domingo, abril 26, 2026

Autor: Redação

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Abertura do Plantio da Soja: setor de biocombustíveis será debatido daqui a pouco



Daqui a pouco tem início a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2025/26, em Sidrolândia (MS). O evento marca oficialmente o início da nova temporada da soja e reunirá produtores, lideranças e especialistas do segmento. Entre os temas que ganham espaço no encontro está o papel da soja no desenvolvimento do setor de biocombustíveis. O Donizete Tokarski, diretor-superintendente da Ubrabio, falou sobre o assunto em entrevista ao Rural Notícias.

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Segundo Tokarski, a produção nacional de soja, aliada às tecnologias que aumentam a sustentabilidade no campo, abre cada vez mais oportunidades ao produtor rural. Entre elas, está o uso crescente da commodity na produção de biodiesel. Mais uma oportunidade na comercialização “Quanto mais se esmaga e se processa soja no Brasil, maior é a possibilidade de o agricultor ter outros caminhos para a comercialização do produto”, destacou.

Outro ponto central da palestra será a regulamentação do setor. A Lei Combustível do Futuro prevê que a mistura obrigatória de biodiesel ao diesel chegue a 20% em 2030, podendo alcançar até 25% com autorização do Conselho Nacional de Política Energética. Tokarski ressaltou que as indústrias já estão preparadas para esse aumento, mas cobrou segurança jurídica e previsibilidade para garantir investimentos de longo prazo em energias renováveis, trazendo benefícios como segurança energética, alimentar e climática.

Por fim, Tokarski destacou que a legislação brasileira pode servir de modelo para outros países. Segundo ele, diversas nações da América Latina já demonstram interesse em seguir o exemplo. “A Lei Combustível do Futuro é um marco que será lembrado daqui a 50 anos, pelo impacto positivo que representa. É uma prova de que é possível avançar na produção de combustíveis limpos, reduzindo a dependência dos fósseis e os impactos à saúde pública”, afirmou o superintendente da Ubrabio.



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AgroNewsPolítica & Agro

Preços do leite e derivados recuam em Goiás



Leite em pó integral tem menor retração no estado



Foto: Pixabay

A Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa) divulgou nesta quinta-feira (1º) o Boletim de Mercado do Setor Lácteo Goiano referente a setembro de 2025.

O documento, elaborado pela Câmara Técnica e de Conciliação da Cadeia Láctea de Goiás, aponta detalhadamente nos preços médios da cesta de lácteos no atacado do estado, com variação ponderada de -4,63% em relação ao mês anterior.

De acordo com o boletim, o leite em pó integral apresentou menor retração, com queda de 2,62%. O creme a granel registou uma maior desvalorização no período, acumulando retorno de 9,98%. Outros produtos que também sofreram queda incluem o leite UHT integral (-3,90%), o leite condensado (-4,40%) e o queijo muçarela (-5,48%).





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Fim de semana chega com risco de fortes temporais em alguns estados; veja a previsão do tempo



O fim de semana será marcado por mudanças no clima em diferentes partes do país. Enquanto áreas do Sul enfrentam risco de temporais com a chegada de uma frente fria, estados do Sudeste e Centro-Oeste seguem sob calor intenso e baixa umidade do ar. No litoral do Nordeste, a chuva persiste, enquanto no Norte as instabilidades continuam favorecendo pancadas localizadas.

Sul

Sexta-feira (26): A propagação de um cavado meteorológico e o avanço da umidade mantêm o tempo instável nos três estados da região. Há previsão de pancadas de chuva moderadas a fortes em grande parte do interior gaúcho, catarinense e paranaense, com risco de temporais e volumes expressivos, especialmente em Santa Catarina. Porto Alegre e Curitiba podem registrar episódios de chuva forte.

Sábado (27): A instabilidade perde força, mas ainda há pancadas irregulares no sul e leste do Paraná, em Santa Catarina e no centro-norte do Rio Grande do Sul.

Domingo (28): Uma nova frente fria avança, trazendo pancadas de chuva de moderada a forte intensidade para boa parte do Rio Grande do Sul, com risco de temporais. As temperaturas seguem elevadas em grande parte da região.

Sudeste

Sexta-feira (26): O tempo permanece firme na maior parte da região, com exceção do litoral de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, além do sul e leste de Minas Gerais, onde há chance de pancadas isoladas. No interior paulista, o calor pode superar os 40 °C, com umidade abaixo de 20%.

Sábado (27): Pancadas de chuva atingem o litoral e o leste paulista, o Espírito Santo, o litoral norte fluminense e áreas do leste mineiro. O calor predomina nas demais áreas, com baixa umidade do ar.

Domingo (28): A chuva se concentra no leste de São Paulo, no litoral do Espírito Santo e no sul e leste de Minas. No restante do Sudeste, o tempo firme predomina, com temperaturas elevadas e ar seco.

Centro-Oeste

Sexta-feira (26): O calor segue intenso em toda a região, com máxima de 40 °C em Cuiabá. A umidade do ar cai a níveis críticos em Goiás e em partes de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Há possibilidade de pancadas isoladas no norte de Mato Grosso e no sul de Mato Grosso do Sul.

Sábado (27): As instabilidades se concentram no norte e oeste de Mato Grosso e no sul de Mato Grosso do Sul. O restante da região segue com predomínio de sol e calor.

Domingo (28): Pancadas de chuva isoladas ocorrem no extremo norte e oeste de Mato Grosso, enquanto o tempo firme predomina nas demais áreas.

Nordeste

Sexta-feira (26): A instabilidade segue no litoral, entre a Bahia e o Rio Grande do Norte, com pancadas de chuva que podem ser fortes entre Salvador, Aracaju e Maceió. No interior, o calor e o tempo seco predominam, com máximas de até 37 °C no Piauí e Maranhão.

Sábado (27): A chuva se mantém ao longo do litoral, podendo ser mais intensa entre a Bahia e Sergipe. O interior segue com sol forte e baixa umidade.

Domingo (28): A instabilidade persiste no litoral da Bahia até o Rio Grande do Norte, com chuvas contínuas em cidades como Ilhéus, Salvador e Porto Seguro. O interior segue seco e quente.

Norte

Sexta-feira (26): O tempo quente e úmido favorece pancadas de chuva no Amazonas, Roraima, Rondônia, Acre e no oeste do Pará, com risco de temporais localizados. Em Tocantins, o calor predomina, com máximas acima de 36 °C e umidade baixa.

Sábado (27): As pancadas diminuem no Acre, mas seguem no Amazonas, Pará, Roraima, Rondônia e Amapá, podendo ser fortes em alguns pontos.

Domingo (28): Áreas de instabilidade atuam sobre grande parte do Amazonas, Roraima, Rondônia e oeste do Pará. O calor continua intenso em toda a região, especialmente no Tocantins.

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Tomate editado combate deficiência de vitamina



A deficiência de vitamina D é um problema global


A deficiência de vitamina D é um problema global
A deficiência de vitamina D é um problema global – Foto: Canva

Investigadores do Centro John Innes e do Instituto Quadram, no Reino Unido, iniciaram um dos primeiros ensaios clínicos com alimentos geneticamente editados para avaliar se tomates biofortificados podem aumentar os níveis de vitamina D no organismo. O estudo ViTaL-D recrutará 76 participantes com baixos níveis de vitamina D, que consumirã uma porção diária de sopa de tomate durante três semanas, com o objetivo de verificar o impacto no sangue da forma ativa dessa vitamina, essencial para a saúde óssea, muscular e imunológica.

A deficiência de vitamina D é um problema global, afetando cerca de um em cada cinco britânicos no inverno e quase um bilhão de pessoas no mundo, especialmente veganos, idosos e pessoas com pouca exposição solar. Como plantas geralmente não contêm vitamina D, a equipe do Centro John Innes desenvolveu tomates cujos genes foram editados para acumular provitamina D3, que se transforma em vitamina D3 após exposição à luz solar ou UVB, sem alterar aparência, crescimento ou produtividade das plantas. Cada fruto contém níveis equivalentes à vitamina D de dois ovos ou 28 g de atum.

No estudo, os participantes receberão quatro tipos de sopa diferentes, incluindo tomates biofortificados e tomates expostos à luz UV, e terão sua exposição solar monitorada. Além de análises de sangue, poderão fornecer amostras opcionais de urina e saliva, permitindo avaliar a absorção e conversão da vitamina D pelo organismo.

“Nosso objetivo é compreender melhor como essas novas fontes de vitamina D podem suprir deficiências nutricionais e melhorar a saúde de populações em risco”, afirma o professor Martin Warren, do Instituto Quadram. Para a professora Cathie Martin, do Centro John Innes, a iniciativa demonstra como técnicas avançadas de edição genética podem enriquecer alimentos comuns com micronutrientes essenciais, oferecendo uma abordagem inovadora e sustentável para combater a deficiência de vitamina D.

 





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Equipamentos inteligentes melhoram a produtividade



Insvestir em tecnologia não é apenas uma questão de eficiência


Insvestir em tecnologia não é apenas uma questão de eficiência
Insvestir em tecnologia não é apenas uma questão de eficiência – Foto: Arquivo Agrolink

A agricultura moderna exige cada vez mais precisão, eficiência e proteção dos investimentos no campo. Segundo Alex Galdino, Consultor Técnico Comercial da Coopercitrus, soluções tecnológicas têm se mostrado essenciais para aumentar a produtividade e reduzir desperdícios, permitindo que o produtor trabalhe com mais segurança e controle sobre cada etapa da lavoura.

Entre as ferramentas disponíveis, o GPS Agrícola GT-500 se destaca por oferecer aplicações precisas de defensivos, fertilizantes e sulcamento em culturas como cana-de-açúcar e café, garantindo curvas de nível paralelas com até 25 cm de variação e permitindo que cada operação seja feita com máxima eficiência. Já o Monitor de Plantio GTF-400 proporciona controle total da plantadeira, com contagem de sementes por linha, velocímetro integrado, hectarímetro digital e alertas de falha de linha ou densidade, evitando perdas e otimizando a produtividade.

O Sensor de Barras SB-300 também é uma tecnologia importante, projetada para pulverizadores. Ele auxilia no controle da altura das barras, prolonga a vida útil de bicos e barras e garante aplicações mais seguras e precisas, protegendo tanto o equipamento quanto a lavoura.

Investir em tecnologia no campo, segundo Galdino, não é apenas uma questão de eficiência, mas também de proteger o investimento, garantindo que cada operação seja feita com precisão, segurança e produtividade. As soluções TERRIS, oferecidas pela Coopercitrus, são ideais para produtores que buscam inovação e alta performance em suas lavouras. As informações foram divulgadas em seu perfil na rede social LinkedIn.

 





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Orgânico, químico ou biológico: qual adubo escolher?



Cada tipo de fertilizante tem um efeito no solo


Cada tipo de fertilizante tem um efeito no solo
Cada tipo de fertilizante tem um efeito no solo – Foto: Divulgação

O uso correto de adubos é essencial para garantir a saúde do solo e o crescimento das plantas, seja na agricultura ou em hortas caseiras. Segundo Karoline Torezani, bióloga do CEUB, o adubo ajuda a reter água, protege as raízes e aumenta a produtividade, mas cada tipo possui características diferentes.

O adubo orgânico, feito de resíduos vegetais ou animais, fortalece o solo a longo prazo, enquanto o químico oferece nutrientes concentrados de absorção rápida. Já os biológicos usam microrganismos que estimulam o crescimento, sendo uma alternativa sustentável. Muitas vezes, a combinação entre eles traz melhores resultados.

“Há ainda os adubos biológicos, que utilizam microrganismos capazes de aumentar a disponibilidade de nutrientes e estimular o crescimento, representando uma alternativa sustentável em muitos sistemas de cultivo. Na prática, muitas vezes a melhor solução é combinar o químico, que dá efeito rápido, com o orgânico, que fortalece o solo a longo prazo”, explica a especialista.

Apesar dos benefícios, o uso exagerado pode prejudicar o solo e poluir rios e lagos. Por isso, técnicas como rotação de culturas, agricultura de precisão e adubação verde são recomendadas para equilibrar produtividade e preservação ambiental. O grande desafio, conclui a especialista, é produzir mais sem comprometer os recursos naturais, garantindo um solo saudável para as próximas gerações. “Para reduzir esses impactos, práticas como a rotação de culturas, a agricultura de precisão e o uso equilibrado de diferentes adubações são estratégias importantes”, reforça.

 





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Defensivos para milho caem 7% na segunda safra


O mercado de defensivos agrícolas para a segunda safra de milho movimentou US$ 2,36 bilhões em 2025, queda de 7% frente aos US$ 2,523 bilhões de 2024, aponta levantamento FarmTrak milho 2025, da Kynetec Brasil. A redução média de 13% nos preços dos produtos e a desvalorização do real diante do dólar, de 16%, explicam boa parte do resultado, mesmo com aumento de 6% na área plantada, que chegou a 16,9 milhões de hectares.

O estudo mostra ainda crescimento de 11% na adoção de tecnologias e elevação de 24% na área potencial tratada (PAT), que atingiu 386 milhões de hectares, refletindo o avanço do manejo fitossanitário diante da pressão de pragas, doenças e plantas daninhas. Entre os produtos, os inseticidas foliares seguem líderes, com US$ 891 milhões, seguidos de fungicidas foliares (US$ 500 milhões) e herbicidas (US$ 466 milhões).

“Fatores como plantio de soja no período adequado, mercado de etanol e exportação de milho em grão favoreceram a expansão dos cultivos”, afirma o especialista em pesquisas da Kynetec, Cristiano Limberger.

Adoção de nematicidas saltou de 33% para 44% da área cultivada, enquanto fungicidas ‘premium’ chegaram a 51% de penetração, com 1,4 aplicação média por ciclo. O número de aplicações de inseticidas para lagartas subiu de 2,3 para 2,8, refletindo maior atenção ao manejo de pragas.

Mato Grosso permanece como maior polo produtor da segunda safra, com 43% da área, seguido pelo Paraná (16%), Goiás e Mato Grosso do Sul (13% cada). O levantamento envolveu 2,2 mil entrevistas com produtores em toda a fronteira agrícola do milho na segunda safra. “Importante reforçar que em 2025 o avanço do manejo fitossanitário refletiu um forte cenário de pressão de pragas, doenças fúngicas e dificuldades no controle de plantas daninhas específicas”, resume Limberger.

 





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Indígenas fazem ato no STF e defendem derrubada do marco temporal



Indígenas dos povos Kaingang, Xokleng, Guarani e Kaiowá realizaram nesta quinta-feira (2) um ato em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o marco temporal para a demarcação de terras indígenas.

As lideranças estão mobilizadas em Brasília para cobrar o julgamento dos recursos que pedem o reconhecimento da inconstitucionalidade da Lei 14.701/2023, norma que criou a tese do marco temporal.

Pelo entendimento, os indígenas somente têm direito às terras que estavam em sua posse no dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal, ou que estavam em disputa judicial na época.

“A lei ataca todos os direitos e muda todo o Artigo 231 [da Constituição], que garante os direitos originários aos nossos territórios. A lei é uma afronta contra nós e fortalece o marco contrário a nós, que há anos vem dizimando os povos indígenas no Brasil”, afirmou Kretã Kaingang, um dos líderes que estiveram no ato.

Kretã também disse que os indígenas estão mobilizados durante o mês de outubro em função da posse do ministro Edson Fachin na presidência do STF e das comemorações dos 37 anos da promulgação da Constituição.

“Este mês é um mês importante para nós lutarmos pelo direito dos povos indígenas. É necessário que a gente faça a luta este ano para que seja pautado pelo presidente que assumiu nesta semana [Fachin] a questão da inconstitucionalidade da Lei 14.701 para a gente colocar um ponto final no marco temporal e para que o nosso povo possa ter paz”, completou.

Marco Temporal

Em setembro de 2023, o STF considerou que o marco temporal para demarcação de terras indígenas é inconstitucional. Em seguida, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou o projeto de lei que validou o marco.

Contudo, em dezembro de 2023, o Congresso Nacional derrubou o veto do presidente e retomou a validade do marco.

O caso também foi alvo de uma audiência de conciliação no Supremo, mas representantes da Articulação dos Povos Indígenas (Apib) se retiraram dos debates após o ministro Gilmar Mendes rejeitar o pedido de suspensão do marco.



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Primavera começa com La Niña e exige atenção do campo



A estiagem prevista compromete a umidade do solo


A estiagem prevista compromete a umidade do solo
A estiagem prevista compromete a umidade do solo – Foto: Pixabay

A chegada da primavera no sul do Brasil deve ocorrer sob a influência do fenômeno La Niña, que aumenta a chance de chuvas abaixo da média e períodos de estiagem, segundo a professora Maquiel Vidal, coordenadora do curso de Agronomia da UNIASSELVI. O cenário acende alerta para produtores rurais, já que tanto a colheita de trigo quanto o plantio da safra de verão, como soja e milho, podem ser afetados.

A estiagem prevista compromete a umidade do solo, podendo atrasar o plantio de verão e reduzir a qualidade dos grãos de trigo ainda em campo. Para enfrentar o período, a especialista recomenda acompanhamento constante das previsões climáticas e a adoção de práticas de manejo que reduzam os impactos da falta de chuva.

“O início da primavera deve ser mais seco, comprometendo a umidade do solo. Isso pode atrasar o plantio da safra de verão e reduzir a qualidade do trigo que ainda está em campo. A recomendação é que o produtor acompanhe de perto as previsões climáticas e adote práticas de manejo para mitigar os efeitos da falta de chuva”, explica a professora Maquiel Vidal, coordenadora do curso de Agronomia da UNIASSELVI.

No setor pecuário, a combinação de calor e chuvas esparsas favorece pragas como a mosca-dos-chifres, que prejudicam a saúde animal. Entre as medidas preventivas indicadas estão o plantio direto, a rotação de culturas, o uso de irrigação, sementes resistentes ao déficit hídrico e estratégias de manejo integrado de pragas.

“Apesar dos desafios, o produtor pode transformar este período em oportunidade se planejar o plantio de acordo com as condições climáticas e adotar práticas sustentáveis. A resiliência é uma marca do agronegócio do Sul, e a primavera é um momento estratégico para confirmar isso”, completa Maquiel Vidal.

 





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Produtores podem transformar neutralização de carbono em receita de até R$ 600 mil



Com a COP30 se aproximando, aumentam as discussões sobre metas climáticas e alternativas sustentáveis que estarão em pauta na conferência em Belém, Pará. Entre elas, a neutralização de carbono se destaca como solução estratégica, unindo redução de emissões e geração de créditos para o agronegócio.

O CEO da Eccaplan, Fernando Beltrame, explica que o conceito funciona unindo quem emite CO₂ com quem reduz ou captura o carbono. “O campo não só é parte da solução, mas também é um dos setores que mais sofrem com os efeitos das mudanças climáticas”, afirma.

Segundo Beltrame, a intensificação de secas, tempestades e outros eventos extremos tem colocado o produtor rural em posição de vulnerabilidade.

De acordo com ele, nesse cenário, a neutralização de carbono surge como alternativa estratégica. De um lado, quem emite CO₂ (seja pela queima de combustíveis, pelo uso de fertilizantes ou em viagens aéreas) e, do outro, quem reduz ou captura esse carbono.

Para Beltrame, há um conceito do poluidor pagador e do protetor recebedor: quem impacta paga, e quem protege precisa receber. No campo, essa compensação pode ser feita de diversas formas, como o plantio direto e a recuperação de pastagens.

“Se você emitiu 10 toneladas de CO₂, por exemplo, pode neutralizar isso plantando árvores, recuperando pastagens ou usando bioinsumos. Cada ação gera créditos de carbono, que podem ser comercializados”, explica Beltrame.

Metodologias reconhecidas

O CEO conta que a neutralização de carbono é um processo que já conta com metodologias reconhecidas internacionalmente para medir emissões e capturas de gases de efeito estufa.

“Uma delas é o GHG Protocol, o protocolo dos gases de efeito estufa. Com ele é possível calcular, por exemplo, quanto de diesel foi consumido, quanto isso representa em toneladas de CO₂, ou mesmo o uso de fertilizantes e seu impacto em emissões”, explica.

Segundo ele, esse cálculo permite comparar emissões com ações de captura. “Se uma empresa emitiu 10 toneladas de CO₂ e, no campo, foram preservadas ou plantadas árvores capazes de capturar essas 10 toneladas, ocorre a neutralização. É a soma de quem poluiu com quem compensou”, completa.

Agricultura regenerativa

A agricultura regenerativa já se mostra uma alternativa economicamente viável para a geração de créditos de carbono no Brasil. Um exemplo citado por Beltrame é o de seis produtores de café que adotaram práticas sustentáveis entre 2019 e 2022.

“Esses produtores reduziram o uso de fertilizantes e passaram a trabalhar com uma espécie de café mais adaptada ao local. Com isso, produziram mais na mesma área e ainda capturaram mais carbono no solo”, explica Beltrame.

“Esses seis produtores obtiveram e comercializaram cerca de 30 mil créditos de carbono, que podem gerar uma receita de até R$ 600 mil, dependendo da negociação”.

Para o especialista, a experiência reforça a necessidade de mais agricultores acessarem esse tipo de incentivo para tornar sua produção sustentável e financeiramente viável

Redução de emissões de carbono

Beltrame destaca que o campo tem diferentes caminhos para reduzir emissões e gerar créditos de carbono.

“Você pode reduzir o uso de fertilizantes, diminuir a dependência de combustíveis fósseis, adotar o plantio direto, recuperar pastagens, investir em bioinsumos ou em sistemas agroflorestais. Todas essas práticas, quando mensuradas, se transformam em créditos de carbono”, afirma.

“O produtor não só ajuda o meio ambiente, como também recebe incentivo financeiro. É uma solução sustentável e economicamente viável, que mostra que o campo é protagonista na luta contra as mudanças climáticas” conclui Beltrame.



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