sábado, maio 23, 2026

Autor: Redação

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Nova compra acelera remoção de carbono agrícola



O programa de carbono da Indigo já acumula quase uma megatonelada de impacto



O programa de carbono da Indigo já acumula quase uma megatonelada de impacto climático positivo
O programa de carbono da Indigo já acumula quase uma megatonelada de impacto climático positivo – Foto: Divulgação

A Indigo anunciou nesta terça-feira  uma nova parceria com a Microsoft para acelerar a remoção de carbono do solo. A gigante da tecnologia adquiriu 60.000 créditos de carbono gerados pela quarta e maior “safra de carbono” da Indigo, certificada em abril pelo Climate Action Reserve. A compra expande o acordo anterior, firmado em junho de 2023, quando a Microsoft adquiriu 40.000 créditos.

O programa de carbono da Indigo já acumula quase uma megatonelada de impacto climático positivo, além de evitar o escoamento de mais de 240 bilhões de litros de água superficial. A empresa destina 75% do valor das vendas diretamente aos agricultores, estimulando práticas de agricultura regenerativa em todo os Estados Unidos.

Segundo Dean Banks, CEO da Indigo Ag, a confiança da Microsoft valida a robustez científica e tecnológica do programa, que hoje beneficia mais de 20 milhões de acres em 15 países. O projeto garante que o carbono permaneça no solo por décadas, oferecendo uma solução confiável e de longo prazo.

“Quando a Microsoft, reconhecida como um dos principais impulsionadores do mercado de carbono, investe nos créditos da Indigo, confirma sua confiança na nossa ciência, equipe e tecnologia. Nosso portfólio de biológicos de alta performance e de sustentabilidade já estão presentes em mais de 20 milhões de acres em 15 países, e este acordo reforça a confiança no trabalho árduo dos agricultores para criar um sistema agroalimentar saudável e resiliente”, indica.

Para Brian Marrs, Diretor Sênior da Microsoft, a iniciativa vai além da mitigação climática. Ela promove a resiliência das propriedades rurais, protege bacias hidrográficas e impulsiona o desenvolvimento econômico nas comunidades agrícolas.

 

“Realizamos uma diligência rigorosa ao escolher projetos para nosso portfólio, e estamos satisfeitos em apoiar este projeto como parte do portfólio mais amplo de soluções de remoção de carbono de alta qualidade da Microsoft. A colaboração busca proteger a segurança econômica do nosso sistema agroalimentar com uma abordagem mensurável e escalável para remoção de carbono baseada na agricultura”, conclui.

 





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Caso de gripe aviária em ave silvestre não muda perspectiva de controle em ave comercial, diz ministro



O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que as novas ocorrências de gripe aviária em aves silvestres não alteram a perspectiva de controle e contenção da doença no plantel comercial.

“Tivemos 166 casos de gripe aviária em aves silvestres. O Brasil faz parte de rotas migratórias entre o Hemisfério Sul e o Hemisfério Norte e as aves que venham contaminadas ao território brasileiro podem transmitir a gripe aviária a outras aves silvestres”, disse Fávaro a jornalistas, na quarta-feira (28), após participar de audiência na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados.

O Brasil confirmou dois novos focos da influenza aviária de alta patogenicidade em aves silvestres, um em Montenegro (RS) e outro em Mateus Leme (MG). As notificações em aves e/ou de subsistência não trazem restrições ao comércio internacional de produtos avícolas brasileiros, conforme prevê a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

Esses novos focos também não são contabilizados como novas ocorrências da doença dentre o período de 28 dias de vazio sanitário necessário para o país retomar o status de livre de gripe aviária no plantel comercial.

O ministro afirmou que é necessário o sistema sanitário ser robusto e ágil no recolhimento de possíveis carcaças de animais contaminados para que não se tornem novos pontos de proliferação da gripe aviária.

“O sistema brasileiro é muito robusto e por isso o Brasil resistiu por tanto tempo sem gripe aviária no plantel comercial. Não estamos livres da ocorrência de novos focos em granjas comerciais, mas, independente disso, o sistema brasileiro vai se reforçando”, observou.

O país já registrou 166 casos da doença em animais silvestres (sendo 162 em aves silvestres e 4 em leões-marinhos), 3 focos em produção de subsistência, de criação doméstica, e 1 em produção comercial, somando 170 no total do Brasil.

Até o momento, há um caso confirmado de gripe aviária (influenza aviária de alta patogenicidade, H5N1) em granja comercial, em Montenegro, em um matrizeiro de aves na Região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.



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Geada se aproxima, neve aparece, ciclone ameaça o Brasil e tempo vira ‘de ponta cabeça’ nas lavouras



Os produtores de soja já podem se preparar, pois os impactos da mudança no tempo devem ser sentidos nos próximos dias. O frio ganhou força no Sul e em parte do Centro-Sul do Brasil, com previsão de geada em áreas do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e sul do Mato Grosso do Sul, prejudicando lavouras e pastagens.

A previsão também indica a formação de um novo ciclone extratropical, que deve trazer temporais, ventos fortes, queda de granizo e volumes elevados de chuva para os três estados do Sul. O clima segue instável e exige atenção redobrada no campo.

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Alerta para a safrinha de milho

Produtores de milho segunda safra, especialmente no Paraná, estão em estado de alerta. As geadas atingem áreas em fase reprodutiva da cultura, aumentando o risco de prejuízos. No sul do Mato Grosso do Sul, também cresce a preocupação entre pecuaristas e agricultores que iniciaram o cultivo das lavouras de inverno.

Clima e tempo

A massa de ar polar segue atuando e mantém as temperaturas baixas, principalmente durante as madrugadas. As mínimas devem ficar abaixo dos 10 °C em grande parte do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Há risco de novas geadas entre os dias 30 de maio e 2 de junho.

No Sudeste, o ar seco predomina. Estados como São Paulo, Minas Gerais e Goiás seguem com baixa umidade do solo, o que agrava o estresse hídrico em áreas agrícolas.

Aparição de neve

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), não está descartada a possibilidade de neve em pontos isolados do Rio Grande do Sul e Paraná. Já em Santa Catarina, o fenômeno já ‘deu as caras’. A previsão indica ocorrência de neve na serra gaúcha e na região sudoeste do estado, assim como na serra e no Planalto Norte de Santa Catarina, estendendo-se até o sul do Paraná, onde a probabilidade de neve é ainda maior.

A possibilidade de neve geralmente ocorre com temperaturas mínimas entre 2°C e -2°C, além da combinação de umidade e temperaturas baixas.

E o tempo em junho?

O mês começa com tempo seco e frio na maior parte do Centro-Sul. As chuvas devem continuar escassas na primeira quinzena, o que mantém o alerta para o déficit hídrico, especialmente em regiões que se preparam para o plantio das culturas de inverno.

No Norte do país, a tendência é de redução gradual das chuvas, marcando o início da transição para o período seco, sobretudo no centro-sul do Pará e no Tocantins.

Já no Nordeste, as precipitações continuam concentradas na faixa litorânea, mas com volumes irregulares. O interior da região permanece com baixa disponibilidade hídrica, o que segue desafiando a produção agrícola.



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Tribunal dos EUA anula tarifas globais de Trump


Em uma decisão histórica proferida em 28 de maio de 2025, o Tribunal de Comércio Internacional dos Estados Unidos invalidou as tarifas globais impostas pelo ex-presidente Donald Trump, conhecidas como “tarifas do Dia da Libertação”. 

O tribunal determinou que Trump excedeu sua autoridade ao utilizar a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) de 1977 para justificar a imposição unilateral de tarifas sobre uma ampla gama de produtos importados. 

As tarifas, implementadas em abril de 2025, incluíam uma taxa universal de 10% sobre a maioria dos produtos importados, além de tarifas específicas de 25% sobre produtos do México e Canadá, e de 30% sobre produtos chineses. A administração Trump alegou que essas medidas eram necessárias para combater ameaças econômicas emergenciais, como o tráfico de fentanil.

No entanto, o painel de três juízes concluiu que a IEEPA não concede ao presidente poderes ilimitados para impor tarifas sem a aprovação do Congresso. A decisão suspende permanentemente essas tarifas e impede futuras imposições similares sob a mesma justificativa legal.

Repercussões econômicas e políticas

A decisão foi resultado de ações judiciais movidas por uma coalizão de estados liderados por Oregon e por pequenas empresas afetadas pelas tarifas. Ilya Somin, professor de Direito da Universidade George Mason e advogado dos autores, afirmou que a decisão representa uma vitória significativa contra abusos de poder executivo.

O mercado financeiro reagiu positivamente à notícia. Os futuros do Dow Jones subiram quase 500 pontos, ou 1,1%, enquanto os futuros do S&P 500 e do Nasdaq aumentaram 1,4% e 1,6%, respectivamente, após o anúncio.

Implicações para o agronegócio brasileiro

Para o Brasil, especialmente para o setor agroexportador, a anulação das tarifas representa uma oportunidade estratégica. Com a suspensão das barreiras tarifárias, produtos agrícolas brasileiros podem ganhar competitividade no mercado norte-americano, substituindo fornecedores de países anteriormente favorecidos ou afetados pelas tarifas.

Além disso, a decisão pode facilitar negociações bilaterais e acordos comerciais mais favoráveis ao Brasil, reduzindo incertezas e promovendo um ambiente de comércio mais estável. No entanto, é essencial que o setor esteja atento às possíveis retaliações ou mudanças nas políticas comerciais dos EUA, que podem impactar o fluxo de exportações brasileiras.

A revogação das tarifas globais impostas por Trump marca um momento crucial na política comercial dos Estados Unidos, reafirmando os limites do poder executivo e destacando a importância do equilíbrio entre os poderes. Para o Brasil, abre-se uma janela de oportunidades no comércio internacional, especialmente para o agronegócio, que deve ser aproveitada com estratégia e cautela.

Miguel Daoud

Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Taxa de desemprego tem queda no trimestre até abril, mostra IBGE



A taxa de desocupação (desemprego) no Brasil caiu para 6,6% no trimestre encerrado em abril, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta quinta-feira (29), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa é a menor taxa para o período desde 2012.

O resultado ficou abaixo do piso das expectativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, de 6,7%. O teto das projeções era de 7,1%, com mediana de 6,9%.

Em igual período do ano anterior, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 7,5%. No trimestre encerrado em março, a taxa de desocupação estava em 7%.

A renda média real do trabalhador foi de R$ 3.246 no trimestre encerrado em abril. O resultado representa alta de 3,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 349,4 bilhões no trimestre até abril, alta de 5,9% ante igual período do ano anterior.

Ocupação

Segundo o IBGE, o Brasil registrou crescimento de 288 mil vagas no mercado de trabalho em apenas um trimestre. A população ocupada ficou em 103,257 milhões de pessoas no trimestre encerrado em abril de 2025. Em um ano, esse contingente aumentou em 2,453 milhões de pessoas.

Já a população desocupada aumentou em 69 mil pessoas em um trimestre, totalizando 7,273 milhões de desempregados no trimestre até abril. Em um ano, 941 mil pessoas deixaram o desemprego.

A população inativa somou 110,53 milhões de pessoas no trimestre encerrado em abril, 357 mil inativos a mais que no trimestre anterior. Em um ano, houve aumento de 1,512 milhão de pessoas.

O nível da ocupação – percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar – que era de 58,2% no trimestre encerrado em janeiro manteve-se no trimestre até abril. No trimestre terminado em abril de 2024, o nível da ocupação era de 57,3%.



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Certificação fortalece imagem da pecuária e permite acesso a mercados mais exigentes, diz CNA



O Brasil conquistou, nesta quinta-feira (29), um marco histórico para sua pecuária: o reconhecimento como país livre de febre aftosa sem vacinação. A certificação foi oficializada pela Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA) durante a 92ª Sessão Geral da Assembleia Mundial de Delegados, realizada em Paris, França.

Para o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, o novo status sanitário é resultado de uma campanha nacional que envolveu produtores, federações, sindicatos e o poder público. “O anúncio feito hoje é um reconhecimento desse esforço coletivo. Mais do que nunca, o Brasil pode vender carne para qualquer país do mundo”, afirmou.

O novo status sanitário é visto como uma oportunidade estratégica para aumentar o valor da carne brasileira no exterior e consolidar a posição do país como líder global na produção pecuária.

O vice-presidente da CNA, Gedeão Pereira, destacou a importância do avanço. “Todo o setor de carne se beneficia. O mercado internacional exige quantidade, rapidez e qualidade. Temos que cuidar do nosso rebanho ainda mais”, alertou.

“O novo status traz também novos desafios e responsabilidades para todos os atores envolvidos, com vistas a manter o rebanho em condições sanitárias adequadas e a fortalecer cada vez mais o papel do país como grande produtor e fornecedor de alimentos de origem animal para o Brasil e o mundo”, informou a Associação Brasileira de Frigoiríficos (Abrafrigo) em nota.

A senadora Tereza Cristina, vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), classificou o dia como histórico. Ela lembrou que o certificado é fruto de anos de trabalho coordenado e reforçou a responsabilidade de manter o status. “Os produtores agora podem acessar mercados mais exigentes e que pagam melhor. É uma conquista construída com muitas mãos”, disse.

Já o presidente da Famasul, Marcelo Bertoni, afirmou que o reconhecimento comprova a responsabilidade dos produtores brasileiros. “Esse status reforça a qualidade da nossa carne e pode abrir novos mercados, valorizando ainda mais o nosso produto”.

Segundo a CNA, a retirada gradual da vacinação foi conduzida com base no Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (PNEFA). O processo contou com estudos soroepidemiológicos que comprovaram a ausência do vírus no território nacional, condição obrigatória para o reconhecimento internacional.



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Soja avança; milho mantém viés de baixa



No Brasil, o milho também subiu, mas de forma mais contida



No Brasil, o milho também subiu, mas de forma mais contida
No Brasil, o milho também subiu, mas de forma mais contida – Foto: Canva

Na última semana, os contratos futuros da soja em Chicago fecharam em alta, impulsionados por preocupações climáticas e discussões sobre política de biocombustíveis nos Estados Unidos. Segundo relatório da StoneX, apesar de uma realização de lucros na sexta-feira (23), a oleaginosa acumulou valorização semanal de 1%, com o contrato para julho encerrando a US$ 10,60/bushel.

Nesse contexto, é possível dizer que o mercado segue atento às negociações sobre a prorrogação dos créditos 45Z, que podem favorecer o uso de matérias-primas locais para biocombustíveis, fortalecendo especialmente a demanda por óleo de soja. Além disso, o clima excessivamente chuvoso na Argentina tem trazido atrasos na colheita e pode impactar negativamente a produtividade, embora os danos ainda estejam sendo avaliados.

Por outro lado, o milho mantém tendência de baixa em Chicago, mesmo após um avanço técnico na última semana. O contrato jul/25 subiu 3,6%, fechando a US$ 4,59/bushel, movimento explicado pela elevada quantidade de posições vendidas, que gerou um repique no curto prazo. Contudo, os fundos seguem aumentando apostas na queda, confiantes em uma safra robusta nos EUA, que avança rapidamente.

No Brasil, o milho também subiu, mas de forma mais contida. O contrato jul/25 na B3 avançou 1,7%, refletindo a expectativa de uma boa safrinha, sobretudo no Mato Grosso, onde os preços físicos já se aproximam dos R$ 50/saca. A competitividade do milho brasileiro no segundo semestre deve pressionar o mercado externo, limitando maiores altas para os contratos em Chicago.





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Micro e pequeno empreendedor: qual é a diferença?


A classificação do produtor rural como micro ou pequeno empreendedor vai muito além do simples volume de faturamento. Enquanto nas áreas urbanas os limites são bem definidos, no campo, fatores como tamanho da propriedade, mão de obra utilizada e intensidade de produção também entram na conta. A explicação é de José Eduardo Carrilho, consultor de negócios do Sebrae-SP, que esclarece as principais diferenças e orientações para o agricultor familiar entender seu enquadramento.

Faturamento é apenas uma parte da equação

Segundo Carrilho, o critério mais comum para diferenciar micro e pequeno empreendedor rural é o faturamento anual. “A grosso modo, podemos classificar o pequeno produtor como aquele que fatura até R$ 360 mil por ano”, aponta.

No entanto, ele ressalta que essa não é a única forma de classificação. “O porte do produtor também pode ser determinado pelo tamanho da propriedade e pela intensidade do cultivo.”

Outros fatores que influenciam na prática

Apesar de a legislação não diferenciar de forma clara os aspectos práticos do micro e pequeno produtor rural, algumas características são comuns. “Normalmente, o microempreendedor utiliza mão de obra familiar, adota métodos menos tecnológicos e depende mais de terceiros para comercialização”, explica o consultor.

Benefícios e obrigações

Estar enquadrado corretamente é fundamental para acessar benefícios específicos. “Há linhas de crédito exclusivas para pequenos produtores, além de vantagens em compras públicas e programas governamentais”, afirma Carrilho.



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Brasil recebe na França certificado de zona livre de febre aftosa sem vacinação



O Brasil recebeu nesta quinta-feira (29) em Paris, na França, o certificado de zona livre de febre aftosa sem vacinação. A cerimônia aconteceu durante a assembleia geral da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), em Paris, França. O documento que garante a chancela foi entregue ao diretor de defesa Animal do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Marcelo Motta.

A delegação brasileira que participa da cerimônia é composta por cerca de 90 representantes, incluindo membros do Mapa e parlamentares ligados à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). O grupo é chefiado por Marcelo Moura, delegado da área animal do Mapa.

Segundo os representantes da delegação, o Brasil tem se destacado nas discussões técnicas ao apresentar os resultados obtidos com o fortalecimento do serviço veterinário oficial e o fim gradual da vacinação contra febre aftosa.

A senadora Tereza Cristina, vice-presidente da FPA, afirmou um dia antes da entrega do certificado que o novo status sanitário representa uma valorização da carne bovina brasileira no mercado internacional. Ela destacou que o fim da vacinação permite ao Brasil acessar mercados mais exigentes, que até então restringiam a compra de carne proveniente de animais vacinados.

O vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Gedeão Pereira, reforçou que a conquista é resultado do progresso da pecuária nacional. “O mérito dessa conquista vem da qualidade crescente da nossa produção. Agora temos a responsabilidade de manter esse status”, afirmou.

Atualmente, o Brasil já exporta carne bovina para países como China, Estados Unidos e União Europeia. Com o reconhecimento oficial da OMSA, a expectativa é ampliar a presença brasileira em novos mercados e melhorar os preços pagos pela carne nacional.



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Gripe aviária pode gerar prejuízo de R$ 1 bilhão


O Brasil, maior exportador mundial de carne de frango, enfrenta impactos comerciais após a confirmação de casos de gripe aviária (H5N1) em uma granja no Rio Grande do Sul. Países e regiões como China, Argentina, Japão e União Europeia já impuseram suspensões totais ou parciais às compras do produto brasileiro.

Segundo estimativas preliminares do governo, a crise pode resultar na perda de vendas de 50 mil a 100 mil toneladas de carne de frango, com prejuízos superiores a R$ 1 bilhão, caso a doença avance para outros estados — como o Tocantins, onde há investigações em andamento.

Para conter o avanço do vírus, medidas sanitárias como o abate de animais, descarte de ovos e rastreamento de lotes foram adotadas. A retomada das exportações, no entanto, dependerá da eficácia dessas ações e da manutenção do vírus restrito à área inicial. O governo aposta na regionalização das vendas, com foco em estados ainda não afetados.

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que, se não forem registrados novos casos, o Brasil poderá ser declarado livre do vírus em 28 dias, conforme os protocolos internacionais de controle da gripe aviária.

Para o setor avícola, o cenário exige atenção. “A confirmação de casos de gripe aviária serve como um sinal de alerta importante para o setor. Mesmo cadeias produtivas estruturadas e profissionalizadas, como a avicultura, continuam expostas a riscos externos, sejam eles sanitários, climáticos ou econômicos, como vimos recentemente com a alta dos ovos”, afirma Andre Paranhos, vice-presidente da unidade de Agronegócio da consultoria Falconi.

Paranhos destaca que os desafios enfrentados evidenciam a necessidade de gestão preventiva e estratégica. “O agronegócio brasileiro opera sob pressão constante, com margens apertadas e uma série de exigências logísticas e sanitárias. Nessas condições, estar preparado para lidar com imprevistos não é mais um diferencial. Gestão de crise não pode ser algo improvisado. A ausência dela pode afetar a eficiência de qualquer companhia. Quem trata esse tema como parte central do negócio tem mais chance de atravessar turbulências sem comprometer toda a operação”, complementa.

Segundo Paranhos, uma gestão eficiente de riscos passa por medidas preventivas e reativas que assegurem a continuidade da produção. Ele destaca a importância do mapeamento de vulnerabilidades, da adoção de protocolos estruturados e do investimento em tecnologias de monitoramento. Para ele, evitar os “três Ds” — descuido, desleixo e desconhecimento — é essencial.

“A saída para evitar crises nas produções está na profissionalização da gestão e na adoção de uma visão estratégica. Os produtores que souberem integrar planejamento, gestão de risco, tecnologia de dados e conhecimento pessoal para se adaptarem para a competitividade no mercado, alcançarão a tão sonhada eficiência operacional. O Brasil é referência em produção de qualidade, mas o agronegócio não pode deixar de encarar esses desafios com inovação e eficácia”, conclui.





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