sábado, abril 25, 2026

Autor: Redação

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Agricultura tropical pode ser chave para o futuro climático e alimentar



As mudanças climáticas estão pressionando o sistema global de produção de alimentos. Secas prolongadas, enchentes e ondas de calor já afetam colheitas em diversos continentes — e, segundo dados da ONU, mais de 730 milhões de pessoas enfrentam a fome atualmente. O alerta é de que a agricultura concentra um quarto das perdas econômicas causadas por eventos climáticos extremos, reforçando que segurança alimentar e clima estão diretamente conectados.

No quadro Será que é Legal?, do programa Planeta Campo, o comentarista Leonardo Munhoz destacou a importância desse tema dentro do Centro de Debates Climáticos da COP30, que será realizada em Belém (PA). Segundo ele, o Brasil, por ser um país tropical, tem papel central nas soluções globais que unem produção agrícola, energia limpa e sustentabilidade.

Agricultura tropical: de vítima a solução global

Munhoz lembrou que o ano de 2023 foi o mais quente da história e que os sistemas produtivos precisam se adaptar rapidamente. No caso brasileiro, há vantagens competitivas: solos férteis, biodiversidade ampla e tecnologias já consolidadas, como a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), o uso de bioinsumos e o aproveitamento de resíduos agrícolas.

“Essas práticas permitem aumentar a produtividade, reduzir emissões e fortalecer a resiliência climática. A agricultura tropical pode deixar de ser vista como vítima e passar a ser reconhecida como parte da solução global”, destacou Munhoz.

Desde 2017, a ONU passou a discutir formalmente a relação entre agricultura e clima. Em 2022, foi criado o Sharm el-Sheikh Joint Work, iniciativa que transforma conhecimento técnico em planos práticos de adaptação e mitigação. As discussões se estendem até 2026, mas a COP 30 será um marco decisivo para colocar a agricultura tropical no centro das negociações internacionais.

Desafios para transformar potencial em política pública

Apesar dos avanços, ainda há grandes desafios. Apenas 4,3% do financiamento climático global é destinado à agricultura e aos sistemas alimentares — e quase nada chega aos pequenos produtores. Além disso, faltam métricas padronizadas para comparar produtividade e emissões entre países, o que dificulta o acesso a investimentos internacionais.

Munhoz ressaltou que o mercado de carbono voluntário continua caro e burocrático, e que a integração entre produção de alimentos e geração de energia limpa ainda é pouco explorada, mesmo com o enorme potencial dos sistemas tropicais.

“O campo pode enfrentar dois desafios ao mesmo tempo: garantir comida de qualidade e reduzir a dependência dos combustíveis fósseis. O uso de resíduos agrícolas para gerar biogás, biometano e biocombustíveis é uma alternativa concreta e sustentável”, afirmou.

Cinco ações para o Brasil propor na COP 30

Para transformar potencial em liderança, Leonardo Munhoz defende que o Brasil apresente cinco propostas centrais durante a conferência em Belém:

  1. Reconhecer a agricultura tropical como eixo da transição climática global.
  2. Incluir metas agrícolas e bioenergéticas nos planos nacionais de mitigação e adaptação.
  3. Padronizar indicadores e métricas de emissões e produtividade para atrair investimentos.
  4. Direcionar fundos climáticos para pequenos e médios produtores rurais.
  5. Usar o Artigo 6 do Acordo de Paris para financiar projetos de bioenergia com garantias ambientais e sociais.

O protagonismo brasileiro na COP30

Para evitar críticas sobre o uso de terras agrícolas na produção de energia, Munhoz reforça que o país deve priorizar resíduos agrícolas e áreas degradadas. A adoção de critérios de transparência e rastreabilidade será essencial para garantir credibilidade internacional e acesso a novos mercados.

“A mensagem é clara: sem a agricultura tropical eficiente e sustentável, o mundo não vai cumprir as metas do Acordo de Paris. O Brasil tem a chance de liderar esse movimento, alimentando o mundo e gerando energia limpa”, disse.



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Besouro das colmeias coloca cadeia do mel sergipano em alerta



Ele ataca as colmeias de abelhas, danifica os favos e compromete todo o mel. Este é o Pequeno Besouro das Colmeias (Aethina tumida), praga originária da África subsaariana e que chegou aos Estados Unidos e México antes de adentrar o Brasil, em 2016, no estado de São Paulo.

Agora, porém, o estrago na cadeia produtiva do mel nordestino, que tem o Piauí como maior expoente, pode ser maior, visto que o inseto foi registrado nos municípios baianos de Conde e Jandaíra, na divisa com Sergipe, estado que produz cerca de 160 toneladas de mel por ano, com expectativa de aumentar para 250 toneladas em futuro próximo.

A diretora da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), Aparecida Andrade, ressalta que o Besouro das Colmeias se alimenta de mel, pólen e crias, promovendo a fermentação do mel e a destruição dos favos.

Infestações severas dessas pragas podem levar ao enfraquecimento e até ao abandono da colmeia pelas abelhas. Conforme especialistas, os principais sinais da presença do inseto são a visualização de besouros adultos, pequenos e escuros, e de larvas que escavam túneis nos favos, deixando cheiro fermentado e escorrimento de mel.

Assim, o controle preventivo é a forma mais eficiente de combate: manter colmeias fortes, eliminar frestas, gerenciar corretamente a alimentação artificial e processar o mel rapidamente. Conforme Aparecida, qualquer suspeita deve ser notificada imediatamente aos órgãos de defesa sanitária, já que não há antibióticos autorizados para abelhas no Brasil.

Segundo nota da Emdagro, a proximidade dos focos do besouro na Bahia exige atenção redobrada dos apicultores sergipanos. “O monitoramento contínuo e a adoção de boas práticas de manejo são considerados a linha de frente na defesa da produção de mel e derivados”, ressalta o órgão.

“Estamos diante de uma ameaça séria para a apicultura. A chegada do Pequeno Besouro das Colmeias, na região vizinha, coloca Sergipe em risco, e somente com vigilância ativa e notificação imediata poderemos agir rápido. A orientação é para que os apicultores fiquem atentos a qualquer sinal e reforcem as práticas de manejo, porque colmeias fortes são a melhor barreira contra essa praga”, destaca Aparecida.

Ela reforça o alerta a todos os apicultores para que, uma vez identificada a presença dessa praga em suas colmeias, entrem em contato com o setor de defesa animal da Emdagro por meio do telefone/whatsapp (79) 99982-3828.

“A defesa sanitária reforça que a colaboração dos apicultores é essencial para proteger a cadeia produtiva do mel em Sergipe. A atenção agora pode significar a sobrevivência da apicultura no estado”, reforçou.



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maior área de plantio na safra pode impulsionar vendas, diz Abimaq



A estimativa de aumento na área de plantio na safra de grãos 2025/26 pode provocar uma alta nas vendas de máquinas agrícolas, avaliou o presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA), Pedro Estevão Bastos de Oliveira, da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Ele participou na sexta-feira (3) da 25ª edição do Seminário de Planejamento Estratégico Empresarial (SPEE).

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta área de plantio de 84,24 milhões de hectares no ciclo agrícola 2025/26 ante 81,74 milhões de hectares na temporada anterior 2024/25, o que indica um crescimento de 3,05%

“Com essa projeção, cria-se uma pressão de compra de máquinas, porque as atuais estão ficando velhas”, disse o executivo.

Oliveira acrescentou que a projeção da Conab indica que o mercado não está tão ruim quanto parece. “Isso mostra que, sim, o setor tem problemas, mas boa parte dos produtores está resiliente e investindo na safra. As máquinas agrícolas não ficarão de fora disso”, destacou.

Faturamento do setor de máquinas

O setor de máquinas agrícolas deve registrar faturamento de R$ 68 bilhões em 2025, o que corresponde a uma alta de 9,7% em comparação com R$ 62 bilhões de 2024, segundo informações são do presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA), Pedro Estevão Bastos de Oliveira, da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

Segundo a associação, de janeiro a agosto, as vendas de máquinas agrícolas aumentaram 14%, impulsionadas pelo volume comercializado de novembro de 2024 a julho de 2025. No entanto, em agosto passado, o setor registrou uma queda de 10% em relação ao igual mês do ano anterior.

Conforme Oliveira, em agosto de 2024 houve baixa de 18% ante agosto de 2023, mas trata-se de uma queda esperada, sazonal, que se repete neste ano.



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Balança comercial tem superávit em setembro, com crescimento das exportações agropecuárias



O Brasil teve um superávit de US$ 3 bilhões no mês de setembro, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (6) pela Secretaria do Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O resultado foi 41,1% menor do que o registrado no mesmo período do ano anterior.

As exportações somaram US$ 30,5 bilhões no período – alta de 7,2% – enquanto as importações fecharam o mês em US$ 27,5 bilhões, crescimento de 17,7%.

Acumulado do ano

De janeiro a setembro de 2025, a balança comercial apresentou um superávit de US$ 45,48 bilhões, queda de 22,5% em relação ao mesmo período de 2024.

No acumulado do ano, as exportações cresceram 1,1%, chegando a US$ 257,79 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$ 212,31 bilhões, elevação de 8,2%. A corrente de comércio, soma das exportações e importações, teve um aumento de 4,2%, a US$ 470,11 bilhões.

Exportações agropecuárias

De acordo com a Secex, as exportações agropecuárias somaram US$ 6,72 bilhões em setembro, alta de 18%. Já a indústria extrativa cresceu 9,2% no período, chegando a US$ 6,61 bilhões, enquanto a indústria de transformação alcançou US$ 16,93 bilhões, crescimento de 2,5%.

A combinação destes resultados levou ao aumento do total das exportações, informou a secretaria.

Principais destinos

Em setembro, as exportações para a China, Hong Kong e Macau cresceram 14,7% em relação ao mesmo intervalo de 2024, chegando a US$ 8,69 bilhões. Por sua vez, as importações aumentaram 9,0%, totalizando US$ 6,38 bilhões.

Assim, a balança comercial com este parceiro comercial apresentou superávit de US$ 2,31 bilhões e a corrente de comércio aumentou 12,2%, alcançando US$ 15,07 bilhões.



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Governo Federal decide sobre horário de verão



Após diversas especulações nas redes sociais sobre o possível retorno do Horário de Verão, o Governo Federal se pronunciou oficialmente sobre o tema. Em nota divulgada na última sexta-feira (3) pela Secretaria de Comunicação Social, o governo afirmou que são falsas as informações sobre a adoção do Horário de Verão neste ano.

“É falso que o Governo do Brasil tenha decidido adotar o Horário de Verão. Historicamente, o Horário de Verão tinha como principal objetivo a redução do consumo de energia elétrica, a partir do melhor aproveitamento da luz natural com o adiantamento dos relógios em uma hora. Em 2019, verificou-se que o Horário de Verão havia deixado de produzir os benefícios energéticos esperados, em função da mudança nos hábitos de consumo da população e da intensificação do uso de equipamentos de refrigeração durante a tarde. Assim, a máxima de energia havia deixado de ocorrer no período noturno, passando a se concentrar por volta das 15h, o que comprometia a efetividade da política”, diz a nota.

Apesar de negar o retorno neste momento, o comunicado ressalta que o Ministério de Minas e Energia (MME) segue avaliando periodicamente o tema e não descarta a possibilidade de retomada da medida no futuro.

“O setor elétrico continua passando por mudanças significativas, especialmente em função da transição energética e das mudanças climáticas. Por isso, o Ministério de Minas e Energia, no âmbito do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), continuará avaliando periodicamente a adoção do Horário de Verão, com vistas a garantir a segurança e a confiabilidade do suprimento eletroenergético no país”, conclui o comunicado.



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Estado brasileiro inicia plantio de soja com previsão de safra 57% maior; saiba qual



Com a abertura oficial do plantio da safra de soja 2025/26, iniciada em 1º de outubro e prevista até 28 de janeiro de 2026, a expectativa é colher 21,4 milhões de toneladas no Rio Grande do Sul, segundo a Emater/RS-Ascar. O volume 57% é superior à safra anterior, de 13,64 milhões de toneladas.

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De acordo com a projeção, a área cultivada deve chegar a 6,74 milhões de hectares, uma leve redução de 0,8% em comparação ao ciclo passado. A produção final, no entanto, dependerá das condições climáticas no Estado.

O secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Giovani Brum, destacou a resiliência dos produtores gaúchos diante das adversidades do campo. Para ele, esta safra traz a expectativa de recuperação da produtividade e de retomada do protagonismo do estado na produção nacional. O secretário da Casa Civil, Artur Lemos, também esteve presente no evento.

Segundo a Radiografia da Agropecuária Gaúcha 2025 (RAG), os principais municípios no cultivo irrigado são São Borja, Cruz Alta, São Luiz Gonzaga, Santa Bárbara do Sul e Boa Vista do Cadeado. Já no cultivo de sequeiro, destacam-se Palmeira das Missões, Dom Pedrito, Vacaria, Cachoeira do Sul e São Gabriel.

Exportações de soja no RS

Em 2024, o Rio Grande do Sul exportou US$ 6,33 bilhões em produtos do complexo soja, consolidando-se como o terceiro maior exportador do país. A China segue como principal destino (56% das vendas externas), seguida por Irã (7,2%), Coreia do Sul e Índia (3,7% cada) e Iraque (3,1%).



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Tilápia a partir de R$ 14,99/kg é destaque em festival de mercado de peixes



O Mercado de Peixe de Santos inicia nesta terça-feira (7) mais uma edição do Festival da Tilápia. Durante o evento, os consumidores poderão aproveitar descontos especiais na tilápia premium, uma das espécies mais procuradas pela versatilidade no preparo e sabor. O peixe inteiro será vendido a partir de R$ 14,99 o quilo por 20 comerciantes do local.

A promoção vai até 12 de outubro. Atualmente, o quilo da tilápia custa entre R$ 20 e R$ 24, variando de acordo com o tamanho e o tipo.

De acordo com o coordenador do mercado, Paulo Carvalhal, muitos clientes pedem que os festivais sejam realizados com frequência. Desta vez, o destaque é a tilápia, muito aguardada por todos.

Rica em vitaminas D, A e B, a tilápia, espécie de água doce, é vista como agente na prevenção de doenças cardiovasculares, na melhora da saúde de dentes, ossos, e na regeneração de tecidos e músculos.

O Mercado de Peixes funciona de terça a sábado, das 7h as 18h, e aos domingos, das 7h as 17h, na Avenida Mário Covas Júnior, 3.050, em Santos, São Paulo.

Conforme cálculos da Secretaria Turismo, Comércio e Empreendedorismo (Setur), o local recebe em média 300 pessoas por dia e são vendidas cerca de 10 toneladas de pescados.



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La Niña pode levar estiagem ao Centro-Sul em outubro


A Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) estimou 71% de probabilidade de desenvolvimento do fenômeno La Niña já em outubro, com possibilidade de persistir até fevereiro de 2026. O evento oceânico, que provoca o resfriamento das águas superficiais do Pacífico, altera os padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões do mundo. No Brasil, a ocorrência está associada à estiagem nas regiões Centro-Sul.

O encerramento do vazio sanitário da soja em grande parte das áreas produtoras marca o início do plantio da principal commodity agrícola do país, coincidindo com a previsão de chegada do La Niña. A combinação aumenta o risco de estresse hídrico e redução de produtividade, especialmente em estados como Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul, que podem enfrentar longos períodos de escassez de chuva. O impacto climático também deve afetar o desenvolvimento da safra de milho verão.

Veja mais informações sobre o clima em Agrotempo

“Caso se confirme, o La Niña vai atuar num período muito importante para o ciclo de produção da safra, pois estamos no início do plantio, momento crucial que impactará mais adiante no enchimento de grãos. Por isso, é importante que os agricultores foquem o manejo no fortalecimento das raízes, para enfrentar desafios térmicos, hídricos e até mesmo fungos”, explica o agrônomo Giovanni Ferreira, desenvolvedor de mercado da Biotrop.

Ferreira aponta que a atenção dos produtores deve incluir o controle de nematoides e outros patógenos que intensificam os efeitos da seca. Esses organismos, ao penetrarem nas raízes, dificultam a absorção de água. “A proteção da planta pode e deve ser feita ainda na semente para que, quando a raiz começar a crescer, ela esteja protegida contra a ação dos nematoides. Dessa maneira, o produtor evita mais um problema além da falta de água”, ressalta Giovanni.

Veja mais informações sobre fitossanidade no Agrolinkfito

Entre os fungos de solo que podem se agravar com o tempo seco estão a podridão-radicular-seca (Fusarium solani f.sp. phaseoli) e a podridão-de-carvão (Macrophomina phaseolina), que comprometem o desenvolvimento das plantas. Outro fator de risco é a fitotoxicidade, decorrente de misturas inadequadas, dosagens incorretas ou condições desfavoráveis de aplicação de defensivos, que podem causar queima nas folhas e, em casos extremos, levar à morte da planta.

Em cenários de baixa umidade, os efeitos da fitotoxicidade tendem a se intensificar. “A recomendação da Biotrop é que o agricultor utilize soluções que ajudem a planta a otimizar o uso dos recursos hídricos para o seu desenvolvimento. Alguns microrganismos são excelentes para esse fim, como Bacillus Aryabhattai, Bacillus Haynesii e Bacilus Circulans, tríade que compõe a formulação do Bioasis Power”, ressalta o agrônomo.





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Galípolo diz que mercado de trabalho é o mais exuberante em 3 décadas



O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse que o mercado de trabalho no Brasil é “o mais exuberante” das últimas três décadas. Disse também que, pelas expectativas do mercado, não se vê a inflação atingindo a meta pelo menos até 2028.

A afirmação foi feita nesta segunda-feira (6) durante palestra proferida no Instituto Fernando Henrique Cardoso, em São Paulo.

“A série histórica dá a entender que talvez estejamos em pleno emprego. Temos dados bastante fortes do que vem acontecendo [em relação a isso]. A massa salarial e o rendimento médio real têm uma alta bastante acentuada nesse sentido. Então acho que é difícil dizer que a gente não tem, provavelmente, o mercado de trabalho mais exuberante que a gente viu nas últimas três décadas”, disse o presidente do BC.

Galípolo disse, ainda, que para o país continuar crescendo sem ter uma pressão inflacionária, é muito importante que esse crescimento se dê por aumento de produtividade. “Mas por uma produtividade que permita a gente ter uma sustentabilidade, [de forma a termos] uma duração mais longa nesse crescimento”, complementou.

Elevação dos juros

Ele reiterou que a elevação dos juros se deve às pressões inflacionárias. “A gente sabe que 15% é uma taxa de juros elevada, mas percebam a situação que a gente tinha em abril: 57% dos itens que compõem o IPCA estavam superiores ao dobro da meta de inflação”, disse.

“A gente não vê a inflação na meta em nenhum dos horizontes, nem até 2028, pelas expectativas do Focus. É óbvio que o BC tem suas próprias projeções. E a gente incorpora todas essas projeções. Dentro das expectativas do Focus e dentro das nossas projeções, esse é um indicativo de bastante incômodo”, complementou.



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Programa da ABCZ comprova ganhos de desempenho com touros nelore PO



O PMGZ Carne, programa desenvolvido pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), acaba de comprovar a superioridade da genética zebuína melhoradora na cadeia produtiva da carne.

Um abate recente de 60 animais da raça nelore da ACN Agropecuária, filhos de 22 touros PO diferentes, registrou médias de desempenho e qualidade que superam amplamente os índices observados no mercado de frigoríficos.

Com apenas 22 meses de idade, o lote de animais em confinamento demonstrou uma performance zootécnica notável, reforçando a eficiência da seleção genética. Confira os dados:

  • Peso Final de Confinamento: 682,22 kg
  • Carcaça: 377,96 kg
  • Arrobas: 25,20 arrobas
  • Rendimento de Carcaça: 58,59%

A média de 25,20 arrobas aos 22 meses está bem acima do padrão do mercado e reforça o potencial de retorno econômico do investimento em genética de ponta.

Qualidade da carcaça e rentabilidade comprovada

Os resultados de qualidade foram analisados pelo professor da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) e consultor da ABCZ, Ricardo Brumatti, que confirmou a superioridade zootécnica e a competitividade econômica do lote. Os indicadores de carcaça reforçam o alto padrão de acabamento e marmoreio:

  • Área de Olho de Lombo (AOL): 99,20 centímetros quadrados
  • Espessura de Gordura Subcutânea (EGP8): 8,13 milímetros
  • Nível de Marmoreio: 2,61

Ricardo Brumatti destaca que, com um custo médio de arroba de R$ 279,84, a ACN Agropecuária alcança indicadores de eficiência entre os melhores do setor. A análise detalhada revelou que o lote superior — correspondente a 30% dos animais — apresentou margens brutas acima de 12%, indicando uma forte oportunidade para a seleção contínua das melhores linhagens e o consequente aumento da rentabilidade.

Para a ABCZ, o resultado da ACN Agropecuária é mais uma evidência da relevância do PMGZ Carne. Segundo a associação, mesmo com a variabilidade genética de 60 animais, filhos de 22 pais diferentes, o ganho de produtividade foi expressivo.

“O PMGZ Carne vem demonstrando na prática os elevados ganhos em produtividade tanto no desempenho zootécnico quanto no romaneio de abate dos animais filhos de touros nelore PO. Ter ganhos expressivos bem acima da média resulta em mais dinheiro no bolso do pecuarista”, afirma Ricardo Abreu, gerente de fomento dos programas de melhoramento genético da ABCZ, em comunicado.

Também em comunicado, o pecuarista Anderson Carlos Nascimento, da ACN Agropecuária, atribui o sucesso ao investimento contínuo em genética e boa gestão. “O objetivo é que as nossas fêmeas possam parir um bezerro por ano, desmamar um bezerro pesado, somando isso à utilização de touros PO, seja por inseminação, transferência de embrião ou repasse. A meta é obter mais arrobas por hectare, que é o retorno do nosso investimento”.



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