segunda-feira, abril 27, 2026

Autor: Redação

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Parceria internacional impulsiona pesquisa com extratos vegetais no combate ao cancro cítrico



A comitiva visitou a sede do Fundecitrus


Foto: Fundecitrus

O Fundecitrus recebeu, na semana passada, a visita do pesquisador Dirk Jan Scheffers, da Universidade de Groningen, na Holanda, acompanhado de sua aluna de doutorado Terezija Jovanovski, além dos professores Henrique Ferreira e Michel Brienzo, da Unesp Rio Claro. O encontro marcou mais uma etapa da parceria entre as instituições, voltada ao desenvolvimento de formulações à base de extratos vegetais para o combate ao cancro cítrico. Nesta fase, liderada pelo Fundecitrus, os trabalhos incluem experimentos de campo.

A comitiva visitou a sede do Fundecitrus, na companhia dos pesquisadores Franklin Behlau e Eduardo Gorayeb e da pós-doutoranda da instituição Beatriz Pecoraro Sanches, e o campo experimental de Votuporanga (SP). As pesquisas com extratos vegetais têm grande relevância para a citricultura por oferecerem alternativas sustentáveis e seguras ao uso do cobre, principal defensivo químico empregado no manejo da doença. “Essas formulações podem ser incorporadas ao manejo integrado, ampliando as ferramentas disponíveis para os produtores e reduzindo a pressão de seleção que favorece o surgimento de bactérias resistentes. Além disso, o uso desses produtos contribui para a segurança alimentar e facilita o atendimento às exigências de mercados consumidores mais rigorosos”, explica Gorayeb.

O projeto é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), em parceria com a Netherlands Organization for Scientific Research (NWO), principal agência pública de fomento à pesquisa da Holanda.





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Chuvas fortes atingem estados e calor avança; veja a previsão do tempo



A presença de uma área de baixa pressão sobre o Paraguai, associada ao deslocamento de um cavado em níveis médios da atmosfera, reforça as instabilidades na região Sul nesta terça-feira (30).

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Em boa parte do Rio Grande do Sul, no norte de Santa Catarina, nos vales e planaltos e também no sudoeste do Paraná, há risco de temporais com raios e rajadas de vento ao longo do dia. Nas demais áreas dos três estados, a previsão é de pancadas fortes de chuva. No litoral paranaense, a instabilidade deve variar entre fraca e moderada. Já no norte do Paraná, o destaque será o calor intenso, com apenas pancadas isoladas.

Calor e ar seco no Centro-Oeste e Sudeste

O tempo firme predomina em grande parte do Sudeste e do Centro-Oeste, com calor e baixa umidade do ar. Entre o leste de Mato Grosso, Goiás e Triângulo Mineiro, os índices podem cair abaixo de 12% durante a tarde, caracterizando situação de emergência.

As temperaturas máximas devem passar dos 35 °C em diversas cidades, podendo alcançar os 40 °C. Apenas no noroeste de Mato Grosso e no oeste e sul de Mato Grosso do Sul há chance de pancadas fortes de chuva, acompanhadas de raios e rajadas de vento. No extremo sul de Mato Grosso do Sul, temporais isolados não estão descartados ainda pela manhã.

Chuva no litoral do Nordeste

A circulação de ventos oceânicos mantém a umidade sobre parte da costa leste do Nordeste. Entre Maceió (AL) e Recife (PE), há risco de chuva mais intensa em alguns momentos. Pancadas também podem atingir o agreste, mas o interior nordestino segue com tempo firme, calor elevado e baixa umidade. Rajadas de vento podem chegar a 50 km/h em várias áreas.

Na Região Norte, o calor e a umidade seguem alimentando instabilidades. Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima concentram as condições mais favoráveis para pancadas de chuva expressivas desde cedo. Entre o oeste do Amazonas e do Acre, há risco de temporais.

Já no Amapá e no norte do Pará, as pancadas tendem a ser isoladas e sem grande intensidade. Tocantins permanece sob predomínio de tempo seco, calor forte e baixa umidade à tarde.



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Fundecitrus apresenta estratégias no controle do greening e do psilídeo no VI SIMPROT, em Botucatu (SP)



O evento contou com a participação de cerca de 70 pessoas


Foto: Fundecitrus

O Fundecitrus participou, nesta segunda-feira (22), do VI Simpósio em Proteção de Plantas (SIMPROT), realizado em Botucatu (SP).

Organizado pela Unesp de Botucatu, o evento é voltado a estudantes, pesquisadores e profissionais da área, e contou com palestras de especialistas, apresentação de trabalhos científicos e debates sobre temas relevantes da Fitossanidade, abrangendo Entomologia, Fitopatologia, Matologia, Nematologia e Tecnologia de Aplicação.

O pesquisador da instituição Wellington Ivo Eduardo ministrou a palestra “Manejo do psilídeo Diaphorina citri”, destacando a importância da identificação, do monitoramento e do controle do inseto. “Durante a palestra, abordei a identificação das diferentes fases de vida do psilídeo e aspectos bioecológicos, como ciclo de vida, dispersão e flutuação populacional ao longo do ano, além de destacar a importância do monitoramento contínuo e da adoção de estratégias integradas de controle. O combate ao psilídeo exige não apenas ações pontuais, mas um esforço coordenado entre produtores, técnicos e pesquisadores. Eventos como o SIMPROT são fundamentais para promover discussões técnicas”, afirma.

Também representando o Fundecitrus, o engenheiro-agrônomo Murilo Piccin apresentou a palestra “Desafios para enfrentamento dogreening”, abordando os sintomas da doença, as características e a importância do manejo preventivo. “O Simpósio é uma oportunidade de trazer as dificuldades práticas que enfrentamos com o manejo do greening no campo para o ambiente científico e universitário. Essa troca de conhecimento é fundamental para fortalecer a citricultura”, destaca.





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confira os destaques do mercado


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca queda de mais de 3% no petróleo após rumores de aumento de oferta pela Opep+ e plano dos EUA para cessar-fogo em Gaza. Wall Street subiu, com destaque em tecnologia e metais como ouro e cobre.

No Brasil, Ibovespa avançou 0,61% e dólar recuou 0,30% a R$ 5,32, apoiados por fluxo estrangeiro e política monetária restritiva. Hoje, foco na PNAD Contínua e no setor público, além dos dados de Alemanha e EUA.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Link FDC – Fundecitrus participa de evento para mulheres em Campos de Holambra (SP)



O evento apresentou palestras sobre a formação de mudas de citros


Foto: Fundecitrus

 

Um evento com mulheres e feito para as mulheres, precisa de uma mulher na apresentação, não é mesmo?! Por isso, quem comandou esta edição do Link FDC foi a engenheira-agrônoma do Fundecitrus Renilza Rita Silva. O evento apresentou palestras sobre a formação de mudas de citros, os principais desafios fitossanitários, técnicas de manejo e estratégias de comercialização das frutas.





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Dieta energética aumenta produção de embriões em novilhas e triplica retorno financeiro



Um estudo realizado pela Embrapa Cerrados (DF) em parceria com a Universidade de Brasília (UnB) demonstrou que planos alimentares de alta densidade energética podem transformar a reprodução bovina. Em novilhas pré-púberes da raça nelore, a estratégia aumentou em 21% a produção de embriões in vitro e antecipou a puberdade, garantindo retorno financeiro até 2,8 vezes superior ao da dieta convencional.

Novilhas mais jovens, maior eficiência

A pesquisa partiu da hipótese de que o maior aporte de energia durante a fase inicial de crescimento das fêmeas poderia influenciar diretamente a qualidade dos ovócitos e a produção de embriões. Os resultados confirmaram que animais jovens suplementados com dietas energéticas atingem peso e deposição de gordura adequados mais cedo, o que antecipa a idade reprodutiva.

Segundo o pesquisador Carlos Frederico Martins, da Embrapa Cerrados, a antecipação do primeiro parto tem efeito direto na economia dos sistemas de corte e leite.

“Se a primeira prenhez ocorre aos 14 meses, em vez dos 24 habituais, os custos caem. Isso representa maior retorno financeiro e ganhos para o melhoramento genético, já que reduz o intervalo entre gerações”, destacou.

O experimento na prática

O estudo envolveu 34 novilhas nelore pré-púberes, com cerca de 160 quilos, submetidas a dois planos alimentares: um convencional (PN1) e outro de alta energia (PN2).

No tratamento tradicional, as novilhas permaneceram a pasto com suplementação moderada, alcançando ganhos de peso esperados de até 700 g/dia. Já no regime de alta energia, as bezerras foram alimentadas com silagem de milho e concentrados mais calóricos, chegando a ganhos de 1 kg/dia.

Os resultados foram expressivos, de acordo com a Embrapa:

  • 49% mais ovócitos recuperados no PN2 em relação ao PN1;
  • 42% mais ovócitos viáveis;
  • 21% mais embriões produzidos in vitro;
  • Peso médio de 321 kg aos 12 meses, contra 309 kg do grupo convencional.

Além disso, as novilhas do grupo energético teriam apresentado melhor acabamento de carcaça e alcançaram precocidade reprodutiva semelhante à de vacas adultas.

Apesar de o plano de alta energia gerar custos 29% a 36% maiores na alimentação, o ganho na produção de embriões compensou os investimentos. Em média, cada novilha suplementada produziu 6,8 embriões, contra apenas 3,6 do grupo convencional.

A análise financeira mostrou que a receita média foi 77% superior no grupo PN2. A margem líquida chegou a ser 2,8 vezes maior na produção de embriões congelados para transferência direta (TD), considerada a mais rentável.

De acordo com a pesquisadora Isabel Ferreira, responsável pela avaliação econômica, o diferencial esteve na produtividade.

“Mesmo com custos operacionais mais altos, o maior número de embriões por novilha garantiu margens positivas. Isso prova que a dieta energética pode ser financeiramente vantajosa em sistemas comerciais”, afirmou.

Melatonina potencializa os resultados

Outro avanço foi a associação da dieta energética ao uso de melatonina, hormônio natural com ação antioxidante. O tratamento aumentou em até 13% a taxa de blastocistos, aproximando o desempenho de novilhas pré-púberes ao de vacas adultas.

Para Martins, este é um marco importante:

“O uso da melatonina melhorou a competência ovocitária e elevou a qualidade embrionária. Isso abre espaço para unir nutrição e biotecnologia em prol da eficiência reprodutiva.”



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EUA investigam práticas anticompetitivas nos insumos



A análise deve se concentrar nas estratégias de precificação


A análise deve se concentrar nas estratégias de precificação
A análise deve se concentrar nas estratégias de precificação – Foto: Divulgação

O governo dos Estados Unidos anunciou em 25 de setembro o início de uma nova investigação para apurar possíveis práticas anticompetitivas entre fornecedores de insumos agrícolas, como fertilizantes, sementes e defensivos. A ação será conduzida em conjunto pelo Departamento de Agricultura (USDA) e pelo Departamento de Justiça (DOJ), em resposta ao cenário de custos elevados e voláteis que vêm pressionando produtores rurais já impactados por preços mais baixos das safras e pelas disputas comerciais internacionais. O objetivo é avaliar se a concorrência está sendo limitada, dificultando o acesso dos agricultores a insumos a preços justos e comprometendo a competitividade do setor.

Embora ainda não haja detalhes mais profundos sobre o alcance da investigação, a medida reforça a preocupação do governo com a concentração de mercado e com possíveis abusos de poder econômico por parte das grandes indústrias do setor. A análise deve se concentrar nas estratégias de precificação e nos contratos de fornecimento, investigando se existem barreiras artificiais que impedem maior equilíbrio entre oferta e demanda.

Esse movimento regulatório soma-se a um cenário de crescente pressão sobre o agronegócio norte-americano, em que políticas comerciais e medidas governamentais já vêm sendo apontadas como fatores que restringem a oferta e contribuem para a elevação dos custos. Para os produtores, que enfrentam margens de lucro cada vez mais estreitas, qualquer avanço em transparência e competitividade pode significar maior fôlego para manter a sustentabilidade de suas atividades.





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Nova resolução do CMN traz alívio financeiro para produtores rurais, mas exige atenção aos detalhes


Por Dr Henrique Lima

O setor agropecuário acaba de ganhar uma nova oportunidade para reorganizar suas finanças. A Resolução CMN nº 5.247, publicada recentemente, regulamenta a Medida Provisória nº 1.314/2025 e estabelece condições especiais para renegociação, amortização ou quitação de dívidas rurais, beneficiando produtores de todos os portes, cooperativas e associações.

Para entender os impactos dessa medida, conversamos com o Dr. Henrique Lima, sócio fundador do Lima & Pegolo Advogados Associados, escritório full service com mais de 20 anos de experiência, com sedes em Campo Grande (MS), Curitiba (PR) e São Paulo (SP), atendendo clientes em todo o Brasil. O escritório tem forte atuação na defesa de produtores rurais e empresas do agronegócio em questões administrativas e judiciais.

“A resolução cria um caminho para reorganizar as finanças do produtor”

Pergunta: Dr. Henrique, em linhas gerais, o que muda com a Resolução CMN nº 5.247 e qual o objetivo principal desta norma?

Dr. Henrique Lima:

 A resolução traz alívio financeiro para os produtores que enfrentaram dificuldades nos últimos anos, principalmente por conta de eventos climáticos adversos, como secas, enchentes e outras calamidades.

 Ela permite que sejam renegociadas, amortizadas ou quitadas dívidas rurais, incluindo operações de custeio, investimento e Cédulas de Produto Rural (CPRs).

 É uma medida importante porque reconhece formalmente os prejuízos sofridos no campo e oferece condições especiais para que produtores, cooperativas e associações possam se reorganizar financeiramente e continuar produzindo.

Cuidado com as informações apresentadas aos bancos

Pergunta: Essa notícia traz um grande alívio, mas também exige atenção. Quais os principais cuidados que o produtor deve ter ao aderir a essa renegociação?

Dr. Henrique Lima:

É essencial que o produtor tenha muito cuidado com as informações apresentadas às instituições financeiras.

Para renegociar a dívida, ele precisa fornecer documentos como laudos técnicos, registros de produção e relatórios financeiros. Porém, se esses dados forem incompletos ou divergentes, isso pode comprometer o processo.

Em alguns casos, esses documentos podem ser utilizados contra o próprio produtor em uma eventual disputa judicial.

Por isso, a orientação é buscar assessoria jurídica especializada antes de formalizar o pedido, garantindo que todas as informações estejam corretas e consistentes.

O produtor deve ter em mente que, embora possa existir uma relação cordial com o gerente do banco, o papel dele é defender os interesses da instituição financeira. No final, o objetivo do gerente é garantir que a dívida seja paga, ainda que isso possa resultar na perda de patrimônio do produtor ou em impactos para sua família. É importante que o produtor se resguarde, entendendo que a prioridade do banco será sempre a segurança financeira da instituição.

Critérios para aderir à renegociação

Pergunta: Quais são os requisitos que o produtor deve cumprir para ter acesso aos benefícios previstos na resolução?

Dr. Henrique Lima:

 A resolução estabelece critérios específicos de elegibilidade, como:

  • Ter contratado a operação até 30/06/2024.

     
  • O município do produtor deve ter sido reconhecido, em pelo menos dois anos entre 2020 e 2024, como estando em situação de emergência ou calamidade pública, com reconhecimento federal.

     
  • Comprovação de perdas por eventos climáticos:

     

    • Redução mínima de 20% em duas das três principais atividades agrícolas, ou

       
    • Quebra superior a 30% em duas ou mais safras no período de 2020 a 2024.

       

  • Demonstração de dificuldades financeiras, como fluxo de caixa comprometido ou aumento do endividamento.

     

Esses critérios são fundamentais, pois garantem que os benefícios sejam direcionados a quem realmente sofreu prejuízos relevantes.

Quem pode se beneficiar e prazos para adesão

Pergunta: Quem está apto a participar e quais são os prazos estabelecidos?

Dr. Henrique Lima:

 O benefício é amplo e contempla:

  • Produtores rurais de todos os portes, desde o pequeno agricultor do Pronaf até grandes produtores;

     
  • Cooperativas de produção;

     
  • Associações e condomínios de produtores rurais.

     

Quanto aos prazos:

  • Para operações com recursos supervisionados, a contratação deve ser feita até 10/02/2026.

     
  • Para recursos livres, o limite vai até 15/12/2026.

     
  • As dívidas precisam estar adimplentes até 05/09/2025 para que possam ser renegociadas ou prorrogadas.

     


Orientação final: planejamento e segurança jurídica

Pergunta: Qual mensagem o senhor deixa aos produtores que desejam aproveitar essa oportunidade?

Dr. Henrique Lima:

 O momento é de organização e cautela.

 Minha recomendação é que o produtor:

  • Reúna toda a documentação necessária com antecedência;

     
  • Verifique se os dados estão corretos e coerentes;

     
  • Procure orientação jurídica antes de assinar qualquer acordo.

     

Essa resolução pode ser decisiva para recuperar a saúde financeira do negócio, mas, se mal conduzida, pode gerar problemas futuros, inclusive na esfera judicial.

 Com planejamento e acompanhamento especializado, é possível aproveitar os benefícios da norma com segurança.





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Mercado interno segue comprando milho apenas o necessário


De acordo com análise divulgada pelo Grão Direto nesta segunda-feira (29), o preço do milho deve permanecer estável ao longo da semana. A comercialização segue lenta, com produtores negociando em média entre 1% e 1,5% por semana. O frete rodoviário elevado desestimula as vendas, pois gera desconto no embarque. No Mato Grosso, as usinas de etanol compram apenas para atender à demanda imediata, sem espaço para milho de exportação.

Segundo o Grão Direto, “a janela de comercialização externa praticamente se perdeu, já que não há como competir em preço com o mercado interno”.

O mercado interno continua originando milho principalmente de Mato Grosso e de Goiás. No Mato Grosso, as negociações giraram entre R$ 48,00 e R$ 50,00 por saca, enquanto em Goiás os valores estão em torno de R$ 56,00 por saca. “No momento, não há grandes movimentos: as cooperativas realizam vendas, mas o produtor segura a oferta, e os compradores internos enviam comprando apenas o necessário para manter a rotatividade dos estoques”, informou a análise.

No cenário internacional, a colheita nos Estados Unidos avança e pode trazer movimentos mais drásticos para o mercado. Nesta semana, um ponto de atenção é a possibilidade de paralisação do governo norte-americano, gerada por atritos políticos do ex-presidente Donald Trump dentro do próprio governo e no embate contra os democratas. “Uma paralisação desse tipo poderia atrasar a divulgação de dados importantes, como as exportações dos EUA, o relatório do CFTC, os indicadores do setor agrícola e o próprio Payroll da sexta-feira”, destaca o estudo.

Outro fator apontado pelo Grão Direto é que na quarta-feira haverá feriado na China, o que pode coincidir com uma eventual paralisação nos EUA e reduzir ainda mais a liquidez do mercado. Além disso, o último relatório da CFTC mostrou que os fundos estão na maior posição líquida vendida nos últimos 12 meses em commodities agrícolas. “Isso aumenta o risco: se os agentes ficarem sem dados atualizados, podem optar por recomprar parte dessas posições vendidas para não ficarem tão expostos, ou que possam sustentar os preços do milho e da soja na Bolsa de Chicago”, diz a análise.

No Brasil, segundo o Grão Direto, o preço tende a seguir estável ou recuar um pouco diante da fragilidade de atuação do produtor e do frete elevado. Em Chicago, pode haver alta pontual caso uma paralisação nos EUA leve fundos a recomprar posições vendidas e reduza a oferta de dados no curto prazo.





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Santa Gertrudis garante lucro e desempenho a pasto; saiba mais



A busca por maior rentabilidade na pecuária leva criadores a explorar cruzamentos genéticos que unam rusticidade e produtividade. Um exemplo dessa estratégia é a dúvida do pecuarista José Augusto, da região Norte de Minas Gerais, sobre a utilização do touro Santa Gertrudis em fêmeas cruzadas de Brahman com Tabapuã.

Ao quadro Giro do Boi Responde, do programa Giro do Boi, o zootecnista Alexandre Zadra afirmou o uso do touro Santa Gertrudis nessas matrizes é uma ótima opção e garantirá a produção de um gado tropicalizado e de excelente desempenho a pasto.

Características do Santa Gertrudis

O Santa Gertrudis, uma raça bimestiça (cinco oitavos Shorthorn e três oitavos Brahman) e a mais antiga do mundo nesse conceito, é reconhecido por sua consistência na transmissão de ganho de peso e padronização. Ao ser usado em fêmeas Brahman e Tabapuã – matrizes fortes e com ótima habilidade materna – o resultado do cruzamento é um animal com cerca de 31% de sangue europeu e 69% de sangue zebuíno.

Os bezerros gerados a partir desse cruzamento serão animais tropicalizados e muito bem adaptados ao calor do Brasil Centro-Norte. Eles terão um metabolismo interessante e se desenvolverão com um ótimo desenvolvimento ponderal a pasto, atingindo um peso muito elevado.

Vantagens do cruzamento

O zootecnista Zadra explica que, embora os animais bimestiços com sessenta e dois por cento de sangue europeu exijam algum conforto térmico, os filhos dessas fêmeas com o Santa Gertrudis, por serem predominantemente zebuínos, se adaptam bem. Praticamente todos serão arcaicos, sem o cupim tradicional, mas com a rusticidade e a força necessárias para o clima.

A escolha pela monta natural com a raça Santa Gertrudis é uma opção excelente, especialmente em piquetes de menor tamanho, onde os touros não precisam andar tanto. A raça garante, na teoria, 100% de heterose quando usada no Nelore puro, e um ganho genético significativo mesmo em fêmeas já cruzadas.

No caso do criador de Minas Gerais, o uso do Santa Gertrudis em suas matrizes Brahman e Tabapuã resultará em um lote de animais muito pesados e padronizados. Essa é uma estratégia eficiente para introduzir sangue europeu e aproveitar o benefício da heterose, mantendo a adaptabilidade ao clima tropical e lucrando com um produto final de alta qualidade.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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