terça-feira, abril 28, 2026

Autor: Redação

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IATF reduz pegada de carbono e aumenta produtividade na pecuária



A inseminação artificial em tempo fixo (IATF) ganhou um novo argumento a favor de sua adoção na pecuária brasileira. Um estudo da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a GlobalGen e a Embrapa, comprova que essa biotecnologia pode reduzir pela metade a pegada de carbono na produção de carne bovina.

O estudo abrangeu 595 mil vacas em lactação e quatro milhões de vacas de corte. Os resultados demonstram que sistemas de produção mais eficientes estão associados a uma menor pegada de carbono.

O doutor Pietro Baruselli, professor da USP e um dos autores da pesquisa, afirma que a IATF melhora a eficiência reprodutiva, diminui a idade ao primeiro parto e aumenta a taxa de desmame, encurtando o ciclo de produção.

Impactos ambientais e econômicos

Com essas melhorias, a pesquisa revela uma redução de 49% na pegada de carbono do gado de corte e de 37% na pecuária leiteira. Baruselli destaca que a biotecnologia reprodutiva é uma ferramenta valiosa para o pecuarista, pois a redução na pegada de carbono equivale a retirar 850 mil carros de circulação e preservar 200 mil hectares de florestas.

Além do impacto ambiental, a eficiência da IATF também traz ganhos econômicos. Para cada R$ 1 investido na técnica, o produtor pode ter um retorno de R$ 4 a R$ 6. A principal contribuição da IATF ocorre na fase de cria, que ocupa cerca de 70% da terra na pecuária brasileira.

O futuro da pecuária brasileira

A otimização da produção de bezerros, base da cadeia produtiva, resulta em um aumento de produtividade de 27% na carne e 25% no leite. Isso contribui para que o Brasil mantenha seu status de maior rebanho bovino do mundo, agora com menor impacto ambiental.

Para os pecuaristas que iniciam a estação de monta, a recomendação é programar o uso da IATF o mais cedo possível após o parto. A adoção de protocolos que sincronizam rapidamente as vacas pode resultar em bezerros nascidos na melhor época do ano, otimizando recursos naturais e aumentando o ganho de peso.

A IATF também facilita a introdução de genética de qualidade no rebanho, produzindo animais mais eficientes em conversão alimentar e ganho de peso. Essa combinação de eficiência e sustentabilidade é essencial para o futuro da pecuária brasileira, demonstrando que é possível produzir alimentos em harmonia com o meio ambiente.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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Outubro começa com calor e chuvas isoladas pelo país; confira a previsão para a semana



Entre os dias 29 de setembro a 3 de outubro, o Sul do país deve registrar temporais, ventos fortes e possibilidade de queda de granizo, enquanto Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte apresentam calor e chuvas isoladas em algumas áreas. As precipitações acumuladas mantêm a umidade do solo, mas podem afetar o plantio e a colheita de algumas culturas.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

No litoral de Santa Catarina, podem ocorrer pancadas de chuva fracas. Já na região norte e oeste do Paraná devem ocorrer precipitações devido instabilidades. No noroeste do Rio Grande do Sul, a formação de um sistema de baixa pressão na Argentina provoca chuvas isoladas à noite. Outro sistema de baixa pressão no Paraguai deve gerar temporais no oeste dos três estados, com ventos acima de 60 km/h e possibilidade de granizo.

Temperaturas elevadas no noroeste do Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e norte e noroeste do Paraná. Chuva acumulada de cerca de 100 mm no oeste do Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e sudoeste do Paraná, mantendo a umidade do solo, mas podendo atrasar a colheita e o plantio de trigo, milho, feijão e soja.

Outubro deve ter temperaturas amenas e chuva acima de 150 mm nas áreas produtoras, garantindo umidade para o início da safra de verão.

Sudeste

Chuva isolada no sul e interior de São Paulo e no sul e sudeste de Minas Gerais. Sol entre nuvens nas demais áreas. Temperaturas elevadas, com máximas de até 38ºC no interior de São Paulo. Chuva acumulada de 10 a 20 mm no sudeste de São Paulo e Espírito Santo, mantendo umidade do solo e sem prejudicar trabalhos em campo. Colheita do trigo segue normalmente.

Até a primeira quinzena de outubro, tempo segue quente e seco. Nas duas últimas semanas do mês, previsão de chuvas de 100 mm, favorecendo o plantio da próxima safra e a umidade de café e cana-de-açúcar.

Centro-Oeste

Chuvas concentradas no noroeste e oeste de Mato Grosso e no sul de Mato Grosso do Sul, avançando gradualmente. Temperaturas elevadas em toda a região, máximas de até 39ºC, e umidade baixa em Goiás, centro-leste de Mato Grosso e norte, leste e interior de Mato Grosso do Sul. Chuva acumulada de 40 mm no sul de Mato Grosso do Sul e noroeste de Mato Grosso, sem prejudicar trabalhos em campo. Outubro deve ser quente e seco até a primeira quinzena, com chuvas acima de 100 mm nas duas últimas semanas, permitindo o plantio da próxima safra de soja.

Nordeste

Chuvas concentradas no litoral norte da Bahia e na Paraíba, podendo ocorrer no interior de Sergipe, Alagoas e Pernambuco. Sol entre nuvens nas demais áreas. Temperaturas máximas no interior de até 39ºC. Chuva acumulada de 40 mm em Alagoas e Sergipe, mantendo a umidade do solo. Até a primeira quinzena de outubro, previsão de clima quente e seco. Nas duas últimas semanas do mês, chuva de 40 a 50 mm, permitindo o plantio de soja, feijão e milho.

Norte

Áreas de instabilidade diminuem no Pará e ficam concentradas no oeste, Roraima, Amazonas, Acre e Rondônia. Chuvas isoladas no oeste do Pará e norte do Amapá. Temperaturas elevadas e baixa umidade no Tocantins e noroeste do Pará. Chuva acumulada de 50 mm em Rondônia, Amazonas, Acre, Roraima e oeste do Pará, mantendo a umidade do solo e recuperando pastagens. No norte e leste do Pará, Amapá e Tocantins, tempo quente e seco, com máximas de 37ºC.

Outubro deve ser quente e seco até a primeira quinzena, com chuva de 40 a 50 mm nas duas últimas semanas, permitindo o plantio da próxima safra de soja, feijão e milho. Rodônia e oeste do Pará devem manter chuva próxima de 50 mm semanalmente, com tendência de intensificação a partir do final de outubro.



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No Rio, piolho-de-cobra ganha papel central em compostagem inovadora da Embrapa


A Embrapa Agrobiologia realizou neste mês a instalação de uma composteira inovadora em uma horta comunitária na cidade do Rio de Janeiro, no morro do Tuiuti, em Benfica. Trata-se de uma gongocomposteira, uma possibilidade de compostagem de resíduos orgânicos de origem vegetal em que o processo é realizado por gongolos. Também conhecidos como piolhos-de-cobra, maria-café ou embuás, eles fazem parte da fauna do solo e possuem uma excepcional capacidade trituradora.

Os gongolos ou piolhos-de-cobra são capazes de se alimentar de materiais fibrosos como bagaço de cana-de-açúcar, sabugo de milho, aparas de grama e até papelão. A recomendação, no entanto, é ter de 30% a 40% de leguminosas no volume total dos resíduos, visando o fornecimento de nitrogênio e o equilíbrio de nutrientes para o composto final.

A iniciativa ocorreu em parceria com o programa Hortas Cariocas, da Secretaria Municipal de Ambiente e Clima. Uma equipe da Embrapa orientou os envolvidos com a produção local sobre os principais resíduos orgânicos que podem ser destinados aos gongolos. A previsão é que o gongocomposto fique pronto em aproximadamente quatro meses e seja aplicado localmente. Atualmente, a horta do Tuiuti fornece vegetais para famílias da comunidade do entorno.

Gongolos ou piolhos-de-cobra. Foto: Clarice Rocha/Embrapa

O fortalecimento da agricultura urbana

Esta foi uma das primeiras iniciativas práticas do projeto Proposições sociotécnias para o fortalecimento da agricultura urbana da cidade do Rio de Janeiro, que teve início neste ano. O projeto busca entender os gargalos da agricultura urbana e periurbana, que hoje é uma das principais apostas para o aumento da segurança alimentar e incremento de renda nas cidades.

Assim, alguns dos principais desafios são limitação de espaço, solo muito degradado e de baixa fertilidade, pouca arborização e baixa experiência dos envolvidos na produção rural. Tendo isso em vista, a Embrapa vem pensando em uma série de soluções que se adaptaptem à utilização nesses ambientes. A gongocomposteira é um dos exemplos disso.

De acordo com a pesquisadora da Embrapa Elizabeth Correia, líder do projeto, já ocorreram três capacitações com produtores do Rio de Janeiro. Os temas abordados foram tecnologias de cultivo, como formas de compostagem, conservação de sementes em bancos comunitários e a importância da diversidade de cultivos para atração de polinizadores e inimigos naturais de pragas.

Agora a equipe está em fase de levantamento de informações sobre outras hortas do Rio de Janeiro para planejar as próximas ações. “Vamos avaliar a fertilidade do solo, as pragas e doenças das plantações e as características da vegetação do entorno para definir quais tecnologias podem ser implantadas em cada área”, explica Elizabeth.

Segundo ela, a parceria do Hortas Cariocas é fundamental nesse processo. O programa atua como elo entre a pesquisa e os agricultores, identificando demandas, desafios e registrando as atividades desenvolvidas pelas comunidades. Vinicius Rocha, representante do programa, conta que o calendário das ações deve incluir ainda mais qualificações para os produtores, oferecendo técnicas que proporcionem maior autonomia para as hortas. Para ele, o trabalho conjunto amplia o alcance e o impacto das ações. “Isso valoriza e reconhece o trabalho, fortalece vínculos, qualifica as práticas e consolida o sentimento de pertencimento ao grupo”, destaca.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Programa de regularização vistoria 161 pontos de pesca em SC e seguirá por outros estados; confira datas



A Secretaria Nacional de Registro, Monitoramento e Pesquisa (Sermop), concluiu a primeira etapa de vistorias públicas do Programa Nacional de Regularização de Embarcação de Pesca (Propesc) em Santa Catarina.

O estado que concentra a maior frota pesqueira registrada no Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA). A próxima etapa será no Paraná, a partir de 6 de outubro.

Entre junho e agosto, a equipe técnica do MPA visitou 161 pontos de pesca no litoral catarinense, abrangendo mais de 29 municípios. No período, foram vistoriadas 2.359 embarcações e mais de 4,5 mil pescadoras e pescadores receberam atendimento e informações.

A Sermop, em parceria com as Superintendências Federais de Pesca e Aquicultura, também realiza vistoria da frota lagosteira do Amapá ao Espírito Santo, além de inspeções privadas. Até agora, 1.877 embarcações foram atendidas nos litorais das regiões Norte, Nordeste e Sudeste.

As vistorias públicas são realizadas para pescadores, armadores e proprietários de embarcação de pesca que solicitaram a vistoria no prazo de até 30 de abril deste ano. Estão aptas ao processo de regularização no âmbito do Propesc, somente as embarcações de pesca registradas no RGP e cadastradas no SisRGP.

As vistorias públicas atendem pescadores, armadores e proprietários de embarcações que solicitaram o serviço até 30 de abril. Podem ser regularizadas apenas as embarcações registradas no Registro Geral de Atividade Pesqueira (RGP) e cadastradas no SisRGP, conforme as regras do Propesc.

Cronograma completo das vistorias por estado

ESTADO PERÍODO DE REALIZAÇÃO DA VISTORIA PÚBLICA
Paraná 06/10/2025 a 31/10/2025
Rio Grande do Norte 01/12/2025 a 05/12/2025
Pernambuco 01/12/2025 a 05/12/2025
Paraíba 01/12/2025 a 03/12/2025
Pará 01/12/2025 a 12/12/2025
Piauí 01/12/2025 a 12/12/2025
Sergipe 01/12/2025 a 19/12/2025
Bahia 01/12/2025 a 19/12/2025
Amapá 15/12/2025 a 16/12/2025
Ceará 13/04/2026 a 24/04/2026
Alagoas 13/04/2026 a 24/04/2026
Espírito Santo 18/05/2026 a 29/05/2026
São Paulo 22/06/2026 a 17/07/2026
Rio de Janeiro 03/08/2026 a 21/08/2026
Rio Grande do Sul 14/09/2026 a 25/09/2026



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Startup usa inteligência artificial para pesar bois e reduzir custos na pecuária



A necessidade de obter dados confiáveis sobre o rebanho deu origem a uma solução inovadora para a pecuária. A Olho do Dono, startup brasileira do Espírito Santo, desenvolveu uma tecnologia baseada em inteligência artificial (IA) e visão computacional que permite pesar animais a campo, sem o uso de balanças convencionais. O sistema promete reduzir custos operacionais, otimizar o manejo e preservar o bem-estar animal.

A ideia surgiu há cerca de dez anos, quando gestores de um family office perceberam que não era possível realizar uma avaliação econômica precisa de uma fazenda de pecuária. O número exato de cabeças do rebanho era incerto e o peso total do gado era apenas uma estimativa. Diante do impasse, nasceu a proposta de desenvolver uma ferramenta que reproduzisse, de forma automática e precisa, a capacidade do pecuarista experiente que “bate o olho” e estima o peso de um boi.

“Essa ideia surgiu quando quase ninguém falava de inteligência artificial no campo, e foi o ponto de partida para criar uma tecnologia pioneira que hoje está transformando a pecuária. A partir daí começamos a ficar imersos em fazendas, conversar com professores, zootecnistas, veterinários, agrônomos, etc, e identificamos que essa era uma dor mundial”, disse Pedro Henrique Mannato, um dos fundadores e CEO da Olho do Dono.

Desde então, a startup consolidou uma base de dados própria, com mais de 1,5 milhão de imagens 3D de bovinos associadas ao peso de balança, coletadas em fazendas do Brasil, Argentina, Paraguai e México. Esse banco alimenta os algoritmos que sustentam a solução.

Como funciona

O sistema utiliza uma câmera 3D portátil e resistente à água, que não exige energia elétrica nem conexão com a internet durante o uso no campo. Em média, é possível filmar 100 animais em apenas cinco minutos. Posteriormente, ao conectar o equipamento ao Wi-Fi no escritório, os vídeos são enviados automaticamente para a nuvem, onde são processados pela IA.

Os relatórios retornam com dados de peso individual e por lote, ganho médio diário (GMD), contagem de cabeças e auditoria de presença, quando o rebanho é identificado com brincos eletrônicos. A integração com leitores de brinco permite acompanhar o histórico de cada animal ao longo do tempo.

Clientes de peso

A solução já está presente em propriedades de diferentes perfis, com rebanhos que variam de 500 a 120 mil cabeças, em países como Brasil, Argentina e Paraguai. Entre os clientes estão o Grupo Rialma, que realiza auditorias mensais de peso em todas as suas fazendas, e a JBS, que incorporou a tecnologia ao seu programa de assistência técnica a produtores.

O modelo também conquistou espaço fora do país. Ricardo Negri, ex-vice-ministro da Agricultura da Argentina, inicialmente cliente, tornou-se investidor para ampliar a distribuição da ferramenta no mercado argentino.

Vantagens

O método tradicional de pesagem demanda deslocar o gado até o curral, atividade que pode levar 6 a 12 horas para 300 animais, mobilizando cinco vaqueiros e submetendo os bois a estresse, risco de acidentes e perda de peso.

Com a Olho do Dono, a mesma atividade pode ser realizada em 15 minutos, diretamente no pasto, com apenas dois ou três vaqueiros. Além da economia de tempo e mão de obra, o processo favorece o bem-estar animal e gera informações estratégicas em tempo real, afirmou Mannato .

Aporte de investimos

A agtech , recentemente , recebeu um aporte de investimento de R$ 2,2 milhões da BR Angels, o que deve ajudar impulsionar o crescimento do negócio.

“O objetivo é expandir e levar a tecnologia para cada vez mais produtores. Em 2026, esperamos crescer 300% e vamos lançar um novo produto complementar que vai ajudar ainda mais o produtor”, revelou Mannato.

De acordo com o CEO da startup, a inteligência artificial já demonstra impacto direto na redução de custos com mão de obra. O uso da tecnologia possibilita uma economia de até 95% no tempo de manejo de pesagem, permitindo que equipes menores realizem a operação com a mesma qualidade.

“Nos próximos anos, a combinação de sensores, dados e inteligência artificial deve ampliar ainda mais a produtividade, otimizar o bem-estar animal e oferecer ao pecuarista ferramentas estratégicas para melhorar a rentabilidade do negócio”, projeta Mannato.



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saiba o que acontece se você perder o prazo



O prazo para envio da declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) se encerra no dia 30 de setembro. Contribuintes que perderem a data estarão sujeitos a multas e juros aplicados pela Receita Federal.

Multas e juros pelo atraso no ITR

O advogado Roberto Bastos Ghigino, do escritório HBS Advogados, explica que o contribuinte que entregar a declaração depois do prazo paga multa de 1% ao mês ou fração de atraso sobre o imposto devido. A Receita também aplica multa e juros de mora em caso de falta ou insuficiência de recolhimento.

O contribuinte pode quitar o imposto em parcela única ou em até quatro vezes. A primeira vence no fim de setembro e as demais nos meses seguintes, com correção monetária. Se atrasar, a multa de mora é de 0,33% por dia, limitada a 20% do valor devido, mais juros calculados pela taxa Selic.

Retificação e cuidados adicionais

Mesmo depois de entregar a declaração, o contribuinte pode corrigir erros ou omissões com uma retificadora, desde que a Receita ainda não tenha iniciado fiscalização. Também é possível ampliar o número de parcelas pelo mesmo procedimento.

Para comprovar áreas não tributáveis, como reserva legal e preservação permanente, o produtor precisa apresentar o Ato Declaratório Ambiental (ADA) ao Ibama, conforme a Instrução Normativa nº 2206/2024.

Ghigino ressalta que, se houver questionamento sobre o valor da terra nua, o produtor deve recorrer a uma avaliação técnica. Cada imóvel tem características próprias que podem alterar o cálculo do imposto.



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Impulsionar artesanato indígena com buriti fortalece inclusão produtiva no Pará



Com o apoio do Sebrae Pará, indígenas da etnia Warao, refugiados da Venezuela e residentes em Belém (PA), firmaram uma parceria estratégica com a ONG Mirititong, de Abaetetuba, para retirada da palma do buriti na comunidade de Tauerá.

O objetivo é garantir o acesso sustentável à palma do buriti, matéria-prima essencial para a produção de artesanato indígena. A iniciativa surgiu após articulação da equipe técnica do Sebrae/PA, que identificou a necessidade de um fornecedor local.

Dessa forma, os Warao poderão utilizar seus saberes ancestrais para confeccionar peças artesanais com identidade cultural, sem depender de insumos vindos de fora do Brasil.

Além disso, a parceria integra um projeto de três anos entre o Sebrae/PA e o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), voltado à capacitação empreendedora e à geração de renda.

Por meio de ações contínuas, o projeto busca promover a inclusão produtiva, valorizar os saberes tradicionais e fortalecer a autonomia econômica dos refugiados indígenas.

Em agosto, 16 mulheres Warao concluíram a primeira etapa da capacitação em empreendedorismo, recebendo certificação oficial no Cras de Outeiro. Esse marco representa não apenas um avanço na formação profissional, mas também um passo importante para a inclusão socioeconômica.

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Portanto, ao estimular o empreendedorismo indígena e fomentar o uso sustentável de recursos naturais como o buriti, a ação contribui para o fortalecimento da cadeia produtiva do artesanato. Assim, promove-se o desenvolvimento local, respeitando a diversidade cultural e ampliando oportunidades de negócios sustentáveis.



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AgroNewsPolítica & Agro

Falta de manivas afeta lavouras de mandioca



Produtores enfrentam desuniformidade nas lavouras



Foto: Canva

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (25) pela Emater/RS-Ascar, os produtores de mandioca da região administrativa de Santa Rosa estão enfrentando dificuldades para obter manivas. O destacou que “a germinação irregular leva à desuniformidade das lavouras, dificultando o manejo e impactando a produtividade final”, reforçando a importância de selecionar bem as manivas e, quando possível, realizar testes de previsões antes do planejamento. O preço médio pago ao produtor teve redução para R$ 4,50/kg com casca e R$ 7,00/kg industrializado.

Na região administrativa de Lajeado, em São José do Hortêncio, o plantio da nova safra está praticamente concluído e cerca de 90% da área já foi colhida. Segundo a Emater/RS-Ascar, “houve aumento na cotação neste último mês” e os preços variam entre R$ 25,00 e R$ 30,00 por caixa de 20 kg para venda na Ceasa de Porto Alegre. Em Cruzeiro do Sul, a cultura encontra-se em entressafra e o plantio, realizado preferencialmente neste mês, chega à fase final.

A Emater/RS-Ascar informou que “a maioria dos agricultores do município perdeu manivas em decorrência de ocorrências ocorridas durante o inverno e precisou adquirir ramas de outras regiões ou estados”. No entanto, há o risco de que as variedades não se adaptem ao clima local ou não sejam aceitas pelos consumidores, além de poderem facilitar a entrada de previsões e doenças nos cultivos.





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UE e Minas Gerais discutem investimentos e cooperação


De acordo com informações divulgadas pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, o governador Romeu Zema e o vice-governador Mateus Simões receberam, nesta quinta-feira (25/9), no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, embaixadores da União Europeia. A delegação, formada por 19 representantes máximos das missões internacionais do bloco no Brasil, buscou “explorar oportunidades de cooperação com Minas Gerais em áreas estratégicas, como economia, turismo, meio ambiente e segurança”.

O Governo de Minas, por intermédio da Secretaria de Estado de Casa Civil, promoveu o encontro, que simboliza, segundo a gestão estadual, “um marco nas relações internacionais do Estado”, ressaltando que Minas Gerais tem se posicionado como plataforma de crescimento, inovação e sustentabilidade.

A visita ocorre em um momento considerado decisivo das relações entre o Brasil, por meio do Mercosul, e o bloco europeu. “Após o encerramento das negociações do Acordo de Parceria Mercosul-UE, em 2024, e a assinatura prevista para 2025, espera-se uma significativa ampliação no comércio bilateral”, informou o governo estadual.

Segundo a administração mineira, o tratado “promete eliminar barreiras alfandegárias, diversificar cadeias de suprimentos, atrair investimentos e modernizar setores estratégicos da economia brasileira e mineira”. Apesar dos debates sobre questões ambientais, “a expectativa é que o acordo aumente em até 26% as exportações brasileiras para a Europa, fortalecendo cadeias produtivas e abrindo novas oportunidades para empresas de diferentes portes”.

A União Europeia é composta por 27 países, com aproximadamente 449 milhões de habitantes e um Produto Interno Bruto de cerca de 17 trilhões de euros. O bloco é considerado a maior experiência de integração regional do mundo e representa aproximadamente 6% da população global.





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Audiência pública debate a importância da biomassa para a bioeconomia


Qual o papel da biomassa no desenvolvimento da bioeconomia? A resposta certamente rende um extenso debate, desde as fontes de produção até o papel da biomassa como o elemento integrador da bioeconomia brasileira. Esse e outros aspectos foram tratados na apresentação do pesquisador da Embrapa Agroenergia Maurício Lopes, em audiência da Frente Parlamentar Mista pela Inovação da Bioeconomia (FPBioeconomia), na Câmara dos Deputados, nesta quinta-feira, 25 de setembro.

No âmbito das discussões na FPBioeconomia sobre o Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio), a frente tem convidado especialistas, governo e sociedade civil para audiências com intuito de promover o diálogo sobre a bioeconomia brasileira. Na audiência presidida pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg, Maurício apresentou a palestra “Biomassa – produção, processamento e aproveitamento integral”, em que abordou aspectos relevantes da produção de biomassa no País.

Segundo o pesquisador, considerando o tamanho e o potencial do Brasil, ainda possuímos uma base restrita de fontes de biomassa, centrada basicamente em cana-de-açúcar, milho, soja e eucalipto. “Nossa economia de base biológica ainda é sustentada numa base pequena. A dependência de poucas fontes de biomassa limita a diversificação e a expansão da bioeconomia”.

Em contrapartida, há um crescimento exponencial da demanda por produtos de base biológica, os chamados bioprodutos. Maurício cita, por exemplo, a demanda por combustíveis sustentáveis de aviação (SAF), segmento que demandará muito das cadeias tradicionais para atendimento à produção que será exigida para tais biocombustíveis.

A diversificação de fontes, além de diminuir a pressão nas cadeias já utilizadas, pode trazer benefícios como a otimização de recursos, sistemas de produção mais sustentáveis, novas oportunidades de mercado e estímulos à inovação tecnológica. “Isso contribui não só  para o fortalecimento da bioeconomia, mas também para a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono”, destacou Maurício.

A macaúba, a canola e os sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Florestas (ILPF) são exemplos de novas e potenciais fontes a serem incorporadas na geração de biomassa. “Talvez em duas décadas nós tenhamos na macaúba uma nova soja, com capacidade de se desenvolver muitos componentes, já que se usa praticamente tudo dessa planta. A tropicalização da canola, utilizada também como segunda safra, é outro exemplo. O ILPF aliado à bioeconomia nos dá condição de desenvolver modelos mais sistêmicos e multifuncionais. Já imaginaram produzirmos cereais, oleaginosas, gramíneas, entre outros, 365 dias por ano?”, provocou o pesquisador.

Maurício não deixou de destacar o que já é realidade no cenário nacional graças à pesquisa científica. Segundo ele, a Embrapa possui 93 programas de melhoramento genético com capacidade de adaptar materiais, hoje na natureza, para cultivos e para uso na indústria. Além disso, o Brasil está numa das posições mais vantajosas no cinturão tropical, que nos permite produzir os mais variados componentes de biomassa e transformá-los nos mais variados componentes para os segmentos industriais.

Com melhorias em dois pontos estratégicos, escala e logística, o pesquisador defende a biomassa como um pilar para o desenvolvimento da bioeconomia. Ele ressaltou a importância de superar essas limitações, promovendo uma escala produtiva para a biomassa e seus componentes e soluções logísticas eficientes.

O pesquisador finalizou ressaltando que é “importante que a biomassa não seja vista somente como insumo, mas como o eixo integrador da bioeconomia brasileira, articulando, simultaneamente, energia, alimentos, carbono, biodiversidade e renda”.

Sobre a Frente

A FPBioeconomia tem atuação no âmbito do Congresso Nacional, composta por deputados federais e senadores. Tem entre seus objetivos construir uma visão de futuro para o Brasil que valorize o uso ético e sustentável da biodiversidade, da biomassa e do conhecimento em biotecnologia, agregando, assim, valores em segmentos econômicos, industriais e oportunidades à sociedade. Além disso, busca discutir e defender políticas públicas e incentivar a modernização da legislação federal. Saiba mais.

Na audiência do dia 25 de setembro, também estavam presentes a secretária nacional de Bioeconomia do Ministério do Meio Ambiente Carina Pimenta, e os palestrantes Valéria Burmesteir, coordenadora-geral de Bioeconomia e Recursos Genéticos do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa); Leonardo Mercante, das Relações Governamentais da empresa Suzano; Leonardo Minaré, da Aprosoja Brasil; e Donizete Torquato, da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio).

Assista a audiência completa aqui.





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