ele explicou que os programas da Abrapa garantem transparência sobre a origem e a qualidade do algodão, desde a fazenda até o consumidor final.

Segundo Portocarrero, “ao longo dos anos, o sistema de rastreabilidade foi ampliado com informações socioambientais, sistemas de georreferenciamento e certificações”. Ele também mencionou o movimento Sou de Algodão e o programa Cotton Brazil, ressaltando a importância de cada iniciativa na promoção da fibra brasileira. “Em 2016, nasceu o movimento Sou de Algodão, que fortaleceu o mercado interno e uniu milhares de marcas em prol da fibra natural e sustentável. Para ampliar a presença internacional, especialmente na Ásia, o programa Cotton Brazil foi fundamental para consolidar o país na liderança das exportações globais”, afirmou.

Portocarrero reforçou ainda que o grande objetivo atual da Abrapa é assegurar excelência e padronização da qualidade da pluma brasileira, de modo a fidelizar clientes e expandir mercados.

Bandeira global

Além da produção, beneficiamento e comercialização da fibra, o encontro abordou o combate ao avanço das fibras sintéticas em detrimento das naturais no setor têxtil. Houve consenso sobre a necessidade de ações conjuntas, inclusive com produtores australianos e americanos, para conscientizar sobre os impactos ambientais e à saúde dos derivados de petróleo.

Resultados do encontro

O encontro promovido pelo ICAC, INTA e Alida reuniu pesquisadores e técnicos da cadeia do algodão latino-americano para trocar experiências e gerar conhecimentos que contribuam para o crescimento sustentável da produção e da área cultivada na região, além de abrir novas oportunidades de desenvolvimento.





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5º Fórum da Pecuária: o evento que vai guiar o setor da carne brasileira


Pecuaristas, o cenário global da carne brasileira está em um momento de mudança. O aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, em especial a carne bovina, exige um debate aprofundado sobre os rumos do setor. Confira a entrevista.

Nesta entrevista no programa Giro do Boi, o economista João Otávio Figueiredo, líder de pesquisa da DATAGRO Pecuária, apresentou o 5º Fórum da Pecuária Brasil, um evento essencial para discutir o novo cenário global da carne.

Fórum Pecuária Brasil: o debate que move o setor

Foto: Reprodução/Grupo Facholi

O 5º Fórum da Pecuária Brasil, promovido pela DATAGRO, se consolida como um evento crucial para o setor.

O encontro, que será realizado no dia 17 de setembro, no World Trade Center (WTC), em São Paulo, tem como objetivo reunir as principais lideranças, técnicos e especialistas da pecuária brasileira para debater questões atuais e estratégicas.

A programação do evento é completa e abordará:

  • Perspectivas futuras do setor: Análises detalhadas sobre as tendências e inovações na pecuária.
  • Desafios da indústria: Discussão sobre o mercado interno e externo, incluindo as tarifas impostas pelos Estados Unidos e a necessidade de novas estratégias comerciais.
  • Oportunidades: Novas perspectivas para o setor e a retomada da liquidez do contrato futuro de boi gordo na B3, o que pode trazer mais segurança e previsibilidade ao pecuarista.

Líderes do setor e dados exclusivos

O evento contará com a presença de grandes nomes do setor, como Plinio Nastari (presidente da DATAGRO), Roberto Perosa (presidente da ABIEC), Mauricio Velloso (presidente da Assocon) e Sérgio Bortolozzo (presidente da SRB), além de executivos de grandes frigoríficos.

Um dos destaques do fórum será a apresentação dos resultados da segunda edição do Indicador do Boi na Estrada, um projeto da DATAGRO que percorreu propriedades em nove estados e traz um retrato direto da realidade do setor, com dados concretos.

O indicador, que é o índice oficial da B3, monitora mais de 75% do abate nacional, reunindo dados de milhares de produtores e mais de 120 frigoríficos. Ele é uma ferramenta crucial para a tomada de decisões no mercado.

O Fórum da Pecuária Brasil é um espaço para a união de todos os elos da cadeia, que busca oferecer informação de qualidade e um ambiente de diálogo estratégico para que o setor avance de forma sustentável e competitiva, mesmo diante de um cenário global desafiador.



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MS dá a largada para safra de soja 25/26 com aposta em crescimento; clima será fator decisivo



Com o fim do vazio sanitário nesta segunda-feira (15), os produtores de Mato Grosso do Sul estão liberados para iniciar o plantio da safra de soja 2025/26 a partir de hoje. A expectativa é de uma temporada de crescimento, tanto na área cultivada quanto na produção, em comparação ao ciclo anterior.

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Segundo a Aprosoja-MS, a área plantada deve chegar a quase 4,8 milhões de hectares, um aumento de 5,9% em relação à safra passada. A produção também deve avançar, alcançando cerca de 15,2 milhões de toneladas, 8,1% a mais que no último ciclo. A produtividade média projetada é de 52,8 sacas por hectare.

Para o presidente da entidade, Jorge Michelc, o início do plantio é um momento de confiança para o setor, mas que precisa ser acompanhado de cautela diante dos desafios climáticos e econômicos.

“Mato Grosso do Sul vive uma expansão consistente da soja, fruto da dedicação dos produtores e do uso de novas tecnologias de manejo. Mas sabemos que o clima será decisivo para transformar esse potencial em realidade. Planejamento e práticas modernas serão fundamentais para garantir os resultados esperados e fortalecer ainda mais a posição do nosso estado no cenário nacional”, destacou.

Clima e custos

Apesar do otimismo, o desempenho da safra ainda depende das chuvas, que costumam ser irregulares e já causaram perdas importantes em anos anteriores. A estimativa de produtividade foi feita de forma moderada justamente para considerar essa incerteza.

Perspectiva para o plantio de soja

Com mais área plantada, expectativa de aumento na produção e um mercado externo aquecido, Mato Grosso do Sul entra na safra 2025/26 em posição de destaque. “O cenário é positivo, mas exige equilíbrio entre otimismo e prudência. A capacidade de unir tecnologia, planejamento e gestão de risco será essencial para transformar projeções em resultados”, conclui Jorge.

Abertura Nacional do Plantio de soja

Com o reforço de que o estado se destaca na produção de soja, o município de Sidrolândia (MS) receberá a Abertura Nacional do Plantio da Soja. O evento acontece no dia 3 de outubro, às 9h (horário de Brasília), direto da Fazenda Recanto, e marca o início da safra de soja 2025/26. O processo de inscrição é bem simples: basta acessar o link, preencher os dados e garantir sua vaga.



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