quinta-feira, abril 30, 2026

Autor: Redação

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Preços do trigo recuam no Brasil em meio a importações e queda na produção


Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente à semana de 12 a 18 de setembro e publicada nesta quinta-feira (18), os preços do trigo continuam em queda no Brasil. O produto de qualidade superior recuou para R$ 68,00 por saco nas principais praças do Rio Grande do Sul. No Paraná, os valores oscilaram entre R$ 69,00 e R$ 73,00 por saco.

No Paraná, a colheita da nova safra atingiu 25% da área neste início de semana, ante 34% no mesmo período de 2024. O Departamento de Economia Rural (Deral) informou que “cerca de 85% das lavouras a colher estavam em boas condições, com 49% em maturação e 31% em frutificação”. No Rio Grande do Sul, a Emater registrou 15% das lavouras em fase de enchimento de grãos.

Além do avanço da colheita, a valorização do real frente ao dólar tem tornado a importação mais barata, o que pressiona para baixo os preços do trigo nacional. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reduziu novamente sua estimativa de produção para o país, que deve alcançar 7,5 milhões de toneladas, “o menor volume desde 2020”. A área total plantada foi estimada em 2,45 milhões de hectares, queda de 19,9% em relação a 2024, sendo que o Rio Grande do Sul diminuiu 13,7% de sua área e o Paraná, 28,2%. Analistas privados apontam que a safra final pode chegar a apenas 7,3 milhões de toneladas, segundo a StoneX.

Nas importações, houve retração de 9,5% em agosto, totalizando 493,2 mil toneladas. A projeção para o período de janeiro a setembro é de 5,17 milhões de toneladas importadas, podendo atingir 7 milhões de toneladas em todo o ano de 2025. Safras & Mercado destacou que “a principal mudança em agosto foi a concentração das compras na Argentina, que saltaram de 189,5 mil toneladas para 465,6 mil toneladas, respondendo por quase todo o volume importado”. Em contrapartida, países como Estados Unidos, Rússia e Uruguai, que haviam fornecido volumes relevantes em 2024, praticamente desapareceram do mercado em 2025. No destino interno, houve maior pulverização regional, com estados como Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Pará e Espírito Santo ganhando participação, além do envio de pequenos volumes a regiões antes pouco representativas.





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BNDES libera R$ 1,2 bilhão em crédito para empresas afetadas pelo tarifaço



O agronegócio está entre os setores que recorreram ao plano de crédito emergencial lançado pelo governo para apoiar empresas afetadas pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos. Em apenas dois dias de operação, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 1,2 bilhão em financiamentos, dos quais parte já foi destinada a produtores rurais e agroindústrias. As informações são da Agência Brasil.

O programa Brasil Soberano prevê até R$ 40 bilhões em linhas de crédito para exportadores impactados pelas tarifas de até 50% aplicadas pelo governo norte-americano a produtos brasileiros. Do total, R$ 30 bilhões vêm do Fundo Garantidor de Exportações (FGE) e R$ 10 bilhões do próprio BNDES. Os empréstimos podem ser usados em capital de giro, investimentos na adaptação produtiva, compra de máquinas e equipamentos, além da busca de novos mercados.

Segundo o balanço divulgado na sexta-feira (19), 84,1% das operações aprovadas até agora foram para a indústria de transformação, seguida pela agropecuária, com 6,1%. Comércio, serviços e indústria extrativa também tiveram participação. Um dado relevante é que quase um terço dos financiamentos foi solicitado por pequenas e médias empresas, evidenciando o peso do segmento na pauta exportadora nacional.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou a rapidez nas análises e a articulação com 50 instituições financeiras parceiras. Ele reforçou que a prioridade é preservar empregos e sustentar a competitividade brasileira em mercados internacionais. Seguem em análise R$ 1,9 bilhão em pedidos, sendo R$ 1,7 bilhão ligados a operações voltadas para a abertura de novos mercados.

O tarifaço já mostra impactos diretos: levantamento da Amcham Brasil aponta queda de 22,4% nas exportações afetadas em agosto, frente ao mesmo mês de 2024. Como os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China, o setor produtivo teme prejuízos maiores caso as barreiras se prolonguem.



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Ação recupera 95% das áreas afetadas pela podridão da uva



Uma ação conjunta entre a Embrapa, órgãos estaduais e prefeituras de São Paulo conseguiu recuperar 95% do cultivo de uvas niágara em propriedades rurais que no Circuito das Frutas, principal polo de produção no estado.

Em 2024, uma epidemia da doença conhecida como podridão da uva madura atingiu a vitivinicultura da região, causada pelo fungo Glomerella cingulata. A epidemia dizimou lavouras inteiras em Jundiaí, Louveira, Itatiba, Itupeva, Jarinu, Indaiatuba e Elias Fausto. As perdas chegaram a 100% em algumas das fazendas, levando produtores ao desânimo e à insegurança sobre o futuro da atividade.

A iniciativa, denominada Plano Emergencial de Controle à Podridão Madura da Uva, selecionou 13 propriedades rurais da região para aplicações de fungicidas, entre outras boas práticas recomendadas pelas equipes técnicas da Embrapa. As que seguiram 100% das orientações obtiveram índices de até 95% de recuperação da produção. Nas demais propriedades, houve também redução da doença, porém em menor escala, com taxas de melhoria que chegaram a 70%.

As medidas propostas são resultado de ensaios e coletas de restos culturais realizados nesses espaços, com o objetivo de diagnosticar e frear o avanço da doença, a partir da identificação das espécies da fase assexual da Glomerella e avaliação de sua sensibilidade e tolerância aos fungicidas.

A doença, que ataca principalmente a uva niágara rosada e branca, provoca o apodrecimento e a queda das bagas maduras, tornando a colheita comercialmente inviável. Em safras anteriores, alguns produtores chegaram a antecipar a colheita para evitar perdas, vendendo uvas ainda verdes, o que compromete a qualidade e o valor de mercado.

Os impactos nas vitiviniculturas da região ameaçavam prejudicar, inclusive, eventos tradicionais, como a Festa da Uva, que ocorre anualmente em Jundiaí. “A doença ainda persiste em alguns parreirais, mas com incidência bem menor. É claro que ela continua preocupando, por isso mantemos atenção constante. Ainda assim, acreditamos que não haverá impacto negativo na atividade turística”, diz Sérgio Mesquita Pompermaier, diretor do Departamento de Agronegócio da Prefeitura de Jundiaí.

Falhas que custaram caro

Durante os últimos meses de 2024, cientistas da Embrapa visitaram as propriedades e conversaram com os produtores sobre o manejo. As recomendações prioritárias incluíram a remoção de restos culturais infectados, aplicações de fungicidas ainda durante a dormência das plantas, uso de produtos eficazes nos estágios críticos (como floração e início da maturação), e uma atenção especial à tecnologia de aplicação, ponto crítico identificado pelos pesquisadores.

Lucas Garrido, pesquisador da Embrapa Uva e Vinho, explica que uma combinação de fatores favoreceu o surgimento da epidemia em 2024. Dentre eles estão as temperaturas acima da média, umidade constante, e a presença de restos culturais contaminados.

A equipe da Embrapa também considera que parte significativa dos prejuízos ocorreu por erros no manejo. Sendo os principais deles o uso de fungicidas ineficientes, aplicação em dosagens incorretas, ou equipamentos desregulados. “Em alguns casos, o produto certo estava na propriedade, mas não foi utilizado. Ou foi aplicado de forma errada. Isso precisa mudar”, afirma Rafael Mingoti, analista da Embrapa Territorial e um dos coordenadores da iniciativa.

Diante de um cenário de prejuízos e combatendo um inimigo microscópico, é preciso mudar o comportamento frente à doença. “Os produtores que se abriram ao conhecimento, testaram e aplicaram corretamente os produtos e cuidados, colhem hoje os frutos disso. Literalmente”, ressalta Mingoti.

É o caso de Atalívio Rufino, que possui um sítio na zona rural de Elias Fausto. No ano passado, ele perdeu quase a totalidade da sua produção e a dificuldade financeira o levou a dispensar empregados. Sua propriedade foi uma das selecionadas para os experimentos da Embrapa. Desde então, ele relata muitas mudanças.

“Antes, retirávamos os galhos e os cachos que apodreciam, mas sem tanto zelo. Às vezes, até deixávamos ou picávamos com roçadeira no meio. Agora, estamos retirando, queimando ou descartando longe. Também fizemos mudanças na pulverização. Regularizamos o equipamento e aumentamos o volume de cauda”, diz.

Avanços científicos vão embasar protocolo de manejo da doença

A pesquisa também vai contribuir para o entendimento da doença. Estudos estão sendo conduzidos pelo Instituto Biológico para identificar quais seriam as espécies do fungo do gênero Colletotrichum (forma assexuada da Glomerella), coletadas em diferentes áreas do Circuito das Frutas. É possível encontrar uma diversidade na região, o que implica em variabilidade da resposta aos tratamentos. Os resultados desses estudos possibilitarão aprimorar o controle químico e biológico.

“Ainda não é possível afirmar se há resistência a algum fungicida, mas uma possível presença de múltiplas espécies reforça a importância de conhecer bem as causas do problema antes de enfrentá-lo”, explica Mingoti.

Esses dados serão utilizados para embasar projetos de pesquisa mais amplos, incluindo uma proposta submetida à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), que prevê o desenvolvimento de um sistema de aviso e um protocolo consolidado de manejo integrado da doença.

Confiança no futuro

Além dos ganhos técnicos, a ação colaborativa teve impacto positivo no ânimo dos vitivinicultores. Em 2024, o sentimento dominante era de frustração e pessimismo. Hoje, segundo Mingoti, a percepção mudou. “Há mais segurança. Os produtores entenderam que há solução – não mágica, mas técnica. E quem seguiu as recomendações, colheu mais e melhor”, afirma.

Após conseguir reverter a situação, o produtor Atalívio Rufino acredita que o exemplo pode ser alcançado por outros colegas que pensam em desistir. “Eu diria que é hora de persistir. Eu vi que é possível vencer a doença. Fácil não é, mas a recompensa vem. Olha só nosso exemplo aqui no sítio: hoje estamos colhendo”, comemora.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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CNA discute regulamentação da Lei de Bioinsumos



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) promoveu, na última quinta-feira (18), reunião do Grupo de Trabalho sobre a regulamentação da Lei de Bioinsumos (nº 15.070/2024), reunindo representantes das federações estaduais de agricultura e pecuária para discutir sugestões e contribuições sobre o tema.

Entre os principais assuntos tratados estão a definição dos casos em que será necessário o acompanhamento de um responsável técnico na produção de bioinsumos e o cadastro das unidades de multiplicação para uso próprio, com foco em simplificar os processos para o produtor rural.

A CNA defende que profissionais habilitados em seus conselhos de classe, como agrônomos, biólogos, biotecnologistas e engenheiros de bioprocessos, possam atuar como responsáveis técnicos, garantindo segurança e legalidade na produção de bioinsumos.

Quanto ao cadastro das unidades de produção destinadas ao uso próprio, a Confederação propôs medidas simplificadas. Processos biológicos básicos, como compostagem e silagem, poderiam ficar isentos de cadastro, reduzindo burocracia e estimulando a adoção de práticas sustentáveis no campo.

Letícia Fonseca, assessora técnica da CNA, destacou que as contribuições levantadas pelo Grupo de Trabalho vão integrar o posicionamento oficial da Confederação, que será encaminhado ao Ministério da Agricultura para análise e regulamentação da lei.



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Composto extraído de folha de goiabeira auxilia no tratamento de doenças bucais



Um pó à base de morina, um composto natural extraído de plantas como a folha da goiabeira, a casca da maçã e do figo, de alguns chás e amêndoas apresentou efeito antimicrobiano, anti-inflamatório e antioxidante contra bactérias que causam a doença periodontal.

Doença periodontal é um termo que abrange a gengivite e a periodontite (estágio avançado da inflamação gengival). A expectativa é que a substância, liberada de forma controlada por meio de polímeros, possa ajudar em tratamentos não cirúrgicos como uma alternativa aos antibióticos para o controle dos microrganismos.

Em estudos in vitro, em laboratório, os pesquisadores da Faculdade de Odontologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) testaram a morina em um biofilme formado por várias espécies de bactérias, que simulava o que acontece na gengiva dos pacientes quando estão acometidos pela doença.

A morina foi escolhida por ser um composto natural, barato e de fácil acesso. Segundo a pesquisadora Luciana Solera Sales, a morina pode ser obtida a partir de várias frutas. Mas não adianta só comer, é preciso processar a substância.

“A ideia é aproveitar esse composto natural, os seus benefícios, as suas vantagens, e transformar tudo isso para que possa ser utilizado para prevenir e tratar a cárie e a doença periodontal”, destaca.

Desenvolvimento do composto

Segundo a pesquisadora, Fernanda Lourenção Brighenti, uma pessoa produz, em média, 1 mililitro de saliva por minuto. Qualquer coisa que colocamos na boca é rapidamente removida pela saliva, especialmente porque tem cheiro, tem gosto, e isso estimula o fluxo salivar.

Nesse sentido, quando alguma coisa gruda tanto na mucosa da boca (na parte de dentro da bochecha), quanto nos dentes, isso nos dá uma vantagem adicional. E essa liberação controlada também nos ajuda no controle da toxicidade e da estabilidade da substância.

No caso do composto, o desafio foi justamente tentar otimizar o que já havia sido desenvolvido até aqui, deixando mais agradáveis alguns aspectos para os possíveis pacientes e, ao mesmo tempo, desenvolvendo algo que pudesse ser escalonável para a indústria.

“A gente visa também trazer uma alternativa aos produtos que estão atualmente disponíveis no mercado e que não atendem a demanda, porque têm alguns efeitos colaterais relatados pelos pacientes, como a alteração do paladar e o aumento da deposição do tártaro, além de manchas nos dentes com o uso prolongado”, explica Fernanda Lourenção Brighenti.

De acordo com Luciana Solera Sales, os primeiros produtos desenvolvidos foram no formato de comprimidos, filmes e micropartículas. Mas, até então, eram muito grandes, inviáveis para o uso oral. Sendo assim, melhoraram esses produtos, tentando deixá-los menores. Dessa forma, foi desenvolvido o modelo atual, que possui uma aparência similar ao leite em pó.

O que é uma doença periodontal

A doença periodontal acontece quando há o acúmulo do biofilme ou da placa bacteriana, uma película pegajosa formada por bactérias e resíduos de alimentos que se depositam sobre os dentes.

A periodontite, a forma grave da doença periodontal, é considerada a sexta condição crônica que mais ocorre no mundo. Nos casos leves, pode haver sangramento. Conforme a doença avança, pode ocorrer até a perda dos dentes.

Quando a higiene bucal é feita da maneira adequada, com escovação, uso do fio dental e pasta de dente com flúor, esse risco diminui de forma considerável.

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 2022, quase metade (45%) da população mundial sofre com doenças bucais, cerca de 3,5 bilhões de pessoas.

Segundo as pesquisadoras, os próximos passos serão continuar testando a morina primeiro em modelo animal e, depois, em estudos clínicos, para testar outras propriedades.



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Cuidado com as apólices de seguro



Especialista cita um exemplo


Especialista cita um exemplo
Especialista cita um exemplo – Foto: Pixabay

Produtores rurais precisam estar atentos aos detalhes das apólices de seguro que contratam, especialmente quando essas operações estão vinculadas a pacotes de safra oferecidos por cooperativas ou instituições financeiras. Muitas vezes, o agricultor acredita estar protegido contra perdas, mas cláusulas específicas podem limitar ou até mesmo inviabilizar a indenização em caso de sinistro. A assinatura de um documento sem a devida leitura e orientação técnica pode resultar em prejuízos expressivos, deixando o produtor sem a cobertura esperada.

Segundo Tobias Luz, advogado e sócio-fundador da LCB Advogados, um exemplo claro desse problema é o caso de Valdir, produtor que buscou crédito em uma cooperativa. Durante o processo, foi direcionado a contratar um seguro agrícola dentro da própria instituição, com toda a ambientação transmitindo confiança e vínculo direto com a cooperativa. Acreditando estar protegido, Valdir assinou a apólice sem imaginar que futuras cláusulas poderiam ser utilizadas contra ele.

O problema surgiu quando houve um sinistro. Ao acionar a seguradora, Valdir recebeu a negativa do pagamento sob a justificativa de restrições relacionadas ao tipo de solo e outras condições técnicas previstas na apólice. O produtor, surpreso, questionou: afinal, acreditava ter adquirido um seguro justamente para se proteger de perdas na lavoura. Porém, descobriu na prática que crédito e seguro são instrumentos distintos, e que a proteção não era tão ampla quanto parecia.

Esse caso revela a importância de buscar esclarecimentos antes de assinar qualquer contrato. Entender os limites da cobertura, verificar as cláusulas de exclusão e, sempre que possível, contar com assessoria especializada são passos fundamentais para garantir que o seguro realmente cumpra seu papel de amparo financeiro diante das incertezas do campo.

 





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Laranja de Tanguá com selo de indicação geográfica é destaque em concurso no RJ



A laranja da Região de Tanguá (RJ), conhecida pelo sabor doce e alto rendimento de suco, será avaliada até este domingo (21) na Feira de Exposição da Laranja de Tanguá, que também abriga o concurso de qualidade das frutas. O evento foi aberto no Centro Comunitário da Posse dos Coutinhos e contou com a presença de representantes da Embrapa Agroindústria de Alimentos, incluindo a chefe-geral Edna Oliveira e o chefe de Transferência de Tecnologia André Dutra.

Segundo Edna Oliveira, a Embrapa teve papel essencial na validação científica da laranja, ligando suas características únicas ao território. “A integração entre pesquisa, extensão rural e produtores fortalece a agricultura familiar, impulsiona o turismo e valoriza a cultura local da região de Tanguá”, afirma.

O analista Rodrigo Campos integra a comissão julgadora do concurso, responsável pela análise e classificação das laranjas. André Dutra ressalta que a Embrapa continuará prospectando oportunidades e apoiando o desenvolvimento econômico-social dos municípios por meio de inovação e ciência aplicada.

O selo de indicação geográfica na categoria Denominação de Origem (IG-DO), concedido pelo INPI em 2022, abrange Tanguá e municípios vizinhos, como Araruama, Itaboraí e Rio Bonito. O reconhecimento foi obtido a partir de estudos científicos da Embrapa, que demonstraram que a qualidade das laranjas está diretamente ligada a fatores naturais e humanos do território.

Pesquisadores da Embrapa Solos analisaram o clima, o solo e a delimitação geográfica da região, enquanto a Embrapa Agroindústria de Alimentos realizou coletas e testes físico-químicos e sensoriais nos frutos. A correlação desses dados confirmou que solo, regime de chuvas e clima influenciam a composição e qualidade da fruta, fundamentando a concessão do selo IG-DO.



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Agricultura biossalina auxilia no combate à escassez hídrica no Semiárido



Durante o Semiárido Show 2025, em Petrolina (PE), foi anunciado um reforço para o enfrentamento à escassez hídrica no bioma. Trata-se do projeto ‘Produção Biossalina: Tecnologia Social Integrada ao Processo de Dessalinização para Acesso à Água, Produção de Alimentos e Geração de Renda no Semiárido’. Apelidado de ‘Sal da Terra’, o projeto deve mobilizar cerca de R$ 20 milhões para o avanço de pesquisas e transferência de tecnologia em agricultura biossalina no Nordeste.

A Embrapa Semiárido coordena o projeto com a participação de outros centros de pesquisa da empresa e da Universidade Federal do Rio Grande (FURG). Com isso o projeto terá duas frentes de atuação. A primeira se volta para a pesquisa e desenvolvimento e prevê a revitalização da área experimental de agricultura biossalina da Embrapa Semiárido. Assim são realizados ensaios em plantas alimentícias e forrageiras tolerantes a sais, a produção de microalgas, aproveitamento de concentrado salino na nutrição animal e o monitoramento da qualidade de água e solo, entre outras abordagens.

A segunda frente se dedica à transferência de tecnologia. Para tanto, esta realiza diagnósticos em comunidades, a capacitação de agricultores, a implantação de unidades produtivas que adotam tecnologias consagradas como a criação de tilápias e o cultivo da erva-sal (planta adaptada a ambientes salinos) e a instalação de áreas demonstrativas.

O que é agricultura biossalina?

De acordo com o pesquisador Diogo Porto, que participou da articulação do projeto, a agricultura biossalina já vem sendo estudada pela Embrapa há anos. Esta se caracterizada pelo uso produtivo de águas salobras, rejeitos da dessalinização e manejo de solos salinos. Assim os trabalhos incluem pesquisas com plantas tolerantes ao sal e o uso de forrageiras resistentes.

“A proposta do projeto é fortalecer a agricultura biossalina como tecnologia social, integrada ao processo de dessalinização, para ampliar o acesso à água, a produção de alimentos e a geração de renda. Queremos mostrar que é possível transformar a salinidade, antes vista como problema, em alternativa sustentável para a segurança hídrica e alimentar do Semiárido”, destaca Porto.

Construção coletiva

A articulação do projeto começou ainda em 2023, durante a 10ª edição do Semiárido Show. No período se discutia o potencial da agricultura biossalina em sinergia com o Programa Água Doce, voltado ao uso de dessalinizadores para abastecer comunidades rurais. Dessa forma, o Programa de Ciência, Tecnologia e Inovação para Segurança Alimentar e Erradicação da Fome, do MCTI incorporou o projeto.

O financiamento, proveniente do Fundo Nacional de Desenvolvimento de Ciência e Tecnologia (FNDCT), foi viabilizado por meio de encomenda tecnológica, modalidade de contratação direta destinada a instituições com expertise comprovada. De acordo com Porto, a escolha da Embrapa se deu por esta deter um “know-how histórico e consolidado em agricultura biossalina”.

Com duração prevista de três anos, a execução do projeto ocorrerá em parceria com a Finep, responsável pela operação dos recursos, e com a Funarbe, encarregada da gestão financeira.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Produtores baianos se adaptam para garantir produtividade da soja



No último programa Soja Brasil, exibido nesta sexta-feira (19), o presidente da Aprosoja Bahia, Darci Salvetti, destacou como os produtores baianos têm enfrentado um ano desafiador, marcado por limitações financeiras e mudanças climáticas. Ele ressaltou que, mesmo diante de dificuldades, os sojicultores seguem investindo em tecnologia e boas práticas agrícolas para garantir a produtividade e a sustentabilidade das lavouras.

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Sucesso depende de cautela e conhecimento do solo

“Nosso produtor baiano, e tenho certeza que o brasileiro também, está cada vez mais comprometido em melhorar sua produção. Conhecer o perfil do solo é fundamental, assim como fazer análises detalhadas para aplicar corretamente os micronutrientes e fertilizantes”, afirmou Salvetti.

Dificuldades

Ele observou que 2025 segue como um ano financeiro atípico, exigindo adaptações. “O produtor baiano buscou todas as alternativas para melhorar suas áreas, aplicando o adubo necessário ou, em alguns casos, um pouco abaixo do ideal por conta das condições financeiras deste ano. Os financiamentos não aconteceram como esperávamos”, disse.

Chuvas nas lavouras de soja

Apesar dos desafios, Salvetti destacou as boas condições climáticas. “Tivemos chuvas ótimas após a colheita. Conseguimos fazer uma boa palhada e melhorar nossas lavouras com o plantio de braquiárias, milheto e sorgo, garantindo um ganho importante de palhada para a região”, finalizou.

Início dos trabalhos da safra de soja 25/26

Vale lembrar que o fim do vazio sanitário da soja, período em que há restrição ao plantio para controle da ferrugem asiática, ocorreu na Região 2 da Bahia em 14 de setembro, abrindo caminho para o início da próxima safra.

Assista ao episódio:



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IIPR tem alta em agosto, mas acumulado aponta deflação



Alta dos preços ao produtor em agosto contrasta com deflação anual no RS



Foto: Canva

Após uma sequência de perguntas consecutivas, o Índice dos Preços Recebidos pelos Produtores Rurais do Rio Grande do Sul (IIPR) registrado em alta em agosto de 2025, conforme relatório mensal divulgado pela Assessoria Econômica da Farsul. nesta quinta-feira (18/9). O indicador registrou inflação de 2,39% no último mês. Apesar da elevação no último mês, o acumulado em 12 meses indica retração, atingindo -8,52%.

A alta do preço em agosto foi impulsionada, principalmente, pelo aumento no preço da soja, que refletiu as novas estimativas de estoques globais divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Já no acumulado em um ano, o resultado aponta um descompasso com o IPCA Alimentos que tem alta de 7,42%. A diferença evidencia que as recentes pressões inflacionárias do IPCA Alimentos decorrem de outros fatores ao longo da cadeia de produção e comercialização, e não apenas o preço recebido pelo produtor.

Os custos de produção também tiveram alta em agosto. O Índice de Inflação dos Custos de Produção (IICP) registrou aumento de 0,1% em relação a julho. A queda de 1,7% da taxa de câmbio favoreceu a retração dos preços dos fertilizantes e herbicidas, mas esse rompimento foi compensado pelo aumento do custo com sementes, especialmente de soja e milho, em um movimento sazonal típico do período que antecede o plantio da próxima safra.

No acumulado de 12 meses, o IICP acumulou inflação de 0,58%. Apesar da queda observada em agosto, os fertilizantes ainda acumularam alta média de 10% no período. Em contrapartida, os custos com supervisão recuaram influenciados pelo pagamento dos bônus de Itaipu.





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