quinta-feira, abril 23, 2026

Autor: Redação

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Agro brasileiro registra recorde de exportações em setembro



O agronegócio brasileiro atingiu, em setembro de 2025, o maior valor de exportações para o mês desde o início da série histórica, totalizando US$ 14,95 bilhões, alta de 6,1% em relação a setembro de 2024.

Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o setor representou 49% de todas as exportações do país, impulsionado principalmente pelo aumento de 7,4% nos volumes embarcados, mesmo com leve recuo de 1,1% nos preços médios internacionais.

No acumulado de janeiro a setembro, as exportações do setor somaram US$ 126,6 bilhões, com importações registrando aumento de 7,3% em setembro e 5,4% no acumulado do ano. O superávit do agronegócio brasileiro já ultrapassa US$ 111 bilhões em 2025, contribuindo para o equilíbrio das contas externas do país.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou que o desempenho confirma a resiliência do setor. “Mesmo diante de um cenário externo desafiador, o agronegócio brasileiro mantém competitividade e estratégia de diversificação de mercados e produtos. Até o momento, foram abertas 444 novas oportunidades para produtores e exportadores”, disse.

Entre os produtos de maior destaque, a carne bovina in natura registrou US$ 1,77 bilhão (+55,6%), a carne suína alcançou US$ 346,1 milhões (+28,6%), quase dobrando o volume embarcado (+78,2%), e o milho somou US$ 1,52 bilhão (+23,5%).

Produtos menos tradicionais também tiveram crescimento expressivo, como sementes de oleaginosas (+92,3%), melancias (+65%), feijões (+50,8%) e lácteos (+13,7%), reforçando a diversificação da pauta exportadora.



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Novo laboratório vai focar na fase inicial de desenvolvimento de embriões bovinos



Para contribuir com a evolução das tecnologias reprodutivas, o Instituto de Zootecnia (IZ-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, está estruturando um laboratório de produção de embriões in vitro. 

Com investimento de aproximadamente R$ 2,3 milhões, entre equipamentos e bolsas de pesquisa, o empreendimento possibilitará o desenvolvimento de pesquisas para suprir as demandas da área.

O novo laboratório está sendo montado na Divisão Avançada de Pesquisa e Desenvolvimento de Bovinos de Corte, em Sertãozinho, pelo pesquisador Tiago Henrique Camara De Bem, para avanço de estudos da fase inicial de desenvolvimento do embrião.

O projeto deve dar início a um novo grupo de pesquisa no IZ que vai contribuir com outras iniciativas da Instituição e, principalmente, com o grupo de Reprodução Animal, liderado pelo pesquisador Fábio Morato Monteiro.

Desafios e possibilidades

De acordo com De Bem, um dos principais desafios na área é que os sistemas de cultivo in vitro convencionais não conseguem reproduzir de forma adequada as condições fisiológicas do útero.

“No início do desenvolvimento, o embrião ainda não se fixa ao endométrio e depende exclusivamente dos nutrientes presentes no fluído uterino, secretado pelo tecido materno. Nós vamos buscar soluções para esta limitação”, diz.

Além de gerar conhecimento fundamental sobre a fisiologia reprodutiva bovina, esse estudo não apenas contribui, mas também abre novas possibilidades para avaliar fertilidade, processo de fecundação, patologias reprodutivas e testar fármacos e terapias, tudo com o objetivo de reduzir a necessidade do uso intensivo de animais em pesquisa.

Os resultados obtidos também poderão contribuir para o entendimento do desenvolvimento embrionário em outras espécies, incluindo seres humanos.

Viabilizando a gestação

O estabelecimento da gestação é um processo complexo e multifatorial, que envolve alterações morfológicas e mecanismos moleculares.

Assim, a viabilização dos sistemas de cultivo in vitro utilizará de duas estratégias: a primeira técnica é o uso de organoides endometriais, derivadas de tecidos in vivo, capazes de reproduzir a complexidade estrutural, funcional e biológica do útero.

Por outro lado, a segunda é fundamentada no uso de embriões bovinos produzidos por fertilização in vitro (FIV), técnica na qual oócitos e espermatozoides são coletados e fecundados em laboratório, permitindo a obtenção de embriões fora do organismo materno.

Por isso, o cultivo conjunto de embriões produzidos por FIV com organoides endometriais representa uma abordagem inovadora e promissora para investigar o crescimento do embrião e suas interações com o endométrio em condições mais controladas.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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AgroNewsPolítica & Agro

Rússia projeta safra robusta e pressiona cotações do trigo



O mercado internacional do trigo vive um momento de reacomodação



Foto: Canva

O mercado internacional do trigo vive um momento de reacomodação. A Rússia, principal exportadora global da commodity, projeta colher 88 milhões de toneladas na safra 2025/26, segundo dados oficiais do governo russo. A semeadura de inverno deve atingir 20 milhões de hectares, sinalizando forte presença no comércio internacional nos próximos meses.

Esse aumento na oferta russa ocorre em paralelo ao crescimento da capacidade de exportação de fertilizantes — que deve ultrapassar 65 milhões de toneladas este ano, com 70% destinados ao mercado externo. O avanço na autossuficiência em sementes, que deve atingir 70% em 2025, também fortalece a competitividade do país no agronegócio.

Em Chicago, os preços recuaram para US$ 5,06 por bushel, frente aos US$ 5,14 da semana anterior. A ausência do relatório do USDA, provocado pela paralisação do governo dos EUA, gerou mais um fator de instabilidade para os agentes internacionais.

A competitividade russa é reforçada por sua capacidade de manter preços baixos com logística eficiente para mercados do Oriente Médio, África do Norte e Ásia. A Rússia atua de forma estratégica, aumentando produção e assegurando presença nas principais rotas de exportação.

Ao mesmo tempo, países importadores como o Brasil sentem os efeitos da concorrência. Em setembro, o Brasil importou 568,9 mil toneladas de trigo, com 87,3% vindo da Argentina — que também busca espaço no mercado global com preços mais agressivos.

O cenário global para o trigo indica uma pressão contínua sobre os preços, especialmente se a safra russa se concretizar conforme o previsto. A tendência é de um mercado comprador mais exigente, pressionando margens e forçando ajustes em países que dependem de trigo importado ou que buscam ampliar sua participação exportadora.





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Evento reúne mais de 400 mulheres e celebra protagonismo feminino no agro



Na última sexta-feira (10), Lucas do Rio Verde sediou o 6º Encontro de Mulheres do Agro, promovido pelo Comitê Mulher Agro Detalhes, com o apoio da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT). O evento reuniu mais de 400 mulheres do agronegócio, com o objetivo de celebrar o protagonismo feminino no campo e fortalecer a rede de conexões entre produtoras, gestoras e profissionais do setor.

Taisa Botton, delegada coordenadora do núcleo da Aprosoja MT em Lucas do Rio Verde, destacou o papel estratégico da mulher dentro e fora da porteira. Ela reforçou que a associação incentiva a participação feminina tanto na formação de lideranças entre produtoras rurais quanto no seu quadro de colaboradores, composto majoritariamente por mulheres. Para a Aprosoja MT, é extremamente importante estar presente em eventos que valorizam e expõem a força feminina dentro e fora do campo.

O ponto alto do encontro foi a palestra da jornalista e especialista em agronegócio Kellen Severo, com o tema Mulheres no Agro: Ousadia para Crescer. Kellen ressaltou a relevância da participação feminina e o crescimento do setor em Mato Grosso, destacando as transformações do estado com aeroportos renovados, duplicações de rodovias e investimentos em etanol de milho. Eventos como este, com 400 mulheres juntas, mostram a força e a evolução do setor no dia a dia.

Denise Hasse, produtora rural e presidente do Comitê Mulher Agro Detalhes, também enalteceu a presença da Aprosoja MT como patrocinadora. Ela ressaltou que o encontro fortalece a mulher no agro, promovendo aprendizado, conexão e diversão, além de levar informações sobre economia, agronegócio e perspectivas futuras para o campo. O apoio da associação reforça a missão de valorizar o protagonismo feminino dentro do setor.



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Nanopartículas aumentam em até 5 vezes o desempenho das sementes em campo



O estudo sobre nanotecnologia promovido pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) investigou a eficiência de uma formulação nanomineral para a bioestimulação da germinação de sementes e melhoria do enraizamento de plantas.

Com a intensificação das mudanças climáticas nas últimas décadas, é necessário buscar por tecnologias que promovam maior resiliência dos sistemas agrícolas. Nesse sentido, o uso de nanopartículas minerais destaca-se como uma dessas inovações.

Trata-se de uma vertente da nanotecnologia com potencial de mitigar os efeitos adversos do clima e promover uma agricultura mais eficiente e sustentável.

Impactos positivos

Os resultados experimentais demonstram que o tratamento aumenta em até cinco vezes o desempenho das sementes em campo, assim como eleva a germinação em condições de déficit hídrico para 90% e faz a raiz crescer 10 vezes mais do que o seu tamanho original.

“As nanopartículas minerais são estruturas ultrapequenas compostas por elementos essenciais ao desenvolvimento vegetal. Em nossa pesquisa avaliamos nanopartículas de zinco, selênio e boro em sementes de arroz, desde a germinação até a fase de produção”, explica a pesquisadora de pós-doutorado Genaina Souza.

A pesquisa ainda demonstrou eficiência evidente dos tratamentos com nanopartículas, em especial, na germinação e desenvolvimento das plantas.

“[..] Além disso, as nanopartículas podem potencializar a absorção de nutrientes, reduzindo a dependência de fertilizantes convencionais”, prossegue. 

Expectativas para o futuro

Com base nos resultados, Epamig e a Universidade Federal de Viçosa (UFV) deram entrada, no último mês de setembro, ao depósito de patente de processo e formulação.

A eficiência nutricional, associada à capacidade de ativar defesas naturais e resistir a situações estressantes, como a seca, contribui para resiliência das plantas.

“[…] Como consequência, observa-se um impacto na produtividade agrícola, mesmo em ambientes adversos, garantindo assim, a segurança alimentar no futuro”, acrescenta Genaina.

A pesquisadora Wânia Neves, por fim, destaca que avanços tecnológicos em tolerância à seca na agricultura geram debates para conscientização da população quanto ao uso da água e a redução dos danos causados ao meio ambiente em diversas cadeias produtivas.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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AgroNewsPolítica & Agro

La Niña é confirmado. Produtor deve se preocupar?


A Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) confirmou nesta semana a instalação do La Niña 2025, caracterizada pelo resfriamento das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Com índice Niño-3.4 em -0,5°C, o fenômeno é considerado de intensidade fraca, mas deve persistir até o início de 2026, influenciando diretamente o regime de chuvas e as temperaturas no Brasil.

De acordo com o relatório divulgado no dia 9 de outubro, há alta probabilidade de que o La Niña continue atuando até o verão do Hemisfério Sul, com tendência de neutralidade apenas entre janeiro e março. Esse cenário reforça a importância do planejamento climático por parte dos produtores, já que os impactos variam conforme a região.

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Mas o que muda para a agricultura?

Embora o evento atual seja classificado como fraco, os impactos sobre a agricultura podem ser relevantes. O La Niña modifica o padrão atmosférico em larga escala e influencia diretamente o comportamento das chuvas em regiões importantes para o agronegócio. 

Algumas culturas apresentam maior resiliência às condições provocadas pelo La Niña. É o caso do tabaco, que historicamente mantém produtividade satisfatória mesmo com déficit hídrico moderado. A escolha de variedades adaptadas e estratégias de manejo conservacionista podem ajudar a mitigar os efeitos do fenômeno.

 

Nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, o La Niña costuma trazer maior regularidade nas chuvas durante a primavera e o verão. Isso cria condições mais favoráveis para o avanço do plantio da soja, milho e feijão, além de beneficiar culturas perenes como o café e a cana-de-açúcar. A perspectiva é de menor ocorrência de veranicos e maior segurança hídrica no início do ciclo agrícola.

Essas regiões, que sofreram com irregularidade climática nas últimas safras, podem ter uma temporada mais positiva caso as previsões se confirmem. O plantio antecipado, impulsionado pelo retorno das chuvas, pode melhorar a produtividade e permitir saídas mais estratégicas para a safrinha.

O cenário é oposto no Sul do país, onde o La Niña historicamente está associada à redução das chuvas e ao aumento do risco de estiagens prolongadas. No Rio Grande do Sul, os modelos climáticos indicam desvios negativos de precipitação já em dezembro, com possibilidade de prejuízos no desenvolvimento da soja, do milho e das pastagens.

A estiagem pode afetar tanto o final da colheita de culturas de inverno quanto o estabelecimento da safra de verão, exigindo ajustes no calendário agrícola e maior atenção ao uso de insumos e irrigação. Em Santa Catarina e no Paraná, o impacto tende a ser mais regionalizado, mas a tendência de chuvas abaixo da média também preocupa.





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Evento virtual da Embrapa destacará soluções sustentáveis para a indústria de alimentos



No dia 22 de outubro, das 9h às 12h, a Embrapa promoverá o evento on-line Embrapa + Innovareg, reunindo ciência, negócios e inovação em torno de soluções sustentáveis para a indústria de alimentos e bebidas.

A iniciativa busca aproximar a pesquisa científica das estratégias de mercado e oferecer caminhos para enfrentar os desafios regulatórios nacionais e internacionais na aprovação de novos ingredientes. Clique aqui para se inscrever.

Objetivo do evento virtual

O encontro terá como foco o desenvolvimento de produtos que unem sustentabilidade e saúde do consumidor. Entre as inovações que serão apresentadas estão os extratos vegetais antioxidantes, como os corantes naturais de pitaya e jabuticaba. Também serão destaques produtos que aproveitam resíduos agroindustriais, transformando farinhas e extratos de subprodutos, como a farinha de baru e o óleo de semente de maracujá.

Além disso, o evento destacará óleos vegetais da biodiversidade, incluindo o óleo da amêndoa da castanha de caju, oferecendo novas possibilidades para a indústria de alimentos.

Outro destaque do evento será a apresentação de ingredientes para produtos plant-based incluindo concentrados proteicos e fibras alimentares derivados do caju. Essas soluções agregam valor nutricional aos produtos e também contribuem para a redução do desperdício e para a diversificação do uso da biodiversidade brasileira reforçando práticas de produção mais sustentáveis

Faça parte!

O público-alvo inclui profissionais das áreas de pesquisa e desenvolvimento, regulatórios, qualidade, inovação e negócios estratégicos. A proposta é oferecer conhecimento aplicado e inspiração para a criação de produtos que respondam às demandas de saudabilidade, sustentabilidade e diferenciação tecnológica no mercado global de alimentos.



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Ciclone e frente fria avançam, enquanto calor segue em parte do país; veja como fica o tempo



Entre os dias 13 e 17 de outubro, o Brasil enfrentará contrastes climáticos. Um ciclone extratropical e uma nova frente fria devem provocar chuvas, ventos fortes e possibilidade de granizo nas regiões Sul e Sudeste.

Enquanto isso, o interior do país seguirá sob temperaturas elevadas, com calor de até 39 °C em algumas áreas. Confira a previsão do tempo detalhada por região:

Sul do país

A frente fria se afasta, mas o ciclone extratropical segue em alto-mar, próximo à costa. Rajadas de vento mais fortes podem ocorrer na Serra e no nordeste gaúcho. As pancadas de chuva se concentram no norte do Rio Grande do Sul, enquanto o tempo melhora gradualmente nas demais áreas.

No Paraná e em Santa Catarina, as instabilidades persistem até o fim do dia. A partir de terça-feira (14), o tempo volta a ficar ensolarado nas áreas produtoras, favorecendo o avanço das operações em campo. No entanto, os produtores devem redobrar a atenção a partir de quinta-feira, quando a formação de um cavado pode provocar novos temporais, rajadas intensas e queda de granizo no oeste dos três estados.

Os acumulados devem variar entre 30 e 40 milímetros, mantendo a boa umidade do solo. No centro-leste, a chuva retorna apenas na sexta-feira (17), com volumes entre 10 e 20 milímetros, sem prejuízo nos trabalhos em campo.

O tempo no Sudeste

O avanço de uma nova frente fria traz pancadas de chuva para São Paulo, centro-sul e oeste de Minas Gerais, além do Rio de Janeiro. Há risco de temporais, ventos acima de 100 km/h e possibilidade de granizo, especialmente nesta segunda-feira (13). As rajadas podem causar danos em cafezais em florada e provocar quedas de árvores, com risco de interrupção no fornecimento de energia.

Na terça-feira (14), o tempo melhora em São Paulo, mas os temporais continuam em Minas Gerais, Rio de Janeiro e no centro-sul do Espírito Santo. O acumulado da semana deve ficar em torno de 50 milímetros, o que ajuda a repor a umidade do solo e encerrar o período de tempo quente e seco nas áreas produtoras. Com o retorno das chuvas, o plantio da safra 2025/26 deve ganhar ritmo em toda a região.

Centro-Oeste

As instabilidades permanecem sobre grande parte do Centro-Oeste, especialmente em Mato Grosso do Sul, sul e sudoeste de Mato Grosso e parte de Goiás. As temperaturas caem levemente nas áreas com maior volume de chuva, mas o calor ainda predomina.

A baixa pressão sobre o Paraguai favorece a formação de nuvens carregadas, garantindo uma semana chuvosa, com volumes entre 70 e 100 milímetros em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Em Goiás, o centro-sul do estado deve registrar entre 30 e 40 milímetros, enquanto o norte terá volumes mais baixos, de 10 a 15 milímetros. Nessas áreas, o produtor deve manter cautela no avanço do plantio, já que as chuvas mais regulares devem se consolidar apenas a partir da semana do dia 20 de outubro.

Como fica o tempo no Nordeste?

O calor intenso e a baixa umidade continuam predominando no interior do Nordeste, com máximas que podem chegar a 39 °C. O risco de incêndios permanece elevado. A chuva se concentra na faixa litorânea, no nordeste e leste da Bahia, além do litoral do Maranhão.

Os acumulados variam entre 15 e 25 milímetros nessas áreas, elevando levemente a umidade do solo. A projeção para a semana do dia 20 é mais otimista, com previsão de 40 a 50 milímetros na Bahia, centro-sul do Maranhão e centro-sul do Piauí, favorecendo o início do plantio de soja, feijão e milho nas principais regiões produtoras.

Norte do Brasil

No Norte do país, a semana será quente e úmida, com pancadas de chuva atuando sobre Amazonas, Acre, Pará, Rondônia e norte do Tocantins. O tempo segue abafado, típico do período de transição.

Os volumes devem variar entre 40 e 50 milímetros em Rondônia, Acre, Amazonas e centro-oeste do Pará, garantindo boa umidade no solo. No Tocantins, as chuvas retornam de forma gradual, com 10 a 15 milímetros nos próximos dias. Volumes mais expressivos, acima de 50 milímetros, são esperados para todo o estado a partir da semana do dia 20, consolidando o início da nova safra.

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AgroNewsPolítica & Agro

Brasil exporta menos café, mas fatura mais em setembro


O Brasil exportou 3,750 milhões de sacas de 60 quilos de café em setembro, número 18,4% menor que o registrado no mesmo mês de 2024, quando foram embarcadas 4,598 milhões de sacas. Apesar da queda no volume, a receita cambial aumentou 11,1%, totalizando US$ 1,369 bilhão, segundo o relatório estatístico mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Nos três primeiros meses do ano safra 2025/26, o comportamento se manteve, com os embarques reduzidos em 20,6%, somando 9,676 milhões de sacas, enquanto a receita subiu 12%, atingindo US$ 3,521 bilhões, em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Entre janeiro e setembro de 2025, a tendência de retração no volume e alta na receita permaneceu. O país exportou 29,105 milhões de sacas, queda de 20,5% frente aos 36,593 milhões registrados nos nove primeiros meses de 2024. A receita, por sua vez, cresceu 30%, passando de US$ 8,499 bilhões para US$ 11,049 bilhões.

No mês passado, os Estados Unidos reduziram em 52,8% as importações de café brasileiro em relação a setembro de 2024, comprando 332.831 sacas e ocupando o terceiro lugar entre os principais destinos. A Alemanha liderou com 654.638 sacas, seguida pela Itália, com 334.654, ambas também com retração nas aquisições.

O presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, afirmou que não é possível renunciar ao mercado norte-americano, que segue como o principal destino das exportações brasileiras no acumulado do ano. Segundo ele, após as sinalizações positivas do presidente Donald Trump, na Assembleia da ONU e em conversa com o presidente Lula, o governo brasileiro precisa agir rapidamente. “O Poder Executivo precisa se mobilizar com urgência em prol do país. Não existe mais o receio de não haver abertura ao diálogo diplomático e os exportadores brasileiros, em nosso caso específico do café, já sofrem fortes impactos nesses dois meses de vigência das taxas, com nossos parceiros importadores americanos solicitando a postergação ou mesmo o cancelamento dos negócios devido ao elevado encarecimento do produto impulsionado pelo tarifaço”, afirmou.

Ferreira informou que, após o contato entre os presidentes dos dois países, o Cecafé solicitou reunião com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, para reforçar a relevância e a interdependência comercial entre Brasil e Estados Unidos no setor cafeeiro.

“Somos os maiores produtores e exportadores globais e os Estados Unidos os principais importadores e consumidores do mundo. Respondemos por mais de um terço de tudo que é movimentado com café nos EUA, onde 76% da população consome a bebida. Não podemos relativizar o mercado americano para nossos cafés, tampouco eles podem abrir mão do nosso produto, pois não há outro fornecedor que supra em volume e qualidade o que ofertamos. Os setores privados brasileiro e americano fizeram e seguem fazendo seu dever de casa, tanto que o café foi incluído em uma lista de possíveis isenções das tarifas, mas, para isso, é necessário haver um relacionamento comercial bilateral. Ou seja, é mais do que hora de agir”, disse Ferreira.

Mesmo com a queda nas compras, os Estados Unidos seguem como o principal destino dos cafés brasileiros entre janeiro e setembro de 2025, com a importação de 4,361 milhões de sacas, volume 24,7% menor que no mesmo período do ano anterior, representando 15% do total exportado.

Na sequência, figuram como principais destinos Alemanha, com 3,727 milhões de sacas e queda de 30,5%; Itália, com 2,324 milhões (-23,3%); Japão, com 1,891 milhão (+15%); e Bélgica, com 1,703 milhão (-48,8%).

Nos nove primeiros meses de 2025, o café arábica manteve a liderança nas exportações brasileiras, com 23,200 milhões de sacas, o equivalente a 79,7% do total, apesar da queda de 12,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. A espécie canéfora (conilon + robusta) somou 3,062 milhões de sacas, o café solúvel totalizou 2,799 milhões e o segmento de café torrado e moído alcançou 43.644 sacas.

O Porto de Santos manteve a posição de principal via de exportação do café brasileiro em 2025, responsável pelo embarque de 23,093 milhões de sacas, ou 79,3% do total. Em seguida, aparecem o complexo portuário do Rio de Janeiro, com 4,926 milhões (16,9%), e o Porto de Paranaguá (PR), com 279.155 sacas, equivalente a 1%.





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como a adubação otimiza o diferimento e o desempenho do gado



Garantir alimento de qualidade e em quantidade durante a estiagem é um desafio central para a pecuária lucrativa. A adubação da pastagem se consolida como uma estratégia poderosa para o sucesso do diferimento (vedação) e para o aumento da capacidade de suporte da propriedade.

Segundo o zootecnista Iorrano Cidrini, ao adubar o pasto com foco no diferimento, o produtor rural eleva significativamente a quantidade e a qualidade da forragem acumulada. Esse manejo não apenas aumenta a capacidade de suporte da propriedade, mas também melhora diretamente o desempenho dos animais no período seco.

O nitrogênio é o principal nutriente que promove o crescimento vegetal, e a adubação nitrogenada é essencial para otimizar o processo de acúmulo de massa. Um pasto diferido com a devida nutrição reduz a necessidade de suplementação, pois oferece um alimento com valor nutritivo superior, diminuindo os custos operacionais.

Confira o que diz o especialista:

Três benefícios diretos da adubação no diferimento

A adubação no diferimento promove alterações na fisiologia e no metabolismo da forrageira, garantindo um estoque superior de material para o rebanho:

  • Arranque inicial acelerado: a aplicação de nutrientes proporciona um crescimento inicial mais rápido do capim. Isso é crucial para garantir o maior estoque de massa em um intervalo de vedação mais curto.
  • Maior período verde: a adubação altera a fisiologia da planta, fazendo com que ela permaneça verde por mais tempo, tanto durante o período em que está vedada quanto no momento da utilização pelo gado.
  • Melhor valor nutricional: como consequência do metabolismo otimizado, o teor de proteína bruta e o valor nutricional do pasto diferido aumentam, resultando em maior desempenho e ganho de peso para os bovinos.

Estratégia de escalonamento para maximizar estoque e qualidade

A adubação pode ser integrada de forma estratégica com a técnica de escalonamento do diferimento. Sem adubação, o escalonamento pode resultar em períodos de vedação mais curtos, o que garante a máxima qualidade da forragem, mas penaliza o estoque acumulado.

No entanto, ao combinar o escalonamento com a adubação, é possível alcançar o “melhor dos mundos”: o produtor obtém diferimentos mais curtos, com um crescimento acelerado da forragem, resultando em um alto teor de proteína bruta.

Isso permite o uso de uma área de alta qualidade e ter, simultaneamente, outra área diferida, garantindo maior estoque e qualidade contínua para o período de ocupação na seca.



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